Nada jamais irá conseguir explicar minha felicidade ao escrever esse capítulo, to chorando, okay, bye.
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Harry – 13 anos - The Marauders – James POV – Parte 2
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- Você é louco! – disse Ron.
- Ridículo – grunhiu Hermione.
- Peter Pettigrew está morto – disse Harry – Você o matou! – disse ele apontando pra Sirius. Eu rolei os olhos, mas isso não iria mudar nada, Harry logo saberia a verdade. Marlene, que só sabia uma parte da história, prestava atenção.
- Tive intenção – rosnou Sirius – Mais o Pete levou a melhor... Mas não desta vez!
Ele avançou e Remus o segurou. Nós três prendemos a respiração por um momento, Lily apertando meu braço tão forte que chegou a doer.
- Sirius, não! – berrou Remus – Espere! Você não pode fazer isso assim... temos que explicar antes...
- Podemos explicar depois! – ele berrou.
Eu me sentia... ruim. Não tinha outra sensação. Tristeza talvez. Ali estava meu melhor amigo, meu irmão, tentando fazer justiça a minha morte com a mesma raiva que estava a doze anos atrás... era incrível como ele tinha guardado a raiva dentro de si todos esses anos e agora, deixado liberar.
- Ele tem o direito de saber! – disse Remus – Ele foi o bicho de estimação de Ron, e Harry... você deve a verdade a ele...
Sirius parou, embora mantivesse os olhos no rato.
- Ok – ele falou. – conte depressa Remus – disse – quero cometer o crime pelo qual fui preso...
A situação estava tensa, mas a frase me impressionou.
- Estou indo embora – disse Ron.
- Sente-se Ron. Você tem que me ouvir até o final. Só peço que mantenha Peter seguro...
- ELE NÃO É PETER! É PEREBAS! – brigou Ron.
Rolei os olhos. Pude identificar na voz de Remus, um desejo doentio de vingança também. Ele estava tão louco quanto Sirius, talvez até mais. Aquele rato nojento o havia feito acreditar que Sirius era o culpado, e ele passara doze anos acreditando que seu melhor amigo era um traidor. Por culpa de Peter... A diferença entre Remus e Sirius, era que Remus era controlado. Dom ganho durante as luas cheias.
- Houveram testemunhas que viram Pettigrew morrer – acusou Harry.
- Eles não viram o que pensaram que viram! – disse Sirius descontrolado.
Lily ao meu lado, mantinha uma mão na boca, mas estava assustada. Ela nunca tinha presenciado algo assim.
- Todos pensaram que Sirius tinha matado Peter, mas até que eu o vi hoje no mapa. E o Mapa nunca mente. Peter está vivo. Ali – ele apontou pra Ron.
Harry olhou o rato. Vi em seus olhos que ele estava confuso.
- Harry acredite neles... – pedi em seu ouvido, mais nada adiantou. Passei as mãos nos cabelos desesperado. Os dementadores... poderiam achar Sirius a qualquer momento. Ele estava perto.
- Perebas não pode ser Pettigrew – disse Hermione.
- Por que não pode? – disse Remus.
- Na aula de Transfiguração, a professora McGonagall passou um trabalho sobre animagos, e eu pesquisei sobre isso e vi que só existem sete animagos vivos, e Pettigrew não é um deles. - Levantei uma sobrancelha.
- Essa garota vai até o inferno pra conseguir algo que lhe dará boa nota? – perguntei. Lily me ignorou.
Remus riu.
- Certo outra vez Hermione! Mas o Ministério nunca soube que existia três animagos a solta em Hogwarts.
- Se apresse – rosnou Sirius – Esperei doze anos, não vou esperar muito mais.
- Ok, mais me ajude, só conheço o princípio.
Respirei fundo. Era agora. Ouvimos um barulho. Lily se teletransportou até embaixo e logo apareceu de volta.
- Nada – disse ela. Remus também olhou pela porta.
- Esse lugar é mal-assombrado – disse Ron.
- Não, não é – disse Remus – os gritos que os moradores ouviam eram os meus.
Lene ofegou de novo.
- No sexto ano, Sirius me chamou pra vir aqui dar uns amassos e eu não vim por que tive medo. Que droga, eu poderia ter tido mais um momento com ele... A gente ia...
- Marlene – interrompeu Lily – você sabe que eu te adoro, e que é minha melhor amiga, mas eu não preciso saber dos detalhes do que vocês iriam fazer aqui. Ok? Muito menos agora.
Marlene corou. A história se continuou.
- Foi onde tudo começou – disse Remus – na minha transformação. Eu ainda era garotinho quando fui mordido. Naquela época, não tinha cura. A poção que o Professor Snape tem preparado pra mim é uma descoberta recente, me deixa seguro. Me transformo de qualquer jeito, mais tenho meus próprios pensamentos. Um lobo inofensivo. Olhei pra baixo. Eu me lembro de algumas noites que ele não estava tão inofensivo...
- Porém, antes da poção Mata-cão ser descoberta, eu me transformava em um monstro uma vez por mês.
- Remus – disse Lily dando um passo a frente e ficando ao meu lado – não diga isso.
- Então Dumbledore arrumou um jeito d'eu frequentar Hogwarts. Ele plantou o Salgueiro Lutador em cima do túnel, assim ninguém me acharia, e uma vez por mês, eu vinha pra cá e ficava no canto da sala, esperando a lua cheia sumir – disse ele. – as minhas transformações eram... terríveis. Dói muito sabe? Eu era separado das pessoas, então eu me mordia e me arranhava. Dumbledore estimulou os boatos sobre fantasmas na casa.
Lene assentiu entendendo.
- Mas – disse Remus com um certo brilho nos olhos. – tirando as luas cheias, eu nunca fora tão feliz. Tinha amigos. Três amigos que se importavam mais comigo do que com qualquer coisa. Peter Pettigrew, Sirius Black e naturalmente Harry, seu pai, James Potter.
Apenas eu consegui ver que Sirius fechou os olhos e desviou o rosto. Há quanto tempo será que ele não ouvia meu nome? Fiz uma careta e andei até estar ao seu lado. Pus um braço em seus ombros. Embora ele não sentisse, pareceu se recuperar e levantou a cabeça, de novo encarando Peter.
- Meus amigos não deixaram de notar que eu sumia toda lua cheia – disse ele – e é claro, que como você Hermione, eles descobriram. E não me abandonaram.
- Nunca – falei sorrindo.
- Ao invés disso, fizeram algo que deixou as minhas transformações suportáveis e proporcionou os melhores momentos de minha vida. Viraram animagos.
- Meu pai também? – perguntou Harry assustado.
Sorri e Lily me imitou.
- Certamente – disse Remus – seu pai e Sirius, eram os alunos mais inteligentes de Hogwarts, o que foi uma sorte. Peter precisou de toda a ajuda possível, mais eles conseguiram no nosso quinto ano.
- Como isso ajudou o senhor? – perguntou Hermione.
- Um lobisomem só ataca um humano, não um animal. Eles saíam do castelo encobertos pela capa de invisibilidade de James e se transformavam. Peter, como um animal pequeno, apertava o botão no salgueiro e os três passavam pelo túnel e se juntavam a mim.
Sorri.
- Então era assim? – perguntou Lene. – Nunca estavam no castelo nas noites de lua cheia. Notava algo errado mas... eram os Marotos! Quem ligava?
Lily sorriu.
- Vai logo Remus – rosnou Sirius.
- Calma – ele falou – Não demorou para a gente deixar a casa dos gritos e perambular pela escola e até pelos terrenos de Hogsmeade. James e Sirius eram animais tão grandes que conseguiam me controlar. Duvido que algum aluno descobriu já descobriu mais do que Hogwarts e do que Hogsmeade do que a gente.
- Espera – disse Lily – dessa parte eu não sabia – disse ela – vocês andavam pelos terrenos de Hogwarts? James! Isso era perigoso!
- Nunca aconteceu nada – a tranquilizei. Ela pôs a mão na testa preocupada mas continuou ouvindo a história.
- E assim – disse Remus – construímos o Mapa do Maroto, assinando-o com os nossos apelidos. Sirius é Padfoot, Peter é Wormtail e James era o Prongs.
- Que tipo de animal...? – começou Harry.
- Um cervo – falei orgulhoso, mas não fiquei nada feliz quando Hermione não o deixou terminar.
- Mas isso era perigoso! E se o senhor tivesse mordido algum deles?
- Ah para! Ela igualzinha a Lily! – falei ainda abraçado em Sirius. Lily me olhou feio. Não que ela não gostasse de Hermione, mas...
- É um pensamento que ainda me atormenta. Muitas vezes, escapávamos por um triz. Éramos jovens, deliciados com nossa inteligência.
- Verdade, mas o Sr. chegou perto de nos morder vários vezes. Ainda tenho as cicatrizes das brigas. Cara, você era um lobo malditamente ágil. Suas arranhadas doem, sabia? - comentei com o nada. Lily me olhou preocupada. Ela não sabia dessa parte, apesar de já ter me visto machucado. Talvez ela se tocaria um dia, mas não foi agora.
- Durante o ano, me atormentei em contar a Dumbledore que Sirius era um animago. Mas não o que era covarde demais. Isso teria denunciado que eu tinha andado pelos terrenos quando ele confiou em mim. Então me convenci que Sirius estava entrando no castelo por meio de artes das trevas que aprendera com Voldemort, que o fato de ser animago não entrava em questão. Então Snape estava certo sobre mim.
- Snape? – disse Sirius pela primeira vez. Até me assustei. Praticamente li sua mente e vi a antiga inimizade – o que ele está fazendo aqui?
- É professor.
Ri muito quando vi o rosto de Sirius passar de raiva para surpresa. A mesma expressão de quando ele era jovem.
- Snape frequentou a escola conosco. Ele me odeia e tem suas razões, o Sirius aqui pregou uma peça nele que quase o matou, uma peça de qual participei...
- Foi bem feito – exclamou Sirius – Morcego velho, ficou espionando... tentando descobrir o que estávamos fazendo, assim poderia nos expulsar.
Eu sorri.
- Sirius – censurou Lily por xingar o Ranhoso. - James - ela viu meu sorriso.
- Ele tinha interesse de saber aonde eu ia todo mês. E nos odiava. James principalmente. Inveja acho... do talento de James no campo de Quadribol. – Sorri convencido e Marlene riu de mim - Até que uma vez, Sirius tentou contar a ele que era só apertar o botão na árvore. Por pura diversão. Bem, é claro que Snape foi experimentar. James soube o que Sirius tinha feito e correu de lá e o tirou a tempo. Porém, Snape me viu no fim do túnel. Dumbledore o fez jurar não contar nada
- Então é por isso que ele não gosta do senhor?
- Isso mesmo – zombou uma voz. Snape entrou no quarto.
- Awnn Cara! – exclamou Lene – eu achava que ele não podia ficar mais feio. Eu gargalhei apesar da tensão do momento e Lily olhou feio pra ela enquanto Snape se intrometia na história.
- Até você Marlene McKinnon?
A morena gargalhava junto a mim. Lily tentava discutir conosco quando um BANG soou. Todos olhamos pra Remus, que teve cordas amarradas no corpo.
- Seu filho de uma... – comecei. Corri pra Remus. Sirius avançou para Snape, mas este ergueu a varinha na garganta de Sirius.
Vi isso. Meu coração falou mais forte e eu sai do lado de Remus enquanto Lily tomava o meu lugar e corri pra Sirius, mesmo sabendo que não faria nenhuma diferença, entrei na frente da varinha.
Snape gritou com Hermione e começou a sussurrar frases nojentas para meu melhor amigo.
- James – disse Lily – Você não pode fazer nada...
Não respondi. Não interessa que eu não podia fazer nada, eu não sairia daqui. Jamais.
- ... Posso chamar os dementadores aqui. Como eles ficaram felizes em apanhar você, talvez até lhe deem um beijo...
Sirius ficou pálido. Olhei pra ele preocupado e então de volta a Snape.
- Ah seu engordurado filho de uma puta! – falei.
Lily não me cortou, por que, mesmo que Severus fosse amigo dela, Sirius tinha se tornado algo tão fiel, e tão verdadeiro pra ela, quanto a mim. Ok, nem tanto. A mim, o tratamento era especial e vice-versa.
Parei de prestar atenção em minha volta. Até que ouvi a voz de Harry.
- O SENHOR É PATÉTICO! SÓ POR QUE ELES FIZERAM O SENHOR DE BOBO NA ESCOLA, O SENHOR NÃO QUER NEM ESCUTAR...!
- NÃO ADMITO QUE FALEM ASSIM COMIGO! – Snape berrou de volta. – Tal pai, tal filho, Potter! – ele continuou berrando, mas eu não ouvi mais nada, por que o que aconteceu foi uma grande surpresa. Lily se levantou.
- Tal pai, tal filho – disse ela com orgulho – Mesmo que Harry tenha a minha personalidade, você o odeia apenas por que ele tem o rosto de James, como pode ser tão superficial!?
Levantei uma sobrancelha mas ela continuou de pé na frente de Harry. Seus olhos verdes brilhando fortes e os cabelos vermelhos em volta dela. Ele ameaçou Harry e isso bastou. De repente, Harry ergueu a varinha.
- Expelliarmus! – ele berrou. Percebi que Ron e Hermione tinham feito a mesma coisa.
- Não deveria ter feito isso – disse Sirius – devia tê-lo deixado comigo – disse ele ao ver Severus desacordado ali. Lily estava mais calma agora, mais nem ligou muito com Severus e eu não sai do lado de Padfoot.
- Atacamos um professor – resmungava Hermione em pânico.
- Obrigada Harry – agradeceu Remus se livrando das cordas. – Agora, vamos provar. Ron, por favor, me dê o Peter.
- Nem vem – disse o garoto – o senhor está tentando dizer que Black fugiu de Azkaban por causa do Perebas? Como ele soube que ele estaria em Hogwarts?
Essa, todos os vivos queriam saber. Aliás, até eu queria saber.
- No dia que Fudge me visitou, pedi o jornal dele. Vi a foto. Dizia que o garoto ia voltar para Hogwarts... onde Harry estava...
Sirius entregou o jornal a Remus. Eu fui até o ombro de Remus e olhei pra foto. Logo pude ver o rato no ombro de Ron. E logo, como ele era o meu amigo, pude ver a diferença. Um dedinho a menos...
- A meu Merlin – disse Remus – A pata...
- O que tem? – perguntou Ron.
- Tem um dedo a menos...
- Claro. Genial. Ele mesmo o cortou?
- Logo antes de se transformar... Quando o encurralei – dessa vez eu prestei atenção. Não sabia essa parte da história – ele gritou pra rua inteira ouvir: "Como pode trair James e Lily, Sirius!?" Então antes que eu pudesse o matar, ele explodiu a rua inteira com a varinha escondida. Fugiu...
- Você já ouviu falar não é Ron? Que o maior pedaço de Peter que encontraram foi seu dedo...
- Não pode ser. Perebas está na minha família a séculos...
- Doze anos – disse Remus – estranho viver tanto...
- Cuidamos bem dele... – se defendeu Ron.
- Dê logo esse rato! – rosnei.
- Ele não parece bem – disse Remus – Imagino que esteja perdendo peso desde que ouviu falar que Sirius tinha fugido...
De novo, apenas eu pude ver um sorriso malicioso e um olhar maligno no rosto de Sirius. Ele estava feliz que Peter tivesse medo dele.
- Ele está apavorado com aquele gato maluco!
- O gato não é maluco! – disse Sirius – na verdade, é o mais inteligente que eu já encontrei... Reconheceu na hora o que Peter era e então, desde de começo do ano, vem tentando capturar Peter pra mim...
Ele explicou como.
- Mas Peter soube o que estava acontecendo. O gato... Bichento, foi o nome que lhe deu? Me disse que Peter tinha se mordido e sujado o lençol de sangue.
- E por que ele se fingiu de morto? Por que sabia que você viria matar ele como matou meus pais!
Lily bateu na sua própria cara com impaciência e eu grunhi alto. Harry estava sendo bem difícil...
- E agora você veio acabar com ele.
- É verdade – disse Sirius impetuoso – vim.
- Então eu deveria ter deixado Snape levar você!
- Harry, não seja lesado... – disse Lily.
- Harry – disse Remus depressa – você não está vendo? Todo esse tempo pensamos que Sirius tinha traído seus pais e que Peter o perseguira... mas foi o contrário, não está vendo? Peter traiu sua mãe seu pai... Sirius perseguiu Peter...
Sorri. Mas logo Harry gritou de novo e meu sorriso sumiu.
- NÃO E VERDADE! ELE ERA O FIEL DO SEGREDO DELES! ELE CONFESSOU QUE MATOU MEUS PAIS!
Sirius sacudiu a cabeça devagarinho.
- Harry – disse ele - foi o mesmo que matar... Convenci Lily e James a entregarem o seu segredo a esse verme no último instante. Seria o blefe perfeito. Iria me esconder também. Todos achariam que eu era o Fiel do segredo, enquanto era Peter...
Assenti.
- Mas então, resolvi procurar Peter para saber se estava tudo bem... quando não o encontrei, fiquei desesperado. Corri a casa de seus pais e quando vi a casa destruída e o corpo deles – disse ele com a voz falhando – Percebi o que Peter tinha feito. O que eu tinha feito...
- Chega – disse Remus. Agradeci silenciosamente. Aquilo que Sirius falava estava me matando por dentro assim como estava o matando. – Vamos explicar o que realmente aconteceu. Ron, me dê esse rato.
Ron, hesitante entregou o rato.
- Pronto Sirius? – ele disse.
Sirius não respondeu. A vingança entalada na garganta. Eu, Lily e Marlene prendemos a respiração. Eles acertaram Peter assim que o rato caiu no chão. Devagar, um homem tomou o lugar de rato.
- UOU! – gritou Marlene – eu chamei Snape de feio!?
Peter tinha engordado e então emagrecido, e agora parecia uma sanfona. Estava um lixo, como merecia estar...
- Ora ora... – disse Lupin com um sorriso – Olá Peter. Há quanto tempo...
- R...Remus? S...Sirius? Meus amigos...
Sirius ergueu a varinha mais Remus bloqueou. A situação estava dando nos nervos.
- Estávamos conversando – disse Remus – sobre os acontecimentos da noite em que Lily e James morreram. Você talvez tenha perdido os detalhes enquanto guinchava na cama...
- Ele tentou me matar Remus...
Eu e Lily paramos olhando Peter feio.
- Oh por favor – exclamei.
- Ele usa artes das trevas! Com certeza aprendeu com Você Sabe Quem...
Sirius riu.
- Voldemort?
Peter estremeceu e eu olhei pra Sirius.
- Que foi? Não aguenta ouvir o nome do seu mestre? Não o culpo, estive em Azkaban muito tempo e o pessoal dele não está nada feliz. Mas vamos lembrar que alguns continuam fora da Prisão.
- Você não sabe do que está falando – disse ele – você era o espião dele, Sirius Black.
- Como ousa? – rosnou Sirius. Olhei pra ele dessa vez. - Você quem sempre nos perseguiu, andou se aproveitando de nosso sucesso na escola, você nos acompanhava... a mim, ao Remus... e ao James...
Fiz uma careta. Dor se passava nos olhos de Sirius toda vez que ele pronunciava meu nome.
- Sr Black? – chamou Hermione – se não se importa... como fugiu de Azkaban?
Sirius pensou.
- Não sei como fugi – disse – os dementadores, só registram as emoções em humanos, então percebi que quando me transformava em cão, eles não me afetavam tanto. Vi Peter na foto – ele continuou – e então um novo sentimento tomou conta de mim. Não era feliz, então não era algo que os dementadores poderiam tirar de mim. Era vingança. Desde que fugi – disse ele; Lene chegou perto dele e pôs a mão em seu braço – vivi na floresta. E não saía de lá. A não ser para assistir ao Quadribol – disse Sirius olhando pra Harry dessa vez – você voa bem como seu pai...
Engoli em seco, assim como ele.
- Por favor Harry – disse ele – acredite em mim, acredite em mim, nunca trai James e Lily, preferia morrer a traí-los...
Então, antes de ver, senti. Harry assentiu com a garganta presa.
Eu sorri, assim como Lily e Marlene. Senti, que neste momento, eu era o homem mais feliz do mundo, e que ali, poderia conjurar o melhor Patrono de todos.
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... continua...
