Estamos chegando ao final da história.
Quero agradecer a todas as reviews e paciência que tiverem enquanto postei.
No entanto, a história só ficará no por alguns meses, depois vou fazer uma limpa e tirar a maioria das minhas histórias do ar.
Essas duas últimas semanas postei na minha comunidade e no site Nyah! várias oneshots com o shipper Robert/Kristen
Se estiverem interessados, me mandem PM ou cliquem no endereço da minha comunidade, na página do meu profile!
:)
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Capítulo 18.
Joan Osborne – One Of Us.
What If God Was One of Us?
Just a Slob Like One of Us
Just a Stranger On the Bus
Trying to Make His Way Home
Just Trying to Make His Way Home
Back Up to Heaven All Alone
Nobody Call Him On the Phone
Cept For the Pope Maybe in Rome.
De: Edward M. Cullen {}
Para: Jasper W. Hale {}
Assunto: Sinto Muito.
13 de janeiro de 2011 às 01h09 A.M.
Acabei de entrar no meu quarto. Ele é pequeno, um tradicional quarto-sala, mas às vezes parece grande demais para uma pessoa só. Acho que me acostumei a ter pessoas ao meu lado, e um companheiro pra dividir as contas.
Por isso, assim que me estabilizei resolvi me comunicar com você. Porque nesse momento que você está passando por uma das maiores dores que se possa sentir, eu não estou do seu lado. Não estou dando o apoio de um irmão-amigo que deveria. Eu devia ter adiado essa viagem, mas você insistiu que eu viesse.
Nesses meses que estive fazendo terapia e me concentrando na faculdade, retomei a uma coisa que tinha perdido no ano passado: fé. Eu sei que essas palavras podem ser as mais clichês, que qualquer um dos seus parentes pode estar te acalentando com elas, mas ter algo a acreditar é meio passo pra sua paz de espírito. E mesmo que não dê certo toda a confiança que você ponha nas mãos da sua crença, alguma hora uma janela vai abrir pra você. E eu acredito que o cara que insistia que eu seguisse em frente com a vida – e não com o meu eu desfalecido em duas pernas – vai voltar com força total.
Não estou dizendo pra você rezar todas as noites, ou frequentar uma igreja. Só quero mostrar que estou tentando te dar apoio mesmo do outro lado do mundo. Eu ligo assim que conseguir um telefone. Fica na paz e tenha fé.
- Edward.
Regina Spektor – Samson.
You are my sweetest downfall
I loved you first
I loved you first
Beneath the stars came falling on our heads
But they're just old light
they're just old light
Your hair was long when we first met.
De: Isabella M. Swan {}
Para: Edward M. Cullen {}
Assunto: Notícias. Desculpa a demora.
20 de janeiro de 2011 às 11h33 A.M.
Eu sei que demorei pra responder seu email. Foi uma semana bem cheia. Estamos de volta na agência, e os trabalhos na faculdade só tem aumentado. Sua mãe falou de sua ligação, e desculpa por não ter retornado. Como eu disse, a semana foi cheia. Por isso estou tirando esse tempo livre na biblioteca da faculdade para responder aos emails. Daqui, vou direto para o trabalho.
Sim, eu estou bem! Um pouco atarefada, mas eu gosto do ritmo que estou. Ajuda a ocupar a cabeça. Meu pai tem pego alguns turnos mais leves no trabalho e ficando mais tempo com casa, o que me tranquiliza. Ele e Jane estão mais próximos.
No fim de semana encontramos com seus pais novamente, para um jantar. Seu pai conseguiu fechar um caso que estava enrolado por um tempo. Eles estão bem, mas eu sei que você tem falado com seus pais, então sabe que Rosalie está de volta em casa.
Jasper conversou com a diretoria da faculdade ontem. Eu não sei se ele pretende terminar esse ano. As coisas ainda andam um pouco difíceis. Alice não responde aos tratamentos. Eu tentei conversar com algum médico, quando fui visitá-la no hospital, mas é difícil darem informações a não membros da família. A convulsão que ela teve por conta dos remédios e da bebida, a fez bater com a cabeça e ela teve um aneurisma... É tão difícil voltar ao hospital sabendo que não vamos ter uma boa notícia. Mesmo se ela voltasse, teriam sequelas. A família dela está na cidade, conheceram Jasper – que não sai da cadeira de visitantes, e estão todos buscando por algum sinal. Mas Edward, eu não acho que ela vá conseguir.
Eu sei o quanto é difícil aceitar que está na hora de alguém ir. Estar lá me traz muitas lembranças, mas me sinto útil podendo passar minhas experiências para as irmãs dela. Embora seja triste, aos poucos elas vão compreendendo a situação.
Esse vai acabar ficando um email grande demais, e eu não quero deixar seus dias em outro país tristes. Muito menos, prender sua cabeça com preocupações. Estou tentando explicar como estão as coisas de maneira resumida, e o mais depressa possível.
Fiquei feliz de ouvir de você, e quero saber de tudo! Se cuida.
- Bella.
De: Edward M. Cullen {}
Para: Isabella M. Swan {}
Assunto: RE: Notícias. Desculpa a demora.
22 de janeiro de 2011 às 07h58 P.M.
Não tem problema, eu só queria saber de alguém que estava por dentro de tudo e pudesse se comunicar. É complicado conciliar os horários. Jasper não me respondeu o email, mas acho que agora entendo o porquê.
Aqui está tudo bem. Ainda muito frio, uma chuva fraquinha uma vez ou outra. Anoitece muito cedo, diferente de Nova York, mas a cidade é linda. Qualquer dia mando as fotos para você.
Queria saber o que dizer para Jasper, estar aí do lado dele. Mas como você disse, ele não sai do hospital... Tentei ligar algumas vezes, mas só cai na caixa postal, também. Não posso negar falando que estou preocupado, e imaginei que a situação dela não fosse ser muito boa.
Como você está lidando com tudo? Sabe que mesmo estando aqui, eu quero o seu bem e vou tentar fazer o possível pra que essa distância não nos afete. Não me esqueci da nossa última conversa. Tenho saudades dos tempos na praia, nos parques... de você.
O workshop está indo bem, mas como tudo fecha muito cedo, as noites podem ficar um pouco entediantes e vazias. Mas acho que essa semana consigo um estágio temporário, porque os primeiros dias foram apenas introdução.
Se puder, me mantém a par do que está acontecendo no hospital. Você se cuida também.
- Edward.
De: Jane M. Swan {}
Para: Edward M. Cullen {}
Assunto: Hey.
30 de janeiro de 2011 às 6h34 P.M.
Hey Edward,
Eu sei que você espera email da minha irmã, e se eu não a visse dormindo com a internet aberta, no quarto dela, provavelmente demoraria mais um pouco para responder.
Desculpa me intrometer dessa maneira. Mas Bella anda muito cansada, tanto físico quanto mentalmente. Desligaram os aparelhos de Alice ontem à tarde. Foi um pouco desgastante. A maioria já esperava, e eu achei que Bella fosse ficar pior. Mas ela sempre surpreende todo mundo, não é?
O enterro foi hoje e o clima anda um pouco pesado. Me desculpa contar dessa maneira, e eu nem sei se já ligaram para você avisando.
Jasper chegou aqui em casa hoje. Está no quarto de hóspedes. Meu pai insistiu que ele viesse, acho que foi melhor. Eu peço pra Bella te responder assim que possível.
Sinto muito, eu sei que ela era amiga de vocês.
- Jane.
De: Isabella M. Swan
Para: Edward M. Cullen
Assunto: Como um mês passa tão rápido?
26 de fevereiro de 2011 às 09:30 A.M.
Não sei se por Fevereiro ter menos dias que os demais meses, mas esse parece passar muito mais rápido do que todo o resto do ano. Ou pelo menos pareceu para mim. As coisas estão na mesma. Bem, voltando ao normal. Jasper tem passado algum tempo com meu pai. E acabamos convencendo ele a voltar pras aulas. Às vezes conversamos, outras só assistimos algum filme.
Jane e ele até passam algum tempo juntos, assistem peças e filmes, chega ser engraçado. Ele tem ajudado Charlie às vezes na delegacia. Acho que os dois se encontraram um pouco. Saem nos finais de semana nem que seja para dar uma volta, passam horas na cozinha, ou no lá frio e jogando conversa fora. É estranho como tudo mudou, mas ao mesmo tempo continuam as mesmas. Dá pra entender?
É estranho de vê-lo tão quieto, mas ele tem pensado bastante na vida, projetos futuros e, principalmente, tocando no assunto de se encontrar com o pai. "Resolver o que tenho preso", ele diz. Falta você aqui. Falta Alice.
Eu estou bem, Edward. Bem, na medida do possível, é claro. Essa semana sua mãe apareceu na agência. Dizer que fez o meu dia, é pouco. Tiramos a hora do almoço para conversar, e ela parece tão empolgada e certa de sua decisão de adotar, que é palpável. Emmett foi buscá-la, a pedido de seu pai, e Charlotte – uma menina que trabalha comigo – se interessou por ele. Emmett não escondeu as covinhas dela, e eu fingi que não vi cartões serem trocados. Será?
Fazia tempo que eu não o via, então não sei se ele ainda pensa na sua irmã. Esme diz que ela está tão deslumbrada com todos os livros que tem que ler, e tão dedicada que não acha tempo nem para sair com os amigos no fim da semana. Coisa dela, eu entendo. Está tudo se ajeitando, eu acho.
Abri uma caixa ontem, e encontrei algumas coisas suas – nossas. É bobo, eu sei. Mas não deixei de me emocionar com fotos e guardanapos escritos. Ainda tenho tudo aqui. Acho que são as saudades. Esses emails completam meu dia, é a hora que eu respiro. Bobo, não é?
Como prometi, vou colocar algumas fotos nossas no Dia dos Namorados. Fizemos tudo ao contrário. Estava muito frio para sair, então alugamos filmes de ação, besteirol, pizza e fomos para a cama cedo.
Como foi o seu? Alguma novidade? Tem saído?
- Bella.
I.M – Carlisle; Edward.
11 de março de 2011.
Edward87 – Não vai trabalhar? ;)
Carlisle Cullen – Estou no meu horário de almoço. E a sua desculpa? Qual é?
Edward87 – Dia de folga, entediado no flat. Haha, como estão todos?
Carlisle Cullen – Estamos bem, filho. Sentimos sua falta, é claro.
Edward87 – Também sinto falta de casa. Só mais uma quarentena, e eu estou voltando.
Carlisle Cullen – É, sua mãe está animada com a sua volta...
Já pensou no que vai fazer quando voltar?
Edward87 – Se eu der sorte, consigo um emprego fixo na empresa que estou estagiando aqui. Com a filial que tem em Nova York, é claro.
Carlisle Cullen – Então é Nova York mesmo que você quer ficar?
Edward87 – Por que parece surpreso?
Carlisle Cullen – Não sei. Achei que iria gostar de mudar tudo, no final. Mudar de ambiente... As memórias...
Edward87 – Um dia, talvez. Mas ainda tenho coisas pendentes, o último período da faculdade...
Carlisle Cullen – E Isabella...
Edward87 – Talvez...
Carlisle Cullen – Eu sei que vocês se falam. Sua mãe e ela têm passado algum tempo juntos, e nós conversamos depois. É pra valer, não é?
Edward87 – Não sei, pai. Eu quero que seja. Mas como saber que eu estou preparado?
Carlisle Cullen – Não tem como saber...
Não fique analisando demais, filho. Deixe as coisas fluírem, faz o que sentir melhor.
Edward87 – Obrigado.
Carlisle Cullen – Ligue pra sua mãe essa semana, não esqueça.
Edward87 – Pode deixar.
Silly Notes and Gypsy Clothes – Ron Pope.
Oh
Darling come home
'cause winters alone are like punishments for things
That we haven't done wrong
And i know
Time apart
It won't last
'cause from belgrade to boston we're much better off holding hands
We're much better off holding hands.
De: Isabella M. Swan
Para: Edward M. Cullen
Assunto: Eu sinto tanto a sua falta.
20 de março de 2011 às 02:00 a.m
Eu tive um sonho na noite passada. Era um misto de lembranças de momentos que passamos juntos apenas conversando e outras coisas absurdas, - claro, era apenas um sonho - mas que pareciam tão reais quanto as nossas ações. Achei que esse sentimento fosse se perder com o tempo. Não quero te machucar com palavras, mas tento ser o mais sincera possível quando pensei que fôssemos nos perder um do outro. Mas como reafirmar isso após sentir que você é quem falta aqui?
Não aqui do meu lado apenas, mas em todos os momentos. Lembranças da praia, do graveto, nosso primeiro beijo, primeiro encontro, almoço com palavras engraçadas, os momentos difíceis e chorosos que eu me emocionava, ou que me mostrava o quanto éramos necessários um para o outro.
Não me interprete mal, está de madrugada e eu acordei com a urgência do seu abraço. Aquele nosso abraço. Das nossas mãos, nossos sorrisos, nossas fotos, nossas brincadeiras. De nós. Como vai ser? Será que um dia vamos ter aquilo tudo de novo? Será que vai ser a mesma coisa?
Em todos os lugares que eu olho, eu vejo e respiro você. No sorriso de sua mãe, e às vezes até passar em frente ao mercado. Eu lembro dos seus olhos tristes, e do seu sorriso esperançoso naquela primeira vez que me chamou para sair. Como fingir que o sentimento não está aqui?
Volta logo.
Come On and Get Higher – Matt Nathanson.
I miss the sound of your voice
The loudest thing in my head
And I ache to remember
All the violent, sweet,
Perfect words that you said.
De: Edward M. Cullen
Para: Isabella M. Swan
Assunto: RE: Eu sinto tanto a sua falta.
21 de março de 2011 às 07:00 a.m.
Eu estou voltando. Pra você, pra nós.
Tem tanta gente diferente aqui. Por um lado, eu vejo o quão insignificante eu, você e aquele cara da esquina são nada para pelo menos 98% da população mundial. Acho que é um pouco cedo para pensar nessas coisas, mas a verdade é que se alguém te faz sentir que é especial, que guarda em você um pedaço e um sentimento verdadeiro, você deve dar valor.
Eu te amo. Muito. Você foi a melhor pessoa que aconteceu na minha vida. Eu posso estar aqui, ou mesmo aí, se você não estiver do meu lado, eu vou me sentir deslocado. Mas não da mesma maneira que eu tentava suprir os meus sentimentos. Seu espaço é seu, e apenas seu. E eu não vou me atrever em escrever por email as desculpas que deveria ter falado todos aqueles meses atrás, antes de vir.
Vou ligar essa semana para casa, você vai estar algum dia lá? Jasper? Me responde, que eu tento falar um pouco com todos.
Me espera.
Hear You Me – Jimmy Eat World.
I never said thank you for that
I thought I might get one more chance
What would you think of me now,
So lucky, so strong, so proud?
I never said thank you for that
Now I'll never have a chance.
De: Jasper W. Hale {}
Para: Mary Alice Brandon {}
Assunto: "May angels lead you in"
29 de março de 2011 às 03:57 p.m.
Eu não sei ainda o que acho de ir falar com um túmulo. Talvez ainda demore um tempo para me acostumar com o novo local de visitas, e eu peço desculpas por isso. Acho que sempre julguei meu melhor amigo por seu jeito de tratar suas dores e agora tenho que lidar com as minhas e não sei por onde começar.
Tem por onde começar?
Não quero me desculpar por nada. Situações inesperadas acontecem todos os dias. Se eu saísse daqui e fosse atropelado na esquina, não iria querer que ninguém se desculpasse por um ato que nunca fez. Humanos às vezes pensam demais, - era o que você sempre dizia, analisando todos os tipos de movimentos à sua volta, certo?
Então aqui eu só conto da minha vida depois que você se foi.
Arranjei um emprego temporário na delegacia. Nunca pensei que fosse ser amigo de policial, mas ele está sendo o pai que o meu nunca foi. Nós ocupamos nosso tempo e surpreendentemente temos muito em comum para dividir. Consegui adiantar os cursos da faculdade e acredite ou não, eu vou me formar no meio do ano como todos os meus amigos.
Edward e eu trocamos alguns emails, mas eu não podia prendê-lo aqui, fazendo-o dar um passo para trás quando já estava tão à frente. Eu não poderia nem suportá-lo se ficasse. Brincadeira. Eu o amo como irmão, mas ele precisava cuidar da vida dele.
Estou pensando em voltar pra casa. Casa, Texas. Minha mãe anda bastante preocupada, até se atreveu a ligar para o meu pai. Eu quero cuidar dela. Acabei passando todos os feriados perturbando os Swan. Não digo que não foi bom. Tive uma família por um tempo, mas é hora de sair daqui. Pelo menos eu acho.
Depois da faculdade eu vou tentar um emprego lá. Ou quem sabe fazer uma pós graduação.
Tenho certeza que sentiria orgulho de me ouvir falar metade dessas coisas. Tenho certeza que não hesitaria em ir comigo. Tenho certeza que nossos filhos seriam lindos.
Voltei a tocar violão. Poucas músicas, só. Algumas eu não consigo mais tocar. Culpa sua. Ensinei até algumas para Jane. Pensei em comprar um violão pra ela. É nova, mas pega as notas muito fáceis, e sei que com prática vai pegar música de ouvido. A voz dela me lembra a sua. Não se preocupe, ela é muito nova pra qualquer das minhas linhas de "cantadas velhas", como você se referia torcendo o nariz.
E eu não acredito que conseguiria pensar em qualquer avanço nessa área. Não ainda. Está cedo demais.
Fica bem aí em cima. E não revire os olhos caso eu faça algo de errado novamente aqui embaixo. O anjo agora é você, eu sou apenas humano.
De: Mary Alice Brandon {}
Para: Jasper W. Hale {}
Assunto: RE: "May angels lead you in"
29 de março de 2011 às 04:00 p.m
O endereço de e-mail não pôde ser contatado.
03 de abril de 2011.
"Eu vou estar aí no seu aniversário, Sra. Cullen." Reafirmou rindo baixo.
"Acho bom mesmo, Edward. Eu estou escutando você rindo..."
"Desculpe, já parei." Ele continuou guardando o riso.
"Estamos organizando alguma coisa para todos nos encontrarmos. Assim comemoramos sua vinda, meu aniversário e a ida de Jasper para o Texas, - apesar de eu não concordar..."
"Eu vou vir visitar, Dona Esme, não se preocupe..." Jasper interrompeu ao fundo.
"Todo mundo no viva-voz, é isso?"
"Sim, sim, estamos fazendo fila para falar com você, mas todos estão ouvindo."
"Oi, gente."
"Oi!" O coro foi alto, seguido de gargalhadas. As vozes se atropelaram.
"Ok, ok. Não estou entendo nenhum de vocês. Um de cada vez!"
"Fala meu rapaz."
"E aí, Jasper? Tudo pronto?"
"Só esperando você voltar. Eu e toda essa nação fazendo zona na casa da Dona Esme."
"Aposto que sim. Também estou com saudades de todo mundo. Mais três dias e eu chego aí."
"É, é. Não demora não. Tô ficando acostumado e mimado com esse monte de mulher..."
"Cala a boca, Jasper!" Essa foi Rosalie. Edward não deixou de sorrir.
"Ela ainda implica com você, né?"
"Quando não implicou?" Risada compreensiva. "Vou passar pra outra pessoa aqui."
"Chato."
"Oi pra você também."
"Por que não respondeu meu email?"
"Eu fiquei sem internet, Rose. Desculpa."
"Não, tudo bem. Estava brincando. Mas adivinha?"
"Diz."
"Consegui estágio na empresa do papai!"
"Sério?"
"Sim! Quer dizer, não da mesma empresa... É uma filial que está abrindo em Chicago."
"Chicago?" A surpresa na voz não se escondia. "Não é um pouco longe?"
"São doze horas de carro. E eu já consegui transferir metade das matérias pra lá. Só preciso fechar esse semestre pra continuar."
"Mas não está um pouco cedo pra isso?"
"Por isso agradeço ao nosso pai por ter conseguido."
"Não sei se gosto disso..." Ele estalou a língua, mas ela escutou o orgulho em sua voz.
"Cala a boca, Edward." Ela riu baixinho e ele acompanhou.
"Hey..."
"Oi."
"E aí? Já arrumou as malas?"
"Não esquece meu presente!"
"Jane!" Bella repreendeu. "Desculpa."
"Não tem problema." Ele riu aliviado. "Já está tudo arrumado sim."
"Que bom. Menos uma coisa pra se preocupar."
"É..."
"Eu..."
"Eu..."
"Não, pode falar primeiro."
"Não vejo a hora de te ver."
"Eu também."
"Faz muito tempo..."
"Tempo demais."
Os gritos, assobios e brincadeiras ao fundo cortaram o clima, mas eles riram. O telefone foi desligado com promessa da nova fase.
