Notas da Autora
Começa a convivência entre ambos, por pelo menos quatro anos.
Piccolo começa a ficar confuso em relação a suas ações.
Então, Sakura decide...
Yo!
Quero avisar, que infelizmente, terei que usar o prazo de até quinze dias para atualizar as fanfictions. Sempre que possível, tentarei atualizar em menos de dez dias.
É que, infelizmente, não consigo mais arranjar um tempo considerável no trabalho para digitar, assim como revisar, sendo que sempre acrescento novas cenas ou melhoro algumas cenas na revisão e mesmo que seja férias da faculdade, eu costumo chegar demasiadamente cansada.
Era só isso que queria comunicar, para justificar a demora nas atualizações.
Tenham uma boa leitura. ^ ^
Capítulo 21 - O conflito de Piccolo
Após a saiyajin comer, sendo que Piccolo ainda questionava a si mesmo onde cabia tanta comida, ela boceja e fala, olhando para o céu salpicado de estrelas, sendo que sabia que faltavam quatro dias para a lua cheia e por causa disso, era seguro olhar para o mesmo.
Claro, era capaz de controlar perfeitamente a sua metamorfose, mas, não gostava muito de ficar na forma de um macaco imenso, com focinho alongado e presas pronunciadas.
- Vou dormir... Tive um dia bem agitado.
- Como consegue dormir comigo ao seu lado? Somente um idiota faria algo assim. Ou suicida.
Ela dá de ombros e fala, enquanto deita na relva macia:
- Eu disse que ficaríamos juntos. Não sei qual o motivo da surpresa. E quanto a ser suicida... Depende do ponto de vista.
Ela fala misteriosamente o final, deixando Piccolo desnorteado, embora fosse algo previsível, considerando o pouco que sabia sobre a estranha mulher, a seu ver, que agora dormia de costas para ele.
Após alguns minutos, adormece, sendo que procurou ficar bem próxima da fogueira que crepitava animadamente, para que se aquecesse, enquanto que o namekuseijin olhava para a saiyajin, ainda não acreditando que de fato, ela iria dormir, até que percebe a respiração calma dela após algum tempo, indicando que a mesma adormeceu.
Então, cria uma espécie de pequena espada através dos raios de sua antena e se prepara para mata-la, sendo que posiciona a lâmina no pescoço dela, com a ponta afiada encostada na pele, enquanto sentia-se hesitante, não compreendendo o motivo de não conseguir seguir com seu intento inicial, embora já se encontrasse titubeando desde que criou a arma, sentindo, que uma parte dele exclamava para não fazer isso e parecia segurar as suas mãos, firmemente, impedindo-o de descer a lâmina sendo que era bem influente, enquanto que uma mísera parte dele clamava para que aproveitasse a oportunidade propícia para mata-la.
Nesse interim, ela decide abrir os olhos, pois, o movimento dele andar a despertou e Piccolo fica surpreso, ao vê-la abrir os olhos, mas, sem se mover de onde estava, não se surpreendendo com a situação em que se encontrava, sendo que o olhar dela era profundo, enquanto exibia seriedade e pergunta, após alguns minutos, vendo o olhar hesitante dele:
- Não vai me matar? Afinal, está muito tempo parado com a espada, que provavelmente criou com os seus poderes.
- Cale-se! Não vai se defender?
- Deveria?
Ele fica incrédulo, enquanto que sentia suas mãos tremendo e as forças lhe faltando para perfurar o pescoço da mesma, que estava parada, olhando-o seriamente, enquanto que ele titubeava, conseguindo ver e sentir o receio dele, assim como a batalha interna que tomava a criança ao seu lado.
- Pensei que queria vingar o seu pai... Não foi por isso que criou essa arma?
- Cale-se! Vou vinga-lo!
O namekuseijin exclama, enquanto não compreendia o motivo de uma dor imensa toma-lo ao imagina-la morta, sendo que essa parte o impedia de baixar a espada, enquanto se encontrava desesperada por tal ato. Em contrapartida, a outra parte, insignificante, clamava para que descesse impiedosamente a lâmina, sendo que cada vez mais a sua voz diminuía, como se estivesse sendo abafada e ele estava ficando confuso.
Então, ela segura calmamente na lâmina e fala:
- Por que não percebe que não é como o seu pai? É um guerreiro, não um demônio.
- Eu sou o filho do rei dos demônios! Vou mata-la e vingar o meu pai!
Ele exclama, sendo que fechou os olhos, enquanto vertia lágrimas de dor, sendo oriunda dessa parte dele que o continha, sendo que a confusão dele só aumentava ao sentir que estava chorando.
- Então faça!
Sakura exclama e o deixa atordoado, até que ele pergunta:
- Por que está me estimulando? Deveria está clamando por sua vida ou então, se defendendo da arma.
- A espada é sua. O desejo é seu. Resta saber se possuí capacidade de discernir a diferença entre o seu genitor e a sua. Seu corpo e provavelmente, seu interior, repugna tal ato, pois, há o intenso anseio em me enfrentar. Um desejo tão intenso e igualmente intrínseco, que torna impossível o ato de você me matar, sendo que provavelmente, uma parte sua clama por isso, não é?
Ele fica boquiaberto, pois, era como se sentia naquele momento e ele pergunta:
- Como pode saber disso?
- Durante a luta com o seu pai, em muitos momentos, vi o brilho de um guerreiro em seus olhos malignos. Havia o mal, sim, mas, havia uma alma guerreira praticamente amputada, digamos assim, mas, que mesmo assim, exigia sua presença na luta. Tinha momentos em que ele agia como um guerreiro e não um demônio. Em uma luta intensa, eu vi a felicidade dele em me enfrentar e você deve saber disso, no fundo de seu ser, já que tais sentimentos vieram com o seu genitor.
- Eu... eu...
Piccolo balbucia atônito, pois, as palavras dela eram verdadeiras, sendo que, inclusive, ele sentia isso. Era algo profundo e igualmente intenso.
- Eu acredito, que quando ele criou o ovo, essa parte guerreira, amputada em seu interior, foi para o ovo e se desenvolveu. O mal dele veio, mas, não na quantidade que desejava, pois, a maior parte foi ocupada por essa parte guerreira, que buscava a sua libertação do mal e o fim do seu "amputamento" provocado pelo mal, digamos assim. Por isso, você se sente confuso. Uma parte poderosa sua diz para poupar-me, pois, anseia lutar comigo e sente uma felicidade demasiadamente intensa sobre tal perspectiva, que o toma, de uma forma única. Porém, há uma parte pequena que esperneia e exclama para que seja ouvida, sendo essa parte que criou a espada e que ordena a você que me mate, cumprindo com o intento original do seu genitor. Porém, a sua parte guerreira percebeu o ato e tomou o controle. Quando disse que não era igual ao seu genitor, era por causa disso. Vi em seus olhos o brilho da luta, o desejo intrínseco e latente, mais, do que o mal. No passado, antes de haver a divisão entre o seu pai e a outra parte dele, ele era um único guerreiro e essa parte, forte, foi para ele. Mas, o intenso mal amputou essa parte, digamos assim, enquanto que a selava. Essa parte encontrou a libertação com você.
Então, Piccolo larga a espada, enquanto caía no chão e aceitava que de fato, as palavras dela eram verdadeiras. Que de fato, ele era mais guerreiro que um demônio. Que de fato, o instinto de luta imperava em seu organismo, mais que o mal, sendo que o mesmo existia em seu coração, mas, não tinha a influência do desejo de lutar e a saiyajin falou a verdade, que ele relutava em aceitar e que a explanação da mesma, elucidou tudo o que ele sentia e clareava a intensa confusão que o tomou, minutos antes, desde que criou a arma.
Então, ela deita e ele sente ser puxado para junto dela, que fala, sendo que Piccolo lutou para sair de perto dela:
- Está bem frio e a fogueira não me aquece por completo. Vamos nos aquecer. Ou quer passar frio?
- Sua idiota! Sabe que ainda tenho os meus lasers nos olhos. – ele fala irritado e consideravelmente emburrado.
- Discutiremos sobre os lasers, amanhã.
Então, ela adormece e nisso, ele sai dos braços dela e deita longe da mesma, confuso por seus sentimentos, assim como os atos dela, até que olha para a espada caída e vira o rosto, sabendo que não conseguiria mata-la, sem nem ao menos lutar contra ela.
Então, se encolhe e dorme, sendo que o sentimento de solidão que sentia habitar em seu interior, muito antes de nascer, se dispersava, sendo que não compreendia quando isso aconteceu, enquanto que sentia que cada vez mais apreciava a companhia dela, assim como, as palavras contundentes dela martelavam a sua mente, encontrando veracidade no que ela falava, ainda mais, conforme analisava seus sentimentos sobre a explicação dela.
Suspirando, ele acaba dormindo.
No Tenkai, Mister Popo e Karin se encontravam embasbacados, pois, tal cena fora surreal demais.
Claro, que desconfiavam que ele iria atentar contra a vida de Sakura, mas, o comportamento dela, era de total descaso, assim como encarou, friamente, a lâmina dele, enquanto que falou palavras contundentes. Em contra partida, desde que a ameaçou com a pequena espada, Piccolo titubeou e não conseguia baixa-la, para enfim ceifar a vida dela, sendo que imaginavam, inicialmente, ao verem criar tal arma, que ele faria sem hesitar e frente a isso, Mister Popo já estava preparado para intervir, tirando-a da perto da lâmina.
Então, ouviram o que ela falava e notaram que a hipótese cogitada pela guerreira era verdadeira e que consiste no fato dele ser mais guerreiro que malvado.
Claro, tinha o mal dentro dele, mas, ao menos, em relação a Sakura, o lado guerreiro prevalecia e que ele parecia aceitar tal fato, embora estivesse ainda relutante, provavelmente, tomado pela confusão de sentimentos que o imperava, ao verem ele largar a espada e cair de joelhos, não compreendendo por que não cumpriu com o seu intento, para depois ser abraçado por ela, ficando surpreso com o gesto dela, até que ele se separa e deita, não muito afastado, sendo que notavam o olhar pensativo dele, enquanto olhava para as chamas, até que o mesmo adormece.
Isso comprovava o fato de que Piccolo não parecia ser uma ameaça aos humanos.
Claro, ainda era cedo para tal conclusão, mas, perceberam que gradativamente, a situação se encaminhava para essa conclusão inusitada e igualmente inédita, considerando o genitor dele, além do fato que sentiam que ele seria importante em um futuro próximo e não mais distante, como ambos cogitavam, assim como Kami-sama.
No dia seguinte, Sakura acorda e vê que o namekuseijin dormia e nisso, decide se banhar em um riacho próximo dali, sendo que não percebe que dois caçadores a viam, sendo que ambos ficaram paralisados ao verem o corpo dela, sendo belo ao ver deles, apesar deles estranharem a cauda da mesma.
Nisso, eles se aproximam da saiyajin, que percebe o movimento e se vira para eles, ficando em posição defensiva, até que percebe que eram simples humanos, cujas faces e sorrisos, não conseguia compreender e pergunta:
- O que querem?
Nisso, eles caminham e um deles fala, ao erguer a arma para ela.
- Fique quietinha, que talvez seremos gentis... Embora que com um corpo desses, será difícil.
- Corpo? – ela olha para o seu corpo – O que tem ele? Se for a cauda, é de nascença. E como assim "gentis"?
Eles percebem que de fato ela não compreendia e ficam atônitos, pois, ela era inocente demais e após a surpresa inicial, eles passam a sorrir ainda mais, pois, isso indicava que era virgem e isso somente estimulou a libido deles.
Então, caminha tranquilamente até eles, que ficam estáticos, pois, não esperavam tal comportamento e ao se aproximar, pega no cano da arma, para depois esmaga-lo facilmente, com os olhos deles quase saltando das órbitas ao verem que o cano foi amassado como se fosse papel, para depois ela pegar a arma e começar a esmaga-la, dobrando-a, até que ficasse completamente retorcida, enquanto falava, seriamente:
- Não aprecio uma arma apontada para mim, uma vez que não fiz nada para merecer isso.
Nisso, ela joga no chão e fala, seriamente:
- Quero voltar ao meu banho. Saiam daqui agora.
Nisso, um olha para o outro e gritando, aterrorizados, eles saem correndo dali, sendo que ela via que eles corriam em uma velocidade considerável, considerando o porte deles e o fato de que não eram guerreiros e sim, simples humanos.
Então, dando de ombros, retorna ao banho, sendo que Piccolo havia visto a cena e tinha contido o impulso de ataca-los, ao ver o quanto ela era inocente e só não fez, pois, quando ia agir, ela agiu, sendo que ele sentiu vergonha ao vê-la nua, assim como ficou consternado e se afastou, enquanto murmurava revoltado:
- Indecente...
Então, após se banhar, usa o ki para se secar, assim como as suas roupas, pois, aproveitou para lavá-los em um riacho ali perto, para em seguida se aproximar do pequeno acampamento, encontrando o namekuseijin ajeitando a lenha, enquanto que ela sorria, pois havia percebido que ele foi até onde se encontrava se banhando, provavelmente, por estar preocupado com ela.
Afinal, ele somente apareceu quando ela avistou os dois homens com um olhar e sorriso estranho idênticos, que ainda não conseguiu discernir e fala, após alguns minutos:
- Após tomarmos o café da manhã, podemos treinar juntos. O que acha?
- Dispenso... Eu vou treinar sozinho.
- Não seja chato... Vamos!
A cauda dela abana para os lados entusiasmadamente, enquanto ele ignorava estoicamente o olhar praticamente clemente dela, enquanto mexia nos galhos da fogueira para não olhar para ela.
- Isso é maldade.
Ele se vira para ela, sorrindo malignamente e fala:
- Não me diga! E eu sou o quê?
- Guerreiro. Não um ser maligno.
- Ainda insiste nessa besteira? – ele arqueia o cenho.
- Sabe que o que falei é verdade... Você somente é teimoso para não aceitar a verdade inevitável.
- Não sou teimoso e você é uma humana muito estranha. Confesso que não consigo compreender você.
- O que tem para compreender? Eu amo lutar mais do que tudo e sinto meu coração explodir quando enfrento um oponente poderoso. É uma felicidade tão imensa e plena, que somente experimento lutando. Portanto, por amar intensamente as lutas, não sinto interesse por outras coisas.
- O mais correto seria dizer viciada demasiadamente em uma luta.
- Sou assim desde criança. E tenho uma cauda. Não posso ser considerada uma humana comum. Logo, não há motivo para me comparar a um humano ou tentar me compreender sobre essa óptica. Pelo menos, é o que acho. – ela fala, dando de ombros, sendo que o fato de ser uma uchyoujin (extraterrestre) devia ser mantido em segredo a todo o custo.
- Mesmo assim, você é...
Ele estava falando, até que o barulho do estômago dela reverbera pela área, assustando o namekuseijin, pois, não esperava tal timbre do ronco da barriga dela, enquanto que a mesma ficava sem graça.
- Esqueça... Eu reafirmo. Você é muito estranha. – ele comenta, ao se recuperar, parcamente, do som ensurdecedor de momentos antes.
- Bem, eu não me incômodo quanto a isso... – ela se levanta e fala – Eu vou buscar algo para comer. E aí, trago água para você.
Ela ia partir, quando se vira e pergunta:
- Você não pode criar um recipiente com os seus poderes? E consideravelmente grande, para você ter sempre água?
Ele olha para ela por alguns minutos, meditando sobre o pedido, até que suspira e usa o seu poder para criar uma espécie de garrafa grande, que ela pega e fala:
- Ótimo. Agora, posso trazer água para você, mais facilmente, já que estou indo caçar.
Nisso, ela sai dali e o namekuseijin continuava pensativo, pois, tentava a todo o custo compreender o comportamento dela, que era demasiadamente estranho, ao ponto de não compreender, pois, não imaginava que existisse um humano como ela e tentava imaginar como seriam os quatro anos de convivência entre eles, até que se tornasse um adulto, apto para lutar contra ela.
