Olá (:

Demorei e tal, mas espero que nenhuma de vocês tenha ficado nervosa ou tido uma embolia - o que é embolia?

Bem, enfim, meu coração palpita e meu cérebro hiperventila, porque eu consegui ir à bienal no dia 21 - houve segundou round de autografos do Raphael Draccon (:

Só é triste que, mesmo tendo os três livros da Saga autografados, não estou com nenhum deles - minhas amigas fizeram a limpa nos meus filhos, digo, livros, e levaram todos para passear - os novos, pelo menos.

Ayame, obrigada pelo comentário - Concordo com praticamente tudo o que você escreveu, mas ainda acho que Kagome x Sesshoumaru tem seus méritos, quando bem escrito e com algum contexto. Espero que goste desse capítulo (:

B, Eu ri demais quando li seu comentário! Obrigada (: Morte ao Naraku, Hm. Vamos ver o que posso fazer.

Cosette, eu só consegui ir à bienal na semana seguinte, e nem curti, porque cheguei tarde e voltei supercedo. Só peguei o autógrafo nos livros e corri pra pegar o onibus de retorno! Quem é seu ex-professor? O que ele fazia por lá? Que livro ele escreveu? Ouvi dizer que Spohr bateu o record de Meg Cabot de fãs maníacos esperando pra pegar autógrafo! Espero que goste do capítulo, by the way.

Kah, que bom que você leu apesar do tumulto! Também tenho tido um ou outro tumulto, tanto que essa reta final de fanfic foi toda cheia das pausas gigantes. Mas o próximo capítulo é o último - ele vai ser postado acompanhado de prólogo. Bem, eu reli aquele trecho que você apontou e realmente foi falha minha, vou consertar assim que der tempo ._. Obrigada!

Gente, penúltimo capítulo de Ternura para vocês.

ENJOY, CAMBADA!

Ternura

Thirteenth Key

Capítulo Vinte e Um – Cegueira

"Uma vez você pediu que eu ficasse. Agora, eu quero pedir o mesmo. Você ficaria, não apenas até eu dormir, mas para sempre? A raiva não existe mais, e tudo o que me resta é te amar com todas as forças. –Miroku"

Inuyasha chegou em casa sem notar o tempo passando. Entrou no chuveiro, pronto para passar lá o tempo que fosse necessário para esquecer sua noite. O costume o traiu, não o deixando agüentar mais de quinze minutos debaixo da água.

Os sussurros no quarto de Sesshoumaru o deixaram alerta para que não entrasse lá, mesmo que sua vontade fosse perguntar se ele sabia de algo sobre Naraku. Sem saber o que fazer, distraído e confuso, ele sentou-se na cama.

Tentou lembrar-se da briga com Naraku, mas tudo o que conseguiu ver em sua mente foram os olhos magoados de Kagome. Por alguns instantes, temeu o que ela dissera.

E se nunca mais fossem os mesmos?

Sentiu-se culpado. Como pudera deixá-la lá, sozinha? De repente, um medo insano tomou conta dele. Miroku já tinha ido embora. Ela tinha ficado completamente sozinha, por culpa dele e de sua maldita incapacidade de levar os outros em consideração.

Levantou-se, pegando as chaves ao passar pela cozinha. Atravessou a rua para chegar à casa que Kagome dividia com Rin, vazia àquela hora. Provavelmente a outra voz no quarto de seu irmão era da amiga de sua namorada, o que deixava-o sozinho do lado de fora de uma casa sem ninguém.

Inuyasha procurou nos bolsos pela chave que Kagome lhe dera para emergências, mas descobriu só trazia as suas no bolso. Pensou em voltar para pegá-las, mas o medo de perder a passagem de Kagome nos cinco minutos que o separavam de sua casa o fez ficar ali.

Sem outra opção, sentou-se no degrau da entrada e pôs-se a esperar.

Kagome recusou-se a chamar um táxi ou pedir carona para algum amigo. Sabia que Rin pretendia passar a noite fora, e não queria atrapalhar Sango e Miroku por saber que aquela noite seria o momento decisivo do relacionamento deles.

Caminhou durante horas.

Seus pés deviam estar em estado deplorável, mas ela não os sentia mais depois dos primeiros quilômetros. Kagome agradeceu mentalmente por isso. O sol deu os primeiros sinais de vida quando ela chegou perto de sua casa.

Não estava pronta para voltar. A cena com Inuyasha esgotara-a por completo. A imagem de seu namorado indo embora sem dignar-lhe um olhar de despedida a deixava com um nó na garganta.

Sentia-se cega, perdida, abandonada. Será que seus amigos tinham se sentido assim quando ela partira?

Doía tanto.

Ela sentou-se na calçada diante da casa de Sango. Tinha a impressão de que Miroku a levaria para a casa dele, e estava certa. Agradeceu por isso, porque encontrá-los naquele estado faria com que ela desmoronasse. Usou a chave reserva cedida para ela e entrou na casa vazia. Usou o chuveiro de Sango sem sentir-se culpada, e chorou durante os minutos que passou no banho.

Recusava-se a pensar em Inuyasha. Não sabia se algum dia esqueceria o que ele lhe fizera ao abandoná-la, mesmo sabendo que ele já a perdoara pelo mesmo erro. Abriu a geladeira, mesmo estando sem fome. Sabia que seu organismo estava completamente exausto.

Comeu uma fruta – que não soube dizer mais tarde qual era – e pegou num armário do quarto de hóspedes as roupas que largara ali algumas semanas antes ao passar a noite conversando com a amiga.

Jogou as peças que usava no lixo – nunca mais queria vê-las. Quando se sentiu um pouco mais humana, Kagome deixou um bilhete para que Sango não pensasse que a casa tinha sido invadida e foi embora.

Seus pés voltaram a doer assim que saiu da casa, mas Kagome apenas fez uma careta e ignorou a dor. Só queria chegar em casa.

O sol já estava alto quando Inuyasha a avistou virando a rua. Parecia bem, mas extremamente cansada.

Kagome o viu também, mas ao contrário dele, não pareceu satisfeita. Parou, observando-o de longe, como se estivesse decidindo se ficava, ia em frente ou dava-lhe as costas e ia embora.

Inuyasha tinha passado as últimas horas remoendo a culpa, pensando em maneiras de pedir perdão, mas percebeu que seria inútil. Kagome resolveu ir em frente, passando direto por ele sem dirigir-lhe uma única palavra.

Ele ouviu a porta se fechar, e quis gritar de frustração. Foi até a entrada e chamou por ela.

Ouviu o clique da tranca, e percebeu que estava acabado.

O que ele tinha feito?

Inuyasha esmurrou a porta, mas Kagome não abriu ou respondeu ao seu chamado. Estava encolhida no chão como estivera no hospital, chorando. Por que as coisas nunca funcionavam entre eles? Por que tinha que ser tão complicado?

Pela primeira vez, desejou não ter voltado.

-Kagome? –ele a chamava, mas o simples som da voz de Inuyasha a deixava ainda mais perdida. –Kagome... Me desculpe. Eu estava tão perdido... Com tanta raiva.

Desistindo de bater, Inuyasha também se encostou à porta. Um de cada lado, cada um com suas mágoas.

-Liguei para o meu pai enquanto te esperava. –disse ele, fechando os olhos. –É verdade o que Naraku disse.

Ela não disse nada.

-Ele é meu irmão, e de Sesshoumaru. Anterior a ambos os casamentos de meu pai.

Silêncio.

-Eu sei que ferrei com tudo. –disse ele, tentando conter o desespero. –Sei que nunca deveria ter te abandonado, mesmo que minha mente estivesse uma confusão só. Se você nunca vai me perdoar, eu entendo, porque sei que eu mesmo não estou conseguindo. Mas se houver alguma chance – qualquer chance... Deixe-me entrar, Kagome, para tentarmos resolver isso. Não posso te perder. Não de novo.

Ele esperou durante alguns minutos, e então desistiu. Ela não abriria, e ele teria que viver com aquele peso a mais na consciência.

Quando ele estava na calçada em frente a casa, a porta se abriu.

Inuyasha teve medo de se virar para vê-la.

-Entra. –sussurrou ela, parecendo extremamente cansada. –Nós lutamos demais, não acho justo desistir agora... Que tudo se resolveu.

Com um suspiro do mais puro alívio, Inuyasha se virou.

O olhar que ela lhe dava não era de total confiança, mas era alguma coisa. Era um começo.

Ele voltou e entrou, permitindo-se sentir esperança.


O sol bateu suavemente na cama onde duas pessoas dormiam entrelaçadas. Uma delas, o homem, acordou sob a luz intensa da manhã e começou sua vigília à espera do despertar de sua companheira.

Ele sorria.

Miroku moveu-se com cuidado, até abraçar o corpo adormecido de Sango. Lembrou-se da noite anterior. Não tinham conversado ainda, mas aparentemente nenhum dos dois sentiu falta de palavras.

Ela despertou naquele momento, enquanto o sorriso dele ainda estava nos lábios.

-Acabou, não é? Toda a raiva, o ódio, a dor.

-Acabou. –disse ele. –Pelo menos para nós.

Inuyasha ainda sofreria maus bocados, se o que Naraku dissera na noite anterior fosse verdade.

-Eu sei. –e ela sabia mesmo. Imaginava como seria difícil para Inuyasha. –E então, como nós dois ficamos nessa história?

-Juntos. –respondeu ele.

-Parece bom.

-Durante todos esses anos, e naquela noite em que eu causei sua briga com Sesshoumaru, acho que deixei muitas coisas de lado. Não disse certas palavras que talvez sejam importantes para você. Sei que são para mim. –ele deslizou a mão pelos cabelos longos e escuros de Sango. –Eu disse que ficaria ao seu lado, mas não disse que a amava. Então, estou dizendo agora. Eu te amo.

Ela sorriu.

-Eu também amo você.

Miroku puxou-a para perto, dando um beijo escandaloso nos lábios de Sango. Ela riu. Era estranho ser feliz de novo, depois de todos os contratempos que tinham vivido. Era estranho estar ao lado dele, mas ao mesmo tempo era maravilhoso.

-Quase me esqueci – disse ele, enquanto escorregava uma das mãos para baixo, de maneira sugestiva. – O que é aquela moeda?

Ela deu de ombros.

-Tolice.

-Conte, sua tirana, ou eu juro que roubo suas muletas enquanto você dorme.

-Nesse caso – disse ela, olhando-o entediada – Você teria que me levar no colo.

-Vou dizer de outra maneira então. – ele sorriu. – Conte-me, minha amada tirana, e eu prometo que definitivamente roubarei suas muletas.

-Quando nós tínhamos uns quinze anos – disse ela, enfiando a cabeça no travesseiro para não ver a reação dele – você levou um bolo de uma garota e eu te levei para tomar um sorvete. Você não me deixou pagar, mas esqueceu o troco e o atendente o entregou para mim.

Os dois ficaram em silêncio durante algum tempo.

Ele a observou atentamente. Depois, sorriu. Será que havia, no mundo todo, uma mulher tão mandona, linda, inteligente e tão tolamente adorável?

Colou os lábios aos dela, pensando que a resposta era, definitivamente, um grande não.

Deixando-se ignorar a vergonha e o mundo exterior em geral naquele momento, Sango retribuiu o beijo oferecido.


Rin observava o rosto adormecido de Sesshoumaru, perguntando-se quando ele a convencera a deixar de ser cética.

Ela não acreditava em ceder, mas ali estava, na cama dele, quando queria estar na sua. Suspirou, ignorando os pensamentos confusos. Gostava dele, e por hora bastava.

Levantou-se e caminhou até o banheiro.

Sesshoumaru teria acordado com o barulho do chuveiro, se já não estivesse acordado desde muito antes dela. Sorriu, enquanto atendia ao telefone na primeira chamada.

-Sesshoumaru?

-Sim. –ele reconheceu a voz de sua secretária.

-Há uma emergência no hospital. Precisam de qualquer cirurgião disponível.

Ele desligou e começou a se vestir.

-O que foi? –Rin cruzou a porta, o banho terminado, uma toalha envolvendo o corpo pequeno. –Algum problema?

-Me desculpe. –disse ele, vestindo-se com pressa. –Emergência no hospital.

Ela se vestiu também, e despediu-se rapidamente antes que ele entrasse apressadamente no carro e fosse embora.

Sesshoumaru chegou ao hospital meia hora depois da ligação. Kouga já estava lá, o que não era uma surpresa, já que aparentemente o tratamento do irmão de Kagome seria transferido para a cidade.

Uma maca passou ladeada por enfermeiros, e eles observaram uma mulher deitada. Estranhamente, apesar dos arranhões e ferimentos aparentemente graves, ela estava consciente. Seus olhos incríveis, de um âmbar quase vermelho, olhavam distraidamente o teto.

-Nome? –perguntou Sesshoumaru, acompanhando a correria que se instalou.

-Kikuchi Kagura. –disse Kouga, correndo do outro lado da maca. –Foi um acidente feio, envolvendo o carro que ela dirigia e um muro.

-Algum outro passageiro?

Kouga olhou-o.

-Um. Kikuchi Naraku, irmão. Gravemente ferido, também na operação.

Sesshoumaru acenou com a cabeça e esqueceu-se do outro homem, aquele que já estava sendo operado em algum lugar daquele hospital.

Concentrou-se então na mulher que agonizava, ainda viva.

-Vamos ter que operá-la juntos. –disse Kouga. –Pode lidar com isso?

Sesshoumaru encarou-o, a resposta estampada nos olhos.

-Você pode até ter sido uma pessoa desprezível, Nakagawa Kouga, mas essa mulher precisa de nós dois. Além disso, apesar de tudo, você é um bom médico.

De acordo, os dois passaram por uma porta e sumiram de vista.

Kagura olhava o teto, mas não via nada. Sua mente se fixava firmemente em algum momento distante, quando ainda não estava completamente imersa naquela dor estranha.

Naraku tinha sido levado para casa, mas os ferimentos eram um pouco mais graves do que pensavam, o que apenas o tornou mais agressivo. Ela tinha marcas de unhas e mãos pelo corpo quando atendeu o telefone no dia seguinte.

-Vamos, você tem que ir a um hospital. – ela acordou-o rapidamente, e antes que Naraku protestasse estavam dentro de um carro.

Ele se sentia com menos raiva, mas não menos insatisfeito. Ignorou o cinto se segurança como sempre fazia, e percebeu que Kagura também o fez.

Ela deu a partida, dirigindo com rapidez pelo centro da cidade.

-Esse não é o caminho do hospital. –disse ele.

-Não vamos para lá agora. –observou ela, fazendo uma curva fechada.

-O que aconteceu, Kagura? –ela acendeu um cigarro, ignorando a pergunta dele. Guardou o isqueiro, um pequeno objeto elegante de ferro.

Soprando fumaça, ela acelerou um pouco mais.

-Eu decorei o apartamento dela. –disse, por fim.

Naraku começou a se sentir estranhamente desconfortável.

-Eu decorei o apartamento de Sango anos atrás. –disse Kagura . –Foi uma sorte ela não ter me reconhecido ontem. Acho que estava escuro. Sabe quem nos apresentou, Naraku? Kanna. Minha namorada. Mas você já sabia, não é? Afinal de contas, você se deu ao trabalho de jogar com ela como fez comigo. Como a convenceu a cortar os pulsos?

Definitivamente sentindo-se ameaçado, Naraku olhou para fora. Pular do carro estava fora de cogitação. As portas estavam travadas e a velocidade era enorme.

-Eu a encontrei coberta de sangue, e pensei que ela tivesse matado você. Então eu vi os braços dela e soube que era culpa sua. Venho esperando desde então. Nossa mãe morreu hoje, talvez você queira saber, foi por isso que me ligaram. Ela me disse, algum tempo atrás, que aconteceria. E me mandou também investigar seu passado. Descobri coisas interessantes.

Ela tragou o cigarro mais uma vez e continuou.

-Não somos irmãos, não é, seu filho da puta? –ela não o olhava, o que levava Naraku a acreditar que Kagura sabia exatamente o que fazia. E que faria uma loucura. –Você me controlou todo esse tempo me fazendo pensar que eu era um lixo por dormir com meu irmão. Você matou Bankotsu e meu pai.

Naraku avançou, tentando tirar o volante das aos dela, mas Kagura apertou a ponta do cigarro contra um de seus olhos sem piscar.

-Cacete, fica quieto! –ele gritou de dor, e ela o empurrou com força contra o vidro da janela. –Eu apanhei de você ontem e fiz menos barulho. Você os matou, não é? Eu pensei que fosse mesmo isso. Bem, vamos continuar a história. Não somos irmãos, você matou pessoas que eu amava e fez Kanna tentar suicídio. Detalhe interessante, Naraku: Eu encontrei a faca. Pensei em usá-la para matar você, mas achei que seria muito pouco. Quando você foi buscar Kikyou, eu te segui.

Ele congelou.

-Ah, agora você entendeu.

Kagura sorriu. Um sorriso cheio de ódio e felicidade. Porque daquela vez ele não sairia vivo.

-Queria que você reconhecesse meu carro e soubesse quem o estava matando, mas não deu certo. No fim das contas, nunca prestou atenção, não é? Eu o joguei no lago depois de derrotar você no que faz de melhor. –ela se sentia de repente poderosa. Carregava nas mãos o poder sobre a vida e morte do homem no banco do passageiro. –Afinal, a polícia desconfiaria se meu carro sumisse logo depois do seu acidente. Fiz uma cópia idêntica, mas mesmo assim você não percebeu.

O olho sangrava. Naraku sentiu o desespero chegar até a garganta e o engoliu de volta. Ela era covarde. Ela não faria nada.

-Mas no final das contas, você não conseguiu, não é? Eu estou vivo. Agora pare esse carro.

Ela gargalhou. Muito mais do que seu amor-próprio, Naraku tinha tirado também boa parte de sua sanidade. Kagura apenas riu alto, enquanto acelerava mais.

-Acha mesmo que eu vou parar agora? Naraku... Você tem que morrer. Eu sei de tudo. Tudo! Acha mesmo que o fato de ser filho bastardo do pai de Inuyasha lhe dá o direito de acabar com tudo o que ele tem? Se sua mãe era uma vadia, não é culpa de ninguém.

Quando ele levou as mãos ao seu pescoço, Kagura usou novamente o cigarro aceso. Daquela vez, ela forçou-o para dentro da boca de Naraku, fazendo-o gritar.

-Quem diria que eu tive medo de um homem patético como você durante tanto tempo.

Ela virou. Tinham chegado a uma rua deserta num bairro privilegiado.

-Termina aqui, Naraku. Você vai morrer, e nunca vai poder dizer a Inuyasha o quanto o prejudicou. Suas glórias vão ser enterradas com você, e comigo. Sabe da melhor?

Ele não respondeu. Tentava desesperadamente abrir a porta.

-A melhor parte é que você perdeu.


Sesshoumaru trabalhava em silêncio, com Kouga a seu lado, ambos lutando pela vida da mulher na mesa de operação. A tensão no ar poderia ser cortada com um bisturi, mas eles estavam ocupados demais salvando Kagura.

Uma enfermeira entrou.

-Precisamos de outro médico na sala ao lado. O paciente está tendo uma hemorragia.

Eles trocaram um olhar, e Sesshoumaru fez um sinal para Kouga.

-Pode ir.

-Não, você sabe que ela precisa de nós dois.

A enfermeira ficou parada, esperando pela decisão dos dois.

Eles se encararam por um longo segundo, e então Sesshoumaru virou-se para ela.

-Não podemos sair daqui.

-Aquele homem vai morrer. –disse ela, mesmo que soubesse que a decisão era a mais lógica.

-E essa mulher vai sobreviver. –disse Kouga, voltando a trabalhar. –É assim que deve ser.

Sesshoumaru também voltou a atenção para Kagura. Enquanto ele trabalhava, absorto em salvar uma vida, seu irmão morria na sala ao lado.