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Título: O recluso

Sumário: Bella, uma recém-formada da Universidade de Washington, se vê sozinha e desorientada ao sair da faculdade e perder seu pai. Uma oportunidade surge para trabalhar como governanta na casa de um misterioso homem em Port Angeles.

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Recluso:

Pessoa que espontaneamente se isolou do convívio social.

(Dicionário UOL)

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No capítulo anterior

"Eu sei que não tenho o direito de pedir isso depois de tudo o que houve hoje", seu rosto está próximo ao meu e o cheiro dele me domina, me deixando zonza. Sua voz está rouca, como quando ele está excitado. "Mas pela manhã você disse que eu poderia te ter sempre que eu quisesse". Ele acaricia levemente meus braços com seus dedos.

Oh Deus.

"Eu ainda posso...?", ele deixa a pergunta no ar e roça seu nariz em minha nuca.

Capítulo 21

Junho de 2016

BPOV

Ele joga sujo.

Ele sabe que eu não posso resistir ao seu toque.

Suas carícias.

Ele em deixou querendo desde esta manhã e tê-lo assim tão perto como agora...eu o quero. Vou deixar nossa conversa e tudo mais pra amanhã. Esta noite eu quero senti-lo dentro de mim mais uma vez.

Um breve aceno e ele empurra sua boca na minha. Um beijo lento e profundo. Nossas línguas se encontram e suas mãos me seguram pela cintura, prendendo-me junto ao seu corpo. Ele me carrega até a cama e me despe lentamente, beijando todo o meu corpo e me excitando ainda mais.

"Edward", eu clamo por mais. Eu peço para que ele faça amor comigo logo, mas ele apenas ri e continua me provocando.

"Paciência, menina linda. Eu quero apreciar seu corpo", ele diz e volta a me torturar. Ele toma seu tempo sugando meus mamilos enrugados enquanto coloca dois dedos em minha carne. Ele acaricia meu clitóris com o polegar por algum tempo e eu gozo em seus dedos, gritando seu nome.

Eu penso que ele vai me penetrar agora, mas ele ainda não está satisfeito. Deixando sua boca descer pela minha barriga, ele beija minha pele, deixando um rastro de calor em meu corpo.

"Por favor, Edward".

"Eu quero te provar, Bella", ele diz e eu logo sinto sua boca lá.

"Ahhhh". Eu sinto uma onda de prazer quando ele dá a primeira lambida me meu clitóris. Seus dedos permanecem dentro de mim e a estimulação intensa logo me faz gozar pela segunda vez.

Ele pega meu corpo mole, levanta minhas pernas e se ajoelha entre elas. Me penetrando devagar, ele nunca desviar os olhos dos meus. O sexo é o mais lento que já fizemos. Prazeroso como todas as outras vezes, mas diferente. Geralmente, ele é tão intenso e feroz. Ele não diz muito durante a relação e nossos gemidos de prazer dominam o quarto.

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Eu acordo sozinha na manhã seguinte. Me lembro de mal gozar pela terceira vez e caí no sono imediatamente. Ele acabou comigo. Eu me sento e pego a água na cômoda. Imagens dos acontecimentos da noite de ontem invadem minha mente e eu suspiro, aflita só de pensar na conversa que eu devo ter com Edward.

Depois de me trocar, desço em busca de Edward e dou de cara com o Sr. Cullen na cozinha.

"Bom dia", eu digo, fazendo-o me levantar o rosto do jornal.

"Bom dia, Isabella. Sente-se, fique a vontade. Esme deixou o café da manhã preparado", ele informa.

Eu me sento na frente dele e começo a me servir.

"Você sabe onde Edward está?".

"Ele saiu com Esme há cerca de uma hora. Eles foram ao mercado da região. Não devem demorar", ele diz.

Para meu alívio, Alice e Jasper não demoram a aparecer na cozinha. Eu não me sinto muito à vontade pra ficar sozinha com Carlisle.

"Bella! Bom dia", Alice vem em abraçar. "Onde está meu irmão?"

"Ele saiu com sua mãe, filha", Carlisle responde.

"Bom dia Jasper", eu cumprimento.

"Bom dia, Bella".

"E, então, o que achou da festa ontem, Bella?"

Eu começo a tossir, engasgando com o suco que estou tomando, por causa da pergunta inesperada.

"Ei, você está bem?", Jasper vem em meu auxílio, batendo nas minhas costas.

"Tudo bem. Só engasguei com o suco", eu digo ao me recuperar. "olha, Alice, a festa não poderia ter sido mais bem organizada, mas há algo mais importante do que isso. Edward não estava feliz. Ele não estava à vontade em sua própria festa. Eu sei que vocês tinham as melhores intenções no coração, mas não é certo forçá-lo a participar de algo que ele não quer. Ele estava muito mais contente no almoço, só com a família dele. Eu não deveria ter insistido pra ele permitir que vocês fizessem a festa", eu digo sinceramente e há um silencio após minha fala.

Droga, eu não deveria ter falado assim com ela!

"Eu acho que Isabella está certa", Carlsile diz, me deixando pasma. Ele concorda comigo? "Você e sua mãe sabem a opinião de Edward sobre comemorar o aniversário dele e mesmo assim induziram Bella a convencê-lo a aceitar essa reunião. Eu sei que vocês só querem a felicidade dele, mas às vezes a gente tem que aceitar que não somos nós quem sabemos o que é melhor pro outro, filha", ele pega a mão de Alice. "Eu tenho aprendido isso da pior maneira. Eu quase perdi qualquer possibilidade de relacionamento com seu irmão".

Nossa! Estou boba com a atitude de Carlisle. Em um bom sentido, é claro.

Alice faz bico, mas parece disposta a aceitar a critica.

"Eu só queria que ele se divertisse e comemorasse seu aniversário. É uma data linda, que deve ser celebrada", ela diz. "E ele estava tão mudado ultimamente", ela me olha quando fala isso, "que eu pensei que ele fosse apreciar, mas parece que me enganei".

Jasper acaricia seu ombro, em apoio.

"Eu prometo não fazer mais nada do tipo", ela garante. "Me desculpe, Bella".

"Você não me deve desculpas, Alice. Acho que você pode se desculpar com seu irmão", eu sugiro e ela acena.

Após o desjejum, com a permissão de Carlisle, eu me perco na biblioteca dos Cullen e nem vejo o tempo passar. É um paraíso! Há tantos livros aqui, um monte que eu já li e muitos outros que ainda quero ler. A biblioteca da casa de Edward é incrível, também, mas essa consegue ser ainda melhor.

Quando estou no meio da leitura de Persuasão, de Jane Austen, Edward entra no quarto.

"Oi", ele diz ao fechar a porta atrás de si.

"Ei", eu respondo, colocando o livro no sofá, ao meu lado.

Ficamos em um silencio estranho por um tempo. Ele está me olhando...desconfiado, eu acho.

"Desculpe ter deixado você acordar sozinha, mas Esme queria que eu a acompanhasse ao mercado hoje. Eu esqueci de te avisar ontem".

"Tudo bem. Carlsile me avisou que vocês haviam saído".

"Bom", ele diz se aproximando enquanto eu fico de pé. "Eu pensei que a gente poderia almoçar aqui e depois vamos pra casa".

"Parece bom pra mim", eu digo e me dirijo até a porta. "Eu vou arrumando as coisas o quarto, então". Antes que eu saia, ele me puxa pela cintura e me abraça forte. Meus braços envolvem seu corpo automaticamente. Ele abaixa seu rosto para meu pescoço, respirando fundo. Eu me permito apreciar esse momento, incerta de como estaremos após a conversa.

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Chegamos em Port Angeles no meio da tarde e debaixo de chuva. Estamos na sala. Eu estou sentada no sofá, esperando Edward começar a falar. Ele está de pé, andando de um lado para outro, puxando seu belo cabelo.

"Edward", eu começo a ficar frustrada pela enrolação. E confesso estar curiosa e com medo, ao mesmo tempo. Se ele está com tanto receio de falar, deve ser algo sério.

"Eu não quero te perder", ele diz ao se aproximar e se ajoelhar na minha frente. "Você veio como um presente inesperado na minha vida, quando eu já não tinha mais esperança", ele encosta seu rosto na minha barriga, me abraçando ao mesmo tempo. Minhas mãos sobem para acaricia-lo.

"Você tá me assustando, Edward", eu confesso. "É tão ruim assim?"

Ele levanta o rosto e me fita. "Não. Quer dizer, eu nunca fiz nada contra ninguém, não cometi nenhum crime, mas eu sei que você não vai me ver da mesma forma. Você é tão pura", ele faz carinho em meu rosto, muito gentilmente. "Tão especial".

Ele aproxima seu rosto do meu e eu sei que ele vai me beijar. Eu não posso deixar, senão vamos fazer amor e ele não vai me contar.

"Não, Edward", eu digo e o afasto suavemente.

Ele parece magoado.

"Eu só não quero que a gente se distraia. Eu preciso que você fale comigo", eu peço. Ele acena e se senta ao meu lado.

"Eu acho que é melhor eu começar falando dos meus pais. Talvez seja melhor pra você entender a minha vida", ele fala meio incerto.

Eu aceno.

"Você sabe que Esme e Carlisle me adotaram. Esme conhecia minha mãe biológica, Elizabeth. Meu pai...bem, quem eu achava que era meu pai, Aro...". Ele se cala e eu pego sua mãe, em apoio. Parece realmente difícil pra ele falar sobre isso.

"A família da minha mãe tinha muito dinheiro, era uma família tradicional de Washington. Eu só soube disso depois, mas minha mãe ficou grávida de mim e seus pais a obrigaram a se casar com Aro, já que minha mãe se recusava a falar sobre o homem que a engravidou. Desde que eu me lembro, eles sempre brigaram muito. Aro era um homem muito controlador e possessivo. Ele se casou com minha mãe pelo dinheiro, mas eu acho que ele gostava de fazê-la sofrer. Ele era um home cruel", sua voz é vazia.

"Pra resumir, ele a espancava diariamente...depois de um tempo, ele começou a fazer o mesmo comigo e ela permitia. Eu vive em um inferno até o momento em que eles morreram em um acidente e Esme me adotou".

Oh Deus! Meu pobre Edward! Eu fico imaginando-o como um garotinho...

"Além do abuso físico, Aro a humilhava constantemente e fazia questão de ressaltar que ninguém se importava conosco. Eu não sei por que meus avós nunca interviram...", ele parece perdido em memórias. "A primeira vez que ele me bateu na frente de Elizabeth, eu pensei que ela fosse enlouquecer e impedi-lo, mas ela apenas ficou lá...olhando e chorando. Ele fazia questão de ressaltar que ela não se importava comigo, já que não o impedia".

"Naquela época e depois, eu sempre pensei que não era digno de amor. Se nem minha própria mãe me amava e me defendia, quem mais iria amar?"

"Não diga isso! Você é amado...", eu envolvo meus braços em torno dele, querendo mostrar o que ainda não posso dizer.

"Enfim, vivendo com Esme e Carlisle, eles sempre fizeram de tudo por mim. Eu sei que eles me amam. Esme é a melhor mãe que alguém poderia pedir e eu sou muito grato pela generosidade dela. Mas eu sempre fiquei na minha, não deixava as pessoas se aproximarem...sempre fui tímido e isolado. Não namorava, não tinha muito amigos. Até que eu conheci Victoria".

Ele faz outra pausa antes de continuar.

"Eu já falei do meu envolvimento com ela. O que importa é que depois de muito tempo, quando eu finalmente derrubei as paredes ao meu redor e confiei em alguém, ela...ela quase me destruiu", ele sussurra ao final e eu subo em seu colo, abraçando-o.

"Eu sinto tanto que você passou por tudo isso", eu digo e beijo seu cabelo. Seus braços em envolvem firmemente. Eu gostaria de poder tomar seu sofrimento...

Minutos mais tarde, eu desço de seu colo e voltamos à posição de antes, sentados lado a lado.

"Eu fiquei com tanta raiva pelo que Victoria fez. Com raiva de mim mesmo por ser estúpido, raiva da minha família, do mundo! Eu jurei a mim mesmo que nunca mais iria cair nas armadilhas de outra mulher. Eu tive a certeza que todo mundo só importava com dinheiro. Aro era assim e Victoria também. Então, pra mim todo mundo era da mesma forma. As pessoas só querem dinheiro ou sexo. Tudo se resumia a isso".

Eu sinto que é momento da virada em nossa conversa.

"Antes de continuar, eu preciso que você saiba que eu não sou mais esse homem. Eu já havia chagado a conclusão de que essa vida...que eu não queria mais isso. Que nunca me fez nenhum bem. E especialmente depois de você entrar no meu mundo, eu... eu gostaria de poder voltar atrás e nunca ter feito muita coisa, mas eu não posso".

Eu só consigo acenar. Minha boca se abre, mas não saem palavras para tranquilizá-lo.

"Por tudo o que Victoria fez e disse durante e após nosso envolvimento, eu fiquei ainda mais inseguro. Inclusive em relação ao sexo. Eu pensava que não era capaz de satisfazer uma mulher e que esse era um dos motivos para ela me trair. Eu passei muito tempo sem me envolver com alguém, nem mesmo fisicamente. Mas depois...".

Ele se mexe no sofá, incomodado. Ele levanta e anda ao redor da sala. Eu o observo, inquieta.

"Eu estive com muitas mulheres e eu as usei para o sexo. Da mesma forma que elas me usaram pelo mesmo motivo. Ou por dinheiro. Ambos, geralmente".

A forma tão crua como ele fala sobre isso me deixa atônita.

"Quando eu te disse que não tive um relacionamento após Victoria, eu disse a verdade. Durante todo esse tempo, eu tive sexo com várias mulheres sim. Eu paguei por sexo. A maioria deles era garota de programa".

Eu o encaro boquiaberta, tentando assimilar o que ele diz. Seus olhos, antes direcionados para outro lugar, se focam nos meus e ele parece genuinamente envergonhado.

"Sobre o que Garrett falou. O que eu acho que ele falou...Durante algum tempo nós viajávamos juntos à trabalho e ele me apresentou Jane. Ela é de Chicago e fazia algumas...reuniões na casa dela. Às vezes ela convidava algumas amigas, às vezes era apenas ela de mulher e alguns de nós. Homens", ele diz, encarando o tapete.

Eu sinto meu estômago se revirar. Então, o que Garrett disse é verdade! Oh, meu Deus! Eu sinto náuseas só de imaginar. Eu não quero pensar nisso, mas a minha mente cria imagens sobre-

Pare, Bella!

"Bella", a voz de Edward, tão perto, me faz voltar à realidade. Ela dá outro passo em minha direção e eu me afasto instintivamente. Vendo minha reação, ele para imediatamente e recua, como se tivesse levado um tapa.

"Diga alguma coisa", ele pede em um sussurro.

"Eu...eu não sei.", eu sinto lágrimas rolarem pelo meu rosto. Eu não havia percebido que estava chorando.

Eu nem sei bem ao certo o porquê estou chorando. É claro que não gosto nem um pouco do fato de que ele passou anos da vida dele transando com prostitutas. Mas acho que é principalmente porque se ele gostava dessas...reuniões, dessas coisas...eu não posso! Eu não vou ser o suficiente pra ele, como não fui pra Riley!

"Quando? Quando foi a última vez que você pagou por sexo?", eu questiono. Eu tenho tantas perguntas. Mas, de repente, ao me ouvir perguntando isso, eu reflito sobre nossa situação. "Oh meu Deus, você estava me pagando...", eu sinto que vou vomitar.

"O que? Não, Bella!", ele se aproxima rapidamente e eu sou incapaz de impedi-lo. Ele me abraça, ignorando meus movimentos para afastá-lo. Pegando meu rosto nas mãos, ele fala enquanto enxuga minhas lágrimas. "Nunca mais pense isso. Nunca foi assim entre nós! Eu não tinha a intenção de me envolver com você quando te contratei. Acredite em mim, por favor", ele suplica. "Eu lutei tanto contra a atração que senti por você", ele encosta sua testa na minha. "Nunca mais se compare a nenhuma delas, Bella. Você é um anjo. Meu anjo".

Eu respiro fundo e me afasto dele. "Quando?", eu o pressiono a responder.

"A última vez que estive com Jane foi há mais de três anos. E com outras mulheres, eu não sei...meses antes de você. Nos últimos anos eu só procurei alguma companhia quando eu realmente me sentia solitário, de meses em meses. Tornou-se cada vez mais esporádico porque eu não encontrava satisfação. Eu queria mais. Mesmo não acreditando que era possível encontrar alguém, eu queria mais".

"O que acontecia nessas festinhas?". Eu vou suportar ouvi-lo contar, mas eu preciso saber.

"Bella, você não preci-"

"Eu preciso saber!", eu grito, cortando-o.

Ele suspira e fala. "Não eram festas...eram encontros, pequenas reuniões na casa de alguém".

"Eu quero ouvir tudo", eu insisto.

"Bella..."

"O que você não quer dizer, Edward? Garrett já me falou. Vocês dividiam uma garota, certo? Não sei quantos de vocês transando com alguma vagabunda ao mesmo tempo", eu grito descontrolada.

"Bella, por favor", ele tenta se aproximar, mas eu balanço a cabeça, impedindo-o.

"Você nega?"

Ele fica em silêncio, confirmando o que eu temia. "Eu sinto muito. Eu me arrependo de tanas coisas que fiz. Por favor, acredite", ele pede.

"Você se envolveu com homens também?", eu me forço a perguntar, mesmo duvidando dessa possibilidade.

"O que? Não!", ele parece indignado com a pergunta. "De onde você tirou isso? Garrett falou isso?"

"Não. Não foi ele. Eu queira apenas ter certeza".

Ele me olha, duvidoso, mas não questiona.

"Eu entendo que você tem que assimilar tudo o que eu falei, Bella. Mas, por favor, não esqueça o que eu disse antes: eu não sou esse homem mais. Sei que não te mereço, mas eu não quero perder o que temos. Se você quiser falar mais, pode perguntar qualquer coisa".

"Eu não sei o que pensar, Edward. Eu preciso de um tempo pra colocar meus pensamentos em ordem. Eu não consigo conversar mais agora", eu digo e subo para meu quarto, sem olhar pra trás.

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E, então?

Comentários, por favor! :) Eu estava realmente insegura quanto a esse capítulo...

Obrigada Mandy Hevely,Liih Ribeiro, Nanda Soares, Barbara Gouveia, Olivia, Gislayne572, SanddA, Mila, lua, 'a', DeiseSky e Jane Bells pelos comentários nos últimos capítulos! :D

Próximo cap será postado no meio da semana!

Abs,

T. Darcy