Pov Jasper
Onde levaria Isabella para jantar?
Eu não como comida humana, não saberia dizer onde serviria uma boa comida. As comidas humanas eram repugnantes para mim, então onde eu deveria leva-la?
Meu telefone tocou. Atendi no segundo toque.
– Oi Jasper! – disse uma voz de sino do outro lado.
– Alice? O que você quer? –perguntei ríspido.
– Credo Jasper é assim que você trata uma velha amiga? Não vai nem perguntar como eu estou?
– Alice, me desculpe se fui rude com você. O que eu posso fazer para remediar isso? – eu não sabia como, mas eu sempre me sentia culpado em tratar Alice de forma rude.
– Bem talvez você pudesse aumentar meu limite de cartão de credito.
Tivemos um pequeno relacionamento no passado e que acabou amigavelmente. Ela foi tão atenciosa com o fim da relação que me fez sentir culpado por não amá-la como ela gostaria e de alguma forma eu havia lhe dado um cartão de credito e isso foi ha quinze anos.
– Isso não vai acontecer. Acredito que o valor existente é mais do que razoável e nada do que diga me fará aumentar o valor.
– E se eu disser que fiz reserva em um restaurante lá no centro da cidade para você e Isabella?
– Então eu diria que poderia pensar em aumentar um pouco o limite do cartão de credito.
– Um pouco? – ela perguntou indignada.
– Alice. – disse exasperado.
– Tá. Hunf. Que seja.
Ela me passou todas as informações da reserva e desligou.
Eu me encontrava pronto para sair com Isabella quando meus irmãos entraram no quarto.
– Onde pensa que você vai leva-la? –perguntou Edward.
– Eu não penso. Eu vou. – o corrigi. Ninguém iria me dizer o que eu podia ou não fazer. Nem mesmo meus irmãos.
–Eu não estou dizendo o que fazer, eu só...
–Eu só? – incentivei.
Ele parecia pensar nas palavras que iria dizer.
–Talvez não seja seguro sair com ela.
Dizer que eu fiquei com raiva seria um eufemismo. A mania de Edward querer controlar tudo me irritava.
–Ela estará segura comigo. – retruquei.
– Ela tentou fugir uma vez e...
Antes que ele pudesse falar mais alguma coisa Klaus colocou uma das mãos em seu ombro e interrompeu suas palavras.
– Ela está mais do que segura com o Jasper. Onde pretende leva-la?
Respirei profundamente, tentando me acalmar. Felizmente dentre meus irmãos Klaus sempre sabia quando recuar ou o limite de pressão que podia fazer em cada um de nós.
Não me leve a mal, eles são meus irmãos e eu os amo, mas temos divergências e brigamos para fazer valer nosso ponto de vista como em qualquer família.
– A levarei para jantar em um restaurante no centro...
– Você vai leva-la para jantar? – perguntou Damon divertido. – E o que você irá pedir ao garçom para comer? Por favor, eu quero o sangue da loira que está sentada na outra mesa? Você já sentiu como é o cheiro do alimento humano? Acredite, ele fede imagine come-lo.
– Eu não disse que iria comê-lo Damon. Eu disse que a levaria para jantar. Ela é humana, se você não notou.
– Isso não me passou despercebido. – ele murmurou aborrecido.
Eu sabia que Damon não se interessava pelos humanos. Em sua visão eles eram apenas sua fonte natural de alimentação e vez ou outra para satisfazer seus desejos, mas ele parecia muito aborrecido hoje...
– Ele está aborrecido por que seus avanços com Isabella não deram em nada. – disse Edward.
– Eu não diria nada. Ele lhe rendeu um bom banho de sorvete e um mergulho na piscina. – provocou Klaus.
Olhei para Damon curioso. Ele apenas virou as costas para mim e andou até a janela ignorando todos.
Arqueei uma das sobrancelhas em questionamento. Edward me contou rapidamente o ocorrido. Eu não pude deixar de rir.
– Eu não fui o único a fracassar com ela hoje, não é mesmo meu caro irmãozinho. – desdenhou Damon.
Senti a culpa saindo em ondas de Edward.
– Por que se sente culpado Edward?
Ele parecia relutante em falar. Eu mandei uma onda de encorajamento em sua direção. Ele contou rapidamente o ocorrido.
Ela havia tido um dia difícil. Já era difícil ter que lidar com um companheiro vampiro, imagine quatro. Talvez leva-la para jantar a fizesse relaxar.
Talvez.
Caminhei para a porta.
– Eu não... –começou Edward, porém suas palavras foram cortadas por Klaus.
– Tenha um bom tempo com ela Jasper.
Eu não respondi. Caminhei em direção ao seu quarto.
Ela estava maravilhosa. O vestido moldava cada curva de seu corpo.
Eu quis tocá-la, sentir a sua pele suave e quente contra a minha, pressionar meus lábios contra os dela e lentamente tirar suas roupas e ter meu caminho com ela pelo fogo.
Todas as fantasias que eu tinha tido sobre Isabella e muitas coisas que eu queria fazer com ela veio correndo, em seguida, na linha da frente da minha mente, e eu tentei discretamente transformar meus quadris de modo que a protuberância na minha calça não seria tão óbvia.
Tomei uma respiração desnecessária, mas que funcionou para clarear meus pensamentos lúdicos.
– Você está linda!
Ela corou com o elogio o que fez mais adorável aos meus olhos.
– Vamos? – estendi minha mão em sua direção e ela não hesitou em segurá-la. O que me fez sorrir satisfeito. Caminhamos em direção à porta. Ela pareceu vacilar e eu me coloquei em sua frente. – Algum problema? Você mudou de ideia?
Que ela não tenha mudado de ideia.
– Não é que...
– É que..? – incentivei. Se ela havia mudado de ideia, eu não ficaria feliz, mas iria aceitar. Ela já foi pressionada muito em um único dia
– Não é nada. Vamos.
Eu verifiquei como ela se sentia realmente. Seus sentimentos me dizia que ela estava envergonhada, uma parte bem pequena que era suplantada por uma grande curiosidade.
Por que ela se sentia assim?
– Se você mudou de ideia, basta dizer. – seria escolha dela. Eu não iria força-la. Por favor, não mude de ideia.
– Eu não mudei de ideia. Eu só preciso pegar... Um casaco.
A vergonha saia em ondas dela. Por que ela se sentia tão envergonhada por algo tão simples era além de mim. Menina boba.
– Eu pego para você. – Entrei no closet achando um casaco que pudesse mantê-la aquecida. - Você não precisa ficar envergonhada por esquecer-se de pegar um casaco. – assegurei.
– E-eu...
– É melhor irmos ou não chegaremos a tempo. Eu fiz reserva em um restaurante local de última hora... –bem Alice fez, mas não vem o caso. Não queria ter que explicar quem era Alice. Pelo menos não nessa noite. - Precisa de mais alguma coisa? – perguntei sentido sua hesitação.
– Não, é melhor irmos.
Olhei em seus olhos para me certificar que era mesmo o que ela queria, encontrando apenas determinação.
Descemos as escadas com ela segurando meu braço como suporte. O sentimento da sua mão quente no meu braço foi estranhamente reconfortante, e eu apreciei cada minuto dele antes que ela teve que soltar para entrar no carro.
