Naruto não me pertence... Mas o Itachi tá ali amarrado na cama à minha mercê :D
Capítulo XXI – O Tempo não pára
Naruto caminhou de cabeça baixa, cambaleante, como se as forças faltassem às suas pernas. Sasuke correu em direção a ele até que ficaram lado a lado. Mas o rapaz não deu mostras que percebia alguém o seguindo. Limitou-se a continuar andando até seu apartamento, subindo degrau por degrau, compassadamente, sem dizer uma palavra ou dar qualquer sinal que falaria. Sasuke também não falou nada, e quando Naruto abriu a porta, entrou junto com ele.
- Vá embora... – mandou Naruto.
- Não posso.
- VÁ EMBORA! – berrou dando um soco no amigo.
Sasuke segurou a mão de Naruto sem dificuldades, antes que esta pudesse atingi-lo. Olhou seriamente para ele e falou numa voz fria:
- Quer bater? Bata. Mas eu revidarei.
A raiva começou a tomar de conta de Naruto, mas o desespero logo a substituiu pela frustração e vergonha. Grossas lágrimas começaram a rolar por sua face, enquanto desabava sobre o chão como uma criança abandonada com seus soluços preenchendo o ambiente. Sentando no chão em frente ao amigo, Sasuke passou a observá-lo. Deixou que ele chorasse a vontade, e quando pareceu que o pranto perdia sua força, perguntou:
- O que aconteceu, Naruto?
Naruto encarou o amigo.
- Eu não sei Sasuke...
- Como assim não sabe? E o que foi tudo aquilo?
- Ela me abandonou... – murmurou inconsolável.
- Hinata? Por quê?
- Também queria saber...
Segurando a cabeça com as duas mãos, ele gritou:
- EU JURO QUE NÃO FIZ NADA!
- Eu acredito em você.
Em nenhum momento daquele episódio, Sasuke sequer cogitara a possibilidade que a culpa da confusão fosse do próprio Naruto. O rapaz não tinha motivos para se afastar de Hinata, ou fazer nada que pudesse ofendê-la. Eles estavam tão bem até o dia anterior durante o aniversário dela, que era impossível acreditar que agora estivessem separados. E a julgar pela atitude extrema do amigo, imaginava a que o rompimento partira dela e sem nenhuma razão aparente. Era um rompimento que o rapaz não aceitava.
- Você... Acredita em mim... Sasuke? – perguntou ele olhando desesperado para o amigo e ainda segurando a cabeça entre as mãos.
- Claro. Sei que você gosta de Hinata e que nunca faria algo propositalmente para magoá-la. Por isso, conte-me tudo que aconteceu ontem à noite. Vamos achar a resposta.
Naruto suspirou. Era doloroso lembra de tudo. Mas sabia que, se existia uma pessoa que pudesse ajudá-lo naquele momento, era Sasuke. Ele podia ajudá-lo a encontrar uma razão plausível para toda aquela confusão.
- Bem... Depois da posse dela nós fomos passear juntos e andamos até o lugar onde começamos a namorar... Começamos a conversar... E... – Naruto ficou vermelho e desviou a vista.
- E...?
- Er... Nós... Nós... – ele suspirou – Fizemos amor...
Sasuke arqueou as sobrancelhas.
- E depois? – perguntou sem inflexão na voz.
- Do nada, ela disse adeus e foi embora. No meio da noite. Desacordou-me e foi-se. – as lágrimas voltaram a cair com mais intensidade, mas Sasuke queria mais informações.
- Desacordou? Como?
- Paralisou meu sistema nervoso central. Eu perdia consciência e quando acordei quase não consegui andar.
Houve um momento de silêncio, até que o líder da anbu perguntasse novamente:
- Então foi só isso?
- Só.
- Ela não deu nenhuma explicação para o fim do relacionamento?
- Não.
Sasuke fechou os olhos, pensativo.
- Então ela já pensava em fazer isso. – decretou.
Naruto olhou surpreso para ele.
- Como assim?
-Se ela simplesmente te disse adeus e se foi, quer dizer que ela nunca teve a intenção de ficar com você e já planejava te abandonar ontem à noite. Talvez até antes.
- Não... Isso não é possível... Hinata não faria isso... – balbuciou incrédulo.
- E por que não? O que você conhece dela para saber que ela pudesse não estar fingindo? As mulheres sabem enganar muito bem.
A ênfase que ele deu às últimas palavras deixou entrever que ele sinceramente acreditava no que dizia. Naruto baixou a cabeça. Seria realmente verdade? Hinata nunca gostara dele? Então o que quisera com ele durante todo esse tempo? Não tinha lógica.
- Sasuke... Você acha que ela nunca gostou de mim?
- Isso eu não sei lhe dizer com certeza. Mas quem gosta não abandona... Não deixa... Não esquece...
Parecia que ele falava muito mais para si mesmo que para o amigo. Se estivesse em condições de observar melhor as atitudes de Sasuke, repararia que estava tão ferido quanto ele. Mas a dor naquele momento impedia qualquer raciocínio sensato.
- Eu... Não sei o que fazer... – murmurou Naruto.
Sasuke levantou-se e, sem dizer nada, se dirigiu ao armário. De lá tirou uma garrafa e dois copos. Colocou-os no chão em frente ao amigo e encheu os copos, oferecendo um deles para Naruto.
- Pegue. Tome. Vamos esquecer isso.
Os olhos de Naruto se deteram um momento sobre a garrafa e viu que era a cachaça Nabunda que Sasuke lhe dera três dias atrás. Aceitou de bom grado a bebida oferecida e, junto com o outro, tomou o conteúdo do copo de uma vez só. O líquido desceu rasgando e queimando seu esôfago e foi assimilado rapidamente pelo organismo. Depois da terceira dose, os rapazes perceberam por que disseram que ela era a bebida mais forte existente. Já estavam tontos e seus reflexos mais lentos. Também começaram a falar mais alto que o normal.
- Ela terminou comigo... – repetiu Naruto pela milésima vez - Sem nenhuma explicação, sem razão... Disse adeus... Foi embora... Sasuke... Dizem que você é um gênio, apesar de não acreditar nisso... Prove-me que você é um gênio e me responda: Por quê?
- As mulheres... São seres... Estranhos – disse Sasuke em uma voz alterada – Dizem que te amam... Faz você acreditar nas mentiras delas... Faz você acreditar que pode ser feliz com elas...
- As mulheres são umas falsas!
Sem coordenação sobre seu corpo, Naruto tentou se levantar, mas derrubou um vaso, fazendo um barulho estrondoso. Sasuke começou a rir descontroladamente, sendo seguido pelo outro que começou a chutar tudo a sua frente.
- EI MOLEQUE, PARE COM ESSE BARULHO! – gritou o vizinho de Naruto.
- VÁ SE DANAR!!! – gritou Sasuke, fazendo Naruto rir mais ainda.
- Sasuke, me dá mais um pouco de Nabunda...
- Toma... – disse enchendo mais um copo.
- EU VOU AI E VOCÊ VAI VER O QUE É TOMAR NA BUNDA! – continuou berrando o homem.
- TÔ MORRENDO DE MEDO! EU SOU UM JOUNIN AGORA, SABIA? – gritou Naruto de volta.
- O poder subiu à sua cabeça! – Sasuke gargalhava e agora enchia um copo para si mesmo.
- Maldito vizinho! Acho que vou me mudar...
- Aproveite e alugue uma casa lá no meu bairro...
- Para enriquecer você? Nem morto!
O vizinho continuou berrando mais um tempo, para total irritação de Naruto que, com muita dificuldade, se levantou e começou a se dirigir para a porta.
- Vai onde? – perguntou Sasuke se levantando também.
- Dar um rasengan nas fuças desse aí...
- Não desperdice chakra... Vamos tomar Nabunda em outro lugar... – convidou.
- Onde?
- Lá em casa...
- Você não tem vizinhos? – perguntou ele pensando se iria dar um rasengan em alguém.
- Tenho... Mas sou dono das casas deles... Se reclamarem, eu as pego de volta...
- Que maldade! – disse Naruto caindo na risada – Gostei! Vamos para sua casa... Não esqueça da garrafa!
- Ta aqui! – disse mostrando a garrafa.
Saíram os dois se apoiando um no outro, em direção ao bairro Kokoro no Haien. Eles iam falando palavrões e impropérios em voz alta, sem se importar que toda vila estivessem os observando.
- Naruto... Essas pessoas estão olhando para nós... – falou Sasuke apertando os olhos para que os vultos que via entrassem em foco.
- E daí? Que olhem...
- Será que não querem tomar nossa bebida?
- EI VOCÊS! – gritou Naruto com um grupo de genins que cochicharam quando eles passaram.
Os garotos olharam assuntados.
- VENHAM AQUI! – chamou Naruto.
Um deles se aproximou com receio.
- Quantos anos você tem? – perguntou Naruto fazendo uma expressão assustadora.
- D-D-Do-Do..
- FALA QUE NEM GENTE PORRA! – Naruto parecia ter se irritado com o gaguejar do menino.
- DOZE! – gritou o menino quase em prantos.
- Então nem pense em tomar Nabunda! Entendeu? Só quem vai tomar Nabunda sou eu e o Sasuke!
- Isso mesmo... – concordou Sasuke.
- Sim senhor! – disse o menino que saiu correndo junto com amigos, totalmente amedrontados.
Continuaram andando até que, quando passavam por uma loja, ouviram um chamado:
- Naruto-kun, Sasuke-kun... O que vocês estão fazendo?
Era Tanaka, o dono da livraria.
- Tanaka! Grande Tanaka! Tem hentai novo? Eu e Sasuke vamos precisar muito sabe? – falava o rapaz com a voz engrolada.
- E como... – concordou Sasuke.
- Hã... Vocês estão bem? Parecem meio... Descontrolados...
- Descontrolados?! Não estamos descontrolados! Estamos Sasuke? – perguntou quase gritando.
- De forma alguma... – falou Sasuke mal conseguindo se manter em pé.
Tanaka observou bem os garotos e viu a garrafa na mão de Sasuke. Então entendeu a situação.
- Bebendo a essa hora da manhã... Vocês não estão muito novos para isso? – quis saber o senhor.
- Que nada! Tomar Nabunda não tem idade! – disse Naruto caindo na gargalhada.
- Hinata-chan sabe que você está bebendo?
A expressão de Naruto nublou-se imediatamente.
- E se souber? Ela não tem nada a ver com minha vida!
- Naruto? – o homem parecia confuso.
- Olha Tanaka! Aquela lá me abandonou, sem nenhum motivo. Foi embora! Me largou... Agora o que eu faço ou deixo de fazer não é da conta dela. Vamos Sasuke. Vamos tomar Nabunda na sua casa.
Sasuke bebeu um gole da garrafa no gargalo e deu para o amigo, que bebeu também. Continuaram o caminho cambaleante até chegarem a um beco, onde se encostaram no muro. Não conseguiam dar mais um passo.
- Vamos... Beber... Aqui... Mesmo... – disse Sasuke sentando no chão, se encostando ao muro e bebendo mais.
- Dá um pouco... – pediu Naruto sentando também.
A garrafa já estava no fim. Naruto olhou para o frasco por um tempo como se procurasse palavras certas para expressar seus sentimentos. Depois de alguns minutos e falou com a voz enrolada:
- Nunca se deve confiar nas mulheres...
- Verdade... – concordou o outro.
- A única mulher confiável é a Nabunda... Só ela nos entende...
- Por isso eu digo: todo mundo de Konoha devia tomar Nabunda...
- Sasuke... Eu não quero mais ser enganado... – e virou o resto do conteúdo da garrafa, largando ela no chão em seguida.
Sasuke olhou para a garrafa vazia. Lá em um cantinho da mente sabia que estava errado em fazer aquilo. Não devia fugir dos seus problemas. Mas essa voz de consciência foi imediatamente calada por sua raiva. Não era hora para sentimentalismo ou racionalismo.
- Acabou... – murmurou ele para Naruto apontando para a garrafa vazia.
- É... Onde será que arranjamos mais?
- Só na capital, acho...
- Então vamos para a capital, comprar mais Nabunda! – disse ele se entusiasmando ao ouvir falar de mais bebida.
- Não conseguimos nem chegar à minha casa... – questionou Sasuke - Como vamos chegar à capital?
- Naruto! O que está acontecendo?
Naruto e Sasuke olharam em direção a quem os chamava. Jiraya se aproximou dos dois, com uma expressão nem um pouco satisfeita.
- Tanaka me contou que vocês estavam fazendo confusão pela vila!
- Velho fofoqueiro... – disse Naruto.
- Não estávamos fazendo confusão... – completou Sasuke um pouco hesitante, tentando lembrar se haviam feito algo de errado.
- O que vocês estavam fazendo então?
- Tomando Nabunda. – responderam os dois em uníssono.
O olhar de Jiraya se deteve surpreso sobre eles e depois foram em direção à garrafa vazia que repousava no chão. Para a surpresa dos rapazes, Jiraya abriu um largo sorriso e exclamou satisfeito:
- Nabunda? Vocês estão tomando Nabunda? Que coisa boa! Cachaça Nabunda é a patrocinadora oficial da série Icha Icha! Eu sempre recebo os melhores lotes para experimentar. Acabei de vir da capital! Veja!
E abrindo o colete, mostrou várias garrafas de Nabunda.
- Opa, dá uma aí, Ero-senin! – falou Naruto tentando alcançar Jiraya, mas tropeçando nos próprios pés e caindo de cara no chão.
- Claro, claro! – disse levantando Naruto e entregando a garrafa para ele.
Naruto pegou a garrafa oferecida pelo seu mestre, com muito esforço deslacrou-a e bebeu um longo gole, depois passou para Sasuke que fez o mesmo.
- Muito bem, já fiz a minha parte. Só me contem o motivo da comemoração!
Muitas pessoas passavam pelos três e saiam cochichando sobre a situação. Afinal, ali estavam o chefe da anbu e o favorito da Hokage, completamente bêbados, na companhia do sanin lendário. A notícia se espalhou rapidamente pela vila de Konoha. Muitas pessoas vinham e ficavam olhando à distância, como que para confirmar a veracidade da informação. Enquanto via o incômodo interesse das pessoas nele e em Sasuke, Naruto começou a narrar o episódio para Jiraya, que ouviu tudo calado, apenas afirmando com a cabeça de vez em quando.
- Então foi isso, ero-senin...
- Entendo... – murmurou Jiraya - Mas a primeira decepção amorosa é assim mesmo...
- Primeira... e última... – disse Naruto olhando desfocado para o chão.
- Sabe garotos, por isso não me envolvo sério com nenhuma mulher. Elas não são muito dignas de confiança...
- Olhe como fala da gente!
Sakura apareceu no local com o rosto em brasa. Sua mãe tinha ido comprar pão e vira o estado que se encontrava o namorado e o melhor amigo de sua filha. Sem pestanejar, contara para Sakura que decidiu ir conferir pessoalmente e também acabar com a palhaçada. Estava totalmente irritada e não escondia isso. Olhou para Naruto, Jiraya e as muitas garrafas de Nabunda pelo chão, antes de encarar Sasuke, que nem ao menos deu mostras que estava vendo a garota ali na sua frente.
- Sasuke! – começou nervosa – O que significa isso?
Sasuke a olhou friamente.
- Você é cega? Não ta vendo que eu estou tomando Nabunda?
As palavras faladas com tanto rancor e agressividade foram como um soco no estômago de Sakura. Contendo as lágrimas que queriam derramar, ela respirou fundo controlando suas emoções.
- Sasuke-kun... Não é bom para você nem para o Naruto ficarem fazendo essas cenas!Vocês têm reputações a zelar! E as pessoas que respeitam vocês, o que acharão dessas coisas? Vamos para casa... - estendeu a mão para ele.
Quando a garota se inclinou em direção ao namorado, este deu uma sonora tapa na mão que lhe foi oferecida. Sakura recolheu a mão surpresa e magoada, encarando aqueles inexpressivos olhos que, momentaneamente, se tornaram vermelhos.
- Sasuke-kun... – murmurou ela.
Jiraya observou toda cena e se levantou.
- Bem rapazes, eu vou levar vocês para casa...
- Obrigada, Jiraya-sama... – agradeceu a garota, feliz por alguém ali está sóbrio além dela.
Entretanto, Sakura logo mudou de opinião quando viu que Jiraya levantou os rapazes e começou a se dirigir com eles para o bordel mais conhecido de Konoha.
- EI, ONDE VOCÊ PENSA EM LEVAR MEU NAMORADO?!
- Ué, para casa... Nada melhor que os braços de uma mulher para esquecer outra... E não existe algo mais acolhedor do que os braços de uma mulher experiente. – disse maliciosamente.
- O que você quis dizer com isso Jiraya-sama?! - quis saber Sakura.
- Me deixe em paz Sakura! – falou Sasuke nervoso, se desvencilhando de Jiraya e encostando-se ao muro novamente para conseguir ficar de pé – E vá embora... Você é irritante...
Sakura não soube se foi a forma com que ele falou ou o que ele falou. O certo é que aquilo lhe trouxe lembranças nada agradáveis, de uma outra despedida há seis anos quando Sasuke fora embora de Konoha. A única reação que conseguiu no momento foi cair em prantos. Quando viu que ele, em nenhum momento, se comoveu de suas lágrimas, saiu correndo na direção oposta, sumindo em pouco tempo.
- Ainda tem Nabunda? – perguntou Sasuke se dirigindo a Naruto e, na tentativa de alcançá-lo, caindo por cima dele.
- Tem... – Naruto sustentou o amigo e lhe entregou a garrafa em suas mãos, de onde foram logo para a boca sem pestanejar.
Continuaram a beber, sentados mais uma vez no chão. Pelo ritmo que estavam Jiraya soube que logo, logo não agüentariam mais e ficariam desacordados. Imaginava a decepção que eles deviam estar sentindo. Principalmente Naruto. Ele sabia exatamente o que era se desprezado por alguém que se ama. Era por isso que estava sozinho. Tsunade nunca o quisera. Após a morte de Dan, ela não dera chance para ninguém se aproximar de sua vida.
- Ei, garotos, me dá um gole disso!
- Isso ero-senin! Tome Nabunda também! – falou animado para ver seu sensei bebendo junto com eles.
Longe dali, Sakura correu sem ver exatamente para onde ia, Se sentia magoada, ofendida, humilhada. Sentia também que grande parte de tudo que acontecera era única e exclusivamente por sua conta. Mas não podia evitar. Não podia contar a Sasuke o motivo de sua mudança. Não tinha coragem.
Imersa em seus pensamentos, não viu que uma pessoa vinha em sua direção e acabaram se esbarrando sem querer e ela caiu sentada no chão.
- Sakura-chan, me desculpe.
Era Iruka. Ele ofereceu a mão para a garota, que aceitou, enquanto Kakashi observava-a, curioso.
- Sakura, está acontecendo algo?
A garota recomeçou a chorar e contou toda situação para os dois.
- E por que eles estão fazendo isso? – surpreendeu-se Iruka.
- E-Eu não sei Iruka-sensei...
Kakashi se aproximou de Sakura e tocando em seu ombro, diz amigavelmente:
- Vá para casa Sakura. Deixe eu e Iruka resolvermos tudo isso.
- Mas Kakashi-sensei...
- Confie em mim. Vá.
Ainda relutante Sakura seguiu seu caminho deixando os seus antigos senseis para trás. Kakashi esperou a garota desaparecer para tomar o caminho onde estavam Sasuke e Naruto.
- Kakashi, você sabe o que está acontecendo? – perguntou Iruka.
- Tenho uma leve desconfiança, Iruka. Uma confusãozinha no clã Hyuuga que eu fui investigar sabe... Mas prefiro ver pessoalmente o estado daquele moleque...
Mas não era apenas um moleque. Na verdade eram três. Jiraya já estava no mesmo pique com os rapazes e bebia generosos goles de Nabunda, sendo incentivado por eles.
- Vai ero-senin! Toma Nabunda, toma! – incentivava Naruto.
- Ta derramando, ta derramando! Não desperdiça! – reclamou Sasuke.
- Yo, que festa, hein? – disse Kakashi animado.
- Oh, Kakashi-sensei! – exclamou Naruto – Vamos tomar Nabunda?
- Isso mesmo! A patrocinadora oficial da série Icha Icha! – exclamou Jiraya já embriagado.
- Não obrigado. Não costumo fazer essas coisas masoquistas... Peraí... Você disse patrocinadora da série Icha Icha?! – perguntou Kakashi interessado.
- Isso mesmo! – gritaram os três.
- É... Acho que vou aceitar um pouco! – disse feliz se aproximando da garrafa.
- Kakashi! – exclamou Iruka irritado – Não viemos para isso!
- Deixa de ser chato, Iruka-sensei. – reclamou Sasuke – Venha beber um pouco também...
- É só um golinho... – pediu Kakashi.
- Lembre o que viemos fazer aqui!
Kakashi suspirou.
- É, é... Você tem razão...
- Garotos, - começou Iruka preocupado - vocês não acham que estão passando um pouco dos limites?
- De forma alguma. Estamos comemorando a libertação deles! – exclamou Jiraya.
- Libertação? – quis saber Iruka.
- Das mulheres. – disse Naruto fechando os olhos – Elas não merecem o que fazemos por elas.
- São todas umas falsas. – falou Sasuke.
- E ingratas! – completou Jiraya.
Iruka olhou sem entender para o grupo que bebia sem parar e depois para o companheiro ao seu lado. Diferentemente dele, Kakashi parecia estar entendendo a situação. Assumindo uma atitude mais severa, aproximou-se de Naruto e falou:
- Beber não vai mudar a situação, Naruto. Quando você acordar amanhã, ainda vai lembrar da Hinata.
A expressão de Naruto mudou totalmente. De risonha e meio patética, tornou-se sombria e irritada. Perdendo o controle dos seus atos, jogou a garrafa que estava na mão contra Kakashi, que desviou sem dificuldade. A garrafa se espatifou na parede, respingando por todos os cantos.
- Nunca mais quero ouvir falar sobre isso! – rosnou ele.
- Vai ser difícil. Ela é a líder do clã mais importante de Konoha... – lembrou seu antigo professor.
- Ela e o clã dela podem se danar que eu não estou nem aí! Não quero mais saber dela!
- Isso é realmente verdade?
Naruto encarou Kakashi por um tempo. As lágrimas voltaram imediatamente aos seus olhos.
- Por quê? – começou sentindo as lágrimas rolarem – Por que você fez isso comigo Hinata? FINGIDA! HIPOCRITA! FALSA! DISSIMULADA! SONSA! DUAS-CARAS! MENTIROSA! SEM CORAÇÃO! DESLEAL! TRAIÇOEIRA! VÍBORA! MALVADA! ENGANADORA! INGRATA!
Naruto terminou de falar todas as aquelas ofensas de uma vez só e com uma forte agressividade, como se tirasse um veneno mortal que o corroia por dentro. Em seu desespero, começou a socar o chão com as duas mãos. Sentia-se o pior dos homens, o mais idiota, e principalmente, o mais sozinho. Iruka não podia mais suportar vê-lo daquela forma. Ele era muito mais que um ex-aluno. Era como se fosse um filho. Por isso, não podia deixá-lo ali, naquele estado. Aproximou-se de Naruto, tocando em seu ombro.
- Naruto... Vamos...
Naruto deixou-se levar pelo seu antigo sensei sem resistência. Enquanto isso, Kakashi levantava Sasuke. Jiraya observou tudo e acabou se levantando também. Não havia nenhum traço de embriagues nele.
- O senhor não devia ter permitido isso. – criticou Kakashi.
Jiraya deu de ombros.
- Nessas horas, Kakashi, toda sanidade de um homem é esquecida. Eu garanto que eles estarão bem melhor pela manhã. Pelo menos a ressaca vai ser tão grande que nem vão lembrar de mais nada!
E caindo na risada, desapareceu.
Sakura chegou em casa se sentindo um pouco mais calma. Sabia que Iruka e Kakashi dariam um jeito de fazer aqueles dois cair na realidade. Sentia-se apreensiva. Não queria ter brigado com Sasuke. Com certeza fora isso que provocara toda a situação. Só não sabia onde Naruto se enquadrava naquilo tudo.
- E então filha, o que você resolveu?
Sua mãe a olhava preocupada. Estava vestida em um avental e segurava uma panela recém lavada.
- Kakashi-sensei e Iruka-sensei vão levá-los para casa...
- Que bom...
- É...
- Mas não entendo por que o Sasuke estava bebendo também. O Naruto é compreensível já que foi abandonado...
Sakura olhou para sua mãe surpresa.
- O Naruto? Abandonado? Como assim?
- Ué, você ainda não sabe? O Tanaka me contou que a Hinata terminou com ele...
- E porque Hinata faria isso?!
- E quem sabe? O Naruto pode ter feito alguma coisa com ela.
- De forma alguma! – rebateu Sakura – Ele seria incapaz de fazer mal a qualquer pessoa!
- Às vezes nos enganamos com as pessoas, Sakura...
- Pode até ser mãe. Mas eu não admito que a senhora se refira assim ao Naruto! Ele não fez nada, tenho certeza. Se tivesse feito, em vez de estar se embebedando, estaria tentando concertar o erro!
A senhora Haruno suspirou.
- Foi a mesma coisa que Tanaka disse...
- E se a senhora perguntar a qualquer um nessa vila vai ouvir a mesma coisa!
- Bem, eu não penso dessa forma... Mas quem sou eu né? A propósito, chegou isso pra você, lá da capital...
E tirano um envelope fechado do avental o entregou a Sakura. O coração da garota deu um salto e ficou mais acelerado. Pegou o envelope com os dedos trêmulos e correu para seu quarto.
- Que menina estranha... – falou sua mãe voltando para a cozinha.
Na segurança do seu quarto, Sakura ficou observando o envelope sem coragem de abri-lo. Teria sido mais fácil fazer aquilo em Konoha mesmo, mas não tinha coragem. Tivera que ir até a capital onde ninguém a conhecia. E agora sabia que sua angústia ia acabar ou aumentar ainda mais. Abriu o envelope e lentamente tirou o papel de dentro. Respirando fundo, desdobrou-o. E sentiu uma onda de alívio imenso invadi-la.
- Negativo... Eu não estou grávida...
E começou a chorar. Não queria contar para Sasuke que suas atitudes estranhas eram apenas seu medo de estar esperando um filho. Afinal eram tão jovens, tinha começado a namorar a tão pouco tempo... Ele com certeza ficaria feliz, mas ela estava tão insegura. Melhor não dizer nada a ele sobre o acontecido. Acabariam brigando novamente. Ele iria acusá-la de não confiar o suficiente nele. Mas devia desculpas. Sabia que naquele momento não era apropriado, mas não podia espera. Rasgou o exame e jogou na privada, dando descarga em seguida. Ninguém saberia daquilo. E saiu de casa apressadamente sem dizer a sua mãe aonde ia, dirigindo-se ao antigo bairro dos Uchiha.
Kakashi levou Sasuke até em casa sem muita dificuldade. Percorreram todo caminho em silêncio, sob os olhares surpresos dos moradores. Ao chegar em frente ao portão, Sasuke se soltou dos braços de seu antigo sensei e se segurou no portão.
- Pode deixar que eu me viro. – disse procurando a chave nos bolsos.
- Tem certeza? – perguntou Kakashi apreensivo.
- Absoluta.
- Sasuke... O Naruto eu até entendo... Essas coisas são típicas dele... Mas você... Por quê?
Sasuke encostou-se à parede e analisou Kakashi.
- E por que não? Por que eu não posso me divertir de vez enquanto?
- Isso não é diversão. É idiotice.
- Então me deixe ser um idiota...
Kakashi suspirou.
- Tudo bem Sasuke. Quando você estiver sóbrio, nós conversamos. Até mais.
E acenando, desapareceu.
Sasuke conseguiu encontrar as chaves com dificuldade, mas nem precisou delas. Quando a colocou na fechadura, o portão se abriu sozinho. Ou pelos menos assim pareceu. Mas era somente Sakura que o empurrara.
- Sasuke-kun...
Ele nem ao menos a olhou. Entrou na casa, irritado, se dirigindo logo ao banheiro. Enquanto Sasuke esfriava a cabeça, Sakura fez uma xícara de café para ele. Tinha esperança que após isso, pudesse ao menos se desculpar. Mas logo que ele voltou à cozinha, ainda de toalha, falou rudemente.
- O que você está fazendo aqui?
- Eu queria conversar com você...
- Não há o que conversar. Você deixou bem claro que não me queria mais...
- Isso não é verdade!
- Então, qual é a verdade, Sakura?
Ela o olhou, indecisa. Não queria contar o motivo de seu estresse nos últimos dias. Mas também não queria deixá-lo desconfiado. Por isso limitou-se a desviar o olhar para o chão, sem resposta.
- Você me ama, Sakura?
Ela continuou calada.
Ele se aproximou como uma cobra que ia dar o bote. Segurou-a pelos cabelos e a beijou avidamente. Sakura sentiu o gosto da bebida na boca dele e tentou se desvencilhar. Mas Sasuke era bem mais forte e a abraçou sem deixar chance de escapatória. Com o braço, ele derrubou tudo que estava em cima da mesa, deitando-a lá. Rapidamente começou a rasgar as roupas da garota sem ligar para seus protestos.
- Sasuke-kun... Não... Aqui não... Desse jeito não...
Porém, ele parecia incapaz de ouvi-la. Continuou a beijá-la descontroladamente, tocando todos os lugares, explorando com sua boca aquele corpo frágil e delicado, sem medo de deixar-se tomar por seus instintos. Sakura fechou os olhos e não parou de resistir. Enquanto chutava e batia, tentando afastá-lo, Sasuke continuava a apertá-la contra seu corpo cada vez mais forte, puxando-a para junto dele. Contudo, apesar de sua mente continuar pedindo o fim daquilo, Sakura sentia que seu corpo tremia de vontade a cada toque dele. Ele tocava seus seios e os apertava com força, fazendo com que ela protestasse, mas ele nada ouvia. E com fúria, puxou os quadris dela em direção a seu corpo que pulsava em meio ao desejo.
Fora a primeira vez que se possuíram com tanto desejo, tanta angústia, tanta violência. As unhas dela o rasgavam sem pena, toda vez que ele a penetrava com ânsia. Os gemidos que entrecortavam seus movimentos, só serviam para aumentar ainda mais aquele desejo insano que Sasuke sentia de maltratá-la, de puni-la. Ela mordeu com força seus ombros, mas isso só serviu para ele soltar um grunhido e lhe aplicar um tapa no rosto. E depois, puxou-a pelos cabelos e a beijou. E ela retribuiu. Contra a vontade, mas retribuiu.
Continuaram naquela luta de desiguais por algum tempo até que atingiram a clímax. Ao final, estavam os dois feridos e um fio de sangue corria dos lábios dela. Sakura se sentiu enojada por ter sentindo tanto prazer naquela relação indesejada.
Sasuke então caiu em si. Se afastando da mesa, ele a olhou com remorso. Sakura estava toda machucada e arqueava deitada em cima da mesa. Era difícil saber se era de dor ou prazer. Com dificuldade, ela se ergueu e o encarou de volta.
- Sim. – ela murmurou – Eu te amo. Apesar de tudo. Apesar de agora.
Sentindo-se o pior dos homens, Sasuke a abraçou. Sakura não repeliu seu toque. E surpreendeu-se ao sentir lágrimas caírem nos seus ombros. Nunca tinha visto Sasuke assim. Alisando os cabelos dele, sussurrou em seus ouvidos, ternamente, como uma mãe faria a um filho machucado:
- Esqueça. Vamos esquecer tudo. E recomeçar de novo.
Naruto acordou sentindo o sol no seu rosto. Tentou se levantar mais não conseguiu. Sua cabeça doía tanto que parecia que ia explodir. Segurou-a entre as mãos enquanto tentava lembrar o porquê daquela dor.
- Naruto, como você está?
Surpreso, virou a cabeça com dificuldade encontrando Iruka o olhando preocupado.
- Iruka-sensei... O que está fazendo no meu quarto?
- Você não está no seu quarto.
Foi então que percebeu que aquela realmente não era sua casa e sim a do seu antigo sensei. Estava vestindo um pijama que não era seu e sentiu um cheiro forte de café. Iruka o ajudou a sentar na cama.
- Tome, beba. – disse oferecendo uma xícara a ele – Está bem forte.
Aceitando de bom grado, Naruto começou a tomar lentamente o líquido amargo. Seus movimentos tinham que ser lentos e pausados, pois qualquer atitude brusca fazia sua cabeça latejar mais forte ainda.
- Aiiaiai, parece que meu cérebro vai explodir!
- E o que você esperava depois de todas aquelas garrafas? Você foi muito inconseqüente Naruto!
- Sempre sou mesmo... – falou tristemente.
-Isso não é verdade. Você já está um homem. E já deu muitas provas disso. Mas suas atitudes de ontem não condizem com a pessoa que você vinha se mostrando.
- Ontem? – perguntou confuso.
- Sim, ontem. Você dormiu um dia inteiro. Apagou antes de chegar em casa. Então decidi trazer você para cá.
- Mas há essa hora você não devia estar ensinando Iruka-sensei? – falou olhando para o relógio na cabeceira.
- Devia. Mas não podia trabalhar sabendo do seu estado.
Naruto baixou a cabeça, envergonhado. Não conseguia encarar Iruka após isso. Realmente tinha agido com um grande idiota e até levara Sasuke pelo mesmo caminho. Estava se sentindo um imbecil, um irresponsável e imaturo. A mão de Iruka pousou em seu ombro, consolando-o.
- Naruto, o Kakashi me falou o motivo de tudo.
- Eu não quero falar sobre isso Iruka-sensei...
- Mas precisa. Se você não se abrir, vai acabar se envenenando por dentro. E eu não posso permitir que você se acabe por causa dos caprichos de uma garotinha mimada!
- Como assim sensei?
- Bem, eu andei pensando junto com o Kakashi e chegamos à conclusão que Hinata só queria estar com você até a posse dela. Agora que é a líder do clã, suponho que não fique bem para ela estar com você. Tudo deve ter sido uma diversão antes de assumir aquele posto maldito.
A dor que Naruto sentiu dentro de si foi tão grande que não conseguiu manter os olhos abertos. Lembrou-se de Hinata e tudo que viveram naqueles poucos dias. Teria sido tudo apenas uma grande brincadeira? Fora usado daquela forma tão baixa?
- Naruto, me responda sinceramente: Você a ama?
Ele pensou por um momento.
- Acho que amor é uma palavra muito forte sensei. Estávamos juntos há tão pouco tempo... Mas eu realmente gosto dela...
- Não é "gostar" que eu falo. É amar mesmo.
Alguma coisa lhe dizia que ele tinha uma resposta para aquilo. Mas a dor de ser abandonado de forma tão brusca e insensível fez com que Naruto ignorasse aquela vozinha delicada que sussurrava dentro dele.
- Não. Amar acho eu não amo...
- Então não há motivo para esse desespero. Já que ela também não te ama, então fica tudo mais fácil. Esqueça-a. Existem muitas mulheres em Konoha e no mundo para você conhecer.
Era verdade. Iruka estava certo. Não podia ficar sofrendo por alguém que nem se importava com ele. Era injusto. Ele era jovem, tinha todo um caminho pela frente. Não podia ficar choramingando pelos cantos como uma criancinha. Estava na hora de colocar a vida para frente.
- Tem razão sensei. Eu não a amo. Então devo esquecer tudo e seguir em frente. Hinata que se dane. Vou continuar minha vida. O tempo não espera ninguém.
Iruka deu um sorriso.
- Isso! É exatamente assim que eu quero ver você. Agora vamos. Tome um banho que vou buscar um remédio para você. E seria bom você procurar a Hokage e pedir uma missão a ela. Ficar sem fazer nada só faz com que pensemos besteira!
Neji abriu a porta lentamente. Dentro da sala, Hinata rabiscava lentamente algumas palavras em um pergaminho oficial do clã Hyuuga. Sua expressão era indecifrável. Sem fazer barulho, ele entrou no aposento. Estavam apenas os dois.
- Hinata-sama... Mandou me chamar?
Ela levantou os olhos para ele.
- Sim Neji-nii-san... Gostaria que você levasse isso até a Hokage-sama, o mais rápido possível. – e entregou o documento sem selo a ele.
- Hinata-sama, não está selado ainda.
- Eu sei... Mas eu gostaria que você lesse-o antes que eu o lacrasse.
Desenrolando o pergaminho, Neji leu o conteúdo. A cada linha sua face adquiria uma nova expressão de surpresa.
- Hinata-sama... Tem certeza que irá fazer isso? – perguntou preocupado.
- Sim, Neji-nii-san. Eu irei.
- Mas essa é uma atitude muito extrema...
- É necessária.
Ele a encarou por um tempo. Hinata abaixou os olhos. Não queria que o primo pudesse ao menos supor os motivos daquilo. Recebendo novamente o documento, lacrou-o com o símbolo do clã e entregou de volta a Neji.
- Apenas entregue a Hokage-sama. Por favor.
- Sim.
E ele saiu apressadamente.
Tão logo se viu sozinha, Hinata tirou de dentro do quimono a foto feita no show quatro dias atrás. E ciente que não estava sendo observada, deixou uma lágrima de dor rolar silenciosamente pela face, enquanto acariciava o rosto de Naruto impresso no papel. Depois se levantou, e indo até seu quarto, guardou a foto em um lugar que ninguém acharia, lavou o rosto e saiu para novamente cumprir suas obrigações.
Aeww!!! Mais um capítulo vencido! Estamos entrando na melhor parte da fic (na minha opinião claro):D
Itachi: Joy-sama, quando vc vai me soltar? T/.\T
Joy: Quando me der vontade, agora fica aí quietinho que tenho reviews a agradecer :
Itachi: Sim sinhora ;-;
Joy: Muita gente nova mandou review essa semana e eu fiquei muito feliz com os comentarios e os elogios e...
Itachi: Elogio? Quem te elogiou? Foi um homem? Ele deu em cima de vc? EU MATO! QUEM FOI QUEM... ARGH!
Joy: (dá uma cotovelada no estômago de Itachi) Bem voltando... Como não podia deixar de ser, E-pontas, Jaque Weasley, Hyuuga Malone... Estão sempre presentes, obrigada ;D
Itachi: Não fazem nad aq a obrigaç.. humumhmu
Joy: (amordaça Itachi) Hyuuga Enzan (apareceu a margarida xD) mandou reviews também...
Itachi: (cospe a mordaça) E quem é esse? (ativa o sharingan)
Joy: (suspira) Itachi, lembra do chicote que eu tenho no armario? ¬¬
Itachi: Lembro...
Joy: Pois é, eu NÃO vou usar ele em vc se vc continuar atrapalhando ¬¬
Itachi: O.O (imediatamente fica quieto)
Joy: ... Obrigada tb a nanetys, Inoroxxxx e Kanako Sayuu... Muito obrigada!!! E até o próximo capítulo!!
Itachi: Joy-sama... E eu? ./.\.
Joy: (pega o chicote) Vamos brincar Itachi... (sorriso sádico)
Cenas a seguir censuradas
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