Esse capítulo é muito importante pra mim, e acho que vai ser pra vocês também... Espero que se emocionem como eu me emocionei escrevendo-o.

Um beijo grande,

Boa leitura!


Capítulo 20

POV BELLA

- Eu mato você, Isabella Marie Swan! – Alice começou o seu pequeno show na minha sala de estar, com certeza pedindo pelo apoio da minha mãe.

Renée e Charlie chegaram há apenas um dia, mas Sophie já estava completamente encantada com ambos. Ela era muito pequenina quando se conheceram pela primeira vez, em Aspen, no entanto agora podia interagir com seus avós babões. Eu nunca tinha visto meu pai sentado no chão, montando brinquedos e imitando sons de animais. Era fofo.

- Querida, você precisa se decidir... A Sophie fará aniversário daqui há dois dias, Alice terá que fazer mágica se quisermos algo grande – Renée jogou do lado de Alice, como sempre conquistando admiradores com seu rostinho de anjo.

- Eu estou grávida, você precisa me obedecer – Ela bateu um dos pés no chão, fazendo barulho. Eu ri da sua lógica infame.

- Bells, por que não conversa com... o Edward? – Charlie limpou a garganta para falar, eu sorri da sua intromissão.

- Já conversamos, papai. Ele disse que as decisões são minhas, que era para eu fazer o que quisesse – Suspirei lembrando da nossa última noite, olhei para minha Sophie sorridente brincando ao lado do avô.

- A festa não precisa ter um tema, sequer muitos convidados... Eu tenho alguns contatos, posso fechar o espaço de um hotel com facilidade. Apenas escolha, Bells! – Alice estava com seu caderninho de anotações e sua caneta de plumas prontos para minhas informações.

Desisti parar de lutar.

- Ok – Bufei, ela começou a pular junto com a minha mãe e eu olhei para as duas como se fossem minhas inimigas e não minhas aliadas – Mas nada de fechar hotéis, ou buffets... Quero algo íntimo, aqui. Podem usar o jardim, a entrada, as salas, o que for! E a Sophie adoraria encontrar os bonequinhos do seu desenho favorito espalhados pela casa, não é meu amor?

Sophie me fitou assim que ouviu o meu tom de voz, o que uso apenas com ela. Nós trocamos um olhar significativo e Renée passou os seus braços ao meu redor.

- Você é uma mãe maravilhosa, querida – Senti seus beijos em meu rosto e sorri – Eu sabia que seria.

- Esse desenho é o que tem aquela elefanta? A filha da Jessica? – Alice teve uma pequena crise de risos e segurou seu estômago, de repente se tornando muito protetora com a própria barriga. Eu também ficaria se estivesse carregando uma vida dentro de mim, parece mágico.

- Exatamente – Respondi – Pocoyo.

- A Sophie vai amar seu aniversário, pode ter certeza disso! – Alice fez algumas anotações em seu caderno e depois me olhou atentamente – E agora, o que acha de me acompanhar...?

Tive um momento de glória e algo acendeu em minha mente. Sim, Alice merecia muito mais do que eu estava prestes a lhe dar.

- Ali, venha aqui – Murmurei soltando a minha mãe – Mãe, por que não fica com a Sophie enquanto eu dou uma olhada em alguns pacientes? Se você e o papai quiserem dar uma volta, as chaves do meu carro estão penduradas na cozinha. Podem deixa-la com Carmen, ela é de confiança. Vou sair no carro do Edward.

- Fique tranquila, Bells – Meu pai disse e olhou para Sophie – É um prazer ficar com a minha neta.

Ajoelhei para alcançar a minha pequenina e beijá-la, recebendo seus carinhos de volta. Senti seu cheirinho gostoso e seu abraço apertado, me despedindo da minha neném.

- Mamãe volta rapidinho – Sussurrei em seu ouvido pequenino – Se comporte com o vovô e a vovó.

- Mama – Sophie balbuciou. Eu a beijei novamente antes de deixa-la com os meus pais e pegar as mãos de Alice.

Ela ficou alguns minutos calada até que entramos no carro, então começou a falar novamente. Eu já estava achando que ela estaria em choque.

- Por que eu não estou entendendo absolutamente nada? – Alice murmurou.

- Tenho uma surpresa pra você, Ali – Sorri – Mas você vai prometer que não irá contar a ninguém. Ética profissional.

Ela balançou a cabeça em afirmação, mesmo sem entender direito.

Liguei o motor silencioso e senti o cheiro intenso do perfume de Edward, imaginando que ele tinha deixado o carro justamente por esse motivo. Ele queria que eu lembrasse do seu toque toda vez que entrasse aqui.

Sinto muito desapontá-lo, Edward. Lembro do seu toque a cada instante do meu dia.

Dirigi até o hospital, onde entramos sem muito alarde. Gina estava sentada confortavelmente em sua mesa, digitando relatórios. Ela sorriu surpresa quando me viu.

- Hoje não era para ser... supostamente... o seu dia de folga? Já que... supostamente... os seus pais estão na cidade? – Gina murmurou fazendo eu e Alice rirmos ao mesmo tempo.

- Isso mesmo – Respondi – Só tive um pequeno imprevisto, precisarei utilizar o consultório. Você pode continuar fingindo que hoje é o meu dia de folga e eu supostamente estou com os meus pais?

- Estou imaginando vocês conversando sobre a lareira... – Gina voltou a digitar seus relatórios e eu respirei tranquila, ela não diria a ninguém.

- Entre – Sussurrei para Alice, ela fez o que pedi.

Entramos no meu solitário e branco consultório médico, observei que Alice estava com um vestido leve e precisaria tirá-lo.

- Tire o vestido e deite ali, eu vou preparar os aparelhos – Murmurei limpando minhas mãos com álcool gel. Alice me olhou assustada.

- O que diabos está acontecendo aqui, Bella? – Perguntou.

- Você não queria saber se o quarto seria azul ou rosa? – Murmurei, virando-me. Observei, lentamente, um sorriso formando-se no rosto dela.

- Oh meu Deus – Ela levou as duas mãos a boca – Mas a minha ultrassom está marcada para daqui há duas semanas, a Dra. Faith disse que...

- É a Dra. Swan agora, Ali – Apontei para a maca – Não precisa tirar o vestido, apenas levante. Vamos tentar achar esse bebê...

- Eu não acredito – Seus olhos brilharam – O Jasper... Bells, ele precisa estar aqui.

- Ligue para ele – Sorri – É o tempo que preparo tudo.

Alice estava sorrindo como uma boba, eu não queria imaginar o tamanho da sua felicidade. Porque qualquer imaginação não faria jus... Eu sabia. Ela ligou para Jazz, ele veio correndo até nós. Avisei a Gina que ele estava livre para passar, então comecei a passar o gel sobre a barriga um pouco pontuda de Alice. Perfeita para os seus três meses.

Apertei um botão, ativando o equalizador. Foi no mesmo momento que Jasper chegou, ele abriu a porta e seus olhos eram só para ela. Eu já tinha participado dessas cenas umas milhares de vezes, mas dessa vez era diferente. Eram os meus melhores amigos.

Deixei que o som tomasse o ambiente, Jasper pegou a mão de Alice e apertou contra seu rosto.

- Esse é o coração do nosso bebê – Murmurei sentindo-me parte de tudo isso.

Alice deixou algumas lágrimas caírem do seus olhos, Jasper me fitou com uma expressão de puro júbilo.

Então comecei a minha procura imbatível, deslizando por todos os lados e focalizando as imagens. Imaginei que eles não estivessem compreendendo muito, já que as imagens não eram muito nítidas. Um feto de apenas 13 semanas tem poucas características marcantes, mas já tem seus genitais formadinhos.

- Essa é a cabecinha, está no tamanho ideal para o tempo de crescimento – Apontei para a grande tela colorida, eles suspiraram – As mãozinhas... E aqui... Os pés.

Focalizei ainda mais a imagem, parando quando encontrei o ângulo perfeito. Ah, sim. Sempre fui muito boa em ultrassons de sexo.

- Jazz – Murmurei e toquei seu ombro – Eu estou muito feliz em anunciar que...

- O que, Bells? – Ele parecia ansioso, Alice também.

- Vocês terão um lindo garoto saudável – Eu disse e observei suas reações. Era sempre a melhor parte.

Jasper levantou do banco onde tinha sentado e urrou de felicidade. Alice começou a chorar e sorrir ao mesmo tempo, ela estava tão sensível... Logo depois eles se beijaram por intermináveis minutos, e eu aproveitei para imprimir as fotografias do novo bebê da família.

Edward ficaria um pouco desapontado, já que ele achava que todos os garotos do mundo dariam em cima da Sophie. Ah, meu Edward.

Ajudei Alice a se limpar e ela conseguiu me sujar de gel enquanto me abraçava e me agradecia sem parar. Jasper também me espremeu e eu comecei a pedir a socorro, então eles me soltaram.

Éramos todos uma grande família agora.

Nossos amigos. Nossas crianças.

Edward era o único que estava faltando para completar a minha bolha de felicidade. A nossa.

~.~

O sol estava quase se pondo e o meu jardim estava lotado de pessoas indo e vindo. Sophie estava pendurada em meu colo, se divertindo com a figura da sua tia Alice e da sua vovó Renée mandando e desmandando nos funcionários de um pequeno buffet. Ouvíamos frases como "Coloque ali", "Mais para o lado", "Por que isso está rachado?", "Qual o problema em cumprir horários?" ou diversas outras reclamações a cada segundo. Papai aproveitou para tomar o chá da tarde com Carmen, que preparava o jantar no caos da minha cozinha, também cheia de caixas com doces e enfeites.

Oh Deus.

- Onde o seu papai está, Sophie? – Perguntei para a minha garotinha, que riu mordendo sua própria mãozinha. Ela estava adorável com as perninhas de fora em um macaquinho azul.

- Papa – Murmurou, babando. Beijei seu nariz miúdo.

- Que tal deixarmos eles aqui em baixo e ligar para o papai? Ele ligou mais cedo e a senhorita estava dormindo, sua bebê preguiçosa da mamãe – Beijei os fios loiros da minha pequena Sophie e subi as escadas em silêncio, sem fazer alarde para que ninguém me incomodasse.

Um pouco de paz, por favor.

Entrei no meu quarto, o único bálsamo da casa e peguei o celular em cima do criado mudo ao lado da cama. Disquei o número e esperei chamar. Ele atendeu no segundo toque, meu coração disparou quando senti sua respiração pela linha telefônica.

- Oi, baby – Sussurrou, coloquei no autofalante e Sophie levantou a cabecinha atenta a voz dele.

- Oi – Murmurei de volta.

- Tudo bem por aí? Como estão os seus pais? – Perguntou, Sophie quis pegar o celular das minhas mãos e eu deixei. Ela levou à boca.

- Tirando a parte do caos lá em baixo, está tudo ótimo. Meus pais também – Respondi – Na boca não, mamãe.

- A garotinha do papai está ouvindo? – Edward manteve sua voz o mais doce possível, até eu estava derretida. Sophie sorriu – Que saudade da minha gordinha...

- Papa – Sophie fez um biquinho inconsolável.

- Ela está fazendo um bico tão bonitinho – Eu ri – Não faz assim, amor. Ela vai chorar.

- Estou com tanta saudade de vocês – Edward adquiriu uma voz mais séria, contida – Baby...

Ele estava escondendo algo. Eu o conhecia bem o bastante para saber.

- O que aconteceu, Edward? – Tentei não parecer preocupada.

- Não sei se poderei chegar a tempo – Ele respondeu. Mas tinha algo em sua voz, algo que ele estava me escondendo.

- Você prometeu – Murmurei e segurei Sophie, ela estava olhando fixamente para o celular e tentando entender – eu acho – como a voz dele estava saindo dali. Ela queria saber onde seu pai estava. E ele não viria para o seu aniversário, seu aniversário de um ano...

- Não é culpa minha, Bella – Estava sério de novo – Tivemos problemas com a aceleração da obra, precisarei ficar por mais dias.

- James não pode substituir você?

- James não é o CEO da Cullen Inc – Ele rebateu – Eu sei que prometi, mas... Desculpe. Por favor.

- Não é a mim que você deve desculpas – Murmurei, ríspida – É a sua filha. Afinal, é o aniversário dela que você irá perder.

- Bella... – Edward com certeza estava escondendo algo, ele não conseguia sustentar seus argumentos.

- Tchau, Edward – Murmurei antes de desligar, sem esperar por uma resposta.

Abracei a minha filha, envolvendo-a em meus braços. Ela sempre teria a mim, isso eu poderia garanti-la. Sobre o seu pai... Eu descobriria o que ele estava escondendo.

~.~

POV EDWARD

Primeira parte do plano concluída com sucesso.

Mesmo sabendo que Bella não tinha mordido a isca completamente, ela é uma mulher inteligente. Ela sabe que amo a Sophie demais para perder seu aniversário, eu jamais faria isso com a minha gordinha.

A pior parte foi ter que ser rude com a minha garota. Eu odiava ter que mentir para ela, mesmo que fosse pelo bem de uma surpresa. É a mulher que eu amo, odeio receber a sua indiferença mesmo sabendo que valeria muito à pena. Ou pelo menos eu espero que valha.

A segunda parte do plano começa agora, quando ligo para Tyna e peço que ela faça os ajustes necessários. Ela deixará tudo pronto para quando eu chegar. Eu amo a minha assistente. Respeitosamente, claro.

Segurei a caixinha preta de veludo mais uma vez, lembrando da conversa que tive com a minha mãe. Ela sempre tinha os melhores conselhos do mundo, e ela estava tão feliz por eu ter escolhido Bella...

- Você não poderia ter feito escolha melhor, meu filho – Havia lágrimas em seus olhos, ela abriu uma de suas gavetas de madeira e pegou algo – Aqui, tome. Era da sua avó, Elizabeth Masen. Cravejado com diamantes. Está na família há muitas gerações e eu quero que a minha querida Isabella seja uma nova geração dos Masen. Ela é forte, inteligente e linda. Faça-a feliz.

- Todos os dias da minha vida, mamãe – Murmurei de volta, pegando o anel e imaginando-o no dedo delicado da minha Bella. Eu nunca pensei que fosse querer tanto algo em minha vida como quero essa mulher.

- Ah, querido... – Esme começou a chorar e me abraçou apertado – O seu pai não merece o filho que tem.

- Eu tenho o seu coração, mãe. Isso é o que importa – Abracei-a de volta – Bella só me mostrou isso, mas eu já o tinha. Carlisle ainda pode mudar, basta ele se permitir.

- Sim, meu amor – Ela beijou o meu rosto e colocou o meu cabelo para trás, como fazia quando eu era um garoto – Seja feliz com a sua Bella.

Guardei a caixa no meu bolso, levantando da poltrona e pegando as minhas malas. Eu esperava que a minha sogra estivesse certa e que suas dicas não falhassem. Renée e eu viramos muito amigos, principalmente nas últimas noites, quando eu ligava para perguntar sobre a adolescente Isabella Swan.

Ouvi todas as suas histórias. Soube de todos os seus desejos.

Eu queria realizar um por um. Queria colocar o meu mundo aos seus pés.

E começaria hoje à noite.

Assim que consegui pegar minhas malas no desembarque, meu celular tremeu dentro do bolso da calça jeans. Já deviam ser duas da manhã, hoje era oficialmente aniversário da Sophie e eu estava cumprindo minha promessa. Estava em Seattle.

Atendi.

- Edward, querido – Renée sussurrou baixinho, parecia estar colocando a mão sobre o aparelho – Imagino que você já esteja no aeroporto.

- Sim – Falei de volta – Vou ligar para Tyna, posso pedir para um dos meus motoristas virem...?

- Não, não – Renée me cortou – Charlie está lhe esperando, ele saiu no carro de Bella.

- Ela não desconfiou de nada? – Perguntei preocupado – E a Sophie? Ela está dormindo? Está bem?

- Bella está um pouco fechada, não falou muito conosco essa noite – Renée deu uma leve risadinha – Você fez um ótimo trabalho, filho. E a Sophie está dormindo na cama com ela.

- Ótimo – Sorri imaginando as minhas duas garotas, juntas – Obrigada por tudo, Sra. Swan.

- Renée – Ela repreendeu – Serei sua sogra imagino que pelo resto da vida, trate de me chamar pelo nome da frente. E vá procurar pelo Charlie, ele já deve estar impaciente. Beijos, querido. Boa sorte.

- Obrigada – Murmurei e desliguei, deslizando minhas malas pelo piso reluzente do aeroporto internacional de Seattle.

Charlie estava coçando a barba e parecia sonolento, sentado em uma das cadeiras da sala de espera vip. Só para os viajantes de primeira classe.

- Sr. Swan – Limpei a garganta para que ele me notasse e, assim que ele levantou os olhos para mim, seu cenho franziu e eu achei tão parecido com Bella...

- Olá, Edward – Ele tentou parecer amigável – Precisa de ajuda com as malas?

- Não, senhor – Fiz sinal negativo com a cabeça e ele se levantou, andando em minha frente.

- Como foi a viagem? Os negócios? – Perguntou, ainda me intimidando. Charlie tem todo esse porte de policial e esse jeito bruto que intimida qualquer homem, ainda mais aquele que está prestes a ficar entre as pernas de sua filha para sempre.

- Tudo correu muito bem, Nova York é uma ótima cidade para especulações bancárias – Tentei não parecer entediante, o acompanhando até o estacionamento – Está tudo bem lá em casa? Espero que as mulheres não tenham transformado em um completo caos...

- Renée sempre se deu perfeitamente bem com Alice e elas transformaram a casa inteira, não me leve a mal – Ele deu uma pequena risada, eu sorri vitorioso por dentro – Bella disse que teve o seu consentimento.

- Ela pode fazer o que quiser, desde que não assuste a minha filha... – Dei de ombros colocando as malas no fundo do carro, Charlie se virou quando citei Sophie e pude ver o brilho nos seus olhos.

- Ela é tão esperta – Murmurou como se estivesse falando para si mesmo – Nós nos divertimos muito esses dias.

E depois dessas palavras, entramos no carro e pegamos a avenida principal. O silêncio se instalou. Era quase incômodo.

Resolvi fazer algo a respeito, pois sabia que se dependesse de Charlie não falaríamos nunca.

- Sr. Swan – Murmurei, ele fez um gesto para que eu continuasse a falar e não tirou os olhos da estrada – Sei que não gosta muito de mim, mas espero que a sua esposa tenha lhe dito o motivo da minha vinda a essa hora da noite.

- Ela disse – Ele respondeu. Apenas isso. Só respondeu.

Não olhou. Não repreendeu. Não continuou a falar.

- Bem... – Então eu mesmo continuei – Sei que é Isabella quem precisa decidir, mas é importante para mim ter a sua aprovação também. O senhor é muito importante para ela, e foi com ela que eu aprendi a ser um homem melhor. Por isso, Chefe Swan... O senhor me concede a mão da sua filha em casamento?

Charlie engoliu em seco e finalmente olhou para mim. E sorriu sobre o seu bigode.

Ele sorriu.

O que era isso afinal?

- Edward – Disse – O fato é... Nenhum pai quer entregar a sua garotinha para um marmanjo. Pense na Sophie, você gosta da ideia de perde-la? No entanto, com o tempo, você se acostuma com essa ideia. E então, você é obrigado a entregar o seu bem mais precioso a um homem que pode machuca-la e fazê-la infeliz – Charlie completou – Eu gosto de você, filho. Gosto da sua coragem de estar me dizendo tudo isso mesmo antes de saber o que Bella tem a dizer, porque isso me responde muito sobre quem você é... Um bom homem. E eu estou satisfeito em conceder a mão da minha preciosa filha para um bom homem. Cuide bem dela.

Ouvir aquelas palavras nunca me fizeram ficar tão tenso.

E então ele terminou de dizê-las e estava dizendo que concordava com o nosso casamento, que gostava de mim. Ele estava me aceitando não só como um genro, mas como uma espécie de filho.

- Eu prometo, Sr. Swan – Respondi como uma promessa a mim mesmo – Se ela aceitar, hoje, eu prometo fazer da sua filha a mulher mais feliz do mundo. Muito obrigada por confiar em mim.

- Sim, filho – Ele suspirou – Agora vamos, antes que a minha mulher pense que eu estou matando você. Afinal... Eu ainda sou um policial.

Eu sabia que ele estava tentando me assustar, então dei uma risada. E ele também riu.

E nós fomos para minha casa.

Charlie e Renée se recolheram. Deixei minhas malas no pé da escada e subi os degraus devagar, bem devagar para não fazer nenhum barulho e acordar Bella ou Sophie. Avistei o corredor, andando lentamente até girar o trinco da porta do nosso quarto e encontrar as duas coisas mais importantes da minha vida, juntas, dormindo.

Observei como Sophie estava esparramada de barriga pra cima, os braços e as perninhas espalhadas, os olhinhos como duas linhas e um biquinho nos lábios. Ela dormia profundamente.

Bella estava de lado, virada para Sophie, o rosto sereno e o lençol envolvido até metade do seu corpo esculpido. Ela vestia uma fina camisola branca de cetim, os cabelos espalhados pelo travesseiro e uma de suas mãos em cima da barriguinha de Sophie. Sorri da sua proteção, mesmo inconsciente.

Ajoelhei-me ao seu lado na cama, afastando o lençol do seu corpo e exibindo suas pernas longas e bonitas. Deslizei minha mão por sua pele macia com delicadeza para não despertá-la, sem saber qual seria sua reação. Ela se mexeu um pouco, milimetricamente e eu beijei sua garganta fazendo um som gostoso sair dos seus lábios involuntariamente.

Fiquei excitado só em saber que mesmo dormindo ela reage a mim.

- Baby – Sussurrei beijando o lóbulo de sua orelha – Bella – Sua mão livre subiu até minha cabeça, viajando em meus fios e ela gemeu baixinho, parecia estar sonhando – Amor, acorda. Eu estou aqui.

Então ela pareceu ouvir minha voz, porque seus olhos tremelicaram e sua mão afrouxou, caindo de volta na cama. Seu corpo se espreguiçou e ela piscou, focalizando. Depois coçou os olhos, parecendo não acreditar no que estava vendo.

- Edward? – Sua voz era rouca por conta do sono, ela estava tão deliciosa toda sonolenta e preguiçosa – É você...?

Bella sentou-se na cama em um supetão, franzindo o cenho como o seu pai fazia. Exatamente da mesma maneira.

- Sim, baby – Respondi, sorrindo – Sou eu. Ou você achou que eu iria perder o aniversário da nossa filha?

Ela ficou dois segundos estática para depois um enorme sorriso invadir seu rosto e então seus braços me envolverem com força, seu corpo se chocando com o meu de surpresa e eu senti seu cheiro delicioso de lar. Segurei seu rosto e beijei seus lábios com vontade, com saudade, querendo dizer naquele beijo o que eu iria fazer a seguir. Ela correspondeu e suas mãos correram afoitas por baixo da minha camisa, tomando os músculos do meu peito e me fazendo gemer.

- Baby – Repreendi, sabendo que se ela não parasse nós não sairíamos daqui hoje.

- Oi – Ela respondeu sorridente – Senti a sua falta.

- Eu também, meu amor – Respondi e beijei seu nariz, segurando seu rosto com minhas duas mãos – Mas antes, preciso levar você a um lugar.

Seus ombros encolheram.

- Nós não podemos transar primeiro? – Um bico conhecido se formou em seus lábios, eu olhei para o de Sophie. Eu ri – Do que você está rindo, Edward?

- Nós faremos o que você quiser, mas primeiro iremos a esse lugar – Murmurei beijando seu biquinho formidável – Vista um robe.

Passei as mãos pelo seu corpo, parando em seu bumbum e notando como a camisola era curta. Tomara que ela não estivesse andando por aí com essa camisola, senão teríamos motivos para brigar.

Bella tentou desviar minha atenção e beijou meus lábios mais uma vez, piscando em seguida e se virando para vestir o robe que combinava com a camisola. Ela fechou com um laço e me ofereceu sua mão, que eu beijei. Abaixei para deixar um beijo na cabecinha da minha filha e colocar um rolinho de proteção antes de sairmos pela porta e tive os olhos curiosos de Bella por todo o caminho.

- Então você chega escondido às duas da manhã, me captura e ainda me leva para a baía? Nós vamos navegar a essa hora da noite, Edward? – Bella comentou brincalhona quando abri a porta do meu carro para ela e a puxei até o barco ancorado, onde tudo estava pronto para nós dois.

- Mantenha sua mente aberta – Sussurrei e a trouxe para dentro do barco em meus braços, ela sorriu e eu notei como a curva do seu sorriso era a parte mais bonita do seu corpo – Linda.

Bella corou e eu pensei que nada poderia ficar mais perfeito, já que ela manteve essa mania para si mesmo com tanta intimidade entre nós.

Deixei-a no chão e desancorei o barco, notando como minhas mãos estavam tremendo e o meu coração estava acelerado. Olhei para o céu e o banho de estrelas, pedindo que me ajudassem a não tropeçar nas minhas próprias palavras.

Seria como tinha que ser.

~.~

POV BELLA

Observei a cidade iluminada nos grandes edifícios e arranha céus, os espelhos da água e o contraste entre o homem e a natureza. Senti o cheiro da maresia atravessar meus poros, segurei em uma barra de apoio do barco enquanto Edward dava coordenadas e saíamos do lugar.

Não sei porque estávamos aqui. Não sei porque ele tinha inventando aquela história e tinha aparecido ao meu lado enchendo meu rosto de beijos essa madrugada.

Mas tudo fazia meu coração saltar furioso dentro do peito.

- Não sabia que você podia comandar um barco – Murmurei envolvendo meus braços em sua cintura, por trás. Ele estava virando o timão e eu estava excitada demais com a visão. Seus cabelos voavam com a brisa.

- Aprendi quando eu ainda era um adolescente – Ele respondeu e trouxe minha mão à sua boca, beijando-a. Suspirei.

- Então você me trouxe para um passeio? – Perguntei, de repente muito curiosa a respeito do que estávamos fazendo aqui de madrugada.

- Sim – Ele se virou para mim depois de apertar alguns botões no controle de bordo, parece ter acionado algo como um piloto automático.

- Daqui a pouco é o aniversário da nossa bebê – Sussurrei e senti seu carinho em meu rosto – Ela está virando uma mocinha.

- Sou tão sortudo por ser pai da Sophie – Ele fechou os olhos, sua mão estava um pouco trêmula em meu rosto – E por ter você.

- Nós também – Murmurei e segurei suas mãos, acariciando-as. Ele abriu os olhos novamente e demorou um grande tempo apenas me fitando.

Eu também o fitei como se estivesse memorizando o seu rosto.

Sua sobrancelha grossa, seu cabelo bagunçado, seu nariz perfeito, suas bochechas, seus olhos verde azulados como o infinito, seu queixo quadrado, o pequeno sinal logo abaixo do seu pescoço... Ele é lindo. E meu.

- Isabella... – Meu nome foi dito como uma oração, seus dedos percorreram meu rosto e pararam em meus lábios – Eu nunca pensei que fosse amar alguém como eu amo você.

Sua declaração pareceu tão sincera que atingiu meu coração e minha garganta ficou seca, meu corpo todo se preparando para lágrimas.

- Edwa... – Eu tentei dizer algo, mas fui interrompida por seu dedo indicador em meus lábios dizendo em um gesto para que eu apenas escutasse.

E o meu coração estava em chamas.

- Eu quero te dar o mundo, Bella. Quero que eu seja o seu mundo. E se eu pudesse fazer um único pedido, esse pedido seria... Para não voltar no tempo, para não mudar nada. Porque nós passamos por tudo o que passamos para estarmos aqui hoje, para construirmos o nosso amor. Eu quero você para sempre, Isabella. Eu não quero simplesmente ter que viver um dia após o outro com você, eu quero ter que viver todos os dias com você. Eu quero ser abraçado quando estiver fraco, eu quero abraçar você quando precisar de mim. Eu quero ser o seu porto seguro. Eu quero criar a nossa filha, fazer dela uma grande mulher... Mas eu também quero dar a ela irmãos. Não quero que ela seja filha única como nós dois, quero que ela cresça em uma família feliz. Quero construir essa família feliz com você, meu único amor.

A essa altura eu já estava à beira de ter um ataque cardíaco e sabia muito bem o que viria a seguir. Nós estávamos no mar, como ele poderia saber?

Lágrimas caíram dos meus olhos, Edward tirou uma pequena caixinha do seu bolso e baixou o olhar para ela.

- Esse é o seu primeiro desejo, baby – Ele murmurou e sorriu torto, eu estava tremendo – Sei que a adolescente Bella sonhava com um pedido de casamento em alto mar. Nós não estamos totalmente em alto mar, mas...

Eu não conseguia falar.

Meu charmoso Edward, meu CEO arrogante e irresistível, o homem por qual lutei para não me apaixonar, o homem com quem divido a minha cama e o meu coração se ajoelhou lentamente em minha frente e segurou minha mão direita, pousando a caixinha preta de veludo sobre ela.

Então ele a abriu, exibindo um anel incrível. Um solitário com um enorme diamante abraçado por uma coroa também cravejada de diamantes, parecia um modelo clássico. Era com certeza antigo.

Olhei em seus olhos e ele sussurrou, rouco:

- Isabella Marie Swan – Sua voz estava partida, sua respiração acelerada – Você aceita ser minha para sempre? – Ele fez uma pequena pausa para perguntar aquilo que mudaria nossas vidas para sempre:

- Quer casar comigo?

Quebrando o protocolo, ajoelhei também e meus lábios foram direto para os seus. Eu podia sentir o som do meu coração pulando pela minha própria garganta, mas não me importava. Era tudo que eu mais queria, ser dele. Ser dele para sempre.

- Espero que isso signifique sim – Ele sussurrou em minha boca, eu sorri entre lágrimas e o beijei novamente sentindo seus braços me puxarem pela cintura.

- É tudo o que eu mais quero, Edward Cullen – Sussurrei e seu dedão limpou minhas lágrimas – Você é o amor da minha vida.

Edward segurou minha mão direita e deslizou o anel em meu dedo anelar, coube perfeitamente. Eu fiquei olhando para o anel em minha mão, a forma como ele me fazia sentir... Tão sua.

- Era da minha avó Elizabeth – Edward murmurou e beijou meu dedo com o anel.

- É lindo – Sussurrei e o ataquei novamente, beijando-o com vontade e nossas línguas fazendo muito barulho.

Edward desfez o laço do meu robe e eu segurei o seu rosto com a mão em que estava o anel, notando como era perfeito. Ele me levantou em seu colo como uma noiva e me levou para dentro, onde havia um quarto e champanhe esperando por nós. Pétalas brancas estavam espalhadas pelo chão, pelo deque, pelo lençol azul turquesa da cama. Ele tinha providenciado para que fosse especial, sem saber que para ser especial bastava vir de sua boca. Eu não me importava com nada além da sua presença em minha vida.

Tudo foi deixado para trás, porque o que mais me importava era senti-lo. E ele me deixou nua, exceto pelo anel de noivado. Seus olhos se demoraram bastante em mim, um sorriso torto plantado em seu rosto. Acho que isso mexeu com seu inconsciente, já que Edward me pegou de todas as maneiras possíveis naquela madrugada.

Até que a frecha de sol aparecesse da janelinha e iluminasse nossos corpos cansados.

- Aposto que a minha mãe te contou sobre a história do mar – Eu ri quando estávamos voltando à cidade, ele me ajudou a vestir a camisola.

- Uhum – Ele assentiu e beijou meu pescoço, depois segurou minha mão e beijou o anel – Sra. Cullen.

Algo se mexeu dentro de mim. Gah.

- Mnnnn – Sussurrei – Estou louca para ser chamada assim, Sr. Cullen.

Edward me manteve em seus braços o tempo inteiro, até que estivéssemos em terra firme. Eu fiquei o tempo inteiro encarando a minha mão e só depois lembrei que a casa deveria estar uma loucura essa manhã.

- Eu sei, o aniversário da Sophie – Edward respondeu por mim, ajudando-me a entrar no carro – Sua mãe está cuidando dela agora, mesmo eu achando que ela ainda está dormindo. Quero ver a minha pequenininha.

- Ela vai amar quando encontrar você – Beijei os lábios do meu futuro marido, de repente tentando me acostumar com a palavra. Era algo novo.

Fomos o caminho inteiro em silêncio, apenas com uma música baixa tocando no som do carro. Edward não tirou sua mão livre da minha perna, de vez em quando arrastando pelo meu rosto e me fazendo suspirar.

A minha ficha ainda não tinha caído.

- Eu pedi a sua mão ao Charlie – Ele murmurou assim que estacionou o carro bem distante do nosso jardim lotado de mesas e decoração infantil.

Revirei os olhos e bufei ao mesmo tempo, então ele abriu a porta do carro e segurou a minha mão.

- Você fez o que? – Perguntei sem realmente querer acreditar naquela idiotice.

- O que você ouviu, baby – Edward sorriu torto e eu notei como sua camisa estava amarrotada, e como todos saberiam o que nós estávamos fazendo. Comecei a ficar vermelha.

- Aposto que ele tentou te assustar dizendo que tem uma arma – Murmurei tentando afastar o pensamento, Edward trancou o carro e veio logo atrás de mim.

- Não, Bella – Ele riu – Seu pai me concedeu a benção dele para o nosso casamento.

Meu estômago se contorceu. Eu precisava de comida.

Casamento.

- Ótimo – Resmunguei passando pelo jardim, minha mãe começou a ficar eufórica quando me avistou pela janela de vidro.

- Está ficando muito bonito aqui – Edward comentou olhando a entrada decorada, os bichinhos da Sophie já estavam lá.

- Bella! – Renée veio me receber na porta – Vocês demoraram!

Era tudo que eu precisava para parecer um tomate.

- Mãe! – Repreendi sua fala, Edward riu abafado ao meu lado e segurou o meu braço dando-me um beijo na testa.

- Baby, vou checar a Sophie – Ele disse, se livrando daquela conversa. Espertinho.

O observei saindo da minha vista e a minha mãe tinha seus olhos brilhando por detalhes. Aposto que ela já tinha dito para Alice e para o resto do mundo também.

- Você está feliz? – Ela perguntou, seu braço me envolveu.

Pensei em sua pergunta.

- É claro que eu estou, mãe – Sussurrei e levantei a minha mão direita, ela abriu a boca em total admiração quando avistou o meu lindo anel de noivado – Irei me casar em breve.

- Ah, meu amor! – Ela me abraçou – Vocês serão muito felizes, vocês merecem ser! Passaram por tanta coisa esse ano... Quando será o casamento?

- Ainda não falamos sobre isso – Respondi retribuindo seu abraço – Obrigada por ter vindo com o papai, é importante para nós.

- Está maravilhoso, não está? – Renée juntou as mãos e sorriu apreciando a festa, já tomando forma – Olhe só esses cupcakes maravilhosos, e essas lembrancinhas personalizadas! Alice é um amor!

Assenti, sorrindo também. Tudo estava lindo, mas de um jeito completamente único e especial. Nada extravagante, estava a carinha da minha Sophie.

- Vou subir para tomar um banho, mãe – Murmurei – E vou ficar com a minha bebê.

- Ela ainda está dormindo... – Ouvi a voz de Renée assim que subi as escadas.

- Aposto que não está mais – Respondi. Edward com certeza tinha chamado sua atenção, ela deveria estar nos braços dele nesse momento. Menininha encantadora.

Ouvi os risos antes mesmo de abrir a porta do meu quarto. Quando o fiz, desejei ter subido antes e participado da brincadeira. Sophie estava completamente descabelada, com o rosto amassado e mesmo assim parecia a criança mais bonita desse mundo.

Eu sabia que Rose estava, de alguma forma, conosco hoje. Era um dia especial. Eu podia sentir a sua presença nesse quarto, eu sabia que ela estava observando a sua filha assim como eu. E estava feliz por estar cumprindo minha promessa.

Edward estava beijando a barriga de Sophie e ela gargalhava puxando seu cabelo. Eu deixei o meu robe pesado cair no chão e corri em direção a cama, caindo próximo a eles e pegando o ritmo das risadas. Sophie abriu a boquinha em surpresa quando me viu, então eu me juntei a Edward e comecei a beijá-la também.

- Quem está ficando velhinha hoje? – Cantarolei, Sophie só ria.

- Diga para a mamãe, diga – Edward murmurou – A gordinha do papai!

Ele pegou Sophie nos braços e deixou que eu a enche-se de beijinhos no rosto, ela me babou toda. Nós demos um grande abraço em família e Edward pousou seus lábios nos meus, Sophie veio com seu dedinho esperto e eu afastei com minha mão direita.

- Deixa o papai dar beijinho na mamãe, filha – Eu sussurrei, ela sorriu e se distraiu com o anel em meu dedo.

- Vamos bater parabéns pra Sophie? – Edward disse, tirando a camisa e me entregando o nosso pacote.

- Vou dar um banho nela primeiro, amor – Murmurei fazendo cócegas e observando Sophie se contorcer em meus braços, tão linda.

- Não, baby... Ela vai se sujar – Ele disse, sorrindo como um lindo garoto. Eu quis beijá-lo, meu garoto – Esperem aqui, o papai já volta.

Edward saiu sem fechar a porta e eu olhei para Sophie, que me olhou ainda gargalhando.

- Esse seu pai está cheio de surpresas hoje – Falei começando a tirar seu macacão e deixando-a apenas com a fralda. Sophie virou-se na direção da voz de Edward que subiu as escadas cantando parabéns pra você.

- Parabéns pra você... Parabéns pra você...! – Ele entrou no quarto segurando um bolo pequeno, decorado, com uma vela do número um – Parabéns pra Sophie! Apague a velinha, amor do papai.

Eu levantei com a Sophie, completamente surpresa, e a ajudei a apagar a velinha. Ela ficou fascinada com o colorido do bolo e Edward colocou sobre o chão e eu coloquei-a em frente esperando sua reação.

Olhei para Edward, vendo seu lindo sorriso de felicidade. Ele tinha planejado tudo. Ele nunca nos deixaria só. Seus lábios murmuraram um "Eu te amo" para mim e eu retribuí, dizendo que o amava também.

Sophie chamou nossa atenção, metendo suas duas mãos no bolo e começando a rir. Ela provou do glacê, fazendo um barulhinho de satisfação quando sentiu o sabor. Eu e Edward rimos, então ele me puxou para que eu sentasse em seu colo.

Beijei sua bochecha e seu pescoço, ele segurou a mão que agora carregava o meu anel de noivado. O anel da sua avó.

Nós deixamos Sophie se lambuzar com o bolo, sabendo que iríamos dar um bom banho nela depois. Edward beijou a fina pele atrás da minha orelha, fazendo-me arrepiar. Suspirei quando ouvi sua voz rouca em meu ouvido.

- O que você acha de novembro, baby?

Suas mãos correram por meus braços, eu sabia que ele estava falando da data do nosso casamento.

Novembro. Há apenas um mês?

Um arrepio cortou minha espinha.

É possível organizar um casamento em um mês? Alice iria me matar.

Mas...

Foda-se.

Eu me casaria com Edward agora mesmo, em uma igrejinha qualquer.

- Soa perfeito para mim – Respondi recostando minha cabeça em seu peito, pude ouvir seu coração acelerar.

Eu não era a única nervosa.

No entanto, olhando para a nossa filha há poucos centímetros de nós... Eu sabia que era a coisa certa a se fazer.

Eu estava tomando a decisão certa, pela primeira vez na minha vida.

A decisão certa com o homem que julguei ser o mais errado para mim, mas que se mostrou ser nada mais que...

O homem da minha vida.

~.~


Acho que esse final dispensa legendas...

Até mais, ladys.