(.com/watch?v=_BncEpEA7s4&feature=related)
- Mais rápido, Alice! – Pediu Bella, enquanto pulava a corda. Agora que era a vez dela, ela queria se divertir... E, claro, se mostrar para Edward. Afinal, "ele era o garoto com os olhos verdes mais lindos do mundo".
- Você vai cair, Bella! – A menina alta de cabelos negros e longos gritou em resposta.
- Não vou, não! – Bella retrucou Alice, que batia a corda para ela, junto com o seu primo (de cada amuada) Edward.
- É, Lice! Tá muito devagar! – Ele gritou para a prima, que o mostrou a língua. – Vai ser divertido, vamos! – Ele pediu de novo, e com um suspiro por parte de Alice, já que Edward havia se animado e estava sorrindo agora, eles começaram a aumentar o ritmo.
- Você é o melhor, Edward! – Bella gritou para ele, agradecendo. O menino corou, e desviou seus olhos do rosto de porcelana cheio de sardas da menina. Ele estava apaixonado por ela, claro: chegava a ser obcecado. Desde os nove anos ele nutria tal amor, mas agora, com 10, se achava homem o suficiente para namorar com ela e, quem sabe, segurar sua pequenina e delicada mão.
Foi por isso, para começar, que aceitou brincar com as meninas. Quem resistiria àquele anjinho de cabelos castanhos presos em duas marias-chiquinhas? Ela era perfeita, e ele faria tudo para agradá-la – incluindo ser cobaia de maquiagens, convidado para a hora do chá imaginário, ou pular corda cantando músicas de meninas. Ele seria até o papai, quando brincassem de casinha... Contanto que Bella fosse a mamãe. Agüentaria tudo, até sua prima-montanha Alice.
- Cuidado para não cair, Bella! – Esme gritou da janela da cozinha, enquanto lavava a louça. De lá, ela podia ver as crianças brincando no quintal. Edward, Alice e Bella estavam pulando corda e, mais afastado, Emmet espiava por baixo das saias das Barbies das meninas. "Incorrigível" era a palavra que melhor o definia. Mas fazer o quê? Ele era o Pimpolho da tia Esme...
- Ela não vai, titia Esme! – Edward a respondeu, e ela o olhou docemente.
- Mas se ela cair, você é quem vai cuidar dela, ouviu meu futuro doutor? – Ela brincou com ele, no que ele levou a sério. Sua tia tinha razão: se Bella se machucasse, ele, como o médico que seria algum dia, teria que cuidar dela.
- Tá bom, tia! Eu já sou grandinho! – Disse estufando o peito, e Bella quase tropeçou na corda. Mas ela continuou pulando, e Bella saiu tranqüila da janela, para fazer um lanche às crianças. Não tinha a mínima idéia de onde elas tiravam tal energia...
Passaram-se mais alguns segundos, mas, como Alice e Esme previram, Bella caiu. Ao contrário de outras crianças, ela não gritou ou chorou. Ela apenas se sentou e cobriu o joelho machucado, como se tivesse vergonha de seu arranhão. Preocupados com a amiga, Alice, Edward e Emmet (ainda com uma boneca na mão) correram até ela.
- Você está bem, Bella? – Alice perguntou, hesitante. Não tinha certeza do que fazer: acudir Bella ou chamar a mãe?
- S-sim... – Ela disse, mordendo o lábio inferior, numa tentativa de prender o choro.
- A gente devia chamar a tia Esme... – Emmet ia dizendo, no que Alice acenou com a cabeça em concordância. Mas Edward os interrompeu:
- Não! Eu prometi à tia Esme que cuidaria de Bella, e é isso o que eu vou fazer! Já sou bem hominho, posso cuidar de um machucado! – Bella sorriu para ele, inconscientemente: Edward era tão maturo... Tão... "Gente-grande".
- Mas Edward... – Emmet ainda tentou, mas o irmão mais novo o interrompeu de novo.
- E eu vou ser médico quando crescer, tenho que treinar!
- É, isso é verdade... – Alice ia dizendo, mas se interrompeu ao ver algo nas mãos de seu primo mais velho. – Emmet...? – Ela disse, respirando fundo.
- Fala, montanha! – Ele disse, animado, voltando-se para a prima. Ela realmente odiava o apelido, e aquilo só a deixou mais brava.
- Essa é a minha boneca na sua mão? – Ela disse, apontando para o brinquedo, sua mão trêmula. Emmet recuou um passo, mas acabou tropeçando e caindo no chão de bunda. Edward e Bella começaram a rir, mas Alice os ignorou, se aproximando do primo. – QUANTAS VEZES EU TE DISSE QUE NÃO QUERO VOCÊ COM AS MINHAS FILHAS, EMMET? – Vendo que aquilo iria longe, Edward agarrou a mão de Isabella e a puxou para longe toda aquela balbúrdia.
- Vamos, Bella. Eu tenho que cuidar de você. – E eles correram o mais rápido que Bella podia para dentro da casa.
Isabella Marie Swan sempre adorou as férias de verão. Não pelos motivos comuns – falta de aulas e viajar – mas pela presença de alguém especial. Desde os cinco anos de idade, Emmet e Edward vinham passar as férias na casa da tia deles. E, consequentemente, visitar Alice e Bella. E esta, desde os sete anos, nutriu sentimentos pelo mais jovem dos Cullen. Mas o que não tinha era a coragem para expressá-los.
Eles estavam no banheiro do quarto que Edward ocupava. Bella estava sentada no vaso sanitário, cuja tampa estava abaixada. Ela assobiava uma música, quando Edward achou o kit de primeiros-socorros.
- Tá doendo? – Ele perguntou, se agachando na frente da menina.
- Um pouco... – Ela disse, ao sentir a ferida fisgar quando ela mexeu o joelho sem querer. Naquele momento, tudo o que ela via eram os orbes verdes do lindo menino de cabelos cor de bronze à sua frente. Mas então ele piscou, e ela voltou à realidade.
- Hãn... Mamãe sempre lava o meu machucado. – Ele disse, corando e levantado-se rapidamente, tentando esquecer o impulso de dar um beijinho naqueles lábios pequenos e avermelhados (perfeitos).
- Mas vai arder! – Ela reclamou.
- Não vai... – Ele tentou acalmá-la, sem sucesso:
- Vai sim! – Disse, cruzando os braços e fazendo o bico.
- Tá, vai arder. – Ele disse, desistindo. – Mas é só não olhar, que aí não arde tanto.
- Jura? – Os olhos chocolates da menina brilhando de esperança.
- Palavra de escoteiro. – Ele disse, juntando os dois primeiros dedos e colocando na testa. Ela riu, e ele continuou: - Eu vou fazer bem devagar, tá? Pra não doer...
Ela concordou com a cabeça, e ele pegou um pouco de algodão dentro do kit e o embebeu com água da torneira. Passou levemente sobre o machucado, e Bella meramente contraiu os músculos da perna. Sem se deixar abalar, porém com mais delicadeza, o garoto continuou seu trabalho. Pegou o líquido vermelho (aquele que ardia) e passou na ferida. Depois, pegou um band-aid do Pernalonga e colou no joelho da menina.
- Terminei. – Ele disse, orgulhoso.
- Já? – Na verdade, ela nem sentiu muita dor.
- Já. Ainda tá doendo?
- Só um pouquinho.
- Hm... Mamãe sempre diz que um beijinho sara. – Bella corou quando Edward se aproximou de seu machucado, e depositou um beijo. Ele ficou encarando o joelho da menina por um instante, mas, de repente, exclamou: - Sorvete!
- O quê? – Ela perguntou, sobressaltada.
- Sorvete, Bella! – Ele disse, rolando os olhos. Não era óbvio? – Quando eu me machuco, eu tomo sorvete!
- Ah... Então tá. – Ela disse, ainda um pouco confusa. Ele a segurou pela mão, ficando praticamente roxo de vergonha, e desceu com ela as escadas. Já estavam na porta da frente, quando foram surpreendidos por Esme. Esta olhou para as mãos dadas das crianças, mas resolveu ignorar o fato para não deixá-las desconfortáveis.
- Aonde vocês vão, meninos? – Ela perguntou, sorrindo calorosamente.
- Comprar sorvete ali na esquina, tia! – Edward respondeu, animado.
- Muito bem, podem ir. Mas voltem antes de escurecer e se cuidem, ok?
- Tá... – Ele disse, revirando os olhos, e Bella riu. Sorrindo, ela perguntou:
- Cadê Alice e Esme, tia Esme?
- De castigo. – Ela disse, suspirando. – Eu os encontrei brigando por uma boneca! Eu esperava isso de Alice, mas não do meu Pimpolho... – Rindo do apelido, eles beijaram a bochecha de Esme e, ainda de mãos dadas, foram para a sorveteria do Seu Jack, logo ali na esquina da rua.
- Olha só quem resolveu me visitar... O jovem senhor Edward Cullen. Pensei que não viria pegar nenhum picolé de chocolate esse verão! – O velhinho de cabelos brancos disse, fingindo decepção. – Me trocou por aquele velho ranzinza do Franz? Os sorvetes dele não são tão bons quanto os meus, menino... – Ele disse, se irritando. Então, Edward achou melhor acalmar o idoso, antes que ele tivesse algum enfarte:
- Não, não! Eu só estive... Ocupado. – Disse ruborizando, ao ver Bella (que ria com a situação). Então o velhinho viu a garota, e abriu um sorriso compreensivo.
- Ah... Vejo que trouxe a namorada. – Edward acabou de criar um novo tom de vermelho escuro, e Bella estava bem próxima da cor do amigo. Vendo a vergonha do "jovem casal", Jack resolveu perguntar o que eles queriam: - Então, Edward... Um picolé de chocolate para você. E a senhorita vai querer o quê...?
- Hm... Tem de framboesa? – Ela perguntou, ficando nas pontas dos pés e tentando ler o cartaz de sabores.
- Claro... Vão ser U$2,50. – Ele disse para Edward, que pagou mesmo sob os protestos de Bella.
Agora eles estavam sentados em um banco de uma praça, tomando seus sorvetes. Palavras não eram necessárias, o silêncio os fazia bem. Mas o garoto não conseguia ficar muito tempo sem ouvir a voz aveludada da menina:
- Você está melhor? – Ele perguntou, tentando achar algum assunto.
- Eu nem lembrava mais do machucado... – Ela disse, sorrindo, no qual ele a correspondeu. Ela não se importava que o reflexo do sol no aparelho do garoto quase a cegou, ela só queria vê-lo sorrir para ela. – Sua boca está suja de chocolate. – Ela acrescentou, se inclinando para o amigo e limpando o canto dos lábios dele.
- Obrigada. – Ele disse sem jeito, depois que ela terminou de limpar. Vermelho poderia ser seu tom original de pele agora... Já que, sempre que ele conseguia deixar de corar, ele voltava a ruborizar. E, mais uma vez, o silêncio predominou. Mas dessa vez, ele foi cortado por Bella, em um simples murmúrio:
- Ah, não... – O sorvete dela caiu ao chão.
- Você quer o meu? – Ele ofereceu, como um pequeno cavalheiro, mas ela negou. Por mais que ela quisesse o sorvete, ela nunca diria a Edward isso. – Tem certeza, Bella? Você está meio que encarando... – Ele perguntou, sorrindo torto e arqueando uma sobrancelha, no que ela corou.
- Hm... Tá, eu quero um pouquinho. – Ela disse, sorrindo timidamente. Eles cruzaram as pernas em cima do banco, virando um para o outro, e Edward segurou o picolé entre os dois. Rindo, Bella se aproximou com os olhos fechados, para lamber um pouco. E ele não resistiu, não o queria fazer mais.
Foi em um impulso que ele abaixou o picolé e colocou os seus lábios no lugar.
Ele não disse a Bella antes, mas a boca dela também estava suja. Lindamente vermelhinha, cor framboesa. E ele nunca a diria isso, mas ela também tinha gosto de framboesa... Ela era deliciosa.
O beijo era para ser apenas um selinho, mas não foi isso o que aconteceu. Bella esperava lamber um sorvete, então era de se esperar que a sua língua estivesse presente. E Edward não se deixou para trás. Foi com uma tempestade de emoções que as línguas deles se tocaram, brincando entre si. Mas, por mais que o amor fosse uma emoção marcante, a vergonha também o era. Então, como se tivessem combinado, ambos exclamaram, após se separarem:
- ECA! – E esfregaram os lábios, como se isso fosse tirar o gosto do outro. Não que algum deles quisesse isso, muito pelo contrário. Bella virou o rosto para o lado, tomada pela vergonha, mas Edward a queria mais perto. Ele a amava, e queria que Bella fosse sua namorada desde o verão passado. E ele conseguiria isso.
- Bella... Você quer namorar comigo? – Ela se virou para ele rapidamente, tomada pelo susto. Ela havia ouvido mesmo aquelas palavras? Era um sonho se tornando realidade...
- Sim! – Ela disse, o abraçando. Um largo sorriso tomou conta dos lábios do menino, e ele deixou seu sorvete cair ao chão. Ele não se importava mais com isso... Queria apenas abraçar com decência a amiga. Namorada, quero dizer. Sem interromper o abraço, ele sussurrou no ouvido dela:
- Quer casar comigo? – Ela riu baixinho, e ele sorriu. Era mesmo um pouco cedo. Quem sabe dali há uns dois anos?
- Quero... Mas depois de algum tempo.
Ficaram assim por mais uns instantes, mas ele quis sentir os lábios da menina novamente colados aos seus. Desejava sentir aquele calor, choque... Seja lá o que fosse aquilo, novamente. Então ele a puxou pelo queixo, lentamente, e depositou um selinho em seus lábios. Ele queria outro beijo de língua, mas não tinha muita mais coragem – suas pernas ainda estavam bambas por causa do primeiro beijo e do pedido de namoro.
- Está ficando escuro, Edward... A gente tem que voltar. – A menina disse, tristonha. Sua testa estava colada à do namorado, e eles se fitavam.
- Ah... A gente não pode ficar? – Perguntou, fazendo biquinho. Rindo, ela respondeu:
- Não... A não ser que você queira levar uma bronca de sua tia.
- Mas eu quero ficar mais tempo com você!
- Eu vou posar na sua casa hoje...
- Sério? – Ele perguntou, seu rosto se iluminando.
- Ahan. Lice pediu à minha mãe hoje, quando eu cheguei. E ela deixou... – O menino sorriu, e a puxou para uma árvore. – Edward, o que você está fazendo? – Bella perguntou, confusa.
- Ah... Eu quero deixar isso gravado para sempre.
- O quê?
- Você vai ver, Bella... – Ele se abaixou, e pegou a pedra mais afiada que conseguiu achar. Desenhou um coração na casca, e Bella pulou, de repente compreendendo. Dentro, ele escreveu "EDWARD + BELL 4EVER".
- Por quê 'Bell', Edward? – Ela perguntou, confusa.
- É que o 'a' não coube... Desculpa? – Ele perguntou, temeroso. Ela apenas sorriu e segurou a mão dele.
- Eu adorei. Agora você só tem que me chamar assim... – Ele sorriu em resposta, e eles foram embora.
- Você beijou a Bella? – Emmet perguntou, de boca aberta (literalmente).
- Não te interessa, Emmet. – Edward disse, já se irritando.
- Mas você disse que vocês tão namorando!
- E? – Ele perguntou, fingindo descaso. Então Emmet se deixou cair na cama, impressionado.
- Eu não acredito que o meu irmãozinho beijou na boca antes de mim! – Ele murmurou, lentamente. E Edward começou a rir.
- É, o que se pode fazer? – Edward provocou, se sentando no chão, já que o irmão estava na sua cama. Já eram 21:30, e tio Carlisle os havia mandado ir dormir. No quarto ao lado do dele, Alice e Bell estavam, provavelmente, dormindo. Ele também o estaria, se não fosse o besta do seu irmão invadir o seu quarto.
- Péra aí, Edward! – Emmet disse, se levantando de um salto, ao se lembrar de algo. – Você olhou debaixo da saia dela, né?
- Não... – O mais novo disse, confuso. Será que ele fez alguma coisa errada?
- Ah, Edward! Será que eu tenho que te ensinar tudo? – Emmet disse, massageando as têmporas. – Quando você tá namorando uma menina, você tem que olhar a calcinha dela... Todos os adultos fazem isso.
- Até o papai? – Edward perguntou, surpreso.
- Até o papai. É... Como era a palavra mesmo? Essencial! Foi isso o que ele disse!
- E o que isso significa?
- Que é questão de vida ou morte, acho. – O moreno disse, dando de ombros, e Edward abriu a boca.
- E será que ainda dá tempo de eu fazer isso?
- Ah... Acho que sim. Contanto que você faça direito...
- Direito? Como que faz isso, Emmet? – Edward perguntou, os olhos arregalados.
- Eu não sei... Ela tem que dizer que gostou, aí você fez direito.
- E se ela não disser nada? E se ela não gostar? – Ele estava amedrontado.
- Aí você fez errado, ué... – Era tão simples!
- Mas eu não quero errar, Emmet! O que eu faço?
- Hm... Que tal treinar? – Até que era uma boa idéia... A não ser por um detalhe:
- Com quem que eu vou treinar?
- Alice?
- Não, ela é muito grande.
- E Lauren?
- Ela é minha amiga!
- Humf. Você é muito exigente. – Emmet disse, cruzando os braços. – O que você acha da Victoria, aquela ruivinha que se mudou pra cá semana passada?
- Aquela gordinha?
- Ah, não! Tudo bem negar a Alice (até eu faria isso), mas a Victoria não! Você viu a mãe dela, que gostosa?
- Eu não vou levantar a saia da mãe dela, Emmet! E sim a da Victoria!
- Você é quem sabe... – Ele disse, indo embora e deixando um Edward completamente confuso para trás.
- Eu não acredito! Eu não acredito! Você e o Edward juntos? Me conta tudo, Bella! – Alice disse, pulando na cama.
- Mas eu acabei de te contar tudo, Alice! – Ela respondeu, confusa.
- Então conta de novo, oras!
- Ah... Tá. – Ela disse, e recomeçou a história, desde a parte do banheiro.
- Vai logo, Edward!
- Eu não sei se quero fazer isso, Emmet.
- Você quer sim! É pela Bella! Agora toca logo essa campainha!
- Tá, tá... – Ele disse suspirando, e apertando o botão. Alguns segundos depois, uma menina um tanto gordinha atendeu a porta. Victoria.
- Edward? – Ela perguntou, ao ver o menino. O irmão desse já havia se escondido atrás de um arbusto. Edward engoliu em seco, e disse tudo de uma vez:
- Eu posso ver sua calcinha?
- O quê? – Ela perguntou, fechando a porta atrás de si.
- Eu... Posso ver a sua calcinha? – Ele perguntou, mais lentamente.
- Hãn... Talvez. Depende...
- Depende do quê? – Ele perguntou, desesperado.
- Só se você me der um beijo.
- O quê?
- É isso, Edward. Ou você me beija, ou nada feito.
- Tudo bem... – Ele o fazia por Bell, e somente por ela.
- Acorda, Bella! – Alice disse, pulando no colchão da amiga.
- Ai, Alice... O que foi? – Ela perguntou, sonolenta.
- Você dormiu tanto que os meninos até saíram!
- Jura? – Ela perguntou, esfregando os olhos.
- É. E dentro de "meninos", tem um Edward Cullen. – Bella se levantou de um salto e correu para o banheiro. Escovou os dentes, tomou um banho bem rápido e desceu as escadas correndo, com Alice atrás dela. Não que ela fosse ciumenta, mas ela queria ver Edward... E pensou que ele queria o mesmo.
- Você sabe aonde eles foram? – Ela perguntou para a amiga, já na calçada.
- Hm... Acho que ouvi o Emmet dizer algo sobre a Victoria. Quer ir na casa dela?
- Quero sim! – Bella disse, puxando Alice pelo braço e praticamente correndo. Não sabia o porquê, mas tinha um mau pressentimento.
Beijar Victoria não tinha a menor graça, não era nada comparado a beijar Bell. Mas ele o fazia, por obrigação. Ele queria que Isabella gostasse de tudo nele. Mal ele sabia que ela não estava gostando nada do que estava vendo agora.
- Como pôde, Edward? – Ela gritou, chorando. Alice tentava consolá-la, em vão. Sem gastar mais um segundo ali, Bella saiu correndo, deixando Edward desolado.
Ela voltou para a sua casa, e só contou o ocorrido para sua mãe. Edward também voltou para a sua casa, mas apenas para a sua mãe e ir embora. Ele havia estragado tudo, sabia disso. E ele não atormentaria mais Bell por causa disso.
