DISCLAIMER: infelizmente TWILIGHT não me pertence, mas INEXPLICAVELMENTE AMOR, sim. Então, por favor, respeitem.
Capítulo 21
Novas Chances
.
Encarei aqueles orbes castanhos com toda a intensidade que podia e ele me fitou da mesma forma, James tinha um olhar preocupado, o que me fez abrir um sorriso, este retribuiu, mas era um misto de confusão e medo – provavelmente de rejeição -, comecei a encurtar nossas distâncias, fitei aqueles carnudos lábios róseos para depois voltar o meu olhar para seus olhos.
Para em seguida beijá-lo com toda a intensidade que podia; James prontamente retribuiu o beijo da mesma forma, nossas línguas se enroscavam, se acariciavam em um movimento ritmado único, sedutor, envolvente. Quando o nosso ar ficou escasso nos afastamos milimetricamente somente para puxar o ar. Encostamos nossas testas e James perpetuou seu olhar no meu.
- Bella, isso é um sim? – ele perguntou timidamente.
- Em todas as línguas possíveis e imagináveis. – eu disse sorrindo ainda mais que antes. Ele me retribuiu o sorriso e novamente nos beijamos com ardência, logo minhas mãos estavam enterradas em sua nuca e em seus cabelos loiros, e as dele também se encontravam em minha nuca e em meus cabelos.
Nosso beijo continuou calmo, terno, mas essencialmente sensual. Não sei por quanto tempo ficamos naquela bolha de começamos a construir, quando nos afastamos ele acariciou meu rosto com ternura, com carinho, numa carícia simples, mas cálida.
- Minha namorada. – ele disse me abraçando.
- Meu namorado. – disse retribuído o seu abraço. Sorrimos cúmplices como se aquelas palavras fossem as mais perfeitas de se dizer, e naquele momento elas eram.
- Minha linda, acho que você precisa dormir. – ele disse calmo.
- E você não vai subir comigo? – perguntei ansiosa.
- Bella, eu não acho prudente. – ele disse de forma polida.
- Por que não James? – perguntei confusa.
- É que Bella… agora somos namorados… e… er… você é mulher… er… eu sou homem… e… er… acontecem coisas. – ele disse baixo, o encarei confusa, assimilando sua resposta, então finalmente eu entendi.
- James, meu amor, você sabe que eu ainda não estou pronta para isso, não é? – ele somente meneou a cabeça. – E você não vai forçar nada, não é? – novamente ele confirmou com a cabeça. – Então meu lindo, não precisamos nos preocupar com isso…
- Mas Bella… – ele começou.
- Shiii, quando eu estiver pronta, o que provavelmente não vai demorar muito, você será o primeiro, a saber, então, por favor, fica comigo essa noite pelo menos até eu dormir. – eu pedi suplicante.
- Bella… eu sei disso, mas… er… sei lá… tenho medo dos meus instintos… principalmente os primitivos, já imaginou se eu te ataco? – ele perguntou com uma voz preocupada.
- Você me atacaria? – perguntei maliciosa, para depois avançar para seus lábios e em segundos nossas línguas se acariciavam e disputavam o mínimo espaço que tinha em nossas bocas, até que novamente faltasse ar em nossos pulmões.
- Bella, Bella, Bella… desse jeito eu não vou me comportar. – ele disse sedutor, mas ofegante.
- Vamos? – perguntei esperançosa.
- Vamos. – ele disse com uma voz derrotada.
Subimos ao meu dormitório e quando entramos nesse ele logo assumiu sua posição de sempre – deitado na minha cama -, enquanto eu ia para o banheiro tomar um banho e colocar meu pijama. Quinze minutos depois estava devidamente vestida com o meu pijama de inverno – depois de tanto tempo James me vendo vestida com ele, não me sentia horrível em usá-lo, principalmente agora que éramos namorados –; assumi a minha posição ao seu lado na minha cama. Ficamos trocando carícias singelas e significativas, por vezes nos beijamos com ardência e sofreguidão.
Não sei em que momento eu caí na inconsciência que o sono proporcionava, mas parecia que em outra dimensão eu sentia os dedos de James correndo suavemente sob a minha pele. Milagrosamente eu não tive o sonho que me acompanha a mais de um ano, o de correr por um corredor escuro e vazio, sempre sozinha, mas sonhei com James, num futuro claro, amplo e perfeito.
Quando acordei no domingo de manhã notei que James ainda estava ao meu lado ressonando tranquilo, creio que ele estava cansado demais e acabou pegando no sono ali, com uma de suas mãos envolta da minha cintura. Comecei analisar seu rosto, sua pele clara, mas, levemente corada por conta do calor do dormitório o deixava com uma aparência de anjo, seus cílios encostavam de uma maneira sensual em suas bochechas, seus cabelos, apesar de curtos, tinha alguns fios na testa, e seus lábios levemente abertos, num convite irresistível para um beijo. James era lindo, tão lindo quando o outro, e incrivelmente ele era meu. Só meu.
Fazendo o mínimo de barulho possível, consegui sair debaixo de seu abraço e encaminhei para o meu guarda-roupa para pegar uma roupa e depois para o banheiro para tomar um novo banho. Meus pensamentos estavam límpidos, não tinha nada em mente, e isso era algo raro, mas indescritivelmente fascinante. Terminei meu banho, fiz a minha higiene matinal, vesti a roupa que havia pegado – calça jeans e uma camiseta de mangas longas preta –, e retornei ao quarto. James se encontrava sentado em minha cama com o olhar voltado para a porta do banheiro, sorrindo para mim, retribuí seu sorriso para em seguida beijá-lo com volúpia.
Trocamos mais algumas carícias até que meu estômago protestou que queria algo nele imediatamente, e em minutos estávamos na cafeteria do campus tomando um desjejum e trocando carícias. Terminamos o nosso café e James me levou novamente até o meu dormitório e disse que iria até o seu tomar um banho, trocar de roupa e que à uma hora da tarde estaria ali para que almoçássemos juntos. Voltei ao meu dormitório onde arrumei a minha cama, liguei para meus pais, e para Jake e consequentemente Leah, já que os dois estavam juntos.
Assim que terminei o ritual das ligações, comecei a procurar alguma coisa para ler, enquanto revirava as minhas gavetas atrás de um artigo da faculdade, encontrei uma anotação minha de muito tempo atrás sobre o caso Jennifer Hale, que depois que Edward fora embora nunca mais pensei sobre o assunto. Encarei o papel por alguns segundos e o deixei totalmente de lado, pois, não tinha espírito para voltar para essa investigação confusa. Achei o artigo de psicanálise que eu queria e comecei a ler. Alguns minutos mais tarde meu celular começou a tocar estridentemente, era James, dizendo que já estava no estacionamento me esperando.
Almoçamos na mesma cantina italiana do dia anterior, porém dessa vez tínhamos algo diferente, que era nossos carinhos apaixonados. Conforme almoçávamos, comecei a me questionar mentalmente. Afinal eu estava apaixonada por James? Bem, apaixonada ainda não, mas encantada com toda a certeza eu estava. Sentia-me atraída por ele? Mais que atraída, meu corpo clamava pelo o quente corpo dele. E evidentemente eu havia feito à escolha certa.
Mas, a parte da minha mente que não se desconectava ao passado vivido com Edward lançou uma questão que me fez tremer; "E se Edward cumprisse sua promessa e voltasse o que seria de James?", era uma questão ambígua, pois ao mesmo tempo em que eu acreditava que isso pudesse acontecer, eu acreditava que isso nunca iria acontecer. Com um nó na garganta afastei esse assunto para o mais distante em minha cabeça, prometendo pensar sobre o assunto quando acontecesse e se acontecesse, até lá eu viveria o momento.
Terminamos o almoço e depois fomos caminhar pelo campus, por vezes nos sentamos embaixo de alguma árvore onde sua sombra não era tão fria e ficávamos envoltos nos cernes recém-construídos do namoro.
Quando o crepúsculo começou assolar New Hampshire, James me levou de volta para o meu dormitório e apesar dos meus protestos, ele não ficou comigo, afinal domingo a noite era a noite das meninas, tremi com esse pensamento, afinal Alice, Rosalie, Tanya e Heidi, iriam me questionar sobre tudo o que aconteceu na noite anterior na Deluxe, respirei fundo e comecei a subir as escadas até meu dormitório, assim que abri a porta não me surpreendi, elas já estavam ali e com duas novas adições Angela e Alec, pelo visto a minha tortura seria na mão de seis loucas.
- Então quer dizer que você não estava interessada no meu primo? – Tanya perguntou sarcasticamente assim que abri a porta.
- O que, que foi aquele beijo, Bella? – Alice completou.
- Vocês foram embora juntos, rolou algo a mais? – Heidi manifestou.
- Valeu ficar um ano sem ninguém, Bella? – Rosalie perguntou ressentida.
- Vai Bella conta tudo! – Angela disse no mesmo nível de animação das outras.
- Ele te propôs algo? – Alec perguntou polidamente, provavelmente lendo na minha expressão que tinha algo novo na história. Suspirei alto e me sentei no pufe roxo que existia no quarto, ainda em silêncio, analisei a expressão de ansiedade de todos, inspirei e expirei alto novamente antes de responder as perguntas de todos.
- Não sei o que aconteceu Tanya, do nada me deu uma vontade sobrenatural de beijar James e eu fiz. – ela escancarou sua boca, não conseguindo emitir nenhum som, o mesmo acontecia com as outras, optei por continua responder as perguntas anteriores. – O que foi aquele beijo, Alice? Também não sei algo voraz que eu tive a vontade louca de fazer. – Alice me encarou chocada. – Apesar de termos dormido juntos nessa cama, – disse meneando a minha cabeça em direção a minha cama, onde Heidi, Tanya e Alec estavam. – não aconteceu nada Heidi, James respeitou, como sempre, meu limite. – a morena soltou um muxoxo de desaprovação, mas não disse nada. – Rose, beijar James depois de um ano sem ninguém foi natural… foi como respirar. – Rosalie piscou os olhos atônica. – E sim Alec, ele me propôs algo e eu aceitei… James e eu somos namorados. E isso é tudo Angela.
Todos trocaram um olhar surpreso com a minha revelação, mas nada ainda disseram, comecei a achar que eles estavam falando e eu não estava ouvindo, mas incrivelmente eles estavam em silêncio movendo somente seus olhares para mim. Quando eu ia me manifestar sobre a reação deles, ouço seis vozes gritando em uníssono e seis pares de braços me abraçando.
- BEEEELLAAAAA!– todos me abraçavam num típico abraço coletivo e diziam coisas indistintas para mim, meus amigos estavam felizes por mim.
Depois de todas as felicitações, eles pediram para que eu contasse detalhadamente tudo o que aconteceu, e o fiz, e olha que era algo extremamente difícil já que Heidi e Alice pediam para que eu dissesse a frase exatamente como eu ouvi, com seus gaguejos e suspiros. Ficamos conversando sobre mim e James durante um bom tempo, e quando o cansaço começou a se assolar por mim, todos entenderam que era hora de ir. Alec e Angela foram os primeiros a ir, seguidos por Tanya, Heidi e Rosalie, deixando para trás as donas do dormitório eu e Alice.
Sem dizer uma só palavra com a baixinha, me encaminhei para o meu guarda-roupa para pegar meu pijama e depois fui para o banheiro, assim que terminei meu banho e de fazer a minha higiene pessoal, retornei para o quarto e vi Alice deitada em sua cama imóvel. Seus olhos brilhavam, eles estavam marejados, Alice estava chorando.
- O que aconteceu Alice? – perguntei confusa.
- Nada não Bella. – ela disse dando de ombros.
- Você não me engana Mary Alice Cullen, pode falando o que está acontecendo.
- Estou triste. – ela disse com um fio de voz.
- Por quê? – questionei confusa.
- Bobeira Bella. – ela sorriu amarelo.
- Se fosse bobeira você não teria ficado assim. – exasperei.
- É que agora vai ficar mais difícil você ser da minha família. – ela confessou colocando o travesseiro em seu rosto. De imediato não entendi, mas quando entendi senti meu coração falhar uma batida, assim como eu, Alice acreditava que um dia Edward cumpriria sua promessa de voltar, mas a cada dia parecia que isso era impossível, afinal era claro que ele não voltaria.
- Não importa, eu sempre serei sua melhor amiga Alice! – eu disse afetuosamente, mas indescritivelmente quando as pronunciei me veio Jennifer Hale na cabeça, seus pedidos, suas súplicas, sua revolta. Será que esse fantasma voltaria a me assolar? Será que ela tentaria buscar justiça por agora eu estar junto de James? Uma sensação ruim passou pelo meu corpo, mas tentei afastá-la por mais impossível que fosse.
- Sério mesmo? Melhor amiga? – Alice perguntou esperançosa afastando o travesseiro dos olhos.
- Claro baixinha, quem mais serviria para ser a sua Barbie "morena" pessoal? – ela riu da minha colocação de Barbie morena, mas depois me abraçou com todo o entusiasmo possível.
Ficamos conversando por mais alguns minutos, até que o sono nos dominou. Sonhei com Jennifer, mas infelizmente – ou felizmente -, não conseguia distinguir o que ela me dizia, e inconscientemente a afastei dos meus sonhos para sonhar com algo mais agradável.
Novembro se encerrou com o clima de romance entre eu e James a cada segundo mais crescente, a hostilidade dos Cullen e Hale com James havia aplacado quase que totalmente, afinal eles notavam que James me fazia feliz, muito mais do que quando estava com Edward, e eu sabia o motivo para essa minha felicidade. Por mais que não ligasse para o título que ostentava com Edward eu sentia falta da colocação namorados entre nós e essa era a diferença entre esses dois relacionamentos.
Dezembro chegou e com ele as preparações para o Natal, meus pais ainda magoados por eu não ter ido a Vancouver no ano anterior por causa da minha depressão, não planejaram nenhuma viagem, dessa forma eu ficaria em Boston com James para as festas de fim de ano. Alice insistia em me convidar para ficar na casa dela, mas enquanto eu não expliquei meus reais motivos para não ficar lá, ela não sossegou, e quando finalmente expliquei que não podia viver próximo ao fantasma que era aquela casa por conta de Edward, ela entendeu, mas me fazendo prometer ir pelo menos visitá-la no dia de Natal e para que James e eu passássemos o Ano Novo com os Cullen e os Hale.
James e eu fomos para Boston no dia vinte e três à noite. Em seu Jaguar negro, por vezes James encostava o carro no acostamento só para me beijar com urgência, o que me deixava ainda mais encantada por ele. Quando finalmente chegamos a Boston, estava crente que iríamos para a residência de seus pais, mas novamente James me surpreendeu, dizendo que ficaríamos em seu apartamento – herança de seus avôs maternos -, tremi um pouco ante a isso, afinal eu ficaria duas semanas no apartamento de James sozinha com ele, por mais que eu soubesse que ele não tentaria nada sexual comigo, eu tinha medo de outra coisa, eu tinha medo de mim, afinal até que ponto mais eu aguentaria ficar sem sexo? Todas as vezes que eu e James avançávamos o sinal nas carícias, eu me sentia tentada a me dar para ele, mas ele sempre com sua calma e paciência – mesmo ante a situação, já que ele sempre se encontrava excitado -, ponderava para quando eu estivesse pronta. Mas quando eu estaria pronta para ele?
Questionava-me mentalmente sobre quando eu seria dele que nem notei que havíamos parado, só percebi que tínhamos chegado ao destino quando ele veio abrir a porta do carro para mim. O edifício em que James tinha seu apartamento era, na falta de um palavra melhor, assustadoramente luxuoso, me lembrava daqueles hotéis que existe em meio a oásis no Oriente Médio, ele pegou as malas com uma mão e com a outra a minha mão e caminhamos para o hall de entrada, que era ricamente decorado, acentuando a semelhança com os hotéis de Dubai que havia visto em uma revista. Em uma placa próximo ao elevador vi que a responsável por aquela decoração era Esme Cullen, realmente Esme era excepcional no que fazia.
Quando entramos no elevador novamente me vi surpresa – o que era ridículo da minha parte, já que tudo ali remetia a luxo e riqueza -, este era revestido de uma madeira escura e lustrosa, provavelmente mogno, com detalhes em dourado, não duvidava que aquilo fosse ouro de verdade. James então apertou o botão para o andar, e novamente fiquei impressionada, o seu apartamento era na cobertura. Quando finalmente o elevador parou no andar designado, eu não devia me surpreender com o que via, mas era impossível, o corredor era extremamente claro, as paredes de um tom de areia, quase branco, o piso de uma madeira claríssima e no final do corredor entre dois vasos onde ficavam algumas folhagens estava um belíssima porta de mogno, com detalhes – provavelmente feitos à mão-, James soltou a minha mão para finalmente abrir a porta, e quando esta se escancarou ele deu passagem para mim.
- Bem vinda a minha casa, minha princesa. – ele disse cordialmente.
- Obrigada. – disse timidamente e quando enfim me encontrava no hall de entrada meu queixo caiu, aquilo não era simplesmente uma casa, era um palácio de contos de fadas.
Na entrada próxima a porta existia um aparador de ferro batido com um grosso vidro temperado de tampo, junto com vaso com orquídeas negras e um porta-retrato com a foto de Jennifer, por incrível que pareça aquilo não me corroeu de ciúmes, logo acima do aparador havia um belíssimo quadro, provavelmente com alguma pintura de pós-modernismo, sob o piso de madeira escura se encontrava um tapete – possivelmente persa -, em preto, vermelho e bege, ao longe eu podia visualizar a sala, que tinha um sofá em couro preto e algumas almofadas estampadas em cinza sobre ele, os móveis eram de um material que me lembravam de madeira e acrílico todos na cor negra. Apesar de o preto ser a cor dominante do ambiente, esse não era escuro, já que os objetos e as paredes claras davam um visual mais clean a sala.
A sala de jantar, com uma mesa de quatro lugares, seguia o padrão da sala com aquele estranho material que lembrava madeira e acrílico preto também. No centro da mesa de vidro temperado havia um prato de prata que trazia luminosidade para a mesa, ao fundo podia se ver facilmente a cozinha de estilo americano, onde novamente o preto era a cor dominante, e contrastando perfeitamente com os eletrodomésticos em inox. Estava tão encantada com a decoração do apartamento que até havia esquecido que James estava do meu lado.
- Gosta do que vê? – ele perguntou chamando a minha atenção.
- Muito… é… er… lindo. – disse surpresa.
- Minha avó pediu para que Esme decorasse para mim. – ele disse tímido, dando de ombros. Tive que sorrir ao constatar isso, afinal era óbvio que tinha dedo de uma decoradora talentosa ali, e Esme com toda a certeza era mais que isso.
James educado ao extremo me mostrou o restante da casa, que possuía uma biblioteca com estantes altas em três das quatro paredes abarrotadas de livros, e depostas de forma aleatória havia duas poltronas de estilo vintage, mas o que dava charme eram os móveis e os quadros contemporâneos que ali se encontravam. Havia um quarto que servia de sala de televisão onde havia um imenso sofá – provavelmente de veludo -, na cor marrom abarrotados de almofadas caquis e verdes, duas poltronas dispostas uma de cada lado do sofá na cor verde, uma mesa de centro na cor tabaco, e de frente para o sofá uma gigantesca televisão com todos os equipamentos de vídeo e som possíveis, dando ao ambiente o ar de um mini cinema, o toque contemporâneo ficava nas televisões – duas na verdade -, de tela plana que ficavam dispostas na parede em que não havia a janela, nelas apareciam imagens dando a sensação de um quadro em movimento.
O quarto de hospedes – onde eu ficaria -, era esplendoroso, havia uma imensa cama provavelmente do século XIX toda ornamentada, sua madeira era um tom de mel, onde tinha uma colcha branca e almofadas brancas e verdes claras, que eram do tom exato do papel de parede, em um canto havia um criado no mesmo tom da cama com um abajur bem estilo vintage, já do outro lado da cama se encontrava um mesinha redonda de uma madeira mais escura e em cima dela havia um abajur idêntico ao outro, e duas portas que provavelmente levavam ao closet e ao banheiro, aquele definitivamente não parecia um quarto de hospedes, mas sim o quarto principal.
Mas como sempre eu estava redondamente enganada, o quarto principal – o quarto de James -, era magnânimo, único, ao fundo havia um painel preto com peças de xadrez brancas e vermelhas, uma imensa cama – maior que uma king size -, com uma colcha branca e almofadas xadrez branco e preto, havia um divã branco, e uma estante também branca onde se encontrava uma televisão, um aparelho de DVD e um de som, mais afastado havia um micro escritório com uma mesa branca com detalhes em preto e uma imensa e confortável cadeira preta que estava voltada para um laptop fechado em frente, ao lado havia alguns porta-retratos. Atrás dessa mesa se encontrava uma porta – provavelmente de acesso a varanda -, e do outro lado do quarto, duas portas que levavam com toda a certeza ao closet e ao banheiro.
Tive que me perguntar mentalmente o porquê de uma pessoa que nem mora ali ter um apartamento tão grande – que definitivamente era maior que a casa da minha mãe em Phoenix e quatro vezes maior do que a do meu pai em Forks -, sem contar que James ainda era solteiro. Deve ser coisa de gente que tem dinheiro.
Instalei-me no quarto de hospedes e resolvi por tomar um banho enquanto James tomava o dele. Durante o banho comecei a divagar sobre James e eu. Afinal estaria eu pronta para finalmente transar com ele? Não, eu ainda não estava. Mas eu estava louca de vontade, um tesão latente. Mas algo dentro de mim me dizia que aquele ainda não era o momento. Mas quando seria o momento? James aguentaria até lá? A resposta era clara, era óbvio que ele suportaria, ele era um gentleman.
Terminei o meu banho e vesti uma roupa casual – calça jeans e camiseta branca de mangas longas -, e sai do quarto para localizar James naquela imensa casa, ele estava deitado confortavelmente na sala de televisão vestido uma bermuda preta e uma camiseta cinza, aquela era a primeira vez que o via vestido tão casualmente, ele me chamou para que eu deitasse com ele no sofá, e dessa vez não me surpreendi ao ver que ali cabíamos os dois deitamos confortavelmente. Depositei um sereno beijo em seus lábios.
- Então meu amor, você está bem? Tudo bem com o quarto? Você quer alguma coisa em especial? – ele perguntou preocupado.
- Claro que está tudo bem amor, estou me sentindo num castelo, quase uma princesa.
- Mas você é uma princesa. – ele me corrigiu -, para em seguida nos beijarmos com toda a volúpia existente em nossos corpos, sua língua acariciava a minha em uma dança extremamente sedutora e única, e a cada movimento nosso quebrávamos mais a distância – o que era praticamente impossível, já que estávamos literalmente grudados -, minhas mãos estavam enterradas em seu cabelo e vez ou outra eu os puxava para trazê-lo mais para perto. As mãos de James se encontravam uma na minha nuca e a outra deslizando pelas minhas costas, algumas vezes tocando a minha pele exposta na base da coluna, o que fazia minha pele formigar de excitação ao seu toque.
O nosso beijo estava tão profundo, nossas carícias eram sensuais e voluptuosas, nossas mãos não só acariciavam nossas nucas e costas, mas sim o corpo inteiro, a excitação em mim era latente, gritante, eu gostaria que James me possuísse ali naquele sofá, naquele momento, naquela hora, da maneira mais prazerosa possível, minhas mãos hábeis da época de Edward arrancaram a camiseta que James estava a jogando em algum canto da sala, seus músculos esguios, mas existentes me seduziam, meus dedos logo foram acariciá-los, enquanto James beijava meu pescoço, logo suas mãos arrancaram a minha blusa a jogando em algum canto da sala, me deixando somente com o sutiã de renda branca, ele olhou cobiçoso para os meus seios e depois me beijou com mais urgência ainda.
Estávamos deitados novamente no sofá, só que dessa vez eu me encontrava toda em cima de James, sua ereção já era evidente e pulsava freneticamente na minha coxa, a minha excitação também era gigantesca, sentia que já estava devidamente pronta para receber James dentro de mim. Quando nos afastamos para recuperar um pouco de ar, as mãos de James acariciavam as minhas costas, enquanto eu beijava seu peito que subia e descia em um ritmo alucinante. Meus beijos começavam a ficar mais distantes, e minhas mãos já estavam na lateral de sua bermuda, mas inexplicavelmente James parou suas carícias em mim e me afastou dele, me sentando em uma ponta do sofá enquanto ele se levantava.
Logo ele encontrou a sua camiseta e a vestiu, em seguida jogou a minha para mim, e virou de costas para onde eu estava. Estava chocada com o afastamento súbito dele, será que James não me desejava? Lágrimas logo se formaram em meus olhos, a dor da rejeição era amarga demais, vesti a minha blusa rapidamente, consumida pela vergonha, um soluço escapou pelos meus lábios, fazendo James virar de imediato para me encarar.
- Bella, o que foi amor? – ele perguntou afagando meu rosto com suas mãos. Logo as afastei do meu rosto e comecei a levantar.
- Na… na-da. – disse gaguejando e com a voz embromada por causa do choro. James pelo meu tom notou que algo estava errado, pois me segurou delicadamente nos pulsos e me puxou novamente para o sofá.
- Bella, minha princesa, não chora. – ele fez uma pausa e engoliu em seco. – Você está achando que eu não a desejo? – ele perguntou delicadamente, somente confirmei com a cabeça. – Meu amor, eu te desejo tanto, mais tanto que às vezes eu tenho medo de mim mesmo.
- Mas então… então por que você parou? – perguntei baixo, ainda com a voz embargada.
- Porque eu sei que você não está pronta, você esta agindo dessa forma por causa dos seus instintos primitivos, que são os mesmos que me consome. – olhei para ele confusa. – Bella, seu emocional ainda não está preparado para se envolver sexualmente com alguém, por mais que sua razão diga que está o trauma que você sofreu com Edward ainda é evidente em você.
- Mas… – eu comecei.
- Eu sei que parece que não é isso, mas Bella é isso… eu sei por que já sofri algo parecido, por isso meu amor, vamos dar tempo ao tempo, e quando você se sentir preparada nós finalmente aproveitamos tudo o que o sexo pode nos oferecer. – ele disse sorrindo.
- Mas e você James, como irá aguentar?
- Bella, minha princesa, eu vi você sofrendo durante um ano inteiro, eu já sofri quase o dobro disso, mas nem por isso senti necessidade de ter alguém sexualmente, – levantei meu olhar e ergui minhas sobrancelhas. – ok, talvez durante um tempo eu necessitei de alguém, e depois quando você estava com Edward, mas desde que você começou a sofrer eu não estive com mais ninguém, e se eu tiver que esperar mais um ano para te ter completamente eu vou esperar, não importa… claro que se você ficar me tentando a te possuir vai ter um dia que eu não vou aguentar. – ele disse sorrindo torto, dei um tapa de leve em seu braço enquanto sentia meu rosto queimar. – Então Bella, não se culpe por isso, eu vou esperar você, eu prometo afinal você é a minha namorada. – ele disse me abraçando forte e depositando um beijo estalado em minha bochecha. – Vamos pedir algo para comer?
Apesar de ainda estar envergonhada pelo que aconteceu na sala, James demonstrava que aquilo não era nada, que fora somente um deslize. Mas algo dentro de mim queria que aquele deslize tivesse ido até o fim, que James não tivesse se controlado e que agora estivéssemos nus um sob o outro. Afastei esses pensamentos nada puros e comecei a me preocupar com outra coisa, quando eu saberei se que estou pronta? E se isso demorar muito tempo? James irá me esperar até lá?
Fui desperta dos meus devaneios quando James me abraçou e beijou meu pescoço. Apesar de ser uma carícia inocente, senti todo o meu corpo arrepiar, parecia que meu corpo assim como a minha razão o queriam. James havia pedido comida chinesa para nós e logo estávamos saboreando a comida, sempre trocando olhares apaixonados.
Na noite de Natal achei que iríamos até a casa de seus pais, mas James programou outra coisa para nós, uma ceia em um iate – de sua família – sob o rio Mystic River, o jantar era incrível, luz de velas, pessoas nos servindo comida francesa, e ao som de um violino. James era o homem que toda mulher sonha em ter, um verdadeiro príncipe, e comigo não era diferente. Ele me deu de presente – sob meus protestos -, um relógio, diga se de passagem caríssimo, em prata incrustados de diamantes, e um par de brincos de ouro branco, enquanto eu o presenteei com um relógio simples, mas que ele adorou, e uma camisa que Alice escolheu. Terminamos o jantar e ficamos namorando a luz do luar, no vento gelado que assola a zona da Nova Inglaterra, bebericando champanhe francês e escutando a melodia suave do violino.
Ao voltarmos para o apartamento, depois de muitas argumentações minhas, James permitiu que eu dormisse – somente dormisse; suas palavras -, junto com ele em seu quarto. Trocamos longas e singelas carícias antes de entramos na inconsciência do sono abraçados. Acordei na manhã de Natal com o tímido sol invernal de dezembro entrando por um espaço mínimo da cortina.
Encarei meu namorado que dormia tranquilo, realmente ele era lindo, e sem fazer muito barulho levantei da cama, no relógio que tinha em cima da escrivaninha notei que ainda era seis e meia da manhã – cedo demais -, caminhei para fora do quarto sentido à cozinha para beber um copo d'água, mas quando estava passando pela biblioteca algo me chamou a atenção.
Entrei na biblioteca e notei que em cima de uma mesinha próxima a uma as poltronas, tinha inúmeros papeis, me aproximei mais, e vi que aqueles papéis eram fotografias, muitas fotografias de alguém – pareciam daquelas tiradas por detetives -, notei que as fotos eram em geral de uma só pessoa, um homem alto, de pele azeitonada, cabelos negros e olhos verdes, nas fotos o homem sempre estava sozinho ou na companhia de outros homens, estes vestiam ternos pretos e óculos escuros, em algumas fotos ele estava na companhia de um senhor louro, vagamente familiar, mas não reconheci, até que em uma das fotos notei que além do homem loiro havia uma mulher ruiva, comecei a observar as fotografias e a ruiva estava presente em muitas fotos, até que em uma fica claro o seu rosto, Victoria, e o homem loiro ao seu lado era seu pai e o de James, John Brown.
Mas a dúvida e a curiosidade me tomaram, porque James tinha fotos do homem de pele azeitonada? E por que seu pai e sua irmã estavam com ele? Algo me dizia que eu sabia o motivo daquelas fotos, mas foi quando eu vi um papel escrito com a caligrafia de James é que a resposta ficou clara, aquilo era a investigação que James estava fazendo por conta própria do assassinato de Jennifer Hale, mas quem era o homem de pele azeitonada? E para responder a minha pergunta silenciosa, vi seu nome escrito com a letra de James envolta de um circulo.
Laurent Pierre Garnier
Quem era esse Laurent, e porque o nome dele e as características dele me eram familiares? Onde eu já tinha o visto ou ouvido sobre ele? Então de uma lembrança muito distante, de uma época feliz, me lembrei de um depoimento que li a muito tempo de Demetri Paul Smith Sênior, em que ele citou um "segurança de pele azeitonada conversando com uma garota ruiva", será que esse cara tinha alguma coisa haver com a morte de Jennifer? E o que ele é de Victoria? E do patriarca dos Brown?
A curiosidade me consumiu, será que James havia descoberto quem foi o responsável pela morte de Jennifer? Arriscando tudo por conta da minha curiosidade encontrei no mesmo papel em que estava escrito o nome do tal Laurent, outro nome, e agora muito mais ligada nas coincidências vi que conhecia esse nome, Gerald Stain, o vizinho dos Cullen de Cap Code que Demetri citou em seu depoimento.
Assustei quando ouvi um barulho ao longe e não querendo parecer intrometida coloquei todos os papeis e fotografias da maneira que estava antes que eu mexesse neles e voltei para o quarto de James onde este ainda estava dormindo tranquilamente, deitei na cama ao seu lado, mas a minha cabeça estava longe, mais precisamente em um envelope cheio de evidências sobre o caso Jennifer Hale que agora se encontravam no fundo falso do meu guarda-roupa no meu dormitório em Dartmouth, será que esse tal Laurent e esse tal Gerald tinham alguma coisa haver com o crime? Será que as suposições de Edward sobre o pai de James estavam corretas? E afinal o que o tal Laurent tinha com os Brown?
No meio das minhas divagações acabei pegando no sono, mas a minha mente trabalhava freneticamente buscando respostas para aquilo. Quando eu acordei, cinco horas mais tarde, com James me beijando, uma questão que estava me atormentado saiu pelos meus lábios.
- James, por que não passamos o Natal com a sua família? – perguntei em um tom de acusação.
- Meus pais não estão em Boston. – James disse desviando o olhar, mas algo me dizia que ele escondia algo, mas optei por não pressioná-lo.
O nosso almoço de Natal foi silencioso, e a tarde quando fomos até a residência dos Cullen, James ainda estava submerso em pensamentos. Quase nunca participando das conversas entre Jasper e Emmett, e aquilo estava me deixando inquieta. Na semana precedente ao Ano Novo, ele saía por horas me deixando sozinha no apartamento, e quando no terceiro dia o questionei para saber aonde ele iria, ele disse-me que estava resolvendo algumas coisas para seu pai. Alice e Rosalie, todos os dias na parte da tarde apareciam no apartamento de James, e me arrastavam para fazer compras, ou ir a salões de beleza, ou ainda para ir até Nova Iorque no ateliê do estilista que Alice estagiava.
Milagrosamente Alice convenceu James há passar o Ano Novo junto com os Cullen e os Hale. Apesar do desconforto inicial James logo se enturmou com Carlisle, Emmett e Jasper, o que me deixou extremamente mais calma. Só que enquanto estávamos nós mulheres conversando via o olhar de Esme marejado voltado para uma fotografia de Edward. Será que ele deixou de dar notícias até para os pais? Ou será que Esme sentia tanto a falta do filho caçula? Será que ela sabia onde ele estava?
Meu coração apertou com aquelas suposições e meus olhos se encheram de lágrimas, disfarçadamente fui até ao lavado na tentativa de aplacá-las, atitude esta que só fez piorar a minha situação, já que certa vez Edward havia me possuído naquele mesmo espaço. Tentei controlar as minhas lágrimas e depois de alguns minutos que eu notei que não havia mais vestígios de lágrimas deixei o lavabo.
Finalmente dia dois de janeiro retornamos a Dartmouth, onde as aulas começariam no dia seguinte. Apesar de estar louca de curiosidade para saber mais sobre Laurent Pierre Garnier e Gerald Stain, eu não conseguia chegar perto, pois sempre tinha alguém no dormitório, às vezes Alice, às vezes James, às vezes Jasper, às vezes Rosalie e em outras ainda Tanya e Heidi, o que ampliava dia após dia a minha curiosidade já latente.
Finamente cinco dias depois da nossa chegada, que por um milagre divino minhas aulas terminaram mais cedo, eu corri ao meu dormitório para enfim desvendar esse mistério, mas quando abri a porta do dormitório, assuntei ao ver quem estava ali.
- Jasper? – perguntei timidamente, mas eu sabia que era ele, pois seus cabelos cor de mel, levemente cacheados eu reconheceria de longe, notei que este chorava, pois seus soluços – mesmo baixos – eram existentes. Ao me aproximar notei que ele segurava uma fotografia, a fotografia onde estavam Alice e Jennifer abraçadas. Será que havia acontecido alguma coisa com Alice? – Jasper, aconteceu alguma coisa? – o chamei novamente, então finalmente este levantou o rosto, todo marcado de lágrimas para mim.
- Não Bella, Alice está bem… eu estava… er… hum… lembrando-se de outra pessoa. – ele disse voltando o olhar para a fotografia, sentei-me ao seu lado e observei por alguns segundos a foto.
- Edward me disse que ela era a sua irmã. – dizer o nome de Edward não doía tanto mais.
- É, minha irmã gêmea… ela era incrível, praticamente a felicidade em pessoa. – ele sorriu para a foto.
- Sinto muito. – disse polidamente.
- Tudo bem, acho que você sabe que ela foi assassinada.
- Aham. – fora o único som que consegui emitir.
- Bem… hoje é nosso aniversário, vinte anos, Jennifer sempre quis que eu desse um banho nela nessa data de champanhe, mas não deu. – ele suspirou jogando os ombros para baixo.
- Jasper? – perguntei timidamente, enquanto um plano se formava em minha cabeça.
- Sim? – ele voltou o rosto para mim.
- Você pode fazer isso que ela queria! – ele me encarou confuso, como se eu falasse uma loucura. – Vem comigo, e aproveita e trás essas garrafas de champanhe. – já que em cima da cama de Alice tinha duas garrafas de champanhe.
- Mas Bella… – ele começou, o interrompi puxando-o pelo braço, logo estávamos caminhando rumo ao cemitério onde eu sabia que Jennifer fora sepultada, quando chegamos à entrada do cemitério, Jasper hesitou antes de entrar, mas lancei a ele um olhar motivador e logo ele adentrou aquele local.
Fora fácil notar a túmulo de Jennifer, ele estava abarrotado de flores – provavelmente de James e dos pais de Jasper -, parei de um lado e Jasper do outro da tumba, ele perpetuou seu olhar sobre as flores até a lápide e eu o imitei, por mais que não tivesse conhecido Jennifer pessoalmente havia algo na forma em que todos falavam que aparentava que éramos muito parecidas, e se tivéssemos nos conhecido seríamos grandes amigas. Tirei uma das garrafas da mão de Jasper e comecei abri-la, no começo o loiro se assustou com a minha atitude, mas logo entendeu o que eu queria fazer e começou a abrir a dele, sorrimos cúmplices, para em seguida começar a banhar o local onde ela fora enterrada com champanhe, assim como o seu pedido.
Apesar da tristeza pela falta da irmã, Jasper sorria com aquela atitude, aquilo era o que ela desejou e milagrosamente ele conseguiu cumprir o seu pedido. E apesar de ser uma atitude ridícula aquela de jogar champanhe em um túmulo eu me sentia bem, era como se eu tivesse ajudando não só a Jasper, mas também Jennifer. Com esse pensamento me recordei de um pedido que ela me fizera em um sonho há muito tempo atrás; "Jasper é outro que precisa de conforto, pois nós dois havíamos discutido naquele dia, e ele estava muito bravo comigo, você precisa dizer a ele que eu o perdoo". De uma maneira estranha eu sabia que era o momento de dizer aquilo para Jasper.
- Jazz. – eu o chamei e esse logo voltou seu rosto para mim, com um sorriso no rosto. – Sua irmã amava você e ela te perdoa por tudo o que aconteceu. – ele me olhou confuso, mas depois sorriu vindo me abraçar.
- Obrigado Bella, esse seu gesto me trouxe uma paz de espírito que a muito eu não sentia. – ele disse com um sorriso em seus lábios e me abraçando ainda mais forte.
Jasper e eu nunca fomos próximos, mas aquele momento ali, onde cometemos a insanidade de jogar champanhe em um túmulo, nos aproximou muito, e algo me dizia que eu havia ganhado um novo melhor amigo, um companheiro, uma pessoa que te ajuda a superar as dificuldades. Depois quando voltamos ao dormitório Jasper estava mais calmo, e eu incrivelmente me sentindo mais leve, desejei feliz aniversário a ele e fui para o meu turno no bar, afinal eu ainda precisava me manter financeiramente em Dartmouth.
James viera para o bar como sempre às sete e meia da noite, e ficou conversando comigo no balcão até terminar o meu turno às onze horas da noite, trocamos carícias no carro por um longo tempo e quando começamos a avançar o sinal James se afastou e disse que precisava ir, mas eu sabia que ele estava fazendo isso por mim, novamente isso pesou na minha consciência, mas somente me limitei a dar um selinho em seus lábios e sair de se carro.
Em minutos estava entrando no meu dormitório, que estava escuro e silencioso, ascendi às luzes e notei em cima da minha cama um bilhete de Alice.
.
"Bella,
Hoje é aniversário o Jazz e você sabe irei fazer uma festinha particular para ele, dessa forma não irei dormir aqui, mas ligue para James e peça para que ele fique com você! Qualquer coisa me liga.
Beijos, Alice"
.
Tive que rir do bilhete de Alice, "festinha particular", amanhã a baixinha vai estar cheia de histórias. Caminhei rumo ao meu guarda roupa para pegar meu pijama e segui para o banheiro, enquanto estava debaixo da água quente do chuveiro comecei a pensar; tudo o que eu mais queria era ficar sozinha para descobrir sobre o tal Laurent e o tal Gerald que li no apartamento de James, e era isso que irei fazer, não vou ligar para James.
Terminei o meu banho, me sequei rapidamente, vesti meu pijama, e em poucos minutos estava retirando o envelope sobre o caso Jennifer do fundo falso do meu armário. Tirei a pasta depoimentos e comecei a procurar o nome de Laurent, olhei duas vezes entre elas e nada de encontrá-la, então comecei outra busca e encontrei facilmente a pasta de Gerald Stain, achei estranho, pois era extremamente fina, mas ignorei esse fator, então me acomodei em minha cama embaixo dos meus cobertores para ler seus depoimentos.
.
Nome:Gerald Martin Stain
Idade:65 anos, 2 meses e 3 dias.
Natural de:Winchester, condado de Hampshire, Inglaterra.
Primeiro depoimento: Cap Code, Massachusetts, Estados Unidos da América. Dia 18 de junho de 2005, 07h30min AM.
"Estava descansando em minha residência depois de um dia agitado, quando ouço uma movimentação na casa vizinha, a casa do Dr. e da Sra. Cullen, achei estranho, pois eles nunca vinham em junho para o litoral, eles sempre esperam agosto para vim, mas quando estava para sair para saber quem estava ali, a filha deles, Alice Cullen, veio me avisar que eram somente ela, os irmãos e uns amigos que estavam ali. Ela é uma menina adorável, linda, simpática e muito prestativa, tanto que toda hora me levava às coisas que eles estavam fazendo na casa, como bolo, churrasco, salgadinhos, realmente tudo. A festa deles estava bem animada, apesar do som um pouco alto, este não estava incomodando, aquelas crianças nunca incomodavam, porém o irmão do meu vizinho o Sr. Smith, estava atordoado com tudo aquilo, eu não entendia o porquê, mas parecia que ele estava esperando, espionando a casa. Durante todo o dia eu via aquelas crianças entrando e saindo animadas, indo à praia, tanto que Edward Cullen e Jennifer Hale vieram me trazer peixes no final da tarde, aqueles dois pareciam irmãos, não se desgrudavam por nada. Bem o dia terminou e eles extremamente educados encerraram o barulho às dez da noite para que eu pudesse dormir em paz, como eu disse, crianças excepcionais. Tanto que na manhã seguinte quando estava voltando da minha caminhada a beira mar, me assustei ao ver Jennifer e James, seu namorado de longa data, discutindo, mas devia ser brigas de casais adolescentes, não dei muita importância, mas era estranho, James estava transtornado, tanto que logo ele entrou em uma BMW branca e saiu velozmente pelas ruas, Jennifer começou a chorar descontroladamente e rapidamente sua irmã Rosalie e os gêmeos Cullen estavam ao seu lado reconfortando-a. Não vi James e a BMW branca em nenhuma parte do dia mais, provavelmente ele deve ter ido até Boston. O som da festa continuou o dia todo, volta e meia escutava o som de alguma coisa caindo ou quebrando, mas não devia ser nada. No meio da tarde uma chuva torrencial tomou toda Cap Code, mas antes do pôr do sol ela já havia amenizado. Como sempre o som a noite abaixava um pouco, mas o que me chamou mais a atenção fora à menina Victoria Brown conversando com um homem, bem mais velho que ela, de pele azeitonada e cabelos negros intimamente, do lado de fora da residência, mas concluí devido à roupa que ele usava terno preto, que ele era algum segurança, já que naquela casa tinha os herdeiros mais conhecidos do estado. Acomodei-me em frente a minha televisão para assistir o telejornal e depois um sitcom extremamente ruim, estava começando a cochilar quando ouço um barulho ensurdecedor vindo da casa dos Cullen, era como se todos ali dentro estivessem gritando de pânico, foi então que notei toda a casa em chamas, peguei o telefone para ligar para os bombeiros, e estes disseram que já haviam sido informados e que estavam a caminho. Saí nervoso da minha residência para ver se eles precisavam de alguma ajuda, vi Edward correndo de um lado para o outro desesperado, Emmett Cullen retirando os carros de todos que estavam na frente da casa, Jasper Hale abraçava protetoramente Alice Cullen, como se aplacasse o medo dela, notei Rosalie Hale, gritando para que todos se acalmassem, então ela veio até mim e pediu para que eu distribuísse água para todos, já que estavam todos nervosos, corri para dentro de casa pegando uma sacola e colocando várias garrafas com água e copos descartáveis, e rapidamente voltei para onde estavam todas as pessoas, comecei a dar água àquelas crianças que custavam a se acalmar, logo o corpo de bombeiros chegou e começou a controlar o fogo, ainda estava servindo água a todos quando notei os bombeiros saindo da casa com uma maca, que tinha alguém deitado, estava um pouco próximo da onde eles passaram, e fiquei chocado ao ver quem estava ali, era ninguém menos que Jennifer Hale cheia de queimaduras e possivelmente morta, eu fiquei entorpecido ao ver a pequena loirinha daquele jeito, mas o meu choque não fora nada comparado ao de Edward Cullen, que foi o primeiro a ver, ele parecia que ia ter uma síncope só de ver a amiga daquela forma, em seguida vieram Jasper Hale e a pequena Alice Cullen, e ambos assim como Edward entraram em choque."
.
Nome:Gerald Martin Stain
Idade:65 anos, 2 meses e 6 dias.
Natural de:Winchester, condado de Hampshire, Inglaterra.
Segundo depoimento: Boston, Massachusetts, Estados Unidos da América. Dia 21 de junho de 2005, 15h30min PM.
"O senhor conhece os Cullen há quanto tempo?Desde quando Carlisle e Esme compraram a casa vizinha a minha em Cap Code, a mais ou menos uns doze anos.E o senhor tem uma relação amigável com eles?Oh, sim, eles são uma família incrível, vivem me convidando para vir até aqui em Boston para passar o Natal e o Ano Novo com eles.E os filhos do casal, também são amigáveis?Com toda a certeza, crianças totalmente educadas, simpáticas, que me tratam como avô, o que modéstia a parte me deixa felicíssimo.Os filhos do casal Hale o senhor também os conhece?Sim, claro, crianças educadíssimas também, bem como os filhos de John Brown, James e Victoria.Eles sempre iam à residência dos Cullen?Sim, sim, nas férias ou feriados eles se alojavam em Cap Code para se distraírem da cidade grande.No dia do incidente eles estavam se distraindo?Na verdade eles estavam comemorando o aniversário de Edward e Alice Cullen, os filhos gêmeos de Carlisle e Esme, então sim, creio que eles estavam se distraindo e comemorando.Eles ficavam sozinhos na casa em Cap Code?Oh sim, como eu disse ao senhor, crianças educadíssimas e extremamente calmas, nunca faziam nada de errado.O senhor os viu um dia antes do ocorrido?Claro, Alice juntamente com Jasper veio me trazer algumas coisas que eles estavam servindo, depois fui com Emmett e Rosalie ao supermercado, James Brown me trouxe uma torta recheada de abacaxi e no final da tarde Edward e Jennifer me trouxeram peixes, crianças que sabem ajudar ao próximo.Quando o senhor viu James Brown este estava diferente?Não, ele estava normal, sempre educado e com um sorriso no rosto, ele me contou que iria pedir sua namorada Jennifer em casamento assim que voltassem a Boston.Casamento?Sim, sim, os dois eram almas gêmeas, se completavam de uma maneira misteriosamente única e apaixonada, e eu sabia que a pequena Jennifer o amava incondicionalmente.Mas Edward Cullen, ela não tinha nada com ele?Impossível, os dois eram como irmãos, se tratavam como tal, agiam como tal, qualquer coisa que surgisse ali seria declarado incesto.E a outra casa vizinha ao senhor, estava ocupada?Estava, pelo irmão do meu vizinho, tal de senhor Smith, achei estranho já que o sobrenome do proprietário da casa é Scott, mas deve ser parente da esposa, ou algum parente distante.E como este estava por causa da movimentação na casa dos Cullen? Inquieto, toda hora eu o via do lado de fora olhando em direção à casa dos Cullen, ou senão pela janela observando a casa, sem contar que ele dificilmente saía do telefone.Em algum momento ele saiu de perto da casa?Não, ele ficou o tempo todo indo da casa para o jardim, do jardim para a garagem e de novo para a casa.Sempre que ele fazia isso ele estava ao telefone?Sim, ele não desgrudava do aparelho.Na manhã do ocorrido o senhor notou algo diferente?Jennifer e James estavam tendo uma discussão escandalosa na rua. E sobre o que era essa discussão?Se eu ouvi bem era por alguma coisa que Edward e Jennifer fizeram, aqueles dois adoravam pregar peças nos outros.Mas James Brown não levou na brincadeira?Não, ele estava muito bravo, tanto que entrou em sua BMW branca e saiu correndo pelas ruas de Cap Code.Ele retornou? Não, creio que foi para Boston.E como Jennifer agiu quando viu o namorado sair correndo pelas ruas?Ela desabou a chorar, mas logo fora confortada pela a irmã mais velha, Rosalie, e os gêmeos Cullen.O senhor notou mais alguma coisa de diferente na rua aquele dia?Depois que os quatro se recolheram, notei que havia um homem de pele azeitonada e cabelos negros dentro de um Audi TT conversível azul, e este olhava fixamente a casa dos Cullen, mas quando saiu do carro notei que ele era um tipo de segurança, pois usava terno preto e óculos de sol.Depois que ele saiu do carro o que ele fez?Foi até o porta-malas e tirou de lá uma imensa mala, e começou a caminhar para o terreno dos Cullen.E o que ele fez no terreno dos Cullen?Não sei lhe dizer senhor delegado, foi quando eu estava saindo para ir até o clube de bocha que ele entrou no terreno dos Cullen.Tudo bem senhor Stain, quando o senhor retornou do clube de bocha, esse estranho ainda estava próximo à casa dos Cullen?Sim, ele estava encostado no carro, conversando com alguém no celular. Ele ficou bastante tempo ao telefone?Não sei dizer quando ele começou a chamada, mas depois que eu cheguei não foi muito tempo que ele ficou não.E esse estranho teve contato com outra pessoa?Somente com a menina Victoria, coisa que eu achei uma pouca vergonha, já que um homem tão velho quanto aquele ficar se agarrando com uma menina nova daquela, deveria ser crime.Quantas vezes o senhor viu Victoria e o tal estranho juntos?Essa vez que eles estavam se agarrando, outra vez quando Victoria foi até ele e deu um estrondoso e merecido tapa em seu rosto.Essa seção em que Victoria Brown se agarrava com o estranho foi antes ou depois da tempestade?Depois, bem depois, durante a chuva eu estava no clube de bocha.Quando foi que o senhor notou que algo estava errado na casa dos Cullen?Eu estava confortavelmente acomodado em minha sala cochilando, pois estava passando um sitcom horrível, quando ouço o som de uma explosão, alguns minutos depois várias pessoas gritando, me assustei com aquilo, aquelas crianças eram calmas demais para gritarem por algo bobo, então prestei mais a atenção e percebi que eram gritos de pânico, desesperado corri até a janela e notei a casa dos Cullen em chamas, rapidamente peguei o telefone e liguei para o corpo de bombeiros, estes disseram que já estavam vindo, saí de casa para ver se tinha feridos ou se podia ajudar em algo, mas a cena era um caos total.Como assim um caos total?Muitas crianças, amigos dos irmãos Cullen estavam desesperados, gritando, chorando, Edward Cullen corria de um lado para outro como uma barata tonta, Alice estava em estado de pânico, e Jasper Hale tentava acalmá-la. Os únicos calmos mesmo da situação eram Emmett, que estava retirando os carros de frente da casa e Rosalie que pedia calma para os outros, tanto que fora ela que me pediu para pegar água em casa e distribuir a todos.O senhor distribuiu água a essas pessoas que estavam em choque?Sim, corri para dentro de casa, peguei uma dessas sacolas ecológicas e coloquei todas as garrafas de água que se encontravam em minha geladeira, enchi rapidamente mais algumas, peguei um pacote de copos descartáveis e em cinco minutos já estava do lado de fora dando água a essas crianças.O corpo de bombeiros chegou rápido?Sim, sim, logo eles controlaram o fogo e as crianças estavam mais calmas.Os bombeiros entraram na casa, o senhor imaginava que havia alguém ali dentro?Não, com toda a certeza não.Quando os bombeiros trouxeram a maca o que o senhor achou que era?Imaginei que fosse alguém desmaiado, mas quando vi que era a pequena Jennifer Hale cheia de queimaduras percebi que já era tarde.O senhor ficou comovido com a cena?Mas é claro, eu conhecia aquela menina desde criança, ela era tão alegre, espirituosa, mas vê-la morta foi um choque sem tamanho, talvez não tão grande quanto o de Edward, Alice e Jasper.Como eles agiram?Edward tentou a todo custo que deixassem reanimá-la, mas os bombeiros não o deixaram tocar no corpo, o que o fez desmoronar no chão em um choro, angustiante. Alice e Jasper também tentaram tocar o corpo, mas também foram impedidos pelos bombeiros, então os três estavam ajoelhados em frente ao corpo chorando compulsivamente."
.
Nome:Gerald Martin Stain
Idade:65 anos, 2 meses e 28 dias.
Natural de:Winchester, condado de Hampshire, Inglaterra.
Terceiro depoimento: Boston, Massachusetts, Estados Unidos da América. Dia 13 de julho de 2005, 11h30min AM. – Nova inquirição do delegado a testemunha.
"Testemunha citada, não compareceu para prestar depoimento"
.
Nome:Gerald Martin Stain
Idade:65 anos, 3 meses e 16 dias.
Natural de:Winchester, condado de Hampshire, Inglaterra.
Quarto depoimento: Boston, Massachusetts, Estados Unidos da América. Dia 31 de julho de 2005, 14h00min PM.
"Testemunha encontra-se em local incerto e não sabido. Sendo procurado pelo FBI para prestar depoimento."
.
Nome:Gerald Martin Stain
Idade:65 anos, 4 meses e 19 dias.
Natural de:Winchester, condado de Hampshire, Inglaterra.
Quinto depoimento: Boston, Massachusetts, Estados Unidos da América. Dia 08 de setembro de 2005, 10h00min AM.
"Testemunha encontrada morta em sua residência, possivelmente envenenada, já que as escoriações em seu corpo foram feitas antes da hora da morte presumida, conforme laudo pericial redigido pelo IML da cidade de Cap Code, Massachusetts, Estados Unidos da América."
.
Olhei estupefata o último depoimento, o senhor amigo dos Cullen fora assassinado? Uma frase que Edward me disse há muito tempo ecoou na minha cabeça "É Bella, evidências, o desaparecimento de uma testemunha chave…", seria esse senhor Gerald Stain a testemunha chave? E o tal segurança que pela descrição do senhor Stain era o tal Laurent, por que ele não foi investigado, como todos os outros? Será que a morte do senhor Stain fora queima de arquivo? As perguntas palpitavam em minha cabeça de forma assustadora, eu precisava saber quem era esse tal Laurent Pierre Garnier.
Mordida pela curiosidade alcancei meu laptop, enquanto este ligava guardei todos os documentos sobre a morte de Jennifer no envelope e depois o coloquei novamente no fundo falso do meu guarda-roupa, e voltei para a minha cama onde o computador já estava ligado. Abri meu navegador de buscas na internet e digitei rapidamente Laurent Pierre Garnier. E logo apareceu o resultado da busca.
.
Resultados de1–2de aproximadamente2paraLaurent Pierre Garnier(0,24segundos)
.
The Boston Globe Online – Journal
… proprietário da empresa de segurança pessoal "Corpus", o empresário Laurent Pierre Garnier… responsável pela segurança dos políticos mais influentes…
Massachusetts Journal
… a família Garnier, reconhecida em toda a Europa por realizar a segurança pessoal de… atualmente o senhor Laurent Pierre Garnier, herdeiro do patrimônio, abriu uma filial…
.
Encarei os dois resultados e abri o primeiro, a reportagem era curtíssima somente alguns parágrafos e uma foto do mesmo homem que eu vi nas fotografias no apartamento de James.
.
BOSTON RECEBE DE BRAÇOS ABERTOS UMA NOVA EMPRESA DE SEGURANÇA
Após anos conquistando o mercado de segurança em toda a Europa, o proprietário da empresa de segurança pessoal "Corpus", o empresário Lauren Pierre Garnier, optou por abrir uma filial da empresa herdada de seu pai, em nossa capital.
O senhor Garnier, que é amigo íntimo do senador Aro Volturi, e responsável por toda a equipe de segurança do mesmo, escolheram o nosso estado para abrir a sua primeira filial na América devido, segundo suas palavras, "ser o berço dos políticos mais influentes do país", dessa forma tornando o responsável por toda a horda de segurança para estes cargos.
Durante a festa de inauguração que teve a participação de inúmeros membros da alta sociedade de Boston, inclusive o prefeito da cidade John Brown e sua filha Victoria Brown. Esta última que chamou a atenção do francês, e digam-se que após a festa saíram juntos para o hotel onde o senhor Garnier estava hospedado.
.
Fiquei chocada com o que eu li, Victoria pelo que eu sabia tinha a minha idade e esse tal de Laurent devia estar beirando os trinta, assustada com o artigo fui procurar a data em que este foi publicado e me chamou ainda mais a atenção, pois marcava março do ano anterior. Tinha alguma coisa muito errada em tudo isso. Resolvi abrir o artigo do Massachusetts Journal, mas este era tão decepcionante por ter somente uma pequena nota de um parágrafo que nem me dei ao trabalho de ler.
Novamente me vi em um beco sem saída diante desse caso da Jennifer Hale, havia algo extremamente complexo por trás de tudo, o que me fez lembrar das palavras de meu pai, quando me mandou esses documentos; "Mas ao analisar todas elas notei que tem muita coisa por trás e muitas pessoas com influência envolvidas. Peço que você tome cuidado.", assim que me recordei dessas palavras uma sensação ruim se apossou de mim, algo instintivo que clamava para que eu ficasse longe. E era isso o que eu faria, não me importaria mais com esse caso. Isso era uma promessa.
Desliguei meu computador e me aconcheguei em minha cama para enfim ter o sono dos justos, mas como sempre eu estava redondamente enganada, já que meus sonhos foram povoados, de fogo, pessoas em pânico, um senhor velhinho sendo assassinado, uma menina loira sendo queimada viva, e um homem negro mal encarado. Devido a esses pesadelos, dormi extremamente mal a noite, e quando de manhã encontrei James no refeitório esse notou que eu não estava nada bem.
Depois que me decidira afastar completamente de qualquer coisa relacionada à Jennifer, me vi enterrada em outras coisas, a faculdade a cada dia ficava mais difícil, muitos trabalhos, projetos científicos e estágio obrigatório, devido há isso o tempo em que eu ficava na biblioteca estudando fora substituído por horas em um hospital psiquiátrico, ou numa clínica de psicologia, ou ainda numa empresa de recursos humanos, e fora numa dessas tardes na clínica de psicologia que decidi o que eu iria fazer depois de formada, eu seria uma profissional que cuida sobre o comportamento humano na adolescência, abrangendo desde separação dos pais, gravidez na adolescência, envolvimento com drogas, até desilusão amorosa que acarreta depressão, assunto esse último vivido por mim.
Finalmente maio chegou e com ele a eminência do aniversário de James, e no mesmo dia – doze de maio -, completávamos seis meses de namoro. E seria nesse dia que eu me daria a James, eu seria seu presente de aniversário. Pedi ajuda a Alice, Rosalie, Tanya, Heidi, Angela e Alec, e depois de muita discussão decidimos que o meu dormitório seria o melhor lugar para ter a nossa primeira vez.
Tanya que era uma força tarefa descobriu qual era a cor favorita de James, roxa, o que fez Alice vibrar já que a cor predominante em nosso quarto era o roxo, e segundo ela isso ajudava e muito a decorar o quarto de maneira exclusivamente sensual. Rosalie e Heidi foram comigo comprar a lingerie, e digo, elas tentaram me fazer comprar uma peça que não poderia nem se chamar de retalho de tecido.
Acabei por escolher um conjunto – que modéstia a parte, eu achei lindo -, todo de renda roxa com alguns detalhes no contorno dos seios e na da calcinha – de um tamanho normal -, em prata que dava um ar sensual e vintage para a peça, segundo Alice bem no estilo de James, optei por não usar nenhuma cinta liga, liga e meia sete oitavos, eu queria que somente a lingerie dissesse por si própria.
Alice que também é uma força contra a natureza confeccionou um vestido curto preto apesar de ser sem mangas todo fechado no peito e nas costas, tudo para aguçar a imaginação de James.
Enquanto Rosalie, Heidi e Alice me arrumavam no banheiro, Tanya, Angela e Alec, preparavam o quarto, vira e mexe ouvia o barulho de risadas dos três, e alguma coisa sendo arrastada, ou colocada em algum lugar.
Quando finalmente Rosalie, Heidi e Alice terminaram meu cabelo, minhas unhas e minha maquiagem respectivamente, me fizeram vestir a lingerie e o vestido, acompanhado de um peep toe preto. Apesar de já ter me visto com o vestido estava curiosa para saber o resultado do conjunto, cabelo, maquiagem e vestido. Mas o que me surpreendeu mesmo fora o quarto.
Tanya, Angela e Alec, conseguiram torná-lo indescritivelmente sedutor, trocaram as cortinas beges por roxas escuras, com detalhes em prata, a cama de Alice e a minha se tornaram somente uma parecendo uma king size real – me perguntei se não havia possibilidade de cairmos dali, mas quando me aproximei vi que eles haviam colocado outro colchão por cima, para não ter esse problema -, ela estava coberta por uma enorme colcha em tons de roxo e prata, no mesmo desenho da cortina, em um canto próximo a janela, notei que havia duas mesas – as escrivaninhas minha e de Alice -, abarrotadas de coisas como uma garrafa de vinho, uma garrafa de champanhe e dois pares de taças, uma garrafa de água e dois copos, um recipiente com morangos – vermelhos, frescos e gigantes -, chantilly, calda de chocolate, em cima delas havia dois abajures bem estilo vintage, que assomado a todo o resto dava a impressão que estávamos em um bordel de Paris no começo do século XX, espalhados casualmente velas roxas e brancas, aumentando o ar sedutor do ambiente, bem como o aroma de rosa, jacinto e lavanda que perpetuava pelo ambiente, era impossível não dizer que não estava perfeito aquele local.
Sorri cúmplice aos seis, afinal tinham feito um trabalho incrível naquele quarto e em mim, foi então que meu celular começou a tocar estridentemente e Heidi o jogou para mim, era James, ele estava me esperando para que fossemos jantar, mal ele sabia que sobremesa ele teria hoje.
Fomos a um restaurante japonês – comida preferida de James -, em meio as nossas carícias, beijos, saboreávamos os pratos, e tomávamos saquê. Terminamos o jantar e seguimos de volta para os dormitórios de Dartmouth, já que havia dito para James que tinha esquecido tanto o seu presente quanto meu documento, por isso eu tinha que ir até lá antes de ir para a Deluxe.
Fora difícil convencer James a subir comigo até o dormitório, ele não queria se atrasar muito para chegar à boate, mas utilizando a técnica olhar de cachorro sem dono da Alice, ele acabou concordando em subir comigo ao meu quarto. Quando abri a porta e o deixei entrar primeiro este se sobressaltou ao ver o quarto daquela forma, então virou lentamente para me encarar.
- Bella o que é isso?
- Seu presente de aniversário James. – disse sorridente indo abraçá-lo, ele deu um passo para trás.
- Isso significa que…
- Eu estou pronta, quero que você me faça sua. – completei a sua frase, ele arregalou os olhos e neles eu vi três coisas: felicidade, surpresa e desejo, e sem esperar mais nenhum segundo, encurtei nossas distâncias e nos beijamos com toda sofreguidão, toda a urgência, toda a volúpia que existia entre nós, e que durante esses seis meses cresceram ainda mais.
Suas mãos percorriam toda a extensão das minhas costas, começando na minha nuca até a base da coluna, as minhas por sua vez apertavam sua nuca, puxavam seus cabelos, ou as corria por suas costas. A cada segundo o espaço já inexistente entre nós ficava menor, era uma tentativa de nos fundir.
Tirei seu casaco lentamente, enquanto nos beijamos com toda a audácia que podíamos, ainda com nossos lábios grudados comecei a desabotoar sua camisa, toda vez que meus dedos roçavam seu peitoral quente, James tremia de prazer, em segundos sua camisa cinza estava jogada em algum lugar do quarto.
Sentia que James procurava o zíper do meu vestido e o via ficar frustrado com isso, me afastei alguns centímetros dele e abaixei o zíper da lateral direita e depois desabotoei a alça larga que estava em meu ombro esquerdo – o segredo do vestido segundo Alice -, e assim que o fiz, o vestido escorregou pelo meu corpo indo estacionar em meus pés. Quando finalmente o vestido desobstruiu o meu corpo, James lançou um olhar de cobiça a ele, que fora acentuado quando ele finalmente notou a cor da minha lingerie.
- Que tentação. – ele murmurou e eu me limitei a sorrir para em seguida beijá-lo com toda a intensidade que o prazer me proporcionava. Enquanto nos beijamos, sentia os dedos de James acariciando as minhas costas e onde eles passavam ficava uma sensação de formigamento e brasa. Eu estava queimando no inferno da luxúria.
Comecei a explorar seu pescoço, o lóbulo de sua orelha, ora sugando, ora beijando, ou ainda mordendo. James brincava com as alças do meu sutiã, seus dedos trabalhavam toda a sua extensão lentamente, enquanto seus dentes os puxavam, para que eles batessem contra a minha pele, e miraculosamente o elástico sendo solto não doía, ele fazia meu prazer se acentuar a níveis alarmantes.
Decidido a não prolongar mais meu sofrimento, James levou seus dedos até o fecho do sutiã e o abriu delicadamente, senti a renda ceder sobre meus seios, mas ele com suas mãos suaves começou a retirá-lo lentamente. Quando finalmente ficamos livres daquela peça, James encarou pela primeira vez meus seios, e seus olhos castanhos brilharam de desejo, como se atraídos magneticamente seus dedos foram para o meu colo e ele começou a fazer carícias lentas e circulares, como se estivesse apreciando o tecido mais incrível.
Com movimentos irregulares, cheios de curvas, James finalmente tocou o meu mamilo eriçado e aquilo fora o suficiente para o prazer explodir em meu corpo, liberando ondas gigantescas de luxúria.
Creio que James sentiu essa minha onda de prazer, pois logo sua mão direita apertou o meu seio esquerdo e ele começou a beijar toda a base do meu pescoço. A massagem que ele fazia em meu seio me deixava a cada segundo mais extasiada, era como se depois de anos sem dormir você estivesse em uma cama apertando um travesseiro. Com uma agilidade incomparável ele colocou seu braço esquerdo em volta da minha cintura e me levantou do chão, e sem quebrar o nosso beijo, começou a andar lentamente.
Quando iria questionar para onde estávamos indo, sinto o meu corpo cair com um bate surdo sobre a cama e James ao meu lado. Seu olhar estava desejoso, mas ao fundo notei certa preocupação, o encarei confusa, e esse retribuiu o meu olhar, mas nele havia uma pergunta muda; "posso beijar seus seios?", me limitei a sorrir, e me acomodar na cama, um convite silencioso para que prosseguisse, e finalmente ele o fez.
Seus lábios em meus seios me deixavam entorpecida, sua língua quente faziam caminhos a muito desconhecidos por mim por toda a extensão dos meus seios. A cada beijo, a cada singela sucção, eu sentia como se minha pele estive queimando, sempre desejando mais.
Sua língua e seus dentes se dedicavam exaustivamente em dar atenção ao meu mamilo esquerdo, enquanto sua mão esquerda acariciava o meu seio direito, eu conseguia sentir o ponto do meu prazer chegando, como uma chuva torrencial, mas me prometi a prolongar ao máximo o timingda minha ebulição.
Depois de um tempo extremamente longo de James se dedicando somente aos meus seios, ele passou a beijar a minha barriga, fazendo um tremor que nada tinha haver com cócegas se instalarem ali, vendo que eu me contorci em um arrepio de prazer, ele trilhou um caminho de beijos da minha barriga, passando pelo vão dos meus seios, pela minha clavícula, pelo meu pescoço, até a minha boca, onde sua língua, sem nem se importar em pedir permissão me invadiu sem aviso prévio e que foi altamente correspondido por mim.
Nossas línguas travavam uma batalha onde nós dois sairíamos vencedores no espaço limitado que tinha em nossas bocas, e aproveitando que James estava à deriva, inverti nossas posições ficando em cima dele.
Ele me encarou com aqueles olhos desejosos, iluminados somente pelo prazer que estávamos presenciando e trocando um último olhar de inocência a ele, comecei a explorar o lóbulo da sua orelha, seu pescoço – que eu fazia com minha língua, somente com sua ponta, provocá-lo, e por vezes dando beijos abertos e molhados em toda sua extensão, o fazendo tremer de excitação. Depois de um tempo demasiadamente longo, cansei de somente brincar com seu pescoço e orelha. Voltei meus lábios para o seu corpo, depositando beijos cálidos por todo seu peitoral extremamente definido, seu abdômen também definido, e encontrando uma nova barreira, sua calça.
Voltei meu olhar para o rosto de James e esse estava com os olhos fechados, como se ainda tivesse apreciando o toque de meus lábios em seu corpo, notando que tinha permissão para continuar, levei as minhas mãos até o botão de sua calça jeans e o abri lentamente, senti James arfando por conta do meu toque, mas nada disse, logo deslizei o zíper e com o auxílio de James comecei a retirar sua calça, vislumbrando rapidamente sua boxer preta e seu membro totalmente rígido. Quando finalmente retirei toda a sua calça, corri meus dedos suavemente por toda sua perna e apertando suas coxas na parte interna próxima a sua virilha.
Com esse meu toque a respiração de James deu uma falhada por causa da tamanha excitação, o que me fez sorrir internamente, eu ainda conseguia dar prazer a um homem.
Voltei a beijá-lo nos lábios, e se aproveitando do meu momento de distração, ele inverteu nossas posições ficando sobre mim, suas mãos agora exploravam sem pudor algum minhas coxas, pernas, as flexionando, as apertando. Suas mãos iam para o meu quadril e apertavam num ímpeto de excitação, sem nunca quebrarmos o beijo. Quando o prazer de nossas carícias atingiu o ponto máximo – o que significava que em breve alcançaríamos o nosso ápice -, James afastou-se de mim, e com seus olhos castanhos inundados de prazer.
- Bella, eu posso… – ele não terminou sua frase, somente direcionando seu olhar para a minha calcinha, confirmei com um aceno mínimo de cabeça, mas fora o suficiente para que ele entendesse.
Depositou um beijo terno e sôfrego em meus lábios e depois trilhou outros por toda a extensão do meu corpo até a onde se encontrava o início do tecido da minha calcinha, e com seus dedos suaves, ele entrou pelas laterais e começou a descê-la lentamente, apreciando cada detalhe que era revelado por ela, e quando finalmente ela se encontrava jogada em algum lugar, ele encarou pela primeira vez todo o meu corpo nu, seu olhar era indecifrável para mim, era desejo, paixão, amor, tesão, excitação, admiração, era uma mistura de todas essas sensações e mais algumas que eu não conseguia identificar.
Então finalmente lançou o seu olhar ao meu rosto e com um sorriso nos lábios e um brilho nos olhos, ele me beijou com toda a urgência e volúpia que podia colocar naquele ato. Minhas mãos já se encontravam enterradas em seus cabelos, os puxando deliberadamente, na tentativa de trazê-lo mais próximo a mim, nossas línguas travavam uma batalha árdua, foi quando senti os dedos de James na minha intimidade. Ele a acariciava calmamente, deixando o local ainda mais quente e pulsante de prazer, quando ele penetrou um dedo, não consegui reprimir um gemido, e ele sorriu sedutoramente para mim.
Seu dedo ficou imóvel dentro da minha intimidade, enquanto eu arfava violentamente, fechei meus olhos na tentativa de me acalmar, mas fora em vão, James começou a movimentar seu indicador dentro de mim enquanto seu polegar fazia movimentos circulares em meu clitóris. Deixando-me ainda mais submersa no lago do prazer, com a sua outra mão ele acariciava o meu seio, mas aquilo não estava sendo o suficiente para aplacar o meu prazer, lancei um olhar de súplica a James, eu precisava da línguadele dentro de mim, e notado a minha vontade ele o fez.
Retirou seu dedo de dentro de mim e o sugou, apreciando o meu gosto, para em seguida enterrar seu rosto entre as minhas pernas. Primeiramente ele depositou um beijo cálido, depois um aberto onde sugou meu clitóris, o que me fez contrair de desejo, e depois sem nenhum aviso, sua língua me penetrou. Seus movimentos, ora circulares, ora de vai e vem, ora de cima para baixo, me inebriavam, ele conseguia estar em todos os lugares ao mesmo tempo, e em nenhum outro, aquilo me enlouquecia.
Involuntariamente eu arqueava meu quadril e toda vez que fazia isso sua língua ia mais ao fundo. Notando que eu queria mais, James me penetrou com seu indicador, arrancando um gemido extremamente alto de mim, mas como a minha dilatação era palpável, logo ele me penetrou com o seu dedo médio, me fazendo gemer ainda mais, enquanto sugava meu clitóris.
Comecei a sentir a onda do prazer, meus músculos se contraiam em conjunto, minha pulsação e meus batimentos cardíacos estavam frenéticos, o suor tinha um lugar exato em meu rosto, um arrepio de prazer passou por todo o meu corpo, um tremou assolou em minha barriga, a sensação da entrega se apoderou de mim, eu tentava ao mesmo tempo expulsar e trazer James mais próximo à minha feminilidade e ele não me decepcionou, sua língua trabalhava enlouquecidamente em mim, então finalmente senti o meu ápice me dominando e meu líquido saindo de mim, e rapidamente James o apreciando inteiramente, como se fosse o vinho mais raro de todo o mundo.
Quando finalmente ele parou de trabalhar na minha intimidade, direcionou seus beijos a todo o meu corpo, até finalmente chegar em meus lábios, pude sentir o meu gosto em sua boca e aquilo me enevoou, retribui o beijo com toda a volúpia, toda a sofreguidão, toda a ardência que podia, e quando ele estava distraído aproveitando o beijo, inverti novamente nossas posições, ficando por cima dele.
Comecei a distribuir beijos abertos e molhados em todo o seu corpo e a cada toque dos meus lábios ele arfava e tremia de prazer, finalmente cheguei a sua boxer e como eu sou uma boa namorada, iria retribuir o prazer que ele me proporcionou.
Tirei aquela única peça que me impedia de vê-lo totalmente nu, com meus dentes, raspando propositalmente eles em sua pele, quando afastei a boxer por completo me vi tentada a beijar e morder – delicadamente -, suas coxas, e quando o fiz, James urrou de prazer, sorri contra a sua pele, e finalmente me virei para encarar aquele membro enrijecido.
Puxando pelas minhas lembranças o tamanho de James era muito parecido com o de Edward, o que me lembrava de que eu não iria trabalhar só com a minha boca, mas sim com as minhas mãos em sua base. O peguei em minha mão direita e masturbei-o lentamente, enquanto lançava um olhar de esgoela para James, que estava com os olhos fechados e os lábios entreabertos, gemendo silenciosamente.
Notando que estava no caminho certo depositei um cálido beijo em sua ponta que o fez tremer de prazer, em seguida desenhei uma trilha de beijos por toda a extensão, para depois fazer o mesmo com a minha língua, a cada toque de meus lábios James tremia de prazer imensurável, então finalmente o coloquei em minha boca, fazia movimentos rápidos, e lentos, sempre os alternando, minha língua o acariciava enquanto meus lábios trabalhavam, James me ajudava segurando a minha cabeça e dando o movimento que ele queria, ora rápido, ora devagar.
Senti o membro de James pulsando em meus lábios, significava que o seu prazer estava chegando, sua respiração estava ainda mais arfante, foi então que o senti ficando ainda mais rígido na minha boca, ele tentou me afastar, mas continuei ali, hoje pela primeira vez engoliria o gozo de um homem. E quando o esperado ápice de James me atingiu, descobri que aquele gosto era imensurável, era delicioso, o prazer que proporcionava tanto a mim quanto a ele fazer isso. Tive que chamar Edward de idiota milhões de vezes por ter me privado daquele deleite.
Trilhei uma rota de beijos até os lábios de James, e quando lá o cheguei me beijou com toda a paixão, todo o amor que eu jamais fui beijada, nossas línguas não brigavam, não dançavam, elas se completavam unicamente. Foi aí que me dei conta de uma coisa: eu estava apaixonada pelo meu namorado, e isso era indescritivelmente esplêndido.
James inverteu as nossas posições me fazendo ficar embaixo dele enquanto este alcançava algo na mesinha que tinha ao lado da cama, camisinha, Tanya pelo visto se lembrou de que provavelmente James não iria levar aquilo ali.
Anotei mentalmente de agradecê-la por essa preocupação. James vestiu a camisinha e voltou seu olhar para mim, ele sorria, retribuí seu sorriso como se aquilo fosse um convite para prosseguir, ele se posicionou entre as minhas pernas e me penetrou lentamente. Seu membro não era grosso, mas era satisfatório. Quando finalmente ele estava todo dentro de mim, me fitou nos olhos, e eu retribuí o gracejo, então ele começou a se movimentar dentro de mim.
O seu ritmo era ora rápido, ora lento, seu vai e vem não tinha pausa, era constante, variando somente sua velocidade, ele rebolava sobre mim e eu rebolava mais sob ele, fazendo o que nosso contato fosse maior e mais íntimo. Logo a minha perna direita foi para o seu ombro esquerdo, fazendo com que ele me penetrasse ainda mais fundo, em seu ritmo alucinante.
Invertemos a posição e eu fiquei por cima dele, cavalgando no nosso ritmo, já que ele me ajudava com suas mãos em minha cintura. Não quebramos o nosso olhar em nenhum momento e a cada movimento nosso a excitação não se aplacava, ela aumentava.
Uma sensação estranha passou pelo meu corpo, como se estivéssemos sendo observados por outra pessoa. Mas afastei estes pensamentos, eles eram ridículos, infundados, afinal eu havia trancado a porta e as únicas pessoas que tinham a chave – Alice e Jasper – sabiam que eu estava no meu primeiro momento com James.
Abandonei essa impressão e continuei a me movimentar sobre James, estávamos prolongando ao extremo a nossa erupção de prazer, ele inverteu novamente nossas posições me fazendo ficar embaixo dele, e começou a se movimentar mais rápido, meus gemidos eram altos, eram lamúrias de desejo, de querer cada vez mais e quando finalmente senti meus músculos se contraindo, minha pulsação e meus batimentos cardíacos acelerados, tanto quanto os de James, o suor brotando em nossos corpos, o arrepio do prazer nos consumindo, e finalmente a sensação de entrega dominando aqueles dois corpos, e primeiro eu, seguido alguns segundos depois chegamos ao ápice, gemendo um o nome do outro incansavelmente.
James não saiu de dentro de mim de imediato, apoiou seu corpo sobre o meu, fazendo nossas peles quentes se tocarem, então ele me beijou apaixonadamente, o que foi retribuído por mim, James afastou nossos lábios, e me fitou com intensidade.
- Eu te amo. – ele me disse baixo, mas claramente.
- Eu também. – retribui da mesma forma, pois pela primeira vez em seis meses de namoro eu tive certeza eu amava James, não da mesma forma ou intensidade que amei Edward, mas eu o amava. Ao longe escutei um baque surdo, o som de uma porta se fechando, mas tinha certeza que era de algum dormitório próximo. Beijamo-nos novamente, e então finalmente ele saiu de mim. Abraçando-me protetoramente em seguida.
Entregamo-nos aos prazeres da luxúria mais duas vezes aquela noite e em todas nos amamos de uma maneira completa, cúmplice, correta. Dormir nua nos braços de James também nu, era uma experiência imensurável, indescritível, mas acordar na manhã seguinte e ainda estar neles era ainda melhor.
.
Um ano e três meses depois…
.
Meu relacionamento com James se solidificava cada dia mais, bem como a minha amizade com os Cullen, os Hale, Tanya, Heidi, Alec, e Angela, tudo no meu mundo estava perfeito. Eu estava com o homem que eu amava e ele me amava, fazia um curso que eu era apaixonada e tinha os melhores amigos do mundo. Como eu disse minha vida estava perfeita.
A muito Edward fora esquecido, superado, bem como qualquer instinto investigativo que se aflorou em mim no início da universidade. O caso Jennifer Hale não tinha mais importância para mim, eu não a conhecia, e não era da polícia, então fiz o favor a mim mesma de me desligar daquilo.
Estava para começar o meu quinto e último ano na universidade, James, Alice, Emmett, Rosalie, Tanya e Heidi, haviam se formado em junho, enquanto eu e Jasper – que os cursos duravam cinco anos -, teríamos mais um ano de faculdade pela frente.
James estava advogando em um escritório em Boston e também dando aulas de Direito Constitucional em Dartmouth, Alice estava sempre indo e vindo de Nova Iorque, Milão e Paris, mas ficaria mais um ano em Dartmouth fazendo pós-graduação em moda contemporânea – era uma desculpa para que ela continuasse a ficar no mesmo dormitório que eu e ainda poder namorar com Jasper.
Emmett estava trabalhando de engenheiro de materiais sustentáveis em uma multinacional em Boston que tinha como principal princípio a preservação do meio ambiente, Rosalie por sua vez, mesmo sob os protestos de seus pais, estava fazendo pós-graduação em Recursos Humanos na Harvard em Boston, já que ela ao contrário de mim, não optou por psicologia clínica.
Tanya que se formara em Artes Cênicas, fora chamada para ingressar em uma companhia de teatro de Boston, já Heidi trabalhava de personal trainner de algumas autoridades em Boston.
Era mês de agosto e o calor que tomava Massachusetts era intolerável, como Emmett gostava de dizer, tudo culpa do aquecimento global. Estava em Boston por dois motivos, na verdade dois eventos, o noivado de Alice e Jasper, e o tão esperado casamento de Emmett e Rosalie.
O primeiro seria realizado na residência dos Cullen, somente com a presença de familiares, e a minha, já que Alice praticamente me adotou como irmã. Já o casamento de Emmett e Rosalie seria realizado em uma chácara bem estilo "Europa Colonial" que tinha aos arredores de Boston. Mas a dúvida que pairava sobre todos era, será que Edward viria para essas datas tão importantes para seus irmãos?
Os Cullen e os Hale, depois de um ano e meio que Edward havia fugido, mas especificamente quando o meu relacionamento com James ficou mais íntimo, começaram a viajar sempre para a Califórnia, fosse a datas comemorativas, como Natal, Ano Novo, fosse durante o período de férias.
Até que há alguns meses atrás sem querer ouvi uma conversa de Alice e Jasper, onde eles falavam algo de como Los Angeles, San Diego e Edward, dessa maneira concluí que ele estava vivendo na outra costa, longe o suficiente de mim. Mas nunca perguntei a Alice sobre isso para confirmar, eu havia superado Edward.
No momento estava sentada no sofá da casa dos Cullen sentindo uma falta imensurável do meu namorado – que por mais que Alice o tenha convidado também, este não se sentiu confortável em vir para o noivado -, ao meu lado estava Rosalie e Emmett, felicíssimos com a proximidade do casamento, que seria dali a três dias, Alice e Jasper estavam radiantes por finalmente noivarem depois de seis anos de namoro, Carlisle conversava animadamente com Richard Hale, pai de Rosalie e Jasper, Esme e Susan Hale decidiam secretamente os últimos preparativos para o casamento de seus primogênitos.
Foi então que três coisas aconteceram ao mesmo tempo, Alice levantou do sofá surpresa, Esme e Carlisle derrubaram o que estava segurando – ele um copo, e ela alguns papeis -, e a companhia tocou.
Alice andou – melhor, dançou -, graciosamente e animadamente até a porta, uma atmosfera de apreensão, felicidade e saudade tomou o ambiente, e quando Alice finalmente voltou à sala segurando uma sacola, ela não estava sozinha, atrás dela vinha outra pessoa.
Edward Cullen retornou ao seu lar.
.
N/A: Hey amores!
Muitos mistérios, hein? Já está claro quem é o assassino da pequena Jennifer Hale? E o velhinho que também foi assassinado, que o matou?
Sei que vocês estão querendo me esfolar viva por ter escrito uma lemon, tão intensa, entre a Bella e o James, mas eu tenho argumentos para isso, primeira coisa todos tem inúmeros Edward's, inúmeros James que passam por nossa vida, alguns retornam e outros são passageiros, é claro que lá no final da fic Bella e Edward vão ficar juntos (sou Beward até a morte), mas antes disso finalmente acontecer é necessário que ela conheça outras pessoas, que tenha prazer com outras pessoas. Sei que vocês estão preocupados com o James quando Edward voltar, mas um conselho, acalmem-se eu não irei deixá-lo a deriva. Okay?
Mas voltando ao final do capítulo, nosso Edward voltou, o que será que vai acontecer? Será que Bella sucumbirá a ele? E ele será que sabe que ela seguiu em frente? Muitas coisas ainda, não?
Obrigada a todos que continuam lendo e comentando. Mayh Cardoso, imensos obrigadas sempre! ;D
Nós vemos em breve.
Beijos,
Carol Venancio.
.
GOSTOU OU NÃO, DEIXE-ME SABER.
REVIEWS SÃO O COMBUSTÍVEL PARA NOVOS CAPÍTULOS!
