Capitulo 20 – O inicio do Fim
" – Senhor… Um jovem rapaz quer falar consigo." – o Hannya não necessitava aparecer para a sua presença ser sentida, era como se se camuflasse com a escuridão. Poderia ser imperceptível para todos os outros, no entanto, não o era para o Aoshi, o seu mestre.
Após fazer sinal para o deixar entrar, o Aoshi pôde ver um miúdo de cabelo espetado,pele morena, os seus olhos grandes acastanhados demonstravam uma audácia que não era normal para a sua tenra idade.
De imediato este se apresentou:
" - O meu nome é Myojin Yahiko, vim aqui a mando de Kamagata Yumi." - retirou de dentro da sua roupagem um envelope - " - Ela pediu que lhe entregasse isto e que não me fosse embora antes de a ler. " - esticou a mão dando a carta ao Aoshi.
Ele rapidamente repassou os olhos pelo seu conteudo e após alguns segundos já tinha terminado de a ler. Pousou a carta na secretária de madeira e levantou-se.
" - POr aqui." - ele indicou
O jovem Yahiko seguiu-o. Aoshi não era hospitaleiro, nem mesmo acolhedor, pois em todo o caminho que fizeram até ao quarto dela, ele não disse uma única palavra.
" - É aqui." - ele bateu suavemente á porta antes de abrir. o Yahiko ficou da parte de fora enquanto ouvia o Aoshi dizer:
" - a Yumi enviou um mensageiro para saber se está tudo bem contigo. Queres recebÊ-lo agora?"
Ouviu uma ténue voz responder afirmativamente e foi aí que o Aoshi lhe fez sinal para entrar.
O Yahiko entrou no quarto que estava iluminado por vários candelabros e olhou a jovem sentada no futon. Foi então invadido por uma sensação estranha, nunca tinha sentido nada assim, mas, apenas de olhar para ela teve uma sensação reconfortante... um sentimento que já não tinha desde a Morte dos seus pais...
O Aoshi observou a interação entre os dois por momentos... SE por um lado o Yahiko parecia estar confuso, a Kaoru, por outro parecia estar feliz... Provavelmente aqueles dias fechada nas masmorras... Não estava sozinha, no entanto, ele reconhecia que se havia muitos dons que tinha, o ser conversante não era um deles... Por esta altura ela deveria estar ansiosa para puder falar com alguém. Virou costas rapidamente, fazendo com o vento da passagem a sua gabardine flutuar... e depois saiu do quarto deixando a porta aberta.
Assim que o viu sair, a Kaoru começou a falar: " - OLá..."
O miúdo gesticulou: " - Olá... o meu nome é Yahiko..."
" - Eu sei..." - ela interviu
As sobrancelhas do jovem ergueram-se:" - Sabes? Como?"
de imediato a Kaoru se arrependeu do que tinha dito... Mal o tinha visto, recordou a visão que tinha tido na noite em que havia sido atacada pela primeira vez, na qual ela ensinava o Yahiko a defender-se de um adversário que fosse mais forte que ele.
" - Ah... eu..." - a sua mente mirabolou procurando uma resposta para o facto de já saber o seu nome - " - É isso.... vi-te no restaurante e ouvi alguém a chamar por ti..."
o rapaz ficou esclarecido com a resposta, e, de imediato saltou para o assunto que o tinha trazido ali.
" - A Yumi quer saber se estás bem aqui." - na sua pele morena podiam ver-se os raios das velas a crepitarem...
a Kaoru deu um pequeno sorriso... " - A masmorra não é o sitio mais confortável do mundo, mas sim , o Aoshi tem sido muito simpático comigo, ele salvou a minha vida quando aquele homem me atacou..." - ela recordou a fatidica noite na qual saiu de casa do Kenshin - " - Apesar de não me conhecer ele, ajudou-me numa situação dificil."
o Yahiko observava atentamente as expressões dela, a forma expressiva como ela o olhava demonstrava que se sentia tão á vontade com ele, como ele se sentia com ela, e isso era bom...
" - As feridas foram muito profundas?." - ele perguntou
a Kaoru suspirou: " - Foi um golpe, sinto algumas dores no corpo, e sinto-me fraca, mas acho que é mais devido ao facto de ter estado muitos dias inconsciente e sem comer."
" - Não entendo que tipo de homem magoa uma mulher...." - o sentimento de repulsa na sua voz tornou-se evidente.
" - Há muita gente assim Yahiko, infelizmente." - embora ele fosse jovem, a Kaoru conseguia notar neste miúdo um senso de justiça enorme...
ele continuou alheio ás observações que ela fazia dele: " - SE eu pudesse eu matava todos os homens assim... Eu destroia todos os assassinos, todos aqueles que fazem estas ruas se encherem se sangue á noite..."
A sua mão voou para a dele segurando-a com gentileza: " - Não posso permitir que penses assim Yahiko."
" - POrquÊ?" - ele axclamou admirado
" - Se alguma vez tivesses que matar alguém, tornar-te-ias um assassino..." - o seu olhar desviou-se do dele dando a entender que por trás das suas palavras havia mais do que mero senso de moral... Mas... para já era cedo demais para entrar em pormenores...
" - Quando sais daqui? Precisas de alguma coisa?" - ele perguntou retirando rapidamente a sua mão que ainda permanecia sobre o toque da dela.
" - Quando saio? Não sei... " - ELa disse num tom triste. " - Ele disse que ia chamar um médico e só depois me deixaria sair."
o Yahiko balançou a cabeça em sinal afirmativo... Diria a Yumi que ela estava bem ali, era bem tratada, senão não chamariam um médico.
Mas a voz dela retirou-o dos seus pensamentos: " - É tudo tão triste aqui." - os olhos da rapariga fixaram os candelabros ardendo - " - Estar o dia todo aqui sozinha vai ser muito cansativo... "
" - Mas... há alguem em especial que gostasses de ver, alguém que ainda não saiba que estás aqui?" - o rapaz perguntou desejando ajudar - " - Sabes que devido a estares neste castelo, muito pouca gente sabe que estas aqui... "
" - Havia uma pessoa de quem eu gostaria de saber informações.... Mas..." - a sua hesitação tornou aind mais curioso o Yahiko
Ele questionou: " - Mas... ninguém me conseguirá obter informações dessa pessoa, a menos que... "
" - Fala! Diz! Se puder ajudar não me custa nada... " ele disse encoranjando-a a continuar
" - Muito bem..." - ela disse com um sorriso - " - Só preciso de papel e tinta para escrever uma carta."
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" - Uma carta?" - o Iizuka achou estranho, não era normal receber muita correspondencia. Quando se tratava do Katsura, este não enviava cartas, mas sim um dos seus homens... Por isso, quem seria o remetente desta carta?
Ele pegou nela e mandou embora o míudo, não o reconhecendo.
O Enishi por sua vez voltou de onde tinha vindo.
Quero saber noticias do Battousai, preciso saber se o nosso plano se realizará.
Vou enviar alguém a Otsu para nos trazer noticias. Preciso que venhas falar comigo amanhã.
o Iizuka amarrotou o papel nas mãos... Patriotas... ele retorquiu.
Uh! Imperialistas ou revolucionários... Não me faz diferença quem ganha ou perde, no final, de qualquer forma, eu vou ter sempre o meu lucro... de ambos os lados.... o seu sorriso maquiavélico encheu a sala antes silenciosa...
Kenshin e Katsura lutavam pela democracia, por uma nova era de paz, por outro lado os imperialistas queriam manter tudo como estava, as mesmas classes, divisões...Embora no inicio os ideias de Katsura o tivessem atraído, o seu egoismo falou mais alto... Trabalhar para os dois lados, ganhar de ambos... era simplesmente o plano perfeito....
Só faltavam mais uns dias até tudo correr como ele planeava, ninguém desconfiava dele, o próprio Battousai depositava nele toda a sua confiança... Apesar de ser um assassino cruel, no fim de contas era apenas um miúdo.
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Haviam passado alguns dias desde que eles tinham chegado a Otsu. Tudo parecia normal, tinha uma vida normal, calma, pacifica, descansada...
o Kenshin estava rodeado de crianças com quem brincava.
Quem diria, Battousai a brincar com crianças... Se os pais delas soubesse quem ele era... Tentou afastar a mente desse pensamento e usufruir o momento que estava a viver.
" - Kenshin, é a tua vez!" - uma menina retirou a venda dos olhos e deu-a ao Kenshin. O seu sorriso era lindo, grande, com uns olhos azuis tão belos e expressivos que por momentos o fez lembrar de alguém em particular.
" - Então?" - ela reclamou ao ver que ele não respondia
o Kenshin sorriu: " - Sim... Sim... é a minha vez..." dito isto, colocou a venda nos olhos e começou a contar.
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Do outro lado a Tomoe observavo-o. Não havia muita gente como ele. Como é que alguém como ele, com todos os seus poderes e altas responsabilidades, conseguia achar prazer em brincar com os filhos dos outros?
Era como se, quando fazia isso, ele não fosse o mesmo. Se ela o tivesse conhecido agora... nunca diria que ele era apenas um assassino... mas sim... um homem bom.
Um homem bom... eram estranhas essas as palavras que ela estava a usar para caracterizar a pessoa que tinha morto o homem que ela amava... Kyiosato... esse sim era um homem bom... Não ele... Não aquele assassino.
Preciso me concentrar naquilo que tenho de fazer... Descobrir a sua fraqueza... - Caminhou para a cozinha, onde a esperavam os seus utensilios na preparação do jantar. Mais uma vez ela ia cozinhar para ele.
Não seria simplesmente mais fácil envenená-lo e estava tudo resolvido? - ela abanou a cabeça negativamente - Mas o que é que eu estou a dizer? Eu nunca seria capaz de fazer isso... - pegou na panela e colocou lá dentro os legumes com agua a ferver. A Tomoe tinha uma sensação estranha, como se fosse um pressentimento de que algo se iria passar em breve...
Como estará o Enishi? Ele é tão pequeno... E já está envolvido nisto... Eu devia tê-lo deixado com o meu pai na nossa aldeia... Mas ele insistiu em vir comigo... a Esta altura já deve estar de volta a casa... Pedi isso antes de me vir embora.... - Ela sabia que o seu pequeno irmão faria tudo para a ajudar, gostava dela como se fosse uma mãe... No fim de contas, ela era ao mesmo tempo a sua irmã e sua mãe...
Baixou a cabeça e suspirou, não conseguiria estar longe dele por muito mais tempo...
" - Está tudo bem?" - o Kenshin estava á entrada da cozinha a olhá-la, provavelmente tinha entrado e ela nem se tinha dado conta disso.
Ela engoliu em seco e desviou o olhar dele antes de responder: " - Sim." - Fingiu voltar ás suas tarefas domésticas.
o Kenshin pensou um pouco mas, apesar de tentar ler aquela rapariga, a única coisa que conseguia sentir era que carregava com ela uma grande dor e tristeza, não próprias para a sua idade.
" - Tomoe-san, se precisares de algo diz." - Nao esperava resposta, por isso começou a caminhar em direcção ao quarto.
" - Estranho."
A voz dela fÊ-lo parar de andar. Mesmo sem se voltar ele perguntou:" - Estranho o quÊ?"
" - Como é que um Hitokiri como tu pode ser tão gentil?" - a pergunta não era ofensiva, mas ela estava mesmo intrigada em como tal disparidade de personalidades era possivel numa só pessoa...
Os olhos dele mostravam alguns reflexos de ambar. Relembrar a sua vida de Hitokiri era a última coisa que ele queria naquele momento, e, no entanto, apesar de estar longe da sangrenta capital, o nome Battousai o Esquartejador, perseguia-o para onde quer que fosse... Talvez nunca se fosse livrar disso...
A sua frase começou com um tom triste e macambuzio: " - Antes de ser um Hitokiri..." - a face dele voltou-se para ela que esperava uma resposta, então acrescentando: "- Sou um ser humano, apesar de as pessoas não conseguirem ver isso...." - Apesar do sentido da frase, quando disse a última parte, tinha um sorriso estampado no rosto, dando-lhe a entender que compreendia a questão dela.
Após isso retomou o caminho para o quarto deixando-a sozinha na cozinha.
Que homem estranho...
" - Dizes então que ela esta bem?" - a Yumi perguntou apoiando as mãos na cintura com contentamento .
O Yahiko respondeu jovialmente: " - Sim... apenas triste e com curiosidade de saber noticias acerca de uma pessoa."
a Yumi perguntou de imediato: " - Do Battousai?"
o jovem passou-lhe para as mãos a carta que a Kaoru tinha escrito. " - Ela pediu para lhe entregar isto."
a Yumi leu-a imediatamente.
Kamagata Yumi
Gommentasai,
É inadmissivel faltar ao trabalho logo nos primeiros dias do mesmo, no entanto, a situação ficou fora do meu controle, e, após ter que sair da casa onde vivia, fui atacada por um homem que nada mais desejava de mim do que divertir-se ao me matar.
Quero agradecer o facto de se preocupar comigo, e, enviar alguém para saber como estou. Foi muito gentil da sua parte.
Se que não tenho o direito, no entanto, queria pedir-lhe por favor, que avisasse a Sakura de que está tudo bem comigo e de que estou salva, dependendo do que o médico disser voltarei ou não para aí.
Sei que, o Kenshin não me veio visitar, nem mesmo durante todo o tempo que estive em coma, o Aoshi garantiu-me isso. Logo concluo que não terei uma casa para viver quando daqui sair.
Assim que sair estarei ao seu dispôr para trabalhar a tempo inteiro se for necessário para puder pagar uma renda.
Mais uma vez obrigada pela preocupação. Não sei quanto tempo mais ficarei, no entanto, o Aoshi permite que tenha visitas, o que e optimo, pois passo o dia todo só.
Onegai, avise a Sakura, não a quero preocupar desnecessáriamente.
Com carinho
Kaoru
A Yumi guardou a carta dentro do kimono e dispensou o Yahiko dizendo-lhe que para já deveria ir descansar, pois, precisaria que ele de tarde lhe realizasse outro favor.
Esperou que este o avistasse para não ser o primeiro a reagir, esperando pela primeira reacção deste estranho poderia saber que tipo de pessoa ele era. Se se dirigisse a ele sem nenhum problema, é porque não escondia nada, se pelo contrário, mostrasse reservas, é porque não era de confiança.
Assim que pressentiu que alguém o observava o homem caminhou na direcção do Yahiko.
Podia deduzir-se que pelo seu olhar fechado, que este individuo na realidade escondia algo, e o seu sorriso forçado era uma forma de tentar esconder aquilo que os seus olhos tão facilmente gritavam... Ele tinha um propósito em vi ali, e não podia ser nada de bom.
Este após chegar perto do Yahiko, perguntou-lhe: " - Por acaso trabalhas aqui?"
o Yahiko respondeu um pouco agressivo: " - Não tenho o costume de responder a quem não se apresenta primeiro."
o Homem ignorou a rudeza do jovem rapaz e continuou: " - Eu ando á procura de uma pessoa, e tu, talvez me possas ajudar..."
O Yahiko manteve o silencio.
" - Trata-se de uma jovem que trabalha aqui e que recentemente foi atacada. Sabes a quem me refiro?" - ele perguntou mantendo o sorriso sarcástico no rosto.
" - Se soubesse porque haveria eu de te dizer?" - O Yahiko continuava a não gostar daquele homem. Havia algo nele que era sinistro, e, se ele procurava a Kaoru, então a Yumi deveria saber primeiro.
" - Parece que sabes a quem me refiro..." - o homeme acrescentou levando tudo aquilo como se de um jogo se tratasse. - " - Muito bem, diz-me." - ele coçou a parte de trás da cabeça: - "Ela está aqui?" - o seu ar inquisidor já não assustava mais o jovem, apesar do homem na sua frente estar munido de uma espada e parecer ser hábil o suficiente para a usar a qualquer momento.
" - Não vou..." - as palavras do Yahiko foram interrompidas pela voz de espanto da Yumi atrás de si.
" - Bem, bem, bem... Digam-me lá se os meus olhos estão a ver bem..." - ela colocou ambas as mãos nas ancas e caminhou para perto do homem, fez um sorriso e apontou para ele: " - Eu sabia que mais tarde ou mais cedo tu irias ficar aborrecido da vida de casado Saito."
" - Enganas-te Yumi, hoje estou aqui em trabalho." - ele respondeu mantendo a sua expressão facial inalterada: " - Procuro pela jovem que foi atacada há uns dias atrás... Sei que trabalha aqui."
" - Sim... Mas neste momento não está aqui. Se quiseres vÊ-la tens duas hipóteses: Ou vais ao castelo de EDO e encaras o Aoshi, ou esperas até ela voltar ao trabalho." - a Yumi foi tão directa que até o próprio Yahiko ficou estupefacto.
O Saito saboreou as palaras: " - Ummm... Castelo..."
obviamente tinha gostado mais da primeira opção. Esperar nunca tinha sido o forte do Saito, afinal, ele estava haituado a fazer com que as coisas acontecessem, não a esperar que caissem do céu.
" - Não entendo o teu súbito interesse por ela Saito, será que me podias explicar melhor?" - a Yumi perguntou
" - Ela foi atacada por um dos nossos, e nós os ShinsenGumi protegemos o povo, por isso, esse erro deve ser reposto." - Ele respondeu prontamente.
o Yahiko interviu: " - Se é suposto protegerem o povo porquê que um colega teu a atacou?"
O Saito respondeu banalmente: " - Estupidez do Jin-Hei, e a estupidez dele resultou na sua morte."
" - Se o Aoshi não estivesse lá ela teria morrido Saito." - a voz grave da Yumi interrompeu o clima de tensão que se começava a formar ali - " - Isto não deve chegar aos ouvidos dos povo, caso contrário, vocÊs perderão toda a credibilidade."
" - Eu sei." - ele disse mais uma vez mantendo a sua aparente e inabalável calma - " - É por isso que aqui vim..." - " - Ummm... mas, se ela está no castelo, está bem protegida... Se fosse agora lá, iria levantar suspeitas, e é melhor que isso nao aconteça... Bem... Diz-me apenas quando ela voltar."
" - Sim... eu direi..." - A Yumi disse, vendo-o já de costas voltadas e caminhando para a saída. No entanto algo o fez e parar e voltar-se subitamente.
Por momentos, tanto ela como o Yahiko esperaram o que ele tinha a dizer, mas o silencio manteve-se.
" - O que foi? Precisas de mais alguma coisa Saito?" - Ela perguntou, já cansada de esperar que ele falasse.
Ele mostrou-se pensativo... : " - Eu só estava a pensar..." - Parou novamente de falar e olhou para o Yahiko. " - Ele... Não é muito novo para ti?"
" - AH?" - A Yumi exclamou
" - Bem, esquece, eu não tenho nada haver com isso..." - Dito isto, voltou costas e saiu.
o Yahiko ficou petrificado e a Yumi sem saber o que dizer... Aquele homem era desconcertante.
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" - Não gosto dele." - o Yahiko por fim afirmou.
A gueixa abanou negativamente a cabeça: " - O Saito não é mau... É apenas muito dificil de saber lidar com ele... Tem um feito horrivel... Apesar de tudo isso ele é o capitão da 3ª unidade da patrulha Shinsen..."
Era Amirável um homem como aqueles ter um cargo de tanta responsabilidade.
" - Pertence á patrulha de Shinsen?" - ele exclamou - " - Admira-me que queiram alguem como ele lá..."
A Yumi deixou escapar um suspiro. Naquele momento não lhe interessava mais pensar no Saito, Daqui a umas horas ela teria de se aprumar para receber quem esperava.
Shishio... O simples flutuar do nome dele na mente dela fazia-se sentir-se a voar...
Embora nunca tivesse sido muito sentimentalista no que dizia respeito aos homens, na verdade achava-os todos um bando de idiotas, aquele homem em particular fazia-a sentir-se diferente.
" - Bem.... Eu tenho que preparar umas coisas..." - ela disse voltando costas. A sua roupa roxa escorregava pelos ombros mostrando um pouco das suas costas, ao andar, fazi-o com todo o cuidado, como se o chão que pisava fosse algo delicado que poderia se partir... O seu olhar, podia mudar, de sedutor a irritada, de preocupado a terno, consoante a quem se dirigia.
Enquanto a via partir o Yahiko ficou bastante pensativo acerca da sua protectora... Nunca ninguém soube a verdade acerca da Yumi, de onde ela tinha vindo, o que fazia antes de ser uma gueixa conhecida, se a vida dela sempre tinha sido assim... Eram segredos que provavelmente ninguém nunca desvendaria...
O mais estranho é não existir ninguém ligado ao passado dela, ninguem da familia dela, nem amigos.... No fim de contas, a Yumi era apenas mais uma mulher solitária...
Retomou a ida para o seu quarto, que tinha sido interrompida pelo aparecimento do Saito.
Ao entrar no seu espaço pensou por um pouco numa outra mulher... aquela que tinha ido visitar de manhã... Kaoru.
O nome era lhe familiar, apesar de nunca ter conhecido nenhuma Kaoru. No entanto, havia algo nela, que o fazia-se sentir-se á vontade, era uma impressão, uma sensação inexplicável... Ao mesmo tempo havia também um sentido de protecção com relação a ela... Era como se sentisse obrigado a protegÊ-la... Como se alguém, alguma vez, lhe tivesse comissionado essa estranha missão...
Mas... ProtegÊ-la de quÊ? De quem? - Soprou o ar do seu interior com força, achando estúpido tudo aquilo que estava a passar na sua cabeça... Afinal de contas.... As vezes era normal nutrir empatia instantanea por alguém, mesmo não conhecendo essa pessoa de lado nenhum.
Não havia necessidade de imaginar porquÊs e respostas para tudo... Havia coisas que simplesmente não podiam ser explicadas...
Sentou-se e encostou as costas contra a parede. Mais daqui a pouco irei ter trabalho, é melhor descansar um pouco...
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PASSADOS DOIS DIAS
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A Kaoru fechou o pequeno livro que tinha encontrado na mesinha de cabeçeira... Havia algum tempo que não escrevia, e ao colocar no papel aquilo que sentia, tornava-se mais fácil para ela suportar tudo aquilo.
Naqueles dias, o Aoshi tinha ido visitá-la várias vezes. No inicio começava sempre por ser um monólogo, no qual ela era a única interveniente, mas, com o passar do tempo descobriu algumas característias nele que falavam mais do que a sua própria voz... A maneira como ele olhava, e como o seu rosto se tranformava consoante o que era dito... Ás vezes, ele próprio tomava a iniciativa de falar, mas nunca sobre assuntos próprios, pelo contrário, fazia perguntas acerca dela, de se ela gostava disto, daquilo, como se sentia.... Sim... A constante procupação com o seu estado de saúde era notória... Na noite anterior, no entanto, ele tinha feito algo bem estranho.
Tinham estado a conversar até bem tarde na noite, e, após isso ele decidiu que era horas para ela descansar.
Recordando:
" - Como é viver neste castelo Aoshi?" - ela tomou coragem para perguntar quando ele estava mesmo a sair, evitando olhá-lo nos olhos, temendo que fosse uma pergunta muito pessoal, á qual ele não quisesse ressponder: " - O que eu quero dizer é, se não tens familia?"
o Aoshi desviou o olhar por um pouco e depois olhou-a novamente.
a Kaoru retribuiu o olhar, na esperança de que ele respondesse, mas, ele nada disse. " - Tu vives aqui, sozinho... Não há ninguém que se preocupe contigo? Ninguém para quem tu tenhas que voltar depois de terminares tudo o que tiveres de fazer?"
" - E o que é que eu tenho que fazer?" - a pergunta dele foi evasiva.
" - Não sei... " - ela semisserrou os olhos e tentou reformular toda a situação. " - POr exemplo... eu conheci uma pessoa... um... samurai... como tu... que tinha uma missão... um propósito na vida..." - Embora o Aoshi e o Kenshin não fossem em nada iguais, era a única pessoa que ela conhecia a quem poderia aplicar um exemplo daqueles... " - Uma vez terminada essa missão, ele iria decidir-se por ter uma vida normal... "
Os olhos azuis dele escrutinaram a jovem: " - Achas que a minha vida não é normal?"
de imediato ela retraiu-se: " - Não é isso...." - ela passou a mão pelo cabelo esticando-o, pensando numa maneira de clarificar o que queria dizer: " - O que eu estou a perguntar é: Não há ninguém que se preocupe contigo, e que mereça essa mesma preocupação da tua parte?" - Embora tivesse feito uma pergunta ela continuou a falar: " - Antes de teres o teu trabalho, seja ele qual for, tu és um ser humano... Tenho a certeza de que terás alguém á tua espera quando tudo isto terminar..."
O Aoshi ouvia-a atentamente. Não havia dúvida de que ela era alguém de sentimentos profundos... Observadora e inteligente. O facto de nunca ter visto nenhum dos seus companheiros, fazia-a pensar que vivia ali sozinho naquele castelo... A sua preocupação era genuína, Conseguia ver isso nos olhos dela e senti-lo no tom de voz que envergava ao fazer as perguntas...
Mas havia coisas que ela tinha dito, que não eram verdade...
" - Eu não sou um samurai." - ele disse simplesmente.
Apesar de ele não ser muito enfático naquilo que dizia, ela pôde notar uma mudança na sua expressão facial.
Os seus olhos vaguearam um pouco pelo quarto, até se fixarem novamente nela. " - Eu não tenho familia."
A Kaoru engoliu em seco. " - Desculpa... Eu não queria..."
" - Mas tenho amigos a quem considero como minha familia." - ele disse.
E embora não tivesse nenhum sorriso estampado no rosto quando falou, ela pôde sentir que havia algo de bom, de alegre, nas palavras que ele usou.
" - Além disso, há um homem, um ancião, que me criou. Talvez a referencia mais próxima que eu tenho daquilo que um pai deve ser." - ele cruzou as mãos uma na outra fechando-as em concha.
A Kaoru deu um sorriso largo: " - Que bom... No fim de contas... Todos tem alguém para quem voltar... " - o seu coração encheu-se de tristeza, quando, ao proferir aquelas palavras se lembrou de que, aquela simples verdade não se aplicava a ela mesma. Tentou afastar esses pensamentos, perguntando:" Há quanto tempo nãos os vÊS?"
" - TrÊs anos..." - ele disse rapidamente.
A Kaoru ficou escandalizada: " - Como consegues estar tanto tempo longe de quem gostas?"
Ele não entendeu o espanto dela: " - Quando valores mais importantes se levantam, há sacrificios a fazer."
Ela ripostou: " - Mas, mesmo assim... eles devem ter saudades tuas... devem querer estar contigo..." - pensou por um pouco - " - Porque é que não vivem aqui contigo?"
Quando a ouviu dizer aquilo, foi a vez do Aoshi de ficar espantado: " - Achas que iria trazé-los para o campo de batalha em que este lugar se tornou? Não! Estar longe deles é a melhor forma de os proteger..."
A Kaoru sentiu uma pontada no peito. Aquelas palavras... Não tinha bem a certeza, mas, já alguém lhas tinha dito... alguma vez...
Levou a mão ao peito tentando acalmar a dor. " - Sim..." - ela concordou sem o olhar nos olhos... " - Mas... "
" - E tu? Não tens ninguém para quem voltar?" - o olhar dele era escrutinador... parecia querer saber, estar interessado no que ela teria para contar acerca dela mesma...
Naquela fraca luz a Kaoru tentava mascarar aquilo que sentia, impedindo que os seus sentimentos se reflectissem no seu rosto ou olhar, pois, para alguém tão observador como ele, isso seria facil de notar.
Era impossivel para o Aoshi não deixar de reparar que ela tinha ficado abalada com a pergunta dele... Apesar disso, e apesar de estar debilitada e fraca, continuava a emanar um sentimento de tranquilidade e inocencia tão forte que era como se apenas por lhe tocar, por falar com ela, tudo parecesse menos dificil... Ela era bela... Estranha e unicamente bela... Não se sentia atraído a ela, no sentido literal da palavra, mas sentia-se achegado a ela.... Numa maneira fora do comum...
" - Kaoru." -
De imediato chamou-a a atenção pelo simples facto de usar o seu nome, e, num tom, diferente....
Ela teve que levantar a cabeça para olhar para ele. " - Sim."
" - Estás entediada de aqui estar? Tens medo de mim?" - ele perguntou
A Kaoru foi apanhada de surpresa com a pergunta, e a resposta saiu um pouco tremida: " - Na...não... E agradeço-te muito o facto de me teres salvo..." - ela pensou por um pouco - " - E não tenho medo de ti... só te acho um pouco... misterioso..."
Ele sorriu interiormente com a sinceridade dela.
" - Amanhã, o teu médico virá ver-te, dependendo daquilo que ele disser, vais puder sair do quarto..." - ele caminhou até á porta e antes de sair voltou a cabeça para trás e acrescentou: " - Jantarás comigo e conhecerás o castelo, se quiseres."
Ela ficou pasma: " - Si...Sim... claro... será um gosto, é claro que quero."
Vendo que a resposta tinha sido afirmativa ele saiu do quarto e fechou a porta.
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A Kaoru recordou o estranho convite do Aoshi. Tinha que confessar que se sentia feliz por ir sair do quarto pela primeira vez e tantos dias, no entanto não deixava de pensar em quão estranho tudo tinha sido....
uma batida leve na porta fÊ-la parar de pensar no convite do Aoshi. Oh! Deve ser o médico! " - Sim!" - ela exclamou.
Ao ver a cara de quem a visitava sentiu um calafrio...
O que será que veio fazer aqui?
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Calma e paz.
Era aquilo que ele sentia ao ver aquelas rianças brincar... Ultimamente tudo parecia estar em harmonia... A sua vida com a Tomoe era bastante previsivel e calma... Não conversavam muito, mas ela era bastante prestativa e gentil com ele... Cozinhava muito bem, seria futuramente uma boa esposa e mãe...
As pessoas na vila, pensavam que eles eram casados, aliás, o objectivo era esse... Fingir que eram casados, por isso, quando alguém o procurava e usava expressões como: a sua esposa, ou a sua mulher, ele já não achava estranho.
Não nutria amor por ela, não, era simplesmente um afecto causado pela proximidade constante entre ambos.
Nada que se parecesse com aquilo que sentia pela Kaoru.
Kaoru.
O simples pensamento, a simples imagem dela na sua mente, fazia-o sentir um turbilhão de coisas ao mesmo tempo: amor ferido, carinho, paixão, arrependimento... Havia um conjunto de perguntas que ele sabia querer obter a resposta, no entanto, a sua mente dizia-lhe que não devia aprofundar mais. Já tudo tinha terminado e não havia lugar para dúvidas.
Havia ainda os sonhos que ele tinha tido com ela. Tão reais que pareciam ser... Todos eles tinham sempre um leve traço de tristeza embrenhado...
E que dizer das palavras, momentos, que viveram, nos quais ele nunca, em momento algum, detectou algum tipo de falsidade ou mentira no seu olhar...
Era dificil mentir-lhe... Pois ele sabia bem ler as atitudes das pessoas que o rodeavam, mas, pelos vistos, ela tinha conseguido ludibriar a sua capacidade de leitura.
Será que ela mentiu também quando prometeu achar forma de provar que não estava a mentir?
" - AIII!!!!"
O grito de uma das crianças alarmou-o.
Rapidamente olhou á sua volta e deu-se conta que uma delas chorava, pois um rapaz, que não era dali, lhe tinha batido.
O Kenshin correu até lá e amparou o miúdo que estava no chão a chorar.
" - Ele... Bateu-me...." - as lágrimas escorriam pela cara do menino.
O Kenshin limpou-as e olhou o novo rapaz que já caminhava noutra direcção ignorando-o: " - Hey!"
Levantou-se deixando o menino no chão e correu até ele, assim que o alcançou, tentou pará-lo, agarrando-o no ombro, e foi aí que o rapaz teve uma reacção inesperada.
De imediato, este e mordeu a mão do Kenshin...
" - Ah!" - o Kenshin não contava com aquela reacção da parte de uma criança, a dor não era grande, mas, ele simplesmente precisava de uma correção... Iria descobrir quem os seus pais eram e levá-lo de volta a casa.
" - Enishi!" - a voz da Tomoe soou atrás de si.
Ela conhecia o rapaz. Mas de onde? Será que eram aparentados.
De certa forma, a reacção do rapaz, respondeu aquilo que ele perguntou interiormente.
De imediato, a expressão facial do Enishi alterou-se de total agressividade, para total alegria. Por sua vez a Tomoe parecia bastante surpresa com o aparecimento dele.
" - Nee-san" - ele exclamou correndo para ela.
O Kenshin entrou em casa com eles os dois, deixando o resto das rianças a espreitar pela fresta da porta.
Uma vez no interior a Tomoe apresentou-os:
Colocando as mãos nos ombros do pequeno rapaz de olhos verdes, ela começou por dizer: " - Este é o meu irmão, Enishi."
O Kenshin gentilmente comentou: " - Ah... teu irmão... umm... agora que falas ele tem o teu..." - ia colocar a ão na cabeça do rapaz, mas,este mordeu-o novamente.
Decidido a não se chatear com aquela situação e com a rudeza do miúdo, decidiu deixá-los a sós: " - Tenho a certeza que tem muito para conversar... Eu vou sair por um pouco."
Uma vez no exterior da casa o Kenshin sentou-se no quintal a ver as crianças brincarem novamente:
Porquê que eu nunca ouvi nada acerca do Irmão da Tomoe? - ele interrogava-se - Bem... Eu não sei nada dela mesmo... Por isso, tambem não iria saber do irmão dela...
No entanto, como é que ele conseguiu saber onde ela morava? As unicas pessoas que sabem são o Iizuka e o Katsura... - o vento soprou na direção da casa o que o fez pensar em outra possibilidade. - Será que a Tomoe disse a alguém onde estava a morar?
Não... a julgar pela expressão de surpresa, ela não poderia saber... Tenho a impressão de que não vou entrar no novo ano sem antes ter problemas...
" - Qual é o problema?" - uma das crianças perguntou
" - É a tua vez!!" - Outra disse
Ele sorriu e : " - Desculpem. Estava dstraído... Lá vou eu!"
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No interior da casa
" - Enishi! Há tanto tempo que não te via!!! Fiquei surpresa, mas ao mesmo tempo feliz." - ela disse com um sorriso, dando-lhe um abraço - " - Vamos... Deves ter fome..."
Ele seguiu religiosamente a irmã até a cozinha com um sorriso enorme no rosto.
" - Como está o pai?" - ela perguntou
Ele abanou a cabeça com indiferença: " - Não sei."
" - Como assim, não sabes?" - ela passou a comida para um prato dando-lho para a mão. " - Eles não te mandaram de volta para casa?" - ela estava a ficar preocupada, e então uma enxurrada de perguntas começaram a surgir.
"-Se eles não te enviaram para casa, onde estás a ficar? Como sabias que eu estava aqui? Eu não entrei em contacto com ninguém do exterior...."
Ele fez uma pose de mandão: " - Não entras-te em contacto com ninguém do exterior, porque eu sou o contacto... Eu sei sempre onde estás... Eles contam-me tudo..." - De repente o rosto dele transformou-se: " - "Alegra-te mana! Chegou finalmente a hora de teres a tua vingança contra o Battousai." - ele esticou a mão para ela - " - Vamos Tomoe, vamos punir aquele que tirou de ti toda a felicidade..."
Ela não podia acreditar... Eles usaram o seu próprio irmão naquele esquema... Ela não podia permitir que aquilo acontecesse.
A sua próxima frase devastou o coração do jovem rapaz. Com um ar decido e triste ela disse:
" - Vai-te embora Enishi... Volta para Edo."
" - Huh!" - ele retorquiu, o seu sorriso desvancendo-se numa expressão de espanto.
" - Tu és o filho mais velho da familia Yukishiro... Não deves sujar as tuas mãos com problemas deste género." - ela disse
" - Não!" - ele gritou - " - Não me interessa da familia!" - as lágrimas começaram a formar-se nos olhos dele - " - Porque que não vens comigo? PorquÊ?" - ele berrou - " - Ele é o homem que destruiu toda a tua felicidade!!!!"
O Enishi não queria acreditar no que estava a ver: " - Estás a protegÊ-lo??? Mas ele é o teu INIMIGO!!!!" - ele berrou novamente
Não podia ser... as coisas não podiam piorar para ele... Nada podia ser pior do que imaginar que a sua irmão poderia estar a....
- Não...não pode ser... - ele pensou
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" - São e salvo em casa!" - o Kenshin acenou para os pais da última criança que tinha ido levar a casa.
" - Até amanhã, Kenshin!" - a menina gritou de volta.
Ele inverteu o caminho na direcção de sua casa... Estava pensativo em relação ao irmão da Tomoe, e, em como ele tinha-os encontrado... Mas... para cúmulo de todas as suas curiosidades, em sentido contrário vinha laguém a correr...
Assim que a pessoa se aproximou ele pôde recinhecer quem era. Tentou ser simpático: " - Não vás muito longe Enishi, já são quase horas de jantar."
Mas a resposta do rapaz não foi nada simpática, com os olhos cheios de raiva este enfrentou-o: " - Quem me dera que tu nunca tivesses existido!" - dito isto correu na direcção oposta a casa deles.
Que rapaz estranho.... - agora tudo tinha ficado ainda mais estranho...
Ao entrar em casa o Kenshin abriu a porta e pode ver que a Tomoe estava sentada a escrever.
Assim que o viu, este fechou com força o livro onde escrevia e agarrou-o bem perto do peito.
Esta recção alarmou o Kenhin que não gostou do que viu... Ela estava a esconder-lhe algo.
" - O teu irmão correu no sentido oposto..." - ele disse com um ar apreensivo dando-lhe a entender o seu desconforto em relação á situação.
" - Sim... Eu mandei-o embora." - ela disse calmamente
" - o QUE?" - Ele exclamou. Mas porquÊ? Que ela mandou assim embora o irmão dela? Não podia ser assim... ele era apenas um miudo!
Mais uma vez a calma dela surpreendeu-o. A Tomoe pousou o diário na mesa e suspirou:
" - Está na altura de conversar-mos Kenshin."
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Kika de Apus - Obrigadinha!!! Ufa due um trabalhão a escrever e demorou vários dias... ai... só espero que tenhas gostado tanto deste como do anterior... Tenho me epenhado em fazer com que os capitulos sejam mais profundos e descritivos.... Não sei se resultou... mas ficou definitivamente bem maior.... Obrigada por comentares....
KCHAN- Mal entendidos... mas não tem mal, porque eu cometo erros a toda a hora... ai menina... férias é palavra que não ouço há anos.... Consegui mais tempo para escrever porque fiquei em casa doente com varicela... ai que horror... Bem mais uma vez obrigada pela ajuda e comentários....
Tem havido muito poucos a comentar... Será que o trabalho está a ficra mau?
Bem de qualquer forma quero agradecer a todos os que leem e comentam...
na outra vez não deu para visualizar, mas fica aqui o meu blog: tentativasexpressao . blogspot. com com o www antes e tudo junto com os pontos... não coloco direito porque senão o site não vai aparecer...
BEIJO E ATÉ AO PROXIMO CAPITULO
