Capítulo 21
O circuito pela casa estava terminado.
Victoria regressou ao quarto dela para que depois se pudesse preparar para o jantar com a ajuda de Skerrett.
Por enquanto ela ainda estava sozinha no quarto. Skerrett devia estar a auxiliar Emma e Harriet com a arrumação da bagagem nos quartos que lhe tinham sido destinados.
A experiência de hoje tinha sido surpreendente. Ela não esperava que algo assim acontecesse na visita pela casa.
Victoria deixou-se cair de costas sobre a cama.
O que ela tinha visto era… Ela não sabia como caracterizar isso. A primeira palavra que lhe ocorria no cérebro era…big…
E tinha sido tão excitante ter isso na mão dela. Tinha uma textura macia e era denso…Victoria olhou para a sua mão direita, agora vazia.
Ela não tinha imaginado que aquilo pudesse ser daquele tamanho. Como seria senti-lo dentro dela? Lord M tinha dito que isso levava àquela sensação extraordinária e dissera que não doía se ela quisesse e se estivesse excitada, mas era tão big…
Victoria levantou a saia para cima e alcançou o meio das pernas dela. Ela procurou com os dedos e encontrou o que devia ser a entrada. De facto, aquilo parecia muito pequeno e apertado para tamanha peça. Oh, ela estava molhada de novo…
O próprio William estava surpreendido pelo que tinha acontecido pouco antes no quarto dela. Ele não esperava que aquilo chegasse aquele ponto agora, mas ela era curiosa… E ele nem tivera tempo para pensar sobre o que estava a acontecer…Ele ainda podia sentir os dedos dela rodeando o sexo dele. O que ela tinha feito era…fascinante… Agora eles estavam a entrar, de facto, num território muito perigoso…
Victoria tomou banho na sua espaçosa banheira, vestiu-se e penteou-se cuidadosamente para o jantar com o auxílio de Skerrett.
Hoje eles iriam jantar os dois sozinhos, pois o jantar de Emma e Harriet seria servido uma hora antes. Isso era muito entusiasmante, mas ela estava também curiosa e agitada com o que poderia acontecer depois do jantar …
Quando Victoria desceu para jantar Lord M já estava na sala de jantar, aguardando, em pé, que ela chegasse.
No momento em que ela entrou ele sentiu um baque no peito. Era impressionante como ela conseguia sempre surpreendê-lo. Por mais vezes que ele a visse, havia sempre um deslumbre, como se fosse a primeira vez.
Ela parou na entrada e sorriu para ele.
Victoria vestia um magnífico vestido verde esmeralda, de um tecido acetinado, com mangas curtas, e que lhe expunha profundamente os ombros e o peito. No cabelo apanhado trazia ganchos com brilhantes que pertenciam ao mesmo conjunto dos brincos que usava.
Lord M usava calças e casaco preto, um colete bege e camisa e lenço branco.
Era notório que ambos se tinham vestido de forma cuidada para o jantar.
"Você está linda!" Ele notou deslumbrado com os olhos brilhando à luz das velas.
"Obrigada, eu estive a preparar-me para si…" Disse ela, enquanto avançava para ele.
Eles agarraram as mãos um do outro.
Ele olhou para o decote do vestido e disse:
"Esta cor é magnifica!"
"Eu achei que combinava com os seus olhos…"
Ele abraçou-a e beijou-a.
"Eu queria estar aqui com você todos os dias." Disse ela.
E ele concordou sorrindo, com ar sonhador:
"Seria magnífico se você estivesse aqui comigo todos dias… E todas as noites…"
Victoria sorriu um pouco constrangida.
"Vamo-nos sentar?" Ele sugeriu apontando para a mesa.
Ela moveu-se na direção da mesa e ele apontou o lugar dela e ajudou-a a sentar-se.
Depois ele sentou-se do outro lado da mesa, de frente com ela.
A mesa não era grande e por isso eles não ficavam demasiado distantes.
O mordomo entrou para servir o jantar.
Durante a refeição a conversa fluiu por entre os assuntos do dia-a-dia. Futilidades da sociedade e da vida do palácio e alguns assuntos políticos que eram inevitáveis.
Ele distraiu-se algumas vezes durante a refeição a imaginar o que estaria por baixo daquele belíssimo vestido verde.
Havia um certo nervosismo dentro dela. Era maravilhoso estar ali. Eles nunca tinham estado tanto tempo juntos nem tão sozinhos. Mas havia aquela sensação de que se aproximava a hora em que alguma coisa mais ia acontecer. E isso deixava-a tonta e ansiosa.
Ela bebeu água.
Ele observou a forma ligeiramente trémula como ela pegou no copo e o levou à boca.
O jantar terminou.
Melbourne levantou-se da mesa e foi ajudar a afastar a cadeira para Victoria se levantar, fazendo restolhar a saia do vestido.
Depois ele sugeriu que fossem para a sala de estar para ficarem a conversar.
Victoria sentou-se num canapé, mas era notório que embora aparentasse estar muito calma fisicamente, ela estava inquieta interiormente. No palácio ela falava sempre imenso e agora ela não dizia nada.
Ele sentou-se ao lado dela e agarrou-lhe nas mãos.
Depois, mantendo a mão esquerda na mão direita dela, ele passou a mão direita pelo rosto de Victoria e ela própria procurou esfregou a face na mão dele para que ele tocasse na maior superfície possível da pele dela.
"Victoria…Você está tensa…"
"Não é nada…"
Ela era determinada e ela desejava muito aquilo, ela não ia fraquejar agora!
"Meu amor… Embora você tenha vindo a Brocket Hall não tem de acontecer nada que não seja confortável para si…" Disse ele.
Ela acenou afirmativamente com a cabeça.
"Você está cansada da viagem? Você quer ir dormir?" Ele perguntou.
"Não! Eu quero ficar aqui com você."
Ela debruçou-se sobre o peito dele e aninhou-se entre os braços que a envolviam. Por agora ela só queria ficar ali assim.
Eles estiveram muito tempo naquela posição e em silêncio. Ele não saberia dizer quanto tempo porque ele não marcara no relógio. Havia sempre tanto para dizer e agora que estavam os dois sozinhos não era necessário dizer nada.
Havia apenas o contacto mútuo, o calor de ambos, o cheiro confortável de cada um, e os batimentos cardíacos.
A certa altura ela levantou o corpo e sentou-se.
"Vamos subir?" Ela perguntou.
"Claro!" Ele concordou levantando-se do canapé.
Ele estendeu-lhe a mão direita e ela agarrou-a com a mão esquerda, para se levantar.
Victoria e William subiram as escadas segurando a mão um do outro, e percorreram o corredor da mesma forma até que eles pararam entre as duas portas dos dois quartos.
Victoria sentiu que era este o momento da escolha. Ir em frente com a verdadeira intenção da deslocação a Brocket Hall, ou não. Lord M colocara nas mãos dela essa decisão. E, embora isso pudesse ter algum peso sobre as emoções dela neste momento, na verdade ela sabia que essa era uma atitude de respeito para com ela, um gesto digno de um homem singular que, embora ele tivesse a Rainha e a mulher que ele amava a um passo de uma cama, escolhia não usar os meios de sedução fácil que tinha ao seu dispor. Ela pensou que se ela entrasse no quarto dele ou se ele entrasse no quarto dela agora, eles iriam, de facto, trair o casamento dela, a condição dela de mulher casada. Mas ela iria também trair a Coroa, a condição dela de Rainha, que num ato de luxúria praticava a traição política de se deitar com o Primeiro-ministro. Se eles dormissem separados, o que tinha acontecido até agora entre ambos era minimizado, era apenas um jogo de prazer, uma expressão do amor proibido que existia entre ambos. Enquanto ela não consumasse o ato, ela permanecia virgem e ela sentia que a não perpetração desse ato a isentava da culpa de adultério e de traição à Coroa.
William sabia que ele não ia atuar sobre ela. Seria muito fácil beijá-la agora e excitá-la e conduzi-la ternamente para uma das duas camas que eles tinham à disposição e perpetrar o ato, mas ele não iria fazer isso. Ela teria de escolher o que queria fazer naquela noite. Ela era a Rainha! Ela ainda era a Rainha, ele nunca se esquecia disso, mesmo quando ele se esquecia e lhe chamava Victoria. Ela era a sua Victoria, mas antes disso ela era a Rainha! Não era uma decisão fácil e não podia ser tomada de forma leviana. Ainda que o desejo se movimentasse em ambos, e ainda que tivesse sido o desejo a fazê-los agir desde o primeiro beijo num terraço de Windsor até ao intervalo entre estas duas portas de Brocket Hall, a noção precisa do lugar cimeiro que eles ocupavam na sociedade, e o sentido do dever continuavam instalados dentro deles. Neste casal ele era o homem, ele era muito mais experiente, mas ela era a Rainha, e era a ela que pertencia a tomada de decisão. Além disso, se ela escolhesse ir em frente, a oportunidade de ser ela a decidir deixá-la-ia mais descontraída. Para ele também era mais excitante se a iniciativa fosse dela e havia um pouco menos de culpa se ele sempre pudesse dizer à sua consciência que ele não a tinha atirado para cima de uma cama na primeira oportunidade.
Eles ficaram de frente um com outro.
Ele pegou-lhe nas duas mãos, acariciou os nós dos dedos dela com os polegares, olhou para ela profundamente e disse:
"Você sabe que eu amo você mais do que a minha própria vida e eu vou amar você sempre, independentemente das escolhas que você faça…Eu estarei sempre aqui para você…"
Ela sorriu ternamente. Ele era tão surpreendentemente abnegado.
Victoria abraçou William e sentiu a firmeza e o calor do corpo dele contra o dela. Ela queria tanto senti-lo assim junto dela para sempre. Devia ser maravilhoso passar a noite na mesma cama que ele, poder dormir abraçada, a ele…
"Eu vou preparar-me para dormir…" Disse Victoria.
"Eu estarei no meu quarto…"
Eles beijaram-se ternamente nos lábios. Um beijo que podia ser de despedida, o último beijo de hoje. Ou um beijo que podia ser a introdução para o que pudesse vir a seguir, o primeiro de muitos nesta noite.
Victoria entrou no quarto dela e William entrou no quarto dele.
Ele despiu o casaco, tirou o lenço, despiu o colete, descalçou os sapatos, vestiu o roupão sobre as calças e a camisa e sentou-se para esperar. Se tudo corresse como ele previa ela estaria ali dentro de vinte minutos. Ela não iria resistir àquela oportunidade de os dois estarem a sós em Brocket Hall.
Passados dez minutos alguém bateu na porta do quarto dele.
William sorriu.
Ele levantou-se da cadeira e caminhou até à porta.
Melbourne abriu a porta com a mão esquerda e lá estava ela.
Ele sorriu surpreendido. Ele esperava uma Victoria de camisa de dormir e robe, mas ela vinha vestida com o mesmo vestido verde que usara no jantar. A única coisa que tinha mudado era o penteado, que tinha sido desmanchado e ela trazia o cabelo caído e escovado. Também já não havia nenhuma joia que brilhasse sobre ela.
Ele adorou vê-la assim. Um misto de formalidade e de intimidade que não era habitual.
"Eu preciso que você me ajude a libertar do espartilho…" Disse ela levantado os olhos para ele num tom de sedução que o fez estremecer.
Era agora que aquilo ia acontecer? Ele perguntou-se.
Ele afastou-se do meio da porta para que ela pudesse entrar.
Victoria entrou e deu dois passos no interior do quarto.
Ele fechou a porta, mas não saiu do mesmo local.
O coração dela já tinha disparado. Mesmo antes de bater na porta do quarto dele, quando ela tinha estado uns segundos parada lá fora antes de produzir som na madeira.
Ela virou-se para ele.
Ele sorriu de forma quase impercetível.
Ela sentiu-se desamparada no meio do quarto, mas essa sensação durou apenas uns segundos porque ele deu dois passos até ela e, devagarinho, mas com firmeza, observando a ansiedade dela, as mãos dele circundaram a sua cintura.
Victoria fechou os olhos e suspirou quando um arrepio lhe percorreu o corpo.
Ele puxou-a com cuidado de encontro a ele e os braços dele envolveram a cintura e as costas dela.
Ela rodeou as costas dele com os braços.
Ele beijou-lhe a testa e a têmpora direita e manteve os lábios lá alguns segundos, como que para acalmar a circulação sanguínea dela que aí se sentia acelerada. Depois ele beijou o rosto, o canto da boca e os lábios dela suavemente. O lábio inferior, o lábio superior, mais ao lado, mais ao meio…
Aquilo era uma provocação. Ela queria mais do que aquilo! Victoria aprofundou-se dentro da boca dele e William reagiu de imediato.
O cabelo dela caído roçava nas mãos dele, enquanto ele sentia a retidão das costas dela comprimidas dentro do espartilho.
Ela era uma flor pronta para se colhida.
As mãos dele principiaram a abrir as costas do vestido, de cima para baixo. Ele não via o que ele fazia, mas se havia duas coisas em que ele tinha experiência era em discursar no Parlamento e em despir vestidos femininos.
Quando o corpo do vestido começou a ficar solto no corpo dela, a boca dele desceu para o maxilar e para o pescoço dela e ele pode ver dos seios de Victoria mais do que ele já tinha visto antes. A linha onde a camisa interior e o espartilho passavam era mais baixa do que a linha do decote do vestido.
Victoria passou as mãos pela pele do peito dele visível na abertura da camisa, contornou o pescoço dele e meteu os dedos pelo cabelo. Ele era tão delicioso e cheirava tão bem que a deixava tonta! E a boca dele nela era eletrizante.
Quando o vestido ficou totalmente aberto nas costas ele puxou ligeiramente as mangas para baixo e beijou-lhe os ombros e a parte superior dos braços que foi ficando mais visível. Ela era suave, arredondada, cheirosa.
Ela sabia que estava a ficar mais exposta e isso provocava-lhe uma ansiedade prazerosa.
Ele puxou mais para baixo as mangas do vestido e ela facilitou a tarefa libertando os braços e empurrando ela própria o vestido para baixo.
O vestido caiu para o chão formando uma mancha verde ao redor dela cujo corpo se cobria agora de branco.
Imediatamente ela saiu de dentro do vestido.
Ele despiu o roupão que atirou para cima de uma cadeira.
Eles abraçaram-se e beijaram-se novamente.
Ele apertou-a contra ele, apalpou as nádegas dela e beijou-lhe o peito.
Ela sentiu que ele estava a endurecer de encontro a ela.
Ela queria ver o corpo dele e queria tocar-lhe. Então, ela puxou a camisa dele de dentro das calças e, por baixo do tecido, ela tateou o corpo dele com a mãos dela, sentindo a firmeza dos músculos, a lisura da pele e a suavidade da equilibrada distribuição de pêlos no peito dele, e na barriga.
Ele puxou o petticoat dela para cima e ela sentiu que ele metia os dedos entre as nádegas dela, apertando convictamente o arredondamento de carne em profusão, separado das mãos dele apenas pelo tecido das cuecas.
Isto estava a ficar tão excitante! Victoria puxou a camisa de William mais para cima revelando mais do tronco dele.
Ele despiu a camisa.
Victoria engoliu. Agora ela podia ver claramente o corpo dele. Era diferente de um corpo feminino e o que ela via era muito agradável.
Ela passou os dedos devagar por ele, subindo da barriga para o peito.
Ele deixou que ela o explorasse. As mãos dela diretamente sobre a pele dele deixavam-no ainda mais excitado.
A respiração deles era audível.
Ela passou a mão pela clavícula e pela parte superior do braço esquerdo dele. Depois a mão dela regressou à clavícula dele, subiu pelo pescoço dele e ela esticou-se um pouco para o beijar de novo.
Ele envolveu a cintura dela e esforçou-se por soltar as fitas que prendiam petticoat atrás.
Ela ajudou, levando as mãos atrás, desatando as fitas e alargando a cintura da peça, o que fez o petticoat cair no chão.
Ele envolveu-a com os braços, por cima do espartilho, beijando-a e então ele perguntou:
"Podemos tirar o espartilho?"
Ela rodou entre os braços dele num gesto que lhe dava a resposta que ele precisava. E depois ela saiu de dentro do petticoat e afastou-o com um pé.
Os dedos dele trabalharam sobre os cordões que atavam o espartilho, alargando-o. Ele queria muito ver o que estava por baixo e aceder ao corpo dela, mas ele não podia ser demasiado veloz a chegar lá.
O corpete já estava solto no corpo dela, mas devia ser retirado abrindo os ganchos da parte da frente.
Ele virou-a devagar para ele.
O corpete escorregou para baixo e grande parte dos seios dela ficou visível através da transparência da camisa, sem ombros e de mangas muito curtas, que ela usava por baixo.
Ele puxou um pouco a manga esquerda da camisa dela para baixo expondo mais a superfície dos seios dela.
Victoria colocou os braços à volta dos ombros dele, formando dois ganchos com as mãos, e encostou o rosto ao peito dele. Era maravilhoso passar o rosto sobre a pele do peito dele e quanto mais unida ela estivesse ao corpo de William mais confortável ela se sentia porque evitava o olhar dele sobre os seios dela. Ele era a fonte de todas as emoções. Ele excitava-a, ele deixava-a ansiosa, mas, ao mesmo tempo, ele serenava-a.
Ele beijou o ombro esquerdo dela com ternura e passou os dedos da mão direita pelo braço dela tentando afastar ainda um pouco mais o tecido.
Ela afastou-se um pouco dele para permitir que esse intento fosse conseguido.
William abriu os ganchos da frente do corpete.
Victoria olhou para baixo observando as mãos dele trabalhando sobre a peça. Ele tinha umas mãos lindas e a simples visão delas tinha em Victoria um efeito estimulante. Elas eram fortes e elegantes e as veias salientes excitavam-na.
Ele retirou o corpete e deixou-o cair para o chão.
Victoria sentiu-se libertar quando o corpete foi tirado. Havia uma sensação de nudez desprotegida, mas, ao mesmo tempo, de leveza.
Agora ela tinha ficado apenas com a camisa interior, as cuecas e as meias.
Então ele resolveu abrir a frente da camisa dela.
Victoria olhou expectante para o que ele estava a fazer.
William afastou lentamente a parte esquerda do tecido.
O seio esquerdo foi revelado.
Victoria arrepiou-se quando sentiu o tecido fugir dela e libertar o peito.
A ereção dele cresceu.
"Você é linda!" Ele suspirou. Ele não conseguia dizer mais nada.
As palavras dele eram muito incentivadoras.
Ele colocou a mão direita no seio dela cuidadosamente. E depois ele apertou.
Victoria suspirou e fechou os olhos. Isto era bom!
Ela apertou os braços à volta do pescoço dele e encostou-se contra ele novamente.
A pele do seio dela contra a pele do peito dele. A sensação era maravilhosa.
Ele afastou-a um pouco para a beijar na boca e, enquanto a abraçava, desceu com a boca por ela. Depois William olhou para Victoria para observar as reações dela e rodeou o seio exposto com beijos.
"Oooh…" Ela expressou deliciada.
Ele abriu também o lado direito a camisa.
Os seios dela foram completamente expostos. A visão que ele tanto tinha desejado era esplendorosa. Ela era uma obra de arte e ele não conseguia falar. A estátua de uma deusa grega nunca antes descoberta pelo homem.
Com o auxílio dele, ela libertou os braços das mangas e a camisa foi retirada.
Ela encostou-se totalmente ao tronco dele e eles beijaram-se de novo.
Agora eles estavam em contacto mútuo. Pele na pele. A sensação para ambos da vasta extensão de pele em sobreposição não tinha descrição.
Enquanto lhe passava repetidamente as mãos pelas costas nuas, ele beijou os dois seios dela, um e depois outro, em diferentes pontos.
A maciez caracteristicamente masculina que lhe percorria a pele das costas e os beijos dele nos seios, colocavam o corpo dela todo em alerta.
Ele caminhou na direção da cama, fazendo-a recuar.
Quando ela atingiu a lateral da cama, que já tinha sido aberta, ela sentou-se e ele inclinou-a para trás, seguindo sobre ela.
Eles movimentaram-se para alinhar os corpos ao longo do comprimento da cama.
Ela estava agora deitada sobre uma cama com Lord M por cima dela. Os pêlos do peito dele roçavam deliciosamente sobre os seios dela.
Ele queria beijar todo o corpo dela. William beijou o rosto, a boca, o maxilar, o pescoço, os ombros, os braços, o peito e os seios.
Ele era grande, forte e pesado. Enquanto as mãos dela alternavam entre o cabelo e os ombros dele, ela sentia que o peso dele pairava sobre ela e o volume dele que a fazia abrir as pernas. Ela estava aprisionada entre ele e o colchão. E, no entanto, não havia lugar mais seguro para estar.
Ele apertou o seio esquerdo dela. Era macio e denso, lindo. Agora ele podia encher as mãos dele com os seios dela.
Então, inesperadamente, ele sugou o centro destacado do seio que tinha na mão e gemeu ostensivamente.
Houve uma comunicação imediata com o centro das pernas dela e ela exalou:
"Aaah…"
Isto era tão bom!
Ele já tinha tocado o corpo dela entes e de outras formas, mas agora havia ações e sensações novas e ela estava numa cama com ele. E numa cama, era a primeira vez.
Ele continuou a sugar durante mais algum tempo e depois ele mudou para o outro seio onde fez o mesmo. Ele estava faminto por ela e aquela fome precisava de ser aplacada!
Victoria gemia continuadamente.
Agora ele podia consumir os seios dela e eles eram voluptuosos. Desconhecidos de outros olhos, intocados por outras mãos, nunca antes utilizados para produzir o prazer que ela exprimia agora na boca dele, que lambia e sugava. O efeito que ela mostrava que ele provocava nela era tão excitante quanto poder explorá-la sexualmente.
As mãos dele desceram pelos lados do corpo dela e a boca dele percorreu a barriga dela com beijos. Ele desceu abaixo do umbigo e em certo ponto ela sentiu cócegas, o que a fez rir e contorcer-se.
As mãos dele atingiram o cós das cuecas e ele sentou-se na cama com as pernas dobradas para trás.
William olhou para Victoria quando principiou a soltar as fitas que atavam as cuecas dela. Como se pedisse autorização para continuar a desnudá-la.
O coração e a respiração dela estavam muito acelerados pela excitação e pela previsão do que viria a seguir. E agora também porque ele ia desnudar o resto do corpo dela.
Ela sentou-se na cama, impedindo-o de retirar as cuecas dela de imediato.
Depois ela ajoelhou-se, e a seguir, com ambos sentados na cama, com as pernas dobradas para trás, Victoria aproximou a mão direita do corpo de William e passou-a pelo peito dele.
Ela distribuiu beijos sobre o peito magnífico dele. E depois ela beijou o ombro esquerdo dele e colocou o rosto sobre ele.
Eles abraçaram-se.
William pensou que ela era adorável. Ela era linda, excitante e amorosa!
De seguida eles soltaram-se um pouco um do outro e beijaram-se na boca.
Victoria colocou a mão direita na barriga de William.
Ela desceu a mão, e sentiu a masculinidade rígida sob o tecido. O que estava escondido agora já não era mais secreto.
Ele estava a gostar do que ela estava a fazer, ela estava a ficar determinada em caminhar naquela direção, mas o intento dele era outro.
Ele colocou a mão direita na nuca dela e beijou e sugou-lhe o pescoço. E depois ele debruçou-se sobre ela fazendo-a deitar de novo debaixo dele.
William baixou o tronco um pouco mais e ela sentiu a pressão do corpo dele sobre ela.
Então a boca dele desceu por ela e ele agarrou de novo o cós das cuecas.
Victoria não tinha mais nenhum intento de evitar que ele continuasse a despi-la. Para ela, ficar nua perante ele não tinha mais constrangimento. Ele também tinha o tronco nu e ela também já tinha visto aquilo que ele guardava lá dentro das calças.
Enquanto beijava a barriga dela, ele puxou as cuecas dela para baixo.
Depois ele elevou o corpo para poder fazer as cuecas passar pelas ancas dela e continuou a puxar até que as cuecas saíram pelos pés dela.
Ela estava nua agora sobre a cama dele, apenas com as meias que chegavam um pouco acima dos joelhos. Até há pouco tempo atrás isto acontecia apenas na imaginação dele, mas agora era real. Tudo nela estava ali: a alvura da pele, as formas arredondadas e densas e o triângulo escuro e suave que se destacava no meio dela, onde ele queria perder-se.
William rolou as meias dela para baixo. Uma e depois outra, passando os dedos dele pela maciez da pele que ia ficando visível.
De seguida ele desabotoou as calças e movimentou-se na cama para as despir e atirou-as para o chão.
Ela pôde ver que aquilo estava lá de novo, duro e ereto, balançando-se na direção dela. Victoria pensou que em algum momento a seguir, aquilo ia entrar dentro dela. Ele dizia que isso seria bom. Ela queria saber como era. Mas ela sabia que haveria um desconforto. Como é que aquilo seria, então?
Como um descobridor que descobre uma terra inexplorada, ele passou as mãos pelas pernas dela subindo desde a canela, passando pelo joelho e depois avançando pelas coxas. Todo aquele território virgem para explorar. Os polegares dele progrediram pela parte interna das coxas. Ela era um banquete requintado e ele poderia provar cada milímetro dela agora.
A pele dela parecia ganhar vida debaixo das mãos dele que lhe deixavam o corpo aceso. Gemer de prazer era a consequência natural disso. Ela só podia gemer.
Ele adorava ouvir os gemidos dela. A descoberta do prazer assim manifestada, sem palavras, mas tão claramente expressa em diferentes intensidades, variando com o ritmo, que ele impunha sobre ela.
Ele debruçou-se sobre ela, e beijou-lhe a barriga e depois o lado direito do tronco. Lentamente ele fê-la deitar sobre o lado esquerdo e beijou o ponto de separação entre a anca e a cintura.
Oh, era delicioso ser beijada assim!
William subiu pela lateral das costas e Victoria rodou sobre si própria, ficando deitada de barriga para baixo.
Agora ele podia beijar e lamber toda a extensão das costas dela.
Ele deitou-se sobre ela para beijar o pescoço e os ombros e ela sentiu a rigidez macia dele de encontro às nádegas dela.
A pele, o toque da pele era extraordinário. Tudo era sensorial e bom, cada vez melhor. Quando tudo parecia tão bom ainda havia mais para desfrutar.
"Você é linda, maravilhosa…" Ele segredou no ouvido dela.
"E você é um homem excecional, Lord M…" Ela sussurrou em retorno.
Ele desceu com a boca pelas costas dela e atravessou a linha da cintura. Depois ele agarrou as ancas dela com as duas mãos e palpou e beijou as nádegas dela, primorosamente carnudas e arredondadas.
Victoria já estava em ebulição e ele ainda nem tinha tocado lá, naquele sítio que conduzia ao arrebatamento.
Ele mordiscou as nádegas dela e desceu para beijar um pouco do interior das coxas. Depois ela sentiu que ele a rodava de novo sobre a cama. O coração dela batia muito rapidamente e o estômago tinha uma sensação estranha.
Ela estava agora novamente de frente com ele e fletiu as pernas instintivamente. William colocou as mãos um pouco acima dos joelhos dela e abriu um pouco as pernas dela. Ele desceu entre as pernas dela e colocou os braços em torno das coxas puxando as ancas dela para baixo, para ficarem o mais próximo dele possível.
A cabeça dele desceu entre as pernas dela e ele beijou o Monte de Vénus repetidamente. As mãos dele atuaram na parte posterior e interior das coxas, para que ela abrisse mais as pernas e lhe facilitasse o acesso ao que se escondia no meio. Então ele pode ver como ela era perfeita, nunca antes vista por ninguém, e só ele lhe tinha tocado. Ele podia observar agora as pregas dela com detalhe. Ela era a coisa mais linda que ele já tinha visto!
William beijou a parte interna das coxas de Victoria de ambos os lados.
Oh! A língua dele estava a passar pelas virilhas dela agora. Vindo de trás para a frente e de baixo para cima.
Este também era um local para colocar a boca? Victoria questionou-se.
Depois ela sentiu que a língua dele passava entre as dobras do interior das pernas dela. Macia e molhada.
Ela estava tão encharcada que ele poderia ingerir toda a substância íntima que brotava dela.
Ele misturou a saliva dele com aquela essência reluzente.
A extensão da língua dele passou, suavemente, por todo o sexo dela enquanto ele observava a reação dela.
Victoria colocou as mãos para cima e agarrou a almofada de ambos os lados. Isto era delicioso!
"É bom assim?" Ele perguntou baixinho.
"Hum, hum…"
Ele repetiu as lambidas totais, fazendo toda a superfície da língua varrer o centro das pernas dela.
Depois ele beijou o ponto central dela, e a seguir ele sugou.
Victoria contraiu o útero em júbilo!
Aquela sensação, mas menos intensa, percorreu o corpo dela.
Ele continuou dedicado a ela, alternando o tipo de movimento e a velocidade, bem como o local de incidência.
Victoria sentiu que ele segurou, entre os dentes dele, uma das pregas externas no meio das pernas dela e apertou ligeiramente. A pressão inesperada transmitiu para ela uma sensação avassaladora. Ela só queria que tudo aquilo avançasse mais e mais. Ela queria chegar lá, ao momento de glória que a libertava.
"Por favor!" Ela pediu.
Ela sentiu que ele abarcou todo o sexo dela com a boca e sugou e depois ele voltou a beijar apenas pontos alternados.
Tantas, novas e inexploradas sensações deixavam-na sem fôlego.
A ponta da língua dele desenhou um movimento circular à volta daquele ponto lá…
"Você vai entrar em mim?" Ela perguntou, meio perdida na língua dele.
Ele não respondeu. Talvez esta fosse a primeira vez que ele não respondia a uma pergunta dela. Mas também já não importava se havia ou não uma resposta. Ela já tinha entrado num túnel de prazer do qual só havia uma saída e ela estava quase a alcançá-la.
A língua dele trabalhou um pouco mais sobre a extensão da feminilidade dela. Depois ele rodeou de novo aquele ponto e então…
Ela alcançou o fundo do túnel e a intensidade da luz cegou-a! Ela não podia abrir os olhos.
Enquanto ela esfregava involuntariamente a sua feminilidade sobre a boca dele, Victoria rodou a cabeça repetidas vezes sobre o colchão, apertou a almofada com ambas as mãos e as ancas dela estremeceram.
"Lord M! William!"
Ela permaneceu de olhos fechados, meio alheada da realidade, enquanto sentia que ele a soltava. Depois ela percebeu que havia uma agitação nele, ela ouviu que ele gemeu de forma intensa e quando ela abriu os olhos o líquido quente caía sobre a barriga dela.
De joelhos, ele avançou o tronco sobre ela, fazendo-a abrir mais as pernas para o corpo dele poder passar.
Ela voltou a fechar olhos, saboreando a memória física do momento anterior. Ela só sentiu que ele progredia sobre ela e que agora a boca dele a beijava uma e outra vez sobre os lábios. O peito dele roçava nos seios dela e havia um sabor nos lábios dele que ela não tinha provado antes.
William levantou-se da cama e foi buscar a toalha que estava no suporte do lavatório do quarto e depois ele regressou e limpou a barriga dela.
Ela ficara sem energia.
Ele voltou a beijar a barriga e os seios dela e depois a boca.
Victoria rodeou o corpo dele com os braços e atuou sobre ele quando ele a beijou na boca.
Então ele saiu de cima dela e deitou-se de costas do seu lado direito.
Victoria rodou para esse lado e aninhou-se sobre o peito dele.
Ele envolveu-a com os braços.
"Você não entrou em mim?" Ela perguntou lentamente.
Ele respondeu com outra pergunta:
"Foi bom assim?"
"Maravilhoso!"
"Então isso não era necessário…"
Ela estava cansada e as pálpebras dela estavam muito pesadas. O êxtase fora tão maravilhosamente intenso que parecia que todo o vigor do corpo dela se esgotara nisso. Ela estava tão plenamente satisfeita que os olhos se fechavam e ela só queria dormir.
Victoria adormeceu nua nos braços de Lord M. Pela primeira vez nua nos braços do homem que ela amava.
Ele estava deliciado em tê-la na cama dele e nua nos seus braços. Ela era perfeita! Mas ele não conseguiria dormir imediatamente. Porque ele ainda teria de se levantar para apagar as velas acesas no quarto e porque ele tinha outras preocupações nas quais pensar…
Victoria acordou a meio da noite.
O corpo nu de Lord M estava em contacto com o dela e um dos braços dele circundava a sua cintura.
O som da respiração dele dizia a ela que ele estava a dormir.
Era tão quente, confortável e aconchegante estar ali.
Havia outra pessoa na mesma cama que ela. Isso era novo, ela não estava habituada, mas era muito agradável.
Ele não tinha entrado nela… Mas ela tinha adormecido…E talvez ele também não quisesse fazer isso ainda hoje. Talvez existissem diversas fases e esta tinha sido mais uma…
Repentinamente, ela lembrou-se da primeira vez em que ela tinha estado em Brocket Hall. Como hoje tinha sido diferente. A memória dela recordou o rosto dele junto às rooks. Ele tinha recusado o amor dela, mas ele tinha sido tão amável e poético. E depois no baile de máscaras ele tinha admitido, por meias palavras, que ele também a amava, mas que eles não estavam em condição de casar. Ela identificara depois que, na realidade, o rosto dele junto às rooks mostrava a dor de não poder aceitar o amor dela. Ela lembrou-se então de tudo o que ele tinha feito por ela, momentos dispersos deles juntos em compromissos oficiais e em acontecimentos privados. Eram tantas as coisas que ele tinha feito por ela, chegando mesmo a ajudar na preparação do casamento dela com Albert. Ela lembrou-se de Albert agora. Ela já não pensava nele desde que entrara no quarto de Lord M.. Albert não tinha importância. Agora, aqui, só existiam eles os dois.
No escuro, Victoria beijou o peito de Lord M.
Ela precisava de mudar de posição. Então ela virou-se para o outro lado ficando de costas para ele.
William sentiu-a mexer e o braço dele puxou-a mais contra si e as pernas dele entrelaçaram as dela.
Victoria sorriu, aprofundando o rosto na almofada, deliciada pelo contacto da pele dela na pele dele.
Eles teriam de voltar à colónia das gralhas, amanhã.
