Sobre este ser o último capítulo: bullshit!
Eu o escrevi e ficou enoooooorme, por isso decidi dividir em dois. Mas antes de postar o outro, quero ver a reação de vocês num intervalo de dois dias... muhuhahahaha
Vamos as reviews:
JuuJuh: Não me mate de novo, pois estendi a fic mais uma vez, mas agora não demorarei para postar, prometo u.u E sobre o "final feliz": parece clichê, mas esses casais estão merecendo um pouco dele né u.u hahaha Você não vai se decepcionar, promise o/ Agora as outras fanfics eu realmente não tenho uma data para começar a postar. Na verdade, eu tenho que tira-las da mente e joga-las para o papel ainda... Então não tenho previsão de novas fics para agora T.T
Yogoto: Opa, obrigada pela review! Acho que nunca vi você por aqui não, mas é um prazer, mesmo que seja já no finalzinho ): Mas aposto que vai aproveitar muito do fic ainda assim o/
Vamos ao capítulo o/
Cap XXI
– Fico grato por você ter parado de dar uma de Bela Adormecida e finalmente ter acordado – manteve o sorriso.
– Isso foi uma piada? Uma piada saindo da boca de Sesshoumaru Taisho? – Rin disse sarcástica.
– Foi mais uma reclamação sarcasticamente divertida.
– Você sempre deixando tudo mais sério não é? – a menina deu uma breve risada.
– Eu contei os dias para falar contigo novamente – ele cortou a risada dela com esta frase tocante.
– E quantos dias esperou? – a menina realmente queria saber, principalmente para calcular quanto tempo esteve ali naquela cama de hospital.
– Exatos 20 dias... – olhou para o relógio – 18 horas e 37 minutos – voltou a olhar para sua amada, orgulhoso de sua resposta bem objetiva.
– Nossa, quanto tempo... – de repente a menina arregalou os olhos e pôs as mãos na cabeça – Ah, não! Porcaria!
– O que foi? – ele perguntou preocupado.
– A prova! A sua maldita prova!
Na mesma hora Sesshoumaru começou a rir. Sua gargalhada discreta chegou a irritar a moça.
– Tá rindo de quê?! Eu não estou brincando! – ela segurou nos ombros dele quase que por impulso.
– Você vai fazer a segunda chamada... – afirmou enquanto recuperava sua expressão típica de quando estava com Rin – Era inevitável não faltar, já que você estava em estado crítico. Por isso, a universidade vai permitir que faça a prova. Inclusive, os alunos participaram dessa decisão e praticamente exigiram que sua segunda chamada fosse aprovada.
– Sério? Pensei que eles fossem me odiar e querer mais que eu repetisse...
– Eles sabiam que seu caso nem de longe era um favor meu só porque já estivemos juntos
– Menos mal...
Ficaram em silêncio. Rin deu esta "trégua" ao Sesshoumaru porque ele acompanhou seu estado todos os dias no hospital. Portanto, era notável que ele queria saber se tudo estava bem simplesmente ao falar com ela. Ainda assim, não podia evitar a bagunça que ele causava em seu coração quando estava tão perto.
– Você sabe o que aconteceu para eu estar aqui? – ela perguntou enquanto remexia algumas frutas e escolhia uma uva para comer.
– Houve um incêndio no seu apartamento, por vazamento de gás e alguns vestígios de produto inflamável pela casa– ele começou, ajeitando-se na cadeira – você foi a mais exposta à explosão já que estava mais perto do forno, onde havia mais gás acumulado. Porém, sua irmã foi a que mais teve problemas, e está tendo até agora...
– Como assim? O que houve com ela? Como está o bebê? Eu quero vê-la! – a menina já tentava se levantar da cama, mas foi impedida pela bandeja que estava em seu colo e pelas mãos firmes de seu amado sobre suas pernas.
– Você não pode sair, mas pode ouvir tudo o que vem acontecendo.
– Por favor... – respondeu já se acomodando novamente na cama para livrar-se das perigosas mãos dele.
– Oh, desculpe – ele as tirou – sobre sua irmã: ela inalou muita fumaça num período crítico de gravidez, por isso, tiveram que recorrer à cirurgia de parto e ao coma induzido. O parto deu certo e o bebê nasceu prematuro, mas bem. Só que Kagome não mais acordou do coma...
– Ela... Ela morreu? – na mesma hora a menina largou a comida.
– Ela ainda está em coma, sem nenhum sinal vital, mas ainda não morreu... – ele tentava dizer de um modo delicado, pois sabia qual seria o impacto disto em sua Rin.
Rin pôs a bandeja na mesa e deitou-se de lado na cama, ignorando Sesshoumaru. As lágrimas começaram a descer descontroladas por seu rosto e seu olhar era vago, na direção da parede branca e fria. Assim estava e assim ficaria até que pudesse ver sua irmã sorrindo e bem viva, na sua frente.
– Rin... – ele pousou as mãos na bochecha molhada da jovem e a limpou. Logo inclinou seu corpo um pouco sobre o dela para envolvê-la num abraço terno – Você tem que ser forte.
X-X-X-X-X
– Então isso tudo que aconteceu: o incêndio, você e Sesshoumaru nos salvando, o coma... Aconteceu há três semanas? – a mulher dizia com a voz um pouco fraca, mas disposta.
Inuyasha respondeu afirmando com a cabeça, enquanto mantinha sua amada em seus braços e seus lábios praticamente nos dela – Mais um beijo para eu acreditar que você finalmente acordou.
– Mas esse é o séti... – sua frase foi interrompida por mais um beijo saboroso de saudades.
Após cessá-lo, o hanyou abriu os olhos já sorrindo, por estar com a mulher mais importante de sua vida ali, viva, linda e sua.
– Será que eu posso ver meus pequenos agora que já matou a saudade? – Kagome indagava sorridente.
– Ken está com a avó e Kaito com Sango e Miroku lá em casa – ele respondeu entre selinhos longos – Eles tem me ajudado muito com as crianças desde que esteve ausente.
– Eles estão aqui, é? – Kagome dizia num tom de voz suave enquanto correspondia aos beijos relâmpagos – Então eles estão sabendo de tudo?
– Claro, vieram todos para cá quando souberam do incêndio, mas Kanna e Kohaku tiveram que voltar para amparar seus tios. Sango decidiu ficar porque Rin ainda está internada e eu não fazia ideia de como acalmar o bebê quando ele sentia cólicas. Ela sempre consegue, daria uma excelente mãe.
– Eu sei, ela sempre teve esse extinto materno. E Miroku é doido por crianças, não vejo a hora de eles terem os deles! – os olhos da mulher brilharam com a hipótese – mas isso não diminuiu em nada minha vontade de ver meus dois pequenos.
– Assim que puder, trago o Ken para você ver, mas o Kaito ainda é muito pequeno para frequentar esse ambiente. – Inuyasha pegou seu smartphone e entregou a Kagome – Por enquanto se contente com estas fotos.
Ao ver o rosto de seu filho, sorriu de ponta a ponta. Ele era tão parecido com ela e ao mesmo tempo tão parecido com Inuyasha. Pelo menos o que ela mais queria aconteceu: ele era saudável e tinha os mesmos olhos caramelados de seu pai.
– Meu bebê... – balbuciou enquanto acariciava inutilmente a tela do celular.
– Nosso bebê – o hanyou novamente a aconchegou em seus braços e compartilhou o momento com sua amada.
X-X-X-X-X
Algumas semanas se passaram depois que Kagome acordou. Apesar de ainda estar internada, havia mudado de quarto e estava prestes a receber alta, assim como sua irmã, que passava por últimos exames para confirmar que o milagre de não ter tido nenhuma sequela realmente acontecera. Tudo era alegria para os Taisho e também para a família das meninas. Porém, não podiam deixar que o incêndio passasse em claro: a investigação da polícia sobre o ocorrido estava cada vez mais perto da verdade.
– De fato, esse incêndio foi forjado por alguém. Deduzimos que tenha uma segunda pessoa, já que o tempo em que o apartamento ficou livre não seria o suficiente para uma só espalhar tanto produto inflamável assim – um policial ajeitava os óculos escuros enquanto conversava com Sesshoumaru e Inuyasha.
Os dois se entreolharam e era visível na expressão facial de Inuyasha que ele poderia saber os dois causadores.
– Foram Kouga e Kikyou – ele disse tentando conter a raiva.
– Quem são essas pessoas de quem desconfia, senhor Taisho? – era impressão ou os policiais, humanos, estavam tratando o hanyou muito bem?
– Kouga é um youkai, ex-namorado de Kagome, que nunca se conformou com o término deles – os punhos dele cerraram ao falar.
– E Kikyou é a mãe de meu filho mais velho, também minha ex, inconformada. Mas ela é mais que isso... – agora o hanyou mirou seriamente o policial – Ela alimenta um ódio tão grande por Kagome que foi capaz de usar o próprio filho para tentar levar vantagem sobre ela.
– Não duvido nada de que tenham sido esses dois – Sesshoumaru complementou – Eles viviam se falando, pois Kouga não saia do telefone com ela. Presenciei muito isso na faculdade.
– Entendo – o funcionário começou a anotar as pistas num pequeno bloco – Vamos procurá-los.
– Obrigado por nos ajudar a fazer justiça – o hanyou agradeceu, com um sorriso e um aperto de mão – é bom saber que podemos contar com humanos às vezes.
– Eu soube o que fizeram por aquelas mulheres, portanto, podem contar sempre comigo – o policial retribuiu o aperto de mão e cumprimentou também Sesshoumaru – Eu acho que o mundo precisa de mais youkais como vocês.
– E de mais humanos como você também – o sério daiyoukai respondeu.
X-X-X-X-X
Kikyou estava de frente para o espelho, retocando a maquiagem. Estava pronta para reconquistar o hanyou por quem era imensuravelmente obcecada.
– Sem sinais de Kagome no caminho, então é hora de entrar no jogo – assim que disse para si mesma, largou o batom na penteadeira e caminhou para a sala.
Kouga, largado no sofá, não pôde deixar de notar o quão "vestida para matar" sua parceira estava.
– Para onde vai? – perguntou.
– Ver o Inuyasha – disse já abrindo a porta.
– Você está louca? Não vai vê-lo ainda – ele entrou na frente da mulher, que ficou furiosa.
– Sai! Não me atrapalhe! – tentou, sem sucesso passar pelo youkai, que a pegou pelo braço e a jogou aonde estava sentado.
– Já falei que não! – aproximou-se da humana – Você disse para mim que não ia matar a Kagome!
– Eu não a matei de propósito! – o olhar dela dizia o contrário – Eu avisei a você que havia uma probabilidade de ela não sair viva nesse plano, baka!
– Sua mentirosa! Você a matou de propósito sim! – na mesma hora Kouga a pegou pelos ombros e a trouxe para perto.
Kikyou começou a rir timidamente até que libertou sua gargalhada mais alta.
– Ela não ia voltar para você de qualquer jeito... Eu te fiz um favor, pelo menos o Inuyasha não vai estar mais a roubando de você – conteve seu deboche.
– Maldita! – jogou-a novamente no sofá – Minha vontade é de te matar!
– Não tenho medo de você – olhou friamente para ele.
– Mas devia ter.
Naquele momento, a campainha tocou.
– Quem é? – Kouga gritou mal-humorado – Esses porteiros não servem para nada mesmo, deixam qualquer um subir...
Quando abriu a porta, deu de cara com dois agentes da polícia.
– Senhor Kouga Yase?
– Sim?
– Vamos até a delegacia, precisamos de um depoimento seu.
Kikyou, no mesmo instante, levantou-se e abraçou o youkai por trás, querendo disfarçar diante da situação.
– O que está acontecendo? – perguntou a mulher, inocentemente.
– Quem é a senhorita? – o segundo policial perguntou.
– Kikyou Chinyuki
– A senhorita também vem conosco.
X-X-X-X-X
– São esses elementos que viu escalar a varanda do apartamento, senhor? – um dos agentes perguntou.
Numa sala reservada da delegacia, estavam Kikyou, Kouga, um homem de meia idade, um policial e o delegado. A mulher atirava um olhar ameaçador para o homem que se dizia testemunha da explosão forjada no apartamento de Kagome e Rin. De alguma forma, Kikyou queria intimidá-lo para não acabar atrás das grades.
– Sim, são esses dois – mesmo receoso, a testemunha admitiu.
– Impossível, delegado! – Kikyou exclamou com um sorriso debochado no rosto – Você acha mesmo que eu iria perder meu tempo escalando um prédio para cometer um crime desse e correr o risco de ser presa?
– Exatamente! – Kouga incentivou a mentira – E eu sou um youkai, poderia matar qualquer humano de uma forma muito mais fácil.
Quando o delegado ia se pronunciar a respeito, mais um agente entrou na sala e pôs alguns papéis na mesa.
– Esse é o resultado da perícia no apartamento, delegado Banks.
– Interessante... – Banks intercalava o olhar entre os papéis e os suspeitos – Acho que já resolvemos o caso. Pode prendê-los.
Kouga e Kikyou se entreolharam, como se tivessem algo em mente, e levantaram de suas cadeiras. O youkai a pegou pela cintura e correu para a janela mais próxima. Apenas com um chute conseguiu quebrar a janela e pegar impulso para correr em alta velocidade para fora dali. Enquanto corria, Kikyou ajeitou-se em suas costas e o dava as coordenadas:
– Vire a próxima esquerda e passe por cima dos carros na avenida principal – ela apontava – com esse trânsito eles jamais nos alcançarão por aqui.
Ele obedeceu e logo conseguiram despistar os carros da polícia. Porém, o barulho de dois helicópteros se aproximando foi escutado pelo youkai que mudou a direção pela qual Kikyou queria ir.
– Seu baka! Por ai não! – ela gritou nos ouvidos dele.
– Para de gritar ou eu te largo aqui mesmo! – respondeu no mesmo tom – Eles estão mandando helicópteros, nós precisamos mudar nossa rota!
– Vamos para o apartamento do Inuyasha
– Você pirou? Isso não é hora de... – foi interrompido
– Cala a boca e vai logo para lá! Eu tenho um plano! – ela agarrou mais firme nos ombros de Kouga para que ele acelerasse.
A verdade era que ela não tinha plano algum, mas não podia deixar que todo seu esforço para ficar com seu amado fosse em vão. Ela não seria presa, preferia morrer. Preferia morrer e levar Inuyasha junto, e era isso que iria fazer. Seus olhos lacrimejaram como resultado do desespero e da euforia que a dominava naquele momento. Não fazia ideia de como todo esse plano iria funcionar, mas ele tinha que funcionar.
X-X-X-X-X
Sango estava na cozinha do apartamento de Inuyasha, preparando o jantar, até que ouviu o choro delicado de Kaito. Secou as mãos molhadas no pano de prato e correu até o berço.
– Olá, meu querido – embalou o menino em seus braços, admirando a forma como logo deixou de chorar e ficou a olhando – Tirou um soninho bom?
Sem Sango perceber, Miroku entrou no quarto e ficou apoiado na porta.
– Você está com fome, é? – balançou o pequeno – A prima vai pegar uma mamadeira deliciosa para o neném mais lindo do mundo.
O bebê começou a mexer os bracinhos, animado, dando um breve sorriso vazio para a prima.
– Você sorriu! Você sorriu pela primeira vez! – quando ela foi em direção à porta para contar para Miroku a novidade, esbarrou no peitoral dele – Opa, você está aqui. Viu o que ele fez?
O rapaz, encantado com a felicidade da amada, sorriu e acenou positivamente com a cabeça. Olhou para o bebê no colo dela e alisou sua bochecha.
– Ela é tão linda que você não resistiu, não é? – agora acariciava a barriga da criança – Mas ela já tem dono, viu, rapazinho?
– Você é um bobo, sabia? – sorriu para seu noivo, que lhe deu um selinho demorado.
– Você quer que eu cuide do jantar para ficar com ele? – perguntou o rapaz.
– Faria isso por mim? – também perguntou a moça.
– Tá vendo só, Kai? Estou compactuando com o fato de ela me trocar por você numa boa, só quero ver se vai ter recompensa depois – beijou a testa dos dois e foi para a cozinha.
– Ele não perde por esperar a surpresa que nós temos para contar para ele, não é, Kai? – sussurrou na direção do bebê depois que Miroku saiu.
Miroku chegou à cozinha e ficou estático. Kikyou e Kouga entravam, neste mesmo instante, pela janela. Quando perceberam sua presença, o rapaz pegou a faca qual Sango cortava a cebola e apontou na direção deles.
– O que estão fazendo aqui? Saiam já! – falou um pouco baixo para não chamar a atenção de sua noiva.
– O que você está fazendo aqui? Quem é você afinal? – a mulher desceu das costas de Kouga e correu para a sala – Inuyasha, cadê você? Inuyasha!
Sango logo ouviu a voz feminina e foi para a sala, curiosa perguntou:
– Quem está aí, Miroku? – quando ela chegou com o bebê no colo, parou os passos e o segurou firme.
Na porta da cozinha estava Kouga mantendo Miroku de refém com a mesma faca que antes estava em sua mão. Kikyou olhava para aquela criança e tentava achar alguma semelhança com a mulher que a segurava.
Notas da autora:
Até a parte dois, seus lindos!
