Oi, oi povo! Vamos começar a nos preparar para o fim!
Viola: Antes de mais nada, você tem um bom gosto para mitologia! ^^
Sim, está chegando a hora da verdade, ela conseguirá dizer pro morcegão?
Daniela: Eis mais um capítulo... ^^
Hermione: Seja muito bem vida e aproveite o capítulo. ^^
Lembre-se, comentar nunca é demais!
Bjs e boa leitura!
Não posso negar que o destino me pôs a prova durante todos estes anos. Mesmo assim, ao mandar a minha querida Hermione, não posso evitar me perguntar... É esta a forma que tem Deus de me castigar?
Severus Snape
*.*
—Ooolááá!
Hermione correu escada abaixo. Abriu a porta ao escutar a saudação borbulhante de Ginevra. Vagamente, viu que Severus estava ajudando-a a descer da carruagem... não sabia que vinha do povoado. Depois, tudo passou a um segundo plano porque a ruiva levantou o rosto e a viu.
Com o chapéu na mão, e um arco íris de laços ondeando atrás dela, subiu correndo as escadas da entrada principal.
—Mione!
Caiu uma nos braços da outra. A castanha ria e chorava ao mesmo tempo.
—Ginny! Ai, Ginny, não posso acreditar que esteja aqui! Acreditei que ia ficar em Londres até Natal. Ah, agora mesmo ia escrever para você!
—Ora, olhe! Digo, que não tive de você a não ser... quantas...? Duas cartas em todas estas semanas? Não me ficou mais alternativa que vir e comprovar com meus próprios olhos como estava.
Hermione ainda não estava acreditando e abraçaram-se uma vez mais.
—Vai a Gleneden? — perguntou — Ou a Lancashire? — Lancashire era onde Ginevra e Harry tinham a sua primeira residência.
—Gleneden — disse a ruiva — Heitor está ali há quase um mês, sabe? Harry foi semana passada reunir-se com ele para caçar um pouco. Tia Jane recebeu um convite para ir a Bath, a casa de sua amiga. Ah, e Hélio está pensando em renunciar a sua missão. Não seria maravilhoso tê-lo em casa depois de todo este tempo? Tenho a impressão de que esteve na Índia durante anos, verdade? Bom, na realidade, sim, não...?
Ginevra seguia com sua habitual forma brincalhona de falar, dizendo várias coisas ao mesmo tempo.
—Assim, como vê, deixaram-me sozinha em Londres. Decidi que os meninos e eu poderíamos muito bem nos unir a Harry e Heitor na Escócia. E como Yorkshire está no caminho... bom, mais ou menos... já sabe quão espontânea sou... — sua gargalhada foi exuberante — Pensei que seria maravilhoso vê-la de novo. Assim espero não ser nenhum estorvo... não se incomodará se passarmos a noite aqui, verdade?
Por fim se deteve. Seu sorriso penetrou nos corações tanto de Snape como da esposa.
—Não aborreço, verdade?
—Absolutamente. Estamos encantados de tê-la aqui — o moreno as esteve olhando, com um sorriso no rosto.
Hermione se sentiu profundamente agradecida por sua rápida e sincera resposta.
Até agora, Lively e Frolic estavam em pé segurando a mão da babá. A castanha se voltou para eles e ofereceu os braços. Eles saíram correndo e se abraçaram a ela.
A pequena ruiva estampou um úmido e ruidoso beijo na face da prima. James apoiou a cabeça sobre seu ombro.
Hermione riu encantada, afundando o nariz no pescoço suave de Lively antes de beijar Frolic no nariz.
—Passaram todo o dia nervosos — riu Ginevra — Estavam ansiosos por vê-la!
O condutor tirou uma mala do porta-malas e a meteu na casa. A castanha disse à criada que mostrasse os dormitórios para eles, e a ruiva e os meninos a seguiram.
Uma vez sozinha, a jovem parou na escada e deu a volta para olhar Severus. Hesitou, mas depois passou ligeiramente um dedo pelo seu braço.
—Está seguro de que não se importa que fiquem?
Ele cravou os olhos na sua boca antes de responder. Um ligeiro sorriso se desenhou em seus lábios.
—Que tolice — a repreendeu — Não precisa pedir permissão, já sabe. Qualquer membro ou toda sua família, é bem-vinda a esta casa sempre que quiserem e durante o tempo que queiram.
Mais segura, ela sorriu... um sorriso que chegou a sua alma.
Pouco depois, reuniram-se para tomar o chá no salão. Hermione se sentou junto ao marido, perto, mas não tanto como para que seus corpos se tocassem. Uma criada trouxe os doces que ele tinha comprado. Dois pares de olhos pequenos começaram a brilhar imediatamente. Frolic agarrou um pedaço da bolacha que a castanha tanto gostava. Lively deu um gritinho e segurou uma bolacha de limão em cada mão.
—Lively — disse Ginevra — uma é o suficiente, querida.
—Uma para mim e outra para Emy — explicou a ruivinha. Olhou à boneca que estava sentada junto a ela no sofá. Ao ouvir uma lógica tão esmagadora, Hermione esteve a ponto de cair ao chão de tanto rir.
—Não acredito que Emy tenha fome ainda — a ruiva levantou uma sobrancelha — Por que não a põe em meu prato para que eu possa guardá-la? — sugeriu.
A pequena apertou os lábios, mas pôs a massa no prato de sua mãe. Ginevra olhou para a prima e seu marido .
—Lively e Emy são inseparáveis — explicou.
Conversaram uns minutos. Os meninos olhavam para Snape de vez em quando, mas não diziam nada, bastante tímidos diante um estranho. Pondo sua xícara de chá na bandeja, Ginevra percorreu a sala com a vista e depois se dirigiu ao moreno.
—Tem uma casa maravilhosa.
Snape cruzou os tornozelos.
—Obrigado. Confesso que se deve em sua maior parte a influência de Hermione.
A castanha avermelhou de prazer. Passou um dedo pela xícara, com a esperança de que sua prima não visse um sentido mais profundo nessas palavras.
James meteu na boca o último pedaço de bolacha. Tinha os lábios e as faces sujos de glacê.
Hermione deixou de um lado a taça.
—Frolic, vem aqui, querido. — o pequeno olhou Snape, depois decidiu, aparentemente, que era seguro subi-lo ao seu colo. A castanha secou a sua boca e depois limpou as suas mãos com seu guardanapo.
Sentado comodamente em seus joelhos, James levantou os olhos para ela.
—Mione — disse.
—Sim, querido?
Seus olhos verdes reluziam.
—Sabia que a mamãe tem um bebê na barriga?
Ginevra abriu os olhos, surpreendida. Sua boca formou um "o", bastante envergonhada... e profundamente orgulhosa.
—Pulou dentro dela — disse Frolic antes que alguém pudesse responder.
A ruiva ralhou com ele.
—James Sirius!
O pequeno a olhou como se apenas tivesse quebrado um prato.
—Sim, mamãe?
Ginevra olhou para a prima. Ela levantou os olhos em uma risada silenciosa. Não era muito habitual que a ruiva ficasse sem fala, e Hermione estava desfrutando disso!
—Frolic, não... não deveria dizer isso.
Ele suspirou como se possuísse a sabedoria dos anciões.
—Mamãe — disse habilmente — Papai me disse.
A ruiva baixou o tom.
—Ah, sim?
James assentiu. Parecia estar desfrutando com a conversa.
—Sim. E quando nascer — continuou triunfal — teremos um irmãozinho.
Lively interveio, batendo o pezinho no chão.
—Não, Frolic! — com um punho no quadril, apertou a boca com fúria — Teremos uma irmãzinha. Se chamará Emy.
—James! Lily! — Ginevra estendeu as mãos, tentando conter a risada também — Não discutam, queridos! Prometo que será ou um ou outro. E papai e eu decidiremos o nome, meus filhos, e estou segura de que vocês adorarão.
A ruiva não se deu conta de que Snape tinha saído um momento. Hermione mordeu o lábio quando o viu reaparecer atrás dela. O rosto da prima era de um vermelho intenso e, estava segura disso, também o dela! O marido teria ouvido a discussão? Não sabia se devia sentir-se envergonhada ou divertida!
A salvação chegou do modo mais inesperado. Dos bolsos, o moreno tirou duas barras de caramelo. Isto fez com que Lively e Frolic esquecessem seu acanhamento. Ficou agachado diante deles e ofereceu um a cada um.
Frolic segurou o seu. Lively apanhou o caramelo com rapidez e o meteu na boca, chupando-o um momento. De repente, seus olhos se moveram com curiosidade para o rosto de Snape. A castanha conteve a respiração ao ver uma expressão estranha no rosto do marido. Então, de repente, a ruivinha tirou o caramelo da boca.
—Como se chama?
Snape sorriu.
—Meu nome é Severus.
—Tem um cachorrinho? — perguntou ela esperançosa.
—Não — disse — mas temos uma ovelha, e vacas, e um estábulo cheio de cavalos. Ah, e duas cabras que adoram ser acariciadas.
A pequena se entusiasmou.
—Uma cabra menino? — respirou — Ou uma cabra menina?
Hermione e Ginevra se olharam. Com muita dificuldade continham a risada.
—Um menino e uma menina. Nino e Kika. A senhora Molly, nossa cozinheira, faz queijo com o leite da Kika. Vocês gostariam de vê-los?
Os olhos de Lively se abriram com expectativa.
—Nino e Kika! Quero ver o Nino e a Kika! —Começou a dar saltos, incapaz de se conter.
O moreno ficou em pé. Pareceu hesitar um momento, mas depois estendeu uma mão à menina. A pequena não se fez de rogada e a segurou em seguida. Snape olhou a James.
—Quer vir conosco, Frolic?
Ele moveu a cabeça para cima e para baixo. Segurou com força a outra mão. Em sua excitação, Lively esqueceu inclusive de Emy.
A castanha respirou por fim, sem se dar conta de que não o fez até então. Não podia negar sentir-se aliviada. Tinha duvidado um pouco, talvez inclusive tivesse temido que o marido se sentisse incômodo com a presença dos priminhos. Ah, sabia que não podia ser grosseiro com eles a propósito. Mas a reticência que ela tinha pensado que podia sentir com as crianças, sobretudo com James, não parecia ter estado presente...
Hermione seguiu ao trio com os olhos enquanto saíam do salão. Passou um momento antes de se dar conta de que a prima estava falando.
—Agora que Frolic tem um pônei — dizia a ruiva com voz lacônica — Lively decidiu que o que mais deseja neste mundo é um cachorrinho. E Harry a prometeu que terá um.
A castanha riu.
—Recorda-me tanto de você quando era pequena.
—Que estranho — riu Ginevra — estava a ponto de dizer o mesmo de você!
A prima seguiu contando as últimas novidades de Londres. Hermione escutava só pela metade. Sua mente estava com o marido e os meninos. Por fim pôs de lado a xícara e sacudiu as migalhas do colo.
—Possivelmente deveríamos ir ver como estão Lively e Frolic — graças a Deus tinha conseguido dissimular sua ansiedade.
—Boa ideia — a ruiva observou-a alegremente — Embora esteja segura de que estão em boas mãos.
Não eram os pequenos os que preocupavam Hermione... Mas não disse nada.
Severus e os meninos vinham pelo caminho quando as duas saíram. O moreno trazia Lady Mary pela brida; James ia montado na égua.
O pequeno ficou a gritar.
—Mamãe! Mione! Olhem-me. Estou montando Lady Mary!
Lily vinha dando saltos segurando a mão de Severus, golpeando o cascalho. Depois de olhar a sua mãe e a prima, deu a volta e estendeu os braços para Snape.
—Minha vez! Minha vez! — gritou.
Severus a segurou e a pôs detrás do irmão, segurando suas costas cuidadosamente com uma mão.
A ruivinha estava radiante. Algo completamente inesperado aconteceu... Snape começou a rir com todas as suas forças.
O coração de Hermione parou nesse instante. Assim era como desejava vê-lo sempre: relaxado e tranquilo, e sorrindo.
Os três se detiveram frente ao pórtico da entrada. Severus desceu as crianças da garupa de Lady Mary.
—Mamãe! —gritou Lively — Nós tocamos Nino! Mas Kika não nos deixou. Severus a seguiu pelo campo. Mas não pôde segurá-la!
A castanha riu com todas suas forças ao imaginar o marido correndo atrás da cabra. Os lábios de Ginevra se torceram. Severus as olhou com as sobrancelhas levantadas.
Lively ficou a dançar diante do moreno.
—Posso acariciar Nino e Kika outra vez? — pediu — Por favor?
—Possivelmente antes do jantar. Se a sua mãe não se importar, claro — olhou a ruiva com um sorriso — Suponho que necessitam um pouco de diversão depois de todo esse tempo metidos na carruagem.
—Nem imagina! Asseguro que a todo o momento, se não era um era o outro me perguntando pelo tempo que faltava para ver Mione. Não imagina o quanto que sentiram falta de você, Mione! — sorriu a sua prima, depois olhou o agora também primo — Entretanto, digo-lhe isso de verdade: não quereria que fosse uma carga para você.
—Não são, asseguro isso.
Ginevra arqueou uma sobrancelha.
—Hora da sesta, Lively. E Frolic, você também. Depois poderão ir.
A ruivinha rodeou Snape com os braços e gritou.
Um pouco depois, a tarde, o moreno, James e Lily tomaram o caminho de volta ao pasto. Severus teve que segurar a pequena e levá-la nos braços todo o caminho. Frolic parava frequentemente para segurar uma pedra e com um rugido a jogava por cima da cerca. A ruiva e Hermione caminhavam atrás, a certa distância.
— Ele se dá bem com as crianças.
—Sim — murmurou a castanha — verdade que sim?
Foi este pensamento que ocupou sua mente essa noite. James e Lily foram dormir depois do jantar. Severus se desculpou e foi ao seu escritório. As primas caminharam para o terraço. Estava a ponto de anoitecer. Um aroma de rosas alagava o ar proveniente do jardim próximo. Muito em breve, pensou Hermione vagamente, o inverno murcharia as rosas.
Ela sabia que a ruiva tinha os olhos postos nela.
—Alegro-me de vê-la tão bem — disse Ginevra brandamente.
Se alguém as tivesse estado escutando, teria pensado que era uma observação obrigada, um pouco forçada. A castanha detectou a pergunta que se escondia.
Deixou de sorrir. Colocou-se o xale pelos ombros.
E agora a prima a olhava fixamente.
—Mione? — sussurrou. E depois — Mione! Ah, sinto muito. Não era minha intenção te incomodar...
—Não tem que se preocupar, querida — Hermione fez rodar uma pedra debaixo de sua bota. Fez uma valente tentativa por parecer normal. Mas de repente, notou como se um nó se formou na sua garganta. Seu autocontrole estava no limite. Tinha o desejo mais absurdo de chorar e desabafar.
Porque se tratava da prima, a quem sempre tinha contado tudo. Mas ela não podia, não devia! Contar a situação atual de sua relação com o marido. Não podia certamente dizer o que acabava de averiguar hoje: que ia ter um filho. Não, quando nem sequer havia dito a Severus. Sobretudo quando não podia predizer qual seria sua reação.
Esta era uma realidade brutal a que ela devia enfrentar sozinha. Não, a castanha não podia fingir que tudo estava bem. Não podia ocultá-lo.
Ginevra segurou as suas mãos.
—Recorda o que te disse em Londres antes que se fosse? Que acima de tudo, eu gostaria que tivesse o mesmo que eu tenho — disse brandamente.
Como poderia esquecê-lo?
—Recordo.
—Não esqueci sua resposta, Mione. Disse-me que algum dia seria assim.
Assim era. E naquele tempo, naquele momento, não tinha nenhuma dúvida a respeito.
Hermione suspirou.
—Agora já não sei se isso ocorrerá — disse em um tom de voz muito baixo. Doía muito dizê-lo em voz alta.
A prima apertou os seus dedos.
—Mione! Não diga isso. Tem que acreditar nisso.
—Eu gostaria de fazê-lo. Eu gostaria tanto... Mas não é tão simples. Severus... — umas lágrimas involuntárias afogaram suas palavras — tinha uma...
—Sei — disse tranquilamente — Uns dias depois que partiram, Harry recordou algo... e perguntou a Heitor — fez uma pausa — As coisas mudaram, Mione. Ele é diferente. Posso vê-lo. Você o mudou.
A boca da castanha tremia.
—Possivelmente você pode ver coisas que eu não posso.
—Possivelmente — disse a ruiva com um leve sorriso — Mas você e Severus pertencem um ao outro. Eu disse uma vez e... bom, sigo pensando o mesmo. Assim seca essas lágrimas, querida. Seque as lágrimas. Conheço-a — se limitou a dizer — e sei que encontrará o caminho.
Hermione não conseguia olhá-la. Ginevra suspirou. Começou a dizer algo, e então, calou-se de repente.
—Olhe! — disse a ruiva. Assinalou por cima do ombro da prima — Olhe ali!
A castanha girou para seguir a neblina que flutuava sobre a copa das árvores e que seguia para o oeste e se perdia no horizonte... justo ali começava a brilhar uma estrela. Sua luz era contundente.
—A primeira estrela da noite — gemeu a ruiva — Pede um desejo... Rápido!
—Ginny...
—Mione!
—Não se tornará realidade se disser isso...
—Então não me diga isso! — foi o murmúrio fervente de Ginevra — Pede um desejo, Mione. Agora!
Ela fechou os olhos, levantando o rosto ao céu...
Quando voltou a abri-los, um doce sorriso se desenhava nos lábios da prima. Ah, Ginny era tão romântica! E mesmo assim...
Sentiu-se com esperança. Sentiu que a força voltava a acompanhá-la.
Hermione sorriu para sua prima.
—Não sei como faz, mas sempre que necessito, consegue fazer que me sentisse melhor.
—Bom — disse a ruiva alegremente — graças a Deus não necessita muito frequentemente. Mesmo assim tento.
Esticando os braços, a castanha abraçou-a com todas suas forças.
*.*.*.*
Ginevra decidiu que sairiam cedo para Gleneden no dia seguinte. Já de amanhã, agruparam-se na porta para despedir-se. As primas se abraçaram uma vez mais. Lively soltou a sua mão dentro da de Severus. Ele se agachou e ela rodeou o pescoço com os braços dando-lhe um sonoro beijo na face. Frolic apertou a mão do moreno como um perfeito cavalheiro.
De joelhos, Hermione abraçou os pequenos. James começou a chorar.
—Eu gostava quando vivia conosco, Mione. Não quero que viva aqui mais.
Seu desconsolo chegou à sua alma.
—Frolic, agora sou uma mulher casada. Como sua mamãe e seu papai, querido. Agora vivo aqui. Com Severus.
Pendurou-se a ela.
—Não me importa. Vem conosco, Mione. Vem conosco.
A castanha tirou o seu cabelo da testa.
—Amor, visitarei você logo. O que acha?
Seus lábios rosados se abriram de repente.
—Promete-me isso?
Ela passou o dedo por seu nariz apertando-o.
—Prometo-lhe isso.
A ruiva foi a última. As duas tinham os olhos úmidos, as duas resistiam a dizer-se adeus.
Foi Hermione quem finalmente se afastou, rindo aguadamente.
—Vê-nos? Grande par de choronas parecemos.
Um último e rápido abraço entre todos e depois partiram. A jovem disse adeus com a mão até que a carruagem desapareceu de sua vista, recordando sem saber o quanto que havia sentido na despedida no dia do casamento, quando ela e Severus deixaram Londres.
Era exatamente como havia dito a Frolic. Esta era agora sua casa. Sua vida estava aqui, com o marido.
As coisas tinham mudado, havia dito a prima. Ele tinha mudado. Que ele mudasse era o que mais desejava Hermione neste mundo!
Se pudesse ter a fé de Ginny.
