NA:Desculpem a demora,eu tava doente,e obrigada pelas reviews!Agora um capitulo beeeeem grande pra vcs!.

Carmem abriu os olhos,como se tivesse levado um susto,mas os fechou novamente,e correspondeu o beijo de Jack,que ao se separar dela abriu um grande sorriso e disse:

-Você está viva!

-Claro que eu estou! -disse Carmem o olhando como se ele estivesse louco.

-Sparrow,o que está acontecendo? -exclamou Antonio entrando - em seguida se virando e vendo que Carmem estava acordada. -Por Deus,você está viva!

-Mas do que vocês estão falando?E porque você me... -exclamou se sentando na cama e sendo impedida por Jack que gesticulava para ela não terminar a frase. -Deixa pra lá...

-Você foi enfeitiçada -disse Antonio empolgado indo direção á ela e se sentando ao seu lado -e o feitiço só seria quebrado com um beijo de amor verdadeiro e recíproco -e então fez uma expressão descrente -pelo menos foi o que ele disse.

Antonio apontou para Jack por cima do ombro,e Jack virou os olhos ás palavras de Antonio.

-Eu só repeti o que a Medusa me disse,está certo? -disse Jack.

-Bem,eu também não acho que seja sensato acreditar nas palavras de um pirata bêbado... -disse Carmem olhando para Jack com um sorriso misterioso que ele não conseguia decifrar. -E também eu não me lembro muito bem do que aconteceu...

Carmem esfregou a testa com a mão e abaixou a cabeça o que fez Jack sorrir e se aproximar dos dois,e se curvar atrás de Antonio e dizer em seu ouvido,fazendo-o se assustar:

-Ora,veja só se isso não é seqüela de um belo feitiço...

-Isso é seqüela de um grande trauma,e de um desmaio,Capitão Sparrow. -disse Antonio em voz baixa se levantando para encará-lo -e para que essa sua história de feitiço ficasse pelo menos coerente,alguém teria que beijá-la,para que ela acordasse,não é?E pelo que eu saiba,ninguém o fez.

-Pelo que você saiba,aye?Bem,Almirante,tenho que dizer está um pouco desinformado..

-O que? - perguntou Antonio primeiro sem entender mas depois ficou furioso -Sparrow,seu maldito!

Antonio puxou sua espada e apontou para Jack.Carmem levantou a cabeça ao ouvir o grito de Antonio.

-Antonio,o que está fazendo? -exclamou Carmem.

-Ele te beijou!Você estava aqui,indefesa,e ele se aproveitou de você! -gritava Antonio.

Carmem ficou parada e pensou " E eu acordei..." e abriu um grande sorriso ao olhar para Jack,que estava com Antonio á sua frente apontando a espada para seu pescoço e o encurralando contra sua escrivaninha.

-Uma ajudinha aqui? -disse Jack fazendo Carmem acordar de seus devaneios.

-Ah,sim,Antonio,solte-o -disse Carmem displicente se levantando da cama -ele é só um pirata bêbado,não tem porquê acreditar no que ele diz.

Carmem parou entre os dois e olhou bem para a espada de Antonio,e depois para Antonio,virando os olhos ao ver que ele não estava disposto a abaixá-la,e e abaixou a espada com a mão.

-Pare de gastar seu tempo,eu preciso de sua ajuda,olhe,eu consegui pegar o colar de minha mãe mas estive olhando e não há nada que possa me levar até ela aqui...

-Me deixe ver -pediu Jack e Carmem mostrou o colar na palma de sua mão,mas Antonio pegou antes que Jack o fizesse,deixando Carmem o olhando sem entender e Jack furioso.Antonio olhou o colar,de todos os ângulos possíveis e Jack abriu um sorriso e esticou a mão para ele que lhe entregou o colar,nervoso.

Jack fez o mesmo que Antonio,deixando Carmem apreensiva,quando Jack de repente abriu um sorriso e Carmem fez o mesmo.

-Na carta dizia "procure dentro de seu coração",certo? –perguntou Jack olhando com os olhos apertados para o colar.

-Sim,sim,porque? –perguntou Carmem ansiosa.

-Porque é exatamente isso –disse Jack pegando uma faquinha que estava escondida no pano que ele usava enrolado na cintura e passando numa pequena fenda,abrindo o pequeno pingente em forma de coração de madeira –que você deve fazer.

-Ah,meu Deus,Jack você é um gênio!–disse Carmem cujos olhos haviam se arregalado de felicidade e que havia dado um beijo no rosto de Jack –O que tem aí?

-Vários números...parecem... –disse Jack analisando o pingente quando Antonio o tomou de suas mãos.

-São coordenadas –disse Antonio –vou traçar uma rota imediatamente.

Antonio se dirigiu a porta e saiu,deixando os dois sozinhos.

-Acho que ele te esqueceu aqui... –disse Carmem sorrindo para Jack que mexia em uma das continhas que caiam sobra sua bandana em sua testa e sorria de volta para ela,maliciosamente.

-Não,ele me deixou aqui,ele já volta,então não viu necessidade de me levar –respondeu Jack

-Mesmo?Eu acho que ele te esqueceu aqui,ele não costuma te deixar sozinho comigo...

-É,porque da ultima vez que ele deixou...

-Você partiu meu coração mais uma vez...

-Isso que eu estava achando estranho...você está falando comigo normalmente,está até amigável...

-É,é porque dessa vez eu tenho uma prova... –Carmem foi interrompida por Antonio que voltou para a cabine.

-Sparrow,venha –Antonio o algemou e pegou sua faquinha –e isso vai ser confiscado.

-Eu te dou outra –sussurrou Carmem para Jack que estava com uma expressão de lamento mas em seguida sorriu.

-Nós estamos bem perto do lugar,talvez já cheguemos lá pelo anoitecer de amanhã. –disse Antonio para Carmem e em seguida saindo com Jack.

-Ah,ótimo,obrigada –disse Carmem sorrindo –tenho algumas coisas para resolver até lá.


-Então,você me ama. –disse Carmem para Jack ao encontrá-lo no convés do Perola,sozinho,já era noite.

-É o que parece –disse Jack se virando para admirar Carmem que andava em sua direção,com uma camisola e robe brancos.

-Eu sei que eu fui enfeitiçada,e eu sei que eu acordei com seu beijo –disse Carmem parando ao lado de Jack e se debruçando no parapeito do navio ao seu lado –mas e aquela história de amor recíproco e verdadeiro? –disse Carmem e Jack fez expressão de desgosto e virou o rosto –não precisa falar que me ama,só me diga se é verdade,eu só queria uma explicação,porque você sempre...

-Sim,é verdade! –disse Jack se virando de repente e surpreendendo Carmem –mas você não está disposta a deixar seu Almirante por mim,está?

-Jack,eu te amo,e estou muito feliz por saber que você me ama também mas... –disse Carmem para Jack,que não a encarava -é como se mesmo sabendo que você vai mergulhar e me pegar,eu ainda tenho medo de pular da prancha...

-Sparrow! –gritou Antonio da cabine

-Hora de dormir...tenho que ir logo senão perco a história do Tio Antonio,você vem? –disse Jack sarcástico.

-Vou ficar mais um pouco,estou sem sono,estou ansiosa para encontrar minha mãe.

-Tudo bem,boa noite,e ah,se quiser pular da prancha,fique a vontade,eu estou por perto. –disse Jack com um sorriso


-Ah,nem acredito eu estou aqui! –disse Carmem exultante após desembarcar na cidade para aonde as coordenadas os levaram,na noite do dia seguinte –você viu o Antonio?

-Ele desembarcou e foi para aquele lado,de cabeça baixa como se estivesse se escondendo. –respondeu Jack acenando para o lado em que havia visto Antonio. –Sabe,da ultima vez que ouvi falar do meu pai,ele estava morando nessa cidade.

-Ah,que ótimo!Se não encontrarmos minha mãe e procuraremos por ele então –disse Carmem e saiu andando á frente de Jack.

-Espere!E o Mendez? –gritou Jack para Carmem que se misturava com a multidão.

-Ah,o Antonio deve ter algo que fazer por aqui...e você?vai me deixar sozinha? –gritava Carmem do meio da multidão.

-Esse lugar me lembra terrivelmente Tortuga.-disse Jack ao alcançar Carmem

-Então você deve estar se sentindo em casa,pode me ajudar,aonde eu posso procurar pela minha mãe aqui?

-Pode perguntar por ela naquela taberna –respondeu Jack e continuou andando até que percebeu que Carmem não o acompanhava mais,e estava parada com mãos na cintura.

-Porque minha mãe seria conhecida numa taberna? –perguntou Carmem

-Porque todo mundo conhece todo mundo nessas cidades,e vamos admitir,o passado da sua mãe não é lá essas coisas...

-Então vamos,naquela ali. –disse Carmem apontando para uma taberna e passando por Jack em direção á ela.

-Vai você... –disse Carmem empurrando Jack para o balcão ao entrarem na taberna.

-Ahoy,amigo. –disse Jack se aproximando do balcão.

-Quer um quarto? –perguntou o balconista,um homem gordo e calvo com um guardanapo no ombro,que acenou com a cabeça para a Carmem.

-Não,estou procurando por alguém –disse Jack.

-Diga.

-Paloma Gómez. –disse Carmem para o balconista antes que Jack pudesse abrir a boca.

-Não,desculpe,conheço uma Paloma mas não é Gómez –respondeu o homem e Carmem pareceu decepcionada até que o homem abriu um sorriso –vou te falar uma coisa,é bem parecida com você!

-Talvez ela tenha se casado por isso mudou o sobrenome... –disse Jack com o cotovelo apoiado no balcão.

-Ela não pode se casar e mudar o sobrenome de novo... –disse Carmem desanimada.

-Considerando a cidade em que ela vive,eu não duvido que ela possa estar levando uma vida um tanto fora-da-lei.

-Se quiserem tirar a duvida,a Paloma e o marido moram aqui no andar de cima.Só vão ter que esperar um pouco porque a Paloma saiu há um tempo atrás do Jacob. –disse o balconista

-Jacob? –perguntou Carmem

-É,o marido dela,é que ele vive bebendo por aí,e ela tem que ir atrás dele nas ruas. –respondeu o balconista.

-Jacob de que? –perguntou Jack.

-Smith.Jacob e Paloma Smith. –disse o balconista

-Porque a curiosidade,Jack? –perguntou Carmem

-É que o nome do meu pai é Jacob,e eu pensei...

-Que eles poderiam estar juntos,mas como esse Jacob é Smith,não pode ser seu pai. –disse Carmem

-Na verdade,Sparrow é o nome pirata do meu pai,o nome verdadeiro dele é Smith,Jacob Smith. –disse Jack

-Você não está sugerindo que... –disse Carmem se virando para Jack boquiaberta.

-Aí estão eles! –disse o balconista olhando para a porta,para onde Jack e Carmem se viraram e viram uma mulher gritando.

-Supondo que ele estão juntos,aquela mulher é bem parecida com a minha mãe... –disse Carmem olhando para a porta,quando de repente,surgiu um homem caindo pelas escadas da taberna,com quem a mulher gritava. –Aquele bem que poderia ser seu pai Jack...

-Com licença,Paloma Gómez? –disse Carmem se aproximando da mulher que agora arrastava o homem para dentro da taberna.

-Sim,esse é meu nome de solteira...quem é você? –perguntou a mulher soltando o homem que agora estava se levantando.

-Sou eu,mama,Carmem.

Os olhos da mulher se arregalaram e ela segurou Carmem pelos braços em seguida a puxando para um abraço.

-Mi hija,querida,como você está grande,e linda! –disse a Paloma,com os olhos cheio de lágrimas. –Venha,vamos subir,eu moro ali,subindo as escadas.

-Jack,leve seu pai. –disse Carmem se virando para Jack que em seguida se aproximou e pegou seu pai,colocando o braço dele sobre seu ombro.

-Como vai,meu velho? –perguntou Jack á seu pai que tentou responder mas só saíram resmungos.

-É uma longa história... –disse Carmem ao olhar confuso de sua mãe sobre Jack e Jacob.

-Ah,então,como vão as coisas por lá, como vai seu pai? –Paloma disparava perguntas para a Carmem enquanto servia café na sala de sua casa.

-Tudo bem,mama... –respondia Carmem.

-Ah,você encontrou com meu filho por lá?Seu pai os apresentou? –perguntou Paloma.

-Filho? –perguntou Carmem engasgando com o café.

-É,antes de conhecer seu pai,eu tive um filho com Jacob,mas aí ele foi embora e me deixou,deve ter sido quando conheceu a mãe dele –Paloma acenou com a cabeça para Jack. –Mas então,eu me casei com seu pai,tive você,mas meu filho foi criado naquela cidade mesmo.Depois que eu fui embora,deixei meu filho por lá,já que ele estava tendo uma boa vida...melhor do que a que eu o daria...hoje em dia ele tem um alto cargo na marinha e sempre vem me visitar,ah,deve ser ele.

A campainha tocou e Paloma foi até a porta,a abrindo.

-Ah,é ele mesmo,Carmem,Jack,esse é seu irmão. –disse Paloma e homem entrou pela porta.

Carmem caiu desmaiada,e Jack se levantou,esticando a mão para cumprimentá-lo e dizendo,com um sorriso sarcástico:

-Prazer em conhecê-lo,irmãozinho.