OMG OBRIGADA PELOS COMENTÁRIOS!

E eu devo dizer que eu vou começar a atribuir prémios a essa gente! : p

Houve muitos palpites sobre quem seria a menininha. Houve gente que falou que era a filha, houve quem 'concordasse' que seria a irmã ilegítima de Edward, houve quem falasse até que era o próprio Edward : o

DETESTANDO Edward
Vigésimo Primeiro Capitulo – Eu? Na praia?

BELLA POV

_ Não!

Eu mal podia acreditar no que estava na minha frente.

Meus olhos se arregalaram perante tamanho… disparate!

Eu voltei a olhar para a fotografia da menininha e depois para o que tinha escrito. Menina… verso da fotografia.

_ NÃO!

_ O que foi? – Perguntou Edward despertando do seu transe de estudos.

Então eu explodi em gargalhadas.

Ele procurou por mim sem se ter apercebido que eu me tinha movimentado.

Quando finalmente me encontrou eu mostrei a fotografia para ele.

_ Olha só o que descobri sobre você!

Ao levantar a fotografia para si, fiquei com o verso voltado para mim e pude voltar a ler:

Esme e Edward Cullen – Fevereiro de 1995

Os seus olhos se arregalaram sem precisarem de ver a fotografia.

Eu escondi até umas quantas no bolso sem que ele notasse. Eu precisava ficar com aquilo para rir quando eu estivesse muito em baixo.

Edward estava…

_ ME DÁ ISSO! – Ele gritou enquanto que em duas passadas gigantes se colocou à minha frente e me ia tentando arrancar da mão a fotografia.

_ Nossa que sensível! – Eu ri. – Eu machuquei você, Eduarda?

Rosnou para mim enquanto se esticava para apanhar a fotografia. Eu dava aos braços para fugir enquanto ria dele.

_ Não… volta… a me chamar ISSO! – Ele gritou a última palavra.

Não consegui aguentar e ri ainda mais só de imaginar o que eu tinha no bolso.

Edward! O másculo Edward Cullen. Vestido de menina?

_ Pára de rir Isabella! – Ele ordenou.

Então eu parei.

_ Eu já disse para não me chamar de Isabella! – Eu disse.

_ Não fala isso para ninguém! – Ele mandou, voltando a tentar me arrancar a fotografia.

Então eu coloquei os braços atrás das costas escondendo a fotografia atrás de mim.

_ Se você não contar para meu pai o que eu… - engoli em seco. – …ando a fazer com James.

Ele parou me olhando, ponderando se realmente valia a pena fazer aquele acordo. Acabou acenando.

Que passado mais obscuro! – Eu comentei recomeçando a rir.

Ele rugiu me deixando apreensiva e colocou as suas mãos à minha volta apanhando a foto.

Assim que a perdi para si, ele prendeu-me as mãos nas costas, ficando os seus braços grandes e compridos a rodear-me. Eu podia sentir o papel nas suas mãos frias e, quando o olhei, os seus olhos brilhavam para mim.

Eu me inclinei para trás instintivamente. Ele me repetiu e também se inclinou. Fiquei segura aos seus braços que me mantinham de pé, evitando que eu colidisse com o chão.

_ Edward? – Eu perguntei começando a ficar sem fôlego.

_ Não… - Fechou os olhos com força como se algo o estivesse a perturbar. – Não fala para ninguém.

Eu nem ouvi o que ele dissera porque a sua boca estava demasiado perto da minha e eu podia sentir a sua respiração em meus lábios.

Senti um formigueiro passar por todo o meu corpo e fechei os olhos, fazendo biquinho. Esperei por si.

Então as suas mãos saíram das minhas, atrás das minhas costas, e eu caí no chão, uma vez que estava inclinada e sem as suas mãos para me segurarem.

Abri os olhos enquanto ele se ria.

_ Achavas mesmo que te ia beijar?

Corei de vergonha!

Merda!, pensei.

Levantei-me e, com a réstia de dignidade que ainda tinha, encaminhei-me para a porta e saí sempre de cabeça erguida.

Mal fechei a porta atrás de mim, bufei e fui para o meu quarto onde só me retirei para jantar voltando, depois, ao mesmo.

Durante todo o jantar nem eu nem ele nos falamos limitando-nos apenas por uns simples olhares bem penetrantes.

Esme sorriu-me ao ver a nossa conexão, pensando possivelmente outra coisa. Mas tudo o que eu consegui ver naqueles olhares foi um aviso: 'SE FALAS, EU MATO-TE'. Não literalmente, claro.

Nessa noite não sonhei e se tivesse sonhado, seria com Edward com o seu cabelo cor de bronze enorme amarrado em dois totós na cabeça.

Dei por mim a pensar no que deveria de haver naquele cofre que merecesse estar mais bem protegido que aquelas fotografias embaraçosas. Mas, no momento, apenas me veio à cabeça quaisquer relações homossexuais de que se envergonhasse.

Tentei afastar essa ideia de que Edward pudesse ser homossexual.

Diga-se que era um desperdício.

O que quer que fosse que lá estivesse guardado eu ia descobrir.

E porque raio é que Edward, quando pequeno, era vestido de menina? Ao me lembrar que a sua mãe era Esme, não me admirei muito que fosse realmente verdade e real.

X

X

X

No dia seguinte fui acordada por Jasper. Sim, por Jasper!

Aparentemente, Alice estava lá em casa e queria ir à praia – sim, à praia! – surfar.

Onde é que cabia na cabeça desta gente que eu poderia surfar? Eu nem nadar direito sabia quanto mais surfar?

Não gritei com Jasper porque, coitado, ele era igualmente uma vítima nas mãos de Alice.

Esme e Charlie, assim que Alice apareceu em casa, saíram para trabalhar sob o pretexto de que ela cuidaria de nós. Quase ri (se não fosse por a má disposição, habitual, da manhã) quando me contaram.

Mas, quando Alice nos serviu o pequeno-almoço, duvidei seriamente das minhas duvidas acerca dela não cuidar bem de nós.

Edward foi o último a descer para comer.

Conhecendo-o como eu o conhecia, provavelmente só fora o ultimo por causa do seu grande orgulho. Possivelmente ele já estava acordado quando essa fadinha pequenina entrou em nossa casa nos enchendo de simpatia e alegria e, até mesmo, energia.

Mas o Senhor Edward é teimoso e teve que ser o último só para mostrar que ele ia quando ele quisesse.

Mas Alice já o conhecia bem pelo que apenas riu para ele e o convidou a sentar. Com essa simpatia toda arrancou dele um sorriso que eu nunca conseguia fazer.

Admito que sim, eu tenho ciúmes da relação dele e dela. Ele nunca que é tão… humano comigo!

Alice conseguiu mesmo arrancar a gente de casa e nos levou para a maldita praia onde passava uma corrente de ar horrivelmente gelada.

Eu estava morrendo de hipotermia naquele lugar!

_ La Push, baby! – Gritava Emmet que já estava lá quando nós havíamos chegado.

Eu sorri para ele.

_ Frio, muito frio!

_ Você perde o frio assim que entra na água e apanha aquelas ondas maravilhosas.

_ Hoje estão bem altas! – Falou Jasper entusiasmado.

_ Eu aposto em como você não se aguenta tanto tempo quanto eu! – Emmet falava saltitando como que uma criança entusiasmada.

Alice, a meu lado, bufou.

_ Eles estão sempre nas apostas! – Explicou.

Jasper respondeu à provocação de Emmet e apostaram uma saída com as meninas. Caso Emmet ganhasse ele sairia com a Rosalie e seria Jasper quem pagaria. Caso Jasper ganhasse, era ao contrario.

_ São apostas saudáveis! – Eu confortei.

_ Correcção: foi uma aposta saudável! – Disse Alice. – Normalmente não são.

_ Você não surfa? – Eu perguntei mudando de conversa.

_ Não! – Ela comentou. – Na verdade eu queria me livrar desses dois para falar convosco.

Ela se colocou à nossa frente na areia. Eu olhei Edward e ele se manteve com o olhar pousado naqueles dois que já estavam dentro de água.

_ Nós temos que ir comprar uma prenda para Esme!

_ Alice! – Edward interveio. – Por favor!

_ É sua mãe Edward! – Ela falou agora séria. – E não venha com a conversa de que é obrigado a amar ela. Nos anos se dá prenda. É quase como tradição.

Edward colocou um ar de vencido e Alice continuou.

_ Amanhã de manhã eu vos apanho para irmos comprar a prenda. – Ela saltou no lugar.

Eu nem falei, apesar de saber como era um dia de compras com Alice mas se Edward iria, seria bem diferente.

_ Jacob vai? – Eu perguntei.

_ Claro! – Seus olhos brilhavam.

Ela adorava essas coisas de compras. E amava arrastar gente que não gostava disso com ela.

_ Mas eu não posso ficar o dia todo! – Eu lembrei e dei Graças a Deus por James existir e por eu conhecer ele.

_ Porquê? – O sorriso brilhante de Alice caiu e os cantos de sua boca ficaram apontados para baixo.

_ Eu tenho que ir sair com James.

Alice sorriu como se tivesse vendo algo mais em minhas palavras do que aquilo que eu dissera.

E, aparentemente, não foi a última Edward fez um som a meu lado.

_ Você vai ter que me contar o que anda rolando entre vocês que agora estão sempre juntinhos! – Ela roçou os dedos indicadores um no outro e Edward falou algo incompreensível.

_ Disse alguma coisa? – Eu perguntei.

_ Não! – Ele respondeu me penetrando com o olhar verde.

_ Você está com ciúme, Edward.

Eu corei.

Ao contrário, ele nem mudou de cor, nem mexeu, nem sequer desviou o olhar.

Então eu bati de dentes.

_ Nossa Edward! Dá seu casaco para Bella! – Alice falou.

_ Isabella não pediu. – Eu bufei.

_ Pr-Preciso p-p-pedir? – Perguntei exagerando no gaguejar.

Ele rolou os olhos e se levantou indo em direcção ao passeio provavelmente para ir para ao meu automóvel buscar seu casaco.

_ Eu vejo algum ciúme nos olhos dele! – Alice tinha um sorriso enorme estampado na sua cara de fada.

Eu me mantive calada mas Alice bem sabia o quanto isso me deixava feliz por dentro.

_ Então você já admite que se está apaixonando por ele? – Ela perguntou sem retirar os olhos de mim.

O meu silêncio permaneceu.

_ Eu vou tomar isso como um sim!

Então eu a olhei.
E assim que o fiz ela saltou de alegria. Como se o meu rosto lhe estivesse a confirmar tudo o que ela alguma vez suspeitara.

_ Aaah, eu mal posso esperar por ver vocês juntos!

Eu admito! Eu meio que me arrepiei com essa possibilidade. Apesar de ela estar perto de ser nula. Não havia qualquer possibilidade de Edward amar alguém. Ele era tão frio!

_ Você anda a aprender coisas más com Edward?

Eu a olhei com um olhar inquisidor.

_ Sim! – Ela respondeu à minha pergunta silenciosa. – Anda a aprender a não dar conversa às pessoas. Essa é uma característica de Edward. Eu demorei muito tempo até lhe conseguir retirar esse vício em relação a mim. E mesmo assim tem dias que ainda o faz.

Na verdade, a única razão pela qual eu não me pronunciava era porque eu sabia que, mais tarde ou mais cedo, Alice haveria de me dar a volta e fazer-me dizer que sim, que eu estava me apaixonando por aquele idiota lindo de morrer.

Então, se mantivesse o silêncio entre nós, ela não poderia dizer que eu tinha dito o que quer que seja.

Esta técnica é muito conhecida nos políticos. Ou não falam ou dizem muita coisa sem que ninguém, nem o mais intelectual e/ou sobredotado ser humano, é capaz de compreender.

Mas, infelizmente, as minhas capacidades não iam tão longe pelo que o silêncio estava bom para mim agora.

_ O QUÊ? – Edward gritou atrás de nós.

Ambas, instintivamente, olhamos para a fonte do grito, sem saber o porquê de tal.

Então o vimos a falar ao telefone.

_ É que nem pensar! – Ele resmungava. – Não Carlisle! Nem pensar!

Carlisle? Esse não era o pai de Edward.

Olhei Alice e ela me olhou retribuindo o meu olhar de incompreensão.

_ Não! – Ele falou mais calmo. – É a minha última palavra.

E desligou.

Ele atirou o casaco para a areia junto de mim e se sentou ficando mudo.

Eu e Alice voltamos a entreolhar-nos e então ela falou:

_ Aconteceu alguma coisa?

_ É meu pai! – Ele respondeu.

Ficamos novamente calados, esperando por mais informações.

Alguns segundos depois elas chegaram:

_ Quer que eu vá para uma faculdade perto de sua casa! – Ele bufou.

_ Isso… não é bom? – Eu perguntei,.

_ É péssimo! – Ele respondeu olhando Jasper e Emmet voltando para junto de nós.

_ Porquê? – Eu perguntei.

_ Porque se assim fosse eu ia ter que lidar com você a toda a hora!

Eu o olhei sem compreender o que isso significava. Lidar comigo a toda a hora?

Mas não tive tempo de perguntar pois os surfistas chegaram trazendo consigo alvoroço.


TARAM!

Sim, possivelmente não foi dos melhores que eu escrevi. Mas vejam só:

ESTÁ MUITO PROXIMO O BEIJOOO!

Desculpem o atraso!

Beijinhos

AT ^^