Capítulo 21

Disclaimer: VK pertence a Hino-sama, assim como essa fic à Jacqueline Sampaio.

Não é mais um romance literário

Capítulo 21

Enlaçada naqueles braços, eu adormeci e temi despertar sem sentir novamente aquelas sensações. Para minha felicidade Zero não havia saído ainda de minha casa. Repousava tranqüilo em minha cama, em meus braços. Perdi-me olhando para aquele rosto lindo e de expressão casta. Acariciei aquele rosto, inalei a doca fragrância de seu corpo e passei os dedos pelas madeixas prateadas. Nesta hora Zero despertou.

-Você fica muito fofo com o rosto sonolento.

-Isso é um elogio, Yuuki?

-Pode se dizer que sim. Acho que meus pais já saíram.

-Vai para a escola?

-Não. Estou de férias a partir de hoje.

-Então irá para Okinawa comigo, não é?

-Não sei Zero. Preciso arranjar uma desculpa. No entanto, conto com a ajuda da Yori e acredito que conseguirei algo.

-Assim eu espero. –O meio sorriso novamente. Como ficava aborrecida com esse sorriso! Desta vez não. Toquei seu rosto perdida no fogo daqueles olhos claros. Aproximei meu corpo ao dele roçando nossos lábios.

-Não sabia que acordava tão receptiva ao meu toque pela manhã. –Aproximou meu corpo ao dele.

-Zero...

-Yuuki! Estamos de saída. 'Tá acordada?

-Minha mãe!

-Ah é ela? Bela oportunidade para conhecê-la. –Yuuki colocou a mão calando Zero.

-Deixe-a Juuri deve estar dormindo. Temos que ir. –Disse meu pai e logo não ouvi mais nada pelos corredores.

-Eles já foram. Zero, seu idiota não tente nada! –Ele puxou-me colocando seu corpo em cima do meu.

-Agora estamos sozinhos. –Beijou meu pescoço.

-Zero pare! Se antes não queria me entregar a você imagine agora que você descaradamente me traiu.

-É... Acho que tem razão. –Levantou-se. –Preciso ir. Onde estão minhas roupas?

-Pego pra você. Enquanto isso tome um banho.

-Tomar um banho? Quer tanto me ver nu mais uma vez Yuuki?

-Claro que não! Vai logo! –Saí do quarto, meus pais não estavam. Peguei as roupas secas de Zero atrás da geladeira. Fui para o quarto. A porta entreaberta. Um convite explícito para vê-lo novamente. Me senti tentada a ir até o banheiro, mas me contive.

-Esse Zero... O que ele pensa que está fazendo, afinal? ZERO VOU DEIXAR A SUA ROUPA EM CIMA DA MINHA CAMA! –Sai indo para a cozinha. Tinha de preparar o café. Felizmente o café já havia sido feito pela minha mãe. Apenas arrumei a mesa para dois. Logo Zero desceu com um sorriso nos lábios.

-Então você está aqui. Não ficou tentada a me espionar?

-Claro que não babaca. Come logo. Precisa sair daqui antes que alguém apareça.

-E quem poderia parecer? Kaname Kuran?

-Quem sabe. Agora coma. –Comemos silenciosos. Zero fixou seus olhos em mim com o seu meio sorriso.

-Dormiu bem Yuuki?

-É, dormi. E você?

-Tive uma noite muito boa, mas teria sido melhor se...

-Nem termine a frase Zero até por que sei o que dirá.

-Então eu espero que consiga viajar comigo até o dia 15. Fale com essa sua amiga chamada Yori. Preciso ir. Até a noite.

-HEI! NEM PENSE EM APARECER AQUI, VIU? QUER QUE DESCUBRAM VOCÊ?

-E qual é o problema de descobrirem nosso relacionamento? Mais cedo ou mais tarde saberão.

-Do jeito que as coisas andam, Zero isso tudo acabará antes que saibam.

-Nem vou dar trela para esse assunto, se não discutiremos. Até mais tarde. –Ele fez menção de caminhar para a porta. –Ah é mesmo! –Ele aproximou-se rapidamente puxando-me para seus braços e dando-me um beijo de tirar o fôlego.

-Até mais boneca. Adorei a noite. –Mordeu o lóbulo da minha orelha saindo em seguida. Demorei quarenta e cinco minutos para acordar de meu devaneio.

Adentrou lentamente o próprio quarto. Retirou as vestes. Pensou nela. Yuuki. Aquela tão diametralmente oposta das mulheres com quem já se envolvera. E por que ela o atraia tanto? Uma menina com atitudes infantis que não cedia ao seu corpo não deveria ser interessantes, mas era.

-Talvez seja divertido levá-la para Okinawa.

E tudo corria tranquilamente. Kaname havia me ligado perguntando se estava bem, disse que sim e como a boa etiqueta manda, pedi que viesse até em casa. Tinha de contar tudo a ele afinal havia prometido. O convidei a mais uma vez jantar conosco, meus pais ficaram satisfeitos com o convite.

-Boa noite.

-Bem vindo sobrinho.

-Trouxe uma sobremesa. –Entregou a minha mãe.

-Obrigada Kaname. O jantar já está servido. –Nos reunimos na mesa e enquanto comíamos falávamos sobre os acontecimentos importantes do dia. Eu permanecia calada. Kaname observava-me atento. Ao final do jantar Kaname se pronunciou.

-Tenho de ir. Está tarde. Yuuki eu creio que queira conversar comigo, não é?

-Sim, meu primo. Com licença. –Peguei a mão de Kaname guiando-o para fora de casa. Sentei na calçada e convidei a Kaname fazer o mesmo. Ficamos ali, sentados, olhando para a bela noite que fazia.

-Você está feliz, Yuuki.

-É. Estou.

-Então você...

-Estou com Zero novamente. Ele me pediu perdão e eu aceitei.

Kaname nada disse. Continuou na mesma posição de outrora.

-Kaname? Então o que acha disso? –Ele puxou-me para seus braços e me manteve ali. –Kaname, o que acha?

-Quer mesmo saber Yuuki? –Ele sussurrou ainda mantendo-me em seus braços.

-Sua opinião é muito importante para mim Kaname. Diga o que pensa. –Ele afastou-se colocando meu rosto entre suas mãos, seus olhos fixos nos meus.

-Acho que está fazendo uma grande burrice. Não há como ser feliz com um tipo desses.

-Eu sabia que diria isso.

-Então por que decidiu me contar?

-Por que havia lhe prometido que diria tudo. Sabe, eu sei que Zero não é o cara ideal, mas... Estou feliz com ele. Mesmo ele tendo tantos defeitos eu sinto que eu o... –Ele colocou um dedo em meus lábios impedindo-me de prosseguir.

-Não quero ouvir o resto. –Estava com uma expressão facial séria.

-Não imaginei que ficaria tão bravo. Se soubesse disso não teria contado nada a você, primo. Mesmo assim não consigo entender por que age assim.

-Você não sabe. Quer saber por que ajo assim Yuuki?

-Claro Kaname! Conte-me. - Ele abraçou-me apertado e sussurrou em meu ouvido palavras que jamais esquecerei.

-Por que eu amo você. Não como um primo ou um irmão, mas como um homem. Consegue entender isso? –Vislumbrei os olhos cheios de dor que logo se desencontraram dos meus. E logo Kaname era apenas uma presença a ser sentida visto que desaparecera em seu carro. E em minha mente apenas as palavras:

"...eu amo você.".

Continua...

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