Ira estava acordado naquela noite. Sua mente pensava sobre a história da foice. duas garotas que se amavam e estavam presas em uma arma. Quem desejaria pra si uma vida (?) assim.
Olhou para sua arma, apenas um trambolho sem vida que utilizaria apenas pra proteção em situações criticas. Ferro, simples e sem vida arma de ferro.
Não conseguiria dormir essa noite, estava sem sono mesmo. Levantou-se pra dar uma volta. Queria descobrir mais sobre o corredor daquele estranho sonho que tivera.
Saiu a da casa com o maior silencio possível. Quando já estava saindo pensou ouvir alguém se levantando. Ellyon encontrava-se atrais dele.
-Você está saindo?
-Bem , eu eu... -Ira não esperava encontrar ninguém ali aquela hora da noite- Sim, preciso dar uma volta. E você, o que faz acordado a uma hora dessas?
-Eu estou esperando uma certa pessoa passar, ela virá daqui a pouco. É melhor você ir tentar encontrar aquela garota- Ira reparou que havia uma coisa estranha com a voz de Ellyon- ela está te esperando. Mas vá logo que hoje eu tenho que acompanhar outra pessoa.
Ira ia perguntar como ele sabia da garota mas havia algo de muito estranho em sua face e ele disse:
-Vá agora Ira. A garota está esperando, ela não tem muito tempo, e quanto mais você demorará me fazendo perguntas idiotas mais perto ela estará de não ser salva por você. Quanto mais tempo você ficar aqui, mais tempo ela estará longe de ti, VÁ !!!!
Ira, mesmo sem pensar, correu o mais rapidamente que pode da casa, virou-se pra dizer alguma coisa e viu a janela de um dos quartos acender-se. Sabia que aquela luz era da pessoa que Ellyon esperava, mas então correu para o lago, onde esperava encontrar um meio de voltar para o estranho corredor.
Chegando no lago depois de uma corrida parou. Não havia nada de estranho ali. Tirou tudo o que havia de desnecessário com ele e mergulhou. Deixou sua arma para trás com outras coisas totalmente desnecessárias. Chegando ao fundo do lago não conseguia ver nenhuma entrada ou saída. Ficou nadando vários minutos, diversas vezes subiu pra pegar fôlego.
Então numa de suas decidas Ira viu uma pequena réstia de luz. Era de um tom azulado um pouco mais claro que o azul do lago. Seguindo a fonte de luz viu um pequeno buraco.
Estava mirando o buraco quando sentiu algo o puxar. Abriu os olhos e estava novamente no corredor. Com suas roupas totalmente secas ele pensava como conseguiu entrar no corredor.
Mas dessa vez algo estava errado, apesar de continuar tudo igual ao seu sonho não havia mais a gostosa canção da garota.
Desesperado correu o mais que pode para o quarto, mas quando estava chegando ouviu um grito. Sabendo de quem era o grito se desesperou.
Virou por um corredor apenas a tempo de ver uma sombra agarrando a garota e a levando embora. Tentou alcançar os dois mas o monstro e a garota que ele carregava desapareceram em uma sombra. O choro cessou, Ira estava novamente sozinho no corredor.
O quarto da garota estava deserto e totalmente destruído. Papéis e cacos de vidro estavam espalhados por todo lado. Ira se jogou no chão e chorou.
Ver o quarto destruído e a lareira apagada trouxeram um enorme vazio para seu ser. Ainda não sabendo o por quê começou a cantar aquela canção que ecoava em sua cabeça cada vez mais forte.
Ficou cantando por um tempo que pareceu demasiado longo. Então viu que algo brilhava. Parou de cantar mas a canção continuava a ecoar por todo o lugar. Pegou o objeto que brilhava, era um pingente em um cordão arrebentado.
Pegou o pingente, nele havia uma foto. Ele pegou a foto com cuidado. Olhou para ela e começou a chorar. Nela estava a garota, alguns anos mais nova, e abraçado com ela, ele mesmo, também mais jovem.
A musica continuou tocando, ele jogado ao chão chorando por ter perdido a irmã de que mal se lembrava. Mas então uma sombra entrou no quarto. Berrou em um som terrível que teria de devolver aquela foto que não era dele.
A partir daquele momento não soube como havia chegado ao lago. Suas roupas estavam completamente destruídas e sangue jorrava de seu corpo escoriado.
Mas estava vivo, saiu no lago e pegou suas coisas
