Título: O caçador e seu amor
Autor: Fabianadat
Co-autoria: Topaz Autumn Sprout
Betagem: Uma doida corrigindo a outra
Pares: Harry & Draco
Classificação: NC-17
Gênero: Romance/Drama/M-preg
Disclaimer: Os personagens e situações pertencem à JK Rowling, esta fic não infringe direitos autorais nem gera lucro.
****** A fic é SLASH/Lemon, ou seja, trata do relacionamento entre dois homens, e vai rolar pegação explícita. Se não é tua praia, NÃO LEIA!
21. O GRANDE DIA
O mundo bruxo acordou cedo naquele 31 de Julho, afinal era chegado o grande dia do tão falado casamento do Trio de Ouro mais o herdeiro Malfoy nos jardins de Hogwarts.
Harry e Rony foram acordados pelo despertador mágico de Hermione e na cozinha sorriram ao ver a enorme lista de tarefas pendurada na porta da geladeira. Enquanto o ruivo ligava a cafeteira e tirava do armário os pacotes com pães e os biscoitos de aveia com mel, enviados pela senhora Granger, Harry arrumava a louça na mesa e espiava pela janela, olhando o céu claro da manhã de verão e pensando que dali a algumas horas estaria oficialmente casado com Draco. Mais uma vez teria que aturar a imprensa tirando fotos sem parar e tentando descobrir minúcias de sua vida particular, este era o preço a pagar por mais uma vez desafiar as regras e quebrar paradigmas.
Suspirando alto ele virou-se para encarar o amigo encostado no balcão que esperava o café coar e lia distraído o jornal.
Na mansão Black, Draco acordou lentamente, piscando por causa da claridade que se filtrava pelas cortinas rendadas, e mais atento escutou passos na escadaria. Sem dúvida Hermione deveria estar acordada e provavelmente começaria a preparar o café da manhã já que Monstro fora dispensado de suas funções desde o dia anterior. A medibruxa ainda era uma ferrenha defensora dos elfos, mas até ela havia concordado que a presença de Monstro na casa iria causar mais transtorno do que ajuda. Seus pais tomariam um susto sem tamanho e a criatura detestava trouxas, o que sem dúvida acabaria causando cenas nada agradáveis.
Depois de fazer sua toalete ele vestiu uma túnica simples, e desceu seguindo o cheiro do pão fresco e de bolo recém assado. Para sua surpresa, a mesa já estava posta e os pais de Hermione olhavam assombrados as manobras da filha com a varinha.
Draco cumprimentou os convidados e todos se sentaram à mesa para o desjejum.
Apesar de negar veementemente o nervosismo, sua garganta estava tão contraída que ele mal conseguiu engolir uns goles de chá.
A senhora Granger bastante perceptiva comentou: - Acalme-se querido! Eu sei que é um grande passo e o início de uma nova vida, mas tenha em mente que os noivos são as pessoas mais ocupadas deste dia e quase nunca conseguem sossego para comer ou beber. Você não vai querer desmaiar no seu casamento, não é?
Draco balançou a cabeça numa negativa enquanto ponderava as palavras da mulher. Realmente o dia seria bem agitado e com aquele bando de repórteres seguindo cada passo deles, uma foto do herdeiro Malfoy desmaiado durante a cerimônia daria uma bela manchete e as fofocas seriam intermináveis. Inconcebível!
Forçando-se a respirar pausadamente, ele se obrigou a comer alguns sequilhos e uma torrada com manteiga junto com o chá.
Hermione sorriu para ele e ergueu a xícara num brinde mudo, afinal a medibruxa competente e pesquisadora brilhante também estava nervosa. Para ela morar junto com Rony estava bom o suficiente, mas toda esta pompa e circunstância do casamento nos jardins da antiga escola estavam mexendo com seus nervos também.
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Antes das oito da manhã Hogsmeade já estava em clima de festa. As ruas estavam se enchendo rapidamente de pessoas que aguardavam pela chegada dos convidados e se possível dar uma boa olhada nos noivos e demais autoridades que certamente apareceriam. Um destacamento de aurores fazia a segurança do evento patrulhando as ruas da cidade zumbiam numa cacofonia de vozes de adultos, crianças, carruagens, alguns carros trouxas e vendedores ambulantes.
No centro de Londres, Harry e Rony se arrumavam sem pressa, pois foi combinado de usarem a lareira de flú do escritório da Gemialidades Weasley. Harry ponderava que o ruivo poderia tornar-se um magnata do novo mundo bruxo se os negócios continuassem se expandindo na velocidade atual. A loja de logros já estava com uma filial em Hogsmeade e pronta para abrir a segunda, os contratos com o ministério para o fornecimento de equipamentos de proteção aos funcionários pouco atentos ou talentosos ia de vento em popa, e ele teve a fantástica idéia de criar uma pequena frota de carros de aluguel enfeitiçados, no geral modelos espaçosos para levar famílias em viagens ou mudanças e duas limusines que hoje seriam usadas pelos quatro noivos.
Harry realmente não havia gostado da idéia de desfilar em carro aberto de Hogsmeade até Hogwarts, e mais uma vez foi voto vencido. Sua fama o precedia, e o fato inusitado do duplo casamento dos heróis da batalha final contra as trevas e por ser o primeiro casamento gay oficializado pelo Ministério em séculos, havia deixado o povo mais que curioso. Segundo sua querida amiga, a raça humana apesar da evolução ainda precisava de pão e circo, e fazendo uma aparição pública, daria menos chance a comentários maldosos e tentativas de furar a segurança do evento.
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No largo Grimmauld número 12 Hermione estava quase pronta, cercada pelo cabeleireiro, maquiadora e um dos organizadores do evento que falava sem parar.
Draco por sua vez preferiu o silêncio e o isolamento de seus aposentos. Depois de um banho caprichado e do cabelo seco, ele foi até o armário onde estava seu traje e começou a se vestir.
Pansy que o acompanharia até o altar, chegou sorridente envolta num longuete cor verde menta de chiffon de seda com alças fininhas, uma estola do mesmo tecido cobrindo os ombros e uma rosa de cetim do mesmo tom do vestido que emprestavam um ar de simplicidade elegante; combinando perfeitamente com o coque estilo francês e os discretos brincos e pulseira de opalas.
Ela o ajudou a fazer o nó da gravata e colocar o antigo a precioso alfinete de esmeralda na peça.
Draco olhava a loira caminhando pelo quarto e pensava em até quando Greg seria tão obtuso. Já estava na hora dele tomar uma atitude e pedir Pansy em casamento.
Com um brilho malandro no olhar a amiga perguntou: - Então, tudo certo para o grande passo?
E ele respondeu: - Sim, você acha que eu esqueci alguma coisa?
- Bem, vamos fazer a checagem final: Algo novo? Sim, o traje. Algo velho? O alfinete de gravata. Algo azul? Não estou vendo!
- Pansy, você está falando da superstição trouxa sobre as noivas?
- Claro meu bem! Então? Algo azul? Algo emprestado?
- Cara senhorita Parkinson, você está precisando visitar um medibruxo para revisar seus olhos ou a sua cabeça! EU NÃO SOU UMA NOIVA!
- Bem, o seu equipamento é diferente, mas é você quem fica por baixo e também demora até mais que uma noiva para se arrumar...
- Por Mordred! Porque eu fui abrir a minha boca naquele maldito baile! Ser o passivo não faz de mim a "mulher" no relacionamento, nós somos iguais. Se enveredar por esta linha de raciocínio, foi Harry quem deu à luz. De onde o pessoal tira estas idéias? E para seu governo, as coisas vão mudar em breve.
- Verdade? A Hermione achou uma solução para o dilema?
- Ugh! Eu e esta minha língua comprida!
- Comprida? Não me lembro, mas sempre foi talentosa. Você beijava muito bem! Agora deixa de drama e me conta o que a senhorita sabe-tudo descobriu.
Draco não teve escolha e contou o acontecido enquanto sua amiga escutava atentamente. Quando ele finalizou a explicação ela fez um gesto de assentimento e falou:
- Bem, talvez os trouxas também possam nos ensinar algumas coisinhas. Mas voltando ao nosso assunto: algo azul? Algo emprestado?
O loiro revirou os olhos e entregou o jogo: - Minha cueca é azul. Satisfeita?
- Eu sabia! Você não resiste às tradições, por mais ridículas que pareçam.
- Pansy, não enche, tá? O alfaiate mandou um traje completo, até a roupa debaixo e meias inclusos.
- Hã, sei. E você nem escolheu a cor?
- Ele perguntou sobre minhas cores preferidas e eu respondi, a cueca azul foi pura coincidência.
- Certo, não quero te deixar mais nervoso, então vou fazer de conta que eu não sei que você ama preto e prata, com uma tendência de se vestir basicamente com estas duas cores. Algo emprestado?
- Mas você não desiste mesmo, não é? – Respondeu ele meio exasperado.
- Você sabe que não, é inútil discutir comigo, então?
- Não, nada emprestado. – Ele resmungou.
A loira abriu a bolsa e depois de remexer o conteúdo, sacou um lenço de seda branca e dobrando a peça colocou no bolso do colete do noivo.
- Pronto! – Disse ela parecendo satisfeita com o pequeno triângulo branco que sobressaia da roupa. – Agora é só prender o cabelo a podemos descer, acho que a Hermione deve estar pronta também,
Dito isto, ela deu um empurrãozinho encorajador no amigo que resmungando sobre mulheres enxeridas pegou a fita da mesma cor do colete e foi até o espelho a fim de arrumar o cabelo e por fim vestiu a túnica bruxa.
Ao chegarem na sala, encontraram os pais de Hermione e Draco fez as apresentações.
O casal Granger estava muito alinhado. O pai da noiva vestia um terno risca-giz, camisa branca e uma gravata cinza, na lapela um pequeno botão de rosa vermelha. A esposa trajava uma saia longa, blusa e casaquinho confeccionados crepe de seda fosco num tom rosa antigo e um belo conjunto de colar e brincos de pérola.
Eles pareciam estar se integrando relativamente bem ao mundo mágico, um pouco surpresos com os costumes, mas a grande provação seria a viagem até o local do casamento. Não poderiam usar o flú, aparatação acompanhada ou chaves de portal, o expresso Hogwarts além de ser na parte mágica já estava lotado, então o transporte seria feito numa das limusines enfeitiçadas de Jorge, que voaria até o povoado de Hogsmeade e de lá até a escola seguiriam pela estrada, fazendo sua aparição pública.
O som de passos e vozes no alto da escadaria chamou a atenção de todos para o local. Hermione estava descendo, resplandecente em seu vestido branco. O modelo era simples, sem mangas, com o busto modelado, descendo suavemente pelo corpo e com uma pequena cauda. O tecido escolhido foi uma belíssima renda ricamente trabalhada, cujos detalhes eram destacados pelo forro de seda branco, fazendo um jogo de luz e sombras a cada passo dela. Como já morava com Rony, não quis usar um véu, então a cabeleira castanha estava arrumada num coque alto que era abraçado pela magnífica tiara de Muriel.
Em ouro amarelo, a jóia era formada por um intrincado desenho de folhas e frutos de carvalho. As folhas eram cravejadas de diamantes e cada fruto representado por uma única gema lapidada e engastada, assim os inúmeros diamantes refletiam a luminosidade do ambiente, criando um halo brilhante em torno da noiva.
Ela sorriu para todos e cumprimentou Pansy que fez a mesma checagem dos itens da noiva. Hermione também estava sem "algo emprestado" e desta vez foi Draco quem ofereceu a solução, indo até o quarto de Bella e retornando com um lindo par de brincos de diamante.
- Aqui está Hermione, pertenceram a minha mãe. São herança da família Black e estão em casa novamente, espero que minha filha os use algum dia.
- Mas Draco, são muito valiosos! Eu tenho medo de perdê-los.
- Não seja teimosa! É o seu dia de brilhar, eles combinam com a tiara e eu quero ver a Skeeter sufocar de inveja! Harry e eu casados de papel passado, você na elite bruxa ostentando a aprovação total da família, os Weasley fazendo parte da alta sociedade e sem falar que este é o primeiro casamento realizado nos jardins de Hogwarts!
A moça deu uma risada e concordou: - Certo você venceu!
O noivo ajudou a amiga na troca dos brincos e todos foram até o carro que os levaria até a antiga escola. O pessoal da empresa de eventos arrumou a bagagem partindo também para o local do casamento.
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Harry e Rony chegaram à Gemialidades e foram recepcionados pelo próprio Jorge que fez questão de dirigir a limusine. Quando lhe foi perguntado o porquê, ele muito sabido respondeu:
- É minha chance de aparecer na manchete dos jornais de toda a Europa bruxa! Uma boa propaganda para a loja e para mim; quem sabe alguma leitora se interesse por um pobre empresário carente de amor! Estou precisando de uma namorada.
Rony retrucou: - Até que a idéia não é ruim; pois se a mamãe descobrir o tipo de garotas com que você anda "saindo", como aquela dançarina da despedida de solteiro, o sermão vai durar uma semana!
- Merlin me livre! – E com um sorrisinho sacana ele fez um gesto chamando os noivos para entrarem no carro.
O carro avançava lentamente pela rua principal de Hogsmeade com a capota abaixada e as pessoas paravam para olhá-los e cumprimentar, desejar votos de felicidade e até tirar fotografias.
Harry estava com uma expressão séria e Jorge pelo espelho retrovisor implicou:
- Relaxe e aproveite cara! Eu sei que não faz o seu estilo, mas não tem jeito, este é o preço de ser uma celebridade.
O moreno deu um sorriso torto e concordou com um balançar de cabeça.
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Ao chegarem aos portões da escola, foram identificados e dirigiram-se até o local onde estavam outros carros e algumas carruagens.
Os três seguiram para uma tenda pequena onde a senhora Weasley e Minerva MacGonagall os aguardavam. Molly entraria com Rony e Minerva entraria com Harry. Afinal, depois da mãe de seu amigo e Hermione que hoje era a noiva, a única outra mulher com quem ele podia contar era sua antiga diretora, braço direito de seu mentor e a descobridora do seu talento para quadribol.
Ela estava sentada muito ereta e conversava amigavelmente com a mulher ruiva, quase sorrindo.
Ao ver os noivos entrando, Molly se debulhou em lágrimas, emocionada com seus meninos, tão altos e bem arrumados, prestes a se tornarem esposos e chefes de família!
Arthur entrou na tenda e abraçou a esposa tendo o cuidado de não amassar o vestido elegante e lembrando a todos do horário.
Dali se ouvia o burburinho de vozes, os convidados já estavam acomodados e uns poucos retardatários se apressavam para sentar, sendo auxiliados pelo pessoal que organizava o evento.
Depois de alguns minutos, um deles apareceu na tenda e avisou que era a hora de se prepararem, pois os padrinhos estavam prontos para seguirem até o altar e o celebrante também já estava a postos, e comunicou a eles que outra limusine estava atravessando Hogsmeade em direção à Hogwarts.
Uma música era ouvida do lado de fora da tenda e todos se aprumaram para o início da cerimônia.
Do lado de fora, o sol das nove e meia da manhã dissipava o restinho de frio, enchendo o ar com o delicado perfume das flores que formavam os inúmeros arranjos decorativos e também os dois arcos lindamente trabalhados fazendo espirais de crisântemos verdes claro, rosas vermelhas e delicadas folhagens em tons da prata ao verde escuro entremeados por fitas douradas e prateadas.
Dois grupos de cadeiras brancas estavam separados por um rico tapete de veludo violeta profundo que ia até o pequeno altar onde ficaria o bruxo oficiante da cerimônia designado pelo Ministério, os noivos, pais e padrinhos.
A segunda limusine cruzou os portões da escola e a senhora Granger foi acompanhada até o local da cerimônia. Hermione, Draco e seus acompanhantes dirigiram-se mais lentamente para o local, pois seriam os últimos a entrar.
Os padrinhos dos dois casais se posicionaram na beira do tapete cerimonial e a mãe de Hermione chegou, sendo saudada pelos presentes e apresentada a um exótico bruxo de longos bigodes, alto e rotundo que trajava uma extravagante veste verde esmeralda ricamente bordada. Ele fora professor de poções de sua filha e hoje fazia par com a diretora da escola que escoltaria Harry até o altar.
Horácio Slughorn sempre galante ofereceu o braço à senhora Granger e juntamente com o senhor Weasley, abriram o cortejo até o altar, sendo seguidos pelos padrinhos de Rony e Hermione que seriam Gina e Justino, Estúrgio Podmore e Amélia Bones, Peter Gordon e esposa e o chefe da divisão dos aurores de elite acompanhado por Madame Hooch.
E atrás seguiram os padrinhos de Harry e Draco: Kingsley e a esposa, Neville e Luna, Gui e Fleur mais Gregory Goyle que faria par com Pansy Parkinson.
O cortejo andou a passos lentos pelo tapete e posicionaram-se no altar onde o celebrante numa ofuscante veste de cetim roxo já os aguardava.
A música mudou e na beirada do tapete chegaram os noivos. Rony de braços dados com Molly que estava muito elegante num vestido azul hortênsia com detalhes em renda e o ruivo num tradicional traje bruxo com a veste e calças pretas, o colete cinza grafite, camisa branca e gravata lilás.
Harry também de preto, trazia na barra da veste e nas mangas duas finas tiras em vermelho grifinório, cor que se repetia na lapela do colete preto; camisa branca e gravata cinza prata. O moreno estava acompanhado por Minerva MacGonagall, que usava o tradicional coque, uma saia longa com o padrão do tartan da família nos tons de vermelho purpúreo, verde oliva e preto combinando com uma blusa de seda branca e o tradicional corselete preto.
Com os dois noivos no altar, era chegada à hora da entrada de seus consortes; a música mudou novamente e os convidados olhavam mais uma vez para o início do tapete cerimonial.
Primeiro entraram a aia e o pajem. A filha de Gina vestia um longuinho lilás com o peitilho todo rebordado de flores num tom mais escuro, no cabelo flamejante um aro de strass e nas mãos ela levava uma pequena cesta com um par de alianças. Teddy muito compenetrado em seu papel trajava uma veste tradicional em preto, camisa branca e gravata lilás que combinava perfeitamente com o cabelo roxo, e nas mãos uma pequena almofada com outro par de alianças.
Alguns passos atrás, Hermione entrava de braços dados com o pai arrancando suspiros dos convidados. Com a luz do sol, os diamantes da tiara lançavam fagulhas luminosas e o jogo de luz e sombra da renda sobre a seda destacava o belíssimo e intrincado trabalho de tecelagem.
Rony parecia mesmerizado com a figura radiante e sorridente de sua noiva, que ao passar perto de uma das fileiras ouviu uma voz conhecida comentar:
- Está vendo Augusta? É a minha tiara, ela nunca sai de moda!
E a castanha seguiu sorrindo até o altar.
Em seguida foi a vez de Harry ficar embasbacado.
De braços dados com Pansy, Draco brilhava em tons de cinza e prata. A calça cinza escuro fazia contraste com a veste de seda num tom cinza médio, que se abria com a brisa revelando um colete em brocado de seda cinza platina, a camisa imaculadamente branca e uma gravata prateada.
Chegando ao pé do altar, Hermione foi entregue pelo pai ao futuro esposo que abraçou o sogro e prometeu cuidar muito bem da sua filha.
Draco foi para os braços de Harry que agradeceu a Pansy e prometeu retribuir e gentileza no casamento dela, também prometendo que cuidaria do loiro.
Os casais se voltaram para o oficiante da cerimônia e o sol incidiu sobre eles, suscitando murmúrios dos convidados.
Sob o sol alguns notaram que nas costas das vestes de Harry e Draco Haviam bordados em ponto sombra uma fênix e um dragão respectivamente.
Então se fez silêncio e o bruxo falou:
- Neste dia estamos aqui reunidos para celebrar a união destes dois casais, no lugar que de certa forma representa um lar para a grande maioria de nós, e mais especialmente para Harry Potter, onde este viveu grandes aventuras, finalizou uma guerra e hoje juntamente com seus grandes amigos e seu prometido, também aluno desta escola, embarcará numa nova etapa de sua vida.
Dirigindo o olhar para os dois casais o celebrante perguntou:
- Caros noivos, é de livre e espontânea vontade que assumireis este compromisso?
E os quatro responderam: - Sim.
Voltando-se para os convidados ele falou:
- Se alguém sabe de alguma razão válida para impedir estas uniões, que fale agora ou cale-se para sempre.
Após alguns momentos de silêncio, ele voltou a falar: - Então prossigamos com a cerimônia. - Voltando-se novamente aos dois casais fez um breve discurso:
- Tratem um ao outro com respeito, e lembrem-se freqüentemente do que os uniu. Dêem alta prioridade para a ternura, gentileza e bondade que a sua relação merece. Quando as dificuldades, frustrações e medo atacarem o seu relacionamento, e estas situações ameaçam todas as relações em um momento ou outro; lembrem-se de se concentrar no que há de bom e certo entre vocês, e não apenas no que está errado. Desta forma, vocês podem dominar as tempestades quando as nuvens esconderem o sol em suas vidas, lembrando que mesmo se você o perder de vista por um instante, o sol ainda estará lá. E se cada um de vocês assumir a responsabilidade pela qualidade de sua vida em comum, ela certamente será marcada pela abundância e alegria.
E dirigindo-se para Ron e Hermione ele comunicou:
- Esta é à hora de fazer os votos matrimoniais. Senhor Ronald, por favor.
O ruivo fitou a noiva e com um sorriso recitou os votos que havia escrito:
- Hermione, eu te amo. Você é minha melhor amiga e a mulher da minha vida. E hoje, dia do nosso casamento, meu coração será seu definitivamente. Eu prometo te encorajar e inspirar, a rir com você, te dar conforto nos momentos de tristeza e dificuldades. Prometo te amar nos momentos bons e mais ainda nos ruins, quando a vida estiver calma, e quando ficar difícil. Quando nosso amor fluir tranquilamente, e quando ele precisar de reforço. Eu prometo sempre te respeitar, te dar carinho e te honrar em pensamentos e palavras. Hoje e em todos os dias de nossas vidas.
A castanha, emocionada com as palavras ditas, e sentindo o coração ser preenchido por uma indescritível felicidade, deu um sorriso iluminado e mirando os olhos azuis de Rony recitou os seus:
- Rony, eu me orgulho de casar com você, meu amigo, meu amor e meu par. Será uma honra fazer parte de sua maravilhosa família, eles já ocupam um lugar especial no meu coração há vários anos. Prometo enxugar suas lágrimas com o meu riso, mitigar sua dor com o meu carinho e compaixão. Apoiar suas decisões, vibrar com suas conquistas e te consolar nas perdas. Hoje iniciamos uma nova jornada que trilharemos juntos. E eu me entrego a você de todo coração, e prometo te amar sempre.
Mais palavras não eram necessárias, o olhar que trocavam dizia tudo.
- Senhor Potter, por favor. - Falou o bruxo que oficiava a cerimônia, quebrando um pouco da comoção criada pelos votos trocados.
O moreno de olhos cintilando ao fitar o noivo recitou seus votos:
- Draco, - começou o moreno com um timbre calmo e suave, focando no loiro como se os dois estivesse sozinhos ali e não com uma enorme audiência os assistindo - me apaixonar por você foi uma grande surpresa. E gestar o fruto desta paixão, foi à experiência mais enriquecedora e inesquecível da minha vida. Foi lindo, aterrador e extraordinário. – Ah, sim!, pensou o loiro, você não têm nem idéia de como foi aterrador pensar que você jamais acordaria. Draco empurrou o pensamento para longe, hoje não era dia de se martirizar com aquela lembrança. E voltou a prestar atenção nas palavras do outro que seguia falando - Digo com toda certeza que eu te amo, te respeito e desejo fazer parte da sua vida nos bons e maus momentos. Prometo dizer sempre a verdade, respeitar suas opiniões e seu espaço. Que os nossos desentendimentos sejam breves e raros, que nossas vitórias sejam justas e nossa família motivo de alegria e bem querer. E espero que me permitas ser além de amante, também seu amigo, a fonte de consolo, seu companheiro por toda vida e quem sabe além.
O loiro com um pequeno sorriso despontando nos lábios iniciou sua fala:
- Harry, eu estava na escuridão, mas você entrou na minha vida como um raio de sol. E daquele dia em diante, eu me senti amado e adorado. Mas não aceitei você e acabei e sofrendo muito com nossa separação. Então por um capricho do destino você me proporcionou a coisa mais preciosa do mundo, uma filha. E me foi dada a chance de tomar conta de vocês dois. Por um milagre você acordou e por um milagre ainda maior nosso amor floresceu. Deste dia em diante, nós seremos um, nossos corações baterão no mesmo ritmo, pois estaremos unidos para sempre: corpos, corações e espíritos. – Draco prendeu seu olhar mais intimamente com o moreno - Obrigado por me amar. Eu serei seu parceiro, ouvinte e confidente. Você sempre será bem-vindo ao meu mundo interior para dividir idéias, somar conhecimentos e trocar experiências. Ou simplesmente desfrutar do pacífico silêncio de nossas almas em harmonia. Eu acredito em você e sempre estarei ao seu lado, te amando e apoiando.
O silencio ao final daquelas palavras estava cheio de emoção que pairava no cálido ar da manhã, quatro pares de olhos se encontraram por alguns instantes imersos em sua alegria particular, esquecidos de tudo o que os cercava, perdidos em mútua contemplação.
O celebrante voltou a falar quebrando mais uma vez o encanto:
- Agora podem trocar as alianças. - E com um gesto amigável chamou as crianças que as carregavam.
A filha de Gina entregou a cestinha para Rony e Teddy depositou a pequena almofada com as alianças nas mãos de Harry.
Rony pegou a aliança de ouro com cinco pequenos brilhantes incrustados e tomando a mão esquerda da noiva e falou enquanto deslizava a jóia pelo dedo anelar: - Com esta aliança eu te desposo; e que ela seja sempre um símbolo do meu amor e da minha fidelidade.
Hermione admirou por alguns instantes a aliança e pegando a mão esquerda do ruivo repetiu o voto colocando no dedo dele uma aliança que ostentava um único brilhante incrustado: - Com esta aliança eu te desposo, e que ela seja sempre um símbolo do meu amor e da minha fidelidade.
Os dois ficaram de mãos dadas e se voltaram para o outro casal, sorrindo.
Harry desamarrou as fitas que prendiam as alianças e tomando uma delas, pegou a mão esquerda do loiro e colocou a aliança de platina que ostentava um diamante de rara beleza engastado, chamado lágrima de dragão e repetiu os votos: - Com esta aliança eu te desposo, e que ela seja um símbolo do meu amor e da minha fidelidade.
Draco pegou a outra aliança, absolutamente idêntica a sua, com a mão levemente trêmula tomou a mão morena e respirando fundo falou: - Com esta aliança eu te desposo, e que ela seja um símbolo do meu amor e da minha fidelidade.
Eles também se deram as mãos e sorriram para o casal de amigos.
O bruxo que oficiava a cerimônia falou novamente:
- Solicito a todos os presentes que se levantem e aos padrinhos e pais que se aproximem dos noivos com as varinhas em punho, para o voto de união dos noivos e a confirmação do Elo Matrimonial.
Os noivos postaram-se de frente um para o outro, ainda de mãos dadas. Com um gesto do celebrante os quatro recitaram:
- "Nós juramos viver em paz e movidos pelo amor
Coração a coração, mão nas mãos.
Ó grande espírito, ouça-nos agora
Confirmando este voto sagrado."
Todos falaram a uma só voz: - "Que assim seja."
E das varinhas dos padrinhos jorraram fagulhas douradas sobre os noivos, selando o compromisso.
O bruxo voltou a falar:
- Eu os declaro oficialmente casados. Podem beijar seus esposos.
Os flashes dos fotógrafos espocavam loucamente registrando o momento do beijo entre os casais mais famosos da história da bruxandade moderna, mas eles não pareceram se importar, felizes demais por estarem ligados pelas leis dos homens e pelo elo de amor.
Depois de alguns risos discretos e tosses fingidas, os dois casais muito sorridentes e abraçados, tornaram a virar-se para o pequeno púlpito onde estava o celebrante, que comunicou aos presentes que daria a bênção final e começou a falar:
- "Que as vossas almas sempre se banhem na luz da verdade e do entendimento. Que o amor de vocês sempre eleve seus pensamentos ao céu, enquanto seus pés permaneçam profundamente enraizados na terra. Que o amor não esteja presente apenas em suas mentes, mas principalmente em seus corações. E mantenham seus corações sempre abertos para o esposo. Que o seu amor seja um santuário para o outro e para tudo que lhes é sagrado. Sempre honrando aquele que vos amou primeiro e que os inspirou a amar um ao outro, aquele que os fez ficarem juntos: O criador de todos nós."
- Abençoados sejam!
E os convidados repetiram: - Abençoados sejam!
O quarteto de cordas iniciou uma melodia leve e romântica e o celebrante convidou os dois casais a assinarem o livro do registro civil, sendo seguidos pelos padrinhos e pais que foram saindo pelas laterais do pequeno altar até a tenda onde estava montado o bufe.
Assim que Rony e Hermione colocaram os pés no tapete, seguidos por Harry e Draco, uma chuva de pétalas de rosas desceu sobre os dois casais que foram saudados por todos enquanto caminhavam.
Ao chegarem à área da recepção, os dois casais trocaram os cumprimentos. Hermione com os olhos lacrimejantes abraçou Harry e Draco desejando a eles toda a felicidade do mundo e recebendo os mesmos votos dos dois. Rony foi mais comedido, deu um abraço em Harry e cumprimentou o loiro com um aperto de mão. Mas antes que os padrinhos chegassem até eles, uma diminuta figurinha de cabelos loiros prateado trajando um esvoaçante vestido verde jade com uma fita dourada e prateada na cintura que terminava num mimoso laço na parte de trás, irrompeu pelo tapete de cerimônia agora quase coberto de pétalas de rosas, gritando com sua vozinha fina:
-Papais, papais!
Harry e Draco se ajoelharam para receber a filha com muitos beijos e sorrindo feitos bobos; era a primeira vez que ela os chamava assim.
Hermione secou as lágrimas e acabou sorrindo da traquinagem da pequena que havia escapado das vigilantes mulheres Weasley, mostrando que era realmente neta de um maroto. Que Merlin tivesse piedade deles!
Ao se dar conta dos fotógrafos, Bella virou-se na direção dos flashes atirando beijinhos e dando tchau com a mãozinha. Draco com seu sorriso marca registrada comentou:
- Esta garota vai longe! Herdou o meu charme! Com esta idade já está encantando a mídia de toda a Europa.
E o moreno retrucou:
- Quando ela ficar maior não quero nem pensar na fila de admiradores batendo em nossa porta! Ela promete ser uma moça lindíssima.
O sorriso do sonserino sumiu e ele falou num tom muito parecido com seu falecido pai: - Se algum deles magoar nossa garotinha vai aprender na carne porque a família Malfoy sempre foi temida.
Harry o olhou um tanto surpreso pela drástica mudança, mas concordou com um pequeno gesto e um brilho perigoso nos olhos.
Hermione quebrou o clima comentando num tom leve: - Ela ainda é um bebê e tenho certeza que sendo filha dos dois saberá se defender muito bem. Sorriam rapazes, hoje é dia de festa!
E Rony emendou com um sorriso de lado: - E depois vem a lua-de-mel!
A castanha balançando a cabeça e revirando os olhos comentou num tom jocoso: - Vocês homens são todos iguais! Só pensam naquilo!
Os três noivos riram e o loiro respondeu: - Admita Mione, realmente vai ser a melhor parte de tudo isto. - Disse ele com um sorriso entre o divertido e o sardônico e um olhar que abrangia o entorno. - Depois de toda esta trabalheira, exposição pública e dias sem ver o Rony, me diga que você não quer um pouco de sossego e privacidade.
Ela sorriu de volta, mas não conseguiu articular uma resposta, pois seus pais haviam chegado e ela foi carinhosamente abraçada e beijada por eles, e em seguida pelo casal Weasley. Depois vieram os padrinhos e os dois casais não se falaram mais, recebendo felicitações dos inúmeros convidados enquanto as máquinas fotográficas disparavam sem trégua e as penas de repetição corriam velozes pelos caderninhos de anotações.
Hagrid apareceu acompanhado de Madame Maxine e pela primeira vez o meio gigante estava realmente alinhado. No lugar do horrendo casaco de pele de toupeira ele vestia um elegante terno azul marinho, camisa branca e uma gravata azul marinho com petit pois brancos, tendo a barba aparada e os cabelos rebeldes quase domados, presos num rabo de cavalo.
A diretora de Beaubaxtons num vaporoso vestido de estampa floral fazia um par perfeito com o guarda-caça. A resolução do "caso das Aranhas" na escola francesa pelo jeito havia rendido bons frutos para ele e Madame Maxine também parecia estar apreciando a companhia. Mas Hagrid sempre veria Harry como um menino, e lhe deu um daqueles abraços quebra-ossos que o levantou do chão ao desejar felicidades e começou a chorar de emoção, mas desta vez o lenço que ele tirou do bolso era somente do tamanho de uma toalha de rosto e confeccionado em fina cambraia de linho. A senhora foi mais comedida, inclinando a cabeça em cumprimento, felicitando os noivos num inglês carregado de sotaque e recebendo os agradecimentos num corretíssimo francês por conta de Draco, que estava com a filha no colo.
Depois de um tempo que pareceu infinito, todos estavam acomodados sob o imenso toldo cuja cobertura diáfana filtrava a luz do sol proporcionando uma luminosidade agradável e aliviando o calor. As cadeiras eram brancas e as mesas estavam cobertas por toalhas de um amarelo pálido com desenhos de folhagens em dourado e prateado foscos; os centros de mesa ostentavam delicados arranjos com pequenos crisântemos de uma tonalidade verde claro, botões de rosa vermelhos e folhagens que variavam do prata ao verde intenso criando um clima agradavelmente colorido.
Na mesa dos noivos, os dois casais, os pais de Rony e Hermione, Pansy Parkinson e Gregory Goyle mais Minerva MacGonagall e Horácio Slughorn que estava quase estourando de tanto orgulho por ter sido escolhido para acompanhar seu mais famoso pupilo até o altar, "colecionar" troféus de prestígio e bons contatos sociais seria seu vício eterno.
Minerva sempre muito séria tinha uma expressão mais suave neste dia. Ela pensava em tudo que aqueles jovens já haviam vivido. Especialmente Harry. E era com o coração aliviado que ela via o carinho de Draco para com ele e com a filha dos dois. Quem diria que o herdeiro Malfoy e seu arquiinimigo acabariam se apaixonando e inacreditavelmente tido uma filha juntos. Mas como dizia Dumbledore, o amor era uma força imensurável, e neste caso a única explicação possível para fatos tão extraordinários.
Os pais de Hermione estavam admirados com a variedade de pessoas, estilos e os modos do mundo bruxo, tudo parecia atual, mas ao mesmo tempo trazia uma aura de antiguidade como as penas e pergaminhos, castiçais com velas, as longas túnicas dos homens e o vestuário das mulheres, bem como a profusão de jóias ostentadas e exóticos arranjos nos cabelos e nos chapéus. A senhora Granger não se cansava de fitar Harry e Draco mimando a filha, conjeturando com todo o ceticismo científico, a realidade irrefutável de uma inusitada gravidez masculina. Mas era neste mundo um tanto estranho e fantástico que sua filha havia escolhido viver, então lhe restava surpreender-se e aceitar o impossível.
Hermione fora criada para ser uma livre pensadora e sempre demonstrou um brilhantismo fora do comum, assim não foi um choque tão arrasador quando ela recebeu a carta de Hogwarts.
Agora sua estudiosa menina era uma renomada curandeira e estava casada com seu namorado de escola, um herói de guerra assim como ela própria e renomado auror. E ela e seu marido estavam na Inglaterra mágica, numa cidade bruxa, nos jardins da famosa escola e cercados de bruxos. Parecia um sonho ou talvez um episódio da antiga série de TV "Além da imaginação". Mas Hermione estava radiante, e isto era o que importava, ela havia feito suas escolhas e parecia muito feliz.
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A imensa mesa do bufê era uma festa para os olhos e uma tentação para a gula. Uma variedade sem fim de frutas frescas de todas as partes do mundo, fatiadas, na forma de cubinhos ou espetadas em palitinhos davam um colorido especial ao ambiente bem como a variada mesa de sucos. Também havia waffles preparados na hora, delicados crepes com os mais variados recheios, salgadinhos coquetel desde o simples creme de frango com palmito até o sofisticado caviar russo, massas folhadas, brioches crocantes, pastéis e vários biscoitos.
A mesa das tortas era uma atração à parte. De frutas, chantilly, creme pâtisserie, merengue caramelado, glaceadas, de mashmellow, de frutas secas ou cristalizadas, de abóbora e a atração maior eram as de chocolate, em variedades de tentar qualquer um, sem falar nos delicados muffins recheados que traziam na cobertura desenhos de leões, dragões e fênix.
O toque especial ficou por conta de uma "árvore" de maçãs do amor que estava plantada num grande vaso. Dos galhos frondosos e miniaturizados pendiam suculentas maçãs caramelizadas em tons de verde e vermelho, numa altura em que as crianças pudessem alcançá-los facilmente.
Os garçons pressurosos passavam pelas mesas oferecendo diversas opções de chás, café, leite, achocolatados, cerveja amanteigada e até refrigerantes trouxas. Os músicos alegravam o ambiente e também os repórteres e fotógrafos se revezavam fazendo pequenas pausas para deliciarem-se com as iguarias que lhes foram servidas num pequeno bufê na lateral da tenda, onde estava a central da imprensa.
Os únicos que não estavam aproveitando as iguarias eram os noivos, tirando fotos com cada convidado, passando pelas mesas, socializando com todos e ainda correndo atrás de Bella que adorou se enfiar debaixo das mesas e se esconder sob a mesa do bufê.
Rita Skeeter estava agitada, coordenando a pena de repetição verde ácido e sua nova câmera fotográfica de alta velocidade tentando flagrar lances que rendessem boas fofocas. Mas ela também acabou sendo alvo de comentários. Sua indumentária matinal estava como sempre discretíssima! Metida num justíssimo vestido com estampa de oncinha onde acima da linha do busto, o decote e as mangas eram de tule preto e transparente que teimava em escorregar para baixo, fazendo o vestido descer perigosamente, obrigando-a a sungar o tecido a cada cinco minutos para não revelar mais do que o recomendável. As meias pretas e o sapato de salto agulha também em estampa de oncinha coordenado com o óculos estilo gatinho enfeitados com cristais faziam um conjunto deveras extravagante.
Os primos Weasley e o restante das crianças também se engajaram no corre-corre criando uma divertida algazarra. A aia, filha de Gina, fugia de um dos garotos sem olhar para onde corria e acabou colidindo com uma moça alta, com a pele cor de chocolate e cabelo preto volumoso com cachos que mais pareciam molinhas. A negra bonita pegou a menina no colo e perguntou a garotinha esbaforida: - Está tudo bem querida?
A pequena fitou a estranha e fez um sinal positivo com a cabeça.
- Você também é uma Weasley? Quem são seus pais? - perguntou ela.
- Minha mãe é Gina Weasley.
- Deuses! - Exclamou ela - Filha da Gina! Quer que eu te leve até ela?
A menina fez um gesto de concordância e deu a mão para a mulher mais velha, que se dirigiu até o aglomerado de mesas onde imperavam as cabeleiras vermelhas. Ao sentir-se em território seguro, a menina soltou a mão da estranha simpática e correu para a avó.
Abanando para a ruivinha, ela ia voltar para sua mesa quando se viu frente a frente com um rosto bastante conhecido. Seus olhos quase lhe pregaram uma peça, os gêmeos Weasley eram idênticos, mas seu amor adolescente já não estava entre os vivos, então este só podia ser Jorge. Respirando fundo para se recompor do choque, ela ensaiou um sorriso e cumprimentou o ruivo:
- Olá Jorge! É bom te ver.
O homem parecia ter sido vítima de um Petrificus Totallus. Foi uma das poucas vezes que ele ficou absolutamente sem palavras e sem ação.
Aquela deusa de ébano trajando um vestido tomara que caia rosa, perfumada e com um sorriso lindo, havia povoado muitas vezes seus sonhos. Mas ela era namorada de Fred, e, portanto, fora de alcance. Depois da guerra ela seguiu a carreira de jogadora de quadribol fora do país e passaram-se tantos anos...
Jorge pareceu sair de um encanto e deu-se conta de que a encarava há quase um minuto sem falar nada, então tratou de remendar a gafe:
- Angelina Johnson! Há quanto tempo! Veio especialmente para o casamento do mais famoso apanhador da grifinória?
- Também, mas voltei para a Inglaterra em caráter definitivo. E creio que serei quase sua vizinha! - Disse ela.
- Vizinha?
- No Beco Diagonal. Aluguei um apartamento ali enquanto penso o que vou fazer da minha vida.
- Veio com marido e filhos? - Perguntou o ruivo.
- Eu sou solteira, Jorge, meu casamento era com o time, mas chegou a hora de procurar alguma coisa mais interessante para fazer.
Dali em diante os dois se perderam numa longa conversa e Jorge estava tão focado na linda mulher que nem viu os olhares curiosos e os sorrisinhos sugestivos em sua direção.
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A festa prosseguiu animada até que próximo do meio dia, todos estavam conversando, rindo e era chegada a hora de cortar os bolos dos noivos e brindar com champanhe.
O pessoal do bufê, num belo truque, fez aparecer uma mesa de bom tamanho com dois magníficos bolos de casamento ladeados por baldes com gelo, garrafas do melhor champanhe e taças de cristal. A bebida espumante e as taças também apareceram em todas as mesas.
Os noivos se postaram ao lado dos bolos na pose tradicional, com ambos segurando a faca que cortaria a primeira fatia e os fotógrafos registraram e cena de todos os ângulos possíveis.
O bolo de Rony e Hermione era redondo, todo branco, com três andares e um ramalhete de rosas vermelhas descia até o tabuleiro. No topo, em lugar do tradicional casal de noivos estava um casal de leões. As rosas pareciam reais, mas na verdade eram preciosas recriações em chocolate branco tingido, a surpresa ficaria por conta do sabor, pois o bolo era de chocolate trufado recheado com nozes e cerejas, envolvidas num cremoso ganache de chocolate.
Harry e Draco optaram por um bolo quadrado também de três andares, de cor verde suave e todo trabalhado com delicados desenhos em glacê dourado e prateado; dando um aspecto filigranado ao doce, e no topo repousavam um dragão prateado e uma fênix em dourado e vermelho que se encaravam e tinham as garras entrelaçadas. Novamente o sabor seria uma surpresa; neste caso uma massa muito leve de baunilha e amêndoas, recheado com chantilly tradicional, morangos e framboesas.
Aproveitando o ensejo, Draco e Hermione fizeram sinais para um dos garçons que apareceu com um terceiro bolo que arrancou muitas risadas e palmas dos convidados: uma recriação de um campo de quadribol onde se erguiam duas torres, uma da Grifinória e outra da Sonserina, os aros para a goles, uma miniatura de Harry voando na firebolt e sendo confrontado por uma miniatura de Draco montado em sua Nimbus 2001.
Todos cantaram parabéns para o moreno que parecia entre o sem graça e o encantado com o bolo temático.
Gui Weasley num tom brincalhão falou: - Bem Harry, pelo menos acho que você nunca vai esquecer a data do seu aniversário de casamento! Parabéns duplo para você!
Os convidados repetiram os votos e deram uma salva de palmas para o noivo e aniversariante.
Os bolos foram cortados, e os noivos provaram os doces pela mão de seus esposos. No brinde com champanhe os convidados ergueram as taças cumprimentando os recém-casados que estavam cansados e felizes depois de tanta agitação. Enquanto os garçons serviam dos bolos aos convidados, os quatro tiveram uma pequena pausa e se entreolharam sorrindo.
Harry sempre carinhoso abraçou Draco e deu um selinho no loiro que retribuiu fazendo um carinho no rosto do marido.
Rony teve de abrir a boca: - Devagar vocês dois! Ainda faltam algumas horas até começar a lua-de-mel.
O loiro respondeu: - Em vez de ficar babando de inveja, você podia namorar um pouquinho. Com a boca ocupada você fica menos chato e a Hermione merece ser tratada como uma princesa, afinal ela é a noiva! Então vai dar um amasso na sua esposa ou encha a boca de bolo.
Hermione balançou a cabeça e trocou um sorriso com Harry; aqueles dois iriam discutir a vida inteira, mas ao menos já haviam passado da fase de trocarem socos ou feitiços. A iminente discussão entre os dois nem começou, pois Bella chegou pedindo colo. A garotinha afundou as duas mãos numa das fatias de bolo e enfiando os dedinhos melados na boca ria muito e falava: - Doce, doce, doce...
Os dois casais conversaram, receberam felicitações e foram fotografados por mais de uma hora até decidirem que era chegada à hora de partir.
Então a noiva jogaria o buquê e depois eles sairiam da festa, mas os organizadores haviam preparado uma surpresa para os solteiros; além das flores tão tradicionais, os três noivos também ofertariam talismãs de boa sorte no amor.
Assim os homens e mulheres solteiros da festa se juntaram no meio da área de recepção onde foi conjurado um pequeno tablado. Os dois casais receberam muitas palmas, assovios e palavras de encorajamento. Hermione aspirou o perfume de seu fragrante buquê e os três homens um tanto sem jeito mostraram o que iriam jogar para os solteiros: sapos de pelúcia trajados com vestes bruxas e cada boneco com um topete da cor de cabelo dos rapazes.
Depois de mais risadas e muitas palmas, os quatro se viraram de costas para os convidados e lançaram os talismãs. Foi uma disputa divertida e acirrada que durou apenas alguns segundos, e os vencedores sorridentes ostentavam as prendas conquistadas.
O cobiçado buquê estava nas mãos de ninguém menos que Pansy Parkinson que sorria radiante, o sapo de topete ruivo ficou com Angelina Johnson, o de topete loiro com um auror colega de Rony e o de topete preto literalmente aterrissou no colo de Madame Maxine que encabulada sorriu para Hagrid, fazendo o meio gigante ficar vermelho como um tomate maduro.
Algumas fotos a mais, uma coleção de piadas sobre lua-de-mel foram desfiadas, muitos beijos de despedidas e um abraço apertado de Bella que ficaria com a sra. Weasley. Os dois casais saíram da festa por um corredor, onde bancadas de madeira decoradas com ramalhetes verdes e arranjos florais continham as lembrancinhas do casamento que seriam ofertadas aos convidados; bomboniéres em cristal que de um lado tinha lapidado um casal de leões e no outro um dragão e uma fênix com as garras entrelaçadas, repetindo o motivo dos bolos de casamento e recheados com as tradicionais amêndoas glaceadas em tons de dourado e prateado.
Rony pegou um dos potes e recebeu um olhar incrédulo de Hermione, mas tratou de se justificar: - Eu ainda estou com fome!
Ela balançou a cabeça em desalento e Harry falou:
- Antes de sair daqui eu gostaria de dar uma última voltinha sobre o campo de quadribol, vocês me acompanham?
Draco e Hermione se olhavam surpresos e Rony deu um sorrisinho.
- Harry, que idéia mais maluca! Voar como? Usando aquelas vassouras caindo aos pedaços do armário do campo de treino? - Perguntou o loiro e Hermione emendou:
- Eu não vou voar! Nunca me adaptei e com este vestido não dá! Sem falar que temos horário certo para as chaves de portal!
O ruivo interferiu: - Mione, eu também tenho uma surpresa para você e nós vamos até aquele velho carvalho onde sentávamos para estudar lembra? O motorista vai nos esperar, além disso, eu e o Harry atrasamos o horário das chaves de portal, vamos!
Com um Accio Firebolts Harry estendeu os dois braços pegando no ar duas vassouras de última geração; um presente útil e que fez os olhos de Draco cintilarem.
- Para mim? - Perguntou ele.
- Para nós. - Respondeu o moreno. E num tom risonho falou: - Agora nós estamos em pé de igualdade e você não vai poder alegar que eu consegui te vencer por causa da vassoura.
O loiro torceu o nariz, mas acabou rindo da criancice do marido e também por causa do presente tão típico de Harry.
Os dois montaram nas vassouras e fizeram um vôo rasante sobre a área do casamento, surpreendendo os convidados que passeavam ao ar livre e se dirigiram para o campo de quadribol. Muito entretido com o fato de voar lado a lado com o moreno, nem se deu conta que revoavam sobre a quadra e Harry o guiou até atingirem um ponto bastante alto de onde teriam uma visão total do campo e então chamou sua atenção: - Apesar das nossas brigas, tivemos bons momentos aqui, não é?
O loiro suspirou e respondeu: - Sem dúvida, mas a última vez que voei com você em Hogwarts não deixou boas lembranças.
- São tempos passados Draco, agora é vida nova. Mas a vassoura não era a surpresa, olha para baixo.
Draco olhou para o campo agora iluminado pelo sol a pino e sua respiração ficou presa na garganta.
A grama do campo de quadribol parecia um jardim, e as flores coloridas desenhavam o dragão e a fênix com as garras entrelaçadas. Abaixo das figuras, também escrito com flores havia a mesma citação que estava gravada nas alianças de casamento: AMOR VINCIT OMNIA (O AMOR A TUDO VENCE). Tocado com o romantismo do presente, o loiro bastante emocionado encostou a vassoura na de Harry e beijou o marido, pois sabia que não conseguiria falar naquele momento. Harry quebrou o beijo e fez um gesto para que ele o seguisse, manobrando num trajeto descendente e desmontando a vassoura na borda da quadra. Assim que Draco pousou o marido tomou a mão do loiro e com um gesto as flores se ergueram do chão revoando na brisa quente, formando no céu uma vez mais as duas figuras e explodindo num arco íris de fagulhas coloridas, pintando o céu do final de Julho.
Em outro canto do jardim, Rony e Hermione também desfrutavam de seu momento Hogwarts. Sentados no banco junto ao velho carvalho, os dois apreciavam o espetáculo de romantismo pirotécnico do outro casal e sorriam. Hermione segurava nas mãos o saquinho de veludo onde repousava a jóia que havia ganhado do marido: uma fina corrente de ouro com um pendente onde entrelaçadas haviam as letras R e H com um W no fundo, duas delicadas safiras, exatamente da cor dos olhos de Rony estavam incrustadas na junção das letras.
Quando ele ofereceu a jóia para ela minutos antes, havia falado: - Hermione, este é um presente meu para você, não tão chique quanto eu gostaria, mas é de coração. Esta jóia tem um feitiço de proteção e se você estiver em perigo, segure o pendente e repita as palavras que estão gravadas nas nossas alianças. Ele vai funcionar como uma chave de portal te levando onde eu estiver.
Ela tirou a jóia do saquinho e com os olhos rasos d'água contemplou o delicado trabalho. Agora ela era uma Weasley e Rony do seu jeito estava fazendo uma declaração de amor incondicional, carinho e proteção. Seu agradecimento foi abraçá-lo e beijá-lo com todo o amor que sentia e esperava que fosse como as palavras em latim gravadas em suas alianças: AD AETERNUM (PARA A ETERNIDADE).
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Quinze minutos mais tarde, os quatro seguiram para a limusine que os levaria de volta a Hogsmeade, fazendo a aparição pública final agora como casais de fato e de estado. A bagagem deles, bem como as chaves de portal que os levaria aos destinos da lua-de-mel, os esperava no prédio da instituição de caridade mantida por Draco e Harry.
Para a surpresa dos quatro, as ruas da cidade permaneciam cheias e eles foram saudados pelos populares todo o tempo, o dia ensolarado e a capota do carro abaixada facilitavam os cumprimentos.
Harry e Hermione comentaram que eles pareciam estar num cortejo real e Draco falou: - Mas nós somos a realeza bruxa! Vocês três os salvadores do mundo bruxo e eu a elite da pureza de sangue. Não me olhem com estas caras, vocês sabem que é o pensamento do povo, e apesar de minha família não ter boa fama, a pureza de sangue mágico ainda é considerada de grande valor, quer vocês gostem ou não. O Rony também faz parte da elite de sangue mágico, a família Weasley é muito antiga e os Prewett fazem parte dos primórdios da história bruxa. A prova cabal disto está na sua cabeça Hermione, esta tiara tem séculos de idade e tradição, e pelo que entendi é ourivesaria de duendes, assim como a espada de Godrico Gryffindor. Então se sinta duplamente honrada minha amiga, por ter sido aceita entre os bruxos mais tradicionais como uma igual e por méritos próprios.
A castanha ficou pensativa e os outros dois estupefatos. Harry por começar a entender os complicados e às vezes não muito lógicos meandros as sociedade bruxa e Rony pelo reconhecimento de Draco à sua linhagem. Este não era um tema comumente discutido, principalmente depois de duas guerras onde o mote principal era a preservação da pureza do sangue mágico. Ele pessoalmente não tinha fascinação pelo tema, mas era um fato: descendia de incontáveis gerações de sangues puro, mas felizmente não fora criado cheio de preconceitos e idéias de grandeza por isto.
Chegando ao destino, eles seguiram para o terceiro andar onde o loiro tinha um pequeno apartamento de dois quartos, segundo ele sua "pousada de emergência". As malas prontas e etiquetadas estavam num canto da sala, os trajes de viagem em cabides separados e uma refeição magicamente preservada os aguardava na cozinha.
Hermione foi a primeira a trocar de roupa, optando por um elegante tailleur em tons claros no mais puro estilo Chanel com uma blusa de seda branca e escarpins de salto médio. Ela voltou até a sala e foi auxiliada por Draco na retirada da preciosa tiara. Rony apareceu em seguida trajando calça e camisa esporte, segurando uma jaqueta de camurça e comentou com a castanha depois que o outro casal saiu da sala: - O Malfoy realmente tem bom gosto, mas, por favor, não conta a ele que eu falei isto, certo? Ele já é pretensioso mais do que o suficiente.
A moça riu e ofereceu um lanche ao ruivo eternamente faminto.
Harry e Draco no outro quarto também trocavam os trajes bruxos por roupas trouxas. Eles iriam via chave de portal até Milão na Itália, e chegariam num posto do ministério da magia italiano que se localizava ao lado do aeroporto Malpensa. Dali, seguiriam por terra até o hotel em Lugano na Suíça, e já que o hotel era trouxa usariam um meio de transporte condizente. A suíte já estava reservada e a estadia previamente paga, pois eles iriam chegar fora da hora tradicional do check-In do hotel. Bella também chegaria via chave de portal no próximo fim de semana, mas na cidade de Lugano.
Harry como sempre, fazia o estilo casual numa calça de linho caramelo, camisa verde e um casaco de pelica bege. Draco apareceu num clássico e elegante blazer pied-de-poule branco e preto, calça preta e camisa em tom lavanda.
Rony e Hermione passariam três dias na romântica Veneza e depois iriam para Atenas, onde tomariam o navio de cruzeiro para as ilhas gregas. Ela estava radiante e Rony levemente preocupado, pois da Itália para a Grécia eles iriam de avião. Ele já havia se acostumado com os carros trouxas e até mesmo com as motos, mas voar naquelas gaiolas de aço era meio claustrofóbico e ele chegou a sentir uma pontinha de saudade do velho Ford Anglia enfeitiçado, onde ele e os gêmeos haviam resgatado Harry há muitos verões atrás.
Os quatro aproveitaram a meia hora seguinte para descansar e fazer a última checagem na bagagem antes de fazer as malas encolherem.
Na hora marcada, as chaves de portal emitiram o brilho de aviso da sua ativação e depois de rápidas despedidas cada casal tocou sua chave de portal e com o conhecido tranco no umbigo, partiram para a melhor parte do casamento: a tão merecida lua-de-mel.
Notas de esclarecimento:
1. Tradição das noivas: (não muito usada aqui no Brasil) Algo novo, algo velho, algo emprestado e algo azul. Muitas vezes o algo azul é uma liga elástica para meias 7/8 (aquelas antigas que as avós usavam com cinta-liga, ou ligas na coxa para a meia de seda não escorregar, obviamente antes da invenção da meia-calça). Depois do buquê atirado pela noiva, o noivo retira a liga rendada da perna da esposa e a atira para os homens solteiros.
Ok, as cintas-liga e meias 7/8 ainda existem, mas são usadas basicamente como objetos de fetiche, dada sua pouca praticidade, embora os modelos modernos já tenham um punho de lycra que as mantém no lugar.
Para o noivo ter alguma prenda a ofertar aos convidados, a moda corrente são os sapos de pelúcia (ou seja, enquanto você não encontra o príncipe, fica mesmo é com o sapo) e alguns optam por bonequinhos de pano personalizados vestidos com uma versão miniaturizada da roupa do noivo (eu prefiro os sapos, bonecos cópia do noivo dão uma pinta de ritual vodu- Topaz/ Vou com a Topaz nesta.:) Fabianadat)
2. Tiara de Muriel: Nos livros a jóia foi mencionada, mas nunca descrita. Muriel comentou que era obra dos duendes e traçando um paralelo, chegamos até a espada de Godrico Gryffindor; igualmente obra de duendes e finamente trabalhada em metais preciosos e gemas engastadas. Pesquisando, descobri que o carvalho era considerado árvore sagrada pelos Druidas e vários outros povos da antigüidade, assim surgiu a minha descrição da bendita tiara, também baseada em fotos de jóias antigas expostas no museu britânico. (Topaz)
3. Diamante lágrima de Dragão: Apesar das jaças em sua superfície multifacetada, o diamante lágrima de Dragão brilha como uma estrela em miniatura. No coração da jóia, nuances de azul se misturam com um brilho de luz prateada e fria que se mescla com faíscas de vermelho criando um pequeno e brilhante inferno.
Sempre que a luz incidir da em certas facetas da pedra, ela reflete um tom de intenso azul celeste, e não a luz branca como os diamantes comuns.
Raridade: extremamente raro
Locação: Reino Élfico
(Wikipédia do sobrenatural)
4. Petit-pois, polka dots ou poá são os nomes dados à famosa estampa de bolinhas que foi muito usada nos anos 50.
5. Pied-de-poule: um tecido de padrão geométrico parecido com xadrez, normalmente em preto e branco (embora também exista noutras cores), e que se caracteriza por aparentar a forma de um pé de galinha.
Nota Topaz:
Sim meu povo! Eu escrevi este capítulo grandinho, muito descritivo e não tem nada hot nele. Podem xingar, eu sou uma louca detalhista, mas o casamento deles não podia simplesmente ser descrito em três parágrafos curtinhos e partir direto para os finalmente. As coisinhas interessantes ficaram para os próximos dois capítulos que finalizam a fic. Sem contar os dois cap. extras, é claro.
Aguardo comentários, xingamentos, gritaria ou elogios.
Até muito breve, Topaz.
Nota Fabianadat:
E ai, seguidoras de nosso Brasil? Como estão?
Bem, como a Topaz já colocou este cap foi mais sobre a cerimônia do casório e coisas assim, a pegação mesmo vem nos próximos cap e extras.
Podem xingar e nos crucificar, mais deixem reviews, afinal não custa nada e ainda nos deixa felizes.
E vejam só, a Topaz nem deixou uma praga desta vez, por isso sejam bonzinhos.
Aguardem-nos, os próximos capítulos estão hothothot.
Até mais.
Fabianadat
