Olá! Obrigada pessoas lindas pelos comentários fofos de vocês! Me deixaram muito e muito feliz! Agora respondendo as review´s:
miss Jane Poltergeist – Ah é, se você começar um comentário sem esse seu HeY vou achar que você foi seqüestrada, sabia? Huahauhau Remus só no próximo capítulo... sorry, mas ele vem com forte emoções (sempre, né?). Hey, vamos mudar pra Nárnia mesmo? Se você for eu vou também! Voltou moída da festa? Mas aproveitou pelo menos? Huahauha Hoje eu estou moída também, mas posso dizer que aproveitei mesmo a festa que fui ontem! Rsrsrs Beijinhos linda!
Nara Rossima – Uma nova leitora comentando por aqui? Seja bem vinda, não se acanhe! Olha, é meio difícil eu te explicar por aqui como você pode publicar sua fic, posso te add no MSN? Aí eu posso te passar o passo-a-passo, mas antes de tudo você precisa se registrar. Vamos lá, clica em 'Register' aí em cima naquela barrinha azul, vai aparecer uma página com os termos de adesão, clica em 'Agree' quer dizer que você aceita. Em 'Pen Name' você coloca o seu nome de usuária, preenche o seu e-mail, repete ele, digite uma senha, repita a senha, marque as duas caixinhas de seleção que significa que você tem treze anos ou mais e que você leu e aceita os Termos de Serviço do fanfition. Depois disso, clique em 'Register', você tem que esperar no mínimo três dias pra poder começar a postar a sua fic. No meu perfil tem meu MSN, pode me add que eu te ajudo a postar sua fic sem problemas! Espero ter te ajudado, apareça sempre por aqui! Muitos Beijinhos!
Bruna Black – Oi linda! Olha só, você conseguiu deixar uma review gigantesca! Que felicidade! Huahuaha Pode chamar de xuxu, essa mania eu peguei com a Ly Black, ela chama todo mundo de xuxu! Huahuaha Isso, vamos dar almofadadas no almofadinhas! A Lucy gostou da sua sugestão pra MC, hein? Obrigada mesmo pelos elogios, você é uma gracinha! Eu já te disse isso, não? Hehe Sobre os marotos irem pra Nárnia... é uma possibilidade remota e se acontecer vai ser muito futuramente. Ai, estou tão sem tempo pro MSN, acho que vou falar com você via scrap no orkut que eu sempre entro pra dar uma olhadinha... Espero que você já esteja melhor da gripe, se não deixa de drama e tome o remedinho da farmácia, é ruim mas é pior ainda ficar se sentindo mal, não é? Se cuida, moça! Um beijão!
Kmillosk – Olá doutora! Rsrs Desculpe por não ter aparecido sexta-feira, no final do capítulo eu explico o porque, espero ser perdoada! Rsrsrs Que bom que você gostou do capítulo, fico muito feliz! Sua opinião é muito importante pra mim! (nunca é demais repetir, né?) Então continue se metendo na minha fic, adoro isso! Hehehe Muitos Beijinhos!
Gabbriellah Black – Temos que ir por partes por que seu comentário todo merece resposta! Rsrsrs Começando pelo fim (eu sou do contra mesmo...) Rei Caspian é meu sonho de consumo! Se eu já amo o Peter, imagina ter o Caspian pra mim? Ajoelho junto com você pra reverenciar o desbravador dos sete mares! Huahuaha, essa sua descrição de Nárnia também me causou uma nostalgia de quando eu li as Crônicas! Mais do que com minha própria fic! Rsrs Lewis não queria mesmo, mas sobre Tolkien eu não sabia! o.O que coisa, não? Olha, por enquanto, só Lily e Lucy vão conhecer Nárnia, eu tenho em mente um projeto com os marotos, mas não passa de esboços ainda... a Gwen não caiu no abismo, foi a Alice que caiu aquela vez, mesmo assim ele não levou pra Nárnia não, é como se o portal não estivesse ativado, como aconteceu com os Pevensie na estação de trem do livro 'O Príncipe Caspian' (lindo, lindo!). A Lucy ainda vai usar muito aquele feitiço e ele vai ser melhor explicado, e eu ainda estou escrevendo a fic. Eu posso te dizer que nesse momento o Rabicho já é do mau, mas vocês só vão entender as dicas quando Aslam explicar daqui a alguns capítulos. Talvez a fic tenha uma continuação pós-hog, vai depender só de vocês! Que legal você gostar do Edmund, eu mesma só tenho olhos pro Peter, acho que é assim com quase todo mundo... vamos conversar sobre essa sua proposta de virar uma personagem minha também? Esse seu comentário me encheu de idéias... Vamos negociar! Huahuahua Nossa, me empolguei te respondendo! Muitos beijinhos moça!
-Laura-- Olha, por enquanto eu tenho planos só pra Lily e Lucy conhecerem Nárnia, mas estou pensando em algumas possibilidades com os marotos... quem sabe? O Peter é lindo e perfeito mesmo, né? Vamos ver se dá tempo da Lily ter um romancezinho com ele, tadinha! Mas depois que voltar de Nárnia, ela volta a ser só do Jamesinho, é claro! Hehehe Obrigada pelos elogios, leia mesmo os livros das crônicas, são maravilhosos! Esse ratinho é um dos meus personagens favoritos, amo ele! Que bom que você também gostou! Muitos beijinhos!
Ly Black – Xuxu! Comentário duplo? To me sentindo importante, hein? Aula de violino? Ai Merlin, eu sou apaixonada por violino, sabia? Como você ia saber, né? Disfarça... Bom, obrigada pelos elogios, é por comentários fofos assim que eu escrevo essa fic com tanto carinho! Ai, o Ripchip é o máximo mesmo, se não fosse um rato ele entrava no páreo dos personagens que são meus pretendentes! Huahuahua Doida ¬¬ Eu me empolguei, né? Hahaha Quero sempre ter tempo pra te deixar review´s tão caprichadas! Hehe Oba, estou ansiosa pelo capítulo que você vai dedicar pra mim! Muitos beijinhos xuxu!
JhU Radcliffe – Quando eu falo que você é vip, hein? Estava postando o capítulo quando o meu notificador de e-mail (que ainda é um papai Noel!) invadiu a tela do meu PC! Parei a atualização do capítulo só pra dar tempo de te responder, aos 48minutos do segundo tempo, hein? Huahuaha Espero que você esteja bem na sua dança, é claro que te perdôo, né? Não dá pra competir com isso rsrsrs Ai ki xiki que você já ta lendo as Crônicas, tenho certeza que você vai adorar ainda mais o ripchip! Lily e James forever! Nem um deus grego como o Peter pode interferir! Oh, vamos por logo um fim nesse romance da Lucy com o Edgar, já chega, né? Hehehe Muitos beijinhos! Leitora vip é assim: comenta e cinco minutos depois a fic vai ao ar com atualização! huahuahuaha
Ao capítulo então...
Capítulo 20 – Começa a aventura
- Lucy! Lucy! ACOOOOOORDAAAAA!! – Lily gritou no ouvido da amiga enquanto a chacoalhava, fazendo a loirinha pular assustada.
Lucy esfregou os olhos para tentar acostuma-los à claridade.
- Você bebeu? – Perguntou indignada.
- Eu prometi que um dia me vingaria de você! – Lily deu de ombros – E esse dia finalmente chegou!
Lucy balançou a cabeça inconformada e murmurou um 'eu mereço, mesmo' enquanto se arrastava até o banheiro.
- Porro raber o que te fez alorrar tão cedo, 'dorrinhoca-Evans'? – Lucy tentou perguntar enquanto escovava os dentes.
- O ar de Nárnia. – A ruiva respondeu simplesmente.
- Não...
- Lucy, termine de escovar os dentes e depois conversamos, sim?
A loirinha sinalizou que concordava.
Lily aproveitou para abrir o novo guarda-roupas da amiga, escolheu um vestido azul claro, comprido até a altura do joelho, com uma fita dourada na cintura.
- Você pensa que eu vou usar isso? – Lucy perguntou ao voltar para o quarto.
- É lindo, Lucy!
- Detesto azul! Você devia saber...
- Eu sei, mas pensei que você não se importaria. – Lily guardou o vestido e pegou outro quase no mesmo modelo, mas na cor vermelho-sangue – Que tal?
- Perfeito! Vou adorar andar no meio do mato com um vestido curto desses. Nem imagino que minhas pernas vão voltar vermelhas de picadas de pernilongos e arranhões.
- Odeio quando você acorda mal-humorada, sabia? – Lily largou o vestido em cima da cama.
- Não estou mal-humorada, só gosto de acordar naturalmente, sem ninguém gritando no meu ouvido.
Lily deu um sorriso significativo.
- Eu adorei acordar com alguém me chamando... – Falou sonhadora, mas logo se recompôs – Você sabe chegar sozinha ao saguão de entrada?
- Pode me explicar essa história, Lis! – Lucy interceptou a saída da ruiva. – Me diz, quem foi que te acordou pra você estar tão bem disposta?
- Não acho que eu deva te contar...
Lucy deu um passo para o lado.
- Tudo bem, pode ir. Achei que era minha melhor amiga... – Falou em tom de fingida mágoa.
- Peter. – Lily abriu um sorriso.
- Peter?
- Sim, Peter.
- O que tem Peter?
- Foi ele quem me acordou criatura! – Lily alargou ainda mais o sorriso.
Lucy a olhou desconfiada.
- Ele entrou no seu quarto e sussurrou no seu ouvido?
- Não exatamente, ele bateu na porta e me chamou. Mas a voz dele foi como uma música entrando no meu ouvido, acordei na hora, me vesti e o encontrei no corredor. Tomamos café da manhã juntos.
- Tenho que aprender a imitar a voz dele! Porque quando eu te chamo, você só acorda com gritos...
Lily deu um sorrisinho de canto.
- Troca logo de roupa, ou vamos te levar de pijaminha pra batalha.
- Sabe de uma coisa, esse vestido vermelho é realmente lindo. – Lucy falou mais animada, esquecendo completamente de sua teoria sobre pernilongos e arranhões.
Todos já tinham tomado café da manhã quando Lucy finalmente desceu. Como já estavam atrasados, a garota passou rapidamente na cozinha e encheu uma sacola com frutas, suco, pão e doces.
- Está levando comida para o exército? – Lily perguntou de olhos arregalados.
- Não sei quando é que vamos voltar, é melhor estar prevenida!
Lucy não sabia como estava certa, pois com a empolgação da saída, ninguém além dela tinha pensado em levar comida para a 'viagem'. Os seis jovens andaram cerca de duas horas pela floresta antes de Lily pedir para pararem um pouco.
- Estou muito cansada! – Falou a ruiva sentando em uma pedra.
- Somos duas. – Concordou Lucy. – Alguém quer comer alguma coisa?
Apenas as irmãs Pevensie aceitaram. Peter e Edmund deram uma volta de reconhecimento pelo local que, segundo eles, era povoado por ursos gigantes.
- É só conversar com eles, 'Senhor Urso, não me coma, eu sou jovem e tenho uma vida inteira pela frente...'. – Falou Lucy E. rindo.
- Não são ursos falantes. – Explicou Edmund. – E pra falar a verdade, são muito perigosos.
Assustadas, as garotas concordaram em descansar poucos minutos e comer durante a caminhada.
Apesar de cansativa, as grifinórias não tinham do que reclamar daquela caminhada. O ar era puro e o vento nunca passava de uma leve e deliciosa brisa.
- Estou sentindo um cheiro diferente...
- Eu também, Lucy. – Falou Lily.
Lucy Pevensie abriu um sorriso.
- Devemos estar perto do mar.
E ela tinha razão. Não demorou muito para que os seis se desvencilhassem de algumas árvores baixas e despontassem em frente ao mar.
O mar era tranqüilo como o vento. Apenas uma ou outra onda baixa avançava pela praia. A areia era fina e quase branca.
Peter olhou de soslaio para o irmão e depois encarou o céu.
- Deve ser quase meio-dia. – Falou o primogênito.
Lily e as duas Lucys logo tiraram os calçados e foram caminhar na água.
Susan depois de um alongamento, estendeu um tecido sobre a areia e sentou de frente para o mar.
- Pode me falar, rei Peter. Estamos perdidos, não estamos?
- É claro que não, Su. Não se preocupe.
- Eu vi o olhar surpreso que vocês dois trocaram – Apontou para os dois irmãos - quando avistaram o mar.
- Vamos voltar pela trilha por alguns minutos. Desviamos muito para nordeste. – Sugeriu Edmund.
- É melhor fazermos isso logo então. Já devíamos ter chegado no acampamento há muito tempo, pelas minhas contas. – Susan falou enquanto levantava e balançava a toalha que estava sentada.
- Deixe-as brincar na água mais um pouco. – Falou Peter.
Resolveram não falar para as outras três meninas que tinham seguido a trilha errada, esperaram elas saírem da água e adentraram novamente a floresta.
Andaram por mais de uma hora na mesma trilha procurando em que ponto do caminho tinham desviado para o lado errado. Peter não se conformava, conhecia aquela floresta como a palma de sua mão e Susan já estava ficando preocupada com o que iriam comer.
- Tempo, tempo! Pelo amor de Merlin! – Pediu Lucy E. sentando em uma pedra.
- Desculpe, Lucy, mas não podemos parar agora. – Falou Peter.
- Eu não consigo dar mais nenhum passo.
- Já estamos perto. – Ajudou Edmund.
- Edmund, você nos disse a mesma coisa há duas horas atrás. – Falou Lucy Pevensie sentando ao lado da xará.
- Eu estou morrendo de fome. – Falou Lily.
Peter deu um suspiro e resolveu ceder.
- Tudo bem, vocês venceram. Vamos parar por um tempo pra comer e depois retomamos a caminhada. Combinado?
Todos concordaram. O problema agora era o 'que' comer. Susan e Lily dividiram o pão em seis partes e uma fruta para cada garota. O suco que restou do café da manhã de Lucy, também foi dividido em seis partes iguais.
Deixaram apenas o bolo pra comer mais tarde, caso ainda demorassem a encontrar o acampamento.
Depois de descansarem alguns minutos, retomaram a caminhada.
- Agora falta pouco. – Peter falou animado ao reconhecer uma goiabeira no caminho.
Mal sabia ele o quanto estava errado. Continuaram a andar sem rumo o resto da tarde. Quanto mais adentravam naquele caminho, mais se afastavam do ponto certo.
- Confesse Peter, você não faz a menor idéia de onde estamos. – Falou Lucy P.
O garoto diminuiu o passo até parar e virou lentamente para a irmã.
- Nós pegamos alguma trilha errada. Mas acho que já voltamos para o caminho certo e penso que estamos perto de verdade agora.
- Era o que eu temia. – Falou a garota encostando-se a uma árvore.
- No caminho certo ou não, logo vai escurecer. – Falou Susan – É melhor procurarmos agora um lugar seguro para passarmos a noite e amanhã retomamos a caminhada.
- É, você sempre foi a mais sensata, Su. Vocês têm algum problema em dormirem por aqui? – Peter perguntou para Lily e Lucy E.
Lily respondeu que não via problema algum, mas Lucy fez sua melhor cara de alarmada.
- Você quer dizer aqui, sem nenhum tipo de abrigo, cama, cobertor ou comida?
- Vamos lá, Lucy. Não pode ser tão ruim assim. – Falou Lily.
Com um exercício fora do comum de persuasão de Lily, Lucy resolveu concordar que poderiam se divertir muito naquela noite.
Decidiram que passariam a noite na encosta de um pequeno morro, era quase uma clareira, imensas árvores cercavam o lugar.
Lily, Peter e Edmund foram atrás de algumas lenhas, as outras meninas ficaram ali para arrancar os matinhos e plantas baixas que tomavam conta do lugar.
Enquanto Lily e Peter faziam uma fogueira, um pouco antes de escurecer, Lucy E. saiu pela redondeza em busca de frutas que pudessem servir de refeição naquela noite.
Voltou com algumas laranjas, goiabas e maçãs. Não conseguiu pegar mais nada porque já tinha se afastado muito e as estrelas já tinham se firmado no céu.
- É tudo o que temos pra essa noite. – Falou colocando as frutas em cima de uma mesa improvisada que Susan fizera.
- Já está bom. Com as laranjas, podemos tentar fazer mais suco, que tal?
Lucy adorou a idéia de Susan, afinal tanta caminhada tinha deixado a loirinha morrendo de sede.
Depois da 'refeição' pronta, eles sentaram em volta da lareira e Lily pediu que lhes contassem uma história de Nárnia.
- Ripchip nos disse que vocês adorariam contar a história do dia em que os ratos começaram a falar. – Falou a ruivinha.
Lucy P. bateu palmas e Susan abriu um sorriso.
- É mesmo uma linda história! – Falou a mais velha – Vejamos, por onde eu começo...
Um vento gelado passou por eles, que se juntaram mais perto da fogueira.
- Eu fui a primeira a chegar em Nárnia. – Começou Lucy P. – Mas voltei para casa no mesmo dia. Contei aos três sobre a aventura, mas eles não acreditaram em mim, pensaram que era fantasia da minha 'mente criativa'.
- Um tempo depois, ela voltou a Nárnia, mas eu também vim, logo atrás dela. – Continuou Edmund. – Quando cheguei em Nárnia, encontrei a Feiticeira Branca, que para mim parecia muito bondosa, e ela ficou mais do que contente em saber que eu tinha um irmão e duas irmãs.
- Deixe-me explicar. – Flou Susan – Havia uma... Como posso dizer? Era como se fosse uma profecia, dizendo que quando dois filhos de Adão e duas filhas de Eva se sentassem nos quatro tronos de Cair Paravel, seria o fim da Feiticeira Branca.
- Então ela não os queria aqui? – Perguntou Lucy E.
- Para falar a verdade, ela queria sim. Mas para nos impedir definitivamente de tomar o trono um dia. – Falou Lucy P.
- Edmund prometeu trazer-nos até ela e em troca seria educado pela "rainha" – Susan fez o sinal de aspas com as mãos – como um príncipe e depois de sua morte ele se tornaria o rei de Nárnia.
- Que tentação! – Falou Lily se permitindo um sorriso.
- Ainda mais pra mim, que tinha sempre que obedecer a ordens e decisões de Peter e de Susan. Mal sabia eu que era sempre para o meu próprio bem. – Falou ele com pesar.
- Como nós não aceitamos ir com ele até o castelo da feiticeira, Edmund decidiu ir sozinho e tentar ganhar mais manjar branco. – Lucy P. falou com um sorriso – Como chegou lá sem a gente, virou um prisioneiro da rainha, nenhuma das promessas dela era verdadeira. Tentando agradá-la, Edmund contou onde estávamos e ela foi atrás de nós.
Os quatro irmãos contaram em ricos detalhes sobre a perseguição da feiticeira, como chegaram até a Mesa de Pedra, que era o ponto de encontro com Aslam, e como libertaram Edmund das garras de Jadis.
- Mas acontece que Edmund já era considerado um traidor. E mesmo Aslam tendo o perdoado, não adiantava nos termos da Magia Profunda. – Falou Susan.
- O que isso quer dizer? – Perguntou Lily se ajeitando melhor perto do fogo.
- Estava gravado na Mesa de Pedra, que todo o traidor pertence a Jadis, e ela pode matá-lo se quiser. – Falou Edmund.
- Mas se Aslam decidisse não lhe entregar pra doida? – Perguntou Lucy E.
- Nárnia pereceria em água e fogo. – Foi Peter quem respondeu.
- Oh! – Exclamaram as duas grifinórias.
Susan abriu um sorriso bondoso.
- Foram momentos muito difíceis. Achamos que perderíamos nosso irmão. Mas Aslam pediu para conversar a sós com a feiticeira e voltou dizendo que ela renunciara ao direito do sangue de Edmund.
- Fácil assim? – Lucy E. perguntou atônita.
- Foi o que pensamos. – Falou Peter – Mas logo Aslam nos disse que teríamos que acampar na margem do Beruna, pois a Mesa da Pedra seria utilizada para outra coisa. Nós fomos sem contestar, Ele estava muito misterioso e triste, mas não nos contava de jeito algum o eu estava acontecendo.
- À noite, Susan e eu não conseguíamos dormir, tínhamos um pressentimento que algo não estava bem. – Falou Lucy P. – Decidimos sair e procurar Aslam. Não demoramos a encontrá-lo, estava ainda mais abatido do que durante o dia. Aslam nos permitiu seguir com ele, desde que parássemos quando ele mandasse.
- Ele fez isso quando chegamos na encosta do morro da Mesa de Pedra. – Continuou Susan – Lá em cima, havia uma multidão de seres terríveis.
Susan continuou o relato sobre aquela noite. Contou que Aslam pediu que parassem quando chegaram à encosta do morro onde estava a Mesa de Pedra. De lá, seguiu sozinho para o alto do morro onde uma multidão de seres malignos, inclusive a feiticeira Jadis, o esperavam. Eram lobisomens, minotauros, espíritos de plantas más, bruxas e todo o tipo de ralé que era a favor da Feiticeira Branca.
Lucy e Susan observaram Aslam se aproximar do grupo, ainda cabisbaixo, e não reagir diante da multidão que o xingava e o agredia. Eles o amarraram tão forte, que as cordas lhe cortavam a carne, depois a feiticeira mandou que lhe cortassem a juba. Zombaram dele tanto que as duas meninas não conseguiam conter as lágrimas vendo aquilo.
Por fim, amordaçaram Aslam e o prenderam à Mesa de Pedra. A feiticeira afiou o facão e se aproximou de Aslam, dizendo que o sacrifício dele em se entregar no lugar de Edmund de nada adiantaria, pois com Ele fora do caminho seria ainda mais fácil acabar com os quatro irmãos.
- Não tivemos coragem de ver o que aconteceu depois. – Falou Lucy P. – Tapamos os olhos e só saímos do nosso esconderijo quando a feiticeira e aqueles bichos terríveis foram embora.
As meninas se aproximaram chorosas de Aslam que jazia morto na Mesa de Pedra. Arrancaram-lhe a focinheira e tentaram desamarrá-lo, sem sucesso.
Ficaram ali tanto tempo chorando e acariciando Aslam, que o dia começou a amanhecer.
- Foi então que percebemos muitos ratos subindo pela Mesa de Pedra. – Falou Susan – Mandei-os sair dali, irem embora, mas eu não tinha percebido o que eles estavam fazendo.
- Eles roeram as cordas em que Aslam esteve amarrado. Depois que foram embora, saímos um pouco para dar uma volta e nos aquecer, foi então que ouvimos um barulho enorme, a Mesa de Pedra havia se partido ao meio e Aslam tinha desaparecido.
- Ficamos inconsoladas até que uma voz forte nos disse que aquilo era magia. Era Aslam. Ele tinha ressuscitado! – Susan falou alegre, como se revivesse a felicidade que sentira naquele momento – A Feiticeira Branca pensava que conhecia a magia profunda, mas não conhecia realmente bem. Se uma vítima inocente de traição fosse voluntária para ser executada no lugar de um traidor, então a Mesa de Pedra estalaria e a morte começaria andar para trás.
Lily e Lucy tinha lágrimas nos olhos.
- É uma história muito linda. – Falou Lucy E.
- Será que um dia teríamos coragem de nos sacrificar por alguém? – Perguntou a ruiva.
- Se você amar muito esse alguém, sim, você terá a coragem, Lily. – Falou uma voz forte e profunda.
Lily conhecia bem aquela voz, seu coração se encheu de alegria ao se levantar e ver que Aslam estava ali.
- Oh, Aslam! – Falou a ruiva sem conter a felicidade que sentia.
Os quatro reis correram até o Leão, Susan e Lucy Pevensie lhe acariciaram a juba. Apenas Lucy E. não sabia o que fazer. Não conseguia olhar para o leão sem sentir temor, mas a presença dele lhe transmitia uma paz de espírito tão grande quanto ela jamais sentira.
A loirinha se ficou em pé ao lado de Lily.
- Sejam bem-vindas a Nárnia, filhas de Eva. – Falou Aslam.
- Obrigada, senhor. – Falou Lily.
- Obrigada. – Lucy falou tímida.
- Não tenha medo, Lucy. Estive esperando muito tempo pela visita de vocês!
Lucy não sabia explicar o porquê, mas as palavras do Leão lhe causaram uma sensação tão confortante, que se sentiu segura para perguntar.
- Porque eu vim pra Nárnia? No nosso mundo o senhor só aparecia para Lily.
- Eu apareci pra você também, Lucy. Mas você estava tão preocupada e envolvida com seus próprios problemas, que não me reconheceu e sentiu medo de mim quando nos vimos.
- Era você aquele dia na escola?
- Sim. E era preciso conversar com Lily porque ao contrário de você, ela não acreditaria em Nárnia sem ter visto antes. – Aslam se virou para Lily – Não estou certo?
Lily pensou por um momento e respondeu sinceramente.
- Lucy aceitou bem mais rápido do que eu aceitaria.
- Mas eu também tenho uma missão aqui em Nárnia?
- Tudo a seu tempo. – Falou Aslam e elas assentiram.
Conversaram mais um pouco em volta da lareira, até que Peter avisou que deveriam ir dormir, pois a caminhada começaria cedo no dia seguinte.
Sem que percebessem, Aslam havia desaparecido. Lucy Pevensie explicou o que aprendera a muito tempo atrás, quando foi coroada rainha de Nárnia:
- Ele é sempre assim: vem e vai quando é importante o fazer. Não se preocupem, certamente ainda irá voltar muitas vezes.
Foi com essa promessa que Lily e Lucy se sentiram mais confiantes. A história que os irmãos Pevensie contaram sobre o sacrifício de Aslam no lugar de Edmund as fez admirar ainda mais aquele enorme animal falante.
Sem contar que a visita dele trouxe uma segurança e uma alegria tão grandes para as duas meninas, que elas passaram a contar os minutos para vê-lo novamente.
- Vamos deitar todos perto da fogueira. – Falou Peter – Assim nos aquecemos e evitamos os insetos.
Todos seguiram o conselho dele e deitaram pertinho um dos outros em volta do fogo. Lucy E. improvisou pra ela e pra Lily dois travesseiros enchendo de folhas de árvores as sacolas que trouxera a comida.
Apesar de ser esse o único conforto das grifinórias, nem elas nem os irmãos Pevensie demoram a adormecer, pois tinham tido um dia bastante cansativo.
Com o passar das horas, o vento foi se tornando ainda mais gelado e o fogo diminuindo. Quando o fogo finalmente acabou, Lucy E. escutou um barulho e acordou assustada.
Olhou para os amigos, todos estavam num sono profundo. Pensava em voltar a dormir quando escutou o mesmo barulho novamente, era o som de passos.
Quase acordou Lily, mas a ruiva parecia dormir tão bem naquele chão duro e frio que Lucy não teve coragem de fazer isso. Levantou lentamente tentando não fazer barulho e saiu da clareira, mas a luz da lua não era suficiente pra iluminar dentro da floresta.
Apalpou os bolsos do casaco que Edmund lhe emprestara, tinha guardado ali a lanterna que usou em Hogwarts, quando saiu pra passear com Edgar nos terrenos da escola.
Aquilo já parecia ter sido a tanto tempo que Lucy se pegou perdida em lembranças quando escutou novamente o barulho de passos, desta vez muito perto dela.
- Olá... Tem alguém aí? – Perguntou enquanto dava uma volta em si mesma iluminando tudo a sua vota.
Mas tudo estava no mais absoluto silêncio.
- Olá... – Chamou mais uma vez.
Nenhuma resposta.
De repente ela sentiu uma presença atrás de si, girou nos calcanhares, mas com o susto que levou a lanterna caiu no chão. Foi a última coisa que pôde perceber antes de sentir uma pancada na nuca.
N/A:
Que coisa feia da minha parte, não? Sorry, sorry, sorry!
Detesto prometer e não cumprir! Mas foi apenas uma semaninha de atraso, quase nada, não é?
Vou me explicar, se é que isso tem explicação... acontece que sexta-feira passada era minha folga, por isso eu prometi publicar o capítulo, mas na quinta-feira meu maridinho me avisou que também iria folgar na sexta e trabalhar no domingo... aí já viram, né? Não dá pra fic competir com ele... infelizmente!
Final de semana eu nem tive tempo de ligar o computador, acabei usando a internet na casa da minha mãe, e ela não tem minha fic no computador...
Então é isso. Se vocês acham que eu tenho perdão ligue 0800-XXX1234 e eu prometo vir logo com o próximo capítulo como recompensa, se vocês acham que não, liguem 0800-XXX4321 e eu me atiro do alto de um prédio de vinte andares ou me jogo em baixo de um carro... mas aí vocês ficam de vez sem a fic! Huahuahuahua
Agora chega de conversa fiada. Próximo capítulo tem Hogwarts e... mais Nárnia, é claro. E a Lucy? O que será que aconteceu com ela?
Muitos e muitos beijinhos!
Possível próxima atualização: 20 de Maio. (Prometo fazer de tudo pra conseguir postar certinho, ok?)
