Descrevendo uma história:

Cap.21. – A cópia do livro.

Quando acordou já passava das três da tarde. Também, ele mal sabia que horas havia dormido. Só sabia que havia terminado o seu livro. Pegou sua maleta de dentro do armário e colocou dentro dela os dois blocos de folhas com a sua história. Guardou a sua cópia na gaveta da cômoda. Ele queria poder olhá-la e tocá-la antes de dormir. Uma vez ao dia e se tornaria parte do cotidiano. Todos os dias, ele poderia tocar o seu primeiro romance, romance verdadeiro. Seria delirante.

Ele ainda estava extasiado pelo ocorrido. Mal se agüentava de tanta felicidade. Fechou a maleta. Pegou-a e saiu de seu apartamento. Quem sabe agora ele ganhasse dinheiro suficiente para sair desse cortiço de uma vez por todas?

Isso seria maravilhoso. Mais do que maravilhoso. Seria esplêndido!

Durante o caminho todo ficou pensando no que faria quando tivesse o dinheiro em suas mãos. O que demoraria um pouco, pois só receberia a partir do momento que o livro fosse publicado. O que certamente demoraria um pouco.

Falou com a secretária e entrou rápido no escritório do irmão. Era um milagre, mas ele não estava em nenhuma reunião.

Inuyasha teve o prazer de entregar as folhas com sua história nas mãos de Sesshoumaru. Ele havia acabado antes do prazo final. Agora o seu irmão teria que beijar os seus pés.

Sesshoumaru não beijou os seus pés, como ele queria. Mas, em vez disso, continuou calado, sentado segurando as folhas do bloco e lendo. Inuyasha estava sentado na poltrona que ficava ao lado da estante de Sesshoumaru. Ele observava o escritório. Fazia tempo que ele não vinha aqui. As paredes continuavam no mesmo tom pálido, a estante era lotada de livros, atrás da mesa do meio – irmão havia uma grande janela e embaixo um baú longo e retangular com algumas coisas postas em cima, enfeites, até um troféu. Ao lado havia um frigobar. Inuyasha revirou os olhos quanto mais ele ia precisar esperar. Olhar o frigobar lhe dava fome. Sem contar que também lembrava Kagome, tão atenciosa, ajudando-o sempre. Ele balançou a cabeça, se pensasse nela lhe bateria uma culpa imensa, era melhor ficar sem pensar.

Sesshoumaru colocou o bloco sobre a mesa.

-Então? –Inuyasha quis saber.



O meio – irmão o olhou com aqueles olhos claros e enigmáticos. Parecia que lá vinha bomba. Inuyasha engoliu o seco.

-Fala logo! –ordenou.

Sesshoumaru passou a mão pelos cabelos. – Você terminou antes do prazo.

Inuyasha quase quis dar um soco nele ao ouvir essa frase, porque ela era mais do que óbvia. Mas, só acenou com a cabeça afirmando-a.

-Isso é bom. Vou por partes, o começo parece um pouco confuso, concordo, um pouco vago demais. Mas, o meio é interessante, o final, porém, não posso negar que é para um romance... Como posso dizer? Não há romance. Eles não ficam juntos.

Inuyasha não respondeu. Ele não sabia o que falar.

-Mas, no geral, está bom.

-Então? –Inuyasha estava ansioso ao extremo.

-Apesar de você ter sido anti-herói no final e não ser exatamente o que eu esperava...

Inuyasha quase teve um ataque ao ouvir isso. O que ele queria dizer com isso?

-Que cara é essa? –indagou Sesshoumaru ao ver a expressão desesperada de Inuyasha.

-Nenhuma, continue.

-... Mesmo não sendo o que eu queria a princípio, eu vou publicar. Hoje mesmo já vai ser revisado e vai começar a editar. Em um mês, eu digo em um mês, nada mais que isso, prepare-se, você vai fazer a apresentação dele para o público. – Sesshoumaru pegou o telefone, falou com a secretária rapidamente pedindo para ela mandar o livro para a revisão e edição. – Aliás, por favor, acompanhe minha secretária, ela vai te levar até os nossos designers, você vai ajudar no processo de escolha de capa, letra e tudo mais que tiver que ser feito.

A secretária entrou e arrastou Inuyasha.

Ele passou horas escolhendo capas com a equipe, pesquisando letras, olhando como era melhor o formato, as cores, e tudo mais o que tivesse que decidir.

Ele havia pensado que no mesmo dia ia ver Kagome e entregar a ela o bloco com sua história. Mas, para fazer todos os preparativos demorou cerca de duas semanas para tudo ficar ajeitado. Ele amava ver a capa preta com letras vermelhas escrito: A APOSTA, esse era o nome que havia dado ao livro na tela do computador. Achou que era o mais apropriado.

Nesses quinze dias que se seguiram, ele só havia falado com ela duas vezes por telefone. Ela dizia que estava trabalhando muito e estudando mais ainda, pois, o teste estava próximo. Faltavam um pouco menos de dois meses para ela fazer a prova e voltar a estudar.



Ele não queria atrapalhá-la, porém, no início da terceira semana, ele foi vê-la. Era uma terça-feira. Ele havia acabado de receber a notícia de que seu livro estava sendo impresso e em uma semana e meia mil cópias estariam prontas para ele estreá-lo. Ele chegou à conclusão que seria melhor contar tudo de uma vez. Ele chegou à conclusão de que Kagome merecia saber o que Inuyasha havia feito. Como ele havia sido maldoso e como ele havia usado a vida dela ao seu bel prazer. Ela precisava saber.

Ele contaria tudo. Tudo o que havia feito.

Nessas duas semanas que se passou, agora no início da terceira, ele havia pensado muito. Havia lido milhões de vezes o seu livro e da mesma forma havia pensado demais nela. Lembrava de Kagome a todo o instante. Era estranho como a falta da presença dela o incomodava. Ele a queria mais perto. Ele só não sabia explicar exatamente por que. Só sabia que deveria ser sincero com ela. E assim seria.

Assim, que chegou perto daquela praça conhecida, ele tirou o bloco que havia separado para ela da maleta e o segurou nas mãos. Aproximou-se da floricultura. Kagome estava ajeitando umas flores.

Ele olhou Kagome, as suas mãos estavam tremendo, as folhas de seu livro acompanhavam o tremelique. Ele havia decidido o que fazer. O certo. Ele faria o que era o certo.

-Oi. –ela disse ao vê-lo. –Nossa! Quanto tempo.

-Sim. Andamos um pouco ocupados, não? –ele disse nervoso. Estava se tremendo todo.

Em sua mente vinha tudo o que estava escrito naqueles papéis. Ele estava pensando em contar tudo, porém, agora estando na frente dela ele tremia.

Tremia sem parar.

-Você está passando bem? –ela perguntou com preocupação.

-Sim, estou. Deve ser porque passei noites mal dormidas, - ele deu um sorriso. –escolhendo tudo para meu livro.

-Você finalmente o terminou, deve ser gratificante! Eu estou tão feliz por você. –ela deu um sorriso doce.

-Obrigado. –ele não parava de tremer.

Ela abaixou a cabeça e continuou a mexer no arranjo. – Eu senti sua falta. –ela sussurrou.

Ele sabia que ela deveria estar vermelha da cabeça aos pés.

-Onde está Kaede? –perguntando fingindo não ter ouvido o que ela disse. Ele não queria a deixar com mais vergonha. Sem contar que não sabia exatamente o que dizer. Apesar de que, na verdade, ele também havia sentido uma saudade gigantesca. Só não tinha coragem para dizer.

-Ela foi ao médico fazer uns check-ups.



-Ela anda mal?

Kagome sorriu. –Obrigada pela preocupação. Mas, são só exames de rotina. Aliás, ela deveria ter voltado já. Estou preocupada. Ela não quis que eu a acompanhasse, ela disse que alguém tinha que tomar conta da loja.

-Realmente.

Inuyasha deu alguns passos para chegar perto de Kagome. Saber que Kaede não estava lhe dava um alívio. Mas, nada muito grande. Ele ainda se sentia mal. Seu estômago estava revirando. Ele queria contar, mas estava tremendo e fraquejando.

-Eu... –ele começou.

-O quê? –ela se virou para olhá-lo direito.

Inuyasha havia calculado errado. Havia se aproximado demais. Eles estavam tão perto. Agora era pior. Ele nunca teria essa coragem, essa audácia de falar tudo tão perto.

Como ele começaria?

"Eu te enganei. Eu te usei. Eu abusei de você. Eu usei sua vida como história. Vamos, pode me processar. Eu usei a sua vida como meio de ganhar a minha. Eu estou te expondo. Expondo toda a sua vida, os detalhes dela para todo o mundo, todos poderão ler como você foi enganada. Todos poderão ver como você é boba! Como você é ingênua e idiota ao mesmo tempo. E o pior, eu sou o melhor. Eu que venço. Eu que me dou bem. Todos os seus atos corajosos foram transformados em meus. Tudo o que você fez e eu deveria ter feito, eu pus como se eu tivesse feito. Eu me vangloriei. Eu me tornei o herói. Tudo acaba bem para mim... Eu lhe coloquei junto ao vilão. Eu a usei! Diga na minha cara que eu sou mal. Diga que eu sou cruel. Pode gritar para mim isso. Eu agüento. Eu TENHO que suportar. Por tudo o que eu fiz. Por tudo o que eu vou fazer. Eu não posso mais mudar, o papel já está sendo impresso. O livro logo vai para a prateleira da loja. Mas, eu estou mostrando antes... Antes... Para que você me odeie desde já".

Inuyasha balançou a cabeça negativamente. Ele não poderia fazer isso. Talvez, antes... Antes quando Kagome não era importante. Quando para ele Kikyou era melhor. Quando Kagome era só uma peça chave. Mas, agora, quando ele sentia falta dela, quando ele a queria por perto, fazer algo que a afastasse dele... Deus, o que ele faria?

-Você tem certeza que está bem? –ela perguntou com uma expressão preocupada.

Ele acenou com a cabeça.

Sua mente fervilhando. O que ele faria?

Diria a verdade e correria o risco dela o odiar desde já?



Deixaria para depois, para alguma hora melhor, quando ele já estivesse conformado com o fato de perdê-la?

Ou quem sabe, deixaria ver o que ocorreria.

Aliás, agora ela estava estudando tanto. Não haveria tempo algum para leituras. Trabalho e estudo, quando ela leria algo? Ela poderia acabar nem lendo e quando tudo passasse, ele poderia contar... Então, ela ia rir do que ele fez. Falar que ele era um tolo, era um bobo, um besta que deveria ter confiado nela. Kagome diria que não ligava que o importante era que tudo havia terminado bem.

Inuyasha não conseguia parar de imaginar tudo.

Afastou-se um pouco dela. Colocou aquele bloco de folhas pecaminoso sobre o balcão. Ele não teria coragem para contar.

-O que houve? Está tudo bem mesmo? –ela perguntou se aproximando dele mais uma vez.

Ela deu um sorriso para encorajá-lo a falar.

Ele viu aquele sorriso. O sorriso que lhe trazia conforto. Era ela a única quem estava perto dele sempre. Ele revirou na memória tudo o que havia acontecido. Ele havia passado tempos miseráveis, mas, com Kagome, ele havia encontrado conforto.

-Eu também senti sua falta. –ele disse sorrindo.

Ele era um fraco.

Um fracote!

Idiota!

Ele era um completo idiota.

Ridículo e fraco.

Covarde.

-Muita falta. –ele continuou. Segurou as mãos dela e a puxou ainda mais para perto de si. –Eu queria ter te visto nesses dias. Eu trabalhei tanto e queria tanto ter você por perto.

Ele podia sentir as bochechas dela queimar. Ela estava vermelha.

-Eu chegava cansado da editora e implorava para que você fizesse outra visita... Assim por acaso.

Ele estava falando a verdade.

Ele não queria acreditar.

Mas, tudo era verdade.

Esse tempo sem Kagome. A ausência dela era um tormento.

Era ela quem era mais próximo dele. Quem sempre o ajudava. Era ela quem lhe dava força. Justo quem mais fazia por ele, Inuyasha estava desdenhando, desgrenhando, aniquilando, expondo...

O que ele faria?



O livro já estava sendo impresso. Logo mil já estariam prontos. Não dava mais para voltar para trás.

Ele não tinha coragem para contar tudo o que havia feito... O que faria?

Esperaria para ver o que ia dar. Era o jeito. Só rezava que no final ela não o odiasse. Não o odiasse ainda mais por ser um completo covarde e não assumir os próprios erros.

-Eu queria você perto de mim. –murmurou ao pé do ouvido dela. Beijou-o, beijou o pescoço dela, subindo ao queixo e então a boca.

A boca. Ele nunca havia pensado sentir saudades de um beijo.

Ele havia sentido saudades de um beijo. Em que mundo ele estava? O que estava acontecendo com ele? O que era esse sentimento de culpa esmagador? O que era essa quentura dentro do seu peito? O que era essa confusão de pensamentos? Ele não sabia direito.

Mas, sabia que nada estava realmente certo.

Principalmente, o que ele estava fazendo.

Porém, naquele momento ele só queria sentir um pouco mais do calor do beijo dela.

Depois, ele ia embora. Depois, ele ia pensar no que estava fazendo. Ele havia sentido falta dela. Tanta falta.

Como fará quando ela não quiser mais seus beijos?

Como fará quando ela o rejeitar assim que descobrir toda a verdade?

O sentimento de culpa será maior do que o de dor?

Inuyasha não sabia dizer. Mas, podia jurar que a dor seria imensa.

-COF COF. –escutaram uma tosse forte e seca, ao olharem deram de cara com Kaede. Ela os olhava com uma cara de brava e ao mesmo tempo com diversão. –Ao trabalho, ao trabalho, vamos, vamos... –ela falou batendo palmas.

Inuyasha e Kagome se afastaram constrangidos.

-Eu já vou indo. –Inuyasha falou. –Foi bom te ver.

Ela deu um sorriso gigante. –Eu estou estudando muito, a prova está cada dia mais perto, mas, assim se você quiser sair, sabe como é... Comigo e... –ela corou.

Ele riu. –Bobona, claro que eu quero. Em menos de duas semanas vai ser minha palestra do livro, se você quiser ir comigo...

-Eu vou adorar.

-Eu vou indo. Bom trabalho. Bons estudos. –ele beijou a testa dela. –Bom trabalho, Kaede e cuide de sua saúde.



Kaede o olhou de relance, mas, Inuyasha podia jurar que havia visto uma tremida nos seus lábios finos, ele tinha certeza, aquilo era indício de um sorriso.

Saiu da loja feliz e voltou para casa cantarolando. Era melhor assim, ele não queria perder Kagome. Não agora que havia descoberto que havia descoberto que a presença dela fazia falta, que ele precisava a ver que ele havia entendido que era ela a pessoa que mais se importava com ele. Ele precisava dela bem perto de si.

Chegando em casa, colocou a maleta sobre a mesa, abriu a geladeira e bebeu um copo d'água gelado. Ele precisava pedir um adiantamento para Sesshoumaru ou morreria definitiva desnutrido. As suas calças já estavam caindo, ele era obrigado a usar cinto. Mesmo com Kagome o ajudando, ele havia emagrecido. Não sabia o quanto, mas, podia sentir suas calças e camisas largas.

Caminhou até a sala, abriu a maleta e não encontrou bloco algum com o escrito de seu livro.

-MEU DEUS DO CÉU! –ele gritou.

Um flashback veio em sua mente:

Afastou-se um pouco dela. Colocou aquele bloco de folhas pecaminoso sobre o balcão. Ele não teria coragem para contar.

-O que houve? Está tudo bem mesmo? –ela perguntou se aproximando dele mais uma vez.

Ele escancarou sua boca, abriu-a o máximo que pode, seu queixo caiu, ele colocou as mãos sobre a cabeça. –Eu não acredito! –berrou.

Ele havia deixado as folhas na floricultura.

Provavelmente Kagome já havia o pego.

Ele não acreditava.

Ele... Como ele podia ser tão BURRO?

BURRO!
BURRO!

Como ele podia ter esquecido a cópia do livro lá? Justo agora que havia decidido não contra nada!

Ele era inacreditavelmente idiota.

O que ele faria agora?

Esperava?

Ah, não!



Inuyasha saiu de seu apartamento, fechou a porta e saiu correndo, ele tinha que parar Kagome. Aliás, como ele poderia ter sido mais burro ainda de chamá-la para a palestra de seu livro? Ela não podia saber nada dele, mas agora, pelo jeito, ela saberia tudo... Ele estava encrencado.

Kaede pediu a ajuda de Kagome para carregar uns vasos para dentro da loja, pois logo fechariam. Quando Kagome pegou o último vaso que estava plantado um pé de copo de leite ela viu alguém que ela não queria ver... Ela só queria apagá-lo de vez de sua mente.

-Kouga... –ela murmurou.

Ele sorriu ao vê-la. –Kagome, finalmente.

-O que você quer? -ela perguntou brava. Ela havia o visto só no dia que foi fazer a matrícula para a prova, aquela alegria dele, tão estranha naquele dia... Ela havia torcido para ele sumir. Sem contar que havia sonhado com ele há pouco tempo, isso a deixava com mais raiva. Ainda mais sabendo que fora ele o responsável por sua atitude perante Inuyasha, as lições dele que fizeram dar uma chance a Inuyasha e esperar a resposta. Mas, ela não queria o ver. Não agora que ia tão bem com Inuyasha. Ainda mais no mesmo dia. Por que ela tinha que vê-lo sempre após ver Inuyasha? O que era isso...? Ele parecia adivinhar. Trazendo de volta toda a sua dor. Como se ele quisesse mostrar a ela que não podia ser feliz. Que Kagome nunca encontraria a felicidade plena. Esfregando na cara dela que ela tinha um laço com ele ainda. Mostrando-a que ela estava presa a um passado conturbado e doloroso.

-Eu queria te ver. –ele murmurou timidamente.

Ele parecia tão covarde. Tão mínimo.

-Eu não vou pedir para que suma. –ela entrou na loja com o vaso nas mãos. Kaede estava lá dentro. "Ainda bem" pensou. –Eu cansei de não ser ouvida.

-Kagome, eu queria conversar com você.

-Você não tem mais nada para falar comigo.

-Eu preciso falar com você. Eu preciso mesmo. Eu preciso explicar tudo o que houve e...

-CHEGA! –ela berrou. –Eu não suporto mais essa história. Você não entende? O que eu tenho que fazer para você entender? Eu quero uma chance de ser feliz.

-Eu vou dá-la. Só me deixa falar...

-Não! Eu não quero. Vá embora! Vá!

-Eu fiquei tão feliz de te ver como era antes...

-... Antes de você me destruir. –ela completou a frase dele com amargura.



Ele se calou.

Kagome colocou o vaso sobre o chão. –Vá embora. Eu não vou pedir mais uma vez. Ou eu me retiro.

Ela esperou, ele não se mexeu. Então, ela tirou o avental.

-Kaede eu vou indo. –berrou e saiu da floricultura. –Não volte mais aqui. –disse a Kouga antes de sair andando.

Ele a viu ir embora. Mais uma vez ir embora. Ele abaixou a cabeça derrotado. Estava cansado, mas, precisava conversar. Como ele se arrependia de tudo o que fez.

Levantou a cabeça era melhor ir embora. Era provável que Kaede aparecesse logo, Kagome havia gritado tanto que era impossível não ter ouvido. Foi nesse instante que viu um bloco de folhas no balcão. Pegou-o e o folheou, depois, voltou à capa viu que o escrito era Inuyasha, virou a página e viu uma sinopse.

Hugo é um jovem endividado que faz uma aposta para conseguir salvar a sua família dessa situação de dívida e perigo. Porém, essa aposta envolve situações não tão delicadas. Ele precisa afastar Karen, uma menina que se veste de maneira brega e tem uma aparência horrível, da irmã, Karina, para que assim Severo (a pessoa que faz a aposta com Hugo) tenha caminho livre para encantar Karina de uma vez por todas. Entretanto, nesse mar de desenhos geométricos amorosos, o plano de Hugo pode ser extremamente arriscado. Sem pensar muito Hugo engana a jovem Karen para que assim proteja a sua família de males que Severo possa vir a provocar. Enquanto, ele vai fazendo isso, ele descobre a triste história dela, uma garota que foi traída pelo noivo junto à melhor amiga. Hugo vai descobrir novos sentimentos, quais nunca pensou sentir.

Uma história de amor com muita intriga e com um final inusitado.

Colocou o bloco novamente no balcão. O que era essa história? Então, começou a pensar... Um cara que usa uma menina que se veste de maneira brega e tem uma irmã... Isso seria coincidência demais? Ainda mais sendo traída por o noivo com a melhor amiga.

Kagome se vestia de maneira brega e tinha Kikyou como irmã, e foi traída por Kouga e Ayame. As duas começavam com K o nome também. Hugo começava com H, mas, tinha som de vogal como Inuyasha.

Ele havia entendido tudo. Como Inuyasha era esperto.

Ele pegou as folhas novamente. Vasculhou-o a história, achou um tão de Kaled que poderia ser muito bem Kouga e uma Aline que era com certeza a Ayame. Ele tinha em mãos uma nova versão da história de Kagome. Algo não cheirava bem. Inuyasha tinha sido esperto. Mas, será que Kouga não poderia ser ainda mais esperto?



Algo tão descarado assim... Kagome não parecia ter lido isso. Ou será que ela havia aprovado tudo isso? Toda essa história de bibliografar a sua história? A sua vida. Expondo-a. Era tão incrível isso.

Kouga concluiu uma coisa: Essa era a sua chance. Desta vez, era ele quem ganharia.

Era ele quem mostraria a Kagome a verdadeira face desse cão.

Kouga riu. Ele tinha plena certeza que tinha a vitória em suas mãos.

Antes de Kaede aparecer ele foi embora. Ele leria essa história e a transformaria no pior pesadelo de Inuyasha.

Inuyasha chegou ofegante a floricultura. Kaede já estava fechando as portas.

-Oi. A Kagome onde está?

-Ela já foi faz horas.

-Você viu se ela estava com algum papel?

-Não.

-Não havia nenhum papel sobre o balcão?

-Não, eu acabei de limpar o balcão e não havia nada mesmo. Por quê? Estou estranhando isso...

-Nada. Eu pensei ter esquecido algo aqui, mas, acho que não.

Kaede terminou de fechar as portas, acenou um adeus e foi embora.

Inuyasha sentou na sarjeta observando Kaede ir embora, assim que ela virou a primeira esquina. Ele gritou. Berrou desesperadamente.

-Eu estou completamente ferrado. –observou puxando os próprios cabelos.

Era claro que Kagome estava com o seu livro.

O que ele faria?

Esse era o fim.

Continua...

Nota: Pessoal a Cosette avisou, e agora vocês podem ler os comentários! Desculpa o transtorno

Oi povo que eu adoro por demais! Como vão?Espero que todos bem.

Eu estava lendo sobre a lei do Senador numa comunidade do Orkut chamada Traduções de Livros. Se eu não me engano a lei foi aprovada, mas, houve umas modificações que excluem fansubbers e fanfics, algo assim. Não lembro bem. Mas, vamos ver no que dá. Precisamos esclarecer isso melhor. Enquanto, nada é completamente esclarecido eu vou desafiando um pouco a lei (risada má).

Gente lembra-se do meu blog?

Dani-i (ponto) blospot (ponto) com



Então, entrem lá, postei minha primeira história com personagens meus e não foi daquela história antiga não! Outra sinopse, achei essa história mais engraçada e mais romântica, então, entrem e me faça feliz, por favor!

Olhem a sinopse:

Sinopse:
Nádia Novaes é uma simples técnica de enfermagem, que passa todos os seus dias ajudando os enfermos de um Hospital no centro da cidade. Ela é muito dedicada ao seu trabalho e está se esforçando para poder iniciar uma faculdade de enfermagem e quem sabe até uma de medicina. Entretanto, só existe um pequeno detalhe que a proibi de ser uma verdadeira enfermeira, e não é só a falta de dinheiro, ela é completamente atrapalhada. Acaba confundindo os remédios que precisam ser dados, dá banho no paciente errado, troca às fichas médicas e tudo mais, por causa desses pequenos detalhes, ela acaba sendo despedida. No mesmo dia em que o amigo de sua amiga, o qual é o real dono de sua casa, volta e pede a casa de volta. Agora sem trabalho e nem moradia, ela precisa se virar.
Tenta a casa dos pais, mas, descobre que eles foram para uma segunda lua de mel e só voltarão em dois meses. A casa da irmã é impossível, sendo que ela tem filhos trigêmeos e na casa do irmão ela não consegue ficar em paz com a cunhada. Totalmente desesperada, abandonada e sem destino, ela se sente um verdadeiro lixo. É quando ela volta e implora para poder ficar na casa de seu senhorio, o amigo de sua amiga, Yuri Soares. Ele diz que ela pode ficar no quarto de empregadas contanto que ela pague um aluguel.
Ela aceita e pede um prazo para poder achar um emprego. Duas semanas, e só, para ela encontrar um emprego. Ela procura em muitos lugares, mas, nenhum quer aceitá-la. Então, ela vai até uma loja de doces e é contratada. Porém, ela precisa se fantasiar de urso e alegrar as crianças que entram todos os dias. Por causa disso, ela é criticada pelo filho da dona, um crítico gastrônomo que adora satirizar, Marco Aurélio Ferraz.
No meio de tantas complicações, pagamento de alugueis atrasados, um emprego caloroso e cansativo, um crítico chato e um senhorio pão-duro, além, de uma chefa muito zangada, Nádia tenta sobreviver e relutar para realizar o seu sonho de ajudar o maior número de pessoas possíveis. Ela nem ao menos percebe que aos poucos vai se encaminhando para um triângulo amoroso capaz de trazer muitas alegrias e tristezas.

Espero que gostem, por isso, ao menos, leiam o primeiro capítulo.

Eu postarei capítulos mensais. Vão ser mensais ou eu não consigo terminar a DUH.

Eu conto com o apoio de vocês.

DANI-I (PONTO) BLOGSPOT (PONTO) COM

O próximo capítulo vai demorar um pouco porque eu vou viajar novamente. Aí só semana que vem e lá para sábado ou domingo mesmo para eu postar, vou aproveitar um pouco minhas férias! Uhu!

Mas, põem ver um pouco do que vai acontecer.

Pobre Inuyasha!

Próximo capítulo...:

Kagome sentiu seus lábios pressionados com força. Em seu dedo um anel.

As mãos de Kouga apertavam-na contra ele, impulsionando o seu corpo para mais perto dele. Estava sendo esmagada, abraçada de forma sufocante.

Abriu os olhos assustada. Estava suando frio.

- Inuyasha, o que está acontecendo? –perguntou. Ele estava agindo de forma estranha.

A primeira impressão de seu livro era sua. Ele a segurou com força. Essa era a sua desgraça.

O sorriso de Kagome se apagou.

O que será que vai acontecer? O próximo capítulo, eu acho que ele vai ser extremamente emocionante.

Eu resolvi fazer algo diferente e então, inventei umas dicas para que vocês, enquanto, não chega o próximo capítulo de DUH, possam se divertir.

Dicas da Dani para as férias:

Leiam a fic dela: Protegendo Você!http (dois ponto)/www (ponto) fanfiction (ponto) net/s/4295548/7/

Vão ao blog dela e leiam a História Original: A Garota: Desordem.

Dani-i (ponto) blogspot (ponto) com

Leia os livros da Jane Austen: principalmente, Emma e Orgulho e Preconceito. Existem os filmes também.

Leiam o livro: A Menina que roubava livros.

Vejam o filme Ana e O Rei, Segundas Intenções, O Ilusionista, A Megera Domada (é antigo e tem a Elizabeth Taylor, a mulher de olhos violeta, aliás, o nome dela se escreve assim mesmo?)

Vão a um parque e façam piquenique com seus amigos (não importa a sua idade, o melhor é se divertir)

Se onde você mora está muito frio para ir a um parque com seus amigos, e você é alguém preguiçoso, como eu, chame seus amigos para comer fondue! Ou pedir pizza pelo telefone, se você não quiser ter trabalho, e alugar uns filmes, O Senhor das Armas também é bom, mas, tem violência. Se você tiver muito tempo para ver veja E o vento levou... (é um clássico e é lindo, a versão colorida cansa menos do que a em preto e branco). OU se você preferir uma comédia romântica aconselho Bridget Jones, tem o livro também e é muito legal os dois. O Amor é cego é legal também.

Se você gosta de aventura veja e leia Harry Potter, ou quem sabe Nárnia, ou os dois. Caso você não tenha preconceito nem um nem com outro.

Eu gostei de Eu sou a Lenda, é um pouco suspense, bem leve, super divertido.

Eu nunca vi, mas me disseram que é bom: Ps, eu te amo, para quem gosta de romance. Eu não sei a história direito, mas, existe o livro, quem quiser eu posso passá-lo digitalizado, eu ainda não o li, não sei se é bom. Só me passar o e-mail.

Se você gosta de romance e coisas tristes, veja Um amor para recordar, eu gostei tanto, achei tão lindo. O nome do livro em que foi baseado é Um momento inesquecível, eu ainda não o li, mas, tenho o e-book, qualquer coisa, só me passar o e-mail pedindo que eu mando.

Agora se você gosta de vampiros, aconselho Entrevista com um vampiro e A Rainha dos condenados, mas, por favor, não assistam um que chamaClã dos Vampiros, não é bom, é chato!

Essas são as dicas da Dani, façam bom proveito.

Se você tem mais alguma dica, me passe que eu transmito a todos no próximo capítulo.

Agora eu vou responder os comentários, quais me fazem tão feliz. Obrigada pessoal!

Lilermen. – Oi, tudo bom?

Que isso, você mereceu! Esse capítulo não foi tão rápido, é provável que o próximo demore ainda mais porque eu vou viajar. Curtir um pouco as férias em outro ambiente. Sesshoumaru gostou do resultado final, agora Inuyasha não tem mais como voltar atrás o livro está sendo editado e impresso já. Não há mais como ele desistir de tudo. O Inuyasha acabou se deixando levar pela euforia de terminar o seu livro. Ele também queria contar tudo a Kagome, porém, ele desistiu e a cópia do livro está nas mãos de Kouga. E só agora ele pensou realmente na reação de Kagome, ele está encrencado. Aposto que nem Inuyasha pensou que tudo ficaria assim. É, eu escolhi o título para dar um susto, é sempre bom um pouco. A continuação vai demorar um pouco, então, siga as dicas da Dani, localizada ali em cima e claro, leia Protegendo Você (http (dois ponto)/www (ponto) fanfiction (ponto) net/s/4295548/7/) e vá ao meu blog (Dani-i (ponto) blogspot (ponto) com) ler A Garota: Desordem. Obrigada mais uma vez, beijão e até mais.

Agome chan. – Tudo beleza? Você está certa, os problemas de Inu vão começar agora que o livro acabou. Ele ainda não sabe, mas, o livro está com Kouga e isso não vai dar coisa boa, aposte. Ele só veio pensar na reação de Kagome agora e não teve coragem para contar para ela tudo, talvez, se ele contasse as coisas fossem diferentes... Ah, essa lei, eu disse lei em cima que ela foi aprovada, mas, não tenho certeza. Parece que fansubbers e fanfics estão ilesos, não sei mesmo. Você vai ou foi qual dia no AF? Eu fui no primeiro sábado. Continue lendo Protegendo Você (aliás, tem capítulo novo hoje também, só que mais tarde) e se puder, entre no meu blog e veja A Garota: Desordem é bem engraçada a história. (Dani-i (ponto) blogspot (ponto) com). Como a continuação de DUH pode demorar porque eu vou viajar, eu dei umas dicas de férias, dê uma lida lá em cima, espero ajudar e até mais, beijos.

Belle Kagome. – Oi, tudo bom? Eu vi sobre a lei numa comunidade chamada "Traduções de Livros" no Orkut. Ainda bem que está gostando da história. A parte ruim é que talvez eu demore para postar, mais eu dei umas dicas lá em cima para as férias, se quiser de uma lida, também, enquanto, demora você pode ler minha fic Protegendo Você (http (dois ponto)/www (ponto) fanfiction (ponto) net/s/4295548/7/) e ir ao meu blog (Dani-i (ponto) blogspot (ponto) com) ler A Garota: Desordem. Espero te ver aqui em breve. Muitos beijos e até.

Kaori san. – Olá, Eu estou bem e você? Os outros dois foram bem rápidos, já esse aqui demorou mais, como vou viajar o próximo vai demorar mais ainda, infelizmente, mas, como eu disse ainda tem a minha outra fic Protegendo Você (http (dois ponto)/www (ponto) fanfiction (ponto) net/s/4295548/7/) e o meu blog (Dani-i (ponto) blogspot (ponto) com) com a história A Garota: Desordem. Eu também dei umas dicas de férias se quiser, está acima, sobre a lei também. Concordo com o seu poema! Não tem sentido algum, até que até onde eu li parece que fansubbers e fanfics estão ilesos, ou algo assim. Sobre a fic, obrigada por tudo, olha pelo que tudo indica, essa história de Inuyasha e tudo mais está longe de terminar bem, ao menos que ele corra atrás do prejuízo. Obrigada mais uma vez, muitos beijos e até mais.

Cosette. – Oi! Tudo beleza? Poxa, eu fiquei triste de não lhe achar lá no AF. Eu achei a sala do Chaves, mas, nada de Cosette. Eu não vi suas plaquinhas... Bem que corremos o risco de termos passado uma do lado da outra sem perceber. De qualquer forma, da próxima vez, eu irei lhe dar o meu telefone celular e isso vai ajudar imensamente em nossa busca. Eu acho que eu sou o único ser que ainda não leu ou viu nada de Death Note, é estou precisando ver alguma coisa. Sobre a fic, exatamente o que você percebeu, cara Cosette. Kouga está com a cópia do livro em mãos e tenha certeza que isso não vai dar certo. Sim, Inuyasha escreveu o que ele almejava... Antes, não mais. Esse foi um dos erros dele. Ainda bem que você se esclareceu quanto a Kikyou. Aliás, ela logo volta à história. Sango também. Kaled foi coincidência mesmo, nunca li esses livros, mas eu os quero muito ler, muito mesmo. Só falta dim dim para comprá-los. Sou meio materialista com leitura e sempre almejo livros em minhas mãos. Eu sempre quero tocá-los. Mas valeu pela dica! Eu também dei algumas para as férias leiam-as lá em cima. Continue lendo leia Protegendo Você e vá ao meu blog (Dani-i (ponto) blogspot (ponto) com) ler A Garota: Desordem. Aliás, Protegendo Você tem capítulo novo hoje também. Obrigada por tudo, na próxima vez a gente se encontra mesmo no AF, beijão e até.

É isso pessoal.

Eu verdadeiramente espero que todos tenham gostado desse mais novo capítulo de Descrevendo uma História, aliás, eu nunca disse isso, mas, tenho que agradecer a Sissi (leiam as fics dela em: HTTP (dois pontos)/www (ponto) fanfiction (ponto) net/u/158849/Sissi) que me ajudou a escolher esse título que encaixou perfeitamente na história. Obrigada Sissi por fazer possível a Fanfic, eu sei que é quase impossível você ler isso devido aos seus árduos estudos, muito boa sorte, você vai ser uma médica maravilhosa.

E obrigada a todos vocês que lêem a minha fic e a torna possível. Sem os comentários de todos, eu não daria continuação alguma a fanfic.

Espero que possam me dar apoio com Protegendo Você e A Garota: Desordem da mesma forma que me dão com Descrevendo uma História.

Boa semana a todos, semana que vem, assim que possível, eu estou de volta.

Beijos