A viatura mal estacionou em frente à pousada em reforma e Jared saltou do carro e correu para dentro do velho casarão. Ele nem reparou no corpo de Ulrike meio encoberto pela neve. Assim que atravessou a porta se deparou com a última pessoa que imaginaria encontrar ali, ainda mais portando uma arma de fogo.

– Julie...? – Jared estacou ao vê-la apontar a arma para ele. – O que faz aqui? E por que essa arma?

– Ao menos uma vez na vida, Jared, seja sincero comigo. – Julie disse com uma firmeza que Jared jamais ouvira em sua voz meiga e vacilante. – Você me amou em algum momento.

– Julie, esse não é o momento... O Jensen...

– Responda! – Julie atirou e a bala passou chispando ao lado da cabeça de Jared.

– Eu amei você, Julie. – Jared respondeu com a voz trêmula. – De verdade, mas...

– Mas...?

O detetive Kane aompanhado por mais dois policiais parou na soleira da porta ao ver que a mulher estava armada.

– Quando te conheci, eu já amava o Jensen. – Jared admitiu. – Por mais que você fosse maravilhosa e eu te amasse muito... O que eu sentia por você não chegava perto do que eu sentia por ele.

– E agora ele voltou e corresponde aos seus sentimentos... – Julie ficou pensativa. – Acho que você nunca se deu conta do quanto eu te amo, não é? Acho que você nunca sequer pensou no que eu sou capaz de fazer por você, não é mesmo?

– Julie, o que você fez? – A leve suspeita que Jared sentira ao ver a mulher armada se transformou em certeza ao ouvi-la falando daquele modo.

– Srª. Padalecki! – O detetive Kane chamou. – Por favor, largue a arma e vamos conversar.

– Já estou conversando. – Julie disse sem se abalar. – Com o meu marido.

– Mas, srª. Padalecki... – Kane tentou insistir, mas foi interrompido por Jared:

– Detetive, por favor, deixe eu falar com ela. – Jared pediu. Quando Kane concordou com um mover de cabeça, Jared foi andando lentamente em direção a esposa. – Julie, onde estão o Jensen e o Morrison?

– Jensen matou o Morrison. Não sei quem matou a vadia lá fora... – Julie deu de ombros.

– Vadia lá fora...? – Jared olhou para trás e recebeu um gesto de confirmação de Kane. Preocupado, Jared voltou a olhar para Julie. – Cadê o Jensen?

– Esqueça o Jensen por um segundo e pense em mim. – Julie disse cheia de amargura. – Você acha mesmo que eu não sabia dos seus casos, Jared? – Ela sorriu com deboche e dor. – Eu sabia de todos eles. Todos... Mas, por mim, tudo bem, contanto que você continuasse comigo. Mas aí veio o famoso Jensen Ackles e você caiu de quatro por ele, de novo, e até queria fugir com ele para longe de mim.

– Julie, foi você quem matou a Flores? – Jared perguntou cheio de cautela.

– Não tive escolha. Ela estava falsificando aquele documento para você me abandonar.

– E o O'brien?

– Ele iria te complicar ainda mais com a polícia. – Julie justificou-se.

Jared engoliu em seco.

– Julie, por favor, me diga o que você fez com o Jensen.

– Com o Jensen? – Ela sorriu de um jeito estranho. – Eu não fiz nada com ele.

Julie abaixou a arma. Jared ficou aturdido. Será que aquilo significava que Jensen estava bem ou...? Ele correu até o interior do hotel. No centro do enorme salão de jantar havia o corpo sem vida de Morrison. Um tiro na testa dado por Jensen, segundo Julie. Mais a frente Jared viu Jensen sentado em uma cadeira. Aos seus pés havia o corpo de Lockhart.

Jared se aproximou um pouco. Jensen não pareceu percebê-lo. Seu olhar estava longe, quase como se ele estivesse em choque. Talvez realmente estivesse. Jared, então, parou a sua frente. Jensen não pareceu vê-lo.

– Jensen... – Jared chamou. Jensen lentamente voltou o olhar para ele. Seus olhos estavam repletos de lágrima.

– Eu matei o Morrison, Jared. – Ele disse numa voz rouca e carregada de dor. – Eu pensei que ele fosse me matar, mas era o Lockhart quem me queria morto.

– Jensen, o Lockhart...? – Jared havia escutado a estranha conversa de Lockhart com alguém no telefone e por um tempo até suspeitara dele, mas agora, ao vê-lo morto aos pés de Jensen, ele não sabia se o homem realmente tinha culpa de alguma coisa. Não foi Julie quem matou todo mundo? Será que Jensen também havia matado o chefe?

– Não fui eu. – Jensen entendeu seu olhar. – Ele tentou convencer a Julie a me matar, mas ela acabou atirando nele.

– Você está machucado, querido? – Jared se inclinou para abraçá-lo.

– Torci o tornozelo. Só isso... – Jensen pousou a cabeça no peito de Jared.

– Você está bem, Dr. Ackles? – A voz de Kane se ouviu. Jared se afastou de Jensen e encarou o detetive.

– Não graças a você. – Acusou. – Se tivesse me escutado desde o princípio nada disso teria acontecido.

– E naquelas circunstâncias quem acreditaria em você? – Kane se defendeu. – Já pedi para emitirem um mandado de prisão para a garota do bar. Seus amigos já foram libertados. Sua esposa vai ser conduzida para a delegacia, assim como o Dr. Ackles aqui...

– Ele está em estado de choque. Ele precisa de cuidados médicos. – Jared disse com firmeza.

– Que bom que nós temos um aqui. – Kane piscou para Jared. – Olha, quanto mais rápido esclarecermos a coisa, mais rápido tudo termina e você pode ir para casa.

Jared suspirou profundamente e ajudou Jensen a ficar de pé. Os dois foram conduzidos a delegacia onde Jensen prestou depoimento. Jared estava esperando do lado de fora da sala de Kane quando seu pai chegou e o abraçou.

– Ah, meu filho, graças a Deus! – Jared o abraçou de volta. – Ainda bem que não estão mais acusando você.

– Mas e quanto ao Jensen? – Jared se dirigira ao advogado ao lado de seu pai. – O que vai acontecer com ele?

– Bom, ele matou um homem inocente. – O advogado deu de ombros. – Mas como ele foi coagido a esse ato, talvez o júri considere isso como legítima defesa. Se esse for o caso, as chances dele conseguir uma pena bem pequena...

– O quê?! – Jared perguntou horrorizado. – Mesmo tudo tendo sido armação do Lockhart o Jensen ainda pode ser preso?

– Ele matou uma pessoa, Jared. – Seu pai deu um tapinha em seu ombro. – Mas não se preocupe com isso agora. Estou pagando o melhor advogado que conheço para cuidar do caso dele.

– E por que isso, pai? – Jared estava realmente curioso. – Duvido que o senhor aprove minha história com o Jensen...

– Eu realmente não aprovo, mas te conheço bem o bastante para saber que você é capaz de fazer qualquer loucura por ele. – seu pai disse. – Sendo assim, é melhor eu ajudar do modo legal a te deixar infringir todas as leis existentes para tentar salvá-lo.

– Obrigado, pai. – Jared voltou a abraçá-lo.

II

Jensen estava nervoso. O promotor terminara de fazer o discurso final. Ele fizera uma longa acusação do comportamento doentio de Jensen dizendo que ele deveria saber que Morrison só queria protegê-lo e não matá-lo. A esposa e o filho de Morrison também estavam ali e testemunharam contra Jensen dizendo que o homem era a criatura mais doce e inofensiva da face da terra e que não merecia ter sido morto. Jensen escutou tudo calado. Ele concordava coma família de Morrison. O homem não merecia ter morrido. O promotor terminou seu discurso pedindo ao júri que condenasse Jensen por assassinato e não considerasse seu ato como legítima defesa.

Quando o homem voltou ao seu lugar e seu advogado de defesa se levantou, Jensen olhou para trás, Jared estava ali lhe dando apóio. Jensen sorriu. O advogado fez um discurso inflamado lembrando ao júri como Lockhart manipulara não apenas Jensen, mas o próprio Morrison. De acordo com ele, Jensen foi uma vítima levada a cometer tal ato e por isso não deveria ser condenado.

– Olhem para esse homem. – O advogado pediu ao júri. – Por favor, olhem atentamente para esse homem. – Homens e mulheres do júri o encararam. Jensen se encolheu e baixou os olhos. – Senhoras e senhores do júri, quão mais esse homem precisa sofrer? Por que ele está sofrendo. Ele é um médico. Seu papel é salvar vidas e ele foi levado a tirar a vida de alguém. A vida de uma pessoa muito próxima a ele. Tenham certeza que o momento em que ele puxou aquele gatilho foi o mais difícil da vida dele. Tenham certeza que em todos os dias da vida dele ele vai se lembrar daquele momento e vai sofrer tanto quanto está sofrendo agora. – O advogado fez uma pausa. – Senhoras e senhores do júri, decidam os senhores se esse homem realmente precisa sofrer mais.

O advogado se sentou. O júri se reuniu para dar o veredicto. Não se passaram nem quinze minutos quando o júri voltou. O juiz perguntou qual era a decisão do júri. A representante se pronunciou.

– A decisão do júri é que o Dr. Jensen Ross Ackles é culpado pela morte do Dr. Arnold Ted Morrison, todavia o júri aconselha que o Dr. Ackles não seja condenado a nenhuma pena, uma vez que já sofreu o bastante pelo ocorrido.

O juiz levou a mão ao bigode fino. Jensen prendeu o fôlego.

– O conselho do júri será aceito. O Dr. Jensen Ross Ackles é culpado pelo assassinato do Dr. Arnold Ted Morrison, mas não receberá nenhuma pena.

Jensen suspirou aliviado. O advogado deu uma batidinha em suas costas. Jared correu até ele e o abraçou. Saíram do tribunal lado a lado. A imprensa estava toda ali fotografando, filmando e enfiando microfones em seus rostos. Jensen entrou rapidamente no carro, uma enorme limosine, ao lado de Jared e se recostou no banco quando o veículo começou a se mover.

– Graças a Deus acabou. – Suspirou. – Achei que eu sairia dali direto para a cadeia.

– Nunca, Jensen. – Jared falou. – Qualquer um com um mínimo de cérebro saberia que você não teve culpa de nada. Lockhart te levou a fazer aquilo.

– Obrigado por me apoiar, Jared. – Jensen segurou a mão de Jared. – Eu não sei o que faria sem você, amor.

O motorista lhes lançou um olharzinho estranho pelo retrovisor. Jared acionou o dispositivo que separava a parte do motorista da parte dos passageiros. Jensen sorriu e balançou a cabeça.

– Ele só está curioso, Jay. – Disse com falso queixume. – Não precisava fazer isso.

– Bom, se eu não fizesse isso, como eu conseguiria foder com você nesse banco sem que ele ficasse olhando?

– Jay, você não... – Jensen olhou para Jared cheio de incredulidade. Quando o moreno tirou um tubo de lubrificante do bolso, Jensen balançou a cabeça. – Você é inacreditável. Estava planejando isso desde quando? E se eu fosse condenado?

– Eu sabia que não seria. – Puxou o rosto de Jensen para um beijo molhado. – Se você fosse condenado, eu simplesmente arrumaria um jeito de ser preso também, aí ficaríamos juntos na cadeia.

– Do jeito que você é louco, eu não duvido disso. – Jensen o abraçou e descansou a cabeça em seu ombro. Jared o puxou mais para junto de si e começou a beijar seu pescoço fazendo a pele de Jensen se arrepiar.

– Amo você, Jensen. Nunca duvide disso...

Jared, então, o fez deitar no banco e ficou sobre ele o beijando e despindo, cheio de afobação, como se Jensen fosse uma fonte de água para um viajante sedento. É claro que Jensen não resistiu. Ele se entregou aos beijos e permitiu que Jared o despisse completamente. Quando estava totalmente nu, Jared se afastou um pouco para observá-lo.

– Você é realmente lindo... – Jared disse quase sem fôlego antes de voltar a mergulhar em seus lábios enquanto seus dedos apertavam seus mamilos rijos fazendo Jensen gemer.

Jensen levou as mãos às roupas de Jared a fim de despi-lo, mas o moreno afastou suas mãos de seu corpo. Jensen franziu a sobrancelha completamente confuso, mas Jared apenas sorriu e começou a se despir sozinho de uma forma bem lenta e sensual. Jensen abriu um sorriso. Adorava ser seduzido por Jared.

Quando Jared estava completamente nu ele voltou a colar os lábios nos de Jensen. Então ele pegou o tubo de lubrificante e derramou sobre dois dedos. Jensen sorriu e se preparou para recebê-los. Ficou surpreso ao ver que Jared não levou os dedos até sua entrada que latejava de desejo, mas os penetrou em si mesmo de uma forma tentadoramente sensual.

– Jay? – Jensen perguntou incrédulo. Jared iria se entregar para ele?

– O que foi, gostosão? – Jared sorriu daquele jeito bem sacana que Jensen adorava. – Você não me quer?

– Ah, eu quero sim! – Jensen disse levando as mãos à cintura de Jared apertando-a com força de um modo que deixaria marcas. – Eu nunca quis nada tanto quanto eu te quero agora!

– Então é isso que você terá... – Jared cantarolou enquanto se alargava. Jensen já estava quase subindo pelas paredes de ansiedade quando Jared finalmente se deu por satisfeito com a preparação. – Estou pronto para você...

Seu sussurro sexy, sua expressão de menino num corpo monumental de homem e seu perfume de macho faziam Jensen mais duro do que já estivera em qualquer ocasião em sua vida. A pouca sanidade que Jensen ainda tinha desceu pelo ralo quando Jared levantou o corpo, depois voltou a baixá-lo engolindo-o lentamente. Jensen segurou com força a cintura de Jared o ajudando a se encaixar em torno de seu membro pulsante. Quando Jared se abaixou por inteiro, montando-o, Jensen arfou. Jared era quente e deliciosamente apertado. Só de estar dentro dele, mesmo sem se mover, Jensen já se sentia no céu.

Mas Jared não tinha planos de ficar como uma estátua sobre Jensen. Jared começou a rebolar lentamente, apenas atiçando o namorado que gemeu com voz rouca de prazer. Depois ele começou a subir e descer num ritmo frenético, como se estivesse cavalgando um cavalo arisco. Jensen quase foi à loucura quando Jared parou tudo e apenas deu mais uma reboladinha sobre ele.

– Ah, Jay, assim você vai me matar... – Jensen murmurou.

– Você não viu nada, baby... – Jared voltou a cavalgá-lo.

Jensen estava indo à loucura. Se Jared continuasse com aquilo, ele não duraria muito. E não durou. Logo Jensen explodiu dentro de Jared. Aquele tinha sido um de seus melhores e mais intensos orgasmos. Mas ao olhar para Jared, Jensen percebeu que ele não havia chegado lá.

– Desculpe, querido, eu vou... – Jensen levou as mãos até o membro ainda rijo de Jared, mas o moreno voltou a afastar suas mãos com um sorriso brincalhão e ao mesmo tempo sexy como só ele conseguia sorrir.

– Suas mãos são uma delícia, Jen, mas eu prefiro seus lábios...

Jensen, então, sorriu. Jared se moveu sobre ele e praticamente montou em seu rosto encaixando seu sexo túrgido entre seus lábios. Jensen alisou a pontinha com a língua, depois a sugou lentamente. Jared gemeu alto e se afundou mais dentro da boca de Jensen que o aceitou inteiro. As mãos de Jensen foram parar nas nádegas de Jared ajudando-o a se firmar naquela posição enquanto sua boca fazia uma sucção firme em seu sexo. Jared, então, rebolava e gemia alto fazendo os sentidos de Jensen se turvarem. Quando ele se derramou em sua boca, Jensen engoliu o máximo que pôde.

Jared ainda ficou um tempo na mesma posição, seu sexo esmaecendo aos poucos ainda dentro da boca de Jensen. Por fim, com um gemido meio frustrado, ele se sentou no banco em frente ao de Jensen e ficou apenas o observando. O peito de Jensen subia e descia num ritmo suave, seus olhos ainda estavam escuros do prazer que recebera e de seus lábios sensuais escorria um pouco de sêmen.

– É incrível como você fica lindo de qualquer jeito... – Jared sussurrou. – Você é perfeito.

– Não. – Jensen se virou de lado se apoiando sobre um cotovelo. – Você é.

Jared abandonou o banco e foi se ajoelhar no chão diante de Jensen. Os dois se olharam em silêncio por um longo tempo, depois se beijaram apaixonadamente. Sabiam que quando chegassem em frente o edifício onde Jensen morava haveria uma multidão de repórteres esperando por eles ali. Sabiam que a imprensa e as pessoas continuariam os criticando por um longo tempo, mas não se importavam com isso. O importante era que estavam juntos e continuariam assim.

Um ano depois...

Jared saiu da sala de cirurgia com o suor escorrendo pelo rosto e pescoço. Cinco horas de cirurgia não era algo fácil para ele, apesar de tantos anos como neurocirurgião. Estava tão cansado que tudo o que queria era ir para casa, tomar um banho e relaxar. Relaxar? Não. Jared queria ir para casa e fazer amor com Jensen, mas sabia que o homem estava preso em outra cirurgia, uma bem complicada.

Após o julgamento de Jensen, eles haviam se mudado para Vancouver. Seu pai queria que eles tivessem ido trabalhar com ele em New Jersey, mas eles recusaram. Queriam um novo começo e para isso teriam que ir para longe. Não tão longe, mas nem tão perto. No princípio, Jensen não exerceu sua profissão. Buscou outra atividade até que seu rosto saísse dos jornais. Jared fez o mesmo, mas após dois meses vivendo de bicos e do dinheiro que ambos haviam acumulado durante a vida, Jensen recebeu um convite para trabalhar num hospital pequeno, mas bem conceituado. Jared encontrou emprego em outro hospital da cidade. Em Vancouver bem poucas pessoas sabiam do escândalo de Los Angeles e menos ainda se importavam com ele. Para as pessoas dali só importava se os dois eram competentes e eles eram. Ali eles haviam encontrado um novo começo.

Jared foi para casa. Pensou em passar num supermercado e comprar uma massa, um queijo e um vinho, mas estava tão esgotado que não se sentia animado a cozinhar. Apesar disso estava faminto. Quando chegasse em casa pediria uma pizza. Quando abriu a porta do apartamento que dividia com Jensen, sentiu o aroma agradável de molho quatro queijos. Foi direto a sala de jantar e encontrou Jensen terminando de por a mesa.

– Surpresa! – Jensen disse sorrindo.

– O que houve com sua cirurgia complicada? – Jared perguntou.

– Menti. – Jensen puxou uma cadeira para Jared se sentar. – Eu precisava de tempo para preparar a comemoração.

– E estamos comemorando o quê exatamente?

– Hoje faz um ano. – Jensen disse sério. – Um ano desde que deixamos tudo para trás para ficarmos juntos.

– Amor, desculpe. – Jared disse sem graça. – Eu esqueci...

– Não esquenta. – Jensen se sentou ao seu lado e lhe deu um selinho. – Eu sei que você tem tido uma semana complicada.

– Mesmo assim. – Jared disse. – Eu deveria, ao menos, ter comprado um presente...

– Você já me dá o melhor presente de todos e todos os dias. – Jensen disse o olhando nos olhos. – Você.

Jared ficou sem palavras.

– É simplesmente maravilhoso dormir e acordar todos os dias nos seus braços. – Jensen continuou. – É a maior felicidade de todas apenas estar com você.

– Jensen...

– Eu te amo! – Jensen disse antes de puxar Jared para um beijo profundo e apaixonado.

– Eu te amo também... – Jared disse quando interromperam o beijo para tomar ar. – Eu amo tudo em você. Cada fio de cabelo, cada sarda, cada maniazinha irritante que você tem e que me leva a ter um ataque de nervos... – Os dois sorriram. – Tudo. Acho que eu só existo de verdade quando estou com você.

– Também me sinto assim...

– Nós nunca iremos nos separar, Jensen. – Jared passou as mãos pelo seu rosto. – Nunca!

– Nunca. – Jensen concordou e seus lábios voltaram a se unir num beijo profundo que enlaçava suas almas num só sentimento. Um sentimento tão puro e verdadeiro que transcendia pele, carne e sangue. Um sentimento capaz de mudar uma história, duas vidas, um destino.

Fim.

É isso. Último capítulo. Muito obrigada a todos que acompanharam desde o íncio, quando era postado em outro site, e aos leitores novos também. Valeu, gente!