Esse é o último capítulo, porém teremos um epílogo na quinta, então irei me despedir apenas lá, ok?

Aproveitem o capítulo


Capítulo 21


— Sua pressão está um pouco alta, Bella. — Carlisle falou depois de fazer a medição. — E nesse estágio da gravidez, não é muito recomendado.

— Terei problemas? — Perguntou temerosa.

— Se você se cuidar e não se estressar nessas últimas semanas, dará tudo certo. Nada de carregar as crianças e emoções muito fortes, também. — Ela assentiu.

— Cuidarei dela, pai.

— Eu sei que sim... Mas fora a pressão, está tudo normal. A bebê está saudável e no peso ideal. Logo ela virá ao mundo.

— Não vemos a hora disso acontecer. — Bella sorriu.

(...)

Faltavam apenas duas semanas para a data prevista do nascimento da criança. Todos estavam animados para isso. O enxoval, assim como o quarto da menina, estavam prontos.

Edward não conseguia conter a animação e ansiedade. Todos os dias ia trabalhar e de hora em hora ligava para a esposa para saber como estavam as coisas. Havia pedido para Bella entrar em recesso naquele último mês da gestação e ela aceitou, pois a barriga já pesava e ela não podia se estressar.

Leah já havia descoberto que seu bebê era um menino e Edward não gostou muito quando seu melhor amigo disse que seus filhos iriam se casar. Ele não gostava de pensar em já perder para um garoto sua princesa que não havia nem nascido ainda.

Foi uma surpresa para todos, quando dois meses antes, Rose anunciou que também esperava uma criança, ela estava agora com três meses e meio. Ao que parece todo mundo estava aumentando a família. Menos Tanya, que havia dito que para ela dois estavam de bom tamanho.

Naquele dia Bella estava sozinha em casa. As aulas de Peter e Noah já haviam voltado e Charlie havia começado na creche, já que tinha feito um aninho.

Bella estava tirando cookies do forno e lembrando-se da felicidade do filho em sua festinha de um ano e que dali dois meses os gêmeos fariam quatro anos quando a campainha tocou. Olhou a hora e percebeu que era muito cedo para a visita de Leah. Faltavam pelo menos meia hora para sua amiga chegar. Colocou a forma com os cookies em cima da pia e correu para atender a campainha. '

Quando abriu a porta, tomou um susto. O que Aro e Sulpicia, pais de Alec, faziam ali?

— Pois não? — Perguntou confusa. Sabia que nunca havia sido aceita pelos dois quando namorava Alec e agora não entendia o que eles poderiam fazer ali.

— Podemos entrar, querida? — A mulher perguntou com um sorriso hesitante.

— Claro... Desculpe os modos... Estou um pouco confusa. — Ela os deixou entrar e os levou para a sala. — Desculpem a bagunça, sabe como são crianças pequenas. — Pediu quando percebeu Sulpicia olhando os brinquedos espalhados.

— Sem problemas, Isabella. — Aro finalmente falou.

— Então... No que posso ajudar? — Perguntou quando se sentou na poltrona e a sala ficou em um silêncio constrangedor.

— Viemos aqui pedir desculpas... — Começou Sulpicia e Bella arregalou os olhos. — Percebemos que fomos muito injustos quando você namorava com nosso filho.

— Nossa... Eu... Eu estou sem palavras. — Bella olhou confusa para eles. — Por que isso agora?

— Faz algum tempo que temos reavaliado nossas ações. — Aro falou. — Mas simplesmente nos faltava coragem de vir até aqui.

— Entenda... Nós nunca a odiamos. — Sulpicia falou e percebeu a fase cansada da mulher. — Nós tínhamos medo. Medo de que acontecesse o que tinha acontecido a Jane.

— O que houve com ela?

— Sabe que Jane é dois anos mais velha que Alec... Um ano antes de você e Alec começarem a namorar, ela estava com dezessete anos. Era uma garota diferente das outras. Muito tímida, sonhadora... Inocente. Isso foi um prato cheio para um dos acionistas da empresa de Aro.

— Ele enganou minha filha com promessas... Começaram a namorar e ele abusou dela quando Jane se recusou a casar com ele. — Bella arregalou os olhos.

— Ele tinha intenção de casar com a filha do dono e ocupar o cargo de presidente em um futuro distante. Porém, Jane se achava muito nova para casar e por isso recusou.

— Ela não te odeia... Simplesmente tinha medo de acontecer com o irmão o mesmo que houve com ela. Não queria que o irmão fosse enganado e sofresse como ela sofreu.

— Nossa... Nunca imaginei que isso havia acontecido. — A cabeça de Bella dava voltas.

—Não falamos disso abertamente... Jane ainda não superou muito o trauma. Ela está começando finalmente a se recuperar agora, que seu primo e grande amor está de volta e a tirando do casulo.

— Demetri está trazendo nossa filha finalmente para nós. — Aro falou com uma certa esperança na voz.

— Bom... Eu entendo que tiveram seus motivos... Mas o que não entendo é porque me deixaram cuidar dos gêmeos sozinhos quando nasceram. Se não fosse meus pais, eu não sei o que poderia ter acontecido conosco. — Havia muito ressentimento na voz de Bella.

— Nós sentimos muito por isso, Isabella. — Sulpicia disse com a voz marcada pela dor. — Nós simplesmente fomos idiotas. Fechamos-nos em um casulo pela dor da perda de Alec e não ligamos para mais nada.

— Finalmente percebemos nossos erros quando soubemos que você ia se casar e que seu marido assumiria as crianças. Percebemos que não tínhamos ajudado em nada, que fomos simplesmente egoístas demais com sua dor. — Aro falou e Bella conseguiu ver o constrangimento em sua voz.

— Pedimos perdão... Desculpas por não estarmos lá quando deveríamos. Sei que pode parecer demais, e que não temos direito de pedir isso depois de tudo que aconteceu, mas gostaríamos de conhecer os meninos.

(...)

Bella estava deitada na cama e fingia dormir. Estava sentindo dores desde que os pais de Alec haviam ido embora. Ela estava nervosa, não sabia se devia contar para Edward que estava com dores e sobre a visita inesperada.

Leah recomendava que sim. Que ele era pai dos gêmeos e deveria saber sobre o que estava acontecendo. Bella suspirou.

— Amor? — Chamou e ouviu-o rir.

— Estava esperando você me contar...

— Já sabe?

— Não, mas você está nervosa e eu consigo te ler muito bem.

— Os pais de Alec estiveram aqui. — Ela falou enquanto se sentava na cama e olhava para o marido na escuridão.

— O que eles queriam? — Ouviu a raiva na voz do marido, e logo viu que o mesmo transparecia em seu rosto quando ele acendeu o abajur.

— Pedir desculpas e explicar algumas coisas. — Ela contou para Edward o que eles haviam lhe dito. — E tem mais...

— O quê?

— Eles querem conhecer os gêmeos e acho que querem fazer parte da vida deles também. — Murmurou e ouviu o marido grunhir.

— Com que direito eles querem uma coisa dessas? — Edward se levantou da cama.

— Eu fiquei muito nervosa com isso também e neguei no começo, mas eles rebateram dizendo que queriam conhecer os netos.

— Eles não queriam conhecer os netos há três anos quando você precisou. — Debochou. — Desculpe, estou descontando em você. — Falou quando ela se encolheu.

— Eu sei... Eu sei de tudo isso. Mas me coloco no lugar deles. — Sussurrou olhando para as mãos.

— Olha... Você não pode ficar nervosa... Vamos fazer assim, vamos dormir e amanhã conversamos com mais calma. Resolvemos o que é melhor para as crianças. — Bella assentiu e eles se deitaram. Edward desligou o abajur.

(...)

Ela se recusava a acreditar no que estava acontecendo. Aquilo era para acontecer apenas dali duas semanas; Mas, ao que parece, sua filha estava com um pouco de pressa.

— Peter! Noah! — Ela gritou os filhos que estavam tomando o café no andar debaixo. Ela tinha acabado de sair do banho e enquanto colocava sua calcinha, sentiu um líquido descer pelas pernas.

— Mamãe? — Ela olhou e viu Peter na porta com o rostinho confuso. Noah logo chegou também.

— Pegue a bolsa da mamãe no closet, querido. — Peter saiu correndo. — Noah, pegue seu irmão no cercado e fique com ele na sala. Vou terminar de me trocar.

— Aqui! — Peter lhe entregou a bolsa e ela pegou o celular. Edward já devia estar chegando à empresa, então ela ligaria para Rosalie e pediria para a amiga levá-la ao hospital. Ligaria para o marido no caminho.

Alô? — Ouviu a voz da amiga.

— Minha bolsa estourou... Preciso que me leve ao hospital. Edward já deve estar na empresa. — Falou rápido.

Já estou a caminho! — Desligou o telefone. Terminou de colocar a roupa e pegou um pano para colocar no meio das pernas. Chamou Peter novamente.

— Querido, ajude a mamãe a levar as bolsas para baixo. — Entregou a Peter sua bolsa e levou a bolsa da filha. — Mamãe vai ter que ir para o hospital, trazer a irmãzinha pra vocês conhecerem. Quero que se comportem, ok? — Ela disse aos três quando chegou à sala. Logo após ouviu a campainha. — Venham.

— Liguei para Carlisle enquanto estava vindo. Ele já deve estar preparando as coisas. — Bella assentiu agradecida. Tinha esquecido de fazer aquilo.

— Mamãe, vovô vai coltar? — Noah perguntou lembrando-se da vez que ela lhe explicou a cesária.

— Sim, querido... Ele vai. — Não iria dizer sobre o parto normal. Ela já sentia as dores mais freqüentes e não conseguia pensar coerentemente. — Amor? — Ligou para Edward.

Baby? Aconteceu alguma coisa? — Ele achou a ligação estranha. Era sempre ele quem ligava.

— A bolsa estourou. Estou indo para o hospital.

Estou indo... Não traga nossa menina ao mundo sem mim! — Desligou o telefone e Bella sorriu com a ansiedade que sentiu na voz do marido.

(...)

— Está sentindo dores desde ontem à noite e não me contou nada? — A voz de Edward estava incrédula. Bella tinha acabado de confessar isso para Carlisle, que achou que a dilatação dela já estava muito avançada.

— Achei que era pelo nervosismo. — Confessou e sorriu envergonhada.

— Preciso que faça força quando a próxima contração vier. Vocês podem discutir depois. — Carlisle riu da cara contrariada do filho. — Pensei que sua filha era mais importante. — O rosto de Edward se iluminou, mas não teve tempo de falar nada, já que ouviu Bella gritando e fazendo força.

O parto foi simples e sem demora e logo Bella e Edward ouviram o choro da filha na sala de parto. Sorriram felizes com o som. Era potente e se queria dizer algo, era que, com toda certeza, era uma menina saudável.

— Olá mamãe! — A enfermeira disse com uma voz infantil enquanto entregava o pacote cor de rosa a Bella.

— Ela é tão linda... — Bella sentiu os olhos encherem de lágrimas com o tom amoroso que ouviu na voz de Edward.

(...)

Bella já estava no quarto e ansiosa para trazerem sua pequena para mamar. Edward não estava em um estado melhor. Estavam ansiosos também para olhar o rosto da fila e ver o nome que ela iria ter.

— O que você acha? — Edward perguntou assim que Bella estava com o pacote no colo. Tinha bochechas gorduchas e vermelhas e bastantes cabelos castanhos escuros, como a mãe. O nariz era mais de Edward, assim como a boca fina.

— Não sei... Tem alguma idéia? — Edward já ia responder que não quando a menina abriu os olhos. Era uma combinação dos dois verdes dos pais. Um tom muito próximo da jóia jade.

— Jade! O nome dela vai ser Jade! — Murmurou feliz e Bella sorriu. Era um nome perfeito. — Vou chamar os meninos para conhecer a irmã; Bella assentiu.

— Jade... Um belo nome, não acha?


N/A: Não deixem de comentar e até quinta 3

N/B: Pois é, infelizmente chegamos ao último capítulo...

É com muita dor no coração que essa história maravilhosa termina! Uma história gostosa, fácil de ler e APAIXONANTE.

Já disse isso em vários capítulos, e vou dizer eternamente, essa história é APAIXONANTE!

Nat é uma puta de uma leitora maravilhosa, e a cada história nos cativa com sua escrita impecável! Cada ideia que ela tem, funciona e o sucesso é quase que repentino, isso se dá por ser tão boa.

Só tenho elogios a fazer! Espero fechar mais parcerias com ela, amo minha gêmea! Obrigada por me aguentarem durante todos os capítulos.

Não vou dizer um adeus e sim um até logo...

Próximo capítulo Epílogo.

Beijos da Vivi.