Título: A Esposa Virgem

Autora: Deborah Simmons

Sinopse:

Ele queria vingança.

Ela ansiava por paixão!

Bretanha, Idade Média

Isabella Swan ficou desapontada com o desinteresse de Edward Masen em fazer-lhe companhia no leito nupcial... É que Edward, obrigado a se casar, por ordem do rei, com a sobrinha de seu maior inimigo, jurara vingar-se fazendo-a sofrer. Mas Isabella sabia como conquistar o coração do marido de uma maneira que ele jamais imaginara!


Epílogo

Dessa vez, Edward não esperou no corredor. Já tinha feito isso antes e não gostara. Além do mais, ia contra sua natureza concordar com a exigência da parteira. Esta continuava viva, apesar de parecer ter mais de cem anos.

Ela não se deu ao trabalho de repreendê-lo quando Edward entrou no quarto. Isabella, entretanto, o chamou imediatamente. Depressa, ele se aproximou da cama e beijou a face corada da esposa.

— A troco de que essa bruxa continua viva? A cada ano que passa, ela se mostra mais amedrontadora — comentou ele.

— Não fale assim. Preciso dela. Pare de provocar problemas com seu mau humor. Aliás, você sempre faz isso. Por culpa sua, estou aqui neste estado — queixou-se Isabella.

— Eu não me lembro de você ter mostrado má vontade — Edward respondeu.

— Não vou passar por isto novamente. Quantas vezes preciso repetir a mesma coisa?

Edward pensou nos três filhos fortes e nas duas filhas adoráveis.

— Pelas minhas contas, esta é a sexta vez que você afirma isso.

— Pois agora estou falando sério! — Isabella gritou ao tomar-lhe a mão.

Edward a segurou com força. Embora já tivesse passado por essa experiência várias vezes, ele continuava a sentir medo de que algo ruim acontecesse.

— Nunca mais. Juro que nunca mais a tocarei — prometeu ele fervorosamente.

— Como assim? Nada de brigas? — indagou a velha parteira dos pés da cama.

Isabella sorriu.

— Não temos mais tempo para isso. Cada criança chega mais depressa.

A parteira sacudiu a cabeça, desconcertada com o comportamento do senhor e da senhora de Belvry.

Isabella respirou fundo e fez força. No instante seguinte, ouvia-se o choro do recém-nascido.

— Uma menina! — gritou Ângela.

Como se esperassem por esse sinal, cinco crianças que, obviamente aguardavam no corredor, irromperam pelo quarto adentro a fim de conhecer a nova irmãzinha. Passaram pela parteira estarrecida e juntaram-se aos pais sobre as cobertas amarfanhadas da cama.

— Nós temos uma família linda — Isabella murmurou quando o bebê foi colocado em seus braços e os irmãos acotovelaram-se para vê-lo.

— Lindíssima — concordou Edward, cujo coração estava tão repleto quanto a cama enorme.

FIM