Vou ser bem sincera com vocês. Eu estava com preguiça de escrever. Não vou mentir e dizer que estava mal, ou meu pc quebrou. Eu gosto de ser sincera e estou dizendo a verdade.
Podem me jogar pedras se quiserem. Eu sei que mereço. Mesmo assim, não vou deixar de escrever essa fic.
Ela é minha "boia" no meu mundo de ódio. Ela é o que me resta, e eu vou continuar sob o ódio. Vou continuar escrevendo.
Capitulo XX – Confusões no País das Ondas I
Palavras erradas costumam machucar para o resto da vida, já o silêncio certo pode ser a resposta de muitas perguntas...
Hikari nunca pensou que atravessar uma ponte seria tão cansativo. Sinceramente. Aquilo era MUITO GRANDE.
Pelo menos ela não estava andando, e sim sentada nas costas de Naruto, que a carregava como um burro de carga.
-Nee, Hikari-chan, que tal descer agora? –ele parecia um pouco cansado.
Ela fez bico, mas não queria abusar da bondade de Naruto, então desceu.
Eles chegaram ao outro lado em mais uns dez minutos de andando em silêncio. Hikari pensava muito, e Naruto, por sua vez ficava em silêncio.
-Yo! Hikari-chan! –exclamou Kin, sorridente do outro lado da ilha, acenando.
-Kin-chan! –exclamou Hikari, sorrindo. Estava feliz por ver a amiga e poder se distrair dos seus pensamentos de auto culpa.
-Hikari. –falou Shiroi. Ele parecia irritado, deprimido e... Aliviado? Em quanto Hikari pensava nisso, concluiu que Shiroi deveria estar aliviado por poder continuar a missão.
-Hikari-chan. –cumprimentou Natsume, com, novamente, a voz de drogado dele. Hikari riu.
-Natsume-kun. –cumprimentou de volta.
-Yosh, pessoal! –falou Naruto. –Vamos continuar! Mas primeiro precisamos ir para a casa de um velho conhecido meu, o Tazuna-ojii-san. Ele pode nos arranjar um barco.
Em quanto eles andavam pela vila do país das ondas, notaram que o lugar parecia vazio. Todas as casas estavam fechadas, o comercio deserto, exceto pelos vendedores, que encaravam o grupo de viajantes com medo.
-O que houve aqui? –perguntou Naruto, abismado. –Parece pior do que quando eu tinha doze anos...
Ele deu de ombros e seguiu para uma velha casa de madeira próxima a praia.
-Hey! Tazuna-jii-san! –berrou Naruto, na porta.
-Naruto! –exclamou ele, indo para a porta para atende-los. O velho, que cheirava a saque, o que incomodou muito o nariz de Hikari. Atrás dele tinha um garoto, que parecia ter uns 19, 20 anos, cabelo preto arrepiado, um pouco comprido e meio que cobrindo um pouco dos olhos dele na franja, olhos também pretos, um chapéu, calças cinzas, uma blusa branca e sapatos.
-Ah! Inari! –falou Naruto. –Você cresceu.
-Yo, Naruto-nii-san. –falou o garoto, sorrindo. Hikari notou uma cicatriz próxima ao olho dele.
-O que o traz aqui, Naruto? –perguntou Tazuna.
-Uma missão, precisamos ir para o País da Lua. –explicou Naruto. –Mas não temos barcos. Precisamos de ajuda.
-Certo... –falou Tazuna. –Fiquem aqui durante a noite. Vou ver o que posso fazer de manha. E quem são eles?
-Minha equipe. –explicou Naruto. –Esse é Shiroi, Natsume, Hikari, e Kin, que nós encontramos a caminho daqui.
-Quem diria que algum dia você estaria liderando uma Equipe. –falou Tazuna, satisfeito. –Ainda te lembro como o moleque que me ajudou, aquele idiota hiperativo!
-Hey! –reclamou Naruto, em quanto as crianças e Inari riam. –Não é engraçado!
-Na verdade, é sim. –falou Hikari, com os olhos inocentes.
Os olhos de Naruto brilharam com uma escuridão repentina.
-Hikari, não é mais engraçado do que a forma que você agia quando chegou na vila. –falou ele, um pouco agressivamente. Ele parecia bravo.
O brilho nos olhos de Hikari se apagou e ela parou de rir, encarando o chão, em total silêncio.
-Er... –Tazuna começou, percebendo a tensão que se formou. –O Jantar será servido e breve, por que não entram?
-Obrigado. –falou Naruto, educadamente, entrando.
Shiroi e Natsume o seguiram, e logo em seguida Kin entrou, lançando um olhar de solidariedade.
-E-eu... Vou passear por ai. –avisou Hikari, com uma voz morta, seguindo antes que alguém falasse alguma coisa.
Pare de Pensar Nisso...
Ela estava tão concentrada em seus pensamentos que não percebeu a pessoa a seguindo.
Não até que já fosse tarde demais.
