A Senhora do Castelo

Capítulo 21

Depois que recebeu o indulto real, Rin, junto com Momo e Kohaku foram morar numa ilha remota chamada Pethras, que se localizava ao extremo norte do território ultramarino de Endor. Ela queria ficar o mais longe possível da capital, da família Taisho e de tudo o que recordasse o sofrimento pelo qual passou. Ela não estava fugindo, só queria um tempo para ponderar sobre tudo o que aconteceu em sua vida no último ano. Em seus planos iniciais ficaria somente o tempo necessário no castelo e nunca imaginou se envolver com o conde de Westerlands. Agora teria um filho dele que nasceria em seis meses e estava perdidamente apaixonada. Queria voltar para ele, esquecer tudo, mas não era tão fácil. Estava muito machucada e precisava se curar primeiro. Depois ela tomaria uma decisão.

- Esta é a casa! É bem grande! Há quatro aposentos enormes na parte de cima. Embaixo uma antessala e uma cozinha. Em volta ladeada por uma enorme varanda – disse Kohaku após fazer uma inspeção.

- Então é aqui que fixaremos residência? Longe de tudo e de todos! Ah, puxa... – disse Momo com uma voz triste.

- Na verdade, eu gostaria de permanecer um mês de lugar em lugar, para ninguém nos encontrar. Mas é melhor do que correr riscos para não forçar minha gravidez, até meu bebê nascer, depois nos mudamos.

- Eu me informei com um dos habitantes daqui, que os informes da capital ou do continente demoram um tempo para chegar de tão remota que é a localização da ilha.

- Que bom Kohaku! Isso é bom para nós! – Rin sorriu ao saber disso.

Em pouco tempo a casa localizada na praia estava com novos moradores. Vizinhos? Os poucos da ilha viviam próximos ao cais, aonde um barco que vinha do continente aportava duas vezes por mês e trazia mantimentos, remédios e tudo mais o que necessitassem para sobreviver. O pagamento real que Rin receberia também vinha neste barco. Então até o nascimento de seu filho, eles viveriam ali.


Depois que regressou da ilha de Pethras, Sesshoumaru tomou algumas decisões. Entre se inteirar mais da história de vida de Rin. O que ele sabia e que lhe contaram foi apenas em decorrência da mentira de sua amada, que ela se passou por sua falecida esposa para se salvar. Ele teria que conversar com o seu advogado, o doutor Akitoki e seu assistente e que com certeza, lhe revelariam muito mais coisas. Também conversaria com a mulher que sequestrou e criou Rin, Kazima. Tudo o que ele queria agora era conhecer e saber de sua amada. Ele lutaria para reverter a atual situação e trazer Rin de volta para os seus braços. Não seria uma tarefa fácil. Rin estava irredutível, mas ele não desistiria. Regressou ao castelo e enviou um mensageiro ao escritório do doutor Akitoki e seu assistente Shippo, para que ambos fossem ao castelo para contarem o que sabiam de Rin. Sesshoumaru fez planos de reconquistar sua amada, mas teve que adiá-los, pois um outro problema acabara de surgir. O rei Akio adoeceu inexplicavelmente. Esse acontecimento abalou todo o país de Endor, pois o rei era querido por todos os seus súditos. Foi um choque para a família real Taisho.

- Como ele está, Inuyasha?

- Infelizmente nada bem. Ao que tudo indica, sua majestade sofre do que eles chamam de doença do coração. O médico real fez de tudo o que podia, mas... ele está nas mãos de Deus agora.

Sesshoumaru conversava com Inuyasha a respeito da saúde do rei. Devido a isso uma crise se instalou no castelo real onde alguns nobres temerosos indagavam como seria o futuro do reino, já que o monarca atual não tinha um herdeiro para sucedê-lo. A notícia da situação da saúde do rei Akio acabou por cruzar as fronteiras e, aproveitando-se do ocorrido o rei de Asynor, país que faz fronteira ao norte de Endor, estava prestes a quebrar um antigo acordo de paz e declarar guerra. Isto levou o conselho real a se reunirem para se defenderem de um possível ataque do inimigo. Akio sofreu por quase um mês e morreu no mesmo dia do mês de aniversário de casamento. Tristeza em dobro para a rainha Sassame. Depois do enterro real, todos se reuniram para a coroação do novo rei e por trinta dias seguindo a tradição para príncipe Oyakata assumiu o trono. Seguindo a tradição da dinastia, permaneceu por trinta dias e abdicou em favor de seu filho Sesshoumaru.

Desta vez, a transição foi marcada para o Dia do Rei, feriado em que os endorianos festejaram a posse real na capital Windrose. A cor dourada, símbolo da monarquia, estava em todas as vitrines do comércio da cidade alta e adereços foram usados por todos os súditos, cuja festa se misturou ao roteiro de celebrações oficiais. A coroação de Sesshoumaru foi realizada numa cerimônia fechada na igreja de Saint Shikon. Foram convidados representantes de outras monarquias, incluindo chefes de estados e embaixadores. Mais tarde, o novo rei foi à sacada o saudou o povo. Um jantar de gala foi oferecido para os convidados. A partir de agora, o primeiro lugar na linha sucessória será o filho de Rin, algo que ela não desejava que acontecesse. Se algo ocorrer como novo rei antes de seu filho completar dezoito anos, suas funções serão assumidas por um regente. A posse de Sesshoumaru como rei de Endor ocorreu três meses depois da partida de Rin.


- É uma menina? Uma linda menininha!

A criança fora colocada nos braços do jovem pai. Kohaku tremia de emoção e chorava ao segurar a filha recém-nascida. Momo sofreu muito e quase que a criança não vinga. A senhora Tomoe, a mesma que cuidou do parto de Rin também dedicou a ela.

- Menina! Você não seguiu meus conselhos! Não tomou os chás para se fortalecer durante a gestação, por isso que quase não dá a luz a sua filha! Humph!

- Per-perdoe-me senhora Tomoe... eu me esquecia de tomar... sou meio avoada...

- Mas agora está tudo bem! Não é hora para puxões de orelhas! Minha amiga vai se cuidar direitinho e eu vou estar aqui para ajudá-la! – Rin segurava a mão de Momo – Você é mãe de uma linda menina, minha amiga! Olha pro Kohaku, está até chorando e não larga a bebê por nada no mundo!

As duas mulheres olhavam enternecidas para o jovem pai.

- Estão vendo? Minha filha! Não vejo a hora de vê-la correndo pela casa! Vou estar com ela o tempo todo!

- Rin... não é lindo ver o Kohaku segurando a nossa filha nos braços e dizendo que vai estar com ela todo o tempo?

- Mas é claro que é! Não vê como ele está feliz? É uma sensação maravilhosa!

- E você não acha que o conde Sesshoumaru não merece também ter esta mesma sensação? De poder segurar o filho nos braços, de poder estar com ele o tempo todo... vê-lo crescer, estar perto para quando precisar?!

- Momo... por favor! – Rin baixou o olhar – Já tomei a minha decisão...

- Pense bem! Por dois anos terá seu filho! Depois o rei virá e levará o Daisuke! E se caso você não se acertar com o senhor Sesshoumaru corre o risco de ficar sem o filho!

- Já chega Momo!

- Parem as duas! – advertiu a senhora Tomoe – se a mãe se estressar o leite pode secar!

Com isso, Rin saiu do quarto e sentou-se na cadeira de balanço que tinha na varanda da casa. Ela sentiu-se desconfortável com a pergunta da amiga. Sabia que tinha razão. O pai do seu filho tinha todo o direito do mundo de estar com ele. Ela teria mesmo que rever sua decisão. Viu que não estava mais sozinha, Kohaku acabava de sentar ao seu lado.

- Hoje eu o homem mais feliz do mundo! Que felicidade!

- É... que bom...

Kohaku percebeu a tristeza nas palavras de Rin.

- O que foi?

- A Momo... ela me disse que seria bom que o conde Sesshoumaru pudesse sentir a mesma sensação que você esta sentindo agora ao estar com sua filha... ela falou para eu voltar atrás com minha decisão.

- E não acha que ela tem razão? Desculpe-me, senhorita Rin. Eu penso como a Momo neste caso... acho que o príncipe deveria sim ser criado junto com o pai. Mas também estaremos do seu lado qualquer que fosse sua decisão, nunca estará sozinha.

Kohaku colocou a mão no ombro de Rin e sorriu, depois entrou. Talvez fosse melhor reconsiderar algumas atitudes para o bem de seu filho.


Rin acordou cedo, tinha que contar para seus amigos a sua decisão. Então esperou ansiosa até que o casal acordasse. Logo estavam à mesa tomando o desjejum.

- Eu quero contar algo para vocês!

- O que foi, Rin? Aconteceu alguma coisa?! – perguntou Momo.

- Eu... pensei bem e... resolvi voltar para o castelo de Westernlands... para que o meu filho seja criado junto com o pai dele!

O casal se olhou maravilhado e ficaram felizes co o que ouviram.

- Rin! Isso é ótimo! A senhorita fez a melhor escolha! E claro que a apoiaremos como também terá toda nossa ajuda, se assim desejar, não é mesmo Momo?

- Com certeza, Kohaku... acho que a nossa filha acordou... poderia ir vê-la?

Assim que ficaram sozinhas, Momo sentiu-se mais a vontade para falar com a amiga.

- É o que deseja de verdade, Rin?

- Eu refleti muito sobre a questão, sobre tudo o que aconteceu, enfim, é mais pelo Daisuke... ele tem que ficar perto do pai, assim como o pai dele tem o direito de ficar perto dele... depois que vi o Kohaku segurando a filha de vocês... – ela segurou a mão da amiga –... senti um aperto no coração... pensei em Sesshoumaru e em como ele dever ter se sentido quando foi embora da ilha quando veio conhecer o filho...

- Talvez ele não quisesse se impor da maneira como fez, de dizer que levará o filho de vocês quando completar dois anos. Acho que foi a forma que sua majestade encontrou para ficar perto do filho, impondo uma condição que surtiu um efeito negativo, saiu como uma ameaça, já que ele viu que não estaria inclusivo nessa nova fase de sua vida.

- Eu sei, também pensei sobre isto...

- Rin... você não ama mais o senhor Sesshoumaru? Acabou mesmo todo o amor que sentia por ele?

Rin respirou fundo e uma lágrima escorreu pelo rosto.

- Claro que ainda o amo! Você acha que mesmo que um amor como o que eu sinto por ele acabaria assim, de uma hora para outra? Ainda mais agora que temos um filho! Eu nunca deixei de amá-lo! Eu não quis ficar perto dele no castelo por que aconteceu tanta coisa... eu só queria uma tempo para mim... depois descobri que estava grávida do Daisuke, tudo mudou, meus pensamentos mudaram, mas em nenhum momento, eu pensei em excluir o Sesshoumaru da minha vida... só queria que ele entendesse que eu precisava me afastar por um tempo para refletir por que foi muita coisa que aconteceu!

- É, eu te entendo. Então agora você está pronta para voltar para ele?

- Sim... só não sei se ele vai me aceitar. Vai estranhar quando souber que regressei e talvez pense que voltei com medo de ficar sem meu filho. Talvez não me aceite e só permita que eu veja o Daisuke quando ele permitir.

- Pois eu penso o contrário! Vai ficar tão feliz de tê-la novamente que é capaz de decretar feriado nacional em toda Endor!

- Não exagere Momo! Mas eu quero voltar sim! Vou esperar o tempo do seu resguardo e pedir que o Kohaku prepare tudo, assim que puder, partiremos de volta ao castelo de Westernlands!

Rin se encheu de esperança e sabia do fundo do coração que tinha tomado a decisão correta. Mesmo que nada entre ela e Sesshoumaru desse certo, o mais importante era que ela estava pensando no melhor para o seu filho.


Poucos dias do nascimento de Kohaku e Momo, ela recebeu uma ilustre visita. Inuyasha, que desviou de seu caminho a Asynor para conhecer o sobrinho. Claro que foi o próprio Sesshoumaru que forneceu informações de onde Rin se localizava.

Quando se virem se abraçaram.

- Inuyasha! Como é bom revê-lo!

- E você continua tão bela como da última vez que a vi.

- Entre e venha conhecer o seu sobrinho.

- Foi para isso que vim.

Inuyasha pegou a criança no colo e pode notar a semelhança com o irmão.

- Daisuke herdou todos os traços do Sesshoumaru. Impressionante!

- E como ele está?

Ele colocou o bebê nos braços da mãe. Serviu-se de uma xícara de café e sentou-se elegantemente no sofá. A visita deu-se na sala.

- Hum-hum! Nosso rei não está feliz. Trabalha arduamente para estabelecer o seu reinado, mas seu semblante é triste. Há muito não vemos um sorriso em seu rosto. Desde sua partida ele nunca mais foi o mesmo, alias desde que tudo aconteceu. Foi um golpe muito duro que o meu irmão recebeu do destino.

Rin baixou o olhar, sabia que Inuyasha tinha razão. Mas ela não tinha culpa, fez parte do enredo e foi tão vítima quanto ele.

- Desculpe pelo que vou dizer Rin... mas não acha que meu irmão já sofreu o suficiente? Desde que você deixou o castelo...

- Por favor, Inuyasha!

- ... foram seis meses de agonia até o filho nascer, sem contar que exceto o rei Akio a época, ninguém sabia onde encontrá-la, por que você pediu sigilo de seu paradeiro para que ninguém a encontrasse!

- Mas um dia depois do meu filho nascer, ele esteve aqui!

- Por que colocou um espia que a seguiu! Foi como ele ficou sabendo do nascimento. Senão nem ao menos isso saberia. Ou você pretendia informá-lo?

Rin abraçou o filho mais ainda. Ela sabia que Inuyasha não ficaria só na visita. Tinha que falar do irmão. Inuyasha respirou fundo, sabia que o assunto seria delicado para ela, mas não podia ficar calado.

- Desculpe-me... não vim aqui para deixá-la triste tampouco fazer qualquer cobrança. É que é insuportável ver todo dia a tristeza do meu irmão. Isso está afetando a família toda. Sei que está sofrendo com essa separação.

Daisuke acabou por dormir e Rin foi ao quarto colocá-lo no berço. Voltou para a sala.

- Tenho plena consciência dos meus atos, Inuyasha. Não foi fácil para eu ter que deixar o Sesshoumaru. Mas eu precisava de um tempo para mim e você foi a primeira para quem eu revelei isso, assim também foi o primeiro a me apoiar nessa decisão.

- Estou ciente disso. Só quero que reflita, Rin... vocês dois estão sofrendo. Bom, eu tenho que ir.

Os dois se abraçaram longamente.

- Pode ser que no seu regresso você tenha uma surpresa, Inuyasha.

Ele sorriu como que entendendo o recado.

- É o que todos nós esperamos. Até breve... cunhada!

A comitiva que acompanhava o visconde subiu a bordo do barco que os conduzira até a ilha. E logo zarparam de volta ao continente. Rin ficou ali, esperançosa, pois antes mesmo da visita de Inuyasha ela já tinha tomado a decisão de voltar para Sesshoumaru.


Nada fazia sentido, nada tinha graça, nada tinha vida. Tudo o que fazia era por que tinha que ser feito, por ser o governante, por que não podia deixar para depois. Ele era nada mais nada menos que o rei e uma nação inteira estavam em suas mãos. Como rei podia fazer o que quisesse, mas não era um menino para brincar de reinar. Era um homem e como tal tinha suas responsabilidades. Estava sentado numa confortável cadeira diante de uma mesa com todos os conselheiros reais, que discutiam a respeito de uma iminente guerra com o país da fronteira norte de Endor. O rei de Asynor aproveitou-se da doença do rei Akio e resolveu romper o tratado de paz que existe há mais de cem anos entre os dois países, alegando reconquistar o norte de Endor que um dia pertenceu a Asynor. Mas Sesshoumaru, como o novo rei não permitiria isso. enviaria uma comitiva real tendo o visconde Inuyasha como embaixador e representante afim de promover novamente a paz entre os dois reinos. Estava cansado da reunião e antes de acabar um criado entrou na sala para avisá-lo que um mensageiro do seu antigo castelo o esperava em seu gabinete real. Ele não esperou e foi logo saber do que se tratava. Assim que entrou o mensageiro se curvou em reverência.

- Majestade, trago uma mensagem da senhora do castelo de Westernlands.

- Senhora?! De quem está falando?

O homem apenas estendeu o papel que tinha na mão. Sesshoumaru pegou a mesma e abriu em seguida. Reconheceria aquelas letras em qualquer lugar que estivesse.

"Sesshoumaru,

Não posso permitir

que o nosso filho cresça sem

a presença do pai. Você tem todo o

direito do mundo de estar com ele. Estamos em Westernlands.

Rin."

Sesshoumaru não perdeu tempo e foi para os seus aposentos mudar as vestes reais, e logo ordenou que preparassem seu cavalo. Cavalgou a toda pressa, pois necessita estar com a mulher amada. Nã queria perder mais tempo.

- Para onde foi o nosso irmão com tanta pressa? – perguntou a princesa Izayume a Inuyasha.

- Tratar dos assuntos do coração, minha cara irmã. E quando o amor chama, é melhor ir ao encontro dele!

O tempo é muito lento para os que esperam. Muito rápido para os que têm medo. Muito longo para os que lamentam. Muito curto para os que festejam. Mas, para os que amam, o tempo é eterno. Desde que chegou ao castelo e enviou o mensageiro para Windrose, Rin contava os minutos no antigo relógio da parede do aposento. Estava no parapeito da grande janela e olhava para o rio que ladeava o castelo, tentando manter a ansiedade, algo impossível. Desde que saíram da ilha após a rápida visita que Inuyasha fez para conhecer o sobrinho antes de partir para o país de Asynor com a missão de solucionar a questão da iminência da guerra, ela não via a hora de rever o amor de sua vida. Estava receosa se ele a repugnasse. Ou talvez só quisesse o filho e a mandaria embora, permitindo somente que o visitasse em dias alternados. Então ela veria seu filho sendo criado longe dela e, quem sabe, chamando alguma outra mulher de mãe. Esse medo ela tinha, mas não queria pensar nisso. Definitivamente isto não aconteceria. Ouviu passos largos dados no corredor, e as portas de seu aposento foram abertas, mas ela permaneceu onde estava. Então a figura dele surgiu imponente. Ele ainda era incrivelmente lindo, perfeito e divino.

O homem juntou-se a ela do outro lado do aposento. As roupas que ele trajava e a aquela imensa altura dele, faziam tudo a sua volta parecer pequeno. Ele estendeu a mão e acariciou o rosto dela. Um toque macio e gentil. No momento em que o contato se fez, Rin sentiu como se um raio lhe percorresse todo o corpo, atingindo o coração, acelerando-o e fazendo-a corar.

- Rin...

Sesshoumaru sussurrou o nome de sua amada, ciente da reação dela. Enquanto ele acariciava o rosto, ela percebeu que ainda havia sentimentos mais fortes que os unia. Viu o brilho dourado nos olhos dele, e sabia exatamente o que ele estava sentindo ao olhar para ela. E não conseguia acreditar que ele ainda a desejava. Rin se aproximou ainda mais do corpo dele. E o desejou. Ela queria que Sesshoumaru a abraçasse e não lhe desse chance para mais nada. No silêncio que se fez, ele suspirou.

Rin fechou os olhos e sentiu o calor que emanava dele. Então ele se aproximou e segurou o belo rosto, com as mãos grandes e quentes, puxando-a para um beijo. A língua de Sesshoumaru entrou em sua boca enquanto a apertava num abraço.

– Sesshoumaru... – ela sussurrou com a voz rouca quando ele deixou seus lábios.

Tiraram a roupa por completo, calmamente. Ele beijou os seios dela quando levou as mãos para a parte de trás de sua cintura, erguendo-a do chão, colocando as pernas dela em volta de sua cintura, carregando-a em direção a cama. Com uma gentileza incrível, ele a deitou sobre a colcha. Mesmo com seu corpo reagindo a ele, afrouxando e se derretendo, ela estava no limite da paixão que sentia por aquele homem. Ao deitar-se em cima dela, acariciou o rosto de sua amada mais uma vez, enquanto afastava as pernas dela com uma das mãos e, tocando o sexo, soube exatamente o quanto ela estava excitada.

Não perdeu tempo e mergulhou a cabeça no sexo dela, com todo aquele desejo, roçou os lábios carinhosamente, deixando-a ainda mais excitada. A língua dele trabalhou ali, torturando-a lentamente, enquanto ela arqueava o corpo e gemia. Depois de um tempo, ele olhou para seu rosto enquanto ela atingia o orgasmo contra sua língua, observando-a como se quisesse registrar a cena na mente.

Ela o puxou pelos ombros quando ele se acomodou em cima dela, e a beijou com luxúria. Ele encaixou o quadril no corpo da mulher, e seu membro latejava, prestes a explodir, tinha pressa de estar dentro dela, então abriu as pernas e sua ereção a penetrou, chegando ao centro do corpo dela. O prazer que sentiu foi tão grande que Sesshoumaru, erguendo-se, gemeu. Rin acariciava suas costas nuas, o poder que sentia era viciante e a resposta do corpo de seu homem, incrível. Segurou o rosto dele com as mãos, ficando olho no olho, a respiração ofegante, sentindo a onda de prazer percorrendo o corpo de ambos.

Com um movimento rápido, ele começou a bombear dentro dela, movendo os quadris, entrando e saindo num ritmo frenético. Ele estava embriagado por ela, desejoso e carente. Enquanto sua ereção adotava um ritmo adequado, lambeu o pescoço e a beijou, enfiando a língua em sua boca, tomando, dominando o que era dele com sua vontade. Ele era um mestre enquanto a possuía, os braços contraídos enquanto a segurava, um prazer indescritível. No último instante, gozou dentro dela, jorrando sua semente. Quando terminou, jogou a cabeça para trás, respirou profundamente e gemeu alto o bastante para quem quisesse ouvir. A mesma sensação de prazer ela teve quando atingiu o orgasmo quase que junto dele.

Assim que Sesshoumaru se recompôs, aproximou-se dela, beijando-a, reconfortando-a, e sorriu satisfeito. Ficaram um tempo em silêncio, descansando. Deitou de costas na cama, e Rin ficou recostada em seu peito, acarinhando a barriga e admirando lhe o rosto.

- Que tanto me olha? – ele perguntou estando de olho fechado – Acaso não foi o suficiente para matar a saudade, condessa?

Ela sorriu, meio que envergonhada.

- Claro que foi... é que... eu esperava que conversássemos primeiro antes de... - Rin corou um pouco.

- Antes de?

-... de... fazermos amor...

- Teremos todo o tempo do mundo para conversarmos, Rin... – disse ao aconchegá-la nos braços e beijar sua testa.

Abraçada ao corpo de Sesshoumaru, Rin sentia o corpo arder como se estivesse em chamas. O peito subia e descia, com a respiração ofegante que ela mal podia conter, parecia até que estava com febre de tão quente que se sentia. Sesshoumaru percebeu a agitação dela, sabia exatamente o que era.

- Sesshoumaru...

- O que foi?

Ela sussurrou no ouvido dele.

-... quero você de novo... agora...

Ele a virou.

- Como posso dizer que não. Seu desejo será atendido... condessa... – respondeu ele numa voz cheia de desejo.

Rin o puxou para si. Voltando a abaixar a cabeça, ele retomou o trabalho de chupar os seios, desceu a mão direita para o quadril acarinhando a coxa, depois escorregaram os dedos para o sexo úmido uma vez, duas vezes, mais vezes… só para ouvi-la gemer seu nome.

- Aah... Se-sesshouu-maruu...

Ele recapturou a boca dela, resvalando os lábios, mais beijos, mais língua. Acariciou os seios e pareceu saber do que ela precisava e em seguida, rompeu o contato com a boca e fez um caminho de beijos até eles. A língua foi preguiçosa ao lamber ao redor de um, depois do outro, antes de sugar a ponta, puxando-a.

Arqueando em direção ao prazer, ela arranhou as costas dele, os músculos propiciando-lhe mais do que o suficiente em que se agarrar. Rin estava completamente excitada e pronta para ser devorada novamente pelo seu homem. Ela sentiu a pressão do corpo dele sobre o dela, prendendo-a. Afastando as pernas para abrir espaço, o membro dele foi direto para o centro dela, contra a pele sensível dela, fazendo-a gemer. Mais beijos, mais língua entrando em sua boca, as palmas dele em seus seios. Ele era melhor agora do que ela podia se lembrar, ainda mais ao colocar o quadril contra o dela, esfregando o sexo dela com a promessa do seu, envolvendo-a com facilidade.

Em todo o universo Rin era a única mulher que o levava para um nível mais profundo. No entanto, bastava um só toque dela para levá-lo além dos limites da loucura.

– Quero mais... – ela sussurrou ao afagar o pescoço dele com o nariz…

Ele assentiu uma vez, tomando-lhe a boca de novo, bebendo do gosto dela, sustentando-se acima das pernas afastadas, a ereção roçando o sexo dela, ele entendeu que se perderia para sempre ao completar o ato. Penetrando-a devagar, sentia-a arquear contra seu peito, observando o rosto dela e se deliciando em ouvir os gemidos dela, que traduzidos seriam como um pedido por mais prazer. Movendo-se com cuidado, ele entrou e saiu do sexo úmido e apertado dela. Teve que cerrar os dentes e travar a lombar para sustentar o ritmo, ele queria ir cada vez mais rápido, mas tinha que se controlar. Rin o segurava firme pelos ombros e o envolveu com as pernas para que ele atingisse mais fundo, pois estavam próximos do ápice. Ela gemeu e desceu as mãos para os quadris dele, puxando-o para que ele se movimentasse mais duro dentro dela. A cabeça dela pendeu para trás, e ele parou, sentindo sua excitação.

- Rin, eu...

- Mais...

Com os lábios contra o ouvido dela, disse:

- Mais?! Sim…

Virando o rosto para ela, beijou-a com a promessa de atender ao pedido. Então ela se moveu inesperadamente, arqueando o corpo, enterrando as unhas em suas costas e comprimindo as pernas nos quadris dele, impulsionando-o para mais. Segurando-a com mais firmeza, afundou o membro rijo dentro no centro dela e voltou a se mover, entrando e saindo, num ato maravilhoso, e, no entanto, ainda mais vívido por conta do prazer. O gemido que ela emitiu foi uma resposta perfeita. E mais uma vez, concluiu o ato sexual, derramando-se dentro dela. Como era bom estar novamente com a mulher que sempre amou.

Distância, para uns é uma simples palavra, para outros é uma palavra que traz dor e saudade. Para uns faz bem, para outros não. Distância, uma barreira que impede a união de dois corpos, mas que nunca será capaz de impedir dois corações de estarem juntos. Distância, por um lado não é totalmente ruim, ensina a dar valor. Pois só quem convive com a distância sabe quanto valor tem um abraço, um beijo ou um simples toque. Distância e pessoas que se amam, não combinam nem um pouco.

Mas neste caso foi necessário que houvesse essa distância entre eles. Um tempo longe um do outro para que Sesshoumaru pudesse ver o quanto a amava, o quanto a desejava e o quanto queria estar com ela. E agora tinha a certeza que finalmente, ficariam juntos para o resto de suas vidas.

#ahistóriacontinua...