Capítulo 21: I Need Love

"Eu atravessaria o deserto para estar onde você está

Todas as coisas eu faria para estar perto de você

Um milhão de milhas não parecem tão longe

Eu iria para qualquer lugar só para ganhar seu coração

Mas para qualquer lugar que isto me guie

Há algo que eu preciso" [Laura Pausini

ABBY'S POV

Eu realmente não sei o que teria acontecido se eu não o tivesse parado ontem. Levei a Catarina à escola e voltei para casa. Eu precisava arrumar um emprego.

-Alô. –Atendi ao telefone. –Luka?... Sério?... Estou indo pra aí. –Desliguei o telefone, peguei a chave do carro e fui ao County.

Não acreditei quando cheguei lá, Luka tinha falado com a Wever e tinha conseguido uma vaga para mim lá.

-Obrigada Luka. –Eu falei o abraçando.

-De nada.

-Quando eu começo? –Eu estava animada.

-Amanhã, você só precisa passar no departamento de pessoal e organizar tudo.

"Eu preciso de amor

Do tipo que faz você querer viver

Do tipo que faz você querer respirar

Do tipo que faz você sentir muito

E eu preciso de você

Para me ajudar a achar um caminho melhor

E eu tenho certeza que você nunca pensou em me ouvir dizer

Eu preciso de amor

Eu preciso de amor"

LUKA'S POV

Abby estava feliz por voltar a trabalhar no County. Já ia fazer um mês que ela tinha voltado. Nesse tempo ficamos mais próximos, mas éramos só amigos.

-Cadê a Abby? –Perguntei ao Frank na triagem.

-Ela não veio trabalhar hoje.

-Ligou pra ela? –Frank confirmou com a cabeça. –A bipou?

-Dez vezes.

Onde será que a Abby estava? Será que tinha acontecido alguma coisa com a Catarina? Eu precisava saber.

-Frank avise a Wever que eu vou procurá-la.

-Doutor Kovac ainda falta vinte minutos para o seu plantão acabar.

Eu não escutava mais. Peguei meu casaco e fui ao apartamento dela. A porta estava trancada, mas eu sabia que Abby escondia a chave debaixo do tapete. Peguei a chave e abri a porta. A casa estava escura, mas a luz do quarto da Nina estava acesa. Fui andando devagar, para não assustar ninguém. Ao chegar lá vi a Catarina tentando vestir a camisola.

-Hey princesa, quer ajuda? –Ela estava toda atrapalhada com a roupa.

-Tio Luka. –Ela veio e me abraçou.

Coloquei a camisola nela.

-Cadê sua mãe?

-Ela tá dodói, disse pra eu ficar quietinha. –Ela falou me puxando para o quarto de Abby.

"E quando eu vejo você eu perco a razão

Você é tudo aquilo que eu nunca pensei que iria achar

Deve ser um anjo que olha por mim

Com um pouco de sorte nós faremos você ser meu

Por que eu quero acreditar (Eu quero acreditar)

Em tudo que nós podemos ser (tudo que podemos ser)"

-Eu posso dormir com ela? Da última vez que ela ficou dodói, eu dormi com ela pra ela não ficar com medo. –Ela falou e eu ri.

-É melhor não, você pode ficar dodói.

-E se ela acordar de noite com medo?

-Vamos fazer o seguinte, eu durmo aqui com ela.

-Você vai cuidar dela?

-Humhum, você tá com fome? –Ela balançou a cabeça negativamente e bocejando. –Vou colocar você na sua cama. –Eu falei a pegando no braço e voltando para o quarto dela. Coloquei-a na cama e a cobri.

-Boa noite princesa. –Dei um beijo na testa dela.

-Boa noite tio Luka. -Ela falou bocejando.

Nina virou de lado, eu apaguei a luz deixando o abajur aceso e fechei a porta.

"Eu preciso de amor

Do tipo que faz você querer viver

Do tipo que faz você querer respirar

Do tipo que faz você sentir muito

E eu preciso de você

Para me ajudar a achar um caminho melhor

E eu tenho certeza que você nunca pensou em me ouvir dizer"

Abby estava toda coberta. Senti sua temperatura, ela estava com febre. Peguei um antitérmico e fui tentar dar para ela.

-Abby. –Eu a chamei.

-Hum. –Ela continuava com o olho fechado.

-Você precisa tomar o remédio. –Falei a levantando.

Ela abriu a boca e eu coloquei o comprimido dentro, e dei-lhe água. Ela engoliu. Deitei-a novamente na cama, ela estava mole e tossia.

Fui à cozinha preparar uma sopa para ela, pelo visto ela não tinha comido nada.

Voltei pouco depois ao quarto, preparei uma sopa de legumes e um suco de laranja.

-Abby você precisa comer. –Eu falei a acordando.

-Não estou com fome.

-Vamos Abby, só um pouquinho. –Ela parecia uma criança.

A Ajudei a se sentar e comecei a dar a sopa para ela.

-Não quero mais.

-Então toma o suco. –Entreguei o copo e coloquei a mão na testa dela. –Sua febre está baixando.

"E

Eu te pegarei quando você cair

Ser o maior amor de todos

Eu prometo ser

Se você me der o que eu preciso, Eu preciso"

-Luka você não precisa ficar aqui, eu tô bem.

-Abby você tá doente, eu não vou deixá-la aqui sozinha. –Ela ia argumentar mais desistiu.

-A Nina foi dormir?

-A coloquei na cama, ela queria dormir aqui com você, mas eu não deixei.

-Você fez bem, eu não quero que ela fique doente.

-É melhor você descansar. Eu vou lavar os pratos.

Eu peguei a bandeja, apaguei a luz e saí. Abby queria parecer forte, mas no fundo ela era frágil.

"Eu preciso de amor

Eu preciso de você"

Eu adormeci na cama ao lado de Abby. Acordei com ela delirando.

-Abby? –Eu a chamava, ela suava frio.

-Luka por que você foi embora? –Ela delirava. –Eu preciso de você.

A febre estava muito alta. Eu tinha que fazer alguma coisa. Tirei minha camisa.Tirei a calça e a camiseta que ela usava.

-Não vá embora, nós precisamos de você.

A peguei no colo, levando-a para o banheiro.

-Papai foi embora Nina.

Liguei a ducha e a coloquei embaixo. Ela se mexeu um pouco mas continuou delirando.

-Eu não posso. Eu não devo.

"Do tipo que você sente

O único que faz você querer viver

O único que faz você querer respirar"

-Vamos Abby. –A febre não queria baixar e ela tremia de frio no meu braço.

Eu tinha que tirá-la. Desliguei o chuveiro e peguei a toalha para secá-la. Sentei-me no vaso sanitário, e com ela no meu colo fui enxugando-a. Fazia tempo que eu não sentia aquele corpo assim tão perto do meu.

-Luka. - Ela continuava a delirar.

-Abby.

-Eu te amo. –Ela falou e me beijou. Senti aquele lábio quente tocar o meu. Como eu estava com saudades daquele beijo.

"E eu preciso de você

Para me ajudar a achar um caminho melhor

E eu tenho certeza que você nunca pensou em me ouvir dizer

Eu preciso de amor"

Levantei cedo. Acordei a Catarina, arrumei-a, dei-lhe de comer e a levei ao colégio. Voltei à casa de Abby e me deitei para dormir um pouco, a noite tinha sido longa.

"Eu preciso de amor

Eu preciso de amor baby

Eu preciso de amor"

ABBY'S POV

Acordei e vi Luka dormindo ao meu lado. Ele estava sem camisa e eu só de calcinha e uma camisa folgada. O que será que tinha acontecido? Sentei-me a cama. Eu ainda tossia. Olhei para o Luka, ele aparentava cansado. Olhei para o relógio, 10h30min. A Nina precisa ir à escola. Meu plantão, a Weaver vai me matar. Levantei-me da cama e acho que fiz barulho porque Luka acordou.

-Abby, aonde você vai? –Ele falou abrindo os olhos.

-Eu tenho que levar a Nina a escola e ir trabalhar.

-Eu já a levei. –Parei o que estava fazendo e o encarei.

-Já? –eu não acreditava.

-Já, e você não vai trabalhar hoje. Liguei pro County e avisei que você estava doente.

-Eu já estou melhor.

-Abby você estava com a maior febre, chegou até a delirar.

-Eu delirei? O que foi que eu disse? –Eu fiquei assustada.

-Não se lembra?

-Nops.

-Você falava frases soltas não dava pra entender. Tem certeza que você não se lembra?

-Humhum, por que aconteceu alguma coisa?

-Não, não. –Ele estava escondendo alguma coisa, mas não ia me contar. –Tome um banho que eu vou prepara algo para comermos.

Depois do banho, fui à sala onde encontrei uma mesa repleta de coisas.

-Eu não estou com fome.

-O café da manhã é a refeição mais importante.

-Isso não é comprovado cientificamente. –Ele riu do meu comentário.

"Eu atravessaria o deserto

Eu atravessaria o deserto para estar onde você está"

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