Depois da Dor
by Karol Freitas
Disclaimer: Infelizmente Supernatural não me pertence mas eu posso sonhar com o Dean.
Sinopse: Dean foi abandonado por Castiel, a pessoa que ele achava que seria o amor de sua vida. Mas o mundo dá voltas e Sam o ajuda a superar toda a dor.
Shipper: Dean/Sam
Avisos: Fic Slash! Homossexualismo. Wincest. Conteúdo adulto! OCC. Isso quer dizer dois homens em uma relação amorosa e sexual. Já estão avisados
Beta: Sem Beta
Capítulo Novo!
^^
Capitulo XX
Ao entrar na sala, onde o seu destino seria decidido, Sam notou que a estrutura básica do julgamento estava pronta e prestes a ser iniciada.
Havia poucas pessoas na sala. A sessão era pequena, apenas algumas pessoas poderiam participar do julgamento, como familiares, advogados, juiz, jurados, testemunhas e imprensa.
O Juiz estava à frente de todos, simbolizando a justiça e autoridade que continha o poder, seria aquele que conduziria os acontecimentos. Os jurados estavam ao lado direito do juiz, no total eram sete escolhidos cuidadosamente entre mais de trezentas pessoas. Era importante garantir que nenhum jurado tivesse preferência por nenhum deles, réu ou acusante. Eles pareciam nervosos e inseguros, mas ele sabia que o caso dependeria deles. Eles quem realmente tinham o poder de vinga-lo.
Sua família estava lá também, pelo menos a parte que importava. John, Mary. Seu avô e alguns parentes mais afastados estavam ali também, mas eles não eram importantes. Era maravilhoso ver seus pais se entendendo e o apoiando nesse processo difícil.
Mary sorria, segurando o choro e John segurava nos ombros de sua mãe, consolando a mulher e lhes dando aquele sorriso confortante que dizia tudo o que ele precisava falar. Toda a família sorria para eles e Sam retribuiu o melhor que pode. Era pouco, mas no momento era o melhor que Sam podia fazer.
Eles não sabiam, mas o simples fato de estarem ali, lhe o apoiando, já era o necessário. Nenhum deles jamais entenderia. Tudo o que ele sempre quis foi um pouco de compreensão e apoio. Tinha chegado tarde, mas era o suficiente para ele.
Sam acenou e sorriu de volta para eles, agradecido pelo apoio tardio.
Ele se lembrava, desde pequeno ninguém o entendia e ele não os entendia igualmente. Sam tinha se acostumado com isso. Ele nem se importava se eles nunca o entendessem, um pouco de compreensão era o que precisava.
Ele tinha feito um esforço, mas não tinha funcionado. Ele não entendia o pensamento e nem a lógica delas. Eles pareciam fazer tudo no automático, não perguntavam e nem questionavam nada, enquanto Sam era curioso e disposto a conhecer o mundo e seus mistérios. Ele nunca poderia viver de forma tão apática e sem sentido.
Viver, sem questionar, não entrava em sua linda e inquieta cabeça.
Ele não entendia as ações e motivações delas. Não compreendia porque elas agiam como se fosse bom humilhar e maltratar outras pessoas. Ele observava suas atitudes, pareciam agir como se estivessem acima de qualquer coisa, pisando nas pessoas e se sentindo bem com isso.
Como alguém poderia ficar feliz com a dor de outra pessoa? Ele nunca iria entender esse tipo de comportamento.
Ele gostaria de achar uma resposta para tudo isso.
Decidido, Sam havia procurado a resposta em livros e com seus pais, até mesmo havia perguntado a Dean. E se o irmão não sabia o porquê disso, ninguém mais saberia.
Sam realmente tentou, mas nunca havia encontrado a resposta.
Ele nem pensava mais em se aproximar delas. Se conectar a elas lhe parecia impossível. Ele tinha perdido a conta de quantas garotas haviam terminado com ele, sem ele saber o motivo. Chegou um momento que ele desistiu e se conformou. Pessoas não podiam ser desvendadas.
A única pessoa que Sam entendia, era seu irmão.
Dean era simples, direto e sincero. Não havia nenhum mistério sobre o irmão que Sam não soubesse. Se Dean não gostasse de alguma coisa, ele diria e se gostasse, diria de qualquer forma.
Não era segredo algum, o irmão havia influenciado cada parte de seus pensamentos e ações. De Toda a sua vida. Para Sam, Dean tinha sido seu defensor, amigo e companheiro. Era o único que parecia se importar o suficiente para se preocupar com ele, em responder suas perguntas sem sentido. Nem mesmo sua mãe, Mary, tinha paciência ou sabia ao certo como lidar com um garotinho tão agitado e curioso como Sam era.
Era por isso que Sam estava naquele tribunal, naquele instante.
Estava ali para defender suas convicções e seus direitos como um cidadão. Cada objetivo, cada meta e cada pessoa que ele havia conhecido em seus 30 anos de vida, havia lhe trazido a esse ponto. As decisões que havia tomado durante a vida tinham sido uma preparação para esse exato momento: Lutar contra o preconceito tão enraizado e ao direito de escolha. Ele lutava por sua liberdade.
Talvez ele tivesse feito tudo isso em nome do amor ou por Dean, que sempre havia lhe motivado a seguir seus sonhos. Mas, bem lá no fundo, se ele fosse sincero consigo mesmo, Sam acharia a resposta.
Ele era egoísta e excêntrico. Sempre tinha sido. Havia feito tudo por ele próprio, pela felicidade dele e só a dele. Sam não seria hipócrita de dizer o contrario.
Não era isso que todos queriam? A realização individual?
A diferença entre ele e outras pessoas era que ele tinha a coragem e o estômago para aguentar tudo, mesmo parecendo que fosse cair a qualquer momento. Sam foi criado para ser um vencedor. Seu irmão tinha lhe ensinado a nunca abaixar a cabeça para ninguém e seguir em frente, contra tudo e todos.
Essa era pessoa que ele havia se tornado e continuaria assim até o fim, não se arrependendo por nenhum momento e nem por nenhum ato. Tudo o que ele havia feito tinha trazido Dean de volta para ele e ainda com seu filho junto.
Sam nunca estaria sozinho.
Dean estaria ali para ampara-lo e ergue-lo, impulsionando-o para que Sam pudesse lutar suas batalhas, mas nunca sozinho. Mesmo quando Dean estava longe, Sam ainda podia sentir uma mão quente em seus ombros, como uma presença constante o levando para frente. Ele podia ser decidido e firme, mas a força por trás desse discurso tão bem montado sempre seria seu irmão. Dean sempre seria o motivo para Sam não ter desistido e sempre seria o seu apoio incondicional.
Era esse o porquê de Sam ainda manter a cabeça erguida diante do mundo inteiro, andar em direção ao juiz, o cumprimentar e se sentar ao lado da acusação, ao lado de Dean e Logan.
Sua família era a sua força.
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O caso era de conhecimento publico, onde todos pareciam estar dando algum palpite sem saber ou entender sobre o que se passava. As pessoas cercavam o tribunal e comentavam agitadas. Eram diversas teorias e até mesmo alguns advogados, que não tinham nada a ver com o caso, se perguntavam discretos sobre o que realmente seria esse inquérito.
Era um divorcio? Crime contra propriedade privada? Guarda de menores? Todos pareciam confusos e curiosos sobre essa família peculiar. O jeito era sentar e esperar por noticias.
Esse devia ser o assunto comentado na cidade toda. Sam se perguntava qual seria o titulo da manchete. As opções eram tantas que ele poderia passar o resto do dia nisso. Ver as ultimas pessoas entrando na sala só aumentava a fúria que Sam sentia. Todo esse escândalo era necessário? Ele não se achava merecedor de tanta atenção.
Irritado, Sam olhou para o lado, onde Dean sentado a seu lado. O resultado dessa inquisição de caça as bruxas não importava. Não realmente. Para ele, pouco importava como as coisas acabariam, com Jessica ou sem Jessica presa, se eles seriam aceitos ou não.
O mundo inteiro poderia falar o quanto quisesse, ele não se importava, não depois de tanto sufoco e preconceito, não só com sociedade, mas também dentro da própria família. Ninguém havia lhes reprovado ou cortado relações, mas tão pouco havia os apoiado. As únicas pessoas que os aceitavam exatamente como eles eram tinham sido sua mãe, Mary e Jim Beaver.
Bem, ele sempre soube que ninguém iria aceitar uma coisa dessas, Incesto. Até ele não gostava de usar essa palavra, era pesada e dolorosa, mas quando Mary pareceu aceitar de forma bem inversa, Sam respirou aliviado e surpreso.
Mary via o amor neles. Aceitava, mas não entendia. Não realmente. Não entrava na cabeça dela. Como dois irmãos de sangue podiam fazer isso? Sam podia ver a cara de desgosto da mãe, mas mesmo contrariada, ela havia aceitado. Os filhos tinham um relacionamento intimo e não podia fazer nada para evitar.
De longe, o que mais o surpreendeu foi Jim Beaver ter dado o apoio que nenhum deles esperou receber de ninguém. Ele se lembrava, o velho advogado não havia feito careta, nenhum sermão e nenhuma expressão julgadora. Ele apenas tinham lhes tratado como em qualquer outra ocasião. Apoio total.
Jim lhes abraçou dizendo que podiam contar com ele e em seguida pegou sua cerveja e se encostou ao sofá, relaxando. Até hoje Sam tinha vontade de rir da cara que Dean havia feito, era como se o irmão estivesse visto uma assombração e não conseguisse acreditar em seus olhos. Ele não devia ter reagido diferente. Tinha sido cômico de uma forma totalmente dramática.
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Chuck Shurley bateu o martelo, pedindo silencio e ordem, anunciando o início da sessão e tirando Sam de seus devaneios.
Chuck seria o condutor do caso, um homem baixo com a estatura fina e magra, quase envergada para dentro. A impressão que dava era que Chuck gostaria de se encolher e sumir em pleno ar.
Sam não conhecia muito bem esse juiz, tudo o que ele havia escutado era que o homem havia se formado há pouco tempo e boatos diziam que ele era um homem justo e integro. Sam se perguntava se esse juiz tinha idade suficiente para estar advogando.
Entretanto, ele entendia que não deveria se deixar enganar. Sam podia ser bom e esperto, mas uma vez quase havia perdido um caso porque não havia levado a serio o juiz. Só porque a pessoa a sua frente parecia jovem e inexperiente, não significava que não tenha autoridade e poder.
O julgamento estava prestes a começar.
Dois policiais fecharam as portas. A partir de agora ninguém entrava ou saia até que o juiz determinasse. Sam tinha certeza. Aquilo não seria apenas um julgamento sobre divorcio ou custodia. Era algo incomum. Ele sabia que seria algo grande e serio, mas não esperava tanto sigilo. Algo lhe dizia que não seria apenas Jessica que seria julgada, mas também ele e Dean. Os irmãos Winchester.
Por outra porta, atrás do juiz, Jessica Moore entrou acompanhada de dois policiais. Foi a ultima pessoa a entrar no tribunal.
Sam sentiu o corpo tencionar, automaticamente segurando na mão de Dean. Ele não conseguia pensar em nada que não fosse à loira a sua frente com aquela atitude arrogante e convencida, como se já tivesse ganhado. Sam não era do tipo que guardava magoa, mas Jessica Moore era um excesso a regra.
Ela andou devagar até seu lugar e se sentou confortável, ao lado do Advogado de defesa, colocando as mãos sobre a mesa e mostrou as algemas como se fosse algo comum, sem demonstrar remorso ou arrependimento.
Para espanto dele, Jessica parecia bem a até feliz. Ela exibia uma expressão presunçosa e maldosa como se já tivesse tudo planejado e fosse questão de tempo para que ela pudesse sair daquela roupa e algemas.
Apenas por Jessica estar presa é que Sam ficou parado, sem mover um músculo sequer. Era o único motivo de ele estar calmo, só de saber que ela não tinha para onde fugir era o que lhe deixava feliz. Mas Sam podia sentir, havia algo errado e reparando no modo que Jessica agia, um frio desceu por sua barriga.
Jessica Moore merecia cada olhar atravessado e punição possível.
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Chuck se sentou, pegou o processo empilhado em frente a sua mesa e colocou os óculos, se pronunciando e lendo em bom tom para que todos pudessem ouvir.
"Abrimos a sessão com as acusações da parte de Sam Winchester contra Jessica Moore. Acusações: sonegação de impostos, falsificação documental/falsidade ideológica, abandono afetivo parental e divorcio litigioso." Chuck falou arrumando os óculos no rosto e voltando a leitura, imparcial.
"Logo em seguida daremos abertura à acusação da parte de Jessica Moore contra Samuel e Deano Wincester, acusados de prejudicar psicologicamente Logan Winchester, provocar traumas no preâmbulo físico e psicológico, alegando a incapacidade do casal de cuidar de uma criança. Jessica Moore solicita a guarda de Logan Winchester e direitos perante o matrimonio."
Todos na sessão fizeram silencio por um momento, nem o som de respiração era possível ser ouvido. Ninguém tinha a coragem de dizer nada e até Jessica não sabia o que fazer, mas não importa o que acontecesse, Jessica continuaria a mostrar que não estava abalada.
Mas, talvez, ela não devesse ter sido tão drástica... Agora era tarde para voltar atrás. Logan nunca iria perdoa-la e muito menos os irmãos. Jessica olhou um momento para os presentes vendo toda a família Winchester. Eles a olhavam como se ela fosse um monstro e ela se convencia disso há cada momento que passava. Viu seu filho também. Logan parecia assustado e triste. Será que ela tinha se equivocado? Tinha passado dos limites?
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A declaração do juiz pegou os irmãos de surpresa.
Eles não achavam que Jessica teria coragem para tanto, pensavam que, no máximo, Jessica pediria a aguarda da criança, mas acusa-los publicamente de Incesto era terrível até para o nível dela. Não que o juiz tivesse usado as palavras especificas, mas estava tão claro que ninguém poderia se confundir.
Pela legislação, casos que envolvessem homossexualismo ou Incesto não eram puníveis por lei no Texas ou em qualquer parte do ocidente, mas as consequências desses atos implicavam no julgamento geral.
Pela visão da justiça, homossexuais não eram capacitados a manter um lar e educação estável. A lei em defesa dos Homossexuais ainda era fraca, mas havia avançado bastante nos últimos anos.
Só sabia como era difícil um casal ter a guarda de uma criança quem realmente queria e se empenhava. Era necessário ter uma condição financeira e emocional estável e provar poder mantê-la, sem contar com toda a burocracia empenhada especialmente para dificultar a adoção.
As coisas acabavam de se complicar ainda mais. Jim e o promotor teriam que ter pulso firme para passar por tudo isso e ainda ganhar a guarda do garoto. Eles tinham subestimado a crueldade de Jessica.
Infelizmente, para os irmãos, todo réu tem direito a defesa. Geralmente, se ele não tiver dinheiro para contratar um advogado, o estado forneceria um. Mas, no caso de Jessica, se o acusado tiver dinheiro, pode contratar até mais de um defensor.
Era exatamente isso que eles viam. Mark Sheppard era o advogado de defesa. Sam xingou baixo, amaldiçoando entre dentes. Sheppard podia passar despercebido e parece inofensivo, mas no interior era um homem traiçoeiro e agressivo, conhecido por gostar de burlar leis.
Sam não esperava nada disso. Não mesmo.
"Senhores, peço que agora examinemos os fatos com imparcialidade." O juiz falou, pedindo ordem. "Convoco o réu, Jessica Moore, a depor."
Jessica se levanta com as pernas bambas, fingindo não estar afetada e se sentou a frente do juiz, esperando a próxima ordem.
"Você jura dizer toda a verdade e só a verdade perante este tribunal?" Chuck pergunta.
"Eu juro, meritíssimo." Respondeu. Ela não tinha escolha. Se Jessica não jurasse era o mesmo que atestar sua negação em depor e perder qualquer chance de defesa.
"Pode se sentar." Chuck anunciou. "Gostaria que a senhorita nos contasse a sua versão dos fatos."
Jessica respirou fundo e tentou se lembrar de tudo o que tinha falado no primeiro depoimento. Era importante que não houvesse falhas.
"Conheci Samuel Winchester na faculdade. Ele parecia alguém decente e gentil." Falou contando o máximo da verdade que podia. Quanto mais verdadeiro, mas fácil seria manipular as palavras. "Mas havia algo estranho. Sam se comportava diferente na presença do irmão, Dean Winchester." Falou se sentindo vitoriosa. Nada daquilo era mentira e ninguém poderia negar a força dessas palavras.
"Eu não sei o que acontecia com eles, mas eram muito mais íntimos do que irmãos deviam ser." Continuou a dizer com se não tivesse certeza dos fatos. "Pouco tempo depois que eu fiquei grávida, Dean Winchester voltou para a cidade. Foi esse o momento que tudo desmoronou. Poucos anos depois Sam estava me deixando para morar com o irmão." Jessica explicou com lagrimas nos olhos, sendo a atriz perfeita.
Jessica continuou falando comovida. Ela contou tudo o que tinha acontecido. Falou de Matt, porque era o único homem que eles puderam provar o envolvimento com ela. Contou da família, mas não achou nada que pudesse passar uma imagem ruim. Jessica pensou em dizer que John era um bêbedo aposentado, mas o homem havia sido um dos poucos a aceitá-la na família. No fim, não havia muito que fazer além de tentar se mostrar arrependida.
Após a declaração de Jessica, Chuck virou algumas paginas e se pronunciou novamente. "Se o réu não tem nada mais a dizer devo confirmar alguns fatos. A senhora confirma que se declarou culpada de todas as acusações? Lavagem e desvio de dinheiro, sonegação de impostos, falsidade ideológica, abandono afetivo parental e adultério?"Perguntou o juiz, neutro.
"Sim, eu me considero culpada, excelência." Jessica respondeu.
"É passada a palavra ao promotor."
Jim Beaver se levantou com uma pasta na mão e circulou a sala olhando para os presentes, parando em frente a Jessica com sorriso amigável no rosto.
"De acordo com as provas e fotos tiradas que tenho, você o traiu durante todo o casamento, certo?"
Jessica piscou um pouco surpresa, aquilo tinha sido direto.
"Sim, mas fiz isso porque me senti insegura e traída." Jessica explicou arrasada, ou tentando parecer. Ela pensou em dizer que a única prova que eles tinham eram sobre o Matt, mas resolveu ficar calada. Se eles tivessem mais provas e ela negasse seria muito pior.
"Não de acordo com algumas testemunhas e Matt Cohen." Jim acrescentou. "O desvio e lavagem de dinheiro também foram por amor? Quem sabe a falsidade ideológica também tenha sido." Jim falou debochado. Por um momento pensou que o advogada fosse contestar a declaração, mas eles não tinham nenhum argumento contra isso. "Passo a palavra ao juiz."
Jim se retirou e se sentou em seu lugar, colocando as mãos nas costas de Sam quando passou por ele para acalma-lo. Tudo daria certo.
Jessica não disse nada e apenas abaixou a cabeça. Se mostrando arrependida e triste. O que não parecia funcionar muito bem. Se alguém acreditou nisso era um milagre.
"O advogado de defesa tem a palavra." Chuck anunciou pensativo.
Sheppard se levantou e se dirigiu ao centro da sala. Por alguns segundo ficou em silencio para se pôr a falar.
"Jessica Moore fez muitas coisas puníveis por lei. Ela se arrepende e assumiu cada falha e delito executado. Ela se arrepende de ter cometido adultério, Abandono afetivo, ações ilícitas e falsidade ideológica." Sheppard falou com um tom pesaroso. Ele andava pela sala e discursava de forma firme e credível.
"Jessica nasceu em uma vila pobre onde foi abusada sexualmente por seu pai. Foi levada para um orfanato e depois veio aos Estados Unidos para tentar uma vida melhor. Tudo o que ela fez foi tentar ser melhor e criar uma família. Ela fez tudo do único jeito que sabia. Não foi a forma mais ética e moral, mas era tudo que Jessica Moore conhecia."
"Eu peço a vocês, deem uma chance para essa garota perdida que sofreu tanto. Ela merece a chance de ser feliz como qualquer cidadão americano." Falou se aproximando de Jessica que estava de cabeça baixa, fungando.
"Jessica Moore não foi a única culpada. O senhor Samuel Winchester não soube dar o amor que ela precisava. Como ela poderia competir com Dean Winchester? O prodígio, garoto de ouro. O momento em que ela viu o que acontecia com os próprios olhos, foi fatal." Sheppard mostrou as fotos que Jessica havia mandado tirar para o juiz. "Jessica até mesmo pagou um fotografo para ter certeza de suas suspeitas."
"Eu protesto. Jessica e Samuel já estavam separados na época em que essas fotos foram tiradas." Jim se pronunciou perante o juiz.
"Protesto aceito."
"Tudo foi tirado dela. Seu marido, filho e um teto sobre sua cabeça. Jessica havia perdido tudo por causa de dois homens disfuncionais e problemáticos." Sheppard continuou, convicto. "E agora, a frente de todos, eu pergunto; Como dois homens, irmãos e amantes, poderiam dar um lar estável para o pequeno Logan Winchester? Aquele que foi lançado ao meio dessa confusão sem saber para aonde ir?" Terminou a sentença pensativo, fazendo com que todos se perguntassem o mesmo.
"A família Winchester é capaz de cuidar do desenvolvimento físico, emocional e financeiro, além de proporcionar um estado social e educacional adequado?" Perguntou, terminando seu discurso. "Passo a palavra ao juiz."
Sheppard se calou, voltou a seu lugar e observou a comoção dentro do tribunal, sorrindo em vitoria. As pessoas pareciam divididas, o certo e o errado estavam misturados de forma que até os irmãos Winchester pareceram comovidos. Mas a questão não era essa. Jessica havia tomado suas decisões e essas decisões tinham consequências. Ela devia pagar pelo o que era culpada.
"Silencio no tribunal." O juiz pediu. "O promotor tem direito a replica." Anunciou.
Jim Beaver se levantou, se encostando a mesa e encarando o juiz e jurados.
"Sam e Dean tiveram um infância tão difícil quanto Jessica. Viviam de aluguel e se esforçavam muito para sobreviver. Mary e Jonh Winchester, seus pais, faziam o melhor que podiam, mas não conseguiam dar a atenção que crianças precisam, então os garotos tiveram que se apoiar naquilo que tinham, um ao outro. Aquela realidade era muito dura. Desde cedo, Dean teve que cuidar do pequeno Sam quando os pais não podiam. Eles eram melhores amigos e continuaram assim até a vida adulta." Jim falou com afeto, comovido.
"Quero que vocês entendam. Samuel e Deano Winchester merecem a felicidade como qualquer outra pessoa. E nesse tempo todo quando foram tratados com indiferença e preconceito, nunca prejudicaram a ninguém. Eles nunca precisaram passar por cima de outras pessoas para chegar aos seus objetos. Agora me digam, porque esses garotos que nunca cometeram nenhum crime teriam os mesmos direitos que uma criminosa internacional? Isso seria justo?" Jim deixou a pergunta no ar.
"Eu gostaria que vocês pensassem nisso. Vocês gostariam que uma criminosa ou um casal de irmãos que se amam andassem perto de seus filhos?" Jim questionou. "Passo a palavra ao juiz."
"O tribunal entrará em recesso de duas horas." Chuck falou batendo o martelo e saindo da sala junto aos jurados. As portas foram abertas para quem quisesse sair.
Resposta aos comentários:
Gina: Olá, que bom que você está gostando. Eu nunca escreveria qualquer coisa parecida com Destiel, tipo, nunca mesmo. Eu também gosto do Jared e Jensen, mas escrever sobre eles para mim parece invasão de privacidade, entende? Eles são pessoas de verdade, não me sentiria bem escrevendo sobre eles, mas não me importo de ler!^^
Como vocês estão?
Bem, venho com o cap., mas está sem beta. Houve um problema de comunicação, por isso estou atualizando a fic agora. Se vocês virem algum erro pode me dizer, se é que alguém ainda está lendo. Agradeço a paciência de quem continua acompanhando.^^
PS: Não se esqueçam de ler o Extra, que está no meu perfil.
