Iodes – Barraco é que não falta e descobertas também, mas até lá... Shion não vai suportar a Camila, Kanon provavelmente vai mandar a Hat para outra dimensão, Shaka nem se fala.
Flor – Surtos, surtos e surtos, vai ser o primeiro de muitos.
Tenshi – Os segredinhos de ambos estão começando a aparecer e elas vão ver cenas um pouco mais comprometedoras... (deixa só o Shion descobrir... todo mundo pro Cabo Shunion rsrsr) Dite e Shura são uns fofos.. quem sabe eles vão se acertar com as garotas... quanto ao matar num sei não... traria mais drama para a fic(pensamento mórbidos).
Kitana – Quanto a Annya – vai descobrir na próxima saída dela.
Julgamento – será mesmo que ele vai acontecer?
Íris – calma Kitana.. eu não esqueci da sua cena... ela vai surgir num momento tenso... muito tenso... não se preocupe o Aioria vai espatifar todas as garrafas da Íris.
Gabe – tadinha... ela está confusa... e alem do mais... o dia ainda não acabou...
Mila e Nik – todas tem um passado triste e Shion ainda vai surtar muito.
Valeu pela dica do vocativo!
Aredhel – Ate chegar o julgamento... nem sei se o santuário vai existir, a tendência é só piorar e muito...muito. Você leu a resposta da review da Margarida? Da uma olhadinha nas respostas desse capitulo que eu postei, a ultima linha, é daquilo para pior.
Dri – obrigada pela review.
Calyeh – Shion está velho Calyeh, é a idade. A Íris só vai piorar. Outras descobertas inusitadas vão acontecer. Os dourados dão sorte que elas nem imaginam a existência de "cavaleiros de Atena". Tudo bem quanto as reviews. Eu sei que as vezes não da tempo.
--xxxx--
Capitulo 20: Mais desavenças do que acertos I
--Virgem--
Shaka fitava a porta intrigado. Tinha certeza que ela estava desmaiada, não tinha como ter escutado.
- Mas se escutou, foda-se. – tampou a boca imediatamente. – já estou dizendo palavrões e tudo por causa da imunda, vou me livrar dela. – disse voltando a deitar.
Farah do lado de fora ouvia tudo.
Voltou para o quarto pensativa. Não devia tê-lo ajudado, ele não faria o mesmo e não ganharia nada com isso.
- Isso é falta de ópio. – disse pegando seus objetos. – falta da única coisa que me faz bem.
Preparou uma dose e injetou. Sentiu o corpo relaxar, a sua respiração foi diminuindo...
Farah sabia o que isso significava. Conheceu uma menina no Irã, há anos envolvida com a droga. Os sintomas eram semelhantes: depois do consumo sua respiração diminuía... ate que um dia ela não acordou mais.
- "Tenho a máfia atrás de mim, não consigo ficar sem a droga e ela vai me matar... prefiro morrer dormindo".
Adormeceu.
A casa de virgem estava num profundo silencio, Shaka ainda não se sentia bem por isso voltou a dormir, assim como Farah por causa da droga. E assim passou-se algum tempo...
Shaka acordou devido a explosão do cosmo de Shion, ficou preocupado, pois pensara que o mestre estava nervoso devido a sua falta ao treino, em seguida tranqüilizou ao receber o aviso de Atena. Pegando seu rosário, resolveu meditar ali mesmo. Precisava encontrar solução para o caso "Farah".
A afegã despertou. Olhando para o relógio viu que era pouco mais de uma hora da tarde.
- "Minha oração."
Ainda meio sonolenta levantou indo para o banheiro. Estava suja e tinha que se lavar antes de pegar no seu precioso livro.
Depois do ato, voltou para o quarto e cuidadosamente o pegou sentando em cima das pernas. Faria a terceira oração, a "Asr". Desde que entrara para essa vida, abandonara todos os preceitos de sua religião porem nos últimos meses havia resgatado isso. O ópio era seu único consolador, a única coisa que conseguia anestesiar sua dor, mas ao passar em frente a uma mesquita, encontrou nele um balsamo. Se não fosse ele já tinha cometido suicídio.
Shaka tentava se concentrar, tinha certeza que entregaria Farah para Shion, mas queria uma orientação de Buda, da melhor forma de fazer isso. Não permitiria o comportamento mundano dela em sua casa, mas também não queria desagradar sua deusa. Sua mente continuava vazia. Nem uma voz. Como se Buda o deixasse sozinho.
Já estava desistindo, quando uma voz se fez presente, mas não era de seu conselheiro ao longo da vida e sim a voz que nos últimos tempos o deixava irritado: sua consciência.
- "Mesmo recebendo os cuidados dela, vai entregá-la?" Isso não tem nada haver. – disse ferino. – não fez mais do que a obrigação dela. "Assim como fez ao cuidar dela? Então os dois fizeram por obrigação?" E por que não? "Já se perguntou por que ela cuidou de você?" – Shaka ficou em silêncio, aquela voz era irritante. – "Uma pessoa só porque leva uma vida mundana, não pode possuir sentimentos como compaixão, fraternidade?" Ela não pode ter esse tipo de sentimento. "Por quê?" Porque é uma pessoa leviana, promiscua, que se droga e se vende sem qualquer remoço. "Shaka, as pessoas não nascem predestinadas a serem anjos ou demônios." Por que a defende? "Farah não escolheu essa vida porque quis."
O virginiano abriu os olhos.
- "Lembre-se disso."
Terminando sua oração, Farah guardou o livro cuidadosamente. Sempre que rezava, sentia-se um pouco melhor, por momentos esquecia de sua vida.
- Estou muito filosófica, acho que é esse lugar, ou aquele monge.
Pensou nele, era um ingrato, estava certo que ela não era nenhuma santa, mas quem ele pensava que era?
- Um monge metido que se acha estar sobre tudo e todos...
Antes de terminar de falar sentiu uma forte dor no peito.
- De novo... se continuar assim...
Melhorando um pouco resolveu ir até a cozinha, estava com sede. Sentou a mesa, tomando vagarosos goles. Subitamente pensou em Shaka.
- O valium foi poderoso.. não sabia que ele passava tão mal. Ele precisa comer alguma coisa.
Procurou algo nos armários e pos a cozinhar. Cansado da "sua voz interna" o guardião da casa de virgem decidiu levantar. Já estava se sentindo um pouco melhor e tinha que ficar atento a qualquer movimento dela. Ainda não tinha pensado em como entregá-la, mas o faria.
Achou estranho o barulho e um cheiro agradável vindo da cozinha. Ficou surpreso ao vê-la perto do fogão.
- O que pensa que está fazendo?
- Cozinhando.
- E quem permitiu?
- Eu.
- Invade meu jardim, invade meu quarto, invade minha cozinha.
- Seu jardim é lindo, entrei no seu quarto porque era preciso e estou na cozinha porque estou com fome. – rebateu.
- Seus dias estão contados.
- Eu sei. – o olhou. – para de reclamar e senta aí.
- Como?
- Pensei que monges fossem mais calmos.
- Mas eu sou! É a sua falta de moral que me deixa irritado.
- Não fiz nada de amoral com você. – o olhou perve. – mas se quiser...
- Poupe-me de seus comentários.
Ela riu, era ótimo tira-lo do serio.
- Qual é a graça?
- Nada...
Seguiu alguns minutos de silencio. Shaka a fitava analisando. Percebeu que as pupilas dela estavam dilatadas, consumiu droga, mas suas ações estavam mais serenas. Nem apresentava aquele súbito mal estar. Passou a analisá-la fisicamente. A pele estava amarelada, ainda mais sob o vestido preto justo.
- "Roupa pagã. – pensou, mas sem entender reparou em cada curva, nos cabelos negros que desciam pelas costas e na tatuagem de henna nas mãos. – é uma mulher muito bonita, pena que só por fora."
- Já que vai ficar aí, por que não senta?
Sentou, não porque ela disse e sim porque queria vigiá-la, era o que achava.
- Pode me responder uma coisa?
- O que?
- Por que vive de olhos fechados?
- Não é da sua conta.
Ela não disse nada. Vendo que a sopa que tinha feito havia ficado pronta, serviu um prato, colocando na frente do virginiano.
- Seu estomago ainda não deve está bom, é melhor comer algo leve.
- O que é isso?
- Sopa de legumes. Não tem veneno.
- Como posso ter certeza?
- Ainda não transamos. – sorriu. - Não ia matá-lo antes disso. – acariciou o rosto dele.
Shaka corou violentamente. Farah achou graça, um homem daquele tamanho, corando com uma frase tão simples.
- "É um santo mesmo".
- Escute aqui senhorita...
Foi interrompido por uma colherada na boca.
- Está bom?
Estava, mas não daria o braço a torcer.
--Gêmeos--
Saga encostou na porta. Chiara se drogando e Kanon ainda estava na casa.
- "Tenho que ser cuidadoso."
Hathor surgiu no corredor, com a cabeça baixa limpava o rosto dos últimos resquícios de lagrimas.
- Posso passar Saga?
- O que aconteceu?
- Nada. A Chiara...?
- Está... – virou o rosto.
- Se drogou. – disse direta. – quando vai nos entregar?
- Ainda não decidi.
- Posso entrar?
Ele deu passagem. Estranhou o comportamento da egípcia. Ela sempre fora petulante que nem parecia a mesma mulher. Tinha a leve sensação que Kanon estava por trás disso.
Indo para a sala encontrou o irmão sentando no sofá. Ele não estava com a cara muito boa.
- O que fez Kanon?
- Por que acha que eu aprontei? – indagou tentando parecer indignado.
- Porque você e Hathor estão com cara estranha.
- A viu?
- Parecia que estava chorando. O que você fez?
- Brinquei com ela no labirinto. Uma das ilusões foi de pedras rolando e...
- E...?
- O irmão e a mãe dela morreram soterrados.
- Depois falam que a face má sou eu.
- Eu não sabia! Juro que não.
- Chiara já tinha nos dito.
Kanon encolheu.
- Eu sei... só me lembrei depois...
- Não imaginava que a odiava tanto assim.
- Eu não a odeio. – disse, para depois se arrepender. – quer dizer eu não gosto dela, mas não faria uma maldade dessas.
- Ela se lembrou do acidente.
- Sim... confesso que fiquei surpreso. Ela é tão soberba, mas chorava como criança.
- Acha que só você que possuiu sentimentos?
- Agi errado e me arrependo. Tentei confortá-la, mas...
- Você? Confortá-la? – o olhou incrédulo.
- Sim eu. Por quê? – o olhou indignado. – não sou um monstro.
- Pois às vezes acho que é. Ela não é um poço de virtude, mas também não merece ser tratada como você a trata. Não pode se achar melhor do que ela, por que tanto eu como você, erramos e muito, no passado.
Ficou calado, Saga tinha razão. A presença dela era irritante, contudo não precisava tratá-la tal mal. Apenas com indiferença.
- Posso voltar para casa?
- Vai pelo menos tentar se comportar?
- Sim. Prometo que não a chamo nem a outra de prost...
- Kanon.
- Desculpe.
- Volta então. – sentou no sofá. – "um problema a menos."
- E você que cara é essa?
- Não é nada.
- Está preocupado com alguma coisa. Eu te conheço.
- Não tenho nada. – levantou. – tomare que cumpra o que disse.
No quarto...
Chiara dormia profundamente sob o olhar atento de Hathor.
- "Não quero ficar aqui. Estou cansada disso tudo. Eu quero..."
Pegou seus comprimidos e tomou dez de uma vez. Pensou que apagaria para sempre, mas começou a passar mal.
Foi para o banheiro e vomitou tudo.
- Merda. – deu a descarga. – merda.
Voltou para o quarto sentindo-se zonza. Foi à conta de chegar a cama para cair. E com isso o tempo passou...
Saga e Kanon aproveitaram o tempo livre para treinaram um pouco, numa sala atrás da casa. Era pouco antes de uma hora quando voltaram.
- Você anda muito lerdo. – Kanon provocou.
- Deu foi sorte.
- Sorte? Mal conseguiu me acertar! O que está havendo Saga?
- Nada. Vou preparar o almoço.
- De certo que as meret...
Saga o olhou feio.
- Desculpe, força do habito.
- Se não for me ajudar não me atrapalhe.
- Vou tomar banho, depois ajudo meu maninho querido.
Kanon deu um pedala em Saga e saindo correndo.
- Kanon!
Já tinha sumido.
No quarto ele ria do irmão. Saga sempre caia nas mesmas brincadeiras.
- É um trouxa. – sorriu tirando a camisa.
Parou de frente para o espelho analisando-se.
- Somos gêmeos, mas eu sou o mais bonito, o mais charmoso, o mais amado e o melhor na cama. – deu um sorriso perve.
Entrou para o chuveiro. A água fria caia por todo o corpo.
Pensava numa desculpa para dar ao mestre. Afinal tinha faltado ao treino e ele nunca iria perdoar. Nunca.
- Estou ferrado... – suspirou. – ah vou colocar a culpa no Saga. A culpa é dele mesmo, que fica defendendo aquelas...
Parou de falar ao se lembrar de Hathor.
- "Saga tem razão... peguei pesado com ela."
Lembrou do olhar perdido dela, do seu rosto de dor.
- "Se soubesse não tinha feito aquilo."
Saiu do banho, colocou uma roupa e seguiu para a cozinha. Ficou observando o irmão. Saga estava estranho. Estava mais sério que o normal.
- "Aconteceu alguma coisa... coisa grave."
- Vai ficar me vigiando?
- Elas ainda não apareceram?
- Não.
- Chiara ainda está dormindo?
- Sim...
- Que estranho. Ela dormiu cedo ontem.
- Não tem nada de estranho. – disse ríspido, Kanon notou.
- Se está dizendo... – sentou num banco. – pode me contar o que está havendo?
- Nada Kanon.
Saga foi interrompido pela explosão do cosmo de Shion.
- Esqueci de avisar da minha falta. – disse Saga.
- Ele vai te matar.
- Só a mim? – Saga o olhou.
- Ele deve está muito bravo.
- E com razão.
Receberam o aviso de Atena.
- Treino suspenso? – Kanon pegou uma maça. – explosão de cosmo seguido de aviso de Atena, sei não...
- Depois saberemos o que aconteceu. – disse, mas com o pensamento em Chiara. Estava muito preocupado com ela.
- Saga? Saga?
- O que...? – o olhou.
- Estou te chamando há meia hora. Em que estava pensando?
- No mestre. – respondeu rápido. - Pensando numa desculpa.
- Isso é bom. Pois ele vai nos matar amanha.
No quarto...
...Hathor dormia jogada sobre a cama. Acordou devido a um travesseiro na cara.
- Por Hórus! – gritou assustada. – quem...
Num canto Chiara ria e de forma descontrolada.
- Ficou doida Nina?
- Te acordei?
- Não está doida, está irônica. – sentou na cama. – ainda bem que acordou, daqui a pouco aqueles dois aparecem.
- O meu gostoso e o seu gostoso?
- Correção só seu. Kanon é insuportável.
- Mas bem que queria dormir com ele... – sorriu perve, caminhou em direção a ela, parando na sua frente. – não é mesmo?
- Claro que não. – respondeu rapidamente.
- Claro que sim. – aproximou. – não queria que ele a tocasse... – Nina passava o dedo pelo colo de Hathor. – desse jeito? Não queria sentir o perfume dele? A respiração dele sobre você...
Ela permanecia calada.
- Aquela boca carnuda colada em seus lábios. – aproximou do rosto dela. – seu hálito quente...
Hathor imaginava Kanon fazendo isso com ela e gostou de imaginar.
- Aquela mão descendo... – descia com o dedo pelo seio, barriga. - ...desse jeito ate chegar...
- Chega Nina! – segurou a mão dela erguendo-a, estava com o rosto levemente ruborizado. – está fora de si.
- Eu? – sorriu zombeteira. – não fui eu que imaginei a cena... admita tem atração por ele, ate eu tenho. – se soltou afastando. – se pudesse queria com os dois.
- O que consumiu? Dois gramas de heroína?
- Ah Hat... seria maravilhoso. – disse ignorando as palavras dela.
- Esse posto de devassa é da Ash!
- Essa noite quero me esbaldar.
- Se continuar desse jeito vai se esbaldar numa vala com cinco balas no peito. Não piore a nossa situação.
- Cala a boca!
Hat queria voar nela, mas sabia que quando Chiara estava sobre efeito de drogas seu comportamento era aquele. Nina afastou-se mais um pouco, colando o corpo na parede.
- Não vou bater em você. – disse Hat vendo-a se afastar. (n/a: a partir de agora o que está escrito em itálico, é o que se passa na mente de Nina.)
Nina olhava fixamente para Hathor.
- O que foi?
A expressão de seu rosto foi mudando, a cara debochada foi dando lugar a expressão aterrorizada.
- O que foi Nina? – ficou preocupada.
- Cuidado Hat... atrás de você...
- Com o que? – virou, não tinha nada.
- Hat sai daí, eles vão te pegar.
- O que?
Na mente perturbada de Nina, ela enxergava homens vestidos de negro encostados na parede e prontos para atacar Hat.
- Hat... – os homens aproximavam lentamente, um deles trazia uma adaga. – Hat... Hat...
- Nina o que está havendo? – levantou.
- Cuidado... – não conseguiu gritar tamanho choque. O homem tinha transpassado a adaga no pescoço de Hat. O sangue jorrou pela abertura caindo sobre ela. – não... não... não... – começou a se limpar desesperadamente. – sai... sai... sai...
- Nina o que foi? – a egípcia estava preocupada. – por que está se limpando dessa maneira? – aproximou...
Ao sentir o toque, Nina a olhou, mas não era a amiga era um dos homens.
- Não...
- Nina?
Chiara olhava para todos os lados, não estava mais no quarto e sim num lugar iluminado por tochas. Estava no meio de uma espécie de sala. Olhava desesperada e tentava gritar por socorro, porem tudo o que viu foram pessoas se aproximando dela, mas não eram pessoas normais...
- Afastem-se de mim! Afastem-se! – gritou.
- Calma Nina, sou eu.
A italiana encostava ao maximo na parede, tentando fugir do possível ataque. A iluminação das tochas aumentou revelando a aparência das pessoas: algumas estavam desfiguradas, outras pareciam bestas e demônios. Nina as fitava aterrorizada.
- Não cheguem perto.
Um dos demônios tinha a face feminina, aproximou dela sorrindo maliciosamente. - Vou matar você! – disse a mulher. – ela pulou sobre Chiara começando a bater nela.
Nina foi ao chão, como se tivesse sido jogada.
- Chiara o que está havendo? – a essa altura Hat estava em pânico.
No chão a garota se debatia e contorcia, gritando palavras de baixo calão. Hat agachou para ajudá-la porem...
- Não vai me matar.
- Do que está falando?
Nina partiu para cima de Hat. A demônia foi ao chão e era a vez de Chiara defende-se, os outros demônios e bestas incitavam a briga. A italiana usava as unhas para ferir o rosto da adversária...
- Nina! Para! Nina! – Hat tentava se defender, mas devido ao valiuns tomados seu corpo ainda estava mole.
Chiara bateu mais forte. A demônia estava bastante machucada, com marcas de unha nos braços e no rosto e outros hematomas.
- Para Nina! Está doendo! Nina! PARA!!
Na cozinha...
- PARA!!
- O que foi isso? – Kanon levantou.
- Hathor.
Saga saiu em disparada seguido por Kanon. A porta do quarto delas estava trancada, mas era possível ouvir os gritos desesperados de Hathor. Sem hesitar Kanon derrubou a porta. O que viram deixou os dois atordoados. As duas estavam no chão, sendo Chiara por cima. Seu olhar era demoníaco e Hat por baixo, com o rosto e braços cobertos por arranhões uns até sangravam.
- O que está havendo?
- Não é hora para perguntas. - Kanon passou a frente do irmão. – segure a Chiara.
Saga puxou a italiana enquanto Kanon tirava Hat de baixou dela.
- ME SOLTA! ME SOLTA! – gritava Chiara, um dos demônios a puxava.
- Chiara... – Saga estava com dificuldade de segura-la.
- Ai... – murmurou Hat.
- Você está bem? – indagou Kanon.
- Não...
Kanon estava surpreso pela quantidade de ferimentos. Hat estava com o rosto todo arranhado.
- Vocês se amam, hein? – ironizou.
Ela nem deu atenção, estava preocupada com a amiga.
- ME SOLTEM! EU VOU MATAR VOCES! EU VOU ME VINGAR, NÃO VOU DEIXAR A MORTE DE HAT EM VÃO! – gritava enquanto tentava se soltar.
- Chiara controle-se. – Saga estava desesperado, não sabia o que estava acontecendo a ela, mas pela contração da pupila imaginou e mais, Kanon presenciava.
O outro geminiano a olhava fixamente.
- "Algumas garotas tem certos vícios." – lembrou das palavras de Atena. – "é isso então. A Chiara... ela... é uma das garotas... por isso Saga andava tão calado, ele descobriu."
- EU VOU ME VINGAR...vou...mataram... mataram a Hat... – Chiara começou a chorar, já não se debatia tanto. – Hat... Hat...
A egípcia também começou a chorar, não tinha muito senso de amizade, mas a situação de Chiara era agonizante. Kanon aproximou-se mais a envolvendo em seus braços.
- Socorro! – os demônios reapareceram, dessa vez traziam materiais de tortura. – socorro! Não me matem! Hat socorro! Socorro! – gritava.
- Chiara! – Saga fez com que a encarasse. – acorde!
- Me solta! Socorro! – o empurrou, correndo para um canto. – me deixe em paz.
- Chiara.
- Espere Saga. – Hat saiu dos braços de Kanon e caminhou até ela. Chiara parecia um animal acuado. – Nina sou eu a Hat.
- Afaste-se.
- Calma, sou eu...
Ela ajoelhou diante dela e a abraçou.
- Calma...
Os olhos antes aterrorizados foram serenando...
- Hat...
- Está tudo bem agora.
Saga as olhava aliviado, sentindo o peso de um olhar virou-se para Kanon. Era evidente que descobrira.
- Pode cuidar da Hat? – pediu a ele.
- Tudo bem. – o olhou torto. – "quero respostas." – disse por cosmo. – vem Hathor.
- Eu vou ficar aqui.
- Saga vai cuidar dela, vem. - Estaremos na sala se precisar. – saíram.
Chiara no cantinho não conseguia olhar para Saga.
- Isso é efeito da droga não é?
- Sim... as vezes os efeitos provocam alucinações... – disse quase num sussurro.
O geminiano a olhou compadecido.
- Vai me entregar...?
Agachou diante dela.
- Eu não queria lhe trazer problemas... não queria... – começou a chorar. – me desculpe...
Saga a abraçou.
- Está tudo bem agora... não vou te entregar, ao contrario quero te ajudar. – a olhou. – quer se livrar disso não quer?
- Sim...
- Vou te ajudar. – acariciava o rosto dela limpando suas lagrimas. – conte comigo.
Na sala...
Hathor estava sentada no sofá, olhando os arranhões dos braços. Kanon apareceu na porta trazendo uma caixinha. Seu olhar era sério e ela sabia muito bem do por que.
- Não vai arder.
Não respondeu. Kanon pegou na mão dela esticando seu braço.
- Chiara é bem forte.
- Sim... – nem o olhou.
- Saga sabia, não é?
- Não sei...
- É só ela ou você também está metida nisso?
- Não uso drogas.
- E o que tomou naquela vez?
- Remédio para dormir. Desde o acidente é assim que passo as noites: dopada.
Kanon calou-se. Terminou de limpar os braços faltando só o rosto.
- Pode deixar que eu limpo. – Hat pegou a gaze.
- Por mim.
Seguiu alguns segundos de silencio.
- O que está esperando? – indagou sem olhá-lo.
- Para?
- Nos entregar. Vai logo, entrega a gente para a garota e acabe com isso.
Ficou calado.
- Vai logo! Sei que era o que mais queria, se livrar de nós, aproveite a oportunidade.
- O que aconteceria se eu te entregasse?
- Como assim?
- O que aconteceria se Atena as colocasse para fora?
- Voltaríamos para a Suíça, isso se a máfia não nos encontrar pelo caminho. Se ficarmos aqui ou formos embora o final é o mesmo: a morte. Pelo menos se sairmos daqui esse sofrimento ia acabar logo. Quer uma confissão de tudo que fiz? – o olhou. – eu assino.
- Não é para tanto. – guardava os objetos na caixinha. – minha vontade era de entregá-la logo, mas por enquanto... – levantou. – preciso ouvir algumas explicações do senhor Saga.
Saga ficou com Chiara ate ela se acalmar. A italiana acabou pegando no sono. Ele resolveu deixá-la descansar, mas pediria a Hathor que ficasse com ela.
Depois de tudo providenciado o geminiano foi para a sala. Kanon o esperava.
- Pode começar a explicar.
- Agora Kanon?
- Agora. – disse ríspido.
- Ontem peguei Chiara se drogando na cozinha.
- E pelo visto não pensava em me contar.
- É.
- Por quê? A casa também é minha. Tinha o direito de saber.
- Para entregá-las?
- Sim. Não sou um homem virtuoso, mas tolerar esse tipo de coisa no santuário é inaceitável. O lugar delas não é aqui.
- Faça o que quiser, mas não vai me impedir de cuidar dela.
- É uma drogada prostituta!
- É um ser humano! – rebateu.
Kanon recuou.
- Faça como quiser. Hoje não vou entregá-las, mas não pense que ficará barato.
--Áries--
Ash dormia profundamente. Mu levantou indo para seu quarto, trocou a camisa de manga curta por uma longa, se por acaso alguém chegasse não teria que dá explicações. Não tinha muito o que fazer, a não ser esperar que Birget acordasse. Pegou seus utensílios e seguiu para a sala onde consertava armaduras.
Ficou por toda manha nem percebendo que era pouco mais de uma. Enquanto consertava tentava pensar em como a ajudaria. Não tinha idéia do que aquelas substancias podiam fazer e até que ponto Birget podia chegar. Estava sozinho, pois não queria que os outros envolvessem nisso, principalmente que chegasse aos ouvidos do mestre. Conhecia o temperamento do ariano e sem qualquer piedade ele a colocaria para fora. Guardou seus utensílios voltando para a casa, no caminho sentiu o cosmo do mestre.
- Ele está bravo... muito bravo... – suspirou. – vou virar pó de estrela.
Recebeu o aviso de Atena.
- Deve ser por isso que está irritado. Mas porque Atena cancelaria o treino?
Indo para a cozinha começou a preparar o almoço.
Ash acordou sentindo-se mal tanto fisicamente quanto no psicológico. Tinha certeza que agredira Mu.
- Sou uma idiota... machucar quanto mais a ele...
Levantou, saindo do quarto.
Escutando barulho vindo da cozinha foi para lá. Chegando sorrateiramente parou na soleira da porta, passando a observá-lo. Tinha gestos simples e fazia as coisas com todo o cuidado.
- "É a pessoa mais calma do mundo. – pensou. – e a mais gentil. – reparou que ele estava com outra camisa. – para esconder os hematomas..." Oi Mu.
- O-lá... – virou para ela. – não devo demorar com o almoço.
- Me perdoe. Pelos meus atos conscientes e inconscientes. Não queria envolvê-lo nisso.
- É porque usa aquelas coisas.
- Não uso.
- Você é uma garota inteligente, está se iludindo achando que eu não sei.
- Não sabe não.
- Birget por que não admite. Se quisesse entregá-la já tinha feito isso.
- E não vai?
- Não se admitir o seu problema. – ele a olhou nos olhos.
A garota não conseguia encará-lo.
- Estou vendo nos seus olhos, que está com medo do rumo que sua vida tomou.
- Não sabe nada sobre mim!
- Sei o suficiente. Não é a vida que queria para si.
- Cala a boca Mu! Não é ninguém para me dizer o que fazer. – tudo que ele falava ela concordava, era assim mesmo que se sentia, mas jamais iria admitir. Irritada por ele saber tanto sobre ela, só lhe restou atacar. – quer saber de uma coisa? Entrega-me logo! Saindo daqui posso ter minha vida de volta! Eu não suporto mais esse lugar!
O ariano deu um longo suspiro.
- É uma pena que pense assim. – voltou a atenção para as panelas. – estaria disposto a te ajudar.
- Não preciso de sua ajuda nem de ninguém! – saiu pisando duro.
Chegando ao quarto bateu a porta.
- Chato! Não passa de um chato, metido a sabe tudo. Não vou deixar que ele atrapalhe a minha vida. Não vou!
Saiu batendo a porta, da cozinha Mu escutou a porta da sala batendo.
- Que gênio difícil...
Andava de um lado para o outro, pensando numa maneira de conseguir mais dinheiro, só os programas não eram suficientes para comprar toda droga que consumia. De repente lembrou se da sala que ficava fora da casa. Havia muitas coisas de metal e talvez alguma valesse um bom preço. Aproveitando que ele estava na cozinha foi para lá, encontrou a porta destrancada.
- Está cheio de esculturas esquisitas... esquisitas e valiosas. – disse entrando na sala que Mu consertava as armaduras.
Olhou varias, mas a maioria tinha aspecto de envelhecidas, cores horríveis e rachaduras.
- Ninguém vai querer comprar esse lixo.
Estava desistindo quando viu um brilho dourado atrás de um armário.
- O que é...
Aproximou e levou o maior susto ao ver uma caixa totalmente dourada e sobre ela um objeto que parecia um carneiro também de ouro.
- Isso deve ser pintado, só pode. - bateu na caixa. - é ouro! E maciço! Isso tudo é de ouro! – ria de orelha a orelha. - eu estou rica! Vou ter até fabrica de LSD!
Nem pensou duas vezes, arrastaria tudo até o seu quarto, depois venderia, contudo fez toda força que tinha e a peça não se moveu um milímetro. A peça? A armadura de ouro de Áries.
- Merda! Mexe porcaria!
Tentou novamente e nada.
- Droga! Mas não tem importância vou levar um pedaço. - tentou tirar os chifres, mas nada de sair do lugar. - essa merda é toda forjada numa peça só. Vou arrumar um martelo e levo nem que seja uma lasca. - rapidinho arrumou um martelo. - cifrões! - colocando toda força meteu uma marretada, porem...
A armadura ressoou e só.
- Nem um arranhão. Não é possível!
Na cozinha...
Mu escutou um barulho.
- Birget! - escutou Mu chamá-la.
- Droga justo agora? Volto depois.
Escondeu o martelo e saiu antes que ele a pegasse.
- Birget. – o ariano já estava na sala.
- O que é? – respirava ofegante.
- Onde estava?
- Lá fora. Sentada na escada. Posso?
- E esse barulho.
- Barulho? Eu não ouvi nada. Posso voltar?
- Pode. – a olhou desconfiado. – daqui a pouco te chamo para almoçar.
- Tudo bem.
Ele mal deu as costas voltou para a sala dourada. Desta vez foi mais cautelosa, procurou por algo que pudesse usar para raspar.
Não aconteceu nada, o objeto dourado continuava intacto.
- Desisto. – sentou no chão. – ou carrego tudo ou não levo nada. Cansei.
Arrastou-se para trás para usar a parede de encosto. Estava bem de frente para a armadura e esta brilhava muito. Passou a observá-la. Nunca tinha visto um objeto como aquele. Reparando melhor viu que eram duas partes. O de baixo parecia uma urna. Cedendo a curiosidade aproximou.
- Esses detalhes foram entalhados diretamente... trabalho magnífico. O cara que fez isso deve ter ganhado uma nota. – fitou a armadura. – realmente se parece com um carneiro, olha dos detalhes! Será que ele comprou? Ou...
Ash voltou a sentar. Olhando ao redor notou que as outras peças tinham mais ou menos o mesmo formato da dourada deduzindo...
- Ele é um ferreiro. Isso tudo deve ser antiguidades e ele as restaura. – ficou em silencio pensativa. – ele tem cara disso mesmo. Para consertar detalhes só alguém com paciência. – sorriu.
Lembrou-se do rosto dele.
- Ele é todo zen, tão calminho... parece que tem maconha dentro dele de tão relax. – sorriu. – mas muito gentil... jamais conheci alguém como ele... acho que não há nada que o tire do sério. – sorriu novamente. – ele é uma gracinha de pessoa e em todos os sentidos... – deu um sorriso perve. – deve ser carinhoso na cama, porem deve ser cheio de pudor. – bufou. – tinha que ter um defeito.
Resolveu ir embora, não conseguiria levar o objeto dourado e as outras peças talvez não valessem tamanho esforço.
Mu estava prestes a chamá-la quando ela apareceu na porta.
- Boa tarde Mu.
Sem que ele esperasse ela o abraçou e de maneira terna, sem qualquer malicia.
- Bo-a tarde. – respondeu vermelho. – o que foi...? Es-tá se sentin-do mal?
- Não. – aconchegou-se mais, a camisa dele era extremamente macia. – só fiquei com vontade de te abraçar.
- S-im... – ainda estava corado.
Birget aconchegou ainda mais. O contato com ele era relaxante, sentia-se muito bem perto dele.
- O almo-ço está pronto.
- Obrigada, você é muito gentil.
Mu a fitou. Que mudança de personalidade era aquela?
--Aquário--
Ani voltou para a casa correndo. Se ele tinha voltado a trás ficaria quieta no seu canto. Entrando para o quarto trancou a porta. Só sairia de lá morta. Kamus voltava calmamente, ainda não tinha entendido porque voltara atrás na sua decisão. Faltava pouco para aquele pesadelo acabar, no entanto tinha recuado.
- Ainda terei tempo. – disse entrando em casa.
Seguiu para a biblioteca, tinha que contar os prejuízos. A cada garrafa vazia, seu ódio aumentava.
- Tomou quase tudo... se não tivesse visto antes...
Alais continuava no quarto. Estava sentada de frente para a porta, só aguardando o momento que seria levada. Respirava ofegante devido ao cigarro e a ansiedade.
- Calma Alais. – levantou. – fique calma. – ascendeu um cigarro. – calma. – soltou uma baforada.
Começou a andar de um lado para o outro, em sua mente já imaginava o que lhe iria acontecer.
- Vou ser morta... eu vou morrer... vou morrer...
Kamus permaneceu na biblioteca por um longo tempo, só saiu ao sentir a explosão de cosmo de Shion e o recado de Atena.
- Ela tem sorte... Shion é capaz de matar todo mundo naquele estado. Amanha ela não escapa. – disse indo para a cozinha.
Ani estava tão nervosa que nem o cigarro conseguia acalmá-la, resolveu tomar um valium junto com uma garrafa de absinto, apagando em seguida.
O aquariano preparou o almoço e foi chamá-la, mas não obteve resposta.
- Deve está morrendo de medo. – sorriu.
Almoçou sozinho.
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Continua...
Propaganda: Postei uma nova fic "Reencontro com o passado" ela conta a historia de alguns dourados, historias essas que aparecem nessa fic porem menos detalhada.
Ate o próximo capitulo.
AREDHEL – próximo capitulo a sua cena sobre o sonho.
