Capítulo XXI- Em casa
Sarah olhou em torno. Aquele era um lugar estranho, mas não muito. Era uma casa, mas ela não conhecia.
Ao seu lado estavam o professor Snape e sua mãe. Hermione simplesmente disse:
- Severo, não me sinto bem, acho que vou.... –e caiu em cima de um enorme sofá, que era o centralizador da sala de estar.
Snape se precipitou em direção de Hermione, tentando acordá-la. Logo e depois assobiou. Sarah ficou impressionada quando aparecem três elfos domésticos atendendo ao assobio.
Os elfos se precipitaram em direção de onde estava Snape e se acotovelaram para verem Hermione.
- A Sra. morreu? – perguntou um deles, totalmente pesaroso.
- Claro que não! –afirmou Snape- Preparem o quarto... Ela só está desmaiada, e terá que descansar. – Os elfos se precipitaram escada a cima, enquanto Sarah aproveitou para inspecionar o ambiente. Não adiantava mesmo queres fazer algo por sua mãe, que continuava desmaiada.
Aquela era uma sala enorme, sutilmente decorada. Nada parecia estar fora do lugar ali. Num dos cantos da sala de estar havia uma escada em estilo medieval. Os lustres caiam do teto e faziam a luz resplandecer em diversas tonalidades, em múltiplas direções. Eles pareciam sincronizados e se refletiam ao mesmo tempo muitas vezes. Havia um enorme sofá de brocado, bem no meio do ambiente, onde sua mãe estava deitada, e o professor Snape tentava reanimá-la. Belas mesas de centro e laterais preenchiam todos os espaços restantes, cobertos com pequenos e por vezes minúsculos bibelôs. Num outro canto, havia uma grande televisão e Sarah chegou a arregalar os olhos de surpresa. Realmente era inusitado. Snape percebeu o olhar atento da menina e simplesmente disse:
- Esta é minha casa, Sarah!
- Muito bonita, mas totalmente gelada. – comentou a menina.
- Os elfos irão preparar um quarto para que você descanse. – Snape explicou – Não ficar com medo, Sarah. Esta casa é protegida com um feitiço... Ninguém entrará aqui. – falou ele, num tom conciliador.
- Mas é quem era aquele homem? – Sarah quis saber. Enquanto isso o professor, fazia o feitiço Férula e erguia Hermione, começando a leva-la ao quarto.
- Que homem, Sarah? – perguntou Snape meio que desligado dos fatos, enquanto começava a subir a escada e fiscalizava Hermione flutuando no ar.
- Aquele que falou conosco pouco antes que chegarmos aqui. – explicou Sarah, subindo as escadas, logo atrás do professor. Os degraus eram de veludo acarpetado marrom escuro e o corrimão as mesma cor, e inclusive forrado com o mesmo tipo de tecido.
O piso superior da casa era escuro, pois apenas tochas iluminavam o ambiente. Os elfos encostados em uma porta estavam esperavam novas ordens. Ao vê-los vieram espiar Hermione, porém foram detidos por Snape.
- Fiquem longe da Sra. Ela precisa de ar puro! – repreendeu ele.
" Porque será que todos chamam minha mãe de senhora? Deve ser uma espécie de tratamento respeitoso, e bem os elfos não passam mesmo de escravos.. mesmo esses totalmente bem tratados e pelas vestes exóticas, libertos." – Sarah cogitava consigo mesma.
Snape fez com que Hermione desmaiada entrasse no quatro e Sarah os acompanhou. Os olhos da menina se arregalaram com a surpresa. Aquele era o lugar mais lindo que já vira. Era um quarto enorme com duas janelas grandes , cobertas com cortinas de renda clara (não branca mas de um bege bonito). Sarah cogitou consigo mesma que sua mãe era típica pessoa que gostava daquele tipo de frivolidade. Uma luz vinda do teto fazia tudo parecer mais acolhedor. No canto posto a cama ardia uma lareira, que esquentava e ajudava a clarear o ambiente. A cama era a maior que já vira, e a colcha bem como o restante dos acessórios combinava com as tonalidades predominantes no ambiente. Tudo parecia diferente ali dentro. Até um leve aroma de rosas estava presente. Alguns quadros tornavam as paredes mais aconchegantes. Livros decoravam um pequeno nicho formando por duas poltronas de fronte a lareira. Uma penteadeira enorme de estilo antigo com decorava a parede entre as duas janelas. Havia diversas fotografias em cima dela. Sarah, com curiosidade foi olhá-las. O papel de parede era claro e não havia excesso de móveis por ai. Porém tudo o que estava presente formava um conjunto harmônico e maravilhoso.
Severo Snape procurava acomodar Hermione na cama, enquanto um dos elfos tirava os sapatos dela. Por um instante, Snape ergueu seus olhos e viu Sarah caminhando em direção a penteadeira. A menina não poderia ver aquelas fotografias, em hipótese nenhuma. Com uma agilidade monumental, tirou sua varinha do bolso e disse:
- Apagudeo Hermione. – No instante seguinte, a figura de Hermione simplesmente se apagara de todas as fotografias. Com a mesma rapidez que entrara em cena, a varinha desaparecera nos bolsos da veste do professor.
Sarah pegou um dos porta-retratos com curiosidade. Porém para sua decepção era somente o professor Snape quem aparecia nelas. Inclusive uma delas devia ter sido queimada pelo sol. Este entrava pela janela durante todo o dia e queimava a fotografia de tal maneira que quase não se envergava mais nada. Existia algo naquelas fotografias que fizera Sarah ficar desconfiada. Não havia nenhuma foto de família,nenhuma outra pessoa, nada.. Estranho! Tivera a impressão de ter visto outras pessoas nas fotografias. Talvez estivesse longe demais para precisar algo. Sarah colocou o porta-retrato em seu lugar e voltou-se para a cama.. Sua mãe estava deitada, muito bem acomodada com centenas de travesseiros ao seu redor, bem como mais gostava. Até pareciam ter adivinhado. Os elfos ladeavam Snape sentado na cama. O professor parecia levemente aflito por Hermione ainda não ter recuperado a consciência. Sarah veio e sentou-se no outro lado da cama.
- O que vai acontecer agora?- quis saber a menina.
- Você realmente é curiosa, Sarah. – respondeu Snape, com frieza. E depois continuou olhando os elfos. – E vocês, o que estão esperando? Vão preparar outro quarto para a senhorita Sarah!
Os elfos saíram rapidamente e Sarah riu.
- O senhor sabe ser bravo.
- Não é verdade, Sarah. O caso é que esses elfos gostam de serem tratados assim. Que sua mãe não nos ouça. – Sarah deu uma risadinha- A culpa não é minha. Porém sempre que tiver oportunidade deve ser atenciosa com eles. Vamos acordar sua mãe. – continuou, pegando a varinha. – Evervate!
Hermione abriu os olhos e dando de cara com o marido e a filha que lhe olhavam com leve preocupação.
- Mãe.
Ela tentou sorrir para Sarah, mas sentia-se fraca demais.
- Agora está tudo bem. Você deve descansar, e não se preocupe. Deixe Sarah por minha conta. Qualquer coisa que precise os elfos estarão sempre por aqui e eu... eu também. – finalizou ele, baixando os olhos.
Hermione olhou- o agradecida e depois fechou os olhos. Estava em casa! Tudo estava bem.
Com um sinal, Snape chamou Sarah e ambos saíram do quarto fechando a porta. Iriam deixar Hermione descansar.
- Sarah, agora você também deve descansar um pouco. Sua mãe levará dias até recuperar totalmente as forças. – explicou ele, abrindo outra porta.- Para quem não é trevoso é sempre complicada essa execução de magias negras, e desaparatar você de lá com todos os aurores sugadores de energia não foi nada fácil. - Os elfos ainda estavam por ali, esperando ordens. A senhora voltara, e quem sabe desta vez fosse ficar! Eles tinham que ser muito eficientes. Sarah olhou para os elfos e sorriu-lhes. Eles se entreolharam e retribuíram o sorriso.
- A senhorita precisa de ajuda?
- Eu posso descalçar seu sapato?
- Gosta de chocolate quente?
Os elfos começaram a perguntar todos ao mesmo tempo e Sarah não sabia quem atender primeiro.
- Deixem a senhorita em paz. Providenciem duas xícaras bem grandes de chocolate quente... Agora! – os elfos saíram discutindo quem faria e quem traria o chocolate.
Sarah olhou ao redor para o quarto que lhe era dado. Aquilo sim era um quarto. Tinha tudo o que ela achava que um quarto devesse ter. Uma grande cama com centenas de almofadas em cima, um bela penteadeira, tapetes perfeito e um espelho enorme.. Num canto, a lareira acesa. Uma janela com a cortina entreaberta deixava entrar a pálida luz do raiar do sol.
- Este quarto foi construido para ser meu! – disse ela, se atirando sobre a cama. – É tudo o que sempre imaginei de um quarto. Uma montanha de almofadadas, um armário enorme e nenhuma decoração de bichinhos trouxas idiotas, que a mamãe tanto adora.
- Que declaração, Sarah! – comentou Snape franzindo a testa.
- Mas é verdade! Só faltou uma placa na porta com os dizeres: "Quarto de Sarah. Não entre sem bater" E olhe aquele abajur – ela indicou um abajur de parede, muito elegante, Snape olhou para o citado objeto sem compreender muito bem. – que bela camuflagem para a entrada de uma pequena câmara secreta. Sim, um lugar como esse, com essa atmosfera medieval merece uma câmara secreta, com preciosos objetos guardados. Algumas passagens secretas. Poderei investigar sua casa mais tarde, professor?
Ele continuava escorado a porta, observando a felicidade dela.
- Pode sim, mas só quando acordar. Tem uma biblioteca bem grande lá em baixo, cheia de livros. Creio que você possa se interessar. Boa Noite Sarah, qualquer coisa me chame. Daqui a pouco os elfos trazem seu chocolate.
- Professor? – ela chamou quando quase fechara a porta.
- O quê, Sarah?
- Quem é aquele homem?
- Quando você acordar eu lhe explico, está bem? É uma longa história e você deve estar cansada.
- É melhor, professor. Estou mesmo muito cansada. Boa Noite!
Severo Snape fechou a porta e saiu.
Alguns segundos depois os elfos apareceram trazendo os chocolates quentes. Snape pegou sua xícara e a levou para o laboratório. Minutos depois reapareceram os elfos com a noticia que Sarah adormecera e que haviam colocado varias cobertores sobre a senhorita por acharem que ela sentia frio. Ele assentiu com a cabeça, passando aos elfos ordens de prepararem um lauto café da manhã e um maravilhoso almoço de Natal.
- E quero flores no almoço. Muitas flores. Vocês sabem que sua senhora gosta de flores – ele finalizou as ordens.
Os elfos estavam excitados, a muitos anos não preparavam refeições para ninguém além do seu mestre e saíram muito felizes com o trabalho.
O olhar de Severo Snape correu o ambiente até observar as miniaturas dele próprio e de Sarah sobre uma estante, como era possível que Sarah que o entendesse tão bem, que parecesse saber tudo o que se passava em sua cabeça, saber se estava bravo, preocupado, contente só pelo seu jeito de falar. Era incrível. Pena que ela não fosse um ano mais velha! Se fosse, seria sua filha. E sinceramente aquilo talvez fosse a coisa que ele mais desejava no mundo, além de ter o amor de Hermione de volta. Ser pai de Sarah.
De certa forma o era. Sarah era o elo mais forte que o unia a Hermione. A menina era um fato concreto que não deixaria de existir de um dia para o outro. Sarah era o motivo pelo qual talvez ainda pudesse ter chance de recuperar sua esposa, sua vida feliz e ter Sarah como filha!
Tivera muito medo quando o Lord das Trevas interpelara a menina. Decididamente Sarah não sabia quem ele era, mesmo sendo uma criança das Trevas. Aquilo era um pendor inato, algo que não se conteria ou eliminaria. Talvez as companhias dela não fossem as mais adequadas. Certamente teria que conversar com Hermione sobre isso. Por mais que mantivesse vigilância cerrada, Sarah sempre aprontaria das suas. Não seria melhor Hermione mandá-la para Beauxbatons?
Não que ele quisesse isso. Na verdade não queria isso. Iria perder a filha que arranjara depois de tantos anos. Iria perder a vinda das crianças, algumas noites por semana que vinham trazer vida a sua masmorra gelada. As conversas deles, os planos. Iria perder a melhor auxiliar que já tivera em suas pesquisas- uma menina de onze anos- que entendia um pouco de tudo e que o fazia rir. Além de que gostava dele, que não tinha medo, e não queria perder sua amizade. De qualquer modo era uma boa maneira de vigiá-los de perto.
Assim que acordasse, Sarah perguntaria pelo homem novamente. E desta vez teria que dar uma resposta ou Sarah logo perceberia que ele estaria tentando manobrá-la.
Essa era Sarah Granger! Essa era sua filha do coração!
Sarah despertou com os raios de sol que batiam em seu rosto entrando pela cortina entreaberta. Ao lembrar-se de tudo o que exploraria naquela casa, rapidamente levantou-se. E tinha o homem! O homem que lhe causava arrepios. Sonhara com aquele homem. Ele era muito mau e tentara fazer algo com outro homem, que ela não vira o rosto, nem o corpo, mas que sabia ser seu pai. Porém na hora mais importante, ela sozinha chegara e impedira a ação. A voz dele era fria e dissera:
- Tenha certeza que viria buscar o idiota do seu pai.
E depois sumiu.
Sua mãe chegara um pouco depois. Sarah conseguiu vê-la claramente. Porém, por alguma razão ela lhe parecera muito diferente. Não saberia explicar... O melhor mesmo era esquecer o assunto, pois sonhos eram sempre besteiras, mesmo aquele lhe parecera tão real.
Alguns minutos mais tarde, Severo Snape escutou uma batida na porta do seu laboratório.
- Entre.
Sarah abriu a porta e espiou.
- Atrapalho?
- Não, você nunca atrapalha. – comentou ele, absorto no trabalho. – Bom que tenha aparecido. Preciso de sua ajuda para embalar alguns compostos.
- Professor, Feliz Natal! –ela abraçou-se ele, que surpreso largou o trabalho e acariciou a cabeça da menina.
- Feliz Natal Sarah! Espero que todos os seus Natais sejam melhores do que esta sendo este.
- Eu não! Tenho o senhor e minha mãe.. Só falta minha avó e o padrinho, daí tudo seria perfeito. – explicou ela. Porém, no segundo seguinte sua atenção já fora desviada. E deliciada observava o laboratório. O professor Snape já lhe falara sobre seu ambiente de trabalho muitas vezes, mas vê-lo era diferente. Eram estantes enormes, com ingredientes de diversas ordens e potes muito bem rotulados. Eram balanças, pilões, espátulas. Todo o necessário para fazer poções. Infinitos caldeirões esperavam a vez de serem utilizados. Numa mesa, ficavam as anotações de todos os compostos. Aquilo era algo parecido com o laboratório de química que certa vez, vira na escola trouxa.
Snape observava apreciativamente o interesse de Sarah. Os olhos dela brilhavam ao ver as coisas, mas não tocara em nada. Sabia a exatidão que era necessária naquele tipo de trabalho.
- Veio a resposta do st. Mugus, então? O senhor falou em novos compostos. – perguntou ela, observando atentamente uma substância borbulhar num minúsculo caldeirão sob uma mesa.
- Sim. Pelo jeito suas sugestões deram certo! – respondeu o professor, com um traço de alegria. Ao escutar aquilo, Sarah virou-se dedicando ao professor total atenção.
- Mesmo? – ela quis confirmar.
- Sim. 75% dos pacientes reagiram aquele tratamento com as plantas sugerido por você.
- Tudo isso? Mas então já está pronto.
- Ainda não Sarah. Venha cá. – ele mostrou um pergaminho a ela. – Vamos ter que analisar esses dados cuidadosamente.
Hermione fora acordada por vozes no corredor e olhou em torno. Estava em casa! Não que a casa dos Longbotton não fosse sua casa. Sim, era. Mas seu lar sempre fora ali. Amava muito aquele lugar. Os travesseiros macios... a cama confortável... Severo... ler livros de fronte a uma lareira bebendo chocolate quente... esconder as anotações de Severo, roubada do laboratório e depois chantageá-lo para devolvê-las. Aquela casa era o melhor lugar do mundo! O lugar em que fora feliz, e que nada de ruim conseguira apagar. Com uma leve batida na porta, Severo e Sarah entraram. Hermione apenas os olhou observando o quanto eram parecidos. Por exemplo, os olhos eram idênticos.
- Como você está, mamãe? – quis saber Sarah.
- Melhor minha filha. – ela acariciou os cabelos escuros da garota. – Mas ainda me sinto muito cansada.
- Feliz Natal, mamãe.
- Feliz Natal, minha princesa.
- Feliz Natal, Hermione.
- Para você também, Severo. – ela sorriu de leve para o marido, que retribuiu.
- Os elfos trarão o café para você aqui no quarto, Hermione. – explicou Severo, sentando-se ao pé da cama.- Eu e Sarah iremos ao enterro de Pansy. Não temos escolha. – Hermione ia protestar, mas ele, em sua voz mais letal continuou. - Você fica. – e depois voltando ao tom normal.- Depois teremos o almoço de Natal. Sarah parece muito interessada em explorar a casa. Não se preocupe. – disse ele em tom tranqüilizador. - Sarah é versada nas Trevas, mas ainda não é páreo para mim.
- Ainda. Falou bem, professor. Ainda. – contrapôs Sarah, com um sorriso debochado.
- Ora, Sarah! – disse ele, com irônico desdém.
- Você fará tudo o que Severo mandar e não desaparecerá das vistas dele, Sarah?
- Claro, mamãe.
- Deixe-a comigo Hermione. – explicou Snape- Ando mesmo precisando esclarecer algumas coisas com essa danadinha.
- Sobre as poções? – ela perguntou com os olhos arregalados.
- Sobre o baile de inverno, senhorita. – respondeu ele seriamente.- E as bombas de bosta.
- Ah, entendi. Pensei que fosse outra coisa que o senhor quisesse saber.- explicou ela, com sorriso inocente.
- E tem mais coisas que eu precise saber?
- Não exatamente.
- Não exatamente?
Hermione acompanhou a conversa dos dois. Pareciam estar se divertindo. A mesma mente analítica lógica.
- É, pois é. – comentou Sarah, olhando para o teto. – Sabe aquela música que eu dancei com o senhor?
- O que tem?
- O senhor dança bem.
- Obrigado. – contrapôs ele, segurando o riso- Mas pode ir relatando tudo. Se conheço bem você, e conheço – afirmou- tem muita coisa por trás.
- Para o senhor eu conto. Porém, ficar relatando os detalhes sórdidos do baile na frente da minha mãe nem pensar...
Os três riram da resposta de Sarah.
- Vamos tomar café e deixar sua mãe descansar. –Sarah beijou sua mãe e depois saiu correndo do quarto. Queria assustar os elfos domésticos e fazer uma brincadeira na cozinha da mansão.
- Severo, obrigado por cuidar de Sarah.- Hermione começou a falar.
- Estimo muito sua filha. Não se preocupe. –assegurou ele, se aproximando da esposa e lhe dando um beijo na testa. Hermione fechou os olhos para sorver cada segundo do rápido e singelo beijo – Cuide-se, minha querida. Eu e Sarah regressaremos sãos e salvos.
Quando desceu alguns instantes depois para tomar o café da manha sentia a alma mais leve. Não sabia explicar, mas só de Ter Hermione novamente ali. Sarah o chamava insistentemente na mesa de café, e ele sentou-se na ponta, com ela em seu lado direito.
- O senhor e minha mãe ficaram confabulando sobre mim?
- Não Sarah! Não muito. –respondeu ele divertido, enquanto os elfos lhe serviam.
- Agora, quero saber: quem é o homem. – pediu ela, com severidade.
Snape respirou fundo antes de responder.
- O homem é Lord Voldemort, Sarah.
