Depois de lanchar e conversar durante vários minutos na Starbucks, ele dirigiu até a porta da escola, onde ficamos dentro do carro até algumas pessoas começarem a aparecer para a aula.
- Mione – ele disse contra os meus lábios. Separei o beijo para olhá-lo – Eu tenho aula do que agora?
- Como vou saber, Harry? – ri baixo.
- A Cassie sabe todos os horários do Cedrico – fez cara de coitadinho.
- Mas eu não sou a Cassie, amor – rolei os olhos.
- O que é uma pena. Vou buscar a menina agora – falou de brincadeira, depois juntando nossos lábios novamente.
- Você acha que o pessoal da escola vai estranhar? – murmurei.
- O quê? Nós dois? – respondeu no mesmo tom que eu. Confirmei com a cabeça – Você estranharia se dois melhores amigos de anos de repente aparecessem pelos corredores se beijando e usando alianças?
- Estranharia – respondi, sorrindo.
- Então está aí a sua resposta.
O sinal bateu e saímos do Starfire. Ele abriu a porta pra mim e seguimos de mãos entrelaçadas pelo resto do caminho. Alguns curiosos ainda paravam para olhar o mais novo casal da Manahattan's High School.
- Quando isso aconteceu? – Ginny veio na nossa direção boquiaberta, vendo-nos chegar até o meu armário de mãos dadas.
- Anteontem – sorri, soltando a mão do Harry e mostrando minha mão esquerda com a aliança de ouro.
- Ai... Meu... Deus – ela tampou a boca com as mãos. Harry deu uma risada e depois coçou a cabeça sem graç ém ri – Vocês estão namorando sério agora?
- Nós nos casamos, Ginny – ele respondeu, colocando o braço sobre os meus ombros.
- Ai... Meu... Deus – ela disse, voltando com as duas mãos na boca. O corredor praticamente inteiro nos olhava – Tipo Las Vegas ou algo assim?
- Não, não – riu baixo – Não é oficial. Só simbólico.
- Ai, nossa! Ai, nossa! – a garota pegou a minha mão, dando outra examinada na aliança. Eu sorria boba – Desejo toda felicidade do mundo para vocês, pessoal – ela nos abraçou, até um tanto emocionada. Retribuímos o abraço, ainda sendo investigados por todo o corredor.
- Teremos, Ginny. Teremos – ele falou , dando-lhe dois tapinhas de leve nas costas.
- Expliquem-se – ouvimos uma voz masculina conhecida por trás de nós.
- Cedrico – falei, virando-me na direção da voz e encontrando os olhos curiosos dele, da Cassie, do Cedrico e da Luna.
- Eles se casaram! – Ginny disse rapidamente.
- QUÊ?! – Cedrico arregalou os olhos – Tipo Las Vegas? – eu e o Harry gargalhamos.
- Não. É só simbólico – expliquei.
- Poxa, Cedrico. Casaram-se antes da gente – Cassie fez bico, sendo abraçada pelo namorado.
- Juro que a ficha ainda não caiu – Luna estava boquiaberta como todos – Nem para mim, nem para eles – apontou para os alunos que nos olhavam com olhos esbugalhados.
- Já eu, sempre soube – Cedrico deu de ombros enquanto eu e o Harry nos olhávamos e juntávamos os nossos lábios em um beijo calmo.
- Own, que cena mais meiga.
- Concordo com a Luna – Cassie disse.
O sinal bateu, fazendo com que os alunos já procurassem o seu rumo no corredor.
- Tenho aula do que agora? – Cedrico perguntou.
- Física, meu bem.
- Está vendo, Mione? – Harry cochichou no meu ouvido – Vou lhe passar os meus horários e você faz o seu trabalho – deixei uma risada escapar.
- Vá contando com isso, amor. Vá...
- Ah, droga – Neville balbuciou – Só de olhar para eles, a minha boca já fica doce. Estão piores que o Cedrico e a Cassie – eu e o Harry rimos contra os lábios um do outro.
Sabíamos que na hora do intervalo maior a parte das atenções da escola estaria sobre nós. Afinal, ele é Harry Potter, galã da Manhattan's High School, agora casado com a sua melhor amiga, eu.
- Sinto muito, Neville. Acostume-se – dei de ombros.- Quando a gente tinha que agüentar você e a Luna, a Cassie e o Cedrico, você não ligava.
- Mas agora é diferente. Isso é... Meloso demais – fez careta.
Gargalhei.
- Acho lindo – Ginny disse.
Todos os outros integrantes da mesa, exceto eu e o meu "marido", olharam para ela.
- Como as coisas mudam... – Luna comentou.
Eu estava na aula de inglês, tentando prestar atenção na aula da professora franzina e fingir que não estava percebendo a Ginny me fitar de cinco em cinco segundos.
- O que foi, Ginny? – falei por fim.
- Você e o Harry têm ficado juntos desde que se "casaram"? – piscou os olhos mais depressa.
- Sim. O máximo de tempo que podemos sem os meus pais estranharem – apoiei o queixo na mão.
- Mione... – falou um pouco mais baixo – E vocês já... – ela gesticulou com as mãos.
- Já...? – tentei entender o que ela dizia. Então ela cerrou os lábios em uma linha e levantou as sobrancelhas. Ah, sim. Eu sabia o que ela queria dizer... – O quê?! Aquilo?! Claro que não – respondi depressa, sentindo as bochechas ficarem quentes.
- Por que "claro que não"? Isso é muito normal, se quer saber.
- Ele até queria...
- E você? – estava curiosa.
- E eu nada. Claro que cortei, Ginny – disse depressa e sussurrado – Não sei como agir numa situação dessas.
- Mione, deixe de ser boba – revirou os olhos – Ou você não tem muita certeza de que o Harry seja a pessoa certa?
- Ele é – suspirei – Ele é lindo. Eu o amo e amo tudo sobre ele. Não há suspeita alguma com relação a isso.
- Então qual é o problema?
- O problema é que não sei se ele sente o mesmo por mim. Sei lá... É comum ser insegura...– ela deixou o queixo cair.
- Qual é a dúvida que você ainda tem? – perguntou um pouco irritada – Ele é louco por você desde que eram crianças e finalmente conseguiu a coragem para lhe dizer.
- Deve ser só uma insegurança boba, Ginny... – mordi o lábio inferior – Mas talvez nem tão boba, já que ele não se importou de ficar e namorar aquele monte de meninas.
- É lógico, Hermione. Você nem ligava para ele ou fazia que não. Acha que ele ia ficar igual idiota, esperando por você? – falou como se fosse óbvio.
- Mas ele já ficou com meninas na minha frente!
- E quantas dessas vezes você também estava acompanhada? – levantou uma sobrancelha – Cem por cento? – parei para pensar sobre isso. De fato, todas as vezes em que vi o Harry ficando com alguém, eu também estava acompanhada – Acredite nele, amiga.
- Eu acredito – sorri leve.
- Acredite nele e vá com fé.
- Olá, senhora Potter – Harry disse, chegando por trás de mim e me dando um beijo na bochecha, enquanto andávamos na direção do Starfire. A aula tinha acabado de acabar.
- Olá, marido – respondi, sorrindo.
- Quer ir aonde agora? – passou os braços pelos meus ombros.
- Para o seu apartamento – respondi sem pensar muito.
- Ok. Devo passar na locadora para pegar algum filme, então? – o carro azul já estava à nossa frente.
Era só ele tirar a chave do bolso da calça jeans e abri-lo.
- Não... – falei, desvencilhando-me do braço dele, segurando os seus ombros e o colocando na minha frente, encostado ao carro – Harry... – eu disse antes de juntar as nossas bocas.
Ele pareceu surpreso por um momento, mas depois cedeu, fazendo com que nossas línguas se tocassem, segurando a minha nuca com uma das mãos e as minhas costas com a outra. Ficamos assim por um tempo até ele parecer confuso o bastante para nos separar.
- Mione... – disse, encostando nossas testas. Eu mantinha os olhos fechados - O que quer dizer?
- Eu não sei.
- Só quero que isso aconteça quando você souber. Por enquanto, prefiro pegar qualquer filme que você goste.
- Mesmo se for Crepúsculo? – sorri.
- Aí já é outra história – disse, fazendo-me rir.
Eu estava com os braços em volta do seu pescoço e ele me abraçava pela cintura, escorado no Starfire.
- Então que filmes quer ver, amor?
- Vou decidir na locadora – deu de ombros.
Olhei para os lados, vendo que alguns skatistas da escola ainda nos olhavam como se fossemos ETs.
- Harry, acho melhor a gente entrar no carro. Isso está ficando um pouco estranho – fiquei sem graça.
- Aqui está tão bom – fez biquinho.
- Sério, bobo. Abra o carro.
- Mais um beijo – fez cara de cachorro pidão.
Sorri enquanto lhe dava um selinho.
- Agora abra o carro – revirou os olhos enquanto fazia o que eu tinha pedido.
SoHo, minha casa, 20 de abril. Sete e meia da noite.
Minha mãe tinha me feito usar o vestido floral que tinha comprado para mim em uma de suas longas tardes nas lojas. Havia passado perfume na casa, arrumado cada pecinha um centímetro fora do lugar, feito a tia Rosie usar sua melhor blusa e colocado o cabelo em um coque. Tudo para receber o seu novo e desejado genrinho: o Harry.
Tudo isso como se ele já não tivesse nos visto em situações piores e comprometedoras.
- Harry! – ela disse empolgada, abrindo a porta e o abraçando.
Ele retribui, dando uma risadinha baixa.
- Senhora Granger! Que saudade.
- Que saudade digo eu, meu bem. Entre – ela abriu um sorriso de uma orelha a outra.
Ele usava uma blusa social branca por cima da calça jeans. Adequado para conhecer os pais da esposa. Sorri sozinha.
- Trouxe uma coisa para a senhora – ele mostrou um buquê de rosas vermelhas que trazia na mão direita.
- Que lisonjeiro.
- E então, Harry... – papai disse, aproximando-se dele. Eu estava parada, segurando as mãos na frente do corpo, próxima à escada – Como vai?
- Muito bem, senhor. E você?
- Excelente!
- Que bom que a nossa filha está com um rapaz tão bom – minha mãe completou.
Coloquei o cabelo para trás da orelha, sem graça, observando o Harry virar o seu olhar pra mim.
- Ei, Mione – ele disse, aproximando-se devagar, enquanto mais fios do meu coque frouxo caiam sobre o meu pescoço. Juntou nossos lábios em um selinho rápido, em respeito aos meus pais e à tia Rosie. Sorri suave. Ele também - Você está linda.
- Hermione finalmente está com o Larry? – tia Rosie perguntou alienada.
- Olá, tia – ele segurou a mão dela.
- Sempre gostei de você, Larry – ela deu de ombros – Parece com o meu falecido Johnattan.
- Enfim, tia... – falei, segurando os ombros dele – Acho que o Larry não precisava saber disso, certo?
- Sim, Harry – meu pai dizia satisfeito enquanto comia o último pedaço de frango em seu prato – Confiamos que você nunca fará a Mione sofrer.
- Se depender de mim, nunca – segurou a minha mão por cima da mesa – Eu amo a sua filha, senhor Granger, e arrisco dizer que o senhor já sabia disso.
- Desde a primeira vez que pisou nessa casa – meu pai sorriu – Seu carinho e zelo por ela sempre disseram tudo – corei, apertando a sua mão na minha.
- Um brinde a vocês dois! – minha mãe propôs.
Manhattan's High School, 21 de abril. Sete e quarenta e cinco da manhã.
Repetimos o que vínhamos fazendo há dois dias. Ele me buscava em casa às sete horas, tomávamos café da manhã juntos e vínhamos para a escola. Eu me sentia bem com isso. Sentia-me completa, andando de mãos dadas com ele pelo corredor até o meu armário.
- Wow – ouvi uma voz conhecida dizer – Vocês? Juntos? – Draco perguntou boquiaberto, parando de agarrar a Stacey, escorado na parede do corredor. Ela também olhou com cara de despeito.
- Ah! Oi, Draco. Oi, Cho– disse, acenando com a minha mão esquerda de propósito para que eles pudessem ver a aliança. Harry fez cara de confusão, vendo a minha atitude. Malfoy juntou as sobrancelhas e a Chang deixou o queixo cair.
- Uma aliança? – ela murmurou. Harry sorriu de leve, virando-se para mim e me dando um beijo na bochecha.
Continuamos o nosso caminho comigo tendo um sentimento de satisfação muito grande. Apesar de saber que ele estava sério e pensativo. Andamos mais um tempo sem dizer nada até o Harry finalmente pegar ar para falar.
- O que foi isso? – perguntou sério.
- Isso o quê?
- Por que você... – apertou a minha mão – Quis mostrar a aliança para ele?
- Para ele quem? Para o Draco?
- É.
- Para ele e para a Cho – completei, tentando continuar em direção ao meu armário.
- Para quê? Que importância isso tem para você? – parei de andar e ele também, percebendo o meu movimento.
- Como assim, Harry?
- Você quis... Fazer ciúmes nele? É isso? – colocou as sobrancelhas juntas.
- O quê?! Claro que não. Isso nem passou pela minha cabeça.
- Não foi o que pareceu... – desentrelacei a minha mão da sua e a coloquei no seu rosto.
- Harry, não sei o que pareceu, mas a verdade é que não quis causar nenhum sentimento no Draco, a não ser de arrependimento por me usar para tentar sacanear você. E de arrependimento na Chang também, por fazer a mesma coisa com o Draco – suspirei – Eu não quero o Malfoy.
- Droga – bateu uma mão na testa – Viu o que você faz comigo? Agora até inseguro eu sou.
- Não precisa ser.
- É involuntário, Hermione. Toda vez que vejo você perto de um cara, sinto isso.
- Desde quando? – levantei as sobrancelhas.
- Desde sempre. Só nunca falei, droga – olhou para o lado sem graça.
Sorri.
- Não precisa ficar inseguro – segurei o seu queixo e virei o seu rosto para mim – É você e mais ninguém. Eu já disse. Só você.
- Só que às vezes é difícil acreditar...
- Em mim? – fiquei confusa.
- No seu gostar repentino por mim.
- Não foi repentino. Sempre gostei. Só não percebi de cara – coloquei a mão na sua bochecha, tentando sentir o máximo do seu rosto.
Ele abriu um sorriso devagar e me abraçou pela cintura.
- Você é minha. – beijou o meu nariz – Nunca se esqueça disso.
- Se você se esquecer de que é meu, é um homem morto – ri baixo. Ele também.
- Nunca, Mione. Nunca.
N/T: Olá florzinhas. Eu tinha escrito uma nota enorme aqui, e respondido todas as reviews, mas desligada como eu sou, sai da pagina e esqueci de salvar. Pois é , tive que editar o capitulo novamente e me desculpa estou com preguiça de responde as reviews novamente, me deem este crédito por favor kkkk' Espero que tenha gostado do capitulo. Valeu a pena a demora né? Atualização dupla *-* Qualquer erro me avisem por favor.
13/10/2012 - 05:
