Capítulo 20

Tradução: Ju Martinhão

"Meu pai, Billy Black, era um bom homem. Um homem honrado. Ele se importava profundamente com o seu povo, seus amigos e, acima de tudo, sua família..." A voz de Jacob quebrou quando ele olhou para o caixão do seu pai. O coração de Bella doía pelo seu amigo, embora ele estivesse cercado pelas suas irmãs e suas famílias, assim como sua grande família.

Enquanto Jacob continuava seu elogio, as lágrimas escorriam pelo rosto de Bella. Um lenço as enxugou suavemente. Ela sorriu agradecida para Edward, que passou o braço em volta da cintura dela e tomou sua mão na dele, apertando-a gentilmente. Bella estava grata pela sua força e apoio.

Os dias desde a morte de Billy tinham sido agitados. O médico dele havia sido convocado a fim de atestar sua morte e, desde então, parecia que não houve nada além de um turbilhão de atividade. A pedido de Jacob, Bella tinha ficado para apoiá-lo enquanto o fluxo aparentemente interminável de pessoas de luto tinha vindo para prestar suas homenagens. Devido ao status de Billy dentro da sociedade Quileute, uma série de altos chefes de outras tribos tinha chegado também.

Como resultado, Bella não tinha sido capaz de ir para casa por um par de dias depois que Billy morreu, e ela desesperadamente sentia falta dos braços de Edward ao redor dela à noite. Não foi até que as irmãs de Jacob tinham chegado que ela se sentiu capaz de ir para casa e deixar Jacob aos seus cuidados.

Bella também estava preocupada como Charlie estava lidando com a morte de Billy. A noite em que ele morreu tinha sido a primeira vez que ela já tinha visto seu pai chorar, e a visão tinha quebrado seu coração. Charlie era normalmente tão estoico, sempre evitando mostrar suas emoções, então vê-lo chorar abertamente foi terrivelmente desalentador. Por um acordo tácito, nenhum deles mencionou as lágrimas de Charlie novamente. Depois disso, Charlie tinha voltado ao seu estado normal, estoico, mas Bella sabia que ele estava sofrendo.

Depois de Jacob terminar de falar, outro dos anciãos Quileute começou um canto cerimonial sobre o caixão. Edward observou enquanto vários membros da tribo colocavam vários itens de alimentos e alguns bens de Billy dentro e em torno do caixão.

"Estes são para ajudar Billy na vida após a morte." Bella murmurou a explicação. Edward assentiu em compreensão.

O ancião terminou de cantar e o caixão de Billy foi abaixado na terra, acompanhado pelo canto de um número de mulheres Quileute. Bella agarrou a mão de Edward quando uma onda de tristeza tomou conta dela. De repente pareceu atingi-la que isso era final. Que ela nunca veria seu 'tio' novamente. Ela deitou a cabeça no ombro de Edward enquanto seu braço apertou ao redor dela.

Depois, um grande número de pessoas foi para a casa de Jacob para o velório de Billy. Bella não tinha assistido a muitos funerais, mas sempre a atingia como, após o funeral, a atmosfera suavizava. Era como se a cerimônia permitisse que as pessoas de luto expressassem sua tristeza, derramando suas lágrimas e sua carga de sofrimento. Então, uma vez que acabava, parecia que um peso era levantado, permitindo que eles lembrassem do falecido como era em vida, para celebrar, em vez de chorar. Bella sabia que Jacob poderia agora começar o processo de cura.

De mãos dadas com Edward, Bella conversou com os convidados, compartilhando memórias de Billy. Ela manteve um olho em Jacob para ver como ele estava lidando. Ela ficou contente de vê-lo rir com outro homem, obviamente compartilhando uma história divertida sobre seu pai. Então ela procurou em volta por Charlie e ficou surpresa ao vê-lo em uma conversa profunda com uma atraente mulher mais velha. Ela tinha as características de um índio nativo, com cabelo preto na altura dos ombros, pele bronzeada e olhos escuros. Bella assistiu enquanto ela ria de algo que Charlie estava dizendo, ambos se inclinando em direção ao outro.

"Aquela é Kara." A voz de Jacob ao lado dela a assustou para fora das suas reflexões. "Eles se conheceram quando fomos para a pesca no gelo com o meu pai. Eu disse a você sobre ela".

"Eu acho que lembro de você dizer algo sobre uma mulher no momento." Bella assentiu.

"Ela veio com seu irmão. Eu acho que Charlie está apaixonado".

Bella ouviu Edward rir ao seu lado e olhou para ele. "O quê? É bom que seu pai esteja mostrando interesse em alguém, não é?" Ele perguntou.

Ela suspirou e assentiu. "Sim, eu sei. É apenas estranho, isso é tudo. Eu não me lembro dele prestando muita atenção a qualquer mulher antes".

"Bem, nós podemos estar fazendo muito mais disto do que o que está realmente lá, você sabe".

Bella assentiu e de repente se sentiu muito cansada, não querendo nada mais do que ir para casa. Ela olhou para Edward e o viu olhando para ela com olhos preocupados. "Podemos ir para casa?"

"Claro, amor. Vamos nos despedir e ir embora. Você parece cansada. Foi uma semana difícil." Ele disse com ternura.

No momento em que Bella e Edward chegaram a Charlie, ele estava conversando com alguns homens, Kara longe de ser vista. Ele beijou Bella e pediu para Edward cuidar dela.

Quando eles chegaram a Jacob, ele a abraçou apertado e agradeceu por tudo.

"Você não tem que me agradecer, Jake. Você sabe disso. Estou contente que suas irmãs ficarão por algumas semanas".

"Sim, será bom para se recuperar." Ele se virou para Edward, apertou sua mão e lhe deu um abraço de um braço. "Obrigado, Edward".

"Pelo quê?" Edward perguntou, intrigado.

"Por compreender que eu precisava de Bella".

Edward assentiu. "Cuide-se, Jacob".

Assim que chegaram em casa, Edward ajudou Bella a se despir e ficar só de calcinha, antes de estabelecê-la na cama. Com um beijo carinhoso, ele acariciou seu cabelo enquanto ela caía em um sono profundo e sem sonhos.

~ O ~

Depois do funeral, a vida gradualmente voltou ao normal. As irmãs de Jacob passaram algumas semanas com ele, ajudando-o a separar as posses do seu pai. Depois que elas foram embora, Jacob começou a passar mais tempo com Charlie, talvez como uma espécie de pai substituto.

Alguns dias depois do funeral de Billy, Bella foi para a casa do seu pai depois do trabalho para vê-lo. Para sua surpresa, ela encontrou Charlie se preparando para sair. Ele estava vestindo calça social e uma camisa de colarinho e realmente usava perfume. Bella simplesmente ficou boquiaberta para o seu pai enquanto ele arrastava os pés desconfortavelmente sob seu olhar.

"Uau, pai. Você está ótimo!" Bella exclamou. "Qual é a ocasião?"

Charlie olhou para seus pés e murmurou algo incompreensível.

"Eu não entendi, pai." Ela disse enquanto tentava esconder um sorriso.

"Hum, eu vou sair para jantar".

"Isso é ótimo, pai. Com os caras? É o aniversário de alguém?" Ela provocou, já adivinhando a resposta. Bella sabia que não deveria, mas a situação era tão nova que ela não podia evitar.

"Não. Com uma amiga".

Bella sorriu. "Será que essa amiga se chama Kara?"

A cabeça de Charlie subiu em surpresa. "Como você conhece Kara?"

"Eu não conheço. Jacob me disse o nome dela no funeral. Ela é muito atraente".

Charlie corou vermelho e começou a procurar uma fuga. Bella teve pena do seu pai.

"Relaxe, pai. Eu estou feliz por você. Já passou da hora de você demonstrar interesse em alguém".

"Kara é só uma amiga. Ela vai para casa amanhã." Charlie respondeu.

"Se você diz isso. Eu o deixarei terminar de se arrumar. Divirta-se, pai. Ajeite o seu cabelo, metaforicamente falando." Bella sorriu, beijando-o na bochecha.

"Sim, bem..."

Bella ainda estava rindo quando chegou em casa e enquanto contava para Edward. Quando ele perguntou se ela tinha verificado se Charlie estava praticando sexo seguro, a barriga de Bella doeu de tanto rir.

Charlie estava de lábios cerrados sobre Kara depois que ela foi embora, então Bella insistiu que Jacob lhe dissesse quaisquer novidades que ele soubesse. Jacob estava relutante em fofocar sobre Charlie no começo, mas depois ficou muito intrigado com a possibilidade de Charlie romanticamente envolvido com uma mulher para se evitar. Até agora, tudo que Bella sabia era que Charlie falava regularmente ao telefone com Kara e que não havia planos para se encontrarem, pelo menos que alguém soubesse.

~ O ~

"Sim, mãe. Eu prometo que tentaremos ir até aí em breve. Eu não sei. Depende das nossas listas de plantões".

Edward deixou-se entrar no apartamento e podia ouvir Bella falando ao telefone. Tirando o paletó, gravata e sapatos, ele entrou na sala de estar. Chegando por trás do sofá, ele se inclinou e deu um beijo no ombro de Bella. Bella sorriu para ele e murmurou "Mãe" em explicação. Sentando ao seu lado, Edward gritou, "Oi, Renée".

"É Edward? Deixe-me falar com ele." Renée exigiu.

Mesmo que eles não tivessem se encontrado pessoalmente ainda, Renée já adorava Edward. Eles haviam conversado pela primeira vez após a visita de Bella, e Edward tinha sem esforço a encantado, como fazia com a maioria das mulheres.

"Agora, quando vocês virão para Jacksonville?" Renée perguntou. "Bella continua me dando desculpas. Tenho certeza que você pode docemente convencê-la a trazer seu noivo para conhecer sua mãe." Ela implorou.

Edward riu. Ele não podia esperar para conhecer Renée. Ele tinha a sensação de que os dois teriam uma explosão. "Sinto muito, Renée. Tem sido um tempo agitado. Bella não estava exagerando. Escute, eu tenho uma ideia sobre quando poderíamos visitar, mas eu terei que administrar isso com Bella e nós teremos que resolver as coisas no trabalho".

Renée foi ligeiramente amolecida. "Ok. Prometa que você tentará o seu melhor para que vocês venham para uma visita".

"Eu prometo".

Depois de alguns minutos de conversa, ele entregou o telefone de volta para Bella, a expressão dela interrogativa. Assim que ela disse seu adeus e desligou, ela se virou para ele.

"O que foi aquilo sobre visitar? O que você tem em mente?"

"Quantos dias de licença de férias você tem?" Edward perguntou.

"Um pouco. Eu não usei muito da minha licença. Por quê?"

"Nós temos a nossa viagem para Seattle para assistir a Filarmônica de Berlim em três semanas".

"E?"

"Eu pensei sobre estender o fim de semana por alguns dias e viajar até Jacksonville. Isso nos pouparia ter que viajar para Seattle duas vezes e seria uma boa pausa para nós. O que você acha? Você acha que seria capaz de alguns dias de folga?"

Bella olhou pensativamente para ele enquanto sua mente corria com as possibilidades. "Eu acho que é uma ótima ideia. Eu posso pedir para ter a minha lista de plantões alterada para que eu possa ter dias consecutivos de folga, então eu só precisarei tirar um ou dois dias das férias anuais. E você?"

"Eu falarei com Bernard. Ele está falando sobre sair por algumas semanas em setembro ou outubro, então eu o cobrirei nesse período. Eu não acho que será um problema. Será bom fugir. Você tem parecido cansada desde o funeral. Você está bem?" Ele perguntou suavemente, seu dedo acariciando seu rosto.

Bella assentiu. "Sim. É só o estresse da morte de Billy. Isso deve ter levado mais de mim do que eu pensava. Alguns dias longe serão exatamente o que o médico receitou".

Edward sorriu e a beijou levemente. "Bem, este médico acha que devemos ir e obter algum jantar. Este médico pode levar sua enfermeira favorita para comer uma pizza?"

"Só pizza?" Ela perguntou descaradamente.

"Bem, pizza para começar." Ele respondeu com a voz rouca.

~ O ~

Bella estava olhando através dos arquivos de pacientes antes de a clínica começar e viu que Victoria Brennan estava aqui para o seu check-up. Fazia mais de um mês desde que ela a viu, já que ela esteve lidando com a morte de Billy da última vez que Victoria teve uma consulta. Ela rapidamente digitalizou as anotações para ver quais observações foram feitas. Não houve menção de qualquer nova contusão. Bella não sabia o que fazer com isso. Seu parceiro tinha parado de bater nela? Victoria o tinha deixado? Ela realmente esperava que sim, para o bem do bebê, assim como da sua mãe. Bella não sabia por que ela ficou tão afetada pela situação de Victoria, algo sobre ela simplesmente parecia puxar as cordas do coração de Bella.

"Pronta para começar?" Edward perguntou, colocando sua cabeça para fora da porta.

Assentindo, Bella pegou o primeiro arquivo e caminhou até a porta da clínica para chamar o primeiro paciente. "Victoria Brennan tem uma consulta hoje".

"Ótimo. Vamos ver como ela está se saindo".

Bella e Edward trabalharam de forma constante através da clínica até que era hora de chamar Victoria. Bella viu quando ela se levantou do seu assento, seu volume obviamente tornando difícil se mover facilmente.

"Oi, Victoria. Entre e fique à vontade." Bella pediu, segurando a porta aberta para ela. "Como você tem estado?" Bella perguntou em tom de conversa enquanto automaticamente colocava o aparelho de pressão em seu braço, furtivamente olhando sobre a jovem futura mãe, em busca de qualquer evidência de novos abusos.

"Cansada." Victoria suspirou. "Tudo está muito mais difícil".

"Eu posso imaginar." Bella disse com simpatia. "Você não tem muito tempo agora, no entanto. Apenas quatro semanas, mais ou menos".

"Graças a Deus".

Bella observou que Victoria estava parecendo bastante frágil. Ela tinha círculos escuros sob os olhos e tinha colocado o cabelo para cima a esmo, como se ela realmente não se preocupasse com a sua aparência. Satisfeita com sua pressão arterial, ela sugeriu que Victoria subisse na maca para que ela pudesse ouvir o batimento cardíaco do bebê. Quando Victoria levantou a perna para subir, ela ofegou bruscamente e agarrou seu quadril.

"O que há de errado? Você está bem?" Bella perguntou.

Victoria balançou a cabeça com urgência. "Não, não. Eu estou bem. É apenas uma pontada." Quando ela se deitou, seu rosto estava branco.

"Eu chamarei o Dr. Cullen para olhar você aqui. Você obviamente está com um pouco de dor".

"Não, está tudo bem." Victoria chorou, agarrando a mão de Bella.

"Victoria." Ela disse suavemente. "Você sabe que não está tudo bem. Nós temos que verificar as coisas. Pelo bebê".

Aquelas pareciam ser as palavras mágicas e ela concordou imediatamente. Seja lá o que estivesse acontecendo em sua vida, não havia dúvida de que Victoria amava seu bebê. Não é de estranhar, realmente, considerando o seu contexto.

Edward veio e pegou a mão de Victoria, sorrindo gentilmente para ela. "Victoria, Bella me diz que você está com um pouco de dor. Eu preciso verificar o que é isso. Bella, você pode trazer o ultrassom até aqui, por favor?"

Enquanto Bella levava a máquina, Edward falou suavemente para Victoria. "Eu vou ouvir o batimento cardíaco agora." Ele explicou, enquanto Bella puxava a camisa de Victoria para cima. Quando ela abaixou as calças, Bella ofegou baixinho. Lá, no quadril esquerdo de Victoria, havia um grande hematoma feio, de não mais do que um dia. Edward olhou para o machucado com um rosto sombrio antes de olhar para Bella, ambos sabendo o que o outro estava pensando.

Não querendo assustar a garota antes que ele a tivesse verificado, Edward fingiu ignorar a contusão e realizou o exame.

"Ok, tudo parece bem com o bebê. O batimento cardíaco está bom e forte, é um bom tamanho para o período e está em uma boa posição. Você provavelmente vai sentir sua barriga 'cair' nos próximos dias, enquanto a cabeça dele se encaixa na pélvis, pronto para nascer".

Os olhos de Victoria fecharam em alívio por um breve momento, em seguida, ela começou a lutar para sentar, fazendo uma careta de dor. A mão de Edward se fechou sobre seu braço, acalmando-a.

"Victoria, nós precisamos falar sobre essa contusão." Ele disse calmamente.

Os olhos de Victoria olharam nervosamente entre Edward e Bella, como se decidindo se eles poderiam ser confiáveis. "Não... hum... isso foi um acidente".

"Nós sabemos que isso não foi causado por um acidente, Victoria." Bella disse. Segurando sua mão, Bella tentou chegar até ela. "Por favor, deixe-nos ajudá-la".

Balançando a cabeça, uma lágrima escorreu pelo rosto de Victoria. "Não, eu... eu... não posso".

"Nós podemos ajudá-la." Edward insistiu. "Você não pode deixá-lo ficar machucando você assim. Não vai ficar melhor. Você sabe disso. Ele só vai piorar".

"Ele é tudo que eu tenho." Ela sussurrou entrecortada.

"Não, isso não é verdade. Há pessoas que podem ajudá-la. Protegê-la." Bella argumentou. "Diga a palavra e nós podemos fazê-lo ser preso por machucar você".

Victoria balançou a cabeça. "Ele só é assim quando bebe. Ele me ama. Eu sei que ele ama".

Apertando a mão dela, Bella tentou chegar até ela. "Isso não é amor, Victoria. O amor não deveria machucar. Um homem que ama uma mulher nunca iria querer vê-la ferida, especialmente a mãe do seu filho. Eu sei que você ama o seu bebê. E se ele machucá-lo? Como você pode lidar se ele prejudicar seu bebê?"

As lágrimas estavam fluindo agora pelo rosto de Victoria. "E para onde eu iria? Eu não tenho nada. Sem dinheiro, sem emprego, um bebê a caminho." Ela chorou amargamente.

"Há lugares, refúgios, para pessoas que precisam de ajuda." Edward insistiu.

"Eu seria uma sem-teto. Meu bebê seria sem-teto".

"Mas você não teria que viver com medo." Bella respondeu.

Victoria deu uma risada curta e sem alegria. "Você realmente acredita nisso? James não me deixaria ir simplesmente. Ele me arrastaria de volta. Eu sei, eu tentei".

O coração de Bella quebrou pela pobre moça.

"Não se ele estivesse na prisão." Edward rebateu.

"Você realmente é ingênuo, não é?" Ela disse cinicamente. "Um juiz simplesmente lhe daria a fiança e então ele viria atrás de mim por ter sido preso".

"Victoria, meu pai é o Chefe de Polícia. Tenho certeza que ele poderia ajudá-la".

Ela pareceu se encolher para essa revelação, seus olhos lançando descontroladamente em torno dela. Bella pensou que ela parecia um animal selvagem enjaulado, buscando desesperadamente uma saída.

"Por favor, Victoria. Pelo seu filho. Você quer que ele ou ela cresça em uma casa cheia de violência? Que sempre esteja com medo por si mesmo, ou por você? Isso não é maneira para uma criança crescer." Bella implorou.

"Minha mãe está no conselho de várias instituições de caridade." Edward disse. "Eu posso perguntar a ela quais os serviços que estão disponíveis".

Victoria pareceu esvaziar visivelmente. "Eu... eu não sei".

"Por favor, pense nisso." Bella pediu. Ela se levantou e pegou uma caneta e papel.

"Aqui. Este é o meu número. Se você precisar de ajuda, ou decidir que quer ficar longe dele, por favor, ligue-me." Arrancando a página, ela a dobrou e colocou na mão de Victoria, fechando os dedos dela em torno do papel.

Victoria olhou para ambos. "Por que vocês estão fazendo isso?"

"Porque eu odeio a ideia de você e seu bebê sendo feridos. Este deveria ser um momento especial para você, um momento em que você deveria ser protegida e mimada, não espancada. Você não merece isso. Ninguém merece".

Victoria fungou alto, com gratidão pegando um lenço oferecido. "Eu pensarei nisso".

Edward assentiu. "Eu tentarei encontrar algumas informações para você. Nós a veremos na próxima semana".

Depois que ela saiu, Bella sentou-se, esfregando sua testa, sentindo-se drenada do encontro. Ela sentiu a mão de Edward em seu ombro. Suspirando, ela levantou e se preparou para o próximo paciente. "Você acha que ela vai escutar?"

"Não sei. Eu espero que sim. Que tal nós passarmos na casa da minha mãe depois do trabalho? Ver o que ela diz?"

"Sim. Isso pode me ajudar a parar de me sentir tão impotente".

Edward a tomou em seus braços. "Nós não podemos fazer mais nada, a menos que Victoria peça ajuda. Nós só podemos mostrar a ela que nós nos importamos".

Abraçando-o brevemente, eles voltaram a trabalhar.

~ O ~

"Oh, a pobre garota!" Esme gritou enquanto eles jantavam na cozinha dela naquela noite. Sem nomeá-la, Edward descreveu a situação de Victoria, esperando que Esme pudesse dar a eles alguns conselhos.

"Você sabe de quaisquer organizações na área que podem ser capazes de ajudá-la? A pobre moça deve dar à luz em um mês e não tem família para onde ir. O namorado dela soa como um verdadeiro pedaço de problema." Edward disse, sua voz cheia de nojo.

"Eu não estou em qualquer comissão que lida com vítimas de violência doméstica, mas isso não significa que eu não posso perguntar por aí. Pode haver uma na área de Port Angeles. O principal problema, como em muitos lugares, é que organizações são encontradas principalmente em grandes cidades. As cidades menores geralmente não têm as facilidades, infelizmente." Esme informou.

"Então, o que uma esposa maltratada faz?" Bella perguntou. "Fica, porque não há nenhum lugar para ir?"

"Se não têm família, elas provavelmente têm que ir para Seattle. Se prestam queixa, então esperançosamente ele é preso por tempo suficiente para eles começarem suas vidas." Vendo o rosto angustiado de Bella, Esme apertou a mão dela. "Nós conseguiremos ajuda para esta menina, eu prometo. Mas ela precisa procurar ajuda".

Bella suspirou desanimada. Então ela ficou com raiva. "Que tipo de escória machuca uma mulher indefesa, grávida? Ela está carregando seu bebê, pelo amor de Deus!"

Vendo a aflição dela, Edward a puxou para seus braços, apertou-a e beijou o topo da sua cabeça. "Oh, amor, não. Você já teve o suficiente com o que lidar nas últimas semanas. Nós faremos o nosso melhor por ela. Isso é tudo que podemos fazer".

Bella respirou fundo e assentiu. "Eu sei. É simplesmente muito perturbador pensar nisso".

Edward não podia deixar de pensar que, se Bella estivesse carregando um filho dele, ele quereria mimá-la e protegê-la, ver que nada acontecia com ela. Ele provavelmente a deixaria louca, mas o fato de que ela estava fazendo algo tão milagroso como gerar seu filho no seu ventre o encheria de admiração. A ideia de que um homem pode ferir a mulher que estava carregando seu bebê era tão repugnante que, se ele se deparasse com este monstro chamado James, ele seria duramente pressionado para não bater nele até virar uma polpa, dando-lhe um gosto do seu próprio remédio.

Na tarde seguinte, Bella fez uma visita ao seu pai. Sem dar detalhes, ela procurou o conselho de Charlie a partir de um ponto de vista jurídico.

"O problema, Bels, é que somos chamados para um incidente, mas, muitas vezes, a mulher não quer prestar queixa. Se há lesão visível, como sangue e hematomas óbvio, então nós podemos prender o cara e mantê-lo trancado por alguns dias. Eles geralmente pagam fiança, muitas vezes pela sua vítima, e o ciclo começa novamente. Mas, se não há nenhuma lesão óbvia, então cabe à vítima lançar acusações de agressão. É frustrante como o inferno, porque você sabe que ele fará isso de novo".

"E se ela obtivesse uma ordem de restrição?"

"Bem, isso é diferente. Se ele quebrar os termos da ordem, de qualquer forma, nós podemos prendê-lo. Mas ela precisa fazer isso. Se o ataque é particularmente ruim, necessitando de hospitalização, então um juiz pode emitir uma, independentemente dos desejos da mulher. Infelizmente, muitas mulheres ignoram elas mesmas a ordem e deixam o cara voltar para suas vidas de novo, com os mesmos resultados".

Bella sabia que havia muitas razões pelas quais as mulheres retornavam para seus parceiros violentos, mas ela ainda tinha dificuldade para compreender isso.

"A melhor coisa que você pode fazer é incentivar essa mulher, uma e outra vez, a deixá-lo e conseguir uma ordem de restrição se ela tem medo dele. Se ela sabe que tem alguém para apoiá-la, ela pode dar esse passo".

"Obrigada pela sua ajuda, pai. Foi útil".

"É alguém que eu conheço?"

"Eu duvido. De qualquer forma, o suficiente sobre mim. Como está Kara?"

Charlie corou vermelho e rapidamente mudou de assunto, para grande diversão de Bella.

~ O ~

Tanto Edward quanto Bella tinham conseguido garantir o tempo de folga necessário para viajar para Jacksonville, para a alegria de Renée. Bella estava secretamente nervosa sobre voar de novo, depois do terrível voo de volta em dezembro, mas pelo menos desta vez ela teria Edward ao seu lado. Ela estava muito mais animada sobre passar a noite no Fairmont Olympic. Com a ajuda de Alice, ela comprou um vestido novo para usar na apresentação da Orquestra Sinfônica e para o jantar depois. Ela aproveitou e comprou uma roupa íntima sexy para usar com ele, mas não tinha mostrado para Edward. Se eles passariam a noite em um quarto de hotel romântico, ela faria o melhor disso. Seu voo para Jacksonville era às 16hs, para que eles pudessem dormir, ou o que fosse.

Quatro noites antes de eles partirem para Seattle, eles estavam jantando na casa de Esme e Carlisle. Alice e Jasper estavam lá também, Alice orgulhosamente exibindo a barriga sob uma camiseta que dizia, 'Se você acha a mamãe quente, espere até você me ver!'.

"Eu tive um montão de frases impressas e elas estão vendendo como pão quente." Alice disse quando eles tinham rido da camiseta.

Depois do jantar, Alice estava alternadamente descrevendo a decoração planejada do quarto do bebê e incomodando Bella e Edward para definir a data do casamento quando o telefone de Bella tocou.

Pensando que era ou Charlie ou Jacob, ela franziu a testa quando viu o número desconhecido.

"Alô?"

Por alguns momentos, não houve nenhum som do outro lado, até que Bella detectou uma respiração dura, quebrada.

"Olá, quem está aí?" Ela viu Edward olhando para ela com curiosidade.

"B... B... Bella? É Vic... Victoria." A voz dela sumiu quando um soluço audível parou suas palavras.

"Victoria? Você está bem?" Ela perguntou, olhando preocupada para Edward.

"Não. Por favor... por favor, ajude... ajude-me".

Sinalizando para Edward, ela se levantou. "Ok. Onde você está? Nós vamos buscá-la. Diga-me onde você está".

"Em um telefone público perto da entrada do estacionamento de trailers".

"Você está ferida?"

"Um pouco. Por favor, ajude-me".

"Onde está James? Ele está por perto?"

"Hum... Acho que ele está desmaiado no trailer." Outro soluço escapou dela.

"Ok, bom. Fique aí. Nós estamos a caminho".

Cobrindo o telefone, Bella se virou para os rostos preocupados ao seu redor.

"É Victoria. Ele a agrediu novamente".

Alice ofegou em choque.

"Oh meu Deus." Esme gritou. "Bella, traga-a para cá. Ela precisará de um lugar para ficar e nós temos muito espaço".

"Sim, por favor, traga-a para cá se ela estiver de acordo." Carlisle concordou.

"Vocês têm certeza?" Perguntou uma Bella atônita, olhando entre os dois.

"É claro que temos. Vá buscar a pobre garota. Ela provavelmente está apavorada." Esme pediu.

"Eu verei como ela está e se ela precisa ir para o hospital." Edward disse. "Se não, nós vamos trazê-la para cá".

"Eu vou para casa pegar algumas roupas." Alice ofereceu. "Eu devo ter algumas coisas que caberão nela".

Bella ficou totalmente dominada pela bondade dos Cullen em relação a uma completa estranha. Não há muitas pessoas que ofereceriam um lugar para ficar a alguém que nunca conheceram.

"Vamos, Bella." Edward insistiu, puxando-a para a porta.

"Alice, você pode ligar para Charlie? Diga a ele para ir ao estacionamento de trailers. Diga-lhe que Victoria Brennan, grávida de oito meses, foi agredida pelo seu companheiro. Aparentemente, ele está desmaiado no trailer".

"Eu ligarei para ele. Apenas vão buscá-la." Disse Carlisle.

Edward dirigiu com uma expressão sombria para o estacionamento de trailers. Ele estava tentado a ir até o trailer, mas sabia que pioraria as coisas. Ele deixaria para Charlie lidar com a sujeira.

"Ela está em um telefone público do lado de fora do estacionamento".

"Ok, mantenha seus olhos atentos".

Não demorou muito tempo para encontrar Victoria. Ela estava encolhida ao lado do telefone público, com os braços segurando a barriga estendida. Ela era uma visão lamentável. Quando ouviu o carro se aproximar, ela olhou para cima com medo, dando um suspiro de alívio quando Bella e Dr. Cullen saíram.

"Victoria!" Bella exclamou quando viu seu rosto. Um olho estava inchado fechado e ela tinha um lábio cortado, sangue seco em seu queixo. "Oh Deus, o que ele fez com você?"

Com a preocupação de Bella, lágrimas começaram a escorrer pelo seu rosto.

"Victoria, ele bateu em você em outro lugar? Sua barriga?" Edward perguntou gentilmente.

Victoria balançou a cabeça. "Não, ele principalmente me deu socos no rosto".

"Nós vamos levá-la para o hospital e a teremos verificada cuidadosamente, ok?" Ele disse a ela.

Enquanto ele falava, eles podiam ouvir sirenes da polícia cada vez mais altas. Victoria olhou para cima com cautela.

"Nós chamamos o meu pai." Bella disse. "Ele não pode mais escapar".

Victoria assentiu tristemente. Juntos, eles levaram Victoria para o carro e a deixaram sentar no banco de trás. Os carros da polícia chegaram ao virar da esquina e pararam quando viram Bella.

"Bella?"

"Pai, Victoria está aqui. James está no trailer".

Aproximando-se, Charlie se abaixou. "Olá, Victoria. Você pode me dizer quem fez isso com você?" Ele perguntou gentilmente.

"J... James. Meu par... parceiro".

"Parece que ele a agrediu. Nós vamos levá-lo. Eu precisarei vê-la mais tarde e obter uma declaração quando você estiver pronta. Está bem?"

Victoria assentiu.

"Charlie, nós vamos levá-la para o hospital para ter certeza que está tudo bem com o bebê. Se ela estiver bem, nós a levaremos para a casa dos meus pais. Ela ficará lá por um tempo." Edward informou.

A mandíbula de Charlie apertou com raiva quando ele percebeu que Victoria estava no final da gravidez. "Bom. Eu provavelmente passarei lá amanhã. Vamos deixá-la descansar um pouco." Ele disse a ela. Olhando para Bella, ele continuou. "Vá, leve-a ao hospital. Eu lidarei com esse cara".

Para alguém que parecia tão tranquilo na maior parte do tempo, Bella ficou surpresa ao ver a fúria nos olhos do seu pai quando ele resumiu a situação. Ela quase sentiu pena de James. Quase.

Victoria passou algumas horas no hospital e recebeu alta aos cuidados de Edward. Eles haviam dito a ela sobre a oferta de Esme para dar-lhe um lugar para ficar e ela ficou incrédula que um estranho faria esse tipo de oferta.

"Vocês têm certeza?" Ela ficava perguntando no caminho para a casa de Esme.

"Sim." Edward insistiu. "Eu prometi que nós a ajudaríamos. Você terá muita privacidade".

"Não é sobre isso que eu estou preocupada. Eu estou me impondo".

"Por favor, Victoria. Você vai amar Esme. Todo mundo ama. Além disso, que escolha você tem?'' Bella apontou.

Os ombros de Victoria caíram em derrota. Ela se sentia desesperadamente cansada e só queria dormir. Ela não queria pensar sobre James, ou o futuro. Ela só queria esquecimento por um tempo.

Quando a casa de Esme apareceu, Victoria ofegou com admiração. Mesmo que já fosse tarde, ela podia ver que a casa era linda e se sentiu tanto como uma intrusa que ficou tentada a fugir. Olhando para sua barriga inchada, ela fez uma careta. Ela não iria muito longe.

"É linda." Ela sussurrou.

Bella sorriu. "Eu tive a mesma reação quando a vi pela primeira vez também. É ainda mais bonita por dentro".

A porta da frente se abriu quando Edward estacionou na frente dos degraus e quatro figuras saíram. Victoria viu o belo casal mais velho e adivinhou que eles eram os pais de Edward. A jovem também estava grávida, mas não tão adiantada e ela estava descansando contra um homem loiro extraordinariamente bonito. Rapaz, essas pessoas atingiram o prêmio no departamento das aparências.

Edward abriu a porta e estendeu a mão para ajudá-la a sair. Bella pegou o outro braço e eles a levaram pelos degraus. Eles pararam em frente ao casal sorrindo.

"Victoria, estes são os meus pais, Esme e Carlisle. E esta é a minha irmã, Alice, e seu marido, Jasper".

"Bem-vinda, Victoria." Esme cumprimentou, seus braços vindo em torno da garota grávida e lhe dando um abraço. "Você não deve se preocupar com nada. Você estará segura e cuidada aqui. Eu quero que você se sinta em casa".

As palavras de bondade de uma total estranha foram a ruína de Victoria. De algum lugar lá no fundo, um soluço irrompeu e foi como um estouro da barragem. Toda a sua dor, medo e tristeza vieram à tona e ela estava chorando no ombro de Esme.

Os olhos de Esme se encheram de lágrimas com a dor da jovem e ela a segurou firmemente. Os outros ficaram em volta, emocionados com a visão. Sem Victoria estar ciente disso, ela foi levada para um dos quartos. Os homens deixaram as mulheres para ver Victoria.

Cuidadosamente, elas a vestiram em uma das camisolas de Alice. Ela ainda estava chorando, não realmente ciente do que estava acontecendo ao seu redor. Esme e Bella a colocaram na cama, sua mão segurando a de Esme.

"Eu ficarei sentada aqui com ela até que ela durma." Esme sussurrou. Com a mão livre, ela gentilmente acariciou o cabelo de Victoria, a ação parecendo ter um efeito calmante sobre a garota angustiada.

Bella e Alice saíram do quarto e foram encontrar os homens. Eles estavam na sala de estar, tranquilamente conversando. Todos eles haviam sido afetados pela visão de Victoria.

"Como ela está?" Edward perguntou, puxando Bella para perto.

"Esme está sentada com ela até que ela adormeça. É como se ela estivesse deixando tudo sair".

"Pobre criança." Jasper murmurou, puxando Alice para baixo em seu colo. "Que tipo de bastardo diabólico bate em uma mulher grávida?" Ele perguntou com nojo.

"Charlie estava prestes a prendê-lo Esperemos que de uma vez por todas".

"A prisão é boa demais para ele." Jasper bufou. Alice não tinha dito uma palavra. Ela simplesmente não poderia imaginar Jasper fazendo algo parecido. Ou Edward, ou Carlisle.

"Vamos lá, baby. Vamos levá-la para casa. Você precisa dormir." Jasper disse, puxando Alice para a porta.

Logo depois que eles saíram, Esme apareceu.

"Como ela está?" Bella perguntou.

"Ela finalmente adormeceu, graças a Deus. Ela realmente precisa disso, pela aparência das coisas. Meu coração simplesmente quebra por ela. Mas, não se preocupem, eu cuidarei dela e terei a certeza que ela aprecie as últimas semanas da sua gravidez. E eu terei a certeza de que ela saiba que pode ficar o tempo que quiser".

Bella abraçou Esme. Ela realmente a amava neste momento. Esme era um ser humano verdadeiramente maravilhoso. "Obrigada, Esme".

"Não seja tola. Tudo vai dar certo. Ela está segura aqui".

"Charlie virá aqui amanhã para obter uma declaração de Victoria, se ela se sentir bem para isso." Edward disse.

"Eu me certificarei de estar com ela. Para apoio moral." Esme respondeu.

"Eu ficarei de olho nela." Carlisle disse. "Para ter certeza que ela se cure direito".

"Obrigado, pai. A próxima consulta dela é na segunda-feira. Eu me certificarei que Bernard conheça a situação".

"Eu vou com ela para a consulta, se ela quiser." Esme ofereceu.

"Isso seria bom." Edward respondeu. Olhando para o rosto desgastado de Bella, ele pegou a mão dela. "Venha, amor. Vamos para casa. É tarde e Victoria está segura".

Assentindo, Bella deu aos seus futuros sogros um abraço apertado. Como ela acabou tendo tanta sorte de ter um noivo maravilhoso que tinha pais igualmente maravilhosos?

Edward a segurou firmemente a noite toda e ela se sentiu totalmente segura e protegida.


Pobre Victoria. Ainda bem que Esme e Carlisle se ofereceram para acolhê-la. James terá que se ver com Charlie!

Beijo,

Nai.