CAPÍTULO 19.
Reprovação nos lábios dela,
mas um sorriso em seus olhos.
Samuel Lover.
(1836).
Fiel à sua palavra, Edward despiu-se por completo, enquanto Isabella acabava de fumar o pequeno charuto de ervas e o observava, boquiaberta.
Sempre soubera que ele era a própria perfeição. Constatou de imediato que era a pura verdade. Ele possuía o corpo musculoso de um atleta grego e a pele bronzeada... exceto em algumas partes...
Estava bastante familiarizada com o peito largo e nu devido aos longos dias no mar, mas as coxas fortes, as nádegas firmes e a rija masculinidade eram uma novidade para seu olhar curioso.
- Oh, puxa! - exclamou.
Ele abriu-lhe um sorriso e pegou-lhe a mão na sua.
- Vamos?
- Vamos fazer o quê?
Em resposta, Edward se virou, ainda segurando-lhe a mão e pulou da beirada da pedra na lagoa.
Isabella soltou um gritinho ao sentir o contato da água fria na pele. Os dois afundaram cada vez mais, até que seus pés roçaram o chão e, finalmente, com um impulso, Isabella tossiu muito e agitou os braços, agarrando-se a Edward voltaram à superfície.
- Eu me lembrei da outra razão para não nadar aqui - disse, em meio à tosse.
- E qual é?
- Eu não sei nadar.
Ele segurou-a junto a si, e foi inevitável que ela se deliciasse com o contato de seus corpos.
- Ah, doçura, segure-se a mim, e eu lhe ensinarei.
Conduziu-a até a parte mais rasa da lagoa, onde os pés de ambos tocavam o chão. Isabella adorou sentir a água em torno de seu corpo. Nos trechos iluminados pelo sol estava quente e balsâmica; nas sombras causava-lhe deliciosos arrepios. Sentia-se como se fosse Eva, ou uma ninfa da floresta já era uma criatura da natureza, livre das amarras das convenções. Ali estava naquele mundo mágico com um homem que parecia um deus grego ensinando-a a nadar. Tudo não passava de um sonho fantástico... as cores vibrantes demais para o mundo real, a lagoa demasiado bela para humanos comuns.
- Pegue minhas mãos - instruiu-a Edward, a água chegando-lhes a altura dos ombros. - Deixe seu corpo boiar com a correnteza.
A correnteza suave ergueu-a. Ele ensinou-lhe como bater os pés e, então, segurou-a pela cintura enquanto movia os braços. Isabella segurou-se a um cipó enquanto o observava mergulhando. Tentou imitá-lo, segurando-se ao cipó, mas mergulhou, sentindo-se tão leve quanto um peixe. Abriu os olhos debaixo da água cristalina e, então, emergiu, rindo ao subir à superficie.
- Você de fato aprende rápido. Eu nunca ensinei ninguém a nadar antes.
- Você não está me ensinando a nadar, Edward. Está me ensinando a viver. - Isabella pendeu a cabeça para trás, mergulhando os cabelos, olhando para o céu azul emoldurado por galhos altos e ramagens de formatos exóticos. - Em Boston, todos os dias eram iguais. Eu me levantava, fazia o desjejum, passava algumas horas lendo ou escrevendo cartas. As vezes, aparecia um convite, mas era sempre para mais leitura ou debates na casa de alguém. Sem mencionar as festas a que me obrigavam a ir, ou eram promovidas em casa por meus pais. - Ela soltou um risinho ao acrescentar: - E, de repente, estou nadando nua numa lagoa, no meio de uma floresta tropical.
Correu a mão distraidamente pela água cristalina.
- Não é que eu não goste de Boston - prosseguiu. - Acho que é mais o caso de Boston não gostar de mim. A sociedade prefere mulheres que sejam charmosas, divertidas.
Ele nadou na direção da cachoeira.
- Você é tudo isso. Nunca ri tanto quanto faço em sua companhia.
- Mas você é o único. - Isabella agitou as mãos, tentando flutuar na superfície. - Todas as jovens que são socialmente bem-sucedidas em Boston não são apenas charmosas e divertidas. São também extremamente bonitas.
- E você também é.
Ela riu.
- O que quer que tenhamos fumado me deixou bastante inebriada. Mas não a ponto de acreditar numa coisa dessas. - Vendo-o fazer menção de protestar, ergueu a mão. - Tenho plena consciência de que sou desengonçada e sem graça, sem o menor senso de como me vestir ou me comportar. Com tudo isso, só consigo fazer as outras pessoas se sentirem pouco à vontade na minha presença. Eu...
Edward mergulhou na água e emergiu na frente dela, bem perto, fitando-a com aqueles intensos olhos azuis.
- Você é impossível. Impossível e adorável. Eu gostaria de poder fazer amor com você.
Isabella observou-lhe o rosto, por onde escorriam gotas de água cristalina, os olhos, os lábios, hipnotizada.
- Acho que já está fazendo.
- Não com meras palavras, doçura. Com minhas mãos. Meus lábios. Meu corpo.
Ela flutuou para trás na água, fascinada, mas nem um pouco temerosa. Aquele era Edward, afinal.
- Você não deve.
- Eu sei.
Isabella pensou por um momento.
- E por que não deve?
- Porque - respondeu ele, com excessiva paciência - Você tem que se manter casta e pura.
- Oh - murmurou ela. - Para Jacob? - Não pensara nele durante dias. No momento, nem sequer conseguia se lembrar de seu rosto. - Jacob. Que tipo de nome é esse, afinal? Soa como o nome de um peixe exótico, ou talvez um tipo raro de doença de pele*. - Aproximou-se da cachoeira e deixou que a água caísse sobre sua cabeça. Estava fria, criava um delicioso contraste quando se mesclava com a água mais quente da lagoa. - Acho que você deveria fazer assim mesmo - disse de repente.
- O quê?
- Fazer amor comigo.
Edward começou a rir como se tivesse ouvido um gracejo. Então, estreitou o olhar, desconfiado.
- Por quê?
*No original, ele se chama Chad.
- Porque... nunca fiz amor antes. Como nunca havia fumado um charuto de ervas. É o meu último dia no Brasil. Estamos completamente a sós. - Saindo de debaixo da cachoeira, ela fitou-o nos olhos. - Ninguém nunca precisará saber.
Edward aproximou-se pela água, puxando-a para si.
Isabella estudou-lhe o rosto molhado, os cabelos escuros, os ternos olhos azuis, enquanto a guiava para uma parte mais calma da lagoa. Um indicio de sorriso curvava-lhe os lábios.
- Ninguém nunca precisará saber, hein?
- Ninguém nunca quis saber nada a meu respeito antes e, portanto, não vejo por que eu teria que dar satisfações a alguém agora. Sem mencionar que estou, curiosa.
- Curiosa. Sobre como seria quando... se... eu fizesse amor com você.
- Sim.
Ele abriu um sorriso maroto.
- Eu realmente gosto da sua curiosidade. - Afastando-se um pouco para trás, nadou de maneira deliberada, vagarosa, em torno dela. - Se eu fosse fazer amor com você, eu começaria despindo-a.
- Você já fez isso.
- Então, já estou fazendo amor com você.
Isabella sentiu uma inesperada onda de excitação percorrendo-a.
- Oh, puxa! Quer dizer que é tarde demais para ficar pensando em honra?
- Pode ser.
- Oh... E o que você faria em seguida?
- Acho que, talvez, eu começaria pela sua mão. Você tem mãos muito bonitas e, portanto, achei que... espere, é mais fácil demonstrar-lhe. - Edward pegou-lhe a mão, segurando-a com gentileza na sua. - Fico contente que tenha parado de roer as unhas. - Fitou-a nos olhos enquanto lhe levava lentamente a mãos aos lábios. - Se eu fosse fazer amor com você, continuaria desta maneira... - Beijou-lhe um dedo após o outro, dedicando atenção a cada um como se fosse uma relíquia. Levando um à boca, sugou-o sensualmente, fazendo-a soltar um gemido.
- Você ficaria ofendida se eu fizesse isto?
Isabella sentiu-se leve, eufórica pelos efeitos do charuto e do desejo.
- Não, isso apenas me levaria a tentar imaginar o que você faria em seguida.
- Eu estreitaria você junto a mim. Deste jeito.
Ela descobriu-se envolta por aqueles braços fortes, os seios contra o peito viril, os lábios de ambos quase se tocando.
- Se estivéssemos realmente fazendo amor, eu esperaria que você não se ofendesse com isto.
- O que?
Edward moveu ligeiramente os quadris.
- Oh!
- Isso é meramente uma indicação de quanto eu a desejaria se estivéssemos fazendo amor.
- Estou sentindo, isto é, eu estaria sentindo, quase mesma a coisa - confessou Isabella.
- Ótimo. E, então, é claro, eu beijaria seus lábios. Deste jeito...
Ela sentiu-se mergulhando num mundo de sensações quando os lábios firmes e macios se apossaram dos seus. Teve a nítida impressão de que o primeiro instante em que o vira, mesmo dissoluto, com uma sirigaita nos braços... estivera conduzindo-a na direção daquele encontro idílico. Era impossível resistir à surpreendente paixão que a dominava e abraçou-o com força, deslizando as mãos pelos ombros largos, deliciando-se com o contato dos músculos sob suas palmas.
Ele, enfim, ergueu os lábios que a haviam estado beijando com languidez e volúpia e sussurrou:
- Oh, doçura, sim, se realmente estivéssemos fazendo amor, você me tocaria dessa maneira. E eu... - Tornou a beijá-la demoradamente, a língua invadindo-lhe a maciez da boca numa erótica exploração. - Eu tocaria você deste jeito...
Deslizou a mão pelo corpo dela, afagando-a sob a água morna da lagoa, tocando-lhe as partes mais secretas, mais femininas. Partes de si que Isabella era proibida até de denominar ou de pensar à respeito, mas pensava agora, pensava sobre o fogo que a percorria por inteiro, expandindo-se pelos pontos mais sensíveis de seu corpo, aquele fogo despertado pelo toque mágico de Edward. Sabia que estava sob o efeito do charuto de ervas que fumara e ele também, mas ainda assim sentia-se contente. Gratificada. Satisfeita com o fato de estar sob o domínio daquela substância que fazia parecer tão certo estar nos braços de Edward daquela maneira maravilhosa. Tinha plena consciência do que fazia no momento, mas, por outro lado, não havia inibição alguma, nem barreiras, nem tabus. Tudo o que importava era que, mais do que qualquer coisa no mundo, queria estar ali vivenciando o dia mais incrível de sua vida.
- E finalmente... - sussurrou-lhe Edward ao ouvido, enquanto continuava afagando-a com intimidade e ousadia, ministrando-lhe carícias inimagináveis que a faziam sentir-se lânguida e, ao mesmo tempo, febril. - Finalmente, eu teria que levar você até a relva para terminar o que comecei.
- O que começou... - repetiu ela, ofegante.
- Sim, quero ter você por inteiro, doçura.
Daquela vez, Isabella nem sequer conseguiu encontrar a voz, pôde apenas menear a cabeça em assentimento. De mãos dadas, deixaram a lagoa e deitaram-se na relva macia à sombra de uma árvore, usando como leito improvisado as anáguas que ela deixara ali.
- Eu sabia que estas coisas serviam para algo - comentou Edward e, então, soltou um riso gentil, apoiando-se num cotovelo para observá-la. - Olhe para você, toda molhada e cintilando com as gotas de água da lagoa. - Inclinando-se, traçou um círculo em torno de cada mamilo rosado com a ponta da língua, deixando-a chocada e excitada demais até para respirar. - Você é uma deusa e, se eu estivesse fazendo amor com você, isto seria uma maneira de reverenciá-la.
Durante a vida inteira, todos tinham feito Isabella se sentir como se não tivesse nenhum valor. Acreditar que ninguém, nenhum homem, poderia querê-la. Ainda assim, tudo aquilo que haviam incutido em sua mente através de anos de desprezo, rejeição e pouco-caso, por vezes de maneira sutil e em outras nem tanto, subitamente se desvanecia com as palavras sublimes daquele homem.
Ele a chamara de deusa...
Isabella se recostou na pilha de anáguas, num misto de surpresa e encantamento, enquanto os lábios de Edward sorviam a água da fonte de seus seios, ombros e ventre, e as mãos, movidas por infinita ternura, afagavam-na com extasiante intimidade.
- Devo prosseguir com minha explicação?
- Que... explicação? - Em vez de inibida ou relutante, ela ficava mais inebriada e receptiva a cada instante.
- Pobre querida... Devo continuar?
- Sim, por favor.
A confirmação ofegante pareceu excitá-lo ainda mais, os olhos azuis brilhando sedutoramente. Continuou com suas carícias provocantes.
- A próxima coisa que eu faria... - Isabella arqueou os quadris de leve num gesto involuntário. - ...é beijar você bem.. aqui.
- Não!
- Ah, você sabe bem o seu papel. Pois eu esperaria apenas um leve murmúrio de protesto de sua parte a esta altura.
- Protesto? - Mesmo enquanto falava, ela movia os quadris ao ritmo da delicada tortura daquele toque. - É claro que haveria um protesto. Não é algo natural.
- O que poderia ser mais natural do que querer proporcionar o máximo de prazer a minha deusa?
- É pecaminoso.
- Você já viu isso escrito em alguma lista de pecados?
- Eu nem sequer sei como se chama.
- Então, com certeza, esse pecado não existe. - Edward percorreu-lhe o pescoço com os lábios úmidos, deslizando pelo colo acetinado, os seios firmes, o ventre liso. - Portanto, você não tem nada a temer.
- Arderemos no fogo do inferno.
- Não. - Ele mordiscou-lhe a coxa. - Arderemos agora.
Da mesma maneira como fizera com as mãos, ministrou-lhe carícias impensáveis com os lábios, e ela teve a mais extraordinária reação. Era como se flutuasse num mar de sensações... Como se estivesse numa queda vertiginosa das alturas, tomada por euforia e liberdade, mas não medo, sabendo que pousaria suavemente, como se flutuasse nas nuvens.
Não, nunca voara como um pássaro, mas aquela era a exata sensação. Nunca explodira em chamas, mas era como o fogo insaciável que a percorria a fazia se sentir. Nunca vira as estrelas brilhantes com os olhos fechados, mas era o que parecia estar acontecendo.
Quando os lábios cálidos voltaram a subir por seu corpo, deslizando por sua pele lentamente, sentia-se zonza, desorientada. E, curiosamente, ainda tomada por um anseio indefinível.
- Edward? - A voz saiu na forma de um débil sussurro.
- Sim? - Ele sugava-lhe um mamilo languidamente.
- A sua... explicação terminou?
- Depende.
- Do quê?
- Do que você esperaria de um encontro como este.
- Não sei o que quer dizer.
- Bem, se fossemos fazer amor, você esperaria uma satisfação fisica final semelhante àquela que acabou de experimentar, ou preferiria um prazer mais profundo e espiritual?
- Quer dizer que existe diferença?
Ele soltou um riso suave.
- Oh, doçura, existe, acredite.
- Eu acho - respondeu Isabella, abraçando-o pelo pescoço - que preciso de mais explicações.
- Seria preciso um comprometimento mais sério de sua parte. Um sacrifício, como talvez você o chamasse.
- Que tipo de sacrifício?
- De seu corpo e alma. Sua vontade. Entregaria tudo isso com abandono? Abriria mão de sua pureza... bem,acho que podemos dizer que isso já se foi. Mas a sua castidade. Tecnicamente falando, ainda está intacta. Desistiria disso?
- Pelo prazer espiritual que você está oferecendo? - Isabella deu de ombros. - Por que não?
- Há uma questão mais prática a considerar. Fazendo amor de verdade, você perderia a sua virgindade.
- Oh, felizmente. Isso, tem sido o fardo indesejável de uma solteirona há tempo demais.
- Fala sério?
- Sim.
- Não se preocupa com a possibilidade de que, se você for se casar, um marido poderia esperar uma explicação?
- Eu teria que lhe dizer que fui seduzida no meio da selva por um pirata que me confundiu com uma deusa.
- Não houve confusão alguma.
Isabella também o tocou, com intimidade, e abriu um sorriso maroto quando o viu contendo o fôlego.
- Nem de minha parte.
- Então, você quer... O restante da demonstração, quero dizer.
- Sim. Você deve continuar, sem dúvida. O que aconteceria em seguida?
- Bem, uma vez que estamos prestes a dar um passo que sempre levo muito a sério, eu beijaria você mais e mais. - E foi o que Edward fez. Agora, seus beijos eram mais sôfregos, famintos e ardentes. - E então... - sussurrou-lhe, os lábios roçando-lhe o ouvido - Então, eu provavelmente diria a você que a amo.
O tempo ficou em suspenso. Tudo à volta parou, o vento, a torrente de água, os sons da floresta. Finalmente, Isabella encontrou a voz:
- E você estaria falando a sério?
- Provavelmente não no sentido que a maioria das damas prefere. Seria uma declaração do tipo "se eu não tiver você agora, vou explodir". Oposta à declaração "vou me comprometer com você para o resto da vida". - Ele afagou-lhe os seios carinhosamente enquanto falava. - E, é claro, a esta altura, tais distinções não importariam muito.
- Suponho que não - concordou Isabella. Mas não podia negar que as palavras dele havia criado um absurdo fio de esperança em seu coração. - E então? O que aconteceria em seguida?
- Fique em meus braços e eu lhe mostrarei.
Edward deitou-se sobre ela, posicionando-lhe os quadris para recebê-lo. Começou a penetrá-la com gentileza, e Isabella, apesar de sua inexperiência, arqueou os quadris instintivamente e cingindo-o pela cintura com as pernas. Houve uma breve pressão, uma pontada de dor e, ouvindo-a soltar um gemido, ele disse por entre os dentes cerrados:
- Oh, puxa, eu sinto muito. Eu..
- Está tudo bem - assegurou-lhe Isabella, perdida naquele abraço e adorando a sensação de estar sendo envolvida por seus braços, possuída por Edward, seus corpos começando a ondular numa cadência que lhe fora até então desconhecida, mas que lhe parecia tão natural quanto respirar.
Podia ver para além dos ombros tensos dele, abrir os olhos e deparar com o arco-íris produzido pela luz cintilante que se filtrava junto à cachoeira, contemplar a explosão de cor produzida pelos raios de sol banhando tudo à volta.
Ficou maravilhada, porque aquela era a manifestação perfeita, sem palavras, do prazer fantástico que aumentava cada vez mais dentro de si. Era um prazer que inundava cada parte de seu ser, finalmente chegando ao auge na forma de um som que nunca ouvira antes em seus lábios, uma exclamação de admiração e êxtase, como uma simples nota musical que dizia, num clamor de jubilo, tudo o que estava sentindo, enquanto deliciosos espasmos a percorriam.
Um momento depois, Edward ficou imóvel, o rosto tenso, os olhos curiosamente intensos enquanto, por precisamente um segundo, fitou-a. E naquele breve intervalo de tempo, ela ficou apavorada, apavorada em pensar que havia terminado, que aquele momento chegaria ao fim e a magia desapareceria, levando junto a alegria.
Mas não aconteceu de tal maneira. Ele sussurrou seu nome repetidamente, enquanto o êxtase também o arrebatava.
Espasmos percorreram-no e seu semblante adquiriu uma expressão de pura felicidade. Finalmente, deitou-se outra vez sobre ela e virou-se de lado, mantendo-a em seus braços.
Permaneceram assim por longos momentos, enquanto o sonho se estendia, como a luz do sol sobre a água, e a ilusão era mais real para ela do que a própria vida. Esperou, sentindo o calor dos braços de Edward e repente, a tensão.
- Oh, céus - ouviu-o murmurando. - O que fui fazer?
Ainda enquanto falava, ele se afastou, soltando-a de seus braços e, pela primeira vez desde que haviam mergulhado na lagoa, Isabella teve plena consciência de sua nudez, sentiu-se envergonhada.
- Eu quis que você fizesse - disse num fio de voz, apanhando a combinação e segurando-a à sua frente como um escudo. = Um minuto atrás você olhava para mim e via uma deusa. E agora, o que vê?
- O pior erro de minha vida. - Edward desviou o olhar, enquanto recolhia suas roupas do chão e começava a se vestir. - Eu me aproveitei de você, vergonhosamente. Fiz com que ficasse inebriada e depois a seduzi.
- Diga-me, qual acha que é exatamente o problema?
Sem nem sequer fitá-la, ele estendeu-lhe o espartilho.
- Não sei por que as mulheres insistem em usar estes instrumentos de tortura.
Isabella colocou o espartilho o mais depressa que pôde, perguntando-se como ele podia diminuir tão rapidamente o que haviam partilhado. Ela experimentara o maior prazer de sua vida, e Edward dissera que tudo fora um erro.
Pensou, de repente, na prostituta com quem ele estivera no porto de Boston. E na do Rio, na ocasião do desembarque. Era encarava tais encontros como corriqueiros.
- Acho que compreendo - declarou, vestindo suas anáguas. A euforia produzida pelo charuto dissipou-se por completo, carregada por um vento frio. - Quando você está inebriado, eu sou uma deusa. Então, recobra o raciocínio e eu sou um erro.
Edward fez uma pausa enquanto fechava a camisa. Estendendo a mão, tocou o rosto mortificado dela, com tanta ternura que a fez querer chorar.
- Oh, Isabella. Fui eu que cometi o erro.
OoOoO
Ainda estão vivas?
Eu decidi postar antes ja que agumas de vocês começaram a me xingar em penssamento - senhorita Theslenn Urils.
Eu ri muito com as reviews de vocês, umas dizendo que o Edward chapou a Bella, entupiu de maconha, emfim, saiu de tudo.
Eu quero pedir uma coisa pra você, quando forem mandar a review falem o que acharam da lemons, e depois da atitude do Edward. Não quero que a primeira vez deles fique de escanteio por conta dele ter se amedrontado no final ok?
Se vocês forem boazinhas eu posto o próximo logo.
REVIEWS?!
