Disclaimer: Harry Potter e todos as pessoas mágicas, lugares, coisas, animal neste Fanfic pertencem a JK Rowling. Apenas Audrey e seus Parentes são meus ... Eu só não consigo imaginar eu pertenço tudo isso.

Um muito obrigada para a Renata que comentou minha Fic e para a Dani asmar potter e a Mireldis que favoritaram... Vocês moram no meu coração, assim como os meus leitores! Amo vocês!

Mas... pessoal... for favor dos meus peixinhos... comentem senão eu não sei se vocês estão gostando ou não...

Beijinhos açucarentos!

07/10/1971

Por causa da licantropia de Remus, Alvo teve que fazer algumas modificações no Castelo de Hogwarts. Como os pais de muitos alunos não iriam gostar de ter um lobisomem estudando com seus filhos, Alvo quase implorou para Minerva manter a sua condição em segredo para que o menino também não virasse motivo de perseguição na escola.

Como Remus se tornava muito violento quando se transformava, para a sua segurança foi construído um túnel que ia de Hogwarts até uma casa em Hogsmeade, para que ele pudesse ficar a salvo e não machucasse ninguém.

Para evitar a visita de curiosos, Alvo plantou e fez crescer com magia uma árvore com poderes de golpear quem chegasse perto dela. Essa árvore logo ficou conhecida como Salgueiro Lutador.

Naquela quinta–feira Remus acordou nervoso. No sábado teria lua cheia e ele sempre se sentia mal quando ia se transformar. Ele também estava nervoso porque teria que inventar uma desculpa para seus amigos não desconfiarem de sua ausência. Como não conseguia pensar em nenhuma, ele resolveu procurar sua colega Audrey para aconselhá–lo.

No Salão Comunal da Sonserina, o dia começou melhor para Severo e Audrey. Como a sua primeira aula, com os Ravenclaws, era de Defesa Contra as Artes das Trevas com o Professor Emery Reese, eles não tinham os Marotos para importuná–los. Os irmãos Snape estavam mais tranquilos desde o acontecimento da semana anterior, principalmente Severo, que sabia que não teria mais seu pai importunando–o em Hogwarts.

Porém, a calmaria durou pouco tempo. Minerva entrou na sala e nervosa, disse a Severo:

– Escuta, eu não sei o que você aprontou no escritório do Diretor semana passada, mas eu e o Professor Dumbledore vamos ao Ministério da Magia apresentar uma queixa de abuso contra o seu pai!

– Por quê? – perguntou Audrey.

– Não te interessa! – disse Minerva.

– Ela é minha irmã, tem direito de saber... – disse Severo.

– O que ela precisa saber é manter a boca fechada! – respondeu Minerva, saindo da sala apressada.

– Credo, que mulherzinha recalcada... eu posso jurar que ela ainda é virgem...

– Ahn... o que isso tem a ver com o humor dela? – perguntou Severo.

– Tudo! Como ela quer dar e não acha ninguém que a coma, ela fica assim, azeda desse jeito...

Severo balançou a cabeça. Uma Ravenclaw que estava perto e escutou a conversa dos irmãos, disse:

– Gente, desculpa entrar na conversa de vocês, mas aquilo deve ter até teia de aranha...

Os três caíram na risada. A Professora Sprout olhou feio para eles, fazendo–os parar de rir. Quando a professora virou–se e continuou a aula, Audrey perguntou a Severo:

– Falando sério, o que aconteceu naquela sala?

– Não sei... só sei que é bom você ficar quieta, a professora já tá brava com a gente...

– Tô cagando e andando para ela...

– Ah Audrey, a Professora Sprout até que é boazinha...

A próxima aula foi de voo com os Grifinórios. Lily se aproximou de Severo e Audrey e cumprimentou–os.

– Bom dia pessoal! – disse Lily.

– Bom dia Lily! – disseram os irmãos Snape.

– O que foi? Você parece estar triste... – perguntou Audrey.

– Faz um tempão que eu escrevi para a Tuney e ela não me respondeu... ela não gosta de mim...

– Não é que ela não gosta de você Lily... – disse Audrey abraçando a cintura da amiga. – Ela só está com inveja que você é bruxa e ela não...

– Obrigada... você é uma boa amiga... falar nisso, o que você aprontou dessa vez? A Professora McGonagall saiu no meio da aula e quando ela voltou ela tava uma fera...

– Ela foi me avisar que vai denunciar o meu pai por abuso...

James, que estava por perto ouviu a conversa e perguntou em tom jocoso:

– Aaaawn, pobre Seboso, o papai tá batendo nele?

– Cai fora, Potter! – disse Severo.

– Tem que bater mesmo! – disse Sirius. – Se eu tivesse um filho feio desse jeito eu dava uma surra por dia para ver se consertava a cara dele!

– E vem o amiguinho defender, o Bizunguinho não sabe se defender sozinho... – disse Severo.

– Parem agora mesmo! – gritou Lily.

– Verdade... – disse Audrey. – Eu fico me perguntando como vocês conseguem zoar com uma coisa dessa, abuso é um caso sério...

– Mas se é com o Seboso não tem problema... – Disse Peter.

– Vocês me dão nojo... – disse Lily. – Sev, me desculpa se a minha pergunta te expôs tanto assim...

– Tudo bem... não é culpa sua que esse grupinho é sem noção... o pior é que a Professora McGonagall nem quer chamar os pais da Audrey...

– Isso é o que ela pensa! – disse Audrey. – Eu vou escrever para o papai, nem que isso me dê outra detenção...

– Não faz isso... – disse Severo. – Você já se queima demais por mim... deixa quieto...

– Já tá decidido! Na hora do almoço eu escrevo a carta e a Melaine leva para o papai...

– Tá bom, agora vamos prestar atenção na aula...

Lupin olhou para Audrey e fez um sinal para ela. Ele foi até a Madame Hooch e disse:

– Professora, eu preciso ir ao banheiro...

– Pode ir...

Dois minutos depois, Audrey foi até a Madame Hooch e fez o mesmo pedido. A professora disse:

– Espera o Sr. Lupin voltar.

– Mas eu vou fazer na roupa!

– Sra. Snape, você já é grandinha, pode muito bem segurar o xixi...

– Mas não é xixi e eu vou fazer na roooooupa!

As turmas ouviram a conversa e estavam rindo da menina. A professora bateu a própria testa e disse:

– Vai menina, vai menina, cada coisa que eu tenho que escutar...

Audrey saiu correndo para a direção dos banheiros. Na porta do banheiro masculino ela encontrou Remus. Ela disse:

– É bom que o que você tem a me dizer seja sério porque por sua causa eu ganhei a fama de cagona!

Remus não entendeu nada. Ele disse:

– É que sábado é dia de lua cheia e eu não sei o que eu digo para os meus amigos para eles não desconfiarem da minha ausência...

Audrey pensou um pouco, ergueu o dedo indicador e disse:

– Já sei! Você vai dizer que a sua mãe tá doente... olha, eu tenho que escrever uma carta para o meu pai, então eu aproveito e escrevo para a Jean escrever como se fosse a seu pai, falando para você que ela tá mal e que quer que você passe o final de semana com ele... como teu pai chama?

– Gregório... você faria isso por mim?

– Mas é claro... amigos são para essas coisas... depois do almoço eu mando a carta, quando a Jean me mandar a carta dela eu dou para você... aliás... você quer que eu fique com você?

– Mas eu posso te atacar... não precisa...

– Bobagem... lobisomens só atacam humanos... eu fico com você na minha forma animaga, que é um dragãozinho...

– Tudo bem...

– Agora vamos indo porque senão o povo vai pensar que eu tô com diarreia...

– Muito obrigado Audrey, eu não sei o que eu faria se não fosse você...

Os dois voltaram para a aula e ninguém tirou sarro da Audrey porque a Madame Hooch manteve um olhar severo sobre as turmas. O resto da aula foi tranquilo, porém Peter havia escutado a conversa dos irmãos Snape. Ele pensou:
"Na primeira oportunidade eu mando um recadinho para a Professora McGonagall, quer dizer o Bizunguinho manda..."

Ele começou a rir. James perguntou:

– O que foi Peter?

– Cara, o Seboso montado na vassoura é engraçado demais!

– Tem razão... – disse James rindo.

– Dá para os dois pararem? – disse Remus. – Assim a Madame Hooch vai nos chamar a atenção...

– Tá bom mamãe... – disseram James e Peter.

Na hora do almoço Audrey correu para o corujal, conjurou um pedaço de pergaminho e uma fita e escreveu:

Papai:

A Professora McGonagall desconfia que o Tobias esteja abusando do Severo e ela se recusa a escrever para você...

Entre em contato comigo...

Ah... e diga para aquela safada da Jean que não cai a mão dela se ela escrever de vez em quando para a gente...

Beijinhos meus e do Severo

Audrey

No mesmo pergaminho ela escreveu:

Jean:

Eu tenho um amigo que é lobisomem, ele tem que se esconder numa casa no final de semana e ele quer uma desculpa para seus amigos idiotas.

Por favor escreve um bilhete como se fosse o pai dele, chamando–o para ir para a casa dele nesse fim de semana porque ele está doente. O nome do meu amigo é Remus e do pai dele é Gregório. Ah, outra coisa: eu vô passar o fim de semana com um lobisomem e você com a cara nos livros, chupa essa!

Falou aê!

Audrey

Audrey se aproximou de Melaine e disse:

– Vai filha da puta, leva a carta para o papai...

A menina amarrou a carta na perna da coruja e ela voou.

Enquanto almoçava no Grande Salão com seus amigos, Peter escreveu a seguinte nota:

Professora McGonagall:

A Audrey está fazendo fofocas a seu respeito para os pais dela, se eu fosse você eu tomaria providências...

James Potter

Ele colocou o papel no bolso, pôs a mão na barriga e disse:

– Gente, eu tenho que ir ao banheiro...

– Credo, vai seu nojento! – disse Sirius.

– Vocês não acham que o Peter está agindo estranhamente? – perguntou Remus.

– Ele não tá agindo, ele é estranho... – disse James. – Mas é nosso amigo...

Peter correu para o banheiro, deu uma enroladinha e quando voltou, dobrou o bilhete em forma de tsuru*, executou um feitiço e o bilhete voou para Minerva que estava comendo. Depois ele voltou para os colegas como se não tivesse feito nada.

Minerva abriu o bilhete, leu e quase engasgou com a comida. Ela foi correndo para a menina, puxou a sua orelha e perguntou:

– Menina, o que você disse para seus pais adotivos sobre mim?

– Ai, ai, ai, ai... – disse Audrey.

– O quê? A Audrey é adotada? – perguntou Nancy rindo.

– É uma longa história, fica na sua... – disse Severo.

– Ai Professora, eu só contei a eles o que a senhora disse hoje, a senhora não pediu segredo... – respondeu Audrey com uma voz inocente.

– Se não fosse o James para me contar... – gritou Minerva. – 50 pontos da Sonserina!

Dessa vez foi James quem engasgou com a comida. Ele disse:

– Mas gente, eu não fiz nada...

– Não precisa mentir querido... – disse Minerva suavemente. – 50 pontos para a Grifinória pela lealdade...

Os alunos da Grifinória parabenizavam James enquanto os da Sonserina queriam matar Audrey pelos pontos perdidos. Apesar de James não estar entendendo a situação, ele tirou proveito dela.

Alvo não gostou do que Minerva fez com Audrey. Ele foi até ela e disse:

– Vamos terminar de comer...

Quando eles chegaram à mesa Alvo disse:

– O que você tá querendo fazer? Com que todos da Sonserina odeiem os Snape? Eles já não são populares, se você continuar tomando pontos da casa deles por causa deles, eles vão ser massacrados...

– Ora cale–se! Eles mereceram...

Remus foi até Minerva e disse a ela:

– Por favor Professora não pune a Audrey.

– Não precisa defende–la querido, volte a comer... – disse Minerva suavemente.

– É que eu pedi para ela me ajudar com o meu probleminha e ela mandou uma carta para a irmã dela fingir que é meu pai... eu vou falar para meus amigos que eu vou para casa esse fim de semana e a Audrey resolveu me ajudar...

– Tadinha, Minerva, você foi muito injusta com a menina! – disse Alvo.

Remus voltou para o seu lugar. Alvo levantou–se e disse em voz alta:

– Eu fiquei sabendo que a Sra. Snape ajudou um amigo dela, foi punida e não fez nada por isso. Por sua atitude corajosa e leal para seu amigo, eu dou 50 pontos para a Sonserina!

A mesa da Sonserina, que estava quase linchando a Audrey começou a parabenizá–la. A menina ficou sem entender nada.

À tarde, Minerva e Alvo foram ao Ministério da Magia. Ela odiava aquela situação. Ter que ir para o Ministério da Magia, fazer uma denúncia de uma coisa que ela tinha certeza que não ia dar em nada, tudo isso por causa de uma acusação sem fundamentos dada por uma ave! Por Merlin, ela tinha mais o que fazer!

Eles foram pela Rede de Flu. Chegando ao Ministério, eles procuraram a Ministra da Magia, Millicent Bagnold** em seu escritório. Alvo e Minerva entraram na sala da mulher e cumprimentaram–na.

– Boa tarde, Ministra. – disse Alvo.

– Boa tarde, Ministra. – disse Minerva. – Boa tarde Alvo e Minerva. – disse Millicent. – A que devo a honra da visita?

– Viemos apresentar uma queixa de abuso sobre um de nossos alunos. – respondeu Alvo.

– Ótimo. E qual é a sua opinião, Professora McGonagall?

– A minha opinião é que isso tudo é uma perda de tempo e que o Diretor deveria procurar o que fazer ao invés de dar ouvidos a um certo pássaro impertinente...

– O quê? – perguntou Millicent Bagnold.

– É a minha fênix... eu consigo me comunicar com ela... – disse Alvo.

– Mas... eu vou chamar os pais do menino para cá... por causa da acusação... de um pássaro! – disse Millicent estupefada.

– Eu sei, eu sei que é um absurdo, nós já vamos embora... – disse Minerva.

– SUFICIENTE! – gritou Alvo! – O pai desse menino é desempregado e um bêbado, não quer saber do filho, tem uma filha com outra mulher e deu permissão para a mãe da menina pagar as despesas do filho dele! Se isso não for motivo para denúncia, eu não sei o que é!

– Bem... se os motivos são esses, não custa nada investigar... – disse Millicent. – Vou providenciar uma assistente social para esse caso. Também vamos ouvir os pais do menino, da menina e os meninos... afinal de contas essas são acusações muito sérias! Porém, nosso Assistente Social está de licença saúde... quem está encobrindo a sua licença é o empregado do Controle do Mau Uso de Artefatos Trouxas, o Sr. Weasley.

Millicent conjurou um patrono e disse a ele para chamar Arthur. Momentos depois entrou um jovem aparentando ter pouco mais de 20 anos, estatura mediana***, ruivo, com olhos azuis e sardas no rosto. Ele perguntou:

– Como eu posso ajudar?

– Você terá que ir à casa do pai de um aluno deles... para investigar um caso de abuso...

– Professor Dumbledore! Professora McGonagall! Há quanto tempo... – disse Arthur estendendo a mão para os dois.

– Sr. Weasley! Como é bom te ver de novo! – disse Alvo. – Estou orgulhoso de você...

– Que bom ouvir isso do senhor. Senhora, eu vou procurar o Promotor e nós vamos levar uma intimação para os pais desse aluno... Com licença Professor, Professora...

Depois que Arthur deixou a sala Millicent disse:

– Não sinta orgulho desse traidor de sangue... para ele trouxas e bruxos deveriam viver em igualdade...

– Absurdo... – disse Minerva. – Ele estudou tanto para isso?

– Ele tem essa crença e não devemos discriminá–lo por isso... – disse Alvo. – Ele foi um ótimo aluno e tornou–se um homem de bem, é o que importa...

– O que importa é que estamos perdendo tempo demais aqui e eu tenho assuntos a tratar em Hogwarts! – disse Minerva impaciente. – Vamos!

Minerva e Alvo voltaram para Hogwarts. Ela disse:

– Contente agora?

– Minerva... essa sua atitude me deixa muito triste... um dia você vai se arrepender disso...

– Com licença! E sai – ela disse para Fawkes que estava dando um olhar mortal para ela. – Eu não tô com graça pra você hoje...

* Tsuru é um origami de pássaro. Peter mandou o bilhete para Minerva da mesma forma que Draco mandou um bilhete para Harry no 3º livro.

** Millicent Bagnold foi Ministra da Magia antes de Fudge.

*** Arthur mede 1,77m e a média de estatura para homens no Reino Unido é 1,75m. então, ele está um pouco acima da média.