p style="border: 0px; outline: 0px; font-size: 15.12px; font-family: 'Lucida Grande', 'Lucida Sans Unicode', 'GNU Unifont', Verdana, Helvetica, sans-serif; vertical-align: baseline; list-style: none; margin: 1.286em auto; padding: 0px; line-height: 1.5; color: #2a2a2a;"Oliver POV/p
p style="border: 0px; outline: 0px; font-size: 15.12px; font-family: 'Lucida Grande', 'Lucida Sans Unicode', 'GNU Unifont', Verdana, Helvetica, sans-serif; vertical-align: baseline; list-style: none; margin: 1.286em auto; padding: 0px; line-height: 1.5; color: #2a2a2a;" /p
p style="border: 0px; outline: 0px; font-size: 15.12px; font-family: 'Lucida Grande', 'Lucida Sans Unicode', 'GNU Unifont', Verdana, Helvetica, sans-serif; vertical-align: baseline; list-style: none; margin: 1.286em auto; padding: 0px; line-height: 1.5; color: #2a2a2a;"Felicity não sabia o quanto ela estava me fazendo feliz com sua confissão. br /Ela admirava o que eu fazia pela cidade,era uma fã do Arqueiro. br /- Speedy._ Eu chamo Thea pelo comunicador enquanto corro de volta para o galpão. br /'Estou aqui Ollie'. Ela responde /- Felicity está com o carro, preciso que rastreie ele e não a deixe sozinha._ Eu peço me sentindo um idiota por ter discutido com John quando ele propôs colocarmos câmeras no carro. Adoraria ter aquelas câmeras instaladas agora. br /'Alguma sugestão?' Ela pede sem saber o que fazer. br /Procuro em minha mente algum lugar que tivesse pelo menos um número razoável de pessoas a essa hora. Mas uma movimentação mais à frente me /Encontro Roy correndo por entre as árvores lutando com três agentes, enquanto buscava um meio de se esconder. br /O mato era nosso aliado nessa luta, nos ajudava dando lugares para recuar e atacar. Armo meu arco e miro no joelho de um deles e atiro. Ele cai com uma flecha a atravessada em sua perna e um grito de dor, os outros dois perceberam minha chegada e ficaram mais alertas, divididos entre nós dois. br /Um deles chamar reforços pelo comunicador Roy aproveita esse deslize dele e o nocauteia em um golpe com os pés. Quando o último agente se vê sozinho com nós dois ele se rende, jogando seu bastão de choque no chão e se ajoelhando. br /- Eu estava dando conta._ Roy diz desanimado por eu ter acabado com sua brincadeira. br /- Domingo à noite, qual o lugar mais agitado da cidade?_ Pergunto a ele sem paciência para suas gracinhas. Ele me olha estranhando minha pergunta, mas olha em volta procurando /- Ela fugiu._ Ele concluiu certamente se referindo a Felicity.- Bom, qualquer bairro que tenha família está fora de questão. As pessoas trabalham amanhã, às que precisam pelo menos._ Ele pára e pensa um pouco e olho para mim como se tivesse se lembrado de algo.- A dezessete com a quinta._ Ele solta feliz consigo mesmo por ter lembrado. br /Claro. A dezessete com a quinta era a avenida mais badalada de Starling, clubes, bares gente por todos os /'Speedy'. Eu a chamo pelo comunicador. br /'Já estou enviando as coordenadas para ela. Mas ela vai seguir? Eu com certeza não seguiria as ordens de um carro'. Ela comenta distraída. br /'Ela sabe que o carro é meu, não vai duvidar de nada._ Garanto à ela mesmo sem ter certeza de que aquilo aconteceria. br /- O que vamos fazer com ele?_ Roy pergunta olhando de uma maneira intimidadora para ele. O homem se assustou com a pergunta dele. br /- Não não não. Eu não estou resistindo, eu me rendi._ Ele diz com medo de machucarmos ele. br /- Quando ela chegar no endereço me avise Speedy._ Digo para Thea ignorando a pergunta de Roy. br /'Está bem'. Ela responde prontamente e encerra a comunicaçã /Suspiro me sentindo um pouco menos preocupado com Felicity, sabia que se algo acontecesse Thea me avisaria imediatamente. br /Volto a focar minha atenção para os problemas ali presentes e encaro o guarda que está no chão. br /- Você tem cinco segundos pra sumir da minha frente._ Ele nem espera eu terminar de falar para se levantar e correr. Mas antes dele sumir me lembro de algo.- Espera._ Digo ao mesmo tempo que lanço uma flecha em sua direção. Ela passa de raspão pelo seu rosto e encontra seu destino no trono da árvore. O guarda fica petrificado no lugar, com medo da próxima flecha.- Onde está Waller?_ Eu tinha assuntos a tratar com aquela mulher, e eles não eram nada civilizados. br /- Ela, ela ela não está na cidade. Nós encontramos o fabricante da bomba, bomba, e ela foi para lá prendê-lo._ Ele gagueja nervoso, mas o que chama minha atenção é a informação sobre o tal fabricante. br /- Ela achou ele? Onde?_ Exijo me aproximando dele, que apesar de ser mais alto se encolhe. Ele maneia a cabeça negando freneticamente. br /- Ela não nos passa essa informação. Para ninguém._Ele garante sem gaguejar dessa vez. br /Era uma perda de tempo continuar ali lutando contra todos aqueles agentes se Amanda não estava lá. br /- Quando sua chefe voltar diga que eu quero falar com ela._ Eu puxo a flecha do tronco e a aguardo na aljava, o homem apenas balança a cabeça concordando.- E outra coisa._ Digo empurrando ele de encontro a árvore e usando meu arco para prendê-lo lá pelo pescoço e arranco sua máscara para olhá-lo diretamente nos olhos e me surpreendo. Eu o conhecia de outros tempos.- Se você ou qualquer outro agente, até mesmo Waller chegarem perto de Felicity Smoak de novo, vou esquecer qualquer civilidade e voltar a ser o outro Oliver Queen. E vocês não querem isso._ Não era uma ameaça, era um aviso. E pelo modo que ele me olhou ele sabia /Dou um último olhar de aviso a abaixo meu arco o deixando livre, ele me encara e olha para Roy de sair praticamente /- Até eu fiquei com medo agora._ Roy brinca rindo, mas eu reconheço a inquietação na sua voz. br /- Vamos embora._ Ele assente me seguindo, mas pára de /- Só uma pergunta._ Eu olho pra ele esperando.- Como vamos embora? Felicity levou nosso carro._ Eu havia me esquecido desse /- Speedy._ Chamo Thea mais uma vez, e a ouço suspirar do outro lado. Ela conversa com alguém e parece irritada. br /'John está a caminho, Ollie'. Ela com certeza está irritada. br /- O que houve?_ Pergunto preocupado e Roy também liga a comunicação com ela. br /- Nada que vocês precisem se preocupar._ Ela responde um pouco mais calma mas mesmo assim alterada. br /Olho para ele que entende o recado e começamos a correr novamente, mas dessa vez mais rápido. br /- Thea._ Roy diz começando a se preocupar também é nos escutamos ela discutir com alguém de /Várias coisas passam pela minha cabeça, coisas que poderiam ser perigosas e até fatais para ela. Não queria pensar se um dos tantos inimigos que o Arqueiro possuía tivesse encontrado a Cave e entrado lá, encontrando Thea sozinha e desprotegida. br /- Vocês dois, eu estou bem. São problemas com a Verdant, fornecedores são uma droga!_ Ela grita mas sabemos que não era conosco. Sinto um alívio imenso por meus medos não concretizados.- Só voltem inteiros, por favor._ Ela completa num murmúrio, certamente estava perto do tal fornecedor. br /- Estamos voltando._ Roy responde por nós dois e vejo o mesmo alívio nele. br /A comunicação foi cortada novamente e diminuímos a velocidade para uma caminhada rápida. br /Queria ir logo me certificar se Felicity estava bem, se ela havia seguido as instruções de Thea, e achar Waller e o maldito fabricante daquela bomba que havia começado tudo isso. br /Não demorou muito e avistamos um carro vindo rapidamente pela estrada, o carro parou e John abriu a porta descendo. Ele abriu o porta malas com fundo falso e Roy e eu começamos a guardar as armas e tirar os trajes. br /Se iríamos com o carro que eu usava normalmente com Oliver, não poderíamos entrar na cidade disfarçados. br /Entramos no carros apressados, ainda terminado de nos vestir, e John partiu em alta velocidade. br /Ele não estava com a melhor das caras. br /- E Lyla e Sara?_ Pergunto com medo da resposta que ele iria me dar. Ele me olha pelo espelho retrovisor e balança a cabeça, entendo como uma afirmação que elas são bem. Roy suspira aliviado ao meu lado. br /- Waller descobriu a ajuda de Lyla. Na verdade, foram as pesquisas dela que levaram Waller até Felicity._ Eu olho para ele surpreso por aquela informação e vejo ele desviar o olhar. Ele estava se sentindo culpado de algum modo. br /- Mas ela está bem?_ Decido ignorar o deslize de Lyla, eu sabia que ela nunca teria me entregado de boa vontade. Ele me olha mais uma vez e balança a cabeça novamente. br /- As duas estavam em casa, Lyla se assustou quando me viu chegar tão assustado. Waller bloqueou toda comunicação da casa para me impedir de falar com ela._ Eu o vejo aperta o volante com tanta força que seus braços tremem.- Waller quis apenas me assustar, provar que pode desaparecer com as duas. É uma ameaça velada._ Eu nunca havia visto John tão assustado. br /- Deixe Waller comigo. Ela não vai mais ser um problema._ Observo John me lançar um olhar inquisitivo pelo espelho e Roy se mover inquieto no banco ao meu lado. br /Eu sabia que eles estavam com medo por mim, medo que eu fosse cair na escuridão como eu mesmo havia contado para eles. Um mundo sem emoções, sem arrependimentos ou misericórdia. br /Mas eu não queria voltar para aquele lugar. br /Eu estava feliz, pela primeira vez em anos eu me sentia feliz apesar de toda a bagagem do Arqueiro. Me sentia leve, ainda sentia aquela sensação de sufocamento quando me lembrava dos anos anteriores. Ainda tinha pesadelos. br /Mas não me culpava mais. br /Eu sabia que nunca poderia apagar o que havia feito, mas me recusava a viver para sempre no amargo arrependimento. br /Eu estava de volta à minha cidade, minha casa, minha família. E não poderia pedir mais nada. Eu tinha até mais do que merecia. br /E tinha Felicity. br /Apesar do pouco tempo ela havia se tornado uma parte essencial de toda essa nova sensação de felicidade, ela fazia grande parte disso. br /E eu não ia desistir de tudo por causa de uma maluca. br /Eu tinha que pensar em um modo de tirar Waller do meu caminho definitivamente, e logo./p
p style="border: 0px; outline: 0px; font-size: 15.12px; font-family: 'Lucida Grande', 'Lucida Sans Unicode', 'GNU Unifont', Verdana, Helvetica, sans-serif; vertical-align: baseline; list-style: none; margin: 1.286em auto; padding: 0px; line-height: 1.5; color: #2a2a2a;" /p
p style="border: 0px; outline: 0px; font-size: 15.12px; font-family: 'Lucida Grande', 'Lucida Sans Unicode', 'GNU Unifont', Verdana, Helvetica, sans-serif; vertical-align: baseline; list-style: none; margin: 1.286em auto; padding: 0px; line-height: 1.5; color: #2a2a2a;"Felicity POV/p
p style="border: 0px; outline: 0px; font-size: 15.12px; font-family: 'Lucida Grande', 'Lucida Sans Unicode', 'GNU Unifont', Verdana, Helvetica, sans-serif; vertical-align: baseline; list-style: none; margin: 1.286em auto; padding: 0px; line-height: 1.5; color: #2a2a2a;" /p
p style="border: 0px; outline: 0px; font-size: 15.12px; font-family: 'Lucida Grande', 'Lucida Sans Unicode', 'GNU Unifont', Verdana, Helvetica, sans-serif; vertical-align: baseline; list-style: none; margin: 1.286em auto; padding: 0px; line-height: 1.5; color: #2a2a2a;"Eu estava enlouquecendo. Era isso. Não tinha outra explicação. br /"Dezessete com a quinta. Não pergunte. Apenas vá". br /O carro do Arqueiro estava me dizendo, literalmente, pelos auto falantes com uma voz robótica para ir à avenida mais conhecida de Starling. br /'Sério isso? O carro ORDENA que eu vá para um lugar, e eu vou'. Penso caçoando de mim mesma. Mas decido seguir a direção que havia sido dada. br /Eu devia ter caído quando criança. E batido com a cabeça muito forte, desconectando todo meu sistema neural sensato, mandando meu senso de auto preservação para o espaço. br /- Quem em sã consciência aceita ordens de um carro? Eu, é claro._ Começo a tagarelar enquanto dirijo ao bendito endereço que o carro havia me dado.- Por que não? Minha vida está uma bagunça mesmo, sentimentos que não deviam estar lá mas estão, heróis me dopando, duas vezes é importante ressaltar isso._ Não esqueceria isso tão fácil, duas vezes era sacanagem.- Uma maluca com pernas longas e cara de Cruela Devil, e claro a culpada de tudo, aquela maldita bomba._ Eu não deveria mas estava preocupada com aqueles dois. Eles haviam feito toda aquela bagunça só para me salvar, e agora eu não tinha idéia de como estavam. br /Não que eles pareciam precisar de ajuda, ainda menos a minha. Eles tinham derrubado todos os guardas, e era muitos guardas. br /Eles estavam bem, tinham que estar. Eles eram os heróis, e heróis sempre se dão bem no final. br /'Pensamento positivo, atrai boas vibrações e em consequência bons resultados' . Penso lembrando dos vídeos de relaxamento que havia assistido antes de conhecer Oliver pessoalmente. br /Eles estavam bem. br /Não demoro nada para chegar a avenida mas não sigo por ela. A última coisa que precisava era ser parada pela polícia no carro do Arqueiro, e ter que prestar esclarecimentos. Ao invés disso contorno toda a avenida por fora e estaciono em uma rua deserta e escura quase o suficiente para camuflar completamente o carro. br /Diferente do restante da cidade, a avenida estava muito movimentada para um domingo. O sol nem bem havia se posto o céu ainda estava naquele tom arroxeado, e os letreiros luminosos e multi coloridos dos bares e baladas já estavam piscando freneticamente. Era a primeira vez que tinha a oportunidade de ir até lá, e queria que fosse em outras circunstâncias. br /Não fazia idéia de como encontraria o Arqueiro ou Arsenal no meio de tanta gente e em um local tão bem iluminado. Eles não gostavam de lugares claros. br /- Sempre em movimento, sempre em movimento._ Repito constantemente tentando acreditar nas palavras dele e que ficar em movimento iria me manter salva. br /Entre tantas coisa para observar, tantos detalhes florescentes, grandes e iluminados o que mais me chamou a atenção no entanto foram as pessoas. br /As pessoas nessa parte da cidade eram muito diferentes das outras do outro lado da cidade, do meu lado da cidade. Ali, ao invés de sapatos confortáveis para caminhar o dia inteiro sempre com pressa, eram substituídos por saltos quinze, e alguns desafiavam a gravidade com seu design moderno. br /Não que não estivesse muito bonitas, eu mesma usaria algumas coisas que havia visto ali. br /Apesar de ser uma noite quente o suficiente para não precisar usar um casaco, eu desconfiava de todo aquele calor que aquelas mulheres estavam demonstrando com as saias minúsculas e pouco pano. br /Eu podia sentir o vento frio passar pelo tecido da minha calça jeans e arrepiar minha pele. Obviamente não na rua e não naquele clima. br /Mas também não estava vestida para frequentar aquele do mesmo jeito que eu estava reparando nas pessoas elas também estavam reparando em mim. br /O modo que me olhavam de esguelha como se eu não valesse o suficiente para que suas cabeças se virassem quando passava por eles. br /Não que eu quisesse se notada. Se havia um dia que eu queria ser invisível, esse era o dia. br /Mas era humilhante ser tão, ignorada. br /Eles também não eram as pessoas mais bonitas do mundo. Sim, possuíam mais dinheiro do que jamais sonharia ter um dia. Mas isso não os faziam melhores do que eu. br /Olho para duas garotas que riam exageradamente de alguma coisa que um rapaz muito bonito havia dito. Poderia apostar que não era tão engraçado assim, e de certo o rapaz tinha um belo Porsche amarelo estacionado em algum lugar por ali. br /De repente as duas percebem minha presença. Em algum momento eu havia parado de andar, e estava parada no meio da calçada olhando para os três. Tento disfarçar, olhando para os lados como se estivesse procurando alguém, mas percebo que as duas estão falando de mim. Rindo de mim. E isso me enfurece e me faz sentir mal ao mesmo tempo. br /Eles poderiam ser mais bonitos e ricos, mas eu era inteligente. Eu construiria um futuro brilhante, e ela dependeriam de seus pais para sempre. br /'Eu estou sendo uma invejosa arrogante, e não estou nem ligando'. Penso sorrindo sem a menor vontade para duas garotas que me encaravam sem se importar em disfarçar. br /Uma delas faz menção de se aproximar mas pára olhando para algo atrás de mim. br /- Felicity?_ Ouço uma voz familiar atrás de mim e me viro aliviada por alguém me conhecer ali. Quando me viro me deparo com Tommy Merlin me sorrindo como se eu fosse a coisa mais maravilhosa do mundo, e não posso evitar sorrir de volta. Ele tinha um sorriso contagiante. br /- Tommy._ Eu digo aliviada demais para disfarçar minha voz. Ele me olha estranhando meu jeito mas não diz nada. br /- Eu não sabia que você estava por aqui. Venha, junte-se a nós._ Ele passa o braço por sobre eu ombros me conduzindo a algum lugar. Mas eu paro quando me lembro o que eu estava fazendo lá e o que o Arqueiro havia dito. Me afasto dele. Não podia ficar parada.- Não vamos ficar parados, vamos dançar!_ Ele diz alegre demais para estar sóbrio. Minha vontade era me chutar por abrir a boca de /- Não posso. Desculpa Tommy,mas não posso ficar parada._ Mordo minha língua quando percebo o que havia dito.- Quero dizer, olha esse lugar!_ Agito os braços sinalizando toda a avenida.- Eu nunca havia vindo aqui antes. Não posso ficar parada em um só lugar, seria um crime._ Digo e rio de mim mesma pela piada. Certamente haveria um crime se eu ficasse /- Você nunca veio aqui antes?_ Ele parece muito surpreso com minha confissão, mas logo se recuperou e um sorriso infantil apareceu.- Então senhorita Smoak, sou seu guia da Dezessete com a quinta._ Ele diz com um gesto cavalheiro totalmente exagerado. br /Tommy devia ser a pessoa mais engraçada que eu já havia conhecido. Desde que ele havia me obrigado a seguí-lo por toda a avenida não havia conseguido parar de rir, seja por suas histórias malucas ou as situações que ele criava na rua quando encontrávamos alguém conhecido. E a cada minuto eu me preocupava menos com o motivo de eu estar ali, quase chegava a me /- Tommy, intervalo de cinco minutos, preciso voltar a sentir minhas bochechas._ Eu peço ainda rindo e massageando meu rosto que parecia ter vida própria. Ele ri ainda /- Mas eu nem comecei a falar as melhores. Oliver está na maioria delas._ Ele diz achando graça do meu ataque de risos. Eu paro de caminhar e olho para ele sem graç /Eu não queria falar de Oliver. Não com o melhor amigo /- Pelo jeito estou me metendo em algo que não é da minha conta._ Ele diz percebendo meu receio em falar sobre Oliver. br /- Não, não é nada. Só não quero me meter nas histórias dele._ Deus, havia falado demais de novo.- Não quis dizer isso. Não desse jeito._ Tento consertar mas pela cara que Tommy me observava, não estava /- Está bem, eu vou retirar o que ontem, e te dar mais um conselho sobre Ollie._ Nesse ponto, Tommy não sorria mais. Ele estava sério e me olhava nos olhos de modo incisivo.- Oliver não é nenhum santo Felicity, nunca foi. Ele era exatamente o contrário. Muito pior que eu se quer saber._ Olho para ele Ele estava mesmo querendo ajudar Oliver? Por que não estava dando certo, nem um pouco.- Ei, não faça essa cara ainda não terminei. Fica melhor, prometo._ Ele garantiu percebendo que eu não estava gostando do que ele estava me dizendo. Ele pareceu respirar fundo antes de começar a falar.- Oliver foi essa pessoa Felicity. Ele era o melhor companheiro de festas. Nós dois juntos éramos imbátiveis. Nós dois contra o mundo._ Ele começa a rir sozinho, provavelmente se lembrando das loucuras que eles viveram.- Mas então aquele acidente ocorreu._ Observei o riso de Tommy morrer como um passe de mágica e ele não parecia perdido em boas lembranças, não mais.- Eu perdi um irmão aquele dia Felicity. A pessoa mais importante da minha vida._ Não passou despercebido nem por mim e nem por ele, o fato dele ter excluído seu pai da posição que deveria estar. Ele pigarreou tentando contornar a situação e voltar para o seu relato.- Então ele voltou, e Deus eu me senti invencível novamente. Meu irmão estava de volta._ Os olhos dele pareciam mais vivos enquanto se lembrava disso, Tommy realmente amava Oliver como se fosse da família. Talvez mais que seu próprio /- Eu me lembro disso._ Eu disse quebrando conexão nas suas lembranças, ele me olhou sério, mais sério do que eu me lembrava de nunca ter visto antes.- Foi como se todos os holofotes do mundo estivessem aqui._ Eu me lembrava do trânsito infernal da manhã por conta de todos os jornalistas do mundo que haviam resolvido se instalar em Starling para registrar a volta de /- Mas não é a mesma coisa._ Tommy diz me surpreendendo. Ele desvia o olhar do meu e se apóia em uma grade de proteção que havia na esquina da avenida. Seu olhar perdido na movimentação noturna. Eu não tive coragem de interromper o que fosse que ele iria dizer.- Ele não é o mesmo. O que é uma boa coisa. Por que agora ele é o queridinho da cidade._ Havia uma mágoa não declarada na voz dele, mas não acreditava que ele tivesse percebido.- Todos estão cercando ele por todos os lados, seja em eventos que ele não quer ir mas é obrigado. Ou na empresa._ A forma como ele se referiu a QC me fez pensar que a mágoa que Tommy tinha não era contra Oliver, e sim com a empresa.- Eu não estou fazendo o menor sentido não é?_ Ele pergunta forçando uma risada e me olha analisando minha reação a tudo que ele estava me dizendo. Eu não saberia dizer qual era a minha cara naquele momento, mas eu acreditava no que ele estava /Desde que Oliver foi encontrado vivo, tudo o que a mídia tentava era trazer os podres dele de volta do lugar esquecido em que estavam, e em resposta ele promovia eventos beneficientes em nome da empresa e da família. Sempre que algo aparecia, ele tampava com algo /- O que estou tentando dizer, agora sem enfeitar muito a história, é que Oliver é um bom homem. E você é a primeira mulher com quem ele está se relacionando publicamente desde que retornou._ Ele se endireita me olhando sugestivamente, e segura minha mão colocando-a em seu braço novamente noa conduzindo de volta a nossa caminhada.- Pode não parecer grande coisa, mas eu sei que isso é um grande passo para ele. Ele não está brincando com você, Felicity._ Olho para ele querendo muito acreditar em suas palavras, ele me dá um sorriso delicado apertando mais firmemente minha mão em seu braço num gesto amigá /Por mais eu tivesse admitido para mim mesma que estava me apaixonando por Oliver, admitir para outra pessoa era outra coisa. As palavras dele haviam mexido comigo, saber que uma pessoa que conhecia Oliver tão bem que ele não estava apenas se divertindo comigo era muito tranquilizador. Eu nunca conseguiria agradecer esse cuidado que Tommy estava tendo comigo. br /Ele nem sequer me conhecia, mas me julgava boa o suficiente para ser sua amiga pelo simples fato de estar saindo com Oliver. br /- Depois de toda essa conversa tão intimista, posso dizer que somos amigos?_ Pergunto brincando tentando aliviar o clima tão sério que ficou no ar. Tommy me olha quase /- Eu não acredito que você não me considerava seu amigo!_ Ele praticamente grita chamando a atenção de pessoas que estavam próximas a nós. Eu me encolho envergonhada enquanto Tommy ri sem nenhuma vergonha. Seu celular toca e ele me pede um segundo.- Alô?_ Seja quem for no outro lado da linha, devia estar dizendo algo que não agradou Tommy em nada pela cara que ele fez.- Certo, eu já estou a caminho._ Ele desliga e me olha se desculpando.- Sinto muito Felicity, meu pai precisa de mim._ Ele diz exasperado. Algo me dizia que Tommy não tinha uma bom relacionamento com seu /- Não se preocupe comigo._ Digo rapidamente, me lembrando do por que estava ali. O Arqueiro, a bomba e a Cruela Devil. De repente me lembro do carro dele sozinho naquela rua deserta. Olho em direção a rua que havia deixado o carro. Será que ainda estava lá?br /- Felicity?_ Eu me assusto com Tommy, olho para ele que estava me olhando confuso.- Você está bem? Estou te perguntando se você quer uma carona mas você não parecia me /- Sim estou bem, eu tenho uns problemas de ausência. Desculpe._ Eu tinha acabado de dizer que possuía problemas neurais. Fazia sentido, de algum modo. Tommy me olha surpreso, mas disfarç /- Mas vai querer carona?_ Eu queria, eu queria ir pra casa e esquecer todo esse dia. Mentira, não queria esquecer meu passeio com Oliver. E talvez nem meu segundo encontro com o Arqueiro. Percebo que deixei Tommy esperando novamente e me apresso a dispensá-lo, precisava voltar ao /- Não se preocupe, deixei meu carro na rua de trás. É melhor você ir ver seu pai, pode ser algo sério._ Ele me olha com um sorriso de desdenhoso quando menciono seu pai. Definitivamente os dois não tinham um bom /- Malcolm Merlin sempre é sério._ Ele diz claramente ressentido com o pai, e me beija na bochecha se despedindo.- Te vejo na próxima festa de Tommy Merlin. Majestade._ Ele brinca com o sobrenome de Oliver, mas se referindo à mim e se afasta voltando pelo caminho que havíamos /Sorrio mesmo sem querer da sua brincadeira nada sutil e me encaminho de volta para o carro abandonado na rua de trá /A rua estava ainda mais deserta e mais escura apenas alguns poucos postes iluminado a rua, deixando as calçadas na total escuridão. Tive uma certa dificuldade em encontrar o ponto exato que havia deixado o carro mas suspirei aliviada quando o encontrei intacto do mesmo jeito em que eu havia deixado. Me aproximo do carro para ter certeza que estava mesmo intacto, e o inspeciono /- Como ele vai me encontrar?_ Pergunto a mim mesma olhando para os lados com medo de ficar naquela rua sozinha. Mas não havia o que fazer, decido voltar para avenida e esperar ele entrar em contato comigo de algum /Dou uma última olhada no carro antes de voltar para a avenida. Olho para o meu reflexo nos vidros das janelas que mais parecem espelhos de tão escuros e me sobressalto quando vejo um vulto aparecer atrás de mim. br /Minha primeira reação é tentar empurrar quem quer que seja e correr, mas ele nem se mexe quando o empurro. Ao invés disso ele me agarra pelos braços e me imobiliza. Quando tento me soltar e não consigo o pânico começa a tomar conta de /- Me solta!_ Eu grito assustada e ele me vira de frente para ele tampando minha boca para que não gritasse. Oh, Deus. Arqueiro. Ele tira a mão da minha boca e me solta bruscamente. Se eu não estivesse tão feliz por ser ele quem estava ali e não um bandido, eu teria brigado com ele. Não era nada educado me assustar assim. br /- Pensei ter dito para ficar em movimento e em um lugar movimentado._ Sua voz soou mais alta do que realmente estava pelo local silencioso. Ele parecia irritado. Comigo. Eu o encaro irritada também, esse jogo era pra /- Eu só vim me certificar se seu precioso carro ainda estava inteiro._ Eu rebati me sentindo estúpida por ter me importado com o maldito carro, ele nem parecia se importa com isso. br /Ele estende a mão e eu demoro um instante até perceber que ele queria a chave de volta. Pego no bolso da minha calça e jogo na sua mão, ele a segura e continua lá parado me olhando. Eu também o encaro, tentando em vão ver seu rosto. O fato de não conseguir enxergar seu rosto o deixa surreal e assustador ao mesmo /Dou um pulo assustada quando escuto o som do carro sendo destravado. Observo ele se aproximar e parar na minha frente enquanto abria a porta do motorista. Aquele perfume novo mas que era tão familiar me cerca por todos os lados me deixando /- Banco traseiro._ Ele diz antes de entrar no carro rapidamente me deixando desestabilizada do lado de fora. Preciso de um segundo para entender que ele queria que eu entrasse no banco de trás. br /Assim que entro no carro, ele arranca com o carro na maior velocidade possí /Entre ser dopada, ser sequestrada, e fugir daqueles malucos, a última coisa que eu esperava era o pânico de estar naquele carro comum Vigilante dirigindo como /Assim que chegamos em frente minha casa, reparei que ela estava completamente /- Nós verificamos sua casa._ Ele esclareceu o estado da minha casa. Eu o olhei dividida entre ficar agradecida com ele por tudo o que ele havia feito para me ajudar essa noite, ou brigar com ele por ter me colocado nisso /- Obrigado, por ter me salvado hoje._ Eu escolho a primeira opção. Ele inclina a cabeça na minha direção e depois balança ela aceitando meu agradecimento. E isso é o fim, abro a porta do carro para sair, mas hesito.- Adeus, Arqueiro._ Me despeço e desço do carro fechando a porta com cuidado. Mas ao contrário do que eu achei que ele faria, ele não saiu cantando pneu. Me afasto alguns passos do carro sem coragem de olhar para trás. br /- Felicity._ Escuto ele me chamando e me viro para o carro novamente. Ele estava com o vidro aberto para falar comigo mas fica mudo como se estivesse arrependido de ter me chamado, mas seu espero.- Talvez deva chamar alguém para ficar com você essa noite. Você parecia bem amiga do homem que estava com você agora a pouco._ Ele estava insinuando que Tommy e eu tínhamos algo além da nossa recente amizade? br /E por que, diabos eu estava constrangida com o que ele achava de mim? Ele não era ninguém para mim e logo eu nunca mais o veria. Não deveria me importar com o que ele pensava. br /- Eu não preciso de companhia, mas obrigada pela sugestão._ Eu mal conseguia falar de tanta vergonha que eu estava. Tentei andar para minha casa, mas minhas pernas não queriam me obedecer. br /Maldito seja, Arqueiro. Eu não queria deixá-lo pensando que eu tinha algo com Tommy. Era uma mentira, e eu não mentia. Querendo ou não, eu não conseguia mentir por isso evitava assuntos delicados. E agora queria estrangular esse ser verde, por me obrigar a esclarecer algo que não era da sua conta. br /- Não que seja da sua conta, mas ele era apenas um amigo._ Eu digo com muita dificuldade por causa da irritação que estava sentindo. Ele faz um som de desdem não acreditando em mim. Isso é o meu limite.- Você está duvidando do que eu estou dizendo?_ Ele não responde. Eu tinha que fazê-lo acreditar em mim, eu nunca mentia. Não mais. Nunca mais. Eu havia jurado nunca mais mentir. Por nada. Por ninguém. Outra sequela do meu namoro desastroso com Cooper.- Eu não minto. Nunca. Mas talvez vá aceitar sua sugestão._ Garanto a ele e me viro de volta para minha /E diferente a primeira vez, ele imediatamente liga o carro, fazendo um barulho ensurdecedor enquanto desce a rua sumindo na /A primeira coisa que faço assim que entro em casa e me certificar que todas as janelas e portas estão trancadas. br /A segunda é me sentar na minha cama tentando processar tudo o que havia acontecido, desde o passeio com Oliver a conversa franca com Tommy, sem ficar louca. br /Eu precisa relaxar. Havia acabado. Aquela magrela de pernas compridas nunca mais chegaria perto de mim agora que sabia que o Arqueiro me conhecia. Ele me ajudaria de novo, era isso que ele fazia. Ajudava pessoas em perigo. br /E tinha Oliver. Deus, eu estava caindo de novo. Tommy era suspeito para falar do melhor amigo, mas tudo o que ele havia me dito era verdade. Oliver não era o mesmo de anos atrás, e eu era a primeira mulher que ele saia publicamente sabia disso pelas colunas sociais. Eu acreditava nele. Só queria que as coisas fossem mais devagar, o rumo que meus sentimentos estavam tomando me deixava em pânico por que eram os mesmos de anos atrás. A mesma paixão desenfreada. br /'Pelo visto, puxei mais que seus olhos mãe'. Pensei irônica. br /Decido tomar um banho e dormir. Apesar de estar muito cedo ainda eu estava exausta. Deito na cama ainda de lingerie e toalha enrolada nos cabelos cansada demais para escolher uma roupa para /Fico encarando o teto esperando o sono me levar, mas uma terceira coisa me vem a mente. Me levanto vagarosamente da cama muito cansada, mas muito decidida a fazer o que iria fazer também. Pego meu celular esquecido na bolsa que está na sala e digito uma mensagem enquanto volto para o /" Seria estranho pedir para você vir dormir comigo?". Escrevo e clico em enviar, sem me dar conta do segundo sentido da pergunta. Quando percebo quase entro em pânico. Eu havia enviado uma mensagem com teor sexual para ele. Já estava escrevendo outra explicando a primeira quando o celular tocou. br /Era /- O-Oliver._ Atendi quase sem voz gaguejando.- Eu não quis dizer aquilo, foi em outro sentido._ Eu explico desesperada pela gafe que havia cometido. br /- Felictiy._ Ele me chama do outro lado e eu me calo, mortificada. Sento na cama e enfio a cara no travesseiro segurando minha vontade de gritar. Eu acho que era a única mulher na cidade, acho que no país que estava dizendo que não queria dormir com Oliver /- Oi?_ Consigo murmurar apesar da minha cara ainda estar afundada no /- Chego ai em dez minutos._ Ele avisa e me sento abruptamente surpresa por ele estar concordando com /- Oliver, você entendeu o que eu quis dizer? A primeira mensagem foi incompleta. Não era naquele sentido. Nesse sentido._ Digo categoricamente para ele compreender o sentido correto. br /- Eu sei exatamente o sentido que você está dizendo Felicity._ Ele garante e eu posso ouvir o sorriso em sua voz. E isso me faz sorrir també /- Só não quero te frustrar quando você chegar aqui._ Falo olhando para o teto novamente, quando desço meus olhos eles param no meu reflexo no espelho. Eu deveria colocar uma roupa se queria manter as coisas devagar entre nós dois. Ouço um suspiro pesado no /- É uma boa idéia._ Arregalo meu olhos até não poder mais quando percebo que havia dito aquilo em voz alta. Oh não, eu não havia dito a ele que estava só de roupa íntima.- Não foram essas palavras, mas agora que você esclareceu._ Ele completa e depois ri. Ri de verdade. E era um som tão contagiante, mesmo morrendo de vergonha e sentindo aqueles calores súbitos que só ele conseguia produzir em mim, minha risada acompanhou a /Ainda rindo levantei da cama e peguei uma camiseta velha, larga e comprida de propósito. Nada de provocações hoje./p
p style="border: 0px; outline: 0px; font-size: 15.12px; font-family: 'Lucida Grande', 'Lucida Sans Unicode', 'GNU Unifont', Verdana, Helvetica, sans-serif; vertical-align: baseline; list-style: none; margin: 1.286em auto; padding: 0px; line-height: 1.5; color: #2a2a2a;" /p
p style="border: 0px; outline: 0px; font-size: 15.12px; font-family: 'Lucida Grande', 'Lucida Sans Unicode', 'GNU Unifont', Verdana, Helvetica, sans-serif; vertical-align: baseline; list-style: none; margin: 1.286em auto; padding: 0px; line-height: 1.5; color: #2a2a2a;"Felicity não sabia o quanto ela estava me fazendo feliz com sua confissão. br /Ela admirava o que eu fazia pela cidade,era uma fã do Arqueiro. br /- Speedy._ Eu chamo Thea pelo comunicador enquanto corro de volta para o galpão. br /'Estou aqui Ollie'. Ela responde /- Felicity está com o carro, preciso que rastreie ele e não a deixe sozinha._ Eu peço me sentindo um idiota por ter discutido com John quando ele propôs colocarmos câmeras no carro. Adoraria ter aquelas câmeras instaladas agora. br /'Alguma sugestão?' Ela pede sem saber o que fazer. br /Procuro em minha mente algum lugar que tivesse pelo menos um número razoável de pessoas a essa hora. Mas uma movimentação mais à frente me /Encontro Roy correndo por entre as árvores lutando com três agentes, enquanto buscava um meio de se esconder. br /O mato era nosso aliado nessa luta, nos ajudava dando lugares para recuar e atacar. Armo meu arco e miro no joelho de um deles e atiro. Ele cai com uma flecha a atravessada em sua perna e um grito de dor, os outros dois perceberam minha chegada e ficaram mais alertas, divididos entre nós dois. br /Um deles chamar reforços pelo comunicador Roy aproveita esse deslize dele e o nocauteia em um golpe com os pés. Quando o último agente se vê sozinho com nós dois ele se rende, jogando seu bastão de choque no chão e se ajoelhando. br /- Eu estava dando conta._ Roy diz desanimado por eu ter acabado com sua brincadeira. br /- Domingo à noite, qual o lugar mais agitado da cidade?_ Pergunto a ele sem paciência para suas gracinhas. Ele me olha estranhando minha pergunta, mas olha em volta procurando /- Ela fugiu._ Ele concluiu certamente se referindo a Felicity.- Bom, qualquer bairro que tenha família está fora de questão. As pessoas trabalham amanhã, às que precisam pelo menos._ Ele pára e pensa um pouco e olho para mim como se tivesse se lembrado de algo.- A dezessete com a quinta._ Ele solta feliz consigo mesmo por ter lembrado. br /Claro. A dezessete com a quinta era a avenida mais badalada de Starling, clubes, bares gente por todos os /'Speedy'. Eu a chamo pelo comunicador. br /'Já estou enviando as coordenadas para ela. Mas ela vai seguir? Eu com certeza não seguiria as ordens de um carro'. Ela comenta distraída. br /'Ela sabe que o carro é meu, não vai duvidar de nada._ Garanto à ela mesmo sem ter certeza de que aquilo aconteceria. br /- O que vamos fazer com ele?_ Roy pergunta olhando de uma maneira intimidadora para ele. O homem se assustou com a pergunta dele. br /- Não não não. Eu não estou resistindo, eu me rendi._ Ele diz com medo de machucarmos ele. br /- Quando ela chegar no endereço me avise Speedy._ Digo para Thea ignorando a pergunta de Roy. br /'Está bem'. Ela responde prontamente e encerra a comunicaçã /Suspiro me sentindo um pouco menos preocupado com Felicity, sabia que se algo acontecesse Thea me avisaria imediatamente. br /Volto a focar minha atenção para os problemas ali presentes e encaro o guarda que está no chão. br /- Você tem cinco segundos pra sumir da minha frente._ Ele nem espera eu terminar de falar para se levantar e correr. Mas antes dele sumir me lembro de algo.- Espera._ Digo ao mesmo tempo que lanço uma flecha em sua direção. Ela passa de raspão pelo seu rosto e encontra seu destino no trono da árvore. O guarda fica petrificado no lugar, com medo da próxima flecha.- Onde está Waller?_ Eu tinha assuntos a tratar com aquela mulher, e eles não eram nada civilizados. br /- Ela, ela ela não está na cidade. Nós encontramos o fabricante da bomba, bomba, e ela foi para lá prendê-lo._ Ele gagueja nervoso, mas o que chama minha atenção é a informação sobre o tal fabricante. br /- Ela achou ele? Onde?_ Exijo me aproximando dele, que apesar de ser mais alto se encolhe. Ele maneia a cabeça negando freneticamente. br /- Ela não nos passa essa informação. Para ninguém._Ele garante sem gaguejar dessa vez. br /Era uma perda de tempo continuar ali lutando contra todos aqueles agentes se Amanda não estava lá. br /- Quando sua chefe voltar diga que eu quero falar com ela._ Eu puxo a flecha do tronco e a aguardo na aljava, o homem apenas balança a cabeça concordando.- E outra coisa._ Digo empurrando ele de encontro a árvore e usando meu arco para prendê-lo lá pelo pescoço e arranco sua máscara para olhá-lo diretamente nos olhos e me surpreendo. Eu o conhecia de outros tempos.- Se você ou qualquer outro agente, até mesmo Waller chegarem perto de Felicity Smoak de novo, vou esquecer qualquer civilidade e voltar a ser o outro Oliver Queen. E vocês não querem isso._ Não era uma ameaça, era um aviso. E pelo modo que ele me olhou ele sabia /Dou um último olhar de aviso a abaixo meu arco o deixando livre, ele me encara e olha para Roy de sair praticamente /- Até eu fiquei com medo agora._ Roy brinca rindo, mas eu reconheço a inquietação na sua voz. br /- Vamos embora._ Ele assente me seguindo, mas pára de /- Só uma pergunta._ Eu olho pra ele esperando.- Como vamos embora? Felicity levou nosso carro._ Eu havia me esquecido desse /- Speedy._ Chamo Thea mais uma vez, e a ouço suspirar do outro lado. Ela conversa com alguém e parece irritada. br /'John está a caminho, Ollie'. Ela com certeza está irritada. br /- O que houve?_ Pergunto preocupado e Roy também liga a comunicação com ela. br /- Nada que vocês precisem se preocupar._ Ela responde um pouco mais calma mas mesmo assim alterada. br /Olho para ele que entende o recado e começamos a correr novamente, mas dessa vez mais rápido. br /- Thea._ Roy diz começando a se preocupar também é nos escutamos ela discutir com alguém de /Várias coisas passam pela minha cabeça, coisas que poderiam ser perigosas e até fatais para ela. Não queria pensar se um dos tantos inimigos que o Arqueiro possuía tivesse encontrado a Cave e entrado lá, encontrando Thea sozinha e desprotegida. br /- Vocês dois, eu estou bem. São problemas com a Verdant, fornecedores são uma droga!_ Ela grita mas sabemos que não era conosco. Sinto um alívio imenso por meus medos não concretizados.- Só voltem inteiros, por favor._ Ela completa num murmúrio, certamente estava perto do tal fornecedor. br /- Estamos voltando._ Roy responde por nós dois e vejo o mesmo alívio nele. br /A comunicação foi cortada novamente e diminuímos a velocidade para uma caminhada rápida. br /Queria ir logo me certificar se Felicity estava bem, se ela havia seguido as instruções de Thea, e achar Waller e o maldito fabricante daquela bomba que havia começado tudo isso. br /Não demorou muito e avistamos um carro vindo rapidamente pela estrada, o carro parou e John abriu a porta descendo. Ele abriu o porta malas com fundo falso e Roy e eu começamos a guardar as armas e tirar os trajes. br /Se iríamos com o carro que eu usava normalmente com Oliver, não poderíamos entrar na cidade disfarçados. br /Entramos no carros apressados, ainda terminado de nos vestir, e John partiu em alta velocidade. br /Ele não estava com a melhor das caras. br /- E Lyla e Sara?_ Pergunto com medo da resposta que ele iria me dar. Ele me olha pelo espelho retrovisor e balança a cabeça, entendo como uma afirmação que elas são bem. Roy suspira aliviado ao meu lado. br /- Waller descobriu a ajuda de Lyla. Na verdade, foram as pesquisas dela que levaram Waller até Felicity._ Eu olho para ele surpreso por aquela informação e vejo ele desviar o olhar. Ele estava se sentindo culpado de algum modo. br /- Mas ela está bem?_ Decido ignorar o deslize de Lyla, eu sabia que ela nunca teria me entregado de boa vontade. Ele me olha mais uma vez e balança a cabeça novamente. br /- As duas estavam em casa, Lyla se assustou quando me viu chegar tão assustado. Waller bloqueou toda comunicação da casa para me impedir de falar com ela._ Eu o vejo aperta o volante com tanta força que seus braços tremem.- Waller quis apenas me assustar, provar que pode desaparecer com as duas. É uma ameaça velada._ Eu nunca havia visto John tão assustado. br /- Deixe Waller comigo. Ela não vai mais ser um problema._ Observo John me lançar um olhar inquisitivo pelo espelho e Roy se mover inquieto no banco ao meu lado. br /Eu sabia que eles estavam com medo por mim, medo que eu fosse cair na escuridão como eu mesmo havia contado para eles. Um mundo sem emoções, sem arrependimentos ou misericórdia. br /Mas eu não queria voltar para aquele lugar. br /Eu estava feliz, pela primeira vez em anos eu me sentia feliz apesar de toda a bagagem do Arqueiro. Me sentia leve, ainda sentia aquela sensação de sufocamento quando me lembrava dos anos anteriores. Ainda tinha pesadelos. br /Mas não me culpava mais. br /Eu sabia que nunca poderia apagar o que havia feito, mas me recusava a viver para sempre no amargo arrependimento. br /Eu estava de volta à minha cidade, minha casa, minha família. E não poderia pedir mais nada. Eu tinha até mais do que merecia. br /E tinha Felicity. br /Apesar do pouco tempo ela havia se tornado uma parte essencial de toda essa nova sensação de felicidade, ela fazia grande parte disso. br /E eu não ia desistir de tudo por causa de uma maluca. br /Eu tinha que pensar em um modo de tirar Waller do meu caminho definitivamente, e logo./p
p style="border: 0px; outline: 0px; font-size: 15.12px; font-family: 'Lucida Grande', 'Lucida Sans Unicode', 'GNU Unifont', Verdana, Helvetica, sans-serif; vertical-align: baseline; list-style: none; margin: 1.286em auto; padding: 0px; line-height: 1.5; color: #2a2a2a;" /p
p style="border: 0px; outline: 0px; font-size: 15.12px; font-family: 'Lucida Grande', 'Lucida Sans Unicode', 'GNU Unifont', Verdana, Helvetica, sans-serif; vertical-align: baseline; list-style: none; margin: 1.286em auto; padding: 0px; line-height: 1.5; color: #2a2a2a;"Felicity POV/p
p style="border: 0px; outline: 0px; font-size: 15.12px; font-family: 'Lucida Grande', 'Lucida Sans Unicode', 'GNU Unifont', Verdana, Helvetica, sans-serif; vertical-align: baseline; list-style: none; margin: 1.286em auto; padding: 0px; line-height: 1.5; color: #2a2a2a;" /p
p style="border: 0px; outline: 0px; font-size: 15.12px; font-family: 'Lucida Grande', 'Lucida Sans Unicode', 'GNU Unifont', Verdana, Helvetica, sans-serif; vertical-align: baseline; list-style: none; margin: 1.286em auto; padding: 0px; line-height: 1.5; color: #2a2a2a;"Eu estava enlouquecendo. Era isso. Não tinha outra explicação. br /"Dezessete com a quinta. Não pergunte. Apenas vá". br /O carro do Arqueiro estava me dizendo, literalmente, pelos auto falantes com uma voz robótica para ir à avenida mais conhecida de Starling. br /'Sério isso? O carro ORDENA que eu vá para um lugar, e eu vou'. Penso caçoando de mim mesma. Mas decido seguir a direção que havia sido dada. br /Eu devia ter caído quando criança. E batido com a cabeça muito forte, desconectando todo meu sistema neural sensato, mandando meu senso de auto preservação para o espaço. br /- Quem em sã consciência aceita ordens de um carro? Eu, é claro._ Começo a tagarelar enquanto dirijo ao bendito endereço que o carro havia me dado.- Por que não? Minha vida está uma bagunça mesmo, sentimentos que não deviam estar lá mas estão, heróis me dopando, duas vezes é importante ressaltar isso._ Não esqueceria isso tão fácil, duas vezes era sacanagem.- Uma maluca com pernas longas e cara de Cruela Devil, e claro a culpada de tudo, aquela maldita bomba._ Eu não deveria mas estava preocupada com aqueles dois. Eles haviam feito toda aquela bagunça só para me salvar, e agora eu não tinha idéia de como estavam. br /Não que eles pareciam precisar de ajuda, ainda menos a minha. Eles tinham derrubado todos os guardas, e era muitos guardas. br /Eles estavam bem, tinham que estar. Eles eram os heróis, e heróis sempre se dão bem no final. br /'Pensamento positivo, atrai boas vibrações e em consequência bons resultados' . Penso lembrando dos vídeos de relaxamento que havia assistido antes de conhecer Oliver pessoalmente. br /Eles estavam bem. br /Não demoro nada para chegar a avenida mas não sigo por ela. A última coisa que precisava era ser parada pela polícia no carro do Arqueiro, e ter que prestar esclarecimentos. Ao invés disso contorno toda a avenida por fora e estaciono em uma rua deserta e escura quase o suficiente para camuflar completamente o carro. br /Diferente do restante da cidade, a avenida estava muito movimentada para um domingo. O sol nem bem havia se posto o céu ainda estava naquele tom arroxeado, e os letreiros luminosos e multi coloridos dos bares e baladas já estavam piscando freneticamente. Era a primeira vez que tinha a oportunidade de ir até lá, e queria que fosse em outras circunstâncias. br /Não fazia idéia de como encontraria o Arqueiro ou Arsenal no meio de tanta gente e em um local tão bem iluminado. Eles não gostavam de lugares claros. br /- Sempre em movimento, sempre em movimento._ Repito constantemente tentando acreditar nas palavras dele e que ficar em movimento iria me manter salva. br /Entre tantas coisa para observar, tantos detalhes florescentes, grandes e iluminados o que mais me chamou a atenção no entanto foram as pessoas. br /As pessoas nessa parte da cidade eram muito diferentes das outras do outro lado da cidade, do meu lado da cidade. Ali, ao invés de sapatos confortáveis para caminhar o dia inteiro sempre com pressa, eram substituídos por saltos quinze, e alguns desafiavam a gravidade com seu design moderno. br /Não que não estivesse muito bonitas, eu mesma usaria algumas coisas que havia visto ali. br /Apesar de ser uma noite quente o suficiente para não precisar usar um casaco, eu desconfiava de todo aquele calor que aquelas mulheres estavam demonstrando com as saias minúsculas e pouco pano. br /Eu podia sentir o vento frio passar pelo tecido da minha calça jeans e arrepiar minha pele. Obviamente não na rua e não naquele clima. br /Mas também não estava vestida para frequentar aquele do mesmo jeito que eu estava reparando nas pessoas elas também estavam reparando em mim. br /O modo que me olhavam de esguelha como se eu não valesse o suficiente para que suas cabeças se virassem quando passava por eles. br /Não que eu quisesse se notada. Se havia um dia que eu queria ser invisível, esse era o dia. br /Mas era humilhante ser tão, ignorada. br /Eles também não eram as pessoas mais bonitas do mundo. Sim, possuíam mais dinheiro do que jamais sonharia ter um dia. Mas isso não os faziam melhores do que eu. br /Olho para duas garotas que riam exageradamente de alguma coisa que um rapaz muito bonito havia dito. Poderia apostar que não era tão engraçado assim, e de certo o rapaz tinha um belo Porsche amarelo estacionado em algum lugar por ali. br /De repente as duas percebem minha presença. Em algum momento eu havia parado de andar, e estava parada no meio da calçada olhando para os três. Tento disfarçar, olhando para os lados como se estivesse procurando alguém, mas percebo que as duas estão falando de mim. Rindo de mim. E isso me enfurece e me faz sentir mal ao mesmo tempo. br /Eles poderiam ser mais bonitos e ricos, mas eu era inteligente. Eu construiria um futuro brilhante, e ela dependeriam de seus pais para sempre. br /'Eu estou sendo uma invejosa arrogante, e não estou nem ligando'. Penso sorrindo sem a menor vontade para duas garotas que me encaravam sem se importar em disfarçar. br /Uma delas faz menção de se aproximar mas pára olhando para algo atrás de mim. br /- Felicity?_ Ouço uma voz familiar atrás de mim e me viro aliviada por alguém me conhecer ali. Quando me viro me deparo com Tommy Merlin me sorrindo como se eu fosse a coisa mais maravilhosa do mundo, e não posso evitar sorrir de volta. Ele tinha um sorriso contagiante. br /- Tommy._ Eu digo aliviada demais para disfarçar minha voz. Ele me olha estranhando meu jeito mas não diz nada. br /- Eu não sabia que você estava por aqui. Venha, junte-se a nós._ Ele passa o braço por sobre eu ombros me conduzindo a algum lugar. Mas eu paro quando me lembro o que eu estava fazendo lá e o que o Arqueiro havia dito. Me afasto dele. Não podia ficar parada.- Não vamos ficar parados, vamos dançar!_ Ele diz alegre demais para estar sóbrio. Minha vontade era me chutar por abrir a boca de /- Não posso. Desculpa Tommy,mas não posso ficar parada._ Mordo minha língua quando percebo o que havia dito.- Quero dizer, olha esse lugar!_ Agito os braços sinalizando toda a avenida.- Eu nunca havia vindo aqui antes. Não posso ficar parada em um só lugar, seria um crime._ Digo e rio de mim mesma pela piada. Certamente haveria um crime se eu ficasse /- Você nunca veio aqui antes?_ Ele parece muito surpreso com minha confissão, mas logo se recuperou e um sorriso infantil apareceu.- Então senhorita Smoak, sou seu guia da Dezessete com a quinta._ Ele diz com um gesto cavalheiro totalmente exagerado. br /Tommy devia ser a pessoa mais engraçada que eu já havia conhecido. Desde que ele havia me obrigado a seguí-lo por toda a avenida não havia conseguido parar de rir, seja por suas histórias malucas ou as situações que ele criava na rua quando encontrávamos alguém conhecido. E a cada minuto eu me preocupava menos com o motivo de eu estar ali, quase chegava a me /- Tommy, intervalo de cinco minutos, preciso voltar a sentir minhas bochechas._ Eu peço ainda rindo e massageando meu rosto que parecia ter vida própria. Ele ri ainda /- Mas eu nem comecei a falar as melhores. Oliver está na maioria delas._ Ele diz achando graça do meu ataque de risos. Eu paro de caminhar e olho para ele sem graç /Eu não queria falar de Oliver. Não com o melhor amigo /- Pelo jeito estou me metendo em algo que não é da minha conta._ Ele diz percebendo meu receio em falar sobre Oliver. br /- Não, não é nada. Só não quero me meter nas histórias dele._ Deus, havia falado demais de novo.- Não quis dizer isso. Não desse jeito._ Tento consertar mas pela cara que Tommy me observava, não estava /- Está bem, eu vou retirar o que ontem, e te dar mais um conselho sobre Ollie._ Nesse ponto, Tommy não sorria mais. Ele estava sério e me olhava nos olhos de modo incisivo.- Oliver não é nenhum santo Felicity, nunca foi. Ele era exatamente o contrário. Muito pior que eu se quer saber._ Olho para ele Ele estava mesmo querendo ajudar Oliver? Por que não estava dando certo, nem um pouco.- Ei, não faça essa cara ainda não terminei. Fica melhor, prometo._ Ele garantiu percebendo que eu não estava gostando do que ele estava me dizendo. Ele pareceu respirar fundo antes de começar a falar.- Oliver foi essa pessoa Felicity. Ele era o melhor companheiro de festas. Nós dois juntos éramos imbátiveis. Nós dois contra o mundo._ Ele começa a rir sozinho, provavelmente se lembrando das loucuras que eles viveram.- Mas então aquele acidente ocorreu._ Observei o riso de Tommy morrer como um passe de mágica e ele não parecia perdido em boas lembranças, não mais.- Eu perdi um irmão aquele dia Felicity. A pessoa mais importante da minha vida._ Não passou despercebido nem por mim e nem por ele, o fato dele ter excluído seu pai da posição que deveria estar. Ele pigarreou tentando contornar a situação e voltar para o seu relato.- Então ele voltou, e Deus eu me senti invencível novamente. Meu irmão estava de volta._ Os olhos dele pareciam mais vivos enquanto se lembrava disso, Tommy realmente amava Oliver como se fosse da família. Talvez mais que seu próprio /- Eu me lembro disso._ Eu disse quebrando conexão nas suas lembranças, ele me olhou sério, mais sério do que eu me lembrava de nunca ter visto antes.- Foi como se todos os holofotes do mundo estivessem aqui._ Eu me lembrava do trânsito infernal da manhã por conta de todos os jornalistas do mundo que haviam resolvido se instalar em Starling para registrar a volta de /- Mas não é a mesma coisa._ Tommy diz me surpreendendo. Ele desvia o olhar do meu e se apóia em uma grade de proteção que havia na esquina da avenida. Seu olhar perdido na movimentação noturna. Eu não tive coragem de interromper o que fosse que ele iria dizer.- Ele não é o mesmo. O que é uma boa coisa. Por que agora ele é o queridinho da cidade._ Havia uma mágoa não declarada na voz dele, mas não acreditava que ele tivesse percebido.- Todos estão cercando ele por todos os lados, seja em eventos que ele não quer ir mas é obrigado. Ou na empresa._ A forma como ele se referiu a QC me fez pensar que a mágoa que Tommy tinha não era contra Oliver, e sim com a empresa.- Eu não estou fazendo o menor sentido não é?_ Ele pergunta forçando uma risada e me olha analisando minha reação a tudo que ele estava me dizendo. Eu não saberia dizer qual era a minha cara naquele momento, mas eu acreditava no que ele estava /Desde que Oliver foi encontrado vivo, tudo o que a mídia tentava era trazer os podres dele de volta do lugar esquecido em que estavam, e em resposta ele promovia eventos beneficientes em nome da empresa e da família. Sempre que algo aparecia, ele tampava com algo /- O que estou tentando dizer, agora sem enfeitar muito a história, é que Oliver é um bom homem. E você é a primeira mulher com quem ele está se relacionando publicamente desde que retornou._ Ele se endireita me olhando sugestivamente, e segura minha mão colocando-a em seu braço novamente noa conduzindo de volta a nossa caminhada.- Pode não parecer grande coisa, mas eu sei que isso é um grande passo para ele. Ele não está brincando com você, Felicity._ Olho para ele querendo muito acreditar em suas palavras, ele me dá um sorriso delicado apertando mais firmemente minha mão em seu braço num gesto amigá /Por mais eu tivesse admitido para mim mesma que estava me apaixonando por Oliver, admitir para outra pessoa era outra coisa. As palavras dele haviam mexido comigo, saber que uma pessoa que conhecia Oliver tão bem que ele não estava apenas se divertindo comigo era muito tranquilizador. Eu nunca conseguiria agradecer esse cuidado que Tommy estava tendo comigo. br /Ele nem sequer me conhecia, mas me julgava boa o suficiente para ser sua amiga pelo simples fato de estar saindo com Oliver. br /- Depois de toda essa conversa tão intimista, posso dizer que somos amigos?_ Pergunto brincando tentando aliviar o clima tão sério que ficou no ar. Tommy me olha quase /- Eu não acredito que você não me considerava seu amigo!_ Ele praticamente grita chamando a atenção de pessoas que estavam próximas a nós. Eu me encolho envergonhada enquanto Tommy ri sem nenhuma vergonha. Seu celular toca e ele me pede um segundo.- Alô?_ Seja quem for no outro lado da linha, devia estar dizendo algo que não agradou Tommy em nada pela cara que ele fez.- Certo, eu já estou a caminho._ Ele desliga e me olha se desculpando.- Sinto muito Felicity, meu pai precisa de mim._ Ele diz exasperado. Algo me dizia que Tommy não tinha uma bom relacionamento com seu /- Não se preocupe comigo._ Digo rapidamente, me lembrando do por que estava ali. O Arqueiro, a bomba e a Cruela Devil. De repente me lembro do carro dele sozinho naquela rua deserta. Olho em direção a rua que havia deixado o carro. Será que ainda estava lá?br /- Felicity?_ Eu me assusto com Tommy, olho para ele que estava me olhando confuso.- Você está bem? Estou te perguntando se você quer uma carona mas você não parecia me /- Sim estou bem, eu tenho uns problemas de ausência. Desculpe._ Eu tinha acabado de dizer que possuía problemas neurais. Fazia sentido, de algum modo. Tommy me olha surpreso, mas disfarç /- Mas vai querer carona?_ Eu queria, eu queria ir pra casa e esquecer todo esse dia. Mentira, não queria esquecer meu passeio com Oliver. E talvez nem meu segundo encontro com o Arqueiro. Percebo que deixei Tommy esperando novamente e me apresso a dispensá-lo, precisava voltar ao /- Não se preocupe, deixei meu carro na rua de trás. É melhor você ir ver seu pai, pode ser algo sério._ Ele me olha com um sorriso de desdenhoso quando menciono seu pai. Definitivamente os dois não tinham um bom /- Malcolm Merlin sempre é sério._ Ele diz claramente ressentido com o pai, e me beija na bochecha se despedindo.- Te vejo na próxima festa de Tommy Merlin. Majestade._ Ele brinca com o sobrenome de Oliver, mas se referindo à mim e se afasta voltando pelo caminho que havíamos /Sorrio mesmo sem querer da sua brincadeira nada sutil e me encaminho de volta para o carro abandonado na rua de trá /A rua estava ainda mais deserta e mais escura apenas alguns poucos postes iluminado a rua, deixando as calçadas na total escuridão. Tive uma certa dificuldade em encontrar o ponto exato que havia deixado o carro mas suspirei aliviada quando o encontrei intacto do mesmo jeito em que eu havia deixado. Me aproximo do carro para ter certeza que estava mesmo intacto, e o inspeciono /- Como ele vai me encontrar?_ Pergunto a mim mesma olhando para os lados com medo de ficar naquela rua sozinha. Mas não havia o que fazer, decido voltar para avenida e esperar ele entrar em contato comigo de algum /Dou uma última olhada no carro antes de voltar para a avenida. Olho para o meu reflexo nos vidros das janelas que mais parecem espelhos de tão escuros e me sobressalto quando vejo um vulto aparecer atrás de mim. br /Minha primeira reação é tentar empurrar quem quer que seja e correr, mas ele nem se mexe quando o empurro. Ao invés disso ele me agarra pelos braços e me imobiliza. Quando tento me soltar e não consigo o pânico começa a tomar conta de /- Me solta!_ Eu grito assustada e ele me vira de frente para ele tampando minha boca para que não gritasse. Oh, Deus. Arqueiro. Ele tira a mão da minha boca e me solta bruscamente. Se eu não estivesse tão feliz por ser ele quem estava ali e não um bandido, eu teria brigado com ele. Não era nada educado me assustar assim. br /- Pensei ter dito para ficar em movimento e em um lugar movimentado._ Sua voz soou mais alta do que realmente estava pelo local silencioso. Ele parecia irritado. Comigo. Eu o encaro irritada também, esse jogo era pra /- Eu só vim me certificar se seu precioso carro ainda estava inteiro._ Eu rebati me sentindo estúpida por ter me importado com o maldito carro, ele nem parecia se importa com isso. br /Ele estende a mão e eu demoro um instante até perceber que ele queria a chave de volta. Pego no bolso da minha calça e jogo na sua mão, ele a segura e continua lá parado me olhando. Eu também o encaro, tentando em vão ver seu rosto. O fato de não conseguir enxergar seu rosto o deixa surreal e assustador ao mesmo /Dou um pulo assustada quando escuto o som do carro sendo destravado. Observo ele se aproximar e parar na minha frente enquanto abria a porta do motorista. Aquele perfume novo mas que era tão familiar me cerca por todos os lados me deixando /- Banco traseiro._ Ele diz antes de entrar no carro rapidamente me deixando desestabilizada do lado de fora. Preciso de um segundo para entender que ele queria que eu entrasse no banco de trás. br /Assim que entro no carro, ele arranca com o carro na maior velocidade possí /Entre ser dopada, ser sequestrada, e fugir daqueles malucos, a última coisa que eu esperava era o pânico de estar naquele carro comum Vigilante dirigindo como /Assim que chegamos em frente minha casa, reparei que ela estava completamente /- Nós verificamos sua casa._ Ele esclareceu o estado da minha casa. Eu o olhei dividida entre ficar agradecida com ele por tudo o que ele havia feito para me ajudar essa noite, ou brigar com ele por ter me colocado nisso /- Obrigado, por ter me salvado hoje._ Eu escolho a primeira opção. Ele inclina a cabeça na minha direção e depois balança ela aceitando meu agradecimento. E isso é o fim, abro a porta do carro para sair, mas hesito.- Adeus, Arqueiro._ Me despeço e desço do carro fechando a porta com cuidado. Mas ao contrário do que eu achei que ele faria, ele não saiu cantando pneu. Me afasto alguns passos do carro sem coragem de olhar para trás. br /- Felicity._ Escuto ele me chamando e me viro para o carro novamente. Ele estava com o vidro aberto para falar comigo mas fica mudo como se estivesse arrependido de ter me chamado, mas seu espero.- Talvez deva chamar alguém para ficar com você essa noite. Você parecia bem amiga do homem que estava com você agora a pouco._ Ele estava insinuando que Tommy e eu tínhamos algo além da nossa recente amizade? br /E por que, diabos eu estava constrangida com o que ele achava de mim? Ele não era ninguém para mim e logo eu nunca mais o veria. Não deveria me importar com o que ele pensava. br /- Eu não preciso de companhia, mas obrigada pela sugestão._ Eu mal conseguia falar de tanta vergonha que eu estava. Tentei andar para minha casa, mas minhas pernas não queriam me obedecer. br /Maldito seja, Arqueiro. Eu não queria deixá-lo pensando que eu tinha algo com Tommy. Era uma mentira, e eu não mentia. Querendo ou não, eu não conseguia mentir por isso evitava assuntos delicados. E agora queria estrangular esse ser verde, por me obrigar a esclarecer algo que não era da sua conta. br /- Não que seja da sua conta, mas ele era apenas um amigo._ Eu digo com muita dificuldade por causa da irritação que estava sentindo. Ele faz um som de desdem não acreditando em mim. Isso é o meu limite.- Você está duvidando do que eu estou dizendo?_ Ele não responde. Eu tinha que fazê-lo acreditar em mim, eu nunca mentia. Não mais. Nunca mais. Eu havia jurado nunca mais mentir. Por nada. Por ninguém. Outra sequela do meu namoro desastroso com Cooper.- Eu não minto. Nunca. Mas talvez vá aceitar sua sugestão._ Garanto a ele e me viro de volta para minha /E diferente a primeira vez, ele imediatamente liga o carro, fazendo um barulho ensurdecedor enquanto desce a rua sumindo na /A primeira coisa que faço assim que entro em casa e me certificar que todas as janelas e portas estão trancadas. br /A segunda é me sentar na minha cama tentando processar tudo o que havia acontecido, desde o passeio com Oliver a conversa franca com Tommy, sem ficar louca. br /Eu precisa relaxar. Havia acabado. Aquela magrela de pernas compridas nunca mais chegaria perto de mim agora que sabia que o Arqueiro me conhecia. Ele me ajudaria de novo, era isso que ele fazia. Ajudava pessoas em perigo. br /E tinha Oliver. Deus, eu estava caindo de novo. Tommy era suspeito para falar do melhor amigo, mas tudo o que ele havia me dito era verdade. Oliver não era o mesmo de anos atrás, e eu era a primeira mulher que ele saia publicamente sabia disso pelas colunas sociais. Eu acreditava nele. Só queria que as coisas fossem mais devagar, o rumo que meus sentimentos estavam tomando me deixava em pânico por que eram os mesmos de anos atrás. A mesma paixão desenfreada. br /'Pelo visto, puxei mais que seus olhos mãe'. Pensei irônica. br /Decido tomar um banho e dormir. Apesar de estar muito cedo ainda eu estava exausta. Deito na cama ainda de lingerie e toalha enrolada nos cabelos cansada demais para escolher uma roupa para /Fico encarando o teto esperando o sono me levar, mas uma terceira coisa me vem a mente. Me levanto vagarosamente da cama muito cansada, mas muito decidida a fazer o que iria fazer também. Pego meu celular esquecido na bolsa que está na sala e digito uma mensagem enquanto volto para o /" Seria estranho pedir para você vir dormir comigo?". Escrevo e clico em enviar, sem me dar conta do segundo sentido da pergunta. Quando percebo quase entro em pânico. Eu havia enviado uma mensagem com teor sexual para ele. Já estava escrevendo outra explicando a primeira quando o celular tocou. br /Era /- O-Oliver._ Atendi quase sem voz gaguejando.- Eu não quis dizer aquilo, foi em outro sentido._ Eu explico desesperada pela gafe que havia cometido. br /- Felictiy._ Ele me chama do outro lado e eu me calo, mortificada. Sento na cama e enfio a cara no travesseiro segurando minha vontade de gritar. Eu acho que era a única mulher na cidade, acho que no país que estava dizendo que não queria dormir com Oliver /- Oi?_ Consigo murmurar apesar da minha cara ainda estar afundada no /- Chego ai em dez minutos._ Ele avisa e me sento abruptamente surpresa por ele estar concordando com /- Oliver, você entendeu o que eu quis dizer? A primeira mensagem foi incompleta. Não era naquele sentido. Nesse sentido._ Digo categoricamente para ele compreender o sentido correto. br /- Eu sei exatamente o sentido que você está dizendo Felicity._ Ele garante e eu posso ouvir o sorriso em sua voz. E isso me faz sorrir també /- Só não quero te frustrar quando você chegar aqui._ Falo olhando para o teto novamente, quando desço meus olhos eles param no meu reflexo no espelho. Eu deveria colocar uma roupa se queria manter as coisas devagar entre nós dois. Ouço um suspiro pesado no /- É uma boa idéia._ Arregalo meu olhos até não poder mais quando percebo que havia dito aquilo em voz alta. Oh não, eu não havia dito a ele que estava só de roupa íntima.- Não foram essas palavras, mas agora que você esclareceu._ Ele completa e depois ri. Ri de verdade. E era um som tão contagiante, mesmo morrendo de vergonha e sentindo aqueles calores súbitos que só ele conseguia produzir em mim, minha risada acompanhou a /Ainda rindo levantei da cama e peguei uma camiseta velha, larga e comprida de propósito. Nada de provocações hoje./p
