Todos os direitos vão para J. K. Rowling criadora da Saga Harry Potter
E a Rafael G. Penas, Criador das Crônicas de Hogwarts
Capítulo 21 – O Feitiço Refleto
O Natal estava perto, muitos alunos estavam arrumando as malas para passar as férias com suas famílias. Alvo, Rose e Stuart ficariam em Hogwarts porque queriam saber como era o Natal no castelo.
-Que bom que vão ficar também – disse Dereck Toger na sala comunal onde estavam apenas os Potter, Rose e Stuart. - Meus pais vão visitar meus avós e preferi ficar dessa vez.
-Vamos ver como é a festa de Natal – disse Alvo. - Papai disse que são bem divertidas
-Deve ser mesmo – concordou James.
Na manhã de Natal, Alvo acordou com uma pilha de presentes do lado de sua cama. Stuart já estava acordado vendo um presente que havia recebido.
-O que é isso? - perguntou Alvo olhando para uma espécie de planta roxa que Stuart olhava.
-Presente do meu avô – disse Stuart desanimado. – Ele não está nada bem, mamãe disse.
Alvo começou a abrir os seus presentes. Havia recebido um suéter de sua avó, uma sacola cheia de doces de seus tios Rony e Hermione, um livro sobre criaturas mágicas de Hagrid e de seus pais…
-Uma Firebolt ZX! - gritou Alvo – Meus pais são demais!
-Pena que não vai jogar com ela – James estava na porta do dormitório e se sentou na cama de seu irmão olhando a vassoura que ele mesmo já tinha. – Eu não vou ceder o meu lugar de apanhador para você.
-Eu sei – disse Alvo admirando sua vassoura. – Mas posso voar nela ocasionalmente.
Alvo também havia ganhado presentes de Jorge, Fleur e Gui, Carlinhos, Teddy e Percy.
-Dá pra acreditar que o tio Percy também me deu esse livro idiota? – perguntou James com repulsa olhando o livro de Alvo – Como ser um monitor-chefe, quem disse que eu quero ser monitor?
Os meninos se encontraram com Rose na sala comunal e seguiram a caminho do Salão Principal.
Por onde passavam eles admiravam os enfeites de Natal que estava presente por toda Hogwarts, desde viscos e azevinhos até algumas armaduras que cantavam músicas natalinas.
James parou em uma armadura que cantava e, depois de algumas tentativas, mudou o refrão da música para uma mais ofensiva.
-Por que você faz esse tipo de coisa? – perguntou Rose com cara feia enquanto Stuart e Dereck davam risadas da nova música da armadura. – Sua imaginação não se cansa de criar esse tipo de coisas?
-É mais forte do que eu – disse James dando risada. – E normalmente quando não estou inspirado o Doug tem uma ideia.
-Vocês dois um dia vão ser expulsos – Alvo murmurou.
Quando chegaram no Salão Principal, se depararam com as doze árvores de Natal de sempre, cada uma enfeitada de uma maneira. O teto encantado que refletia a neve lá fora dava um toque especial na decoração.
Não havia muitos alunos em Hogwarts, apenas três da Corvinal, dois da Sonserina e dois da Lufa-Lufa, mas ainda sim cada um sentado na mesa de sua respectiva Casa.
-Quero dar uma olhada na Lola lá no corujal – disse James olhando uma árvore enfeitada com pequenos pontos de luz. – A fiz entregar uma carta para a mamãe e quando ela retornou estava fraca. O temporal foi cruel com ela.
-Ótimo, vou ver a Celeste também – disse Alvo. – Ela está parecendo irritada com a falta de atenção que estou dando para ela.
-Stuart você não tem coruja? – James perguntou não se lembrando de ver Stuart com uma coruja.
-Tenho um gato chamado Nefasto – Stuart respondeu. – Na verdade ele é mais do papai do que meu, por isso que ele ficou em casa.
-Você não tem coruja Rose? – perguntou Dereck.
-Ela deveria comprar uma coruja para parar de usar a minha – disse Alvo pegando suco de abóbora no copo.
-A culpa não é minha porque a coruja que tenho pertence a toda a família – justificou Rose.
-Mais e o Pichi? – perguntou Alvo.
-Pichi é apenas do papai e Lechi é da família toda – esclareceu Rose. – Mas se importa tanto para você que eu pegue a Celeste emprestada…
-Eu estava brincando – sorriu Alvo.
Depois que os cinco foram ao corujal visitar Lola e Celeste, eles foram fazer uma guerra de neve, mas Dereck não ficou por muito tempo. Ele estava espirrando e com uma cara de doente, então Rose o aconselhou a ir procurar Madame Pomfrey imediatamente.
-Que pena ele ficar com resfriado no Natal – disse Rose.
-Agora que Hogwarts é toda nossa, acho que chegou o momento – disse James limpando os óculos.
-Momento do quê? - perguntou Stuart.
James havia pegado a varinha e apontado para Alvo. Alvo imediatamente pegou a sua também, não sabia o que seu irmão ia fazer.
-Me ataque – pediu James com um sorriso.
-O que você vai fazer? - perguntou Rose indignada com seu primo mais velho.
-Me ataque Al, anda logo – insistiu James.
-Expelliarmus!
-Refleto!
O Feitiço de Desarmar do Alvo havia se voltado contra ele e sua varinha foi parar longe. James estava pulando de felicidade.
-Deu certo! - gritou ele.
-Como você refletiu o meu ataque? - perguntou Alvo indo pegar sua varinha. – Não tenho certeza, mas a fórmula do Feitiço Escudo é outra.
-Escuta, hoje depois do banquete vamos para a Sala Precisa e lá explicarei tudo.
O resto do Natal foi muito divertido. James, Alvo, Rose e Stuart foram para a cabana de Hagrid que estava colocando um gorro vermelho em Griddy.
-Desisto de colocar isso em você – disse Hagrid jogando o gorro e liberando o grifo que foi se esconder atrás de Alvo. Hagrid tinha razão, Griddy depois de completar um ano estava crescendo com mais rapidez do que antes.
Quando estava escurecendo, Hagrid e os garotos foram para o castelo para o banquete de Natal. Não havia mais as mesas das quatro Casas e sim uma onde os alunos presentes deveriam se sentar com os professores.
Assim como a cerimônia da Seleção das Casas, eles comeram nos pratos de ouro e havia muito mais variedades de comida do que num dia comum.
James, Alvo e Stuart estavam se matando de dar risada do Prof. Zabini que levou um fora da Profª. Atena que revelou ter um noivo.
-Como está o Dereck? – perguntou Rose para Madame Pomfrey sentada ao seu lado.
-Ele pegou um tipo de virose rara, mas está bem. Preferiu ir dormir mais cedo, amanhã estará melhor.
Depois todos os alunos se retiraram do Salão Principal e desapareceram pelo caminho das suas salas comunais.
James puxou Alvo para indicar que não iriam para a sala comunal da Grifinória e que iriam para a Sala Precisa.
-Você tem certeza? - perguntou Alvo.
-É claro – disse James segurando o Mapa do Maroto para se certificar que não seriam pegos. – Vamos logo.
Eles passaram correndo pelos corredores e chegaram ao sétimo andar, no corredor onde havia uma tapeçaria de um bruxo tentando ensinar balé para trasgos.
-Temos que pensar em um lugar para que eu possa ensiná-los – explicou James.
James olhou para os outros três com animação, mas não recebeu o mesmo olhar dos outros. Rose olhava para seu primo como se ele estivesse louco.
-Vamos, pensem três vezes – insistiu James.
Os garotos fizeram o que James havia mandado, um segundo depois e uma porta apareceu do nada na parede lisa.
-Primeiro as damas – disse James abrindo a porta e fazendo uma reverência para Rose.
Eles entraram e olharam para uma sala enorme com estantes cheias de livros, almofadas e cadeiras.
-Livros sobre proteção – disse Alvo pegando um livro. – Você treinou seu feitiço aqui mesmo James?
-Sim. Tive que ler quase todos esses livros para ter certeza do que estava fazendo.
-Isso é demais – exclamou Stuart.
-Peguem as suas varinhas então – disse James.
Cada um puxou sua varinha pronto para começar a treinar. A sala inspirava determinação nos garotos.
-Agora prestem atenção – disse James. – É algo que eu chamo de Feitiço de Contra-ataque e é uma melhora de um feitiço de proteção, porque a maioria defende de feitiços simples.
-Então essa defesa nos protege de feitiços mais pesados? - perguntou Rose demonstrando desconfiança. – Como você sabe?
James apontou para um boneco vestido com um manto preto e uma máscara, ele estava segurando uma varinha muito velha a julgar pelo pó.
-Ele é uma imitação de um bruxo das trevas – explicou James. – Eu o usava para repelir os feitiços. Podem acreditar, esse boneco é mal mesmo.
Rose colocou a mão na boca parecendo apavorada de pensar que um boneco poderia realmente executar um feitiço, mas Alvo e Stuart estavam maravilhados.
-Só não sei se funciona contra as Maldições Imperdoáveis – disse James vendo a cara de Rose. – Vou ensiná-los a fazer o movimento com a varinha, me imitem.
James fez uma sacudida rápida com a varinha e os outros o imitaram. Stuart fez um movimento tão rápido que deixou a varinha cair.
-Tem que ser rápido mesmo – disse James fazendo um sinal de aprovação.
Depois de cansarem o braço fazendo várias vezes o movimento que James havia lhes ensinado, pararam para dar uma pausa se sentando em umas das almofadas.
-Qual é a fórmula do feitiço mesmo? – perguntou Rose.
-"Refleto" - respondeu James. – Acreditem, até eu achar uma fórmula que se encaixasse com o que eu queria não foi nada fácil.
Eles se levantaram e começaram a apontar as varinhas de novo. James faria uma demonstração com Alvo primeiro.
-Tente lançar qualquer feitiço – disse James –, mas tenha em mente que certamente vai se voltar contra você.
-Locomotor Mortis!
-Refleto!
Alvo ficou com as pernas presas e perdeu o equilibro caindo em uma almofada. James começou a rir, ainda não acreditava que tinha conseguido aperfeiçoar o feitiço.
-Finite Incantatem! - disse Rose e Alvo voltou ao normal.
-Agora é minha fez de se proteger – disse Alvo. – Me ataque.
-Rictusempra! - disse James.
-Refleto! - gritou Alvo.
O feitiço ao invés de refletir em James havia desviado para esquerda e acertado Stuart, ele começou a rir e perder o fôlego.
-Finite! - disse James fazendo Stuart voltar ao normal com lágrimas nos olhos de tanto rir. – Foi bom para quem está começando.
Eles passaram muito tempo treinando o feitiço. Stuart não conseguia executar o Refleto nenhum pouco, os feitiços sempre o atingiam.
Rose, assim como Alvo, fazia os feitiços desviarem para outra direção ao invés de fazer o ataque voltar para aquele que tentava atacar.
-Pelos óculos de Dumbledore! - disse Rose olhando para o relógio – São três horas da manhã.
-Como vamos voltar para a sala comunal? – perguntou Alvo.
-Não precisa voltar para a sala comunal – disse James –, vamos dormir aqui mesmo.
Alvo, Rose e Stuart olharam em volta e não gostaram da idéia. As almofadas e cadeiras eram bem confortáveis, mas não o suficiente para dormir.
James pegou o Mapa do Maroto para ver se não tinha ninguém do lado de fora da sala, abriu a porta e fez sinal para que os outros saíssem.
-Aonde vocês vão? – perguntou James baixinho para Alvo, Rose e Stuart que estavam indo na direção da sala comunal. – Vamos desejar um lugar para dormir aqui. A não ser que queiram ser pegos pelo Filch que está andando próximo da sala comunal.
Depois de algum tempo eles entraram na Sala Precisa que tinha mudado de forma. Agora em vez de uma sala com livros, almofadas, cadeiras e o boneco de bruxo, havia dois beliches numa sala um pouco pequena.
-Não é muita coisa, mas é só até amanhecer – disse James bocejando e deitando numa cama. – Até de manhã, meus aprendizes.
-Por pouco tempo – disse Alvo se deitando na parte de cima do beliche onde estava James.
