E agora, Le Grand Finale! Vamos por partes então. Primeiro, eu quero dizer que só ia postar quando fechassem 235 reviews, mas eu to feliz então resolvi postar mesmo assim. Vocês podiam me compensar e fazer chegar a 250, né? Falando em 250, assim que elas chegarem eu posto o trailer EM VÍDEO da continuação (Nobody Does It Better). E falando sobre a continuação, bom... eu tenho o planejamento completo. E o primeiro capítulo. Mais nada; nem o trailer escrito. Mas eu vou fazer o possível para dia 15 de Fevereiro, no máximo, postar o trailer escrito (porque o vídeo vem assim que completar 250 reviews, como eu já disse). Enquanto isso, a cada cinco ou dez dias eu vou postando oneshots ou capítulos de "No Limite da Razão", então podem continuar me visitando que sempre terão novidades!
Obrigada a Gabriela Black (tem a continuação, don't worry), Nath Mansur, Sayumi Padfoot, LelyHP (eu disse no capítulo dois ou três, quando a Nicolle fala do patrocínio, mas bem disfarçado. Mas tu acertou, igual!), Monique (matar? Talvez...), Lil's Black (boa viagem), Marcelaa Black, Summer Black, Rose Samartinne, Ninah Black, Cla.V, Mrs.Na Potter, Jeh Tonks (mas se quiser ler no fanfiction e comentar de novo, hehehe), Náh, e Deisok-chan.
Escrever essa fic foi uma experiência maravilhosa. Eu adorei cada comentário, cada sugestão, cada crítica, cada elogio, cada reclamação pela demora. Vocês me fizeram muito feliz acompanhando até aqui, e espero que sigam comigo em Nobody Does It Better – eu prometo mais escândalo, isso podem ter certeza! Então um Obrigado ENORME a todo mundo que veio comigo até aqui. Adoro vocês. Estou louca para saber o que acharam desse capítulo aqui e quais as apostas para a continuação! Não se esqueçam de me falar. Beijão e aproveitem o último capítulo, Gween Black. (AH! Amanhã começa o vestibular. Desejem-me sorte!).
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- Capítulo Dezenove -
A Próxima Vítima
"Mais cedo ou mais tarde, o amor é seu próprio vingador."
(Lorde Byron)
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- Droga? – Gween perguntou.
- Pega as chaves e VEM! – Lílian gritou, pegando a bolsa, as algemas e a arma. – RÁPIDO!
Gween não respondeu, apenas obedeceu à amiga. Saiu da porta do apartamento e o trancou, o que lhe custou preciosos minutos; precisou correr para alcançar o ritmo descontrolado de Lílian. Quando finalmente atingiram o carro, Lílian deu a partida antes mesmo de Gween conseguir fechar a porta.
- Dá para você me dizer o que está acontecendo? – a loira perguntou, vendo o velocímetro chegar rapidamente a 100km/h.
- Ligue para Tiago e diga para irem urgentemente ao Hilton. – a ruiva bradou. – E peça para avisarem Moody!
- Moody?... – ela perguntou.
- AGORA!
Gween revirou os olhos, pegando o celular e discando os números. Deu o recado a Tiago, que permaneceu tão confuso quanto ela.
- SÓ VEM! – Gween gritou, imitando a amiga; sabia que iria surtir resultado. – Agora, Lily... – Gween engoliu em seco. – Para que chamar o Moody?
- Você não vê? – a ruiva freou rapidamente e derrapou pelo chão quando a sinaleira fechou. – Nicolle está em perigo!
- Nicolle? NOSSA NICOLLE? – Gween começou a gritar. – NÃO! EU QUE IA SER A VÍTIMA, NÃO NICOLLE!
- ACALME-SE! – Lílian repreendeu-a. Viu pelo canto dos olhos Gween se recostar e fechar os olhos, preocupada.
- Nicolle... não pode ser... – ela suspirou. – Por que... por que você diz isso?
- Lord Voldemort. – Lílian respondeu, simplesmente. – Inglês. Ted Mooldir Romlav. É um anagrama.
- Ted Mooldir Romlav? – Gween rapidamente cruzou as letras na mente. – Não dá, sobram três letras.
- "I am Lord Voldemort." – a ruiva esclareceu, fazendo uma curva perigosa que obrigou Gween a se apoiar fortemente no banco. – A mim, não sobram nenhuma.
- Um... anagrama... – Gween murmurou. – EU SOU A CRIPTÓGRAFA! EU DEVERIA TER DESCOBERTO! POR MINHA CULPA NICOLLE ESTÁ EM PERIGO!
- CALE A BOCA, GWEEN! – Lílian retrucou, subindo ligeiramente na calçada para fazer uma ultrapassagem arriscada. – NÃO É SUA CULPA!
- É CLARO QUE É! – ela começou a falar muito rapidamente, mexendo as mãos e começando a transpirar. – ERA A MINHA RESPONSABILIDADE E EU A DEIXEI NA MÃO! SE... SE ALGUMA COISA ACONTECER A NICOLLE... – ela deixou a frase no ar, engolindo em seco.
- PARE COM ISSO JÁ! – Lílian ordenou. – HISTERISMO E DESCONTROLE SÃO AS ÚLTIMAS COISAS QUE PRECISAMOS.
- Tudo bem... – Gween balbuciou, ligeiramente assustada.
- Ótimo. – Lílian estacionou. – Vamos.
As duas saíram do carro e foram até a recepção.
- Ted Mooldir Romlav ou Nicolle Petterson se registraram hoje?
- Desculpe, senhorita, isso é informação confidencial. – a recepcionista irritante respondeu.
Lílian bufou, revirou os olhos e ergueu o distintivo.
- Acredito que isso possa soltar sua língua. – ela retrucou, ácida. – Ou eu também posso invadir quarto por quarto, o que seria maravilhoso para a reputação do hotel.
- Sinto muito... – a recepcionista balbuciou. – Suíte 623. Registrado para Nicolle Petterson.
As duas saíram correndo, apertando freneticamente no botão do elevador.
- É claro que o filho da puta se registrou no nome de Nicolle – Lílian começou a falar –, assim não estaria se incriminando.
O elevador abriu e as duas pularam para dentro. Lílian apertou no botão seis e disse:
- Quando chegarmos lá, deixe tudo comigo. – ela falou. – Lembre-se: ele tem uma arma, você não. Pegue Nicolle e vá! É uma ordem!
- Eu vou. – Gween assentiu.
A porta do elevador abriu e as duas se entreolharam. Era a hora. Juntas, correram, os números passando como borrões por seus olhos.
- Aqui, Lílian, achei! – Gween falou.
A ruiva pegou o cartão mestre que havia amigavelmente exigido da recepcionista e o abriu. O hall da suíte estava completamente vazio e impecável. O silêncio era quase palpável.
- Por aqui. – Lílian murmurou. – Eu dou cobertura.
Gween assentiu e as duas seguiram pé por pé pelo corredor. Ao fim, a porta de um quarto estava entreaberta. As duas se entreolharam. Lílian assentiu e chutou a porta com força, pulando para dentro, enquanto Gween fazia o mesmo.
Para Lílian, tudo aconteceu muito rápido. Em um momento ouviu o grito de Nicolle, e, no outro, sentiu uma mão em volta de sua boca prendê-la com força e a arma ser jogada longe.
- Não se mexa. – ela ouviu uma voz sibilante sussurrar em seu ouvido. Pelo canto dos olhos, viu que ele apontava uma arma com a outra mão na direção de Gween e Nicolle, imóveis do outro lado do quarto. – Ou eu estouro os miolos das suas amigas.
Lílian engoliu em seco, avaliando as opções. Respirou fundo. Era sua única chance. Reunindo toda a força que tinha, ergueu o cotovelo e atingiu o antebraço de Ted, fazendo-o bater com força contra a parede e derrubando a arma dele.
- Pegue Nicolle e vá!
Gween viu Lílian e Ted tombarem pelo chão, uma confusão de braços e pernas, cada um tentando alcançar a arma antes do outro. Quando observou um espirro de sangue, fechou os olhos pedindo que não fosse de Lílian e se voltou para Nicolle. A garota estava fortemente amarrada pelos braços e pernas nas extremidades da cama. Gween demorou vários minutos para livrá-la das amarras, e mais vários para ajudá-la a se firmar. Nicolle tremia completamente.
Sussurrando palavras de conforto no ouvido da amiga, ajudou-a a caminhar lentamente até o elevador e a descer até o térreo. Chegando lá, sentaram-se a um sofá. O rosto de Nicolle estava coberto de lágrimas.
- Você está bem? – Gween perguntou.
- Ele... ele não conseguiu me machucar. – ela falou, entre soluços. – Fica comigo?
- Eu... – ela olhou para a amiga; era a imagem do desamparo. Mas Lílian estava lá em cima, lutando sozinha contra um serial killer. – Eu deveria ajudar Lily. Os garotos estão vindo.
- Não, Gween, por favor! – Nicolle conseguiu balbuciar entre as lágrimas intensas. – Pelo menos até eles chegarem...
A garota abraçou a amiga, deixando as lágrimas ensoparem sua blusa. Nicolle tremia toda, apertando Gween com toda a força. A loira dividia-se entre a preocupação por Lílian e por Nicolle. Era uma escolha sem saída.
A porta do hotel abriu-se com um estrondo, e Sirius, Tiago e Remus passaram por ela. Afobados, avistaram Gween.
- ONDE ELA ESTÁ? – Tiago gritou.
- Quarto 623! Ele tem uma arma! – advertiu, mas Tiago já entrava pelo elevador.
- Como você está? – Remus perguntou, abraçando Nicolle.
- Melhor... – ela murmurou. O garoto envolveu-a com os braços e beijou os cabelos dela, uma expressão de alívio extremo no rosto.
- Vamos. – ele falou. – Está tudo bem. Eu levo você para casa.
Nicolle limpou as lágrimas desajeitadamente, assentindo fracamente. Ele conduziu-a para fora do hotel, enquanto Gween suspirava e se deixava cair no sofá, mergulhando o rosto nas mãos.
Alastor Moody entrou pelo hotel seguido de Benjamin Fenwick e Caradoc Dearborn, dois dos mais poderosos policiais. Sirius só murmurou "623" para eles, que seguiram desabalados para o elevador.
- Sirius... eu não sei... – ela murmurou.
Ele envolveu-a com os braços, a cabeça dela escorando-se em seu peito. Suspirou. O caminho até lá parecia ter sido absolutamente longo, a incerteza da vida latejando sobre eles.
- Eu não acredito que podia ter perdido você. – ele sentiu os olhos arderem, apertando-a com força. – Eu...
- Está tudo bem. – ela riu, por ser ela quem havia de consolá-lo, e não o contrário. Levantou-se. – Lílian pode estar precisando de nós. É melhor irmos seguindo.
- Tem razão. – Sirius assentiu, o sangue policial logo voltando a correr pelas veias. – Mas Moody já deve ter controlado tudo. – ele completou, enquanto o elevador começava a subir.
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Lílian sentiu o corpo pesado de Ted comprimi-la contra o chão. Ele ergueu o braço dela, empurrando-o com força contra o chão. Ela ouviu o som do próprio cotovelo bater contra a madeira, um estrondo feio que lembrava ligeiramente uma fratura. A dor subiu em ondas pela garganta, e por um momento ela pensou que poderia vomitar.
- Você salvou Nicolle. – ele murmurou, a voz bafejando em seu rosto. Lílian enojou-se completamente daquela expressão superiora e da forma repugnante com que ele falou. – Mas ninguém irá salvar você. – completou, acertando uma cotovelada em cheio em seu estômago.
O ar fugiu, a respiração faltou e tudo escureceu por um instante. A dor era forte. Muito forte. Ela não poderia dizer o quanto conseguiria resistir.
Ouviu-o ofegar. Estaria excitado, talvez? Aquela era a sua chance. Tentando ignorar a dor latejante em todo o corpo o máximo possível, juntou toda a força que conseguiu reunir e se impulsionou para frente. O corpo dele rolou, encontrando-se fortemente com a parede.
Em vantagem, Lílian sentou-se sobre a barriga dele e atingiu um soco em cheio no nariz de Ted. O sangue jorrou, quente, e ele arquejou de dor. Ela sentiu a raiva emanar do corpo dele, e em um instante era levantada e jogada contra a parede. Quando ele se afastou rapidamente, a força faltou e ela caiu de joelhos no chão. A dor que se infiltrava parecia corroer cada célula. Arfando, Lílian ergueu a cabeça. Ted ergueu o joelho e acertou em cheio em uma costela. Ela gritou, os pensamentos desaparecendo por alguns segundos. Antes que pudesse respirar mais uma vez, foi jogada para trás, caindo de bruços no chão. Sentiu o pé forte e grande pressionando suas costas, sem conseguir respirar. A visão estava turva e ela mexia os braços convulsivamente, tentando alcançar qualquer coisa que pudesse servir como arma.
A mão atingiu um cabo gelado no mesmo instante que ele lhe chutou as costelas. Respirando fundo e se forçando a enxergar qualquer coisa, Lílian reuniu forças para virar-se de frente para ele. A mão direita carregava a pequena pistola que ele havia trazido. Mal teve tempo de observar a expressão surpresa nos olhos dele; o tiro saiu, zunindo, para se instalar no ombro direito de seu opositor.
No mesmo instante, Tiago apareceu pela porta.
- LÍLIAN! – ele gritou, ao encontrá-la tentando se levantar, as mãos apoiadas no joelho, o peito movendo-se rapidamente com a respiração descompassada.
- As algemas, Tiago... – ela indicou um canto no chão.
Tiago recolheu as algemas e se aproximou de Ted, que se gemia e arfava de dor, segurando o ombro ferido. Sem dó, Tiago puxou os braços dele para trás e os algemou; ouviu-o gritar de dor. Naquele instante, Moody entrou pela porta.
- Ele fica com a gente. – ele murmurou, a voz fria e intimidadora ecoando pelo quarto silencioso, com exceção dos ofegos constantes.
Benjamin e Caradoc ergueram Ted, ignorando os gemidos de dor, e passaram pela porta. Moody ainda permaneceu por mais alguns minutos.
- Você está bem? – ele perguntou para Lílian.
- Estou. – ela murmurou, embora a resposta tenha saído fraca.
- Você deveria ir para um hospital. – ele recomendou.
- Vou levá-la. – Tiago garantiu.
- Acho bom mesmo, moleque. – ele falou. – Aquele lá – disse, indicando as escadas abaixo, o que eles sabiam que queria dizer Ted – deve mofar em Azkaban. Vocês sabem como essa prisão perpétua pode ser pior que sentença de morte.
Os dois assentiram, Lílian bem mais consciente da terrível realidade de Azkaban do que Tiago. Moody sorriu para os dois, saindo devagar do quarto. Quando chegou à porta, ainda voltou-se uma última vez:
- Bom trabalho, garota. – ele sorriu. – Estou orgulhoso.
Ela sorriu de volta, mas Moody seguiu seu caminho.
- Lílian... – Tiago murmurou, perdendo-se nas próprias palavras, sem saber exatamente como se expressar. – Eu não acredito...
- Está tudo bem, Tiago. – ela murmurou, sentando-se na cama. – Está tudo bem.
- Se eu não tivesse chegado... se você não tivesse... – ele engoliu em seco, passando a mão pelo rosto. – Oh, meu Deus, Lílian...
- Hei, eu estou bem. – ela riu, meio divertida com a situação, apesar da dor constante.
- Graças a Deus. – ele murmurou, mais desamparado do que ela pensou que ele pudesse ficar.
Ele aproximou-se dela, deixando a mão passar por seus cabelos. O sorriso no rosto de Lílian se desfez, sentindo um começo de nervosismo formar-se em seu estômago. Será que...? Tiago ergueu as mãos de Lílian; estavam cobertas de sangue. Uma onda de amor o golpeou como um murro quando ele passou uma daquelas mãos manchadas por seu cabelo e avançou para ela.
A dor que ela estava sentindo desapareceu no instante em que os lábios de Tiago tocaram os dela. Eram famintos, desesperados, preocupados; carregavam tantos sentimentos que Lílian mal pode reagir, arrebatada por aquela onda intensa.
- Sempre foram cabelos vermelhos. – ele murmurou.
- O quê? – ela perguntou.
- Nada, Lily. – ele abraçou-a. – Nada. – completou, enquanto a puxava para um novo beijo.
Na porta do quarto, Gween sorriu para Sirius.
- Acho que eles não precisam da nossa ajuda.
- É. – Sirius concordou, sorrindo. - E nem nós precisamos da deles. – ele completou, envolvendo-a com os braços e sorrindo.
- Sirius Black... – ela estreitou os olhos, divertida.
- Eu gosto de você. – ele suspirou. – Só queria que você soubesse. – completou, continuando a caminhar com ela para fora do hotel.
A brisa encontrou-os em cheio assim que passaram pela porta. Era gelada, gelada como aquele silêncio; mas, incrivelmente, também era reconfortante. E sempre seria.
