Autora: Maya

Nome original: Underwater Light

Tradutora 1: Nicolle Snape

Tradutora 2: Tachel Black

Betagem: Anna Malfoy


Capítulo 21 – O Espião em Hogwarts

Sempre é mais escuro na luz

Segure-se com tanta força até que seus punhos fiquem brancos

E sua alma pode se abrir completamente

A jornada de volta do trem foi quase exatamente como à feita até o Surrey. Todos estavam tensos e miseráveis, talvez até mais. Ron continuou tentando colocar seu braço em torno de Hermione, mas ela estava se contorcia e se contraia e ele recuava todas às vezes. Lupin e Sirius pareciam sem cor.

Eles foram os únicos que restaram. Dumbledore os tinha mandado para longe para conseguir afastá-los pouco a pouco, e todos sabiam que ele não queria que isso acontecesse, mas aconteceu, e Harry tinha conhecimento de que eles não deveriam fazer isso! Ele tinha prometido a Natalie que ele iria matar Voldemort e que não havia razão para ficar com medo.

Ele iria matar alguém. Ele estava mais do que cansado de estar zangado e não poder fazer nada quanto a isso. Assim que eles voltassem, eles todos poderiam sentar e formular um plano. Eles poderiam conversar sobre o que os Aurores estavam fazendo, todos poderiam se juntar aos Aurores. Finalmente, ele poderia fazer alguma coisa.

Eles poderiam pegar todos de volta. Eles iriam.

Draco estava tamborilando seus dedos na janela. Harry pensou que ele estaria mais animado se estivesse irritando alguém, mas ninguém tinha notado. Ele o olhou de relance e Draco assentiu.

"Eu estou indo esticar as minhas pernas," Draco anunciou. "Porque eu necessito esticar as minhas pernas."

"Sim, eu também," Harry disse.

Ele levantou-se e seguiu Draco pelo corredor. Lá Draco também começou bater os dedos de encontro à janela.

"Pare com isso," Harry disse, sobretudo para fazê-lo feliz.

"Não me bajule, Potter," Draco devolveu. Ao mesmo tempo, ele deu um meio sorriso, parou de bater na janela e apoiou-se contra a parede. "Então," ele disse. "Dumbledore enviou corujas e não obteve nenhuma resposta, e ele acredita que todos foram levados. Menos o espião, claro. Obviamente, eles atacaram todos que estavam com eles e foram escondidos, e nós nunca saberemos quem era. A menos que...".

"Draco, pare," Harry disse violentamente.

Deve ter sido dessa maneira. Alguém em um dos grupos os tinha levado embora. Gina deve ter visto o rosto de seu traidor e deve ter sido horrível, ver um amigo que você confiou transformar-se em espião no meio da noite...

"A menos que fosse um de nós," Draco continuou com um toque de remorso. "Você não acha um pouco estranho que nós sejamos os últimos? Ninguém no grupo do Lorde das Trevas disse: espere um segundo, quem pegou aquele garoto da cicatriz - nome está na ponta de minha língua -".

"Draco, cale a boca. Nenhum de nós fez isso. Lupin não fez isso, Sirius não fez, Ron e Hermione certamente também não fizeram e você-" Depois de todo esse tempo, depois de tudo que ele havia dito, ainda havia uma tensão sobre os ombros de Draco. Harry segurou-lhe os ombros, com força, e o sacudiu.

"Draco," ele disse. "Você também não fez isso."

"Quem está falando sobre mim?" Draco perguntou. "Claramente, é você. É sempre aquele que se menos suspeita."

"Draco, cala a boca." Ele fez uma pressão no outro ombro e o sacudiu. Draco e ele trocaram sorrisos exaustos.

"Você vem planejando isso desde o primeiro ano, é óbvio," Draco continuou. "Por trás desses óculos redondos trabalha a mente de um gênio maligno." Ele tirou-lhe os óculos e o repentino movimento fez Harry corar ao se ver sob exagerada observância. "Sim, vejo isso claramente agora," ele concluiu.

Harry inclinou-se sobre ele e então o rosto de Draco estava muito mais próximo do que ele havia planejado. Draco piscou uma vez, lentamente, e quando Harry deixou uma mão cair incerta dos ombros Draco, Draco a pegou. Eles estavam de pé, Draco se inclinado de encontro ao vidro e Harry inclinando-se de encontro a Draco, e Harry percebeu que eles estavam respirando ao mesmo tempo quando os dois foram deram um suspiro falhado.

"Definitivamente maligno" Draco murmurou.

Harry não estava certo de quanto peso uniu a seu argumento quando ele tinha Draco pressionado de encontro ao vidro, mas pensou que ele deveria tentar.

"Olhe, eu não quero... - num momento como esse, eu sei que está confuso-".

Harry estava confuso, furioso e impaciente e perdido porque Draco estava tão perto. A respiração de Draco estava começando a se acelerar contra sua face, e ele sentiu como se seus batimentos cardíacos tivessem dobrado de velocidade, batendo em seu peito. Ele queria empurrar Draco fortemente contra o vidro e fazer – alguma coisa, qualquer coisa, então sair e matar algo, consertar algo, e voltar para Draco e descansar.

"Você é aquele que está confuso," Draco disse irritadamente para ele. "Você se lembra do que nós estávamos conversando na última vez no trem – sobre nós – sobre o que você queria?"

Os dedos de Harry estavam fechados sobre a parte de trás da mão de Draco, pressionada de encontro ao vidro frio e liso da janela. Ele olhou para Draco, que olhou chateado e estranho, e pensou sobre todas as coisas no mundo que valia a pena matar para proteger, pelo que valia a pena morrer. A forma cinzenta de Hogwarts que aparecia no horizonte como um lar. Sirius fazendo o seu melhor e falhando, Hermione que olhava por cima de um livro e sorrindo para ele, Ron com onze anos com um nariz sujo.

"Sim," ele disse.

"Há boas chances de nós morrermos logo," Draco disse a ele, ponderando. "Mesmo assim, eu não posso decepcioná-lo no tempo em que nos resta -".

"Só porque você pensa que nós iremos morrer – você sabe que você não tem que fazer nada que você-"

"Harry, cala a boca!"

Harry olhou fixamente para seu rosto convidativo e intencional, e pensou sobre todas as coisas no mundo pelas quais valeria matar.

E isso, ele pensou. E você.

"Eu sei que eu não tenho," disse Draco. "Eu-"

Ele estendeu a mão que ainda segurava os óculos de Harry, presos em dois dedos, e Harry sentiu a armação dos óculos contra a parte de trás de seu pescoço enquanto Draco o beijou. O beijo foi energético mesmo que Draco estivesse tremendo.

Harry falhou completamente em se conter e ele continuou, pressionando Draco mais fortemente de encontro à parede, sentiu a boca de Draco entreaberta e quente sob a sua própria enquanto suas mãos entrelaçadas prenderam-se rapidamente de encontro ao vidro. Ele manteve Draco fixado de encontro à janela com a outra mão, sentiu Draco puxando seu cabelo enquanto se beijavam.

Draco moveu-se, lutando contra a ação de ser preso contra a janela, e Harry poderia até pensar que ele realmente quisesse sair dali senão fosse pelo modo profundo que Draco arfava e seus dedos firmemente entrelaçados no cabelo de Harry.

Harry tentou puxá-lo mais perto, friccionou esperançosamente de encontro ao corpo de Draco enquanto Draco se retorcia e tremia em resposta e afundou seus dentes no lábio inferior de Harry.

"Oh, honestamente," disse Hermione.

Harry girou e sentiu-se ficar vermelho sob o olhar dela.

"Er, Hermione. Olhe. Deixe-me explicar," ele disse, e então olhou para Draco para se assegurar que ele soubesse que Harry não iria mentir. Draco estava respirando com dificuldade e parecia se divertir um pouco.

"Não se incomode" Hermione disse. Ela parecia cansada. "Este não é o momento, e, além disso, eu já sabia há meses. Se você o machucar, Malfoy, Eu juro por Deus que eu irei matar você."

"Isso nunca havia acontecido," Harry protestou, ultrajado. "E, de qualquer forma, eu não preciso que você tome conta de mim."

Hermione cruzou os braços. "Oh, verdade? Nós somos o único grupo que restou, Harry, isso não te soa um pouco suspeito-".

"Nós somos o único grupo que restou, Hermione, então não te soa um pouco contra produtivo começar a lançar acusações sobre cada um de nós?" Harry disse irritadamente.

"E então, há a possibilidade de que seja tudo uma armadilha," Draco disse.

Hermione olhou para Draco, e então disse de má vontade: "O que você quer dizer?".

"Dumbledore é um homem importante. Você acha que documentos escritos por ele não são facilmente encontrados por todo o mundo mágico? Eu poderia copiar a letra dele. Aquela coruja poderia ser uma farsa e nós poderíamos estar caminhando diretamente para uma armadilha."

Hermione e Draco pareciam muito sérios, mas algo sobre a idéia fez Harry sorrir.

Deixe-os tentar. Ele queria a chance de fazer alguma coisa.

"Poderia ser" ele concedeu. "Mas nós ainda temos que ir, apenas no caso de não ser uma armadilha. Então – como está os Imperdoáveis de todos?"

Hermione tinha feito um gesto de que todos eles deveriam voltar para dentro, mas ela parou com a mão na porta quando Harry disse aquilo.

"Harry, apesar de qualquer outra coisa – eles nem sempre funcionam. Você realmente deve ter querido dizer que-".

"Então, eu sugiro que nós os faceamos funcionar," disse Harry. "Depois de você."

Hermione entrou. Harry parou antes de segui-la. "Antes," ele disse e parou. "Você quis dizer mesmo aquilo? Que você gostaria de ser – que você queria ser-".

Draco olhou para ele quase desafiante, e então continuou o olhando por um momento. Devagar um hesitante sorriso surgiu em sua face. "Eu quis."

Harry notou que eles ainda estavam de mãos dadas, e ele a apertou mais. "Ok," ele disse. "Bom."

Entraram na carruagem e Sirius se ofereceu seriamente para ser posto sobre a Maldição do Imperius.

A jornada de volta do trem foi quase exatamente como a anterior.

Mas não completamente.

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A plataforma 9 ¾ ainda era um conjunto imóvel e vazio de plataformas de concreto e trilhos. Nenhum Expresso Hogwarts vermelho e brilhante poderia ser visto, e nenhum viria, não importava por quanto tempo eles esperassem.

Sirius e Lupin invadiram eficientemente a sala onde os engenheiros mágicos mantinham vassouras no caso de necessitarem voar a um lugar onde houvesse um mau funcionamento e nenhum ponto possível de Aparatação.

Uma pouco da tensão existente dentro de Harry foi aliviada pela pressão do cabo da vassoura de encontro a sua palma da mão. Um pouco mais foi aliviado pelo sorriso pensativo que apareceu no canto da boca de Draco.

"Siga minha direção," ele disse maciamente. "E tentem não cair."

"Eu estou preocupado, Draco," Harry devolveu inclinando-se sobre ele, mas não o beijando, mas bem consciente de que poderia tê-lo feito. "Eu poderia terminar tão a sua frente que nem mesmo o veria cair."

A boca de Draco torceu-se com apreciação ao desafio, e Harry deu o impulso inicial e foi de encontro ao vento. Não havia nada no céu além do brilhar em seus olhos quando Draco o alcançou. Draco gritou algo que Harry não poderia ouvir e Harry quase riu, o nó em seu peito diminuiu por alguns momentos.

Ao se aproximarem de Hogwarts, mesmo que o alivio tenha ido embora, e ele foi aterrado com toda sua fúria e medo ante as portas da escola.

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Harry nunca havia visto Hogwarts deserta antes, mas agora predominava o preto em contraste com o céu escurecido. Não havia nenhuma coruja voando ao Corujal e nenhuma luz brilhando em nenhuma das janelas e a forma familiar das torres e de telhados inclinados pareciam de repente sinistras, demasiadamente quietas, como a forma vazia de alguém que você amou.

Eles permaneceram em um grupo pequeno, próximo ao lado de fora da porta, estremecendo como se eles devessem voar para longe a qualquer o momento. Harry sentiu incerteza no empurrão do ombro de Ron de encontro a ele, e a impressão do cotovelo de Draco no outro lado. Agora que eles estavam aqui, todos eles queriam partir.

Ele lembrou-se das palavras de Draco sobre isto ser uma armadilha, e ele lembrou que o assassinato de McGonagall foi ali, e ele poderia perder todos eles.

Eles já haviam perdido pessoas o suficiente.

"O que vocês pensam," ele disse, "de eu entrasse primeiro e – desse uma olhada ao redor?".

"Harry, de jeito nenhum," Hermione exclamou.

"Não, eu irei fazer isso," Sirius acrescentou rapidamente.

"Você tem alguma objeção moral sobre planejar as coisas?" Draco perguntou.

Havia um som tenso em sua voz que os outros não tinham, e foi extraído ligeiramente quando Harry olhou ao redor. Harry recordou que Draco teve muito menos experiência com situações perigo de vida do que o resto deles, e - por apenas um momento - recordou do primeiro ano na floresta proibida, ele tremendo e se queixando. Ele bateu com seu ombro de encontro a Draco, forte, de forma para confortá-lo.

"Alguma idéia brilhante, Malfoy?" Ron perguntou, e era uma medida de seu desespero que soou somente um bocado sarcástico.

"Excepcionalmente, não."

As sobrancelhas escuras de Sirius uniram-se demonstrando severidade... "Harry está certo, alguém deveria entrar. Eu irei entrar, eu quero fazê-lo-".

"Sirius-"

"Eu acho que o plano de Harry tem seu mérito," Lupin disse devagar.

Todos, incluindo Harry, olharam fixamente para ele.

Ele entrou. "Eu tenho certeza que ocorreu a alguns de vocês que isto é uma armadilha. Se for, não faz o menor sentido que todos nós entremos. Uma pessoa pode entrar, e se eles não saírem, Sirius pode entrar em contato com a Ordem da Fênix – ou o que restou dela". Ele pausou, e adicionou: "Claro, eu deveria ser a pessoa a entrar.".

"Foi idéia minha!", disse Harry.

"Eu não posso permitir que ninguém mais entre!" Lupin devolveu, e essa foi à primeira nota afiada Harry tinha ouvido em sua voz por anos. "É meu direito ser quem vai entrar, ao menos eu vivi. Eu não fiquei preso em Azkaban por doze anos, e eu não sou uma criança que está apenas começando na vida de adulto -".

"Eu não sou uma criança-" Harry argumentou.

O rosto de Lupin parecia mais grisalho e mais cansado do que nunca sob o crepúsculo. "Você é ainda um estudante, e você é minha responsabilidade. Eu não deixarei qualquer outro ir lá dentro. Eu estou indo."

"Deixe-me ir com você."

Harry viu as expressões combinadas de espanto nas faces de Sirius, de Ron e de Hermione antes dele olhar para Draco. Draco mordia seu próprio lábio, e encarava-os com um olhar desafiante.

"Deixe-me ir com você," ele repetiu mais baixo. "Eu não quero ser-"

Lupin parecia apenas tão pouco surpreso quanto Harry. "Não seja ridículo, Draco," ele disse. "Naturalmente você seria. E naturalmente eu não permitirei qualquer coisa do tipo. Eu vou entrar sozinho."

Ele parou, não incerto, mas como se esperando para responder a mais um argumento. Harry olhou-o esperançosamente.

Lupin assentiu, como ele costumava fazerem todos os assuntos estabelecidos em uma reunião da Nova Ordem da Fênix.

"Dêem-me meia hora, e então se afastem o mais rápido possível," ele disse, com aquele mesmo ar de que conclui tudo. Ele entrou pelas enormes portas de Hogwarts, pelas quais Harry cruzou centenas de vezes, e a abriu. Então ele se virou uma última vez. "Foi uma honra ter conhecido todos vocês," ele disse e desapareceu na escuridão.

A porta bateu atrás dele.

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Draco amaldiçoou após a porta ser fechada, e em seguida disso ninguém falou por algum tempo. Sirius estava engajado no que parecia ser um desafio com a porta pela qual seu último amigo havia desaparecido, e Ron estava engajado numa batalha para não deixar ninguém ver o que todos já tinham notado, que seus olhos estavam cheios de lágrimas.

Harry sentou-se em frente à porta de Hogwarts com suas mãos ao redor de seus joelhos, tentando não socar nada. Ele desistiu depois de quinze minutos e socou a parede de pedra.

Ele bateu na parede com força e sentiu sua pele rasgar-se de encontro à pedra, a picada quente do sangue como se levasse uma pouco de sua raiva para embora. Draco ajoelhou-se ao lado dele e pegou sua mão, puxando e afastando-o da parede.

"Não faça isso," ele disse. Sua voz estava distante e sua face estava fria.

"Por que diabos não?" Harry perguntou rudemente. "Eu posso correr perigo por estar enfrentando esta estúpida parede?"

A atenção de Draco foi, aparentemente, capturada pelo tom de Harry, e quando ele olhou propriamente para Harry seus olhos aqueceram-se. "Deixe-me recolocar," ele disse de sua maneira mais condescendente. "Não faça isso, seu idiota, porque você pode necessitar da mão que você segura a varinha."

Seus dedos estavam prendendo o pulso de Harry e ele não era conhecido por ser a pessoa mais simpática do mundo. Harry estava ciente, em algum lugar no fundo de sua mente, que ele estava ridiculamente contente por Draco estar aqui.

Ele não poderia simplesmente alcançar esse sentimento agora. Tudo que ele poderia pensar era Lupin passando pela porta e entrando naquele lugar. Ele poderia ter agüentado qualquer coisa menos isto, ele pensou, qualquer coisa, mas mantê-lo seguro.

"Você é um idiota", ele disse, sua voz rude. "Eu nunca teria deixado você entrar sem mim."

Draco curvou sua cabeça com um pequeno som. "Eu gostaria de você tentar e me parar," ele disse quase ternamente.

Hermione mantinha os braços firmes ao redor de si mesma, como se mantendo ela mesma inteira. Sua boca estava soletrando feitiços, mas tentou sorrir para eles quando Ron olhou de relance para ela. Sirius nunca desviou seus olhos da porta.

Draco manteve sua cabeça para baixo com seu terror usual de mostrar as emoções que ele sempre traiu. Harry olhou ao redor de todos e desejou que pudesse dizer algo apropriado como Lupin tinha feito - mas o que ele realmente queria era fazer alguma coisa.

Sendo a pessoa que ele era, no mundo em que eles viviam, ele diria Eu amo você após matar qualquer um que tentasse tocar algum deles.

Ele estava apenas pensando quando, de algum lugar dentro do castelo, Lupin gritou.

O grito soou tão perto e tão ruim, e se não fosse por isso, talvez Sirius tivesse parado por um momento e feito o que Lupin havia dito, teria levado todos eles para a Ordem. Mas, o grito ainda estava no ar quando Sirius precipitou-se de encontra a porta e desapareceu.

"Sirius, espera-", Hermione chamou, mas era tarde demais.

"Nós não podemos deixá-lo ir sozinho," Ron disse.

Harry já estava de pé. "Nós não sabemos onde a Ordem da Fênix está. Nossa única chance é ir atrás dele e tentar salvar ao menos ele."

"Eu odeio Grifinórios," Draco disse como uma forma de consentir. Seus lábios estavam brancos.

"Vamos," Harry ordenou, e todos eles entraram. Harry sentiu todos eles atrás de si, entrando rapidamente e então não haveria chances para segundos pensamentos.

Por dentro o castelo estava escuro. Não havia sinal de Sirius.

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Harry viu os outros hesitando, pegos pela tristeza como moscas na teia.

"Nós temos que fazer alguma coisa agora," ele disse. "Nós temos que achar o Sirius, ele não pode ter ido longe."

"Nós teremos que nos separar," Draco anunciou em um fio de voz.

Não, Harry pensou instantaneamente. Foi assim que todos eles se meteram nesta situação. Você se separa e o espião pega um por um. Mas Draco estava falando rápido.

"Eu sei o que você está pensando, mas é a única maneira. Como você disse, ele não pode ter ido longe, mas agora se nós pegarmos a direção errada eles dois podem ser mortos ou – colocados juntos com os outros – Não é uma boa escolha, mas é a única que nos restou! Se nós todos nos encontrarmos aqui em vinte minutos...".

Ele parou, porque ele sabia que havia uma possibilidade que nenhuns deles voltassem ao ponto da reunião. Hermione deu um assentimento curto e decisivo. "Certo, então. Vamos, Ron."

Harry pensou rápido. Se ele tivesse que apostar, apostaria que o grito tinha vindo da parte baixa do castelo.

"Vocês subam as escadas, e então subam mais um andar se não encontrarem nada. Eu procurarei aqui e então nas Masmorras, e isso levará todo o tempo que temos. Então nós todos voltaremos aqui. Tenham cuidado! Eu ficarei bem."

"Nós ficaremos bem," Draco o corrigiu com uma nota de aço.

Ron e Hermione assentiram juntos, com nenhum tempo sobrando para palavras, e eles subiram pelas escadas como se eles tinham feito uma dúzia de vezes quando Ron tinha se esquecido de seu cachecol, ou Hermione necessitasse urgentemente de um livro da biblioteca.

Hogwarts agora estava escura, todas as memórias contaminadas, e Harry pensou sobre a terceira tarefa do Torneio e gelou. Tinha sido um outro mundo onde todos os seus medos se tornam verdade, e agora o medo tomou todo o seu mundo.

Ele estava tão furioso que quase não havia lugar para o medo. Ele e Draco andaram pelo Hall e suas salas adjacentes, encontrando apenas sombras e Harry quase quis trombar com o inimigo.

Este era seu lugar! O único lugar que ele sempre havia tido!

Ninguém tinha o direito de tirar isso dele.

A única coisa que parecia ter tomado Hogwarts eram as sombras, e Harry não poderia lutar contra elas. Ele e Draco trocaram rápidos olhares e começaram, silenciosamente, a descer as escadas para as Masmorras.

Eles tinham acabado de alcançar o fundo quando vozes e passos foram ouvidos bem próximos.

Harry apanhou sua varinha. Draco agarrou Harry, e o puxou para dentro de uma alcova que Harry poderia ter jurado não estava ao lado do fundo das escadas um minuto há atrás.

"Fique quieto," Draco comandou, sua voz como um silvo em seu ouvido, sua boca contra a orelha de Harry. "Nós estamos aqui para encontrar pessoas, não para lutar!"

Harry ficou quieto, cada músculo em seu corpo protestando. A adrenalina percorrendo rapidamente o seu corpo, e ele pressionou sua palma duramente de encontro a sua varinha e girou seu rosto de encontro a Draco. Eles tentaram respirar calmamente, e a respiração veio áspera.

As pessoas pelo corredor eram Comensais da Morte, um grupo deles que andavam com capas, capuzes sobre suas cabeças como Harry se lembrava de seus pesadelos. Sirius e Lupin não estavam entre eles.

Os músculos de Harry gritavam para que ele se movesse, mas ele permaneceu quieto, o peito de Draco batendo de encontra as suas costas. Os Comensais da Morte, durante um momento interminável, passaram por eles. Harry e Draco esperaram até que nem mesmo os passos deles pudessem ser ouvidos.

Então Draco soltou o braço de Harry, e deu um longo e tremulo suspiro.

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"Isso confirma tudo," ele disse. "Deixe-me ir sozinho."

"Você está louco? Lupin entrou sozinho-".

"E essa foi à decisão certa, se Black não tivesse entrado após ele! E esta é a decisão correta. Você me viu agora, Snape me mostrou cada lugar secreto das Masmorras. Eu posso me esconder aqui melhor do que qualquer outro Sonserino que eu conheça. Se Black ou Lupin estiverem aqui, eu posso encontrá-los, e eu posso fazê-lo o mais rapidamente sozinho!"

"E o que eu devo fazer enquanto você está andando por aí sozinho e correndo perigo?"

Draco lhe lançou um olhar que não dizia, mas gritava com todas as palavras como Harry estava sendo um idiota. "Nós deixamos tudo mágico, fora nossas varinhas, para que não estragássemos nosso disfarce", ele disse, e quando Harry viu o aceno confuso de Harry ele sibilou, "Não acha que a capa da invisibilidade e o Mapa do Maroto serão úteis num momento como esse?".

Harry não perdeu mais tempo se chamando de idiota. "Você tem razão. Fique aqui e eu pegarei o Mapa e nós poderemos procurar juntos."

"Estamos com pouco tempo, caso não tenha notado," Draco disse, seco. "Se você tiver o mapa, você saberá onde me encontrar, e a eles, e a todos. Eu vou tentar aqui, e você irá para lá. Eu quero fazer algo, eu não estou com medo...".

"Eu não acho que você seja," Harry disse.

Inesperadamente, Draco sorriu para ele. "Eu sou um mentiroso. Você deveria saber disso. Mas, de qualquer forma, eu quero ir, e eu acredito que é a nossa melhor chance."

Ele pode perceber isso agora que estava olhando, para a linha da mandíbula de Draco. Draco estava com medo. Sentir medo parecia remoto a Harry, que tinha apenas adrenalina em seu sangue o levando a agir, mas... com medo e racionalizando, Draco havia se lembrado da Capa e do Mapa.

Ele segurou o braço de Draco com força. Era quase se ele quisesse marcá-lo.

"Matarei qualquer coisa que tentar tocar em você", ele disse contra a orelha de Draco. "Vá."

Draco se afastou dele com um passo e piscou rapidamente antes de olhar diretamente a Harry. Então ele parou de piscar e começou de novo.

"Não faça nada estúpido", ele disse finalmente, sua voz dura.

Ele usou suas duas mãos para pegar o rosto de Harry e o beijou, e o beijo também foi duro. Não havia tempo e nem espaço naquele abismo perigoso para delicadeza, e as costas de Harry bateram com força contra a parede enquanto os dentes de Draco arranhavam a parte interna de sua boca. Ele não se permitiria gemer, então ele segurou Draco com aspereza lutando contra o gemido e o pensamento de morte. Ele virou a cabeça para trás contra a parede e puxou Draco para mais perto, então tudo o que ele sentia eram pedras e a suavidade do corpo de Draco contra o dele. Suas costas contra as mãos de Harry, embaixo de sua camisa, estavam molhadas de suor.

Harry queria deixar marcas em todo lugar nele. As costas do próprio Harry estavam imprensadas contra a pedra e suas coxas estavam tensas, agüentando o peso de Draco, e ele não ligava. Draco empurrou-o com mais força contra a parede, como se quisesse que ele estivesse dolorido, como se quisesse que ele pedisse misericórdia. Os lábios de Harry se levantaram contra os de Draco, sua respiração ficando desigual como se implorassem.

Ele não queria misericórdia. Ele engoliu o som faminto, mas não o desejo de comer Draco vivo.

Draco podia estar com medo, Harry pensou vagamente, mas havia no sangue dele a mesma excitação que havia no seu, o mesmo impulso de fazer algo, qualquer coisa, Deus, e se Draco ficasse lá e se empurrasse contra ele mais um momento – mas Lupin e Sirius estavam em perigo. Os dentes de Draco se demoraram leves e afiados pelo lábio inferior de Harry, seus dedos se curvando apertado em seus cabelos. E então ele recuou.

"Não se atreva a morrer", ele ordenou, e se virou para seu caminho.

Harry subiu os degraus que iam das masmorras em direção à Torre da Grifinória.

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A Mulher Gorda não tinha nenhuma particular de poeira nela, não ainda, mas ela ainda tinha um olhar estranhamente obscuro no rosto quando Harry foi até ela e disse a senha.

"Weasley's Wizard Wheezzes" – ele sussurrou, lembrando-se da terceira tarefa. Ele tinha dito aquelas palavras então também, quando ele deveria ter se lembrado que só precisava de uma senha para sair. Ele tinha entendido as coisas errado o tempo todo.

Ele sabia que o salão comunal ainda estaria frio, com tudo o que acontecera, as pessoas deixaram seus pertences para trás, todos largados como relíquias na luz cinzenta trazida pela noite. Ele não olhou para o livro descartado de Hermione, ou para as escadas do dormitório feminino que ele poderia subir sem problemas agora, porque todas as meninas haviam desaparecido. Ele tinha outras coisas com o que se preocupar.

Ele subiu as escadas, e com seus olhos já ajustados à escuridão, ele conseguiu perceber a forma de todas as camas vazias. A sua própria parecia triste, uma das pontas do lençol dobrada de maneira convidativa pelos elfos domésticos, e o baú do fim de sua cama... revirado.

Harry caiu de joelhos. Seus livros estavam todos jogados, sua vassoura fora quebrada, e sua capa da invisibilidade havia sumido. Sua respiração estava pesada naquele profundo e solitário silêncio, ele agarrou o "Voando com os Cannons" e o abriu no lugar onde tinha escondido o Mapa.

Ele ainda estava lá.

Harry desdobrou o mapa rapidamente, o pergaminho tremendo em suas mãos. Quando as linhas e pontos negros e familiares começaram a se desenhar no pergaminho amarelo, ele seguiu cada linha com olhos entusiasticamente.

Ron e Hermione, seguros no primeiro andar. Draco, aparentemente seguro nas masmorras, com ninguém por perto. Sirius estavam lá, vivos, mas os pontos estavam quase perdidos entre os grupos de Comensais da Morte ou o que Harry pensava serem Comensais, espalhados em toda a volta deles e em todo o castelo. Rabicho estava lá, mas não estava perto de nenhum deles e... Em um desses grupos, Harry viu as palavras flutuantes Tom Riddle.

Voldemort estava em Hogwarts.

Os pensamentos de Harry giraram sem controle e em pânico. Estava mesmo acontecendo, tudo estava mesmo acontecendo, não havia nada que ele pudesse fazer e não havia ajuda em lugar algum, para nenhum deles...

As linhas e os pontos terminaram de correr e Harry viu ajuda.

Ele pegou o Mapa em mãos e correu, correu, correu como se todos os Comensais já estivessem o perseguindo para fora dos quartos horrivelmente desertos da Grifinória e para dentro do escuro, para os corredores cheios de ecos na direção onde a gárgula de pedra esperava.

Não havia nenhuma necessidade para senhas. A gárgula se pôs de lado enquanto Harry se aproximava e assim que Harry pisou na escada em espiral, ele se lembrou da Terceira Tarefa novamente, e a aparição de Voldemort, e fechou seus dedos apertando-os em volta da varinha enquanto a porta de carvalho reluzente de Dumbledore apareceu, a maçaneta de Grifo brilhando na meia lua.

A porta se abriu e Voldemort não estava lá dentro. Lá somente estava Dumbledore.

"Oh, Harry", ele disse. "Estava imaginando se teria a chance de falar com você"

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A Sala circular estava tão escura quanto o resto de Hogwarts. Os instrumentos prateados pareciam tediosos e silenciosos, todos os quadros dos antigos diretores e diretoras foram retirados das paredes. Dumbledore estava sentado no escuro, em sua enorme mesa, olhando para a pilha de cinzas a sua frente.

"Fawkes", ele explicou, não entendendo o olhar de Harry. "É muito triste, mas até mesmo as fênix não se levantam no final."

Ele parecia pequeno e curvado em sua cadeira de respaldo alto. A lua estava clara agora, com a parte brilhante aparecendo nas janelas, e sua luz fazia uma aureola em seus cabelos longos e brancos. Seu queixo estava quase tocando seu peito, mas a luz em seus olhos enquanto ele observava Harry era tão astuta quanto sempre.

Harry suspirou audivelmente.

"Professor… senhor, por favor, Voldemort está na escola!"

"Claro que está," Dumbledore disse gentilmente. "Eu o convidei."

Sua voz estava tão calma que a primeira impressão que Harry teve foi a de alívio. Tudo estava bem, Dumbledore tinha um plano, e sua respiração se regularizou e a sua adrenalina começou a baixar, ele começara a se sentir com frio.

"Eu convidei vocês todos a virem encontrá-lo," Dumbledore continuou, ainda muito sereno. "Será que está começando a entender agora, Harry?"

Seus batimentos cardíacos haviam diminuído drasticamente agora, diminuíram tanto que um pensamento horrível pode aparecer em seu coração em cada batida. Seu peito parecia que estava em chamas e que água gelada estava sendo jorrada nos intervalos entre os incêndios, com a força de quebrar pedras.

Ele lembrou-se das imagens da Penseira, e viu o que seus sonhos estiveram tentando lhe contar.

Quando Draco estivera nadando no lago em seu sonho, ele sussurrou a primeira senha que Harry havia ouvido para o escritório de Dumbledore. Sorvete de limão.

As faces das criaturas horrendas em seu sonho – grifo, quimera, basilisco. Todas as coisas que o haviam ameaçado... todas menos o grifo. E o grifo era a maçaneta de Dumbledore.

O medo em seu último sonho, o que McGonagall morrera quando notara algo.

Você não sabia?

Harry sabia. No final, ele sabia.

"Você é o espião", ele disse lentamente. As palavras pareciam estranhas em sua boca, como se ele estivesse falando uma língua estrangeira, uma parselíngua que nunca faria sentido porque o mundo inteiro repentinamente não fazia mais sentido algum.

"Você está muito atrasado. Que bem faz a você saber disso agora?" Dumbledore perguntou. "Você nunca foi rápido o suficiente, Harry - mas tenho certeza que você fez o seu melhor".

Ele fez um gesto suavizante com as mãos, sua pele pálida contorcendo como um crepe em volta dos nós azuis de suas veias. Elas pareciam frágeis e velhas, suas mãos, investidas da autoridade de um avô bondoso.

Harry não conseguia formar as palavras em sua mente sem um esforço consciente. Até mesmo a linguagem parecia ter se virado contra ele.

"Mas... como?"

"Foi muito fácil, Harry."

Deveria mesmo ter sido. Não importa quanto tempo Harry estudasse o Mapa do Maroto procurando pelo espião, ele nunca iria pensar em questionar a presença de Dumbledore, seja em que lugar fosse. Nenhum estudante ficaria alarmado com a visão de Dumbledore, nenhum estudante iria gritar ao ver Dumbledore levantar a varinha.

Ele se lembrou, entorpecido, dos vazamentos de informações. Lupin disse que estava consultando membros do corpo docente. Qualquer um contaria a Dumbledore qualquer coisa que ele quisesse saber.

Nenhum deles teria sonhado em colocar o nome de Dumbledore na lista dos suspeitos.

Somente uma pessoa tinha pensado nele, somente uma e por que ele não tinha visto isso? McGonagall não correra para contar ao Diretor a revelação. Ela tinha pedido a Harry para buscar Lupin, e ela disse algo sobre o livro que Hermione escolhera em seu sonho...

O livro antigo, Harry se lembrava agora, que eles o tinham examinado no primeiro ano. Sobre Nicolas Flamel... e seu parceiro, Albus Dumbledore.

A descrença chocada e doentia se transformara em ódio.

"Você matou a Professora McGonagall!" Harry gritou. "Como pôde... como pôde? Nós acreditávamos em você... você é maligno... você foi maligno o tempo todo-".

A tranqüilidade de Dumbledore não mudou. Ele continuou lá, curvado, com a cabeça baixa, velho, intocável e imperdoável.

"Não sempre, Harry. Nem mesmo agora, não realmente."

Harry estava abismado em descobrir em si mesmo o impulso furioso e confuso de se debulhar em lágrimas. Ele não era mais uma criança, droga, mas ele se sentia como uma, olhando completamente confuso para o adulto no qual ele confiava.

"Como pode dizer isso?" ele perguntou. "você matou-" Sua voz tremeu enquanto falava, ele engoliu com dificuldade. "Você a matou! Você levou todas aquelas pessoas!"

"Você é tão infantil, Harry," Dumbledore disse, mais com tristeza do que com raiva, como se ele pudesse ler a mente de Harry. "Você é tão jovem, e acha que tudo é tão certo. Você tem alguma idéia de quanto tempo eu vivi? Você tem idéia do que eu já vi?"

Harry sentia frio novamente, usava toda a sua força de vontade para segurar as lágrimas. A noite estava tão cinza e sem vida quanto às cinzas da fênix.

"Tenho mais de cem anos de idade, e eu sei que não há nenhuma maneira de derrotar o mal. Eu derrotei Grindelwald e Voldemort nasceu. Antes de Grindelwald havia outro, e por toda a história sempre houve líderes malignos e guerras nas quais ambos os lados tiveram que abraçar seus lados malignos e se não o fizessem, eles morreriam, e tudo o que o bem foi por toda a história foi um sonho, um desejo, uma construção frágil feita num intervalo entre dois períodos de mal e então inevitavelmente destruído. Eu sei disso. Eu aprendi isso. Eu era jovem e estúpido e esperançoso, e eu ganhei tantas vitórias, mas tudo aquilo acaba. O mal é a única coisa que dura, e então eu... decidi desistir e sobreviver."

"Você decidiu ficar no lado de Voldemort!"

"Eu decidi viver. Eu parei de me debater e negociei um tratado. Pelo preço da minha vida, eu comecei a drenar Hogwarts. Eu entreguei meus alunos a Voldemort – mas eu nunca entreguei você a ele, ou qualquer um dos amigos que pudessem te ajudar. E até mesmo agora, você tem a chance de lutar contra voldemort, assim como dizia a profecia."

Ele se inclinou para frente, seus olhos claros e atentos. "Mas você não vai vencer, vai, Harry? Nós dois sabemos disso. Eu armei a Terceira Tarefa para ver como você reagiria se o confronto com Voldemort chegasse, e nós dois sabemos que você não pôde fazer nada. Foi então que eu perdi toda e qualquer esperança, mas depois de tudo isso, aquilo importa muito pouco."

Harry se lembrou de ter lido sobre o cansaço de guerra em livros trouxas, e tentou ver isso acontecendo por mais de um século de lutas. Ele não podia acreditar o quão cansado Dumbledore deveria estar.

Ele não agüentava ver o sábio idoso, com tudo que foi glorioso sobre ele, se esvaecendo.

"Os melhores e mais espertos sempre são levados, e toda geração é mais pobre que a anterior. Você deveria ter conhecido Nicolas Flamel em seu primor. Você deveria ter conhecido seu pai, Harry. Eu o amava. Você já teve a força para fazer algo como o mapa que está em sua mão ou se tornar um animagus secreto? Você nunca pode. Nunca houve esperança."

"Você disse que amou meu pai," Harry disse, e ele deixou sua voz tremer. O Mapa do Maroto caiu de suas mãos e flutuou gentilmente até o chão. "E Você deixará que a morte dele não signifique nada?"

Dumbledore nunca fora o homem em quem Harry acreditava, todo aquele tempo em que Harry o conheceu. Aquele homem estava tão morto quanto seus pais, todos os anos da vida de Harry.

"A morte nunca significa nada, Harry. Ela reduz a vida das pessoas a nada, e ela sempre acontece. Seus pais, outros alunos meus, todos os meus amigos de infância... Eles não são nada agora, nada mais que palavras em uma página, cinzas ao vento. Eu senti muito por ter tido que matar Minerva, mas importou mesmo se ela tivesse morrido agora ou um pouco mais tarde? Eu sou o único com a pedra filosofal. Eu sou o único que viverá para sempre."

"Você tem a Pedra Filosofal?" Harry sussurrou. "Mas você disse-"

"Eu disse que a destruí, mas você nunca me viu fazendo isso. Nunca me questionou, apesar de nunca ter questionado nenhuma de minhas ausências convenientes. Nunca foi inteligente o suficiente para não confiar tanto nas pessoas."

Mas era porque eu confiava em você, Harry pensou. Ele sentiu que tinha passado através da fúria e da traição e saído do outro lado. Ele não estava com frio, nem estava com aquecido pela raiva. Tudo estava muito silencioso, e ele somente se sentiu triste.

Dumbledore parecia estar levemente desapontado, como se estivessem falando de uma má performance de Harry sem seus NEWTS.

"Eu sobreviverei, e a vida é melhor que a morte, e qualquer coisa é melhor que a constante luta contra algo que está em todos os lugares. Eu irei viver, e talvez, depois de algum tempo, eu possa me esquecer das melhores pessoas que já conheci, todos destruídos por esse mundo, mas mesmo que não me esqueça... a sua morte será apenas um pequeno arrependimento perto da de James e da de Minerva. Eu fiz o que pude por você. Eu pensei que você talvez quisesse uma explicação. Tudo foi muito triste, mas não havia nada que qualquer um pudesse ter feito."

Ele pareceu ter terminado, cruzou as mãos e observou Harry com uma paciência cansada e desprovida de curiosidade. Harry sabia que ele não se comoveria por nenhuma raiva ou lágrimas, por nenhuma emoção sequer.

Ele era tudo o que restava de talvez o maior bruxo que já viveu.

Harry percebeu que pela primeira vez que ele realmente o amara. Ele o amara, e havia uma parte chorando e soluçando dentro de Harry agora, mas tudo o que ele conseguia alcançar era a certa tristeza. Ele lembrou-se, com clareza, de ter matado as cobras que ele acusara de espiãs porque eram perigosas demais para viver.

A varinha de Dumbledore estava na mesa, mas a de Harry estava apertada em sua mão.

Ele levantou a varinha e pela primeira vez, viu emoção verdadeira passar pelo rosto de Dumbledore.

"Mas há", Harry disse lentamente. "Há algo que eu posso fazer."

HP&DM

Eles acharam Lupin na Torre de Astronomia.

Hermione pensou que eles deveriam checar lá, já que tinham alguns minutos antes de encontrar-se com Harry e Malfoy, e eles estavam do lado de dentro quando ouviram passos vindo até a porta.

Ron segurou a mão dela e a arrastou até as escadas para o balcão de observação, onde alguns telescópios ainda estavam nas janelas. Eles passaram por eles e ajoelharam, e Hermione esperava que as grades os camuflassem mesmo enquanto estavam olhando por cima dela.

Foi então que os Comensais da Morte arrastaram Lupin para dentro da torre, acorrentado.

Hermione reconheceu o líder do grupo, também. Era Rabicho.

"Quem mais veio com você?" ele exigiu enquanto os outros jogavam Lupin no chão.

Lupin resmungou quando caiu, seu cabelo na sujeira. "Ninguém, eu estava sozinho durante todo esse tempo."

"Sabemos que foi mandado para o mundo trouxa com Harry Potter!"

Como o espião sabia disso? Hermione pensou desesperada. Quem ele poderia ser?

"Eles ficaram lá. Eu vim sozinho, Peter," Lupin respondeu calmamente.

Rabicho se encolheu. "Você não precisa- você não precisa falar comigo assim! Eu nunca fiz nada contra você- eu o deixei de fora de tudo!"

"Você é muito gentil," Lupin disse sarcasticamente, de sua posição no chão.

"E-eu ficaria muito feliz em te deixar de fora de tudo novamente, Remus" Rabicho gaguejou, "mas eu tenho que saber onde está Harry Potter.".

Ele virou o rosto, incapaz de olhar para Lupin novamente, e Hermione viu que sua face estava distorcida com a fraqueza e a feiúra.

"Se não", ele continuou suavemente, "terei que torturá-lo".

"Então torture-me. Vá em frente. Eu nunca fui um covarde."

Ron pulou horrorizado e Hermione o puxou de volta, puxou ele para perto e sentiu a boca dele se formando em sons mudos de horror e desespero contra o pescoço dela. Ela acariciou os cabelos dele com gentileza desesperadamente, se agarrou nele, e pensou que se eles tivessem visto Ron, eles teriam que arrancá-lo dos braços dela para levá-lo.

Ela fechou os olhos e escondeu a face em seus cabelos, tentando não pensar no que eles fariam com Lupin.

Então ela percebeu que estava sendo estúpida, e olhou por cima do corrimão novamente. Lupin estava olhando para ela, seus olhos arregalados, e as mãos dela se apertaram nas de Ron. Mas ninguém mais os havia visto.

Talvez ela e Ron pudessem os pegar de surpresa...

Assim que os começos de um plano e da esperança começaram a se formar na cabeça de Hermione, a porta se abriu novamente.

Ela reconheceu o par que entrou tão rapidamente quanto reconheceu Rabicho.

Um era Voldemort, e ela sentiu seu coração se acelerar como o de um coelho, como se ele pudesse se soltar de seu peito e ir se esconder em um lugar seguro.

O outro, não estava sendo segurado, não era um prisioneiro, estava andando voluntariamente e casualmente ao lado do Lorde das Trevas, era Draco Malfoy.

"Ainda tentando criar uma coragem, Rabicho?" Malfoy disse, arrastadamente, sua voz tão característica quanto seus cabelos. "Deixe-me lhe mostrar como se faz".

Ele sacou sua varinha e a apontou para Lupin.

Então, ele facilmente disse, "Crucio.".

O corpo de Lupin tremeu num espasmo de agonia.

Continua...


Nota do Grupo:

Olá a todos, sou a Anna Malfoy, a pessoa a quem vocês podem direcionar todo a raiva pela demora dos caps. Eu sou perfeccionista, se eu achar que o cap não está bom, eu vou ler ele acompanhando o original, rebetar e se me encher muito o saco foi traduzir de novo. Prefiro qualidade do que quantidade. Colocando um cap por ano (calma que não vou fazer isso! XD), do que um por semana. Podem me xingar, mandar emails que vou continuar assim. Mas podem ficar tranquilos que todas as fics do grupo serão terminadas. Pode demorar, mas vou termina-las mesmo que sozinha, então fiquem tranquilos. Não vou fazer como outros que deixa pela metade e faz com que os leitores nunca saibam o final, não gosto que façam isso comigo e naum vou fazer com vocês.

Eu betei esse cap e espero que não tenha deixado passar nenhum erro, mas se acharem me avise.

Mais um capítulo de Luz embaixo d'água postado! A fic está realmente acabando. Falta apenas mais um capitulo. Espero que vocês gostem. E se Deus quiser semana que vem posto o ultimo.

E uma sugestão para quem diz que não tem o que escrever na review: Bom trabalho, continuo a ler.

Agradecimentos mais do que especiais:

Karla Malfoy (que negócio é esse de matar o Lupin? Deixa o rapaz ser inconveniente! XD), Lunne (obrigada), natcia, Felton Blackthorn, Simca-chan, Sophie Black 30 (pode tratar de continuar respirando, pois leitora morta naum manda review! XD), Ge Malfoy, srta. Kinomoto, Sanae-chan, Miyu Amamyia (esperamos notícias suas), Sy.P, brunaapoena, Lucas, MS Tiago, Isis, Likaah, Alis Clow (obrigada), Fernandinha, Lover. 44, AganishLottly, Carolzita Malfoy, Jô, Gabrielle., RAYLATAN TIDAL TEMPEST, kaza e Nano Weasley.