Acordei sentindo Bella tão próxima que eu estava com calor. Abri os olhos e olhei para o relógio, seis da manhã, cedo demais, mas hoje é o dia do nosso casamento. Bem, da festa que era pra ser pequena e com o máximo de trinta convidados, que já tem uma tenda, pista de dança, várias mesas espalhadas no meu jardim e muitas flores.
Tirei o cabelo da Bella do caminho do seu pescoço e ombro, beijando suavemente, tentando acordá-la com carinho. Desci minha mão para sua cintura, levantando sua camisola fina. Ela estremeceu e se empurrou para trás. Foda-se, eu já estava duro feito um aço. Sexo matinal é uma das maravilhas do mundo. Sexo matinal com a sua esposa que você foi dormir brigado é o paraíso e todos os pecados capitais.
Cada um deitou de um lado, emburrado, depois de brigar aos sussurros porque todos já estavam dormindo. Ela queria que eu tivesse dado um freio na minha mãe e eu chamei sua atenção por ter sido uma cadela com a mãe dela. Eu não consigo dizer não para minha sogra e muito menos para minha mãe. O fato de ser sério e introspectivo não significa que eu queira magoar uma das duas.
Minha mulher acha que eu tenho que ser o carrasco porque ela não queria um casamento grande, mas o que eu poderia fazer para frear? Pensei em fugir para Vegas. Mas isso poderia causar outra guerra. Ela virou para o lado e me deu um beijo no queixo, espalhando as pernas para dar acesso completo as minhas mãos.
- Ainda não te perdoei. - murmurou e eu ri contra seus lábios. - Só quero fazer sexo.
- Você vai me perdoar. - respondi esfregando seu clitóris. - Vai gozar pra mim, não vai, amor?
- Vou gozar e voltar a dormir. - rebateu gemendo e eu ri de novo. - Continua.
Empurrei minha calça do pijama para baixo e liberei meu pau. Bella se ajeitou na cama, prendendo o pé atrás da minha panturrilha, então segurei sua coxa, penetrando. Deitei minha testa no seu ombro, porque porra, era incrível.
- Eu te amo. - sussurrei no seu ouvido, começando a me movimentar.
Ela gemeu mais forte a cada estocada e eu senti seu corpo mostrando os sinais do seu orgasmo até que nos deixamos ir. Segurei seu quadril, tão perto quanto eu poderia estar.
- Eu te amo, marido. Mas ainda estou chateada. Ninguém respeitou meus sentimentos com o meu casamento. - disse baixinho.
- Sua mãe quase te perdeu.
- Isso foi golpe baixo. - sussurrou com um beicinho e se moveu para longe. - Vem tomar banho comigo. - ela pediu e eu saí da cama. Entramos no banheiro e liguei o chuveiro. - Só queria algo bem mais íntimo e não sair na coluna do Washington Post.
- Eu sei. Vamos aproveitar o quanto quisermos da festa e depois vamos para as montanhas. - retruquei e ela me abraçou. Beijei sua testa e os lábios.
- Temos que fazer as malas.
- Não precisa de muita coisa, vamos ficar nus o tempo todo. - sorri e ela revirou os olhos. - A cama é maravilhosa, mas podemos testar os sofás, o tapete e até as paredes.
- Eu vou conseguir andar depois dessa lua de mel?
- Vou precisar comprar uma cadeira de rodas? - provoquei e ela me bateu.
- Não, mas talvez um lubrificante. - piscou e eu gemi, estapeando sua bunda. Terminamos o banho e vesti uma calça jeans, camiseta e desci para buscar nossas malas no armário da garagem, me deparando com a casa completamente cheia. Havia pessoas carregando coisas para todo lado, minha mãe e minha sogra comandando as transformações da casa. Peguei duas malas médias e voltei para o andar de cima.
Jamie ainda estava dormindo, totalmente jogado na cama, com as cobertas jogadas e travesseiros para todo lado. Fechei sua porta suavemente e entrei no quarto. Bella já tinha uma série de roupas nossas dobradas em cima da cama e enquanto eu organizava, ela ia catando o que iríamos precisar para passar quatro dias nas montanhas em lua-de-mel. Ela quer esquiar, mas não sei se vamos sair do quarto. Eu realmente aprecio um momento de sexo ininterrupto, o que não tivemos até hoje.
- Eu tenho que ir para o salão, faltam só os casacos e as botas. - disse indo se vestir.
Bella saiu com todas as amigas. Inclusive Jane, para desespero de Félix. Ela também convidou Tanya, que aceitou com prazer. Já os caras estavam aqui para ajudar no que fosse necessário, mas minha sogra arrumou tudo, então, quando Jamie acordou, a cozinha estava impossível de ser acessada. Mandei-o trocar de roupa e domar o cabelo para sairmos e tomar café na rua.
Emmett resolveu me acompanhar e Jasper se encontrou conosco, pedimos quase a lanchonete inteira e eu acho que a garçonete ficou com um pouco de medo de mim, suas mãos tremiam sempre que ela servia qualquer coisa em nossa mesa. Mike e Benjamin estavam falando sobre faltar apenas Jessica para ficar noiva já que Lauren está solteira, Tanya também. Eu ri porque Mike não estava planejando pedi-la em casamento e ficou preocupado que ela estivesse esperando um pedido.
Jamie estava tendo um café-da-manhã que a mãe dele jamais permitiria, cheio de gordura, bacon, batata frita e muitos ainda pediu um milk-shake, tomando de volta no caminho para casa. Ele ficou sentado entre Emmett e eu, falando pelos cotovelos sobre sua festa de dez anos que dessa vez ele quer na Disney, já que agora os direitos de Star Wars estão lá. Ano que vem ele quer ir ao Parque do Harry Potter. Acho que o garoto tem todos os seus aniversários até seus dezesseis anos.
- Filho? - Carlisle apareceu na porta da cozinha no momento que saí da garagem para a cozinha. - Todas as mulheres já foram para o salão. Bella ficará pronta em quarenta minutos, temos que nos arrumar. O fotógrafo vai acompanhar você, Jamie e eu. Charlie vai fazer as fotos quando Bella chegar para colocar o vestido.
Tentaram nos fazer dormir separados ontem a noite, mas como estávamos brigando, acharam que não era necessário. Sei que todo mundo se preocupa com nossas brigas, mas a maior parte não nos afeta mais. Além da convivência, aquela tragédia mudou a dinâmica do nosso relacionamento. Ela ainda é teimosa, orgulhosa e muito autoritária, inclusive, pensa que manda em mim. Mas não há nada como ignorar seus rompantes e ter uma conversa em privado que não resolva.
Não havia respeito entre nós e agora há em abundância. Eu aprendi a respeitá-la, entender seus sentimentos, amá-la mesmo quando estou fervendo de ódio. E não posso imaginar um segundo da minha vida sem essa mulher enlouquecedora. A palavra minha ganhou outro sentido. Possessão é pouco para explicar o que sinto.
O fotógrafo explicou como faríamos as fotos do making off, ele foi simpático, mas extremamente profissional. Ajudei Jamie no banho antes de seguir para o meu próprio e quando estávamos parcialmente vestidos, começaram os cliques das três gerações se arrumando. Meu pai e Jamie pareciam não se importar com a câmera, mas eu só estava fazendo isso porque as fotos era a única coisa que Bella queria.
Jamie saiu do quarto, porque ele estava autorizado a circular pela casa e meu pai foi verificar os espumantes. Parei na porta da minha varanda, observando o tempo lá fora, a decoração e toda movimentação, me perguntando se há um ano atrás, eu acreditaria que estaria casado com a mãe do meu filho recém descoberto. Muita coisa mudou, não há arrependimentos.
- Pai? - Jamie estava emocionado. - A mamãe está linda. Ela parece… Surreal. O vestido. O cabelo dela. - disse e eu abaixei na sua direção. - É tão legal ver a mamãe de noiva.
- Você pode entregar a ela um bilhete?
Peguei uma folha pequena.
"Ouvi dizer que está deslumbrante. Mal vejo a hora de te ver. Com todo amor, seu marido muito ansioso para lua-de-mel".
Entreguei a Jamie e guardei a caneta.
- O que vocês vão fazer na lua-de-mel? - perguntou e eu virei. - Não quero saber. Saindo. Desapareci.
Esse garoto realmente precisa de limites na sua curiosidade. Voltei a olhar pela janela.
- Tio Edward? - Victoria bateu na porta. - Eu preciso que o senhor me siga rapidamente. - sussurrou e virei confuso. - É rápido.
Andei calmamente atrás dela até a porta de um dos quartos. Jamie estava ali, sorrindo.
- O que está acontecendo? - perguntei preocupado.
- Não é que eu acredite na superstição, mas eu realmente quero que fique surpreso quando me ver lá embaixo. - Bella disse calmamente. - Crianças, vocês podem ir agora. - disse e os dois saíram correndo, rindo. Victoria entraria com as nossas alianças e estava linda de rosa. - Eu queria falar com você antes de tudo. Nós decidimos não trocar votos escritos antes, mas eu quero te dizer algumas coisas antes. - sua voz estava abafada pela porta. - Eu te amo. Amar você me fez ser uma pessoa melhor e por incrível que pareça, hoje olhei no calendário e faz dez anos da nossa primeira noite. Não foi planejado, mas só torna tudo ainda mais perfeito.
- A cada dia que passa, lembro daquela noite com mais clareza. Tinha que ser você, ninguém mais me completaria dessa forma.
- Foi só sexo, mas mudou toda a nossa vida.
- Obrigado por nunca ter desistido dele. Obrigada por me amar.
- Eu te amo muito, Edward. Estou feliz de começar a nossa vida.
- Eu vou fechar os olhos, mas eu realmente quero te beijar agora. - disse e fechei meus olhos, sentindo suas mãos no meu rosto e seus lábios nos meus.
Alguém limpou a garganta atrás de mim e Bella se escondeu, virei e me deparei com meus sogros e o fotógrafo. Eu ri, dando uma piscada marota para Renée e resolvi descer antes que ela brigasse comigo. Me senti um pouco nervoso ao notar a quantidade de convidados, com toda certeza tinha quase cem pessoas no meu jardim. Minhas tias de Chicago, do Alasca e até as de Londres estavam aqui o que me fez pensar que em nenhum momento a minha mãe acatou os pedidos da Bella, principalmente a distância para todas estarem aqui.
Falei com meus primos, tios e vários conhecidos, sufocado. Bella tinha razão, porra. Era pra ser íntimo. Emmett me deu um olhar solitário e Rosalie parecia preocupada que eu fosse explodir a qualquer momento. Jamie veio correndo na minha direção, tirando algo do bolso.
- Mamãe pediu para te dar isso. - disse e revelou um protetor de ouvido. Imediatamente coloquei, precisando abafar o barulho. - Ela e a Vovó estão brigando pela quantidade de gente aqui, mamãe parece uma fera.
- Acho que vou reunir as madrinhas e ir lá em cima acalmar as coisas. - Rose disse e foi até onde Maria estava reunida com Ângela.
Esperei mais quinze minutos antes de ser sinalizado que finalmente iria começar. Os convidados se acalmaram em seus lugares e eu esperei pacientemente a música começar. Os convidados a viram antes de mim. Houve um coro sobre ela, mas quando ela virou a esquina de braços dados com Charlie e de mãos dadas com Jamie, meu coração estava saltando no peito e fui assaltado com a sua visão, roubando todo meu fôlego.
Senti, contra minha vontade, meus olhos enchendo de lágrimas e não pude conter a emoção borbulhante que crescia. Seu vestido era lindo, mas eu não podia explicar o modelo, apenas que era perfeito e se ajustava ao seu corpo. Seu cabelo estava com muitos cachos e totalmente de lado. Quando ela chegou até a mim, segurei sua mão e beijei seus dedos.
- Você está tão…
- Maravilhosa, eu sei. - piscou e eu ri, virando para o reverendo que muito gentilmente concordou em fazer a cerimônia. Nada a ver com a doação não anônima de vinte mil dólares que eu fiz a igreja, antes de convidá-lo.
Para fazer a cerimônia, contamos a nossa história para o reverendo, ele baseou toda sua ministração em tudo que vivemos e eu estava me odiando por estar emocionado. Bella chorou e eu tirei meu lenço, secando seu lindo rosto. Na hora dos votos, eu mal podia controlar a emoção da minha voz. Victoria entrou com as alianças e eu coloquei em seu dedo, depois amando o beijo suave que ela deu ao colocar a minha.
Nós fomos declarados marido e mulher e algo lindo aconteceu. Várias pétalas de rosas brancas começaram a cair do céu, como uma chuva delicada.
Minha mãe estava chorando quando me abraçou e depois ela esmagou Bella em um abraço, mas de repente, meu olhar bateu na minha irmã e ela estava acuada em um canto com um garoto falando, sua expressão era de quem entraria em colapso. Me afastei da multidão que me cercava e segurei o garoto com força.
- Ai cara, tá maluco?
- Eu vou quebrar você em muitos pedaços se não sair de perto da minha irmã agora mesmo.
- Ela aceitou vir aqui comigo, sinto muito. - disse e saiu de perto como se eu tivesse ateado fogo na sua bunda.
- Eu aceitei vir, mas ele ficou muito perto, me tocando. Senti medo. Sinto muito. - Bree estava quase chorando.
Bella se aproximou, segurando o vestido.
- Está tudo bem, querida. Não chore. - sussurrei segurando seu rosto.
- Ele é lá da escola. - murmurou envergonhada. - Vai espalhar pra todo mundo que sou esquisita.
Meus pais se aproximaram e enquanto relatava o que aconteceu, Bella consolava Bree. Por um momento, as duas estavam olhando para marca que compartilhavam. Esse episódio um dia nos deixaria em paz?
- Você pode ficar tranquila, esquilo. Ele não vai falar nada. - pisquei, porque eu teria mais uma conversinha com aquele merdinha.
Eventualmente o fotógrafo nos puxou para fazer as fotos que queríamos, com nossos pais, madrinhas, padrinhos, filho, Victoria e os amigos mais chegados. Cansou bastante e passamos rapidamente de mesa em mesa para falar com quem nossas mães convidaram. Eu estava de saco cheio. Bella sabia manter a compostura melhor que eu. Em dado momento, fomos para mesa principal.
Jamie fez seu discurso, Emmett fez o meu e Ângela fez o da Bella e aí as obrigações cerimoniais acabaram e nós começamos a comer e beber.
- Prove isso. - Bella me deu um sashimi. - Perfeito, certo?
- Sim. Mas eu prefiro carne.
- Viking. - murmurou e eu beijei sua boca.
- Estou pronto para sair daqui e te levar às alturas.
- Péssimo trocadilho, mas eu ainda quero comer mais e aí nós vamos.
- Combinado, mas não demore muito ou eu vou te fazer gritar aqui mesmo.
Não demoramos muito para sairmos e nos despedir de Jamie, que estava muito ansioso para ficar na nova casa dos meus pais pelo final de semana e ser extremamente mimado pelo meus pais. Renée e Charlie também irão, meu sogro para pescar com meu pai e minha sogra para ajudar a colocar a decoração no lugar nos cômodos. Assim como Bella, Renée colocou a reputação de Alice abaixo. É uma boa anotação para não mexer com quem as mulheres Swan amam.
Renée tem um gênio tão forte quanto Bella.
Nós entramos no meu carro com as malas e deixamos a festa para trás. Eu estava aliviado com o barulho e Bella fez uma lista de coisas que ela iria fazer para se vingar da sua mãe e da minha por ter feito tantas coisas as escondidas. Eu realmente não vou me meter nisso. De repente, ela enfiou a mão no peito e tirou algo de borracha, passando para o próximo.
- Isso estava me matando. - disse com um suspiro cansado.
- Que porra é essa?
- Acha mesmo que meus peitos ficariam em pé nesse decote sem ajudinha?
- Por que não?
- Eu já amamentei um bezerro. Eles não são mais a mesma coisa.
- Não vejo nada de errado, amor. Na verdade, eu os amo muito.
A estrada estava bem tranquila e não demoramos muito para chegar na região montanhosa do estado. Como não seria possível ir tão longe sem perder um tempo que poderia ser bem precioso a dois, decidimos alugar um chalé que estava a venda. Também discutimos a possibilidade de fazer um investimento e comprar um local para que pudéssemos fugir sempre que as coisas ficassem difíceis.
Como não queríamos ninguém ao nosso redor, enviamos Leah com Eleazar ontem, para abastecer a casa de mantimentos - camisinhas, fundamental para que minha esposa não surte e me mande para rua no frio, porque ela pode cismar do nada que não quer mais "deixar rolar" e muito vinho. Uma garrafa de conhaque também.
Estacionei o carro na garagem, já sentindo a mudança de temperatura. A corretora avisou que poderia fazer muito frio à noite, mas o dia ainda estava bom o suficiente para alguma caminhada e até mesmo um banho - mas a piscina era dentro da sala, com a vista para todo desfiladeiro, com as luzes da cidade no fundo. E aquecida. Aluguei imediatamente depois da minha mente dar diversos mergulhos na sarjeta.
Tirei as malas e abri a porta da frente, colocando em um canto e percebi que Bella sequer se movimentou do carro. Desci a escada da frente e abri sua porta.
- Você tem que me carregar até lá dentro.
- Quem é que não acredita em superstições mesmo?
- Cala boca e me pegue agora mesmo. - disse no modo esposa autoritária.
- Sim, minha esposa.
Passei os braços ao seu redor e fechei a porta do carro. Ela enrolou o vestido para não arrastar na grama molhada. Subi a escada e entrei com ela, deixando-a de pé no topo da sala. De um lado, uma piscina borbulhante saindo vapor, do outro uma sala completa em tons creme e madeira, com uma lareira, sala de jantar e o arco de passagem que dava para cozinha.
No alto, onde estávamos, dava para uma pequena biblioteca vazia, também com uma lareira e uma vista para a floresta nos fundos. Pouco atrás de nós, a escada para o quarto. O teto era alto, amplo, não havia divisória no quarto, só uma sacada imensa com cama, closet e banheiro. Também há um lavabo em algum lugar no primeiro andar.
Voltei ao carro para buscar minha arma e a bolsa de mão dela, acionando o alarme.
- Muito mais bonito que nas fotos. - ela assobiou andando ao redor e então parou de frente ao sofá, deslizando seu vestido pelo corpo. Ela estava com uma pequena calcinha branca, uma liga fina na cintura que segurava suas meias. Tirou os sapatos e tirou meia por meia, soltando a liga e deslizando a calcinha.
Nua, me deu um sorriso antes de descer um degrau na piscina, testando a água. Comecei a tirar minha roupa com calma, olhando-a afundar lentamente, sorrindo pra mim como uma sereia. Eu estava hipnotizado. Nu, entrei na água também, andando alguns passos para tê-la em meus braços. Bella virou de costas e olhamos para a vista impressionante.
- Estamos em lua-de-mel. Quem diria?
- Eu poderia dar um soco em quem dissesse isso.
- Parece que é verdade o que dizem… Todo ódio vira amor.
- Eu não acho que nunca odiei você, eu estava com raiva.
- Eu odiei, por motivos não condizentes, mas odiei. Talvez eu odiasse a possibilidade de te amar muito. Eu não sei explicar.
- Não importa agora. - beijei seu pescoço. - Fiquei tão distraído com a minha perfeita mulher nua, que não peguei uma bebida.
- Haverá tempo depois, agora eu quero você, meu marido.
Nós fizemos amor na piscina aquecida, saímos, tomamos banho, mas eu acabei saindo primeiro, me vestindo e indo nos fundos, pegando as poucas toras cortadas para colocar na lareira da sala. Joguei todas no espaço e fez um estrondo, eco da chaminé. Bella gritou do banheiro e apareceu na porta, toda molhada, com o rosto uma expressão de puro terror. Ela olhou para baixo, me vendo na sala.
- Sinto muito. - disse analisando seu rosto.
- Nada está caindo?
- Não, amor. Pode terminar seu banho. - disse e ela ainda olhou ao redor antes de voltar para o banheiro.
Todas as pessoas que realmente se preocupam com Bella estão insistindo na terapia, mas apenas eu e Ângela sabemos que insistir só irá levá-la a direção contrária, sem chances de se submeter a uma sessão de terapia pelo seu estresse pós traumático. Para Jamie, tem sido muito bom. Estamos sabendo lidar melhor com seu terror noturno e estamos percebendo que seus pesadelos tem sido cada vez mais espaçados.
Terminei de acender a lareira e fui para cozinha, para realizar o meu desejo de comer espaguete com frutos do mar. Leah deixou tudo encaminhado para cozinhar, assim eu separei a panela para grelhar o camarão, cozinhando o pescado em uma panela a parte e botei o espaguete para amolecer.
Selecionei o meu vinho favorito e peguei duas taças, enchendo até a metade.
- Uhn, que cheirinho bom. - Bella veio apenas enrolada no roupão. Pegou uma taça e ergueu. - A nós.
Bati minha taça na sua.
- Todo aquele sexo abriu meu apetite. Será que Leah comprou algum pão de alho? - perguntou revistando a geladeira. - Aqui está. Vou colocar um pouco de queijo, tudo bem?
Eu estava distraído olhando para sua bunda quando ela abaixou para pegar o queijo na parte debaixo da geladeira. Ela não sentiu a necessidade de colocar calcinha e pra mim estava ótimo. No quarto ou quando estamos sozinhos em casa, ela raramente está com a peça ofensiva no meu caminho. Gosto disso. Na verdade, eu adoro saber que posso dobrá-la em qualquer superfície e ter sexo.
Depois de convencê-la, é claro. Ela tem todo controle sobre seu corpo e suas vontades. E controle do meu corpo também. Eu nunca pensei que chegaria a esse ponto, mas não me sinto desconfortável. Tudo é diferente depois do casamento, não importa quanto tempo seja. O compromisso pesa de forma diferente.
Nós comemos conversando sobre nós. Não havia nada demais. Apenas conversa fora jogada, de forma casual e ao mesmo tempo, bem íntima. O amor faz isso, te coloca num lugar de espectador no qual você é capaz de sentir o seu lugar e não ter medo disso.
