Capítulo Vinte e Um
Sakura Card Captors
Jagged Amber
Fic de Starjade
Traduzida por Forbidden Queen
Fugindo
Yelan estava parada no meio da cozinha ouvindo com atenção o que alguém falava pelo telefone. Seus olhos estavam presos ao relógio enquanto via os minutos correrem.
"Você quer dizer que…as 'provas' dos anciões eram algumas fotografias?" Yelan perguntou, a voz perigosamente baixa. "Que tipo de idiota iria julgar algo-" Ela parou e respirou fundo, passando as mãos pelos cabelos frustrada.
"Obrigada pela sua ajuda. Eu te ligo de novo mas tarde." Ela falou rápido e desligou o telefone, respirando com força.
Ela não ia perder Sakura. A menina era…era um milagre. Ela havia melhorado muito aquela casa…simplesmente sendo ela mesma e aceitando Syaoran como ele era. Tantos outros haviam chegado e ido embora, vendo a cegueira dele como um defeito, olhando para ele como se ele fosse um baú de tesouro ou como um menino que precisava "desesperadamente de ajuda". Sakura via além disso…
E então, tudo estava indo por água abaixo.
Esfregando o rosto, ela bateu a cabeça sobre a mesa cansada. Ela não fazia idéia de por onde começar. Sakura partiria em algumas horas no máximo e ela não tinha idéia de onde Sakura poderia estar. Por que os anciões tratavam o garoto daquele jeito? Eles sempre foram meio amargos com Syaoran, por razões que ninguém conseguia entender, mas para arrancar a única coisa que o fazia feliz? Isso era pura crueldade.
Então o telefone tocou e Yelan atendeu. "Alô?" Ela falou no bocal, o cansaço óbvio na sua voz.
"Tia Yelan! Xiao-Lang…o Xiao-Lang foi embora!"
Era Meiling. Ela estava sem fôlego e parecia apreensiva. Yelan se ficou se levantou da cadeira e segurando o telefone com mais força, o medo tomando conta do seu corpo.
"O que você quer dizer?"
"Ele…ele foi atrás dela."
Uma onda de puro choque atingiu o corpo da mulher mais velha e ela se largou de volta na cadeira com um baque. Os olhos arregalados sem acreditar, ela mal consegui soltar um "O quê?" para o telefone.
"Eu tô falando sério, tia Yelan! Ele foi atrás dela! Mas…não importa, ele não pode! Ele é cego, ele está machucado…qualquer coisa pode acontecer com ele na rua, Tia Yelan, qualquer coisa!"
Yelan respirou fundo e fechou os olhos.
Seu filho…seu filho fora atrás de Sakura.
Era quase como se uma benção lhe fosse concedida e ela uniu as mãos para agradecer. Então seus olhos se arregalaram quando ela entendeu o significado das palavras de Meiling e ela ficou tensa.
Era verdade. Aquele sexto sentido sempre sumia quando ele se machucava…ele não tinha como se proteger. Syaoran sempre se recusou a usar uma bengala ou qualquer coisa parecida…então como ele conseguiria sobreviver nas ruas movimentadas de Hong Kong?
"Meiling, eu vou te buscar no hospital agora. Fique preparada," Yelan falou para o bocal e desligou o telefone o colocando de volta na base e pegou sua blusa.
Seu filho…seu único filho…
Não importa o que acontecesse, ela jamais poderia retribuir a Sakura por ter ajudado seu filho.
Nunca.
X X X X X X X X
Sairah encarava Yin em choque. Elas estavam sentadas na cama de Yin onde esta penteava os cabelos com um pente fino se encarando no espelho.
"Você quer dizer…você falou para o Syaoran o que você fez?" Sairah perguntou sem conseguir acreditar.
"Sim, Sairah, pela última vez! Pára de ser tão estúpida, pelo amor de Deus!" Yin virou os olhos enquanto se levantava e arrumava a roupa.
"Yin…isso meio que acaba com as sua chances, não?" Sairah perguntou lentamente. "Toda a sua 'busca por um marido rico' vai desmoronar se o Syaoran sabe o que você fez com a Sakura! Agora, tudo o que ele tem que fazer é encontrá-la e então falar para os anciões que ele não quer casar com você-"
Yin soltou o ar dos pulmões e se virou, encarando Sairah com os olhos semi-cerrados. Sairah a encarou de volta, espantada com a expressão no rosto de Yin.
"Você não ENTENDE nada, né, Sairah? Os ANCIÕES não OUVIR o Syaoran! Se eles mandarem ele pular, a única coisa que ele pode fazer é perguntar QUANTO! Então se eles falarem para ele 'você está noivo da Yin' tudo o que ele pode fazer é procurar um smoking e andar pro altar porque ele não pode fazer mais nada!"
Yin estalou os lábios em satisfação depois de passar gloss de cereja e balançar o tubo para Sairah. "Entendeu agora?"
Sairah concordou com a cabeça e então, quase relutante, ela falou. "Mas, ele não vai gostar de você, vai?"
Yin congelou, seus dedos brincando com o tecido da camiseta enquanto ela tentava ajeitar uma dobra. "Isso - Isso não importa," Ela falou, rígida. "Minha mãe sempre me falou que, antes de tudo, você precisa de segurança. Você precisa de um marido rico, de outro modo você vai acabar na lama, lutando por cada centavo do jeito que a família dela fazia. E eu não vou deixar isso acontecer, nunca."
Ela sorriu para o seu reflexo no espelho e então se virou, sorrindo para Sairah. "Então, eu tenho um contrato de casamento com Syaoran, uma vida de riqueza e tranqüilidade sendo a esposa do líder de um dos clãs mais antigos da China e tudo o que eu tenho que fazer agora…" Ela deu uma pirueta e riu com alegria. "É aproveitar o show!"
X X X X X X X X
Sakura se jogou numa cadeira no aeroporto, mais entediada do que ela achava possível. Faltavam duas horas para o voô e os anciões a largaram lá mais cedo, obviamente não queriam esperar nem mais um segundo para se livrar dela. Ela sentiu a amargura correndo pelo seu corpo enquanto se forçava a conter os sentimentos que a inundavam.
"Ei, Sakura."
Sakura congelou ao ouvir a voz familiar e olhou para cima, sem acreditar.
Eriol estava parado na frente dela, as mãos dentro dos bolsos e óculos brilhando. Ele virou o rosto e sorriu. "Por que você parece tão espantada?"
"O que…o que você tá fazendo aqui?" Sakura perguntou, confusa.
Eriol riu baixinho. "Por que eu não posso me despedir do meu ex-par?"
Sakura olhou para ele e deu uma risadinha, balançando a cabeça incrédula. "Como você me achou? Essa não é uma área muito conhecida, se o que os anciões me falaram é verdade, e também tem guardas e-"
Eriol deu de ombros. "Tem muita coisa que você não sabe sobre mim, Sakura. Uma coisa que você tem que aceitar é…" Ele deu um sorriso convencido. "Eu posso fazer qualquer coisa."
Sakura o encarou e deixou escapar uma crise de risos. Eriol pareceu um pouco ofendido. "Hey!"
"Eu não estou duvidando de você nem nada!" Sakura falou entre uma risada e outra. "Foi só o jeito que você falou…"
Eriol virou os olhos, sorrindo. Então seus olhos azuis marinho ficaram sombrios. "Você sabe que só tem mais algumas horas até voltar para o Japão."
Sakura olhou para baixo, encarando suas mãos dobradas, o sorriso fugiu do seu rosto. "Eu sei."
"Você sabe que tem muitos…assuntos não resolvidos que você não pode simplesmente deixar para trás."
"Eu sei."
"Então."
"…Então o quê?"
"Então faça alguma coisa quanto a isso."
Sakura olhou para ele confusa. Então ela soltou uma risada sarcástica. "O que eu posso fazer? Eu não posso simplesmente sair daqui e ir para a mansão confessar meu enterno amor pelo Syaoran-" Então ela congelou e olhou para Eriol cujos olhos estavam brilhando.
"Quem disse que não? Você simplesmente presumiu que não conseguiria." Eriol apontou.
Sakura estava começando a entender porque Syaoran não gostava de Eriol. Ele tinha um jeito de te confundir que era bem frustrante. "O quê?"
Eriol bufou e tirou um uniforme de aeromoça de dentro da mochila. Sorrindo, ele pegou o chapéu e colocou sobre a cabeça de Sakura.
"Perfeito."
Sakura ficou boquiaberta e então se virou para Eriol em choque. "Como…como eu vou conseguir sair? Eles sabem que nenhuma comissária de bordo entrou aqui-"
"Nenhuma comissária, é?" Eriol falou, balançando a cabeça. "Você deve ser cega, Sakura, porque eu posso jurar que uma das aeromoças mais bonitas acabou de passar aqui! Antes de sair, Sakura…é melhor você colocar isso aqui."
Eriol pegou um par de óculos e colocou no nariz de Sakura. Ela olhou para ele em choque e ele riu. Então, com uma grande crise de risos Sakura abraçou Eriol com força.
"Você é um gênio!" Sakura gritou.
Eriol olhou para o teto parecendo exasperado. "E só agora você percebeu?"
Ela riu para ele. Então, ficando na ponta dos pés, ela deu um beijo no rosto dele. "Não importa o que o Syaoran fala de você, você é o melhor amigo que uma menina pode ter."
"Syaoran fala mal de mim?" Ele falou, fingindo surpresa. Sakura riu balançando a cabeça. Finalmente um raio de luz havia iluminado a situação.
Talvez…talvez tudo desse certo…
X X X X X X X
"SAI DO MEIO DA RUA, IDIOTA!" Syaoran gritou o mais alto possível, irritado.
Pessoas olharam para ele, piscando rapidamente. Syaoran andava pela calçada olhando feio para tudo e imaginando se ele se passava por alguém que não era cego…provavelmente não, já que ele estava andando numa via de pedestres agindo como se estivesse num carro.
Ele sentia ondas de medo o envolvendo, mas ele estava determinado. Ele não sabia o que tinha acontecido para fazê-lo agir daquela maneira…levantar da cama, de gesso e bandagens e tudo mais e sair do hospital. Mas Sakura…Sakura havia significado alguma coisa.
E ele não ia deixar ela ir embora sem explicar o que era aquilo que ela o fazia sentir.
"Você…você é cego ou alguma coisa do tipo?" Uma voz falou de lugar nenhum.
Espantado, sua mente gritou em frustração e ele se virou tateando o ar. "O quê? O que!"
"Eu tô aqui." Uma voz falou divertida e Syaoran se virou na direção certa.
"Eu não sou cego, seu idiota." Syaoran estourou. "Eu só tenho alguns problemas para ver."
"Uh huh," Falou a mesma voz divertida. Syaoran então percebeu que a voz do menino era cheia de gírias e que ele cortava algumas palavras. Juntando isso ao cheiro ruim que atingia seu nariz e a sensação de que as pessoas estavam olhando para ele, ele pensou com um certo horror que ele não devia estar perto do aeroporto.
Ao contrário, ele tinha ido direto para parte mais pobre da cidade.
"Ótimo…" Syaoran resmungou sozinho.
"Você não respondeu minha pergunta, cara," A voz divertida continuou. Syaoran estreitou os olhos. A voz o lembrava de Eriol. Uma confiança irritante que deixava Syaoran com vontade de bater nele…
"Sim, eu sou cego, cacete." Syaoran xingou. Ele só conseguia pensar em Sakura embarcando no avião, Sakura indo decolando, Sakura indo embora, Sakura saindo para sempre da sua vida. "Agora me deixa em paz!"
Ele tentou sair, mas uma mão forte no seu braço o impediu. Quase começando a xingar, ele sentiu um vento que só podia significar uma coisa…carros.
"Cê ia dar de cara com um caminhão, mané." A voz falou. "Te falei que ele era cego," Ele ouviu a voz falando para alguém. "E parece que ele levou uma surra."
"E daí?" Syaoran rosnou. "Eu não pedi sua ajuda. Agora, se você não se importa," Ele falou sarcástico, "eu tenho que ir pra um lugar. Tchau."
"Bem, não sei pra onde cê tá indo, mas não é pra favela, é?" A voz falou. "Porque é pra lá que cê tá indo agora, uma das áreas mais perigosas de Hong Kong e quem vai saber o que vai acontecer com você?"
"Merda," Syaoran xingou baixinho ao perceber que andar sem prestar atenção o tinha levado para longe do aeroporto. Passando a mão pelos cabelos, ele piscou os olhos sem enxergar e desejou desesperadamente ser um garoto normal com olhos que podiam ver. Talvez então Sakura tivesse ficado…talvez ele tivesse sido capaz de trazê-la de volta…talvez ele não a tivesse afastado-
"Eu te levo."
Syaoran piscou sendo arrancado de seus pensamentos pela voz do estranho. "O quê?" Ele estourou, frustrado. "Por que você continua falando?"
"Eu te levo, já disse. Cê tem que chegar nalgum lugar, certo? Então eu te levo." A voz respondeu, um pouco mais rude do que antes.
"Eu não preciso da ajuda de um idiota," Syaoran falou com desprezo.
Meia hora depois o rapaz da favela e Syaoran pararam na frente do aeroporto, taxis e pessoas andando de um lado para o outro e Syaoran tinha uma expressão mal humorada.
"Vá, fala sério. Cê precisava de mim." O rapaz riu.
"Não precisava, não. Você me obrigou a aceitar a sua ajuda." Syaoran desdenhou. Então ele tirou a carteira e lançou um olhar para o outro. "Quanto você quer? Cinqüenta? Cem? Quanto?"
O rapaz ficou quieto e então, pela primeira vez, ele deu uma risada sem humor. "Cê é uma figura, sabia?" O rapaz falou. "Cê acha que ninguém faz nada de bom sem querer alguma coisa? Que que cê pensa desse mundo? Cê tem que acordar pra vida, cara."
Syaoran o encarou e sentiu o rapaz dando um aperto de mão firme e dizer, "Fica com o seu dinheiro, cara. Té mais." E então seus passos se misturaram ao da multidão.
Syaoran encarou sem acreditar, quase em choque e então as palavras começaram a entrar devagar. Algo bom sem querer nada em troca…Lembranças de Sakura o ajudando a andar pelos corredores, rindo, torcendo por ele nas competições, dançando e o segurando correram pela sua mente e ele sentiu seus punhos se fechando.
Ele precisava dela de volta. Ele precisava dela para ela lhe explicar o que estava acontecendo com ele. Ele precisava dela…ele precisava dela…ela pelo menos ia conseguir lhe explicar o que estava acontecendo, o que era toda aquela bagunça de sentimentos que ela tava deixando para trás…ele precisava dela…ele precisava CONFIAR nela…
"Voô 32, com destino para o Japão, embarcando agora. Agora embarcando o voô 32 para o Japão." Uma voz feminina chamou pelas caixas de som e ele sentiu o medo correndo pela espinha.
E agora, por culpa da estupidez dele, ela estava indo embora. Com isso, ele sentiu todas a suas emoções formando um grande oceano, aquecendo e explodindo e então se virou e correu pelo aeroporto o mais rápido possível, correndo pela multidão até o balcão de informações. Pulando crianças e carrinhos de bagagem ele gritou, sem ar. "Onde é o embarque do voô 32?"
"Um, senhor, tem uma fila-"
"Onde é?"
"Desce o corredor à esquerda, vire à direita e passe pelas escadas rolantes-"
Syaoran disparou, empurrando pessoas para passar, seu coração estava disparado e ele sentia o tempo escorrendo lentamente.
Dez…
"Última chamada para o voô 32. Voô 32, agora embarcando."
Nove…
"Presta atenção!" Ele caiu no chão quando alguém bateu nele. Se levantando com pressa, ele virou na esquina.
Oito…
Sakura…não vá embora…
Sete…
"Aquele não é o cara que perdeu a luta? Ele não é cego?"
Seis…
As pessoas começaram a reconhecê-lo.
Cinco…
Ele ouviu gritos, pessoas diziam seu nome mas ele continuava a correr cada vez mais rápido. O som das escadas rolantes chegou aos seus ouvidos e ele esforçou seus sentidos, tentando evitar objetos grandes mas tropeçando em carrinhos e crianças.
Quatro…
Os segundos passavam…
Três…Dois…Um…
Pronto para decolar. Voô 32 pronto para decolar."
Ele sentiu seu ímpeto diminuindo e seu corpo começou a se soltar à medida que ele diminuia até parar completamente e sentir o vazio do saguão em que estava. Já haviam embarcado.
Já haviam embarcado no avião. Sakura já tinha praticamente ido embora.
Então ele ouviu um grito.
"Syaoran! Syaoran!"
Cada célula de seu corpo pareceu formigar. Aquela voz…aquela presença…
"Kinomoto…" Ele sussurrou. "Sakura…"
Bem quando ele ergueu a cabeça para tentar localizá-la mãos fortes seguraram seus braços e começaram a arrastá-lo para longe.
"O senhor não deveria estar aqui, Mestre Xiao-Lang." Ele ouviu uma voz rude falando perto dele.
"Syaoran!"
"Como você saiu do hospital?" Ele ouviu uma outra voz perguntar, era um dos anciões. "Você não está curado! Por que você está aqui, afinal?"
Ele lutou contra os homens que o seguravam, se jogando com força contra eles, seu corpo se virando em direção a voz. "Olha, você não entende-" Ele rosnou feroz.
"Nós entendemos sim." O ancião falou suave. "Ela estava brincando com a sua cabeça. Ela só queria te seduzir, desde de que chegou. Todas elas estão só atrás do seu dinheiro e do seu prestígio. Ela está melhor bem longe. Agora, por favor, Xiao-Lang, venha conosco-"
"NÃO!" Ele gritou. "CALA a BOCA, CACETE, e me OUVE! É melhor vocês me largarem antes que eu dê uma surra em vocês-"
"Você tem certeza disso, Xiao-Lang?" O ancião falou, a voz mórbida. "Você tem certeza de que está disposto a apostar a sua liderança do clã? Você tem mesmo certeza?"
De onde veio isso? Como isso iria acabar?
"Sakura…" Ele sussurrou baixinho.
X X X X X X X X
Ela havia fugido da sala de espera sozinha sem ninguém perceber. Se sentindo desconfortável no uniforme curto ela andou pelos corredores do aeroporto com um destino em mente.
A mansão Li. Para convencer Syaoran que ela não era uma interesseira como ele devia pensar. Para finalmente…contar para ele…talvez…
Ela balançou a cabeça. Ela não iria tão longe. Não tão cedo…
Então ela ouviu uma movimentação em um dos lados do aeroporto. Seu voô estava embarcando e ela podia ouvir pessoas gritando.
"É ele!"
"O que perdeu?"
"É, ele!"
Sakura sentiu a curiosidade tomando conta dela que acabou se espremendo na multidão crescente e então ouviu as palavras que fizeram sua pele se arrepiar e seu coração bater com força contra seu peito.
"É aquele líder do Clã Li…Li Xiao-Lang…"
Li Xiao-Lang…
Ele estava lá. Ele estava lá. Ele estava lá.
As palavras soavam na sua cabeça como um mantra e ela sentiu seu corpo se movendo sozinho enquanto ela corria pela multidão, seus olhos buscando desesperadamente pelo home de cabelos chocolate. Então ela viu alguém correndo pela multidão e gritou o mais alto possível.
"Syaoran! SYAORAN!"
Ele parou e se virou mas antes que ela conseguisse gritar mais uma vez dois homens musculosos e os anciões o cercaram. Sakura gritou de raiva e empurrou as pessoas que estavam em volta. Ele estava em um ponto isolado perto das escadas e ela podia ver ele discutindo e então, lentamente, ela viu seus ombros caindo em desânimo.
Ele acreditara neles?
Ele havia ido por…por ela?
"Syaoran!" Ela gritou mais uma vez. Então ela viu ele saindo, escoltado pelos guarda-costas musculosos, os anciões andando um pouco atrás.
Seus olhos se encheram de lágrimas. Não. Ela ia tentar mais uma vez. E mais uma e quantas mais fossem necessárias até que ela tivesse certeza de que Syaoran soubesse que nada daquilo era culpa dela e que fora tudo causado por algumas fotos e que alguém era responsável por elas e-
Ela correu entre as pessoas, ajeitou o chapéu sobre o cabelo castanho e colocando os óculos mais altos na ponte do nariz para esconder os olhos verdes. Então ela começou a andar lado a lado com os guarda-costas.
Ele estava perto. Tão perto que ela podia tocá-lo. Seus olhos estavam virados para o chão, a testa ainda coberta por bandagens e o braço engessado.
Então seus olhos se ergueram e por um único segundo aqueles olhos encontraram os dela e ela sentiu como se ele pudesse ver, como se ele só pudesse vê-la…
"Sakura?" Ele inspirou e ela soube que ele a havia sentindo com aquele sexto sentido estranho dele.
Então os guarda-costas se viraram para ela e com esse movimento os anciões a viram, parada vestindo um uniforme de aeromoça.
Como um animal surpreendido pelas luzes de um farol, ela ficou parada e os encarou de volta. Então ela falou com uma vozinha fina, "Oi…gente…"
Então, com um grito, Syaoran se livrou dos guardas, agarrou o braço dela e a arrastou pela multidão amontoada que ia embarcar no próximo voô, e eles podiam ouvir os gritos dos guarda-costas atrás deles mas eles continuaram correndo e correndo.
E tudo o que Sakura podia sentir era a mão de Syaoran segurando a dela, a expressão dele quando ele percebeu que era ela e o calor que corria pelo seu corpo e coração.
Ela o amava. Ela o amava. Por Deus, ela amava Syaoran Li.
X X X X X X X X
GAH!! Capítulo mais fofo, meu Deus!
Bem, como hoje eu estou de MUITO bom humor porque minhas preciosas 3 semanas de férias acabaram de começar resolvi ser boazinha e postar o capítulo um dia antes do planejado
Fala sério, eu não sou um amor xD
Lol
Ok, prometo que paro de falar besteira.
Como semana que vem eu vou viajar e o próximo capítulo vai sair só domingo ou, mais provavelmente, na segunda. Não entrem em desespero, nada mais de levar 3 semanas pra postar xD
Kissu
Ja ne
