OI, GENTES LINDAS!

Você pensaram que eu tinha morrido né? MEN-TI-RA!

Tudo trollação!

Sei que desapareci um pouco ( um pouco – hahahahahah – olha eu fazendo comédias agora!), mas a vida está muito corrida. Fiquei um tempo com bloqueio, mas a verdade é que eu estou trabalhando muito mais do que eu vinha trabalhando nos últimos anos, e a carga horária mais extensa exige demais de mim. Eu queria muito manter o ritmo que eu coloquei nas férias, porque até mesmo para escrever era melhor, mas não estou conseguindo. Sinto muito.

Nesse meio tempo, também comecei a me dedicar a um projeto pessoal que está me realizando muito, mas que também exige tempo. Só queria que entendessem que não é preguiça, nem estou deixando de postar porque estou ocupada demais com minha água de côco na praia. É só minha vida de pobre assalariada, mesmo!

MAAAAAS queria aproveitar e dizer que a fic da Nat King está no capítulo 14, que é o meu favorito (até agora). Eu simplesmente amo a Helga Parks, e o Draco, além de lindo e mal-humorado (a-do-ro!), TOMA O MESMO SABOR DE CHÁ QUE EU!

AI, QUE EU SABIA QUE TINHA UM PEZINHO NA RIQUEZA!

Confiram, que vale muito a pena! (tire os espaços):

w w w . s / / 1 4 / s

P.S: Esse capítulo é dedicado à Nat King, e eu resolvi postá-lo hoje (plena segunda-feira, me MATAAAAAAAAAA) para celebrar sua fofolindice ninjafodástica, entre outras coisas...


Capítulo 21

How Long Will I Love You

How long will I love you?
As long as stars are above you
And longer if I can

How long will I need you?
As long as the seasons need to
Follow their plan

How long will I be with you?
As long as the sea is bound to
Wash upon the sand

How long will I want you?
As long as you want me to
And longer by far

How long will I hold you?
As long as your father told you
As long as you can

How long will I give to you?
As long as I live through you
However long you say

How long will I love you?
As long as stars are above you
And longer if I may


Ginevra´s POV

Passei a mão sobre o tecido do vestido mais uma vez.

Analisei minha aparência em geral. O colar que Draco me dera – duas vezes. Os brincos de brilhantes, simples. O vestido era apropriado, embora mais largo do que eu estava acostumada a usar. Eu não me sentia tão confortável, embora o decote fosse suave, porque eu sabia que meus seios haviam aumentado.

Passei a mão por sobre a barriga, segurando o tecido com os braços como se fosse um cinto.

Não daria para esconder a minha gravidez em breve.

Ouvi uma leve batida na porta.

-Entre – convidei.

Narcissa entrou em meu quarto com um sorriso enorme, e um belo vestido negro.

-Você está linda – cumprimentei.

Ela caminhou até mim, de mãos estendidas.

-Você também está, querida.

Me olhei uma última vez, para me certificar de que tudo estava em seu devido lugar. Eu estava ansiosa, apesar de não ver Draco há apenas alguns dias. Minhas mãos suavam.

Narcissa olhou meu reflexo no espelho.

-Esse é o único que ainda me serve – mencionei.

-Como foi que eu a deixei chegar a este ponto? – Narcissa pareceu ultrajada por alguns segundos. – Parece que teremos de fazer compras muito em breve.

Seu sorriso entusiasmado foi seguido pelo meu.

-Mais em breve do que parece – respondi, me virando.

Deixei que minha sogra visse o zíper, que não fecharia até o topo.

-Ah, querida! – sorriu ela. – Deixe-me ajudá-la!

Narcissa usou sua varinha para criar um transpassado na parte superior do vestido. Usei uma fita de cetim cor de pêssego com que eu tinha preso o cabelo para amarrar.

-Você sabe costurar – mencionei, com algum divertimento.

-Eu costumava gostar de costurar – respondeu ela, com os olhos ainda presos ao meu vestido. – Nem mesmo sei por que parei.

-Talvez cuidar de Draco e Lucius tenha ocupado todo o seu tempo? – sugeri.

Ela riu. – Talvez. Uma casa, filho e marido tomam uma porção de tempo. Reestruturar toda a sociedade bruxa, também.

Ela me olhou de esguelha.

Ela estava me cumprimentando, mas não acho que eu merecia seu elogio. Não acho que o que vinha acontecendo fosse mérito exclusivamente meu, assim como não acreditava que eu merecia todo o destaque e os louros que me atribuíam. E eu não acreditava porque tinha um bom motivo para isso.

Eu me conhecia.

Sorri para Narcissa.

-Minha mãe também gostava de costurar – comentei, inconscientemente trazendo à tona o que havia na minha mente.

-E você? – perguntou ela. – O que você gosta de fazer?

Abri a boca para responder, e me surpreendi subitamente sem resposta. Narcissa havia me posto em cheque.

O que eu gostava de fazer? Essa era a questão, não era?

-Eu gosto de passar algum tempo com as crianças, no orfanato – respondi, com um suspiro. – Gosto de cuidar das tarefas diárias de casa. Gosto de ler. Gosto de cozinhar. Gosto de tomar chá ao ar livre. Gosto da sensação de liberdade.

-Deve haver algo de que você goste mais do que tudo isso junto, não? – perguntou ela.

Pensei por alguns segundos. Um sorriso involuntário veio ao meu rosto ao mesmo tempo em que eu encontrava a resposta.

-Gosto de provocar Draco – respondi, passando a mão sobre meu ventre.

-Aí está! – disse Narcissa, com um beijo suave em meu rosto. – Desde que não deixe de fazer isso, posso assegurá-la de que tudo estará bem. Mesmo que, eventualmente, você deixe de fazer algo de que costumava gostar.

Narcissa me ajudou a me virar para ver seu trabalho. É óbvio que estava perfeito, como tudo o mais que ela fazia.

-Está perfeito. Obrigada – agradeci.

-Por nada, querida. Como sempre – ela sorriu.

-Não fica brava por eu dizer que gosto de provocar Draco?- questionei.

Narcissa me olhou com espanto.

-Porque ficaria? – retrucou ela.

-Ele é seu filho, sabe? – respondi.

-Ah, eu conheço meus homens muito bem, Ginevra. Posso assegurar que, se fosse de outra forma, Draco morreria de tédio. – Narcissa pegou minha capa, sobre minha cama, e a colocou sobre meus ombros. – E também não é como se Draco fosse uma pessoa literal.

Suspirei.

-Como estou? – perguntei.

-Você está adorável – respondeu ela.

-Então acho que estou pronta.

Comecei a caminhar em direção à porta, mas parei ao notar que Narcissa não me acompanhava.

Me virei para ela, e havia aquele brilho de inteligência profundamente aguçada em seus olhos.

-Algo errado? – perguntei.

Ela caminhou até mim, e acariciou meu rosto com delicadeza.

-Você sabe que não vai poder esconder sua gravidez para sempre, não sabe? – havia um tom de pesar em sua voz.

Eu sabia que estava fazendo isso. Eu estava me escondendo. Estava escondendo minha condição com vestidos cada vez menos justos. Mas eu tinha minhas razões para tanto.

Assenti, incapaz de falar.

-Não há problema em se preservar, Ginevra – mencionou Narcissa. – Só quero ter certeza de que isto não vai magoar a você mesma.

-Eu... só não quero magoar ninguém – confessei.

-Algumas vezes, é inevitável magoar alguém – aconselhou ela. – Você tem que decidir apenas a quem você suportaria magoar. E quanto.

Claro que ela estava certa. Eu não estava escondendo minha gravidez apenas para me preservar. Eu estava me escondendo para preservar minha família do bombardeio da imprensa- que eu sabia que aconteceria em algum momento.

Mas isso estava me magoando. E eu sabia que poderia magoar a Draco também.

E, no fim, não faria diferença. Eu ainda teria um filho. E toda a sociedade bruxa saberia.

Sorri para ela.

-Vamos? – questionou Narcissa, recuperando seu entusiasmo.

-Vamos – respondi, recuperando minha ansiedade em ver Draco, e empurrando para as margens da minha consciência todas as preocupações que eu tinha concernentes à minha família.

-Merlin sabe o que aqueles dois vão aprontar se não estivermos lá para recepcioná-los!

-É verdade – concordei. – Por que os homens não sabem esperar?

Narcissa sorriu. –Me avise se algum dia souber a resposta a essa pergunta. Estarei interessadíssima em ouvir.

Nossa risada ecoou em meu quarto, enquanto eu puxava a porta e deixava o cômodo.


Draco´s POV

-Eu detesto trens – respondi, com mau-humor.

-Você costumava gostar de viajar de trem – meu pai rebateu. – Você dizia que ia a Hogwarts apenas pelo passeio de trem!

-Mas isso era antes.

-Antes do que? – perguntou meu pai com um sorriso.

É claro que ele estava se divertindo às minhas custas.

-Antes de o trem me fazer demorar duas horas para chegar em casa!

Meu pai começou a rir. Isso – RIR. Alto.

Cruzei os braços com força sobre o peito, e fixei os olhos em algum ponto do lado de fora da janela.

-Você sabe por que estamos voltando de trem, Draco – explicou ele, ainda com aquele bom humor estranho.

-Por que essa é uma viagem de negócios – recitei. –E tínhamos de passar na França.

-Isso – confirmou ele.

-Poderíamos ter aparatado na França – murmurei, óbvio.

-Eu desisto – disse meu pai, olhando em seu relógio de forma teatral. – Você já está sendo pateticamente irritante há exatamente uma hora e quarenta e cinco minutos! Continue reclamando por mais quinze minutos, e estaremos em casa. Tenho certeza de que Ginevra vai adorar ouvi-lo insistir em seu mau-humor.

Senti minha expressão se modificar à mera menção do nome de Ginevra. Meu pai percebeu, e eu odiei isso.

-Que seja.

Tudo estava coberto de neve, o que dificultava a localização. Era uma visão agradável, mas eu não podia dizer onde estávamos com toda a planície coberta de gelo.

Demorou menos do que meu mau-humor fez parecer, e muito mais do que seria aceitável. Quando o trem diminuiu a marcha com seu eventual apito, eu já estava prestes a abandonar a cautela e a saltar trem afora.

Eu sabia que não era lógico. Eu havia visto Ginevra há exatos seis dias, no meu aniversário. Mas eu precisava vê-la, e me certificar de que ela e meu filho estavam bem. Eu precisava tocá-la, e só assim eu me tranquilizaria do seu bem estar.

O tempo parecia mais longo e tedioso quando ela não estava por perto.

Segurei minha pasta, assim como meu pai, e tentei deixar minha expressão menos aberta. A ansiedade fazia meu coração bater mais forte, e meu rosto ficar mais transparente.

Desci do trem antes de meu pai, incapaz de esperá-lo.

Ginevra estava parada em frente a uma pilastra, de braços dados com minha mãe. Engraçado como eu me lembrava de cada detalhe do rosto dela, mas ainda assim ela me pareceu mais bonita do que eu já a havia visto.

Ela usava uma capa cor de pêssego, que deixava sua pele ainda mais suave e clara. Seu cabelo adquiria um tom ainda mais intenso de vermelho, e suas bochechas estavam vermelhas devido ao vento frio. Ela estava absolutamente adorável.

Mas, assim que tentei dar o primeiro passo, uma chuva de flashes me cegou.

-Senhor Malfoy, pode nos dar um posicionamento sobre as negociações de exportação com a Rússia?

Essa frase foi repetida uma centena de vezes por vozes diferentes ao meu redor. Cogitei sinceramente explodir todos eles, e quem mais se colocasse em meu caminho até Ginevra.

Mas senti a presença imponente de meu pai, atrás de mim, mais do que pude ver. Na minha cabeça, eu podia inclusive ouvir sua voz.

"Você é um Malfoy. Aja como tal!"

Nunca antes ser um Malfoy havia exigido tanto.

Respirei fundo, e tentei limpar minha mente.

-As negociações foram difíceis, mas os cavalheiros da Rússia fizeram suas propostas com propriedade. Tivemos bons argumentos, e creio que as relações Britânicas com a Rússia permanecerão em bons termos por um longo tempo!

-E quais foram os termos, Senhor Malfoy? – perguntou outra voz, que não fiz questão de saber a quem pertencia.

-É claro que todos os termos e as propostas serão divulgados, mas em outro momento. Precisamos analisar seriamente as propostas antes de tomarmos um posicionamento definitivo.

Mais uma chuva de flashes, e vozes indistintas fazendo perguntas que eu não queria ouvir.

-Há rumores de que a Senhora Malfoy esteja visitando um asilo com frequência – começou outro. – O Senhor aprova o projeto escolhido por ela?

-Minha esposa não precisa da minha aprovação – respondi, e dessa vez não pude evitar de voltar meus olhos até o lugar em que ela estava. – Ginevra é uma mulher sensata e inteligente, e me sinto honrado em poder apoiá-la em um projeto tão grandioso, que claramente beneficia à toda a nossa sociedade.

Tentei me mover, mas era impossível com toda aquela gente ao meu redor. Minha impaciência ameaçava explodir.

-Mas a Senhora Malfoy é ainda muito jovem – mencionou outro. – O Senhor não acha que é arriscado permitir que ela tome decisões tão importantes?

Voltei minha atenção para o homem atarracado à minha frente. Acho que não contive minha expressão muito bem, a julgar pelo modo com que ele pareceu surpreso.

-Novamente, Ginevra é muito sensata e inteligente. Confio plenamente em sua capacidade bem como em suas decisões.

Meu discurso foi pontuado por alguma agressividade, mas não me importei.

Pena que o homem atarracado não se conteve.

-Mas não é arriscado que a juventude dela acabe se transformando em imprudência? – questionou ele.

-Tanto quanto é arriscado deixar que alguém com uma mentalidade tão atrasada faça perguntas – rebati.

Por algum motivo, seu comentário acerca da capacidade de Ginevra me deixou mais irado do que se ele tivesse me confrontado pessoalmente.

Mas a minha pequena grosseria deixou-os atordoados, e me aproveitei dessa pequena deixa.

-Com licença, cavalheiros.

Atravessei o mar de pessoas, ainda ouvindo os estalidos das máquinas fotográficas. Mas nada se comparava ao ribombar do meu próprio coração.

Caminhei a passos largos até onde minha mãe e minha esposa me esperavam. Eu podia sentir minhas mãos úmidas de impaciência para poder tocá-la. Uma pequena nota de frustração se ergueu em minha mente quando fui obrigado a lembrar a mim mesmo que não poderia envolvê-la como gostaria.

Minha mãe estava mais próxima, e a beijei na bochecha suavemente. Em seguida, minha mão se encontrou com a de Ginevra, e ela pressionou minha mão com força.

Eu queria beijá-la ali mesmo. Que se dane ser um Malfoy! Que se dane o código de comportamento, ou mil anos de tradições! Eu não me importava.

Abandonei a pasta no chão, sem cuidado, e envolvi seu rosto com a mão que me sobrava. Senti sua respiração morna em meu rosto – eu quase podia sentir o gosto de sua boca. Eu queria tanto beijá-la que chegava a doer, de uma forma estranha.

Mas os flashes continuaram a explodir à nossa volta, me trazendo de volta à realidade do que era ser um Malfoy.

Beijei sua testa, mesmo que este não fosse o meu desejo, e a senti sorrir enquanto eu acariciava seu rosto.

-Você está adorável – comentei.

-Gentileza sua – agradeceu ela.

Nossas mãos continuavam fortemente presas uma à outra, quando meu pai se anunciou.

Contra toda a minha vontade, saí do caminho de meu pai para que ele pudesse cumprimentar Ginevra. Me afastei gentilmente, me posicionando atrás dela, mas mantendo minhas mãos sobre seus ombros.

Percebi que só tomei conhecimento da amplitude do que era ser um Malfoy quando Ginevra entrou em minha vida.


Ginevra´s POV

Senti o peso das mãos de Draco sobre os meus ombros, como um conforto.

-Como está, querida? – perguntou Lucius.

-Muito bem, obrigada – respondi, notando que Lucius lançava olhares engraçados a Draco a cada poucos segundos. – Espero que a viagem tenha sido agradável.

Lucius voltou a olhar para Draco.

-Terrivelmente dolorosa, eu diria – respondeu Lucius com um sorriso. – Nunca antes considerei com tanta seriedade arrancar minhas próprias orelhas.

Senti meu estômago afundar. Pensei em Draco e Lucius sozinhos durante o tratamento, e toda a dor que Draco deve ter sentido. Inconscientemente comecei a me culpar por não ter insistido mais em ir com Draco.

-O que aconteceu? – questionei, insegura, com medo do que ouviria e, ao mesmo tempo, sem conseguir me impedir.

-Descobri que seu marido tem um talento inato que me era desconhecido – respondeu Lucius. Seu comentário foi acompanhado de um sorriso que me tranquilizou. Percebi que ele não falava a sério.

Suspirei, aliviada, e pronta para entrar no jogo.

-Um talento? Que talento? – perguntei, voltando meu olhar para Draco, que estava carrancudo.

-Seu marido, nosso querido Draco, consegue reclamar ininterruptamente durante duas horas!

-Não! – murmurei, fingindo estar em choque.

-E esse não é o pior – continuou Lucius. – O pior é que ele consegue centenas de argumentos diferentes para reclamar da mesma coisa!

Comecei a rir, incapaz de me conter. Mas uma saraivada de flashes explodiu, me lembrando o quanto estávamos expostos, e me contive.

-Como esposa leal, devo defender meu marido – respondi. A expressão triunfal no rosto de Draco foi cômica. – Devo mencionar que já conhecia esse talento.

-Já conhecia? – Narcissa perguntou, tentando esconder seu divertimento de Draco.

-Sim. Eu estava na estufa quando a famigerada Petty Parker explodiu um visgo-do-diabo.

-Você estava? – perguntou Draco.

-Estava – assenti, lentamente.

-E qual o problema? – perguntou Lucius.

-Qual o problema? – repeti. – Você não simplesmente suja as roupas de Draco Malfoy com baba de visgo e fica por isso mesmo! O ouvi falar disso por semanas! Todos no castelo ouviram.

Lucius e Narcissa riram.

-Mas eu poderia saber o que causou tamanho desgosto? – perguntei, esperando uma resposta de Draco.

Mas foi Lucius quem respondeu.

-A viagem de trem.

-Mas eu pensei que você gostasse de viajar de trem? – voltei a me dirigir para Draco, que se limitou a sorrir sarcasticamente.

-Todos pensávamos – comentou Lucius.

Senti Draco apertar minha mão ainda mais forte.

-Bem, agora que sabemos que você sabe melhor do que nós mesmos onde se meteu, não tenho mais receio em deixá-la com o resmungão ali – mencionou Lucius.

-Pensei que fossemos tomar o café da tarde juntos? – questionei.

-Eu certamente adoraria – respondeu Lucius. – Mas tenho algumas coisas para fazer e preciso da ajuda de Narcissa. Só ela sabe onde ficam meus chinelos de dormir, e como convencer a Ásia a importar mais pedras preciosas.

-Eu compreendo – assenti.

-Além disso, meus ouvidos estão um pouco dormentes. Tenho certeza de que Draco se sentirá mais confortável em reclamar de toda a viagem para você.

-Muita consideração de sua parte, pai – pontuou Draco.

-De nada – Lucius sorriu. – Agora, se não se importam, eu gostaria de descansar um pouco.

-Claro – respondi, impedindo a resposta malcriada que eu sabia que Draco estava prestes a dar. – Jantamos amanhã, então?

-Com certeza – respondeu Narcissa. –E vamos combinar o melhor horário para irmos ao Beco Diagonal.

-Espero sua coruja - sorri para ela.

Lucius e Narcissa se despediram de nós com um beijo na bochecha, cada um. Depois, seguiram o caminho através das plataformas até o local onde poderiam embarcar na carruagem.

Draco me estendeu o braço, e me apoiei nele. Meu coração batia tão forte quanto costumava bater quanto eu entrava em campo para jogar contra a Sonserina. O que era irônico.

Começamos a caminhar em direção às plataformas para aparatação.

-Bem – mencionei, informalmente, notando que alguns fotógrafos nos seguiam. – Acho que não vamos pegar uma carruagem?

-Não – respondeu Draco, seu braço pressionando o meu com um pouco mais de força do que era necessário. – Não vou esperar mais quarenta minutos para chegar em casa.

Sorri por alguns segundos, até que chegamos à plataforma. Meu estômago se contorceu, sabendo o que o esperava.

Aparatar me deixava zonza e ligeiramente enjoada.

-Porque está com tanta pressa? – perguntei, tentando deixar minha voz divertida.

Mas eu estava preocupada demais com a possibilidade de ficar enjoada para soar divertida o bastante.

Respirei fundo, e fechei os olhos, me preparando. Eu ainda ouvi os sons dos flashes durante alguns segundos, antes de sentir o costumeiro puxão no umbigo e a sensação atordoante de estar sendo puxada e esticada em todas as direções.

Aparatamos em casa, e me apoiei sobre a escrivaninha do escritório por alguns segundos, respirando fundo para que o enjoo fosse embora.

Abri os olhos a tempo de ver Draco caminhando em minha direção.

Meu estômago se contorceu novamente, de uma forma totalmente diferente.

-Eu estava com pressa – respondeu ele – para fazer isso!

Ele segurou meu rosto entre suas mãos, assim como tinha feito em King´s Cross. Senti sua respiração no meu rosto, e me surpreendi com a ânsia que senti de beijar Draco. Seus lábios envolveram os meus, e senti suas mãos me livrarem da longa capa.

Draco Malfoy possuía uma maneira única de apagar todo e qualquer pensamento que eu pudesse ter em mente.


Ginevra´s POV

Permaneci parada, a exatos dez passos do portão.

Encarei A Toca com um sentimento de tristeza e alguma nostalgia, mas me surpreendi com o fato de que eu não via mais aquele lugar como a minha casa. Aquela era a casa em que eu havia crescido. Aquela era, agora, a casa dos meus pais. Mas não havia mais em mim aquele sentimento de conforto e alívio que eu costumava sentir quando chegava até aqui.

Esses sentimentos já estavam associados à visão de Malfoy Manor.

O dia estava frio, e o sol se esforçava para produzir algum calor. Eu estava bem protegida sob minha capa escura, mas confesso que desejava secretamente que o sol brilhasse com um pouco mais de força e dissipasse a angústia que eu sentia pelo que estava prestes a fazer.

Da chaminé da Toca emergia uma nuvem esbranquiçada de fumaça, que indicava que minha mãe estava fazendo uma torta, ou um pão. Meus irmãos deviam estar jogando snap explosivo na cozinha, sob protestos da minha mãe, e meu pai estaria lendo o jornal.

Eu também não sentia saudades da rotina da Toca, sempre com muito barulho, muita confusão e pouco espaço para que realmente nos víssemos uns aos outros como éramos. Eu sentia saudades das pessoas que havia deixado ali.

Caminhei, confiante, em direção ao portão.

Essa era uma atitude que eu já deveria ter tomado mas que, entretanto, eu adiara. Eu sabia que não seria agradável, mas era algo que eu tinha que fazer. Eu marcharia até a porta e, bem recepcionada ou não, eu diria aos meus pais que eu estava esperando um filho. Um filho de Draco – um Malfoy. Seria difícil, e muito provavelmente doloroso, mas era algo que eu deveria fazer para ficar com a consciência tranquila.

Eu deveria marchar até a porta de meus pais e dizer-lhes que eu havia rejeitado suas crenças e seus desejos. Eu deveria caminhar tranquilamente até a sua porta, numa bela tarde, e dizer que eu havia quebrado não apenas a lei mais sagrada que havia em nossa família – mas eu a havia rompido de tal forma que não havia mais como voltar atrás.

Eu não cheguei até a porta, todavia. Há um passo do portão, uma barreira invisível, porém intransponível, me impediu.

Estaquei, ambas as mãos espalmadas no limite imposto aos inimigos. Senti um gosto amargo na boca quando percebi que eu não seria capaz de entrar onde outrora fora a minha casa.

A barreira não deveria me impedir. Todos os Weasleys, e todos aqueles que fossem considerados amigos deveriam ser capazes de transitar por ali sem sequer notar a proteção mágica. Eu havia estado ali no dia do meu casamento, e nada havia acontecido. Agora, entretanto, eu estava exilada do lado de fora.

Todos os Weasleys.

Eu não era mais uma Weasley. Eu era uma Malfoy. Eu havia optado pelo autoexílio do meu casamento com Draco. Eu era o INIMIGO.

Eu deveria ter me sentido abalada, pensei. Mas, por algum motivo, só me pareceu lógico. Eu deveria ter esperado por isso.

Peguei minha varinha, e conjurei pena e pergaminho.

Escrevi uma mensagem curta, apoiada sobre a redoma que parecia feita de vidro. Hermione entenderia.

Esperei alguns minutos, depois de ter despachado o pequeno bilhete com um aceno da minha varinha. Minha mãe passou em frente à janela duas vezes, mas ela não olhou para fora.

Hermione apareceu alguns minutos depois. Veio dos fundos, caminhando depressa, enrolada em um casaco grosso e usando pantufas nitidamente maiores que seus pés. Deviam ser de Rony.

Suas bochechas estavam vermelhas quando se aproximou de mim, o que me fez pensar que ela deve ter corrido. Seus olhos eram receptivos, e ela tinha um brilho estranho que não costumava ter. Era como se ela tivesse crescido, embora eu tenha certeza de que ela continuava do mesmo tamanho.

-Oi, Ginny – ela sorriu.

-Olá, Hermione.

Eu podia ver sua mente trabalhando rápido, calculando as chances de que alguma coisa boa pudesse acontecer hoje.

A resposta era negativa.

-Péssima ideia. Estão todos aqui menos Percy, Bill e Harry. Sua mãe está particularmente agitada e nervosa hoje. Perdi as contas de quantas tortas ela já fez!

-O que aconteceu? – questionei.

-Ela está irritada porque Percy não apareceu. Harry e Bill foram buscá-lo, com ordens de arrastá-lo pelo cabelo se for preciso.

-É exatamente o tipo de coisa que minha mãe diria – concordei, com tristeza.

-Estão todos fingindo que não notaram que você não está aqui. Eu diria que você deveria ver isso, se não fosse patético! Obviamente, todos estão pensando em você.

-Não é aniversário de ninguém hoje – constatei, pensando melhor. – Por que estão todos aqui?

Reunir a TODOS era praticamente impossível. Em geral, só acontecia em velórios e no aniversário da Mamãe. Ela ficava particularmente psicótica quando alguém não aparecia no aniversário dela.

Hermione engoliu como se tivesse uma bola de lã ácida na garganta.

-Fleur Delacour – respondeu ela.

Precisei pensar por um minuto.

-A francesa? Do Torneio Tribruxo?

-A própria – Hermione assentiu.

-O que tem ela? – questionei, sem compreender.

-Ela e Bill vão se casar – murmurou Hermione.

Ninguém havia me convidado, é claro, porque eu não era mais uma Weasley. Eu era uma Malfoy! E minha mãe aparentemente levava o seu ódio aos Malfoy muito à sério.

Eu nem sequer me senti chateada, dessa vez, o que era surpreendente para mim mesma. Mas eu não podia me aproximar da porta da frente do lugar em que havia crescido – não ser comunicada do casamento do meu irmão não parecia algo significativo diante disso.

-Não importa – murmurei de volta. – Eu preciso falar com os meus pais.

Hermione pareceu profundamente contrariada.

-Você ouviu o que eu disse? Vai haver um casamento! E não é o SEU casamento com Harry! Percy e você não estão, Harry vai chegar a qualquer momento e estamos falando da SUA MÃE!

-Eu sei disso Hermione, e acho que tem razão. Mas não posso adiar o que tenho a dizer a eles.

Hermione suspirou.

-Bem, vá em frente – disse, me dando passagem. – Mas não me peça para fazê-la vir até aqui! Ela vai me odiar para o resto da eternidade!

-Há um motivo para que eu tenha lhe pedido esse favor, Hermione!

Ela me olhou, tentando compreender o sentido por trás das minhas palavras. Sua confusão me pareceu sincera, de forma que ergui os braços e apoiei as mãos sobre a barreira mágica.

Hermione pareceu chocada quando percebeu o que havia acontecido.

- Eu não posso entrar. Por isso preciso que chame meus pais para mim.

-Me desculpe – respondeu ela, com tristeza. – Eu...não sabia.

-Sei que estou te pedindo uma coisa difícil, em se tratando da minha mãe. Mas preciso falar com eles.

Hermione assentiu.

-Tudo bem. Vou dizer que trouxe o Bichento para fazer xixi aqui fora e que tropecei em você!

-Hermione! Eles vão odiar o pobre do gato!

-Não é como se o Rony já não culpasse o Bichento por tudo! Aliás, todo mundo sempre culpa o Bichento, agora é a minha vez. Merlin sabe que ele é perdoado mais rápido do que eu!

Hermione se virou, e começou a caminhar em direção à casa. Bichento, que eu ainda não havia notado mas que observava tudo de longe, se juntou a ela.

-Hermione? – chamei.

-Sim? – ela se virou para mim.

-Obrigada.

Hermione sorriu.

-Boa sorte!

Ela se abaixou e agarrou Bichento. O gato resmungou um pouco, mas permaneceu no colo enquanto ela entrava na cozinha da Toca.

Baixei as mãos, e esperei.

Não demorou muito para que todos os Weasleys na casa aparecessem na janela.

A porta se abriu para um enxurrada ruiva. Minha mãe na frente, como sempre liderando o grupo, seguida de perto pelo meu pai. Meus irmãos vinham atrás. Todos com expressões desconfiadas e – talvez – um pouco selvagens.

Permaneci estática, esperando que se aproximassem o suficiente para poder me ouvir. Mas, quando o fizeram, não fui capaz de pronunciar de uma vez as palavras que os aguardava. Inspirei, tentando encontrar uma forma apropriada de dizer o que tinha a dizer.

-Ginny? – disse uma voz conhecida. – Merlin, eu não te reconheci!

-Charlie – murmurei.

Para minha surpresa, Charlie estava logo atrás de meu pai, com uma expressão assombrada. Eu não o via há pelo menos dois anos!

Mas o feitiço havia sido quebrado, de forma que eu sentia que deveria me adiantar.

-Estou aqui – comecei – porque tenho uma notícia a dar.

-Vai voltar para casa, Ginny? – perguntou Rony. – Vai voltar para nós?

-Não seja estúpido, Ronald – minha mãe respondeu, antes que eu pudesse fazê-lo. –Se ela estivesse aqui para voltar para casa, a barreira não a teria impedido de chegar até nós.

Então, para meu horror, ela se virou e começou a caminhar de volta para casa.

Me senti impotente, mais do que indesejada. Tentei dizer alguma coisa, mas a voz raivosa de minha mãe me assustou.

-Pra casa, todos vocês. AGORA!

Meus irmãos começaram a se virar, um a um, e a seguir na mesma direção que ela. Todos com o mesmo olhar que me acusava cruelmente de traição. Meu pai permaneceu, parecendo dolorosamente ferido.

Se eu não dissesse agora, eu teria vindo em vão. Eu perderia a oportunidade.

Respirei fundo.

Minha mãe estava a poucos passos da porta quando disse, alto o bastante:

-Eu estou grávida!

Minha mãe estacou, e meus irmãos a imitaram. Por um segundo, eu pensei que essa informação poderia fazer a diferença. Por um segundo, eu quis pensar que as coisas ficariam bem entre nós uma vez mais.

-O que você disse? – perguntou ela, se virando lentamente com uma expressão entre ódio e nojo tão profundos que pareciam uma máscara.

-Eu estou esperando um bebê – respondi. E depois prendi minha respiração.

Até mesmo Hermione, parada à porta, parecia chocada.

-Do Malfoy? – foi Rony quem perguntou, mais uma vez. – Está esperando um filho do Malfoy?

-Sim, estou esperando um filho do meu marido. De quem mais seria, Rony?

-Como pode? – retrucou Rony.

Depois, sem esperar resposta, ele se virou e entrou em casa.

Mas meus olhos estavam pregados na minha mãe. Ela parecia estar entalada com alguma coisa. Sua expressão de fúria não tinha precedentes.

-Foi para isso que veio aqui? – gritou ela. – Para esfregar na nossa cara o quanto você nos detesta?

-Não – respondi. – Eu vim aqui porque eu não queria que vocês ficassem sabendo da minha gravidez pelo Profeta Diário.

-Bem, todos já sabemos – concluiu ela. – Pode ir agora.

-Mãe, por favor... – comecei.

-NÃO ME CHAME ASSIM!

Depois disso, ela também entrou.

Encarei meu pai por alguns segundos. A verdade é que eu não sabia o que dizer, de forma que permaneci parada sob seu olhar.

-Não acredito que esteja grávida! – disse ele.

Era diferente com ele. Enquanto minha mãe gritava e fazia questão de quebrar coisas, ele permaneceu parado, com uma expressão de dor que me magoava muito mais.

-Eu estou grávida – reafirmei.

-Do Malfoy? – questionou ele.

-Sim, de Draco – respondi.

Ele balançou a cabeça, pesaroso, e derrubou duas lágrimas.

-Eu não consigo mesmo acreditar! – confessou ele.

Eu suspirei. Só havia uma coisa que eu podia fazer para que ele finalmente acreditasse.

Puxei a capa para trás, de forma que ele pudesse ver meu vestido. Minha barriga ainda não era grande o bastante, mas não dava para confundir com peso extra.

-Você está mesmo grávida – atestou ele.

-Sim, pai. Eu estou.

Eu não sabia se aquela conversa era algum tipo de progresso ou não, então prendi a respiração e rezei para que ele continuasse falando comigo.

-Então seu casamento com Draco Malfoy não é de mentira, como sua mãe acha? – ele não me olhou quando me perguntou isso, mas por alguma razão eu senti que ele estava mais atento à essa conversa do que o habitual.

-Meu casamento não é uma mentira – afirmei.

-E você não vai voltar para casa? – e sua voz tremeu quando me perguntou isso.

-Não sem Draco – murmurei, mas ele ouviu, porque o vi assentindo lentamente.

Sem dizer mais nada, meu pai se virou e começou a caminhar em direção à porta. Senti meu coração afundando, como um navio enchendo d'água. Mas, na metade do caminho, ele parou.

Deu meia volta e retornou até mim. Senti meu coração disparar com a expectativa, mas ele parou a dois passos de onde eu estava.

-Você está feliz com ele? – perguntou.

-O que? – rebati, surpresa com seu ímpeto.

-Eu perguntei se Draco Malfoy faz você feliz – repetiu.

Assenti, lentamente.

-Mais do que Harry te fazia? – perguntou.

-Mais do que Harry jamais poderia me fazer – respondi.

Para meu total aturdimento, ele cruzou a barreira e me abraçou.

Permaneci parada, sem saber como reagir. Aquilo era exatamente o que eu queria, e eu tinha medo de respirar e descobrir que não era real.

Mas ele me afastou rápido demais.

-Vá embora. Volte para a sua casa – disse ele, com um sorriso.

E eu estava prestes a fazer isso, quando ouvi uma voz conhecida demais.

-VOCÊ ESTÁ GRÁVIDA?

Eu havia esquecido de puxar minha capa de volta, e Bill, Harry e Percy estavam parados à nossa frente, nos encarando. Mas a expressão de fúria de Harry me sobressaltou.

-VAMOS, RESPONDA, GINNY! VOCÊ ESTÁ GRÁVIDA DAQUELE BASTARDO DO MALFOY!

Meu pai olhou para mim com alguma preocupação. Bill e Percy pareciam atônitos diante da atitude irada dele. Mas eu sentia o ódio fervendo o meu sangue também.

-Eu estou grávida – respondi.

Harry começou a gargalhar, histérico. Minha mãe e meus irmãos apareceram na janela da cozinha, mas não ousaram se aproximar.

- ENTÃO VOCÊ JÁ DEIXOU ELE TE FUDER! – riu ele.

A raiva deu lugar à perplexidade diante de sua grosseria. Pisquei, enquanto ele continuava rindo e me encarando, como se esperasse uma resposta.

Meu pai olhou para mim e para meus irmãos parecendo em choque.

-Harry, meu rapaz, já chega!

-Não, não, Arthur! – Contrapôs Harry. –VAMOS OUVIR DA GINNY, AQUI, SE ELA DEIXOU OU NÃO DEIXOU O MALFOY FUDER ELA!

E ele abriu os braços na minha frente, como se fosse a minha plateia.

-Não, essa criança foi concebida através de Mitose, Potter – e eu coloquei toda a raiva que eu sentia nessa frase.

-INCRÍVEL – riu ele. –REALMENTE INCRÍVEL. PRICIPALMENTE SE CONSIDERARMOS QUE NÓS NAMORAMOS DURANTE ANOS E VOCÊ NÃO ME DEIXOU NEM CHEGAR PERTO DISSO! SEMPRE COM AQUELA SUA CONVERSA DE "EU NÃO ESTOU PRONTA".

-Eu não preciso ouvir isso – murmurei, mais para mim mesma. – Estou indo embora.

Como meu pai e meus irmãos ainda pareciam atônitos demais para falar qualquer coisa, me virei e comecei a caminhar de volta até o ponto onde eu havia aparatado.

-O QUE, JÁ VAI? – gritou Harry. – EU NÃO ENTENDO? AGORA QUE A CONVERSA ESTAVA FICANDO TÃO INTERESSANTE!

Eu não iria dizer nada. Mas, segundos antes de aparatar, as palavras escaparam de mim sem que eu pudesse controla-las:

– O que eu não consigo mesmo entender é como as pessoas não veem o grande bastardo que você é.


Ginevra´s POV

Estávamos na festa há, aproximadamente, uma hora e essa era a quinta vez que eu ia ao banheiro.

Sorri.

Girei a trava e estava prestes a sair do cubículo quando ouvi a voz da Parkinson:

-E ela é tão sem classe – comentou, com sua voz anasalada. – Porque você iria querer conhecê-la?

Abri um pouco a porta. Pansy Parkinson usava um vestido amarelo canário que fazia meus olhos arderem e deveria ser apreendido como artefato das trevas. Ninguém seria capaz de ficar bem nele, Parkinson muito menos.

Ela estava acompanhada de uma mulher estonteante, aproximadamente da minha idade e discreta demais para ser amiga dela. A mulher tinha cabelos longos, ondulados e absolutamente negros, e olhos de um azul escuro, difíceis de descrever. Sua pele era bronzeada, de um tom de moreno claro que me fez ter inveja dela.

-Porque não? – perguntou, com um sotaque diferente de tudo o que eu já havia ouvido. Era correto demais, e soava estranho.

-Bem – respondeu a Parkinson, maliciosa – todos são traidores do sangue naquela família. E eu tenho certeza de que ela usou magia das trevas para fazer com que o Draquinho se casasse com ela. De que outra forma ele me trocaria por ela?

Num minuto de distração da Parkinson, a garota girou os olhos, num sinal claro de enfado. Mas, ao fazer isso, seu olhar capturou o meu através da fresta pela qual eu as observava.

Claro que a Parkinson estivera falando de mim. Será que ela não tinha outro assunto?

-Senhorita Parkinson? – chamou a garota.

-Pode me chamar de Pansy, querida – retrucou a Parkinson, colocando a mão sobre o ombro da estranha em sinal de solidariedade.

-Pansy – concedeu a outra – se importaria de beber alguma coisa enquanto eu retoco minha maquiagem?

-Claro que não – respondeu a Parkinson, toda alegre. – Vou esperá-la ao lado da mesa de champanhe.

Parkinson deixou o banheiro quase saltitando de alegria. Mas eu notei que a garota estrangeira a havia deixado sem resposta.

Saí do cubículo, um pouco tensa por ter sido surpreendida ouvindo a conversa. Mas a garota apenas sorriu para mim:

-Ela é sempre assim? – perguntou.

-Não – respondi. – Ela costuma ser bem pior quando tem consciência de estar na minha presença.

Nós duas rimos, com cumplicidade, enquanto eu lavava minhas mãos e ela aplicava batom sobre os lábios. Notei que ela usava um anel de esmeralda no dedo anelar da mão direita, a cor da pedra combinando perfeitamente com o vestido de um ombro só.

Ela guardou o batom em sua bolsa de mão, e suspirou.

-Ela vai realmente me esperar lá, não vai? – questionou, com uma expressão de dor.

-Com certeza – retruquei.

-Sede é algo que eu não havia planejado para essa noite – comentou ela. – Acho que vou fazer amizade com os garçons.

A simplicidade e a graça de seu comentário me fizeram gostar dela instantaneamente (se, antes disso, não foi pelo fato de ela não ter simpatizado com a Parkinson, óbvio). Mas o que me chocou foi que, num lugar onde todos ressaltavam seu sangue puro e a nobreza de seu nome a todo instante, alguém disposto a fazer amizade com os garçons era inusitado e merecia todo meu respeito.

-Ginevra Malfoy – estendi a mão, que ela cumprimentou sem hesitar.

-Eu sei – ela sorriu, um pouco constrangida. - Vim do Brasil para conhecê-la, Senhora Malfoy. Eu sou Angelique Lebrun.

[SIM! SOU EU! SAMBANDO NA CARA DA SOCIEDADE BRUXA!

TODAS MORREM PORQUE A AUTORA ENTROU NA HISTÓRIA! PODE ISSO, PRODUÇÃO? rsrs]


Draco´s POV

Materraglia continuou falando sobre o carregamento da semana que vem, mas eu esperava que Ginevra saísse do banheiro.

Desde o incidente com o Potter, eu não permitia que ela estivesse fora do meu campo de vista por mais de meio minuto de cada vez. Agora, mais do que nunca, toda a minha atenção era voltada a ela.

Quando saiu do banheiro, ela estava acompanhada. Caminhava ao lado de uma garota morena, poucos centímetros mais alta do que ela, em um vestido verde que acentuava uma cintura impossivelmente fina. As duas eram opostas em beleza; Ginevra tinha pele alva e ela tinha a pele cor de bronze, ela tinha olhos claros e Ginevra tinha olhos castanhos. Mas as duas tinham cabelos que as faziam destoar em um grupo – o de Ginevra cor de vinho; e os da garota ao seu lado mais negros do que a morte.

Mas não foi isso que fez com que quase todos no salão parassem o que estavam fazendo para vê-las. Era algo singular que as duas pareciam compartilhar; como uma aura, não distinguível mas visível o bastante para fazer com que as duas se parecessem.

Ginevra e ela estavam absortas na conversa, e não perceberam a atenção imediata que receberam. Giovanni, que estava de costas, mudou de posição de forma a poder ver o que fazia meu olhar se fixar em um ponto às suas costas.

As duas se aproximaram, rindo juntas. Ginevra se colocou a meu lado, mas eu a puxei e encostei seu corpo no meu, colocando a mão sobre o ventre que se projetava para a frente.

-Draco – disse ela, ainda sorrindo para a mulher à sua frente – quero que conheça Angelique Lebrun. Ela mantém um projeto educacional para crianças carentes no Brasil.

Estendi a mão e a cumprimentei com entusiasmo. Mas não consegui dizer nada, porque a voz de Materraglia nos surpreendeu a todos:

-Lebrun? – interrogou ele, embora tenha soado como se fosse uma acusação.

Lentamente, os olhos de Angelique Lebrun se desviaram de mim para Giovanni. Ela o encarou, seus olhos se estreitando minimamente enquanto ela tentava descobrir quem ele era.

-Materraglia? – questionou ela e, a julgar pela maneira com que ela apertou um pouco os lábios, aquele não era um encontro feliz.

Materraglia a encarou com pouca discrição e muita cobiça disfarçada de desdém.

-Você cresceu, Lebrun – sorriu ele, depois de sua análise nada singela da beleza de Angelique.

-Aparentemente, o mesmo não pode ser dito sobre você – retrucou ela.

Já disse que eu gostei dela?

Ginevra pressionou minha mão uma vez, com pouca força.

-O que está fazendo aqui, Lebrun? – Giovanni quis saber, segurando o braço dela com um pouco de possessividade.

-Tentando descobrir se a educação dos Materraglia é feita por Trolls ou por duendes – respondeu ela, puxando delicadamente o braço.

-Esse lugar não é para mocinhas como você! – enunciou ele.

-Desculpe. Devo ter perdido a procuração que permitia que você decidisse o que posso ou não fazer com a minha vida – disse ela, sorrindo.

Eu já havia vivido uma centena de discussões como essa. Tenho que confessar:

É divertido!

Os dois se mediram com os olhos durante alguns minutos, até que ela pareceu recobrar a noção de estar sendo observada, e recuou.

-Desculpem – pediu, com timidez.

-Bem – continuou Ginevra, sem se abalar – Angelique iniciou um programa no Brasil que acho que poderíamos implementar, com muito potencial, no orfanato .

-Brasil? – questionei, enquanto notava que Giovanni se esforçava para parecer contrariado.

-Morei lá nos últimos seis anos – ela respondeu.

-E por que está interessada em Londres, agora? – voltei a perguntar.

Ela suspirou antes de responder.

-O projeto que montei lá já caminha praticamente sozinho. Mas meu avô quer voltar para a França, onde morávamos antes de nos mudarmos para o Brasil. Foi quando soube do leilão beneficente que as Corporações Malfoy promoveram.

-Seu nome não me é estranho – comentei.

A cor desapareceu de seu rosto, mas ela manteve a compostura e a expressão intactas.

-Ela é neta de Adamastor Lebrun – interveio Giovanni. – Filha de Nicolas e Adèle Lebrun.

Ela pressionou os lábios juntos um pouco, mas não disse nada.

Fiz um esforço para me lembrar. Adamastor Lebrun era latifundiário multimilionário e famoso por produzir os melhores queijos do mundo. Ele havia se mudado (e agora eu sabia que para o Brasil) com sua neta e herdeira única, depois que seu filho causou a morte de uma centena de crianças em uma explosão. Os boatos acusavam negligência, mas o fato nunca foi provado uma vez que Adele e Nicolas também haviam morrido no fogo, junto com quaisquer provas que poderiam haver.

-E por que seu avô quer voltar? – perguntei.

Ela não pareceu aliviada, talvez porque deva ter percebido que eu sabia exatamente quem ela era.

-As taxas e impostos no país tem sido exorbitantes, e pioram a cada ano. Principalmente sobre a agricultura, que é o ramo do meu avô. O país não produz insumos de qualidade, e importar é extremamente inviável com as políticas de exportação de países como a Inglaterra e a França. Meu avô está insatisfeito há anos, e acho que finalmente vai se render diante da crise que está destruindo o país.

Giovanni, por algum motivo, parecia ter sido atropelado por um balaço.

-Em dois dias vamos fazer uma reunião para discutir propostas de melhorias para o orfanato – comentou Ginevra – e eu ficaria muito satisfeita se pudesse comparecer.

Angelique sorriu. -Seria um grande prazer.

Giovanni se moveu, parecendo desconfortável, e me lançou um olhar fulminante. Contive um sorriso.

-Eu também convidei Giovanni – mencionei para Ginevra.

-Será um prazer, Senhor Materraglia.

–Assim podemos trabalhar e ficar fora do seu caminho enquanto vocês decidem o que é melhor para a sociedade bruxa! – completei, com o olhar de ódio de Materraglia tentando me desintegrar.

Ginevra girou os olhos nas órbitas para mim.

-E esqueci de mencionar – ela completou. – Também convidei Erick Kingston e a esposa dele, Natália. Talvez vocês possam entretê-lo enquanto Natália se junta a nós.

-Será um prazer, Senhora Malfoy – respondeu Giovanni.

Angelique lhe lançou um olhar de desprezo. Giovanni desviou os olhos rapidamente, mas seu olhar se voltava para ela a cada poucos segundos, com um lapso de discrição exorbitante.

Participar de uma discussão cheia de sarcasmo e ironia era sempre divertido. Mas nunca pensei que também fosse fonte de entretenimento para quem observava.

Aquilo era tão mais interessante do que Quadribol! Ou ir à ópera!


N/A: 35 páginas de puro orgulho Malfoy para vocês... Estou com olheiras imensas, mas estou orgulhosa.

E eu ainda estou esperando as listas de nomes da prole mais loura do mundo bruxo...

Por favor, ignorem os possíveis erros ortográficos. Estou muito cansada mesmo, e eu queria postar esse capítulo HOJE...

Vamos às reviews lindas de milênios atrás, porque a Angelique morre mas ressuscita!

Sassah Potter: OI,

Eu não desisti nem morri não! E confesso que a sua review foi uma das que me fez sentir mais vergonha do meu atraso imenso e tentar tomar vergonha na cara. Então está aí. Espero que tenha valido a pena!

: Como ser misericordioso que eu sou (AH, TAH!) ...Você não precisa ler pela quarta vez, não! Kkkkkkkkkkkkk

Amei sua review! E amei sua cobrança e ligeira ameaça (realmente muito polidas, uma finesse!) Comecei a escrever esse capítulo no dia em que li sua review...fiquei com um remorso sem precedentes pela minha demora fdp! Então posso dizer que sua ameaça valeu muito a pena!1

Como mencionei lá em cima, eu realmente estou com muita coisa e não estou conseguindo tempo para escrever. Estava me achando a Batgirl no começo do ano, e assumi muito mais compromissos do que poderia ou deveria, e agora não estou conseguindo manter... Mas é só dar uma ameaçada que eu volto, viu!

Stephanie: Ai como é bom ter gente linda e fofa se preocupando com a gente...kkkk

Eu sei que a demora foi monstro, mas o universo gosta de mim e sempre me escolhe primeiro para brincar de "vamos ter problemas" ou "quem passar mais tempo sem ter uma vida vence!"

Espero que o suspense, pelo menos, tenha acabado!

Não se preocupe – eu sei e muito bem como é não ter tempo para nada! Já fiz montes de loucuras para aguentar o ritmo, até tomar remédio para precisar dormir menos, e embora as vezes as pessoas pensem que eu não me importo ou que estou só fazendo uma coisa melhor, eu não tenho vida social nem nada – o trabalho me consome muito, mas o tempo que eu tenho é para escrever! O importante é que você não desista da fic, assim como eu não estou desistindo (demoro MILHARES DE ANOS, mas não desisto!) Espero que esteja tudo bem com você agora, e realmente lamento pela sua perda! Perder alguém é sempre muito doloroso e marcante, e as vezes a gente até se recupera, mas não deixa de doer... Quero que receba o meu carinho, mesmo a distância, e mesmo depois de tanto tempo...

Fico absurdamente honrada e satisfeita que tenha gostado, e que compartilhe da minha visão de que o crescimento dos dois é algo a ser admirado e acompanhado. Gosto dessa sensação de real, mais do que gosto de casais muito fodas que saem por aí só salvando o mundo e batendo nos bandidões, ou que são impossivelmente melosos, sem uma falhinha sequer...

Beijinhos de pão com leite condensado, que engorda mas é bom demais!

Lally Sads: Calma, que me senti importante demais agora, e vou passar até o Draco na arrogância...kkkkkkkk

Saber que você parou para ler minha fic com montes de coisas para fazer - e não eram montes quaisquer, mas um tcc - me deu um sentimento bom de importância, felicidade e orgulho aqui no peito...Acgho que vou sair voando!

Agora, saber que você está lendo APESAR de não curtir o ship...to quase me sentindo o próprio Shakespeare encarnado! AIN, que lusho!

Obrigada pela atenção e pelo carinho. Espero que não tenha desistido da fic.

Beijos de mel.

Sah Amaterasu: OI!

Fico muito feliz que esteja gostando, e que tenha achado a fic tão boa assim! Espero que possa perdoar minha demora monstruosa (ESFREGA OS PÉS, ENVERGONHADA!) e que continue seguindo, apesar da minha falta de vergonha na cara! Kkkk

Beijinhos de sonho de goiabada (gosto mais do que os outros sabores).

Lia: Me emocionei demais com sua review, menina!

Sei lá, foi uma coisa muito especial a forma como você falou que não costuma comentar, mas resolveu deixar uma review para MAA! Me senti especial. Obrigada!

Sim, eu também acho que Ginny está melhor sem a sua família. Mas É a família dela, e ela sente falta deles e os ama. Acho que eu também ficaria muito magoada se a minha família me renegasse desta forma, por isso, apesar de tudo, ela ainda insiste!

Quanto à sua dúvida: Draco tinha dezessete (ele é um ano mais velho do que a Ginny, nos livros também), de forma que ele se formou (se considerarmos que, lá, o ano letivo começa em setembro e termina em Junho. Ginny tem só dezesseis, e ainda teria um ano a mais em Hogwarts. Mas ela vai ter um bebê – e convenhamos, ela é uma Malfoy – então, estudar para quê?

Inveja da Ginny...

Beijos de cappuccino com marshmallow, que eu sou dessas!

FefsMalfoy: Nem sei muito bem o porque, mas também me apeguei muito à cena dos dois ouvindo o coração do bebê...nem era uma das minhas cenas favoritas, mas eu acabei gostando...

Hermione está ficando um pouco BADASS! Eu adoro ela, e acho que ela ainda vai acabar surpreendendo... Mas sim, ela adora o Harry e o Rony, mas isso não quer dizer que ela não veja os erros e defeitos dos dois.

Beijinhos de morango com chantilly...(deu para perceber que eu estou com fome?)

Liz Malfoy: Eu demorei ainda mais para postar esse capítulo do que o anterior...

**SE ESCONDE ATRÁS DE VASO DE PLANTA GIGANTE**

Mil desculpas pela demora, principalmente depois da sua review tão linda e do beijo do Tom Felton (li essa última parte umas quinze vezes, foi muita emoção!). Posso demorar – e eu faço isso as vezes, não por maldade, juro! – mas desistir jamais! Pode ficar ¬¬ de buenas¬¬ que depois do suquinho do Joffrey e da sua review, vou ficar bem na minha... Meu negócio é drama (Sonserina*** U-u) e não terror!

Beijinhos com gosto de Draco e calças de couro!

Eduarrdab: sabe que tem horas que nem eu aguento o Harry!

Esse capítulo, por exemplo, doeu para sair! Harry é um bruta porco grosseiro, e mesmo escrevendo sozinha, sabe que eu até fiquei constrangida! E a Molly também tem problemas para aceitar que está errada, e a Ginny possa estar feliz e bem.

Espero que não tenha desistido de esperar.

Beijos de sapo que vira príncipe! (E príncipe Malfoy, que é ainda melhor)

Franinha Malfoy: Esqueci não...olha eu aqui de novo!

Fico muito satisfeita de saber que você está acompanhando, principalmente com as minhas demoras estratosféricas! Obrigada por me cobrar e me lembrar do quanto eu amo isso tudo! Beijinhos de brigadeiro...

Juuh Malfoy: Eu passei umas duas noites bem viradas, para poder postar esse capítulo, então fiquei super feliz com os seus elogios! É tão bom quando outra pessoa gosta do que você gosta de fazer...

Eu sei que a narrativa linear seria mais fácil de acompanhar, mas eu gosto desse estilo "quebrado". Fica mais claro que o que está não é TUDO o que se passa com eles, mas apenas os momentos mais importantes, e ainda cria um suspense maior, aquela coisa de : peraê, que que tá acontecendo? Mas se você está tendo problemas para se localizar na história, então quer dizer que eu estou deixando alguma coisa passar, que estou fazendo alguma coisa errada! Vou tentar me concentrar mais nisso daqui pra frente, e colocar numa ordem mais lógica e clara...obrigada pela dica!

Não se preocupe...eu ainda termino essa fic! Não sei quando, mas eu termino! Eu queria ter mais tempo para ela (e pra mim também, já que é só uma questão de querer!), mas todo o tempo "livre" que eu tenho (ex: fila de banco ou abastecendo o carro) eu estou rascunhando alguma coisa...

Muito obrigada pelo incentivo e por acompanhar a fic! Beijinhos...

Guest: Ain, que emoção a sua review!

Harry Potter e Molly Weasley no Fantástico mundo das ilusões foi demais para mim! Comecei a rir alto, e tinha gente em volta, que ficou me olhando tipo: "fugiu de instituição de tratamento de sanidade mental", mas nem me importei, que sou louca mesmo! Sim, Harry e Molly não querem aceitar que Ginny seja diferente e saia da sombra deles, porque isso seria aceitar também que estão errados – e isso é muito difícil para os dois aceitarem!

Eu sei que demorei demais, mas espero que isso não tenha feito com que desista da fic! Eu realmente quero comemorar no último capítulo, quando todo mundo estiver lindo e Malfoy...

Affff, que eu senti ainda mais responsabilidade para escolher o nome do bebê Malfoy agora! Consultando listas de nomes incomuns e chiques do século XXI em 3,2,1...

Beijinhos de luz fluorescente!

Nat King: O que eu ainda posso falar pra você que não tenha falado antes...

Harry é um babaca! (não, mentira, já tinha falado isso antes!kkkkkkkkkk) Mas é isso aí: Harry é meio bipolar, se alterna entre achar que ainda tem o poder de mudar os pensamentos e sentimentos das pessoas (porque é O Eleito), e agir como uma criança mimada quando não consegue o que quer! Apesar de ser criação minha, eu odeeeeeeio o Harry por isso! Ele também tem momentos de autocomiseração que me deixam com o estômago embrulhado...

A Molly também é um problema! Ela se apegou demais a um sonho vago, e agora não consegue deixa-lo para trás! Não é isso que a gente mais encontra por aí: pessoas tentando nos manipular o tempo inteiro, para obter de nós o que elas querem? Ela projetou toda uma vida e sonhos sobre a filha, e não consegue perceber que as pessoas mudam; que mudar nem sempre é uma coisa ruim; e que o que serve para um pode não ser o melhor para o outro! E tem ainda a questão de que: aceitar Ginny e Draco é o mesmo que dar o braço a torcer e admitir que ela esteve errada todo esse tempo! Gosto de como as coisas não são exatamente o que parecem à primeira vista: o herói nacional tem problemas para aceitar a derrota; o protótipo da mãe perfeita que não sabe lidar com a imperfeição (diferença) dos filhos, e acaba cometendo erros tão ruins ou até piores do que aquele que sempre julgou; a falsa revoltada, que não verdade está apenas seguindo seu caminho; e o cara mau que, quando você pára para pensar bem, nem é tão mau assim...

E Hermione...AAAAAAAAAAAAAAAMO a Hermione! Super me identifico com ela, e com seu jeitinho Nerd/sabe-tudo. Ela mesma já colocou nos livros que ela tem a inteligência extremamente aguçada para conhecimentos e teorias, mas o conhecimento dela a respeito da vida amorosa e outros aspectos é muito reduzido. Gosto disso! Nem todo mundo sabe de tudo. Na verdade, ninguém tem que saber de tudo, isso é praticamente impossível! Não acredito muito naquelas personagens super fodásticas que fazem e acontecem e o cabelo nem desmancha! Porque na vida real, no fim do dia, um Leão abaixaria a cabeça se passasse do meu lado, que meu cabelo até parece ter estilo Black Power, mas só tá armado mesmo! Não vou comentar minhas olheiras de panda...

AIN...QUE EU TAMBÉM BABEI NA IDEIA DA GINNY! Quando terminei e fui reler, fiquei tipo: Nossa, eu que fiz isso mesmo? Porque eu me diverti/chorei/sofri quando cheguei nessa parte...fico pensando em como vai ser quando colocar um ponto final nessa história!

Obrigada pela dedicação, e por fugir da fiscalização e da polícia só para vir aqui ser linda! Saiba que, se precisar, SOU PILOTO DE FUGA! KKKKKKKKKKKKKKKKKKK

(JÁ ATROPELEI PORTÃO E ÔNIBUS, Ô-NI-BUS PARADO! NÃO, NÃO ESTOU BRINCANDO!)

Então, é isso! Estou te enviando muito, mas muito amor e purpurina (que nunca é demais), para você continuar sendo linda e brilhando por aí na vida das pessoas! Por favor, continue brilhando na minha!

Beijos de marshmallow em uma nuvem de fofolindice!

Madamenetsuo: Sabe quando você faz uma coisa, e não sabe se ficou bom ou não? Eu não sei! Kkkkkkkkkkkkkk Eu ameiameiamei sua review, fiquei toda empolgada porque eu chorei/ri/fiquei pulando ansiosa com esse capítulo, porque eu tinha gostado muito de escrever, mas a gente nunca sabe se alguém vai gostar de verdade!

Gosto da maneira como Ginny e Narcissa não competem. Narcissa sabe e aceita a mulher que a Ginny é, além de ser grata pela Ginny ter se oferecido para cuidar do filho dela. Ginny se espelha e apoia em Narcissa, e ambas sabem o espaço que ocupam e estão confortáveis com ele – ALÉM DE SEREM CHICS E FINAS, NÉ, PORQUE MALFOYS SÃO ASSIM!

Fiquei muito realizada que você ache que Ginny e Draco juntos seja sensual! Isso é uma coisa que é muito difícil para mim - quero que todo mundo perceba a suavidade e o carinho entre os dois, mas que também NÃO É SÓ ISSO! As vezes, me sinto bem perdida quando vou escrever uma parte mais...picante! É bom saber que você consegue perceber as nuances do relacionamento dos dois!

Eu realmente gosto de abordar uma visão mais "real" da vida e das personagens. Altruísmo é muito bonito no papel, mas quem nunca quis matar o chefe, ou aquela lambisgóia que fica dando em cima do seu namorado? As pessoas (nos livros) sempre exaltam demais o altruísmo, mas esquecem que ele está menos presente do que os demais sentimentos. E que, é claro, o egoísmo faz parte da nossa natureza – e ignorá-lo não é a solução. Precisamos aprender a lidar com ele.

Giovanni – Ah, Giovanni! Kkkkkkkk

Giovanni apareceu para mostrar um pouco de como era a vida de Draco antes de Ginny! Ambos conheciam muito bem o seu destino, e não tinham grandes expectativas amorosas. Na verdade, eles esperavam casamentos arranjados e sem emoção ou sentimento – apenas mais um item na lista, mais uma coisa a fazer, mais uma coisa pela qual seriam admirados! No começo, ele cobiçou a esposa de Draco por despeito e, claro, porque ela era bonita! Mas, à medida em que ele percebe o que realmente se passa entre Draco e Ginny, ele percebe que o que o atraiu não foi propriamente a beleza e as virtudes de Ginny – mas o que ela tinha, e o fato de que ela havia se apaixonado por alguém bem parecido com ele. Ele queria saber se iria encontrar alguém como ela, capaz de se apaixonar intensamente por um homem que tem várias imperfeições, e que não está lá muito interessado em ser perfeito – ao invés de se aproximar só por interesse.

Apesar da Ginny ter se entusiasmado com a Liz, adotá-la não estava mesmo nos planos! Ginny tem que ter um filho, né? Afinal, temos que salvar Draquinho...U-u

Hermione – sim, Hermione é mais petulante nos livros do que na fic, mas eu também quero que ela cresça, por isso é não é ninjafodástica desde o começo. Ela é um ser humano comum (embora superinteligente), e vai crescendo conforme o que enfrenta na vida. Não teria nenhuma graça se ela já começasse rainha-da-cocada/Maria-do-Bairro, até mesmo porque, ela é amiga do Harry – que é um idiota! Não daria certo. Mas ela chega lá...

Sério que você não gostou dos nomes dos elfos? Fiquei me achando a MAIS CRIATIVA do universo! Quase me fiz uma faixa! Mas não se preocupe – Ginny é boazinha com os elfos dela, e todos já vieram com esses nomes, não foi ela quem escolheu! (SEMPRE ME LEMBRO DO MONSTRO – TODO MUNDO AMA O DOBBY (EU TAMBÉM), MAS EU ADORO O MONSTRO!)

CALÇAS DE COURO – sim, eu apoio totalmente essa causa! Mas com o Draco assim dodói não rola, né! Mas não se preocupe, que eu vou providenciar um par... MUAHAHAHAHAHAHAHAHHAHAHAH ( risada extra maligna, que é pra combinar)

O que Draco e Ginny tem é muito especial – mas é calcado não apenas em amor e admiração, mas também em culpa, arrependimento, e medo. Acho que isso é que faz com que seja tão especial! Afinal, as vezes não separamos, ou não sabemos separar nossos sentimentos e como nos sentimos e posicionamos em relação às pessoas. As vezes você acha que ama alguém, mas ela só te lembra uma outra pessoa! As vezes, uma pessoa está na sua vida apenas para ocupar um espaço, mas o que você precisava mesmo era de um pai -ou um cachorro! O relacionamento dos dois é intenso, porque surgiu numa adversidade, mas tem muito mais envolvido do que apenas atração física, carinho e dedicação. Sentimentos menos nobres também contam...

AIN, QUE EU QUASE MORRI COM TODOS OS ELOGIOS QUE VC FEZ! Já estava suuuuuper emocionada lendo as suas reviews – que eu AMEI, todas e cada uma delas!- e o modo como você colocou o seu ponto de vista e entendimento! Tem horas que eu fico pensando se tem tudo isso mesmo na fic, ou se vc é que é uma leitora muito profunda! Mas o fato é que eu acho que até fiquei vermelha(mesmo sozinha), fiquei envergonhada, mas extremamente satisfeita. Talvez meu ego tenha se inflado um pouco – estilo balão. Mas só um pouco (nível Malfoy de grandeza)! A verdade é que o que você disse sobre os personagens e os diálogos – e todo o resto, para ser bem sincera!- me deixou bem arrogante, e me achando a melhor melhor do mundo. Estou tentando não deixar transparecer que estou quase me fazendo uma estátua minha mesmo para colocar no meu jardim! Mas isso é muito importante para mim – não apenas (apenas, como se fosse pouco) o apoio e a disponibilidade de vir comentar, mas também de fazer um aprofundamento tão grande e por entender como às vezes é difícil, e que eu sou só uma pessoinha, mas que estou tentando crescer no que estou fazendo!

UFA! Se você não cansou e foi fazer outra coisa até agora, muito obrigada! Mesmo, de coração! Beijos de arco-íris e balinhas de urso da lufa-lufa (que acho fofo e é gostoso!)

Beijos e muito açúcar,

Angel.