Yellow

By: Jubs


Sinking

Nevava novamente, Rin podia ouvir ao longo da madrugada o som do vento batendo e sentiu-se mais só do que nunca. Havia cometido o maior erro de sua curta vida. Após tantos meses se apegando às lembranças dos lábios de Sesshoumaru contra os seus, agora sentia a totalidade do corpo quente dele contra o seu, as caricias doces e gentis, tão intimas que podia senti-las em sua alma. Não conseguia dormir.

Apenas conseguia pensar em Sara e Bankotsu, sua estranha ligação com Sesshoumaru agora machucaria Sara, outra inocente vitima, e ela merecia uma chance com o youkai. Ela havia atravessado o mundo para ficar com ele... não era justo. Eles estavam retomando um relacionamento que, egoisticamente, Rin tentava sabotar, mesmo que inconscientemente. Rin sabia que ficaria com Sesshoumaru eventualmente, mas não daquela forma, não machucando outras pessoas e a si mesmos, precisavam de um tempo afastados, solteiros, para deixar as feridas cicatrizarem.

Fora um erro procura-lo, sabia o que poderia acontecer e agiu assim mesmo. Queriam ficar juntos, isso agora era obvio, mas por que não podiam? Conheciam-se há poucos meses e se machucaram tanto durante este tempo, realmente fora sofrido, mas entre todas as brigas, os desencontros, ela vivera bons momentos, momentos de paz, simplicidade e felicidade. Sim, a felicidade que durava pouco tempo, porém era tão real, era a coisa mais real em sua vida. Se esqueceu dos órgãos feridos por seus sentimentos negativos e se permitiu sorrir.

E mesmo assim precisavam de um tempo afastados. Rin sabia o que queria, mas precisava de espaço para as feridas cicatrizarem e, mesmo que ele falasse que a amava, que não era um erro, ele ainda estava com Sara, ele havia feito uma escolha. Mas o mais importante é que ele também estava machucado com tudo aquilo e Rin era a causadora do sofrimento de Sesshoumaru. Precisavam começar do zero e fazer com que ninguém sofresse desta vez e talvez aquilo fosse demorar, mas ela esperaria o tempo que fosse.

Olhou para o relógio e constatou que era hora de ir para o trabalho, se arrumou rapidamente, rezando para que o encontro inevitável com Sesshoumaru fosse amigável, pelo menos. Ao abrir a porta de seu quarto, se deparou com o olhar cansado dele, sorriu fracamente.

- Me desculpe por ontem. – O sussurro de Rin mais parecia com um grito naquele desconfortável silencio. – Não achei certo dormir com você na cama que você divide com ela...

- Rin... – Sesshoumaru começou, mas ela logo o cortou.

- E eu precisava pensar também, sabe?

- Qual foi o resultado de tantos pensamentos?

- Precisamos de um tempo afastados. Nos machucamos muito durante todo esse tempo, ao menos eu me machuquei. Se apressarmos as coisas agora, nós ainda estaríamos magoados e não acho que isso nos faria bem. Não me faria bem, entende?

- Entendo, mas não vamos conseguir esse espaço morando juntos.

- Achei que, pelo o que falou ontem, você fosse se mudar.

- Muita coisa mudou ontem, Rin. – Ela baixou a cabeça e suspirou, nem percebeu que Sesshoumaru havia se aproximado, sentiu as mãos dele em seu rosto, forçando-a a encará-lo. – Não posso mais me afastar de você.

Rin conseguiu sorrir suavemente, logo sentindo os lábios dele contra sua testa. Fechou os olhos e não sentiu as lagrimar que marcavam seu rosto. Aquilo doía tanto, se afastar, mas se não o fizesse todas as caricias apenas a machucariam mais. Não conseguia deixar de sorrir por entre as lágrimas, ele não se afastaria, poderia ela se afastar novamente? Sem machucar mais ninguém? Levantou o rosto e se afastou, lentamente.

Preparou rapidamente o café da manhã, a culpa pesava em sua consciência. Não sabia o que fazer. Todos a aconselhariam a simplesmente se jogar nos braços dele e esquecer tudo, mas não conseguiria, suspirou pesadamente. Levantou o olhar e encarou Sesshoumaru, que havia acabado de entrar, agora vestindo um caríssimo terno. Sorriu para ele, ficar aquela semana longe faria bem para ela.

- Fiz café. – Falou calmamente.

- Obrigada. – Ele se sentou no balcão, ao lado dela. – Quer que eu te leve para o trabalho hoje?

- Pode ser. – Estavam sendo educados, tentando superar todo aquele nervosismo. Mas parecia impossível em vista de que haviam dormido juntos na noite passada.

Sorriram tristemente.


- Então... – Estavam em frente a doceria. Rin ajeitou o gorro preto enquanto Sesshoumaru ajeitava o sobretudo. – Boa viagem.

- Te vejo quando voltar de viagem? – Ele perguntou se aproximando da pequenina cozinheira.

- Não sei. – Baixou o rosto.

- Já disse, Rin, não consigo me afastar.

- Eu sei. – Não podia chorar, não agora. – Vou pensar em tudo.

Sesshoumaru a beijou ternamente nos lábios e se afastou. Rin se virou rapidamente e entrou na doceria, nem mesmo percebeu que a porta estava destrancada. Tirou o gorro e cachecol e jogou sobre o balcão, quando uma cabeleira ruiva surgiu do outro lado, fazendo com que Rin se jogasse para trás.

- Ayame! – Gritou tentando controlar seus batimentos cardíacos.

- Cheguei mais cedo. – Ela sorriu sem graça. – Aquele era o seu namorado?

- Ahm... é complicado. – Rin devolveu o mesmo sorriso sem graça. – Mas chegou cedo? Algum motivo especial?

- Eu estava sempre atrasada e como Kagome foi viajar, achei que você precisaria de ajuda, então me organizei para vir cedo. – Ayame pegou o sobretudo e gorro de Rin. – Vou guardar lá na salinha, e já limpei as mesas, só falta organizar com os talheres e etc.

- Okay, muito obrigada. – Tirou o cachecol negro e chamou novamente à amiga. – Leva pra mim também? Vou no banheiro antes de arrumar a cozinha.

Entrou no banheiro e trancou a porta atrás de si. Não conseguiu impedir as lágrimas que molhavam seu rosto, sentia-se afundando e se afogando com todos os sentimentos que nutria por Sesshoumaru, o amava de uma forma quase que desesperada. Mas a dor que tudo isso a fazia sentir era pior, era o que a puxava para a profundeza e escuridão de seus próprios medos e inseguranças. Precisava de um tempo para se curar, para se reerguer e cicatrizar. Lavou o rosto e sorriu para seu reflexo no espelho, tentou não reparar na profundidade de seus olhos.

- Bom Aya-chan. – Rin saiu do banheiro. – Me ajuda na cozinha? Você poderia ir fazendo o café enquanto eu preparo alguns salgados para vendermos de manhã.

Ayame não perguntou sobre a perceptível tristeza de Rin, apenas sorriu docemente para sua 'chefe' e a seguiu para a cozinha. Rin ligou o som da cozinha e tentou se animar, até mesmo dançou com a ruiva enquanto preparavam tudo para abrirem a doceria. A cozinheira finalizou alguns salgados e colocou sobre o balcão, finalmente virando a placa de fechado para aberto, sentindo certo conforto de ter alguém que não conhecia todos os dramas de sua vida ao seu lado.

Começou a fazer os doces.


Saiu no meio da tarde, já havia deixado todos os doces prontos, Ayame conseguiria controlar tudo em sua ausência. Andou pelas ruas cabisbaixa, ainda sem saber como fazer para acalmar seu coração e suas feridas, Sesshoumaru a enlouquecia e precisava se controlar, as vezes se tornava difícil respirar ao estar longe dele. Comprou algumas flores e, quando percebeu, estava na entrada do cemitério da cidade. Precisava de um acolhimento.

Ajeitou as flores sobre o tumulo de Izayoi e se ajoelhou em frente ao mesmo. Ficou alguns segundos em silencio, mas não conseguia mais segurar, chorou novamente, sentindo como se estivesse se afogando em meio a tantas lagrimas. Nem mesmo conseguia falar, apenas se deixou cair na profundeza de sua dor.

- Okaa-san. – Um sussurro saiu entrecortado pelos soluços. – Me sinto tão perdida.

E sentiu o vento acariciando seus negros cabelos, como se sua mãe estivesse ali, a acalmando. Sabia que era apenas o vento da primavera, mas, de certa forma, aquele pensamento a confortava. E contou tudo, despejou suas palavras e lágrimas sobre o tumulo, esperava uma resposta, nem que fosse do vento. Mas apenas recebeu o silencio em troca de todo o seu sofrimento. Recebeu a paz e a tranquilidade em meio a um lugar triste.

Aos poucos, as lagrimas cessaram. Recontar a história fora diferente desta vez. Quando contou tudo a Sangô, acreditava firmemente que era sua imaginação lhe pregando peças - ele estava com Sara - e estava à mercê do julgamento da amiga, mas a situação agora era outra. Sabia que não era sua imaginação, afinal, Sesshoumaru que a puxou para um novo beijo, estavam juntos e em sincronia durante a transa mais intima de sua vida, haviam se unido, aquilo não era uma fantasia, era um fato concreto.

Rin não saberia dizer por quantas horas ficou ajoelhada em frente ao tumulo, de olhos fechados, apenas sentindo o vento e a paz que o silencio lhe trazia. Quando finalmente abriu os olhos, o céu já estava escuro e o vento se tornou muito gelado. Uma fina neve de fim de inverno caia, mas Rin não se importou, pela primeira vez se sentia bem. Não sabia o que faria, mas toda sua angustia já não a afogava mais, não a fazia de aprofundar na escuridão que a tristeza lhe trazia.

A casa estava vazia e silenciosa quando voltou, mas não a sentia sem vida, afinal, ela estava lá. Se moveu lentamente para uma pequena sala escondida na casa, era onde guardavam todos os álbuns de fotos e vídeos caseiros. Se jogou em um pufe colorido e abriu o primeiro álbum que viu, as fotos mostravam cenas do casamento e recepção de Taishou e Izayoi, Rin e Sesshoumaru faziam parte da cerimônia. Não se lembrava completamente daqueles tempos, mas percebia que sentia-se extremamente feliz pelo sorriso em seus corados lábios.

Não percebeu seu corpo já cansado pedindo para dormir. Com a luz acesa, entre tantos álbuns e tantas memórias de tempos mais simples e felizes, adormeceu. Acordou na manhã seguinte por conta do sol que invadia o aposento pelas grandes janelas, tentou puxar o cobertor para cessar com aquele constante contato com a luz, mas percebeu que não estava em sua cama, ninguém fora resgatá-la. Estava completamente sozinha, mas em paz consigo mesma.

Se levantou com dificuldade, porém, tomou um banho quente que trouxe de volta todas as suas energias. Pela primeira vez em semanas, trabalhou feliz, sorridente, cantando as músicas do radio que ressoavam pela cozinha da doceria. Ayame estranhou o comportamento da cozinheira, mas estava alegre por ver Rin melhor. O dia passou rápida e agradavelmente e, ao chegar em casa, viu seus passos retornando para a pequenina sala, tão cheia de lembranças.

Aquilo era bom.


- Rin? – Ouviu alguém a chamar, mas a voz parecia estar muito longe. Achou que era apenas a sua mente, mas novamente ouviu. – Rin!

Se levantou lentamente e saiu da sala, sem apagar a luz. Sentia-se pesada ao caminhar para o hall de entrada, temendo que fosse Sesshoumaru que decidiu voltar. Em sua mente, imagens dele terminando com Sara e correndo ao seu encontro se formaram, mais ilusões. Por mais que precisasse ficar só, era nele em que pensava, em todas as dores e sofrimentos, em todos os sorrisos e alegrias verdadeiras. Aquilo era tortura.

- Hakudoushi? – Perguntou surpresa ao ver o rapaz tirando o casaco no hall.

- Se esqueceu que eu iria voltar mais cedo? – O sorrido dele travesso fez com que todas aquelas imagens em sua mente fosse afastadas.

- Não, apenas achei que ficaria mais um dia lá.

- Entendo, te atrapalhei?

- Ahm, não... eu estava pensando em pedir comida, está com fomo? – Perguntou se dirigindo a cozinha, sendo seguida por ele.

- Pode ser, não consegui comer nada no trem. – Ele se sentou numa cadeira em frente a bancada que Rin havia acabado de se sentar.

- Então vou pedir uma pizza.

E não se sentiu tão só. Tinha um amigo ali, ainda que seu relacionamento com Hakudoushi fosse recente e ainda confuso, sabia que podia confiar nele. Pediu a pizza e, enquanto esperavam, viram TV, não conversando sobre como estavam todos ou o dos eventos na casa de campo, por mais que Rin estivesse morrendo para saber, apenas quando a pizza chegou e eles se sentaram no chão da sala, a conversa retornou.

- Kagome esta bem?

- Sim, um pouco enjoada apenas. – Rin baixou a cabeça perante o sorriso sedutor de Hakudoushi.

- Otou-san ficou chateado por eu não ter ido?

- Um pouco, mas ele entende seus motivos... todos entendem, Rin. – Ele morde um pedaço e fica em silencio por alguns minutos. – Todos se preocupam muito com você... Quando nós fomos e Sesshoumaru ficou, o clima ficou meio pesado, por conta de Sara. Ela sabe que tem algo estranho entre vocês, mas ficou muito evidente quando Sesshoumaru inventou uma desculpa para ficar... quando ele voltou...

- Eu não quero saber. – Rin falou calmamente. – Eu preciso de um tempo longe de toda essa ideia de Sesshoumaru. Mas então, você prometeu que me contaria o que esta escondendo!

- Quer mesmo saber? – Ele riu. – Achei que já teria esquecido.

- Nunca! Pode ir falando!

- Não é nada demais. – A risada de Hakudoushi era algo gostoso, que fazia Rin sorrir. – Eu realmente sou um pesquisador, mas minhas pesquisas são diferentes.

- Diferentes como?

- Já ouviu falar sobre espionagem empresarial?

- Já, mas isso é coisas de filmes...

- Quem disse? – Novamente aquele sorriso misterioso. – Por isso quase ninguém da família me conhece, eu tenho que ficar abaixo do radar de todos.

- E que empresa você esta investigando agora?

- Nenhuma, to investigando uma pessoa em especial.

- Quem?

- Ai já é pedir demais, não acha?

- Se eu falar que não, você me conta?

- Alguém já te negou alguma coisa?

- Não. – Rin sorriu vitoriosa, o fazendo rir novamente.

- Sara Hime.

Sara Hime? Por que? Era apenas uma investigação de cunho pessoal para proteger seu primo ou tinha algo escondido nos belíssimos sorrisos de Sara? O choque estava estampado em sua face, como aquilo era possível? Sesshoumaru sabia? Por que?

- Taishou pediu, ele esta com algumas suspeitas, mas não tenho nada concreto. – Ele se levantou.

- Você me contaria se tivesse descoberto alguma coisa?

- Talvez... mas só porque confio em você e você é a filha de Taishou. Mas estou cansado da viagem, conversaremos amanhã.

Hakudoushi beijou a testa de Rin e subiu para o quarto que estava ocupando, deixando a pequenina com inúmeras questões que talvez nunca fossem respondidas, ao menos aquilo havia tirado Sesshoumaru de seus pensamentos. Poucos minutos depois, suspirou resignada e subiu para seu quarto para dormir também. Adormeceu com as perguntas e prováveis respostas gritando em sua cabeça, estava ficando com dor de cabeça. Antes de dormir, olhou para o celular que estava tocando, Ayame precisava visitar a avó no hospital e não poderia trabalhar e, como não teria ninguém para ajudá-la, tiraria um dia de folga também.

Mas não conseguiu descansar.


Não fez nada o dia inteiro além de tomar sorvete e desenhar no extenso jardim. Finalmente apreciava a calmaria do vazio, sentindo seu próprio corpo afundando na neve e em seus sentimentos. Sorria livremente enquanto pintava as arvores e o balanço ao fundo. Se perguntava ainda sobre Sara, mas aquilo não tinha nada a ver com ela, era da empresa de seu pai, provavelmente. Não precisava se torturar novamente com a imagem de Sara, principalmente por que sempre que pensava nela, voltava a pensar em Sesshoumaru.

A vida estava seguindo seu rumo e logo Rin encontraria o seu, já não se preocupava com a perfeição ou felicidade, apenas apreciava os pequenos momentos. Nem havia se dado conta que Hakudoushi a admirava pelas portas de vidro. Fechou os olhos e respirou o ar mais quente do fim do inverno. Logo as coisas mudariam de uma forma que não esperava. Finalizou o desenho e entrou, mal sentindo suas extremidades pelo frio que ainda existia.

- Já chegou? – Perguntou ao entrar na sala, vendo Hakudoushi sentado na poltrona que ficava ao lado da que Taishou sempre se sentava.

- Sim, você parecia tão concentrada que eu não queria incomodar.

- Não se preocupe... como foram suas 'pesquisas' hoje?

- Entediantes. – Ele sorriu. – Mas falei com Taishou hoje e tenho que viajar no fim desta semana.

- Para onde?

- Alemanha. Acho que em um mês consigo o que preciso.

- Deve ser bom isso, viajar e conhecer outros lugares.

- Fugir dos problemas também? – O rapaz perguntou, fazendo Rin corar.

- Sim... fugir dos problemas também.

- Mas tem o lado negativo também. Nunca se estabilizar, ter um relacionamento duradouro, manter boas amizades. É uma vida solitária.

- Você gosta?

- De certa forma, gosto de conhecer coisas novas e tenho muita liberdade para isso.

- Entendo... e as 'pesquisas' sobre Sara?

- Posso continuar de lá, isso é bem mais fácil.

- Uhm... – Rin ficou sem jeito para perguntar qualquer outra coisa, não queria mais saber de Sara. – Posso terminar o seu desenho?

- Claro.

E Rin voltou a pegar o lápis, já tendo separado o desenho. Ignorou a tendinite que queria dominar seu punho e braço, desenhar acalmou seu coração desenfreado. Hakudoushi voltou a sorrir com aquela mistura de sedução e tranquilidade, ajudando a cozinheira a terminar o desenho que havia começado dias antes. Aquela realmente era sua terapia, uma forma de fugir de seus próprios pensamentos. Preferiu ignorar o olhar analítico de Hakudoushi.

- Você poderia fugir também. – Ele sussurrou.

- O que? – Perguntou confusa.

- Eu sei da sua situação com Sesshoumaru e acabei pesquisando algumas coisas do lugar que vou ficar na Alemanha, vai ter um curso de confeitaria que dura um mês.

- E?

- É uma forma de fugir, de pensar, se afastar da dor...

- Eu nem mesmo sei o idioma.

- O professor é alemão, mas o curso vai ser ministrado em inglês.

- Hakudoushi...

- É apenas uma alternativa, Rin. Você tem dois dias para pensar sobre isso.

Não respondeu, apenas se focou no desenho. Mas as palavras dele ecoavam em sua mente, era o que precisava, o que tinha falado para Sesshoumaru. Se afastar um tempo, curar suas feridas emocionais que permaneciam abertas. Mas teria coragem? E a doceria? Se bem que era apenas um mês e Hakudoushi estaria ali, apoiando ela... Taishou aceitaria, entenderia... Por que não? Não percebeu o sorriso triste que havia se formado em seus lábios enquanto terminava de desenhar.

- Eu... vou.


A semana passou rapidamente enquanto preparava as malas. Hakudoushi parecia feliz por não ter que viajar completamente sozinho pela primeira vez, mas Rin ainda parecia angustiada, temia ficar muito tempo longe de casa, ainda mais por ficar longe de Kagome durante a gravidez... Mas esse mês passaria rapidamente. O telefone tocou e a cozinheira o atendeu após o segundo toque.

- Rin?

- Otou-san!

- Como estão os preparativos?

- Bem. – Sorriu ao ouvir a voz animada de Taishou. – Ainda não posso acreditar que vou.

- Vai ser bom para você, querida. E nos falaremos todos os dias, Hakudoushi cuidará de você.

- Eu sei... mas vou sentir falta de todos.

- Já esta tudo preparado?

- Sim, Hakudoushi já tinha me inscrito no curso por via das duvidas.

- Sentirei sua falta.

- E eu a sua, otou-san. Mas vai ficar tudo bem.

- Preciso acreditar nisso. – Rin pode ouvir um barulho no fundo de Taishou. – Kagome quer falar com você. Tenha uma boa viagem e me ligue no momento que desembarcar, eu te amo filha.

- Eu também te amo, otou-san.

- Rin! – Logo a cozinheira ouviu a voz irritada de Kagome. – Eu queria te perguntar uma coisa, mas como você vai viajar, não vai dar para ser pessoalmente.

- Então pergunte! – Riu.

- Inuyasha e eu gostaríamos de saber se você não gostaria de ser a madrinha do nosso bebê.

- LÓGICO! – Gritou de felicidade! – Deuses! Eu gostaria de estar ai com você só para poder te abraçar e abraçar o idiota do meu irmão! Vou planejar o chá de bebê na Alemanha e criar vários doces diferentes pra você.

Rin começou a tagarelar com Kagome, sentia-se tão feliz com aquele simples pedido que nem passou por sua mente em perguntar quem seria o padrinho. Depois de uma hora no telefone com Kagome, conversou com Inuyasha, Sangô e Miroku, se recusava a falar com Sesshoumaru e Sara, sabia que ele entenderia, afinal, aquele era o tempo que ela havia implorado para ter. Foi dormir tarde por conta dos telefonemas e da ansiedade.

Na manhã seguinte, Rin seguiu com Hakudoushi para o aeroporto, uma pequena parte sua gostaria que Sesshoumaru fizesse um grandioso ato romântico, aparecendo antes do embarque e não permitisse que ela fosse embora. Porém a vida não era um filme e, na hora do embarque, ao olhar para trás, não tinha ninguém. Suspirou profundamente.

Já era hora de ir.


Sim! Fim do capitulo! Mas não me matem, juro que tudo esta caminhando para a felicidade! E desculpem pela demora absurda para entregar um capitulo assim, mas era necessário ligar duas partes importantes da história e me desculpem pela repetição algumas vezes, era apenas para firmar um pensamento!

A fic vai ter mais dois ou três capítulos, e vai ficar tudo bem, eu prometo!

Obrigada por vocês lerem e pelas reviews que vocês deixaram, isso me incentiva MUITO! Deixem mais reviews, preciso saber o que vocês estão pensando!

Até o próximo capitulo! Beijos!