Capitulo 21
- Rony, por que não me conta logo por que tanta alegria? – Ginny se sentou ao lado da amiga Alicia enquanto encarava o irmão a sua frente. – Vai deixar mesmo sua irmãzinha morrer de curiosidade??
- Ele pegou duas semanas de detenção. – Harry suspirou.
- E isso é motivo pra ele estar radiante? – Perguntou incrédula.
- Quem liga?- Rony ainda sorria. – Acho que valeu a pena pegar duas semanas só por ter visto a cara de desespero do Malfoy!!
A voz triunfante do irmão vez a caçula dos Weasleys encarar a mesa de sua casa e ficar pálida ao notar que o sonserino não estava lá.
- Ronald, o que você fez? – Virginia quase engasgou enquanto esperava o irmão falar, tentou disfarçar sua postura tensa mas sua amiga Alicia percebia algo que ninguém havia notado na mesa, a preocupação dela pelo sonserino, não pela detenção do irmão.
- Hoje temos aula de Ataque Contra as Artes das Trevas. – O irmão começou animado, não notando a irmã empalidecer um pouco mais. – Tinha um feitiço que eu não estava conseguindo fazer direito, então enquanto vínhamos tomar café eu estava treinando...
- E...? – Instigou, preocupada ao ver Harry balançar a cabeça negativamente.
- Aquela doninha peçonhenta apareceu no caminho e pra variar começou a destilar veneno. – Rony fez um careta. – Disse que eu seria incapaz de executar o feitiço por isso eu tinha que parar de tentar, que ele já estava ficando incomodado me vendo ser tão patético! – A indignação se estampou em seu rosto antes do sorriso voltar. – Eu nem pensei na hora, só lancei o feitiço nele e consegui!! Imagina o pânico dele. – Gargalhou.
- E que feitiço você usou nele? – Virginia conseguiu perguntar, estava quase correndo para enfermaria, onde estava certa que encontraria o sonserino.
- Era um feitiço pra desorientar. – Alicia respondeu por Rony. – Faz a pessoa sentir uma forte dor no nariz além de jorrar muito sangue por ele.
- Ohhh... – Foi tudo que conseguiu dizer inicialmente mas percebeu que Harry a olhava intrigado assim como sua amiga e tentando se refazer encarou o irmão com preocupação, forçando-se a falar. – Rony esse feitiço é serio, você não deveria estar feliz assim... Sei que foi no Malfoy e ele merece cada coisa ruim que lhe acontece... mas você poderia ter sido seriamente castigado...
- Verdade... – Rony deu de ombros em descaso. – O professor Owen estava por perto e infelizmente estancou o sangramento. – Rony lamentou e Ginny quis esmurrar a cabeça do irmão. – Malfoy foi levado pra enfermaria pra descansar e o professor disse que como não houveram maiores conseqüências eu ia apenas pegar duas semanas de detenção para aprender a não treinar feitiços em vão...
- Pelo menos foram apenas duas semanas... – Ginny sorriu falsamente aliviada e se inclinou para comer um pouco da comida em seu prato.
- Eu faria de novo só pra ver o Malfoy se contorcendo. – Resmungou de boca cheia.
- Tenho que admitir que foi enervante. – Harry comentou bebendo um pouco de suco. – Aquela pose pomposa irrita qualquer um...
- Disso ninguém duvida. – Alicia concordou. – Bom, eu já to cheia, vamos indo Ginny?
- Claro... – Sorriu aliviada enquanto se levantada e acompanhava a amiga. – Hm... – Pegou sua mochila, fingindo pensar. – Vou procurar a Mione pra tirar uma duvida de herbologia. Porque ela não veio tomar café?
- Ela veio mais cedo, disse que ia passar na enfermaria para falar com Krum antes das aulas. – Harry respondeu, confirmando as suspeitas de Ginny.
- Vou ver se eu falo com ela antes da aula. – Se despediu com um aceno e saiu tentando esconder o sorriso ao ver o irmão rapidamente ficar mal humorado. Não devia, mas sentia-se um pouco vingada pelo que ele havia feito com o sonserino.
- Eu não acredito... –Alicia comentou assim que saíram do salão. – Vamos Ginny, não esconda nada de mim....
- Esconder o que? – Perguntou indiferente, mas sentindo um pequeno frio na barriga.
- Sabe quem você parecia? A Hermione quando contaram que o Krum estava na enfermaria!
- Não entendi...
- Vamos Ginny, sou sua amiga... – Alicia implorou. – Primeiro você não suportava o nome do Malfoy em uma frase, depois vejo vocês de conversas por ai, agora você fica pálida como uma folha de papel ao saber que seu irmão o mandou pra ala hospitalar...
- Você esta viajando... – Tentou argumentar.
- Sem contar o que aconteceu em Hogsmeade...
- O que aconteceu em Hogsmeade? – Ginny perguntou verdadeiramente surpresa.
- Ora, vai dizer que você não sabe? – Perguntou desconfiada. – Hermione e eu vimos o Malfoy passar boa parte do passeio de cara amarrada, bebendo cerveja amanteigada no Três Vassouras...
- E...? – Perguntou sem entender.
- Sabíamos que você estava no Madame Puddifoot e quando vimos Malfoy se levantar e ir como uma bala pra lá ficamos preocupadas e fomos atrás. Ele entrou, Zabini saiu, você saiu correndo e Malfoy logo atrás de você. – Concluiu sorrindo.
- Alguém estava querendo falar com o Zabini por isso ele saiu... – Ginny explicou contrariada, queria estrangular a amiga por ser tão intrometida e curiosa.
- Serio? A Mione foi atrás dele e disse que ele ficou procurando alguém no Dedosdemel mas desistiu e voltou ao Madame Puddifoot...
- A Hermione foi atrás do Zabini e você da gente?
- Não... – Alicia sorriu vendo a careta da amiga. – Achei que fosse me contar tudo depois...
- Ora... – Suspirou ainda confusa. "Agora fiquei confusa... Se Draco estava no Três Vassouras e seguiu direto para o Madame Puddifoot então como alguém que estava no Dedosdemel pediu para ele chamar o Zabini? Será que ele simplesmente mentiu pra tira-lo de lá? Porque?" Virginia pensava ficando levemente corada com as idéias que lhe passavam.
- E então? – Alicia trouxe a amiga de volta a terra.
- Bom, é estranho... – Virginia se rendeu, se não conversasse com a amiga com quem falaria? – Você sabe que o Malfoy é monitor certo?
- Sim...
- E como monitor o quarto dele fica na mesma ala do meu. Pra ser mais exata é o quarto da frente. – Virginia queria rir do espanto da amiga. – Por eu ser uma sonserina ele passou a implicar menos comigo... Acho que chegamos a uma espécie de trégua... O que eu quero dizer é quando ele não é um babaca ele até que pode ser legal...
- Ohh... – Foi tudo que saiu da boca da amiga por vários segundos. Para a consternação da ruiva.
- Não vai dizer nada?
- bom... me da um segundo pra eu me recuperar? – Alicia se abanava como se estivesse sem fôlego. – Você disse tão pouco mas nem precisa dizer mais nada... entendi tudo!
- Entendeu?
- Claro... antes Malfoy era uma cobra peçonhenta, agora passou a ser um cara legal... Legal e bonito, e com tudo a gente viu nos últimos tempos... No mínimo você se apaixonou, né? Quem sabe ele também não corresponda ne? Afinal, estava emburrado por você ter saído com o Zabini e ter tirado ele de perto de você foi uma demonstração clara de ciúme!
- Ta viajando de novo... – Virginia disse exasperada. – Uma Malfoy com uma Weasley é no mínimo ridículo... Eu só disse que ele nem sempre é um completo idiota, a gente virou amigo... Só isso!
-Relaxa. – Alicia balançou a cabeça enquanto batia a mão no peito de forma solene. – Seu segredo esta guardado comigo. Você não vai ser a primeira nem a ultima garota na terra a se apaixonar por um bad boy, acho que isso esta em nosso subconsciente...
- Se você esta dizendo... – Ginny deu uma risada tensa. – Mas já vou avisando que eu e Malfoy somos apenas amigos... eu só não falo porque você sabe o que aconteceria, seria um escândalo! E bom, eu já vou indo, boa aula pra você... e vê se tira esse pensamento torto da mente ok?
- Ta ta... – Alicia falou a ignorando enquanto se afastava.
Ginny caminhava perdida em pensamentos. Por mais que tenha negado ela sabia que suas palavras eram falsas. De alguma forma o sonserino havia sutilmente se apoderado dela. A imagem dele vulnerável ainda estava nítida em sua mente. Nunca em sua vida iria imaginar que gostaria de proteger um Malfoy, só o pensamento já parecia irônico demais pra ser real.
"Parece que minha vida esta nas suas mãos Virginia Weasley..."
As palavras dele pareciam ter sido novamente sussurradas e ela deu um longo suspiro. Antigamente a missão era tão fácil! Ela não se importava com Draco Malfoy. Ele era apenas uma peça do jogo que ela havia começado em seu primeiro ano. Ela estava tão perto de completar a missão... Mas não adiantava. Ele era importante, Draco Malfoy era especial e Virginia Weasley não teria coragem de simplesmente descartá-lo... Havia perdido tanto! Tanto! Se recusava a perder mais alguma coisa por culpa de Tom Riddle...
Richard e Nicholas brincaram sobre ela e Malfoy, sobre ele poder ser um bom aliado. Mas ela sabia que quando chegasse a hora seria diferente. Não seria a primeira vez. Quantas vezes não fez pequenas amizades falsas para chegar a algo? "Isso é a guerra querida. Pra vencer é preciso ser impiedoso primeiro..." A voz de Nick soou em sua memória.
Por um minuto ela estancou no corredor úmido. Um torrente de memórias povoou sua visão. Sua paixão infantil e tola por Harry em seu primeiro ano. O diário de Tom Riddle. Sua alma sendo corrompida aos poucos por ele. Seu espírito fraco implorando para morrer e esquecer as coisas horríveis que havia sido forçada por Tom a fazer.
Por um momento até havia conseguido a paz, até voltar para seu corpo debilitado. Tudo havia mudado ali. Tão nova e já tinha seu espírito corrompido. Suas memórias correram para sua casa. Havia acabado de voltar daquele ano terrível em Hogwarts. Sua família tão amada fazia o possível para dar carinho e animá-la e quase conseguiram fazê-la esquecer que havia algo errado. Uma cobra a chamou de menina estúpida em seu jardim. O espanto e choque por entender o animal a haviam arrasado. Simplesmente não entendia nada...
Lembrou de estar no beco diagonal. Havia se perdido nas compras de família e ao tentar achar o caminho de volta acabou indo para uma área perigosa. Ainda conseguia ver com nitidez o rosto macilento e enrugado do homem que a agarrou. Crucio! As palavras haviam saído tão fáceis de seus lábios! Parecia ser algo tão comum pra ela! Ela saira correndo e conseguiu se juntar a família. Pobre alma... ela sabia bem que não havia desfeito a maldição. Ele deveria ter agonizado até perder a vida e por mais que doesse, estranhamente ela não sentira nada...
Dumbledore... ainda se lembrava das feições serenas com a qual ele a recebeu em seu primeiro dia de aula. Tão sábio, sabia de tudo o que havia acontecido com ela e de forma madura a amparou. Explicou como Riddle havia se impregnado em seu ser. Tornando parte dela, de sua personalidade. Como cabia a ela deixar aquela parte maquiavélica crescer ou lutar para entender a nova Virginia Weasley que existia e continuar sendo a boa garota que era, ganhara um dom incrível e valioso naquela noite fatídica e deveria ser sabia com o que iria fazer.
Fora assim que conhecera Nicolas e Richard. Eles a treinaram. Ensinaram. Protegeram. Não permitiram que a pequena Weasley se perdesse na personalidade de Riddle.
Seu peito ainda doía ao recordar a época em que Voldemort finalmente conseguira voltara. Harry e Cedrico Diggory haviam desaparecido ao tocar a chave de portal. Poucos minutos haviam se passado antes que seu corpo vibrasse. Estava a beira da insanidade e correu para se refugiar no castelo. Os tremores foram tão intensos que em um ponto já não conseguia mais andar. Eu voltei! Foi o grito que escutou antes dos tremores pararem e desmaiar.
O verdadeiro Tom Riddle estava de volta. Não aquele pedaço de ilusão. O verdadeiro estava ali e cada fibra de seu ser sabia. Ele a queria.
Com o retorno de Voldemort começaram as missões. Richard e Nicholas eram aurores experientes e passavam missões cada vez mais complicadas. A guerra já ocorria, apenas não era declarada. Virginia trabalhava camuflada, não admitia ser vista e sempre completava sua missão, fosse prender Comensais ou descobrir informações.
- Sua alma esta ligada a dele de uma forma profunda demais... Não é algo que possa ser rompido como aconteceu com Harry... – A voz profunda de Dumbledore soou.
- Mas há algo que quero saber. – Perguntou. – Eu posso derrotá-lo com o que sei?
- O minha cara... não sabe o quando me dói ver o que Riddle a obrigou a ser, mesmo que indiretamente. – Dumbledore acariciou sua face com pesar em seus olhos. – O futuro até para os que conseguem vê-lo é incerto demais...
- Eu vivo apenas para isso... – Foi a resposta estrangulada que conseguira pronunciar. Não sabia como não havia sucumbido aos prantos e abraçado o diretor.
A solidão a atacava impiedosa e o rosto de Draco explodiu em sua mente. Não havia solidão ali. Nada de sobrenomes, havia apenas um homem, que contrariando todas as normas sãs a havia feito se apaixonar. Aquele sentimento puro a atingiu como um raio! Depois de conhecer Riddle se tornara uma corrompida, mas ali estava ela, com um dos sentimentos mais puros do mundo em seu coração. A vontade de se vingar de Riddle havia evaporado assim como a amargura por tudo. Agradecia pelo caminho tortuoso que havia traçado pois era ele que lhe daria forças para salvar o homem que amava.
O que fazer já borbulhava em seu cérebro enquanto chegava ate a ala hospitalar. Ao escutar passos apressados vindo em sua direção ela se escondeu em uma pilastra, observando Hermione correndo apressada para não se atrasar. Ficou feliz com isso, não queria que a amiga a surpreende-se vendo um Malfoy.
Ao empurrar a porta da enfermaria ela rapidamente o avistou se contorcendo de dor em uma cama. Uma gargalhada sonora saiu de seus lábios ao vê-lo. Antes que pudessem falar algo Madame Pomfrey apareceu para ver o que estava acontecendo.
- Desculpe... – A garota se adiantou em dizer apontando para o loiro na cama. A rivalidade Weasley e Malfoy se encarregou de explicar o resto para a enfermeira, que a olhou em sinal de reprovação. – Eu vim por que acordei enjoada... nem consegui tomar o café... – Mentiu com pericia, fazendo a enfermeira se aproximar com preocupação no rosto.
- Pobrezinha... – Sacudiu a cabeça, já a arrastando para uma cama e a fazendo se deitar. – Vou preparar uma poção para você. Vai ficar novinha quando a tomar, eu já venho. E não se matem enquanto isso...
Assim que a enfermeira sumiu por uma porta ela se levantou e foi até a cama do loiro, que agora já estava se sentara encostado na parede enquanto a observava com atenção.
- Sem duvidas estava mentindo. – Concluiu ao ver que ela parecia bem. – posso saber o motivo da risada? Ou realmente veio ver o estrago que o seu irmão fez?
- Eu estava rindo de você. – Respondeu simplesmente, tapando a boca para não rir da cara chocada que recebeu. – Desculpe, mas você é muito dramático. Só foi escutar a porta abrir que já começou um escândalo, como se estivesse realmente mal por um feiticinho qualquer... Só estava fazendo drama pra ver se conseguia complicar mais o meu irmão...
- Ora... – Resmungou e ela pode sentir o constrangimento dele. Havia acertado em cheio e ambos sabiam disso.
- Em vim porque fiquei preocupada... – Confessou com timidez.
- Serio? – O tom incerto a fez encará-lo. Mesmo com cabelos longos, suas feições eram masculinas e fortes. Os olhos acinzentados podiam facilmente ser lidos, o tormento estava estampado ali, refletiam a mesma tempestade que havia em seu próprio olhar.
Demorara, mas finalmente conhecia o verdadeiro Draco Malfoy. Um garoto que crescera inseguro de si. Sempre tendo que provar a todos seu valor, sempre comparado com o famoso Harry Potter, que por sua fama não precisava fazer nada pra ser querido. A fama inversa de Draco Malfoy, que por ser filho de Lucio Malfoy havia herdado a fama de ser tão ruim quanto seu pai.
Virginia rapidamente relembrou tudo que vivera com ele nos últimos anos. Todos os esforços que ele fazia para se sobressair em Hogwarts. Entrara para o time de quadribol por influencia do pai, mas Virginia o vira em campo, dava o melhor de si e apostaria sua vida que ele gostaria de ter entrado no tipo por mérito próprio ao invés de deixar o pai se meter.
Mas como todos, ela também nunca havia dado importância para ele. Era só um Malfoy que merecia seu desprezo e jamais confiaria em alguém como ele. Ela iria remediar aquilo, não tinha duvidas.
Um pouco desajeitada ela se aproximou dele, seus olhos não se desviam e quando ele se mexeu, por um segundo, achou que ele iria rejeitá-la, mas ficou surpresa quando a mão dele puxou a sua com delicadeza. Os lábios se tocaram sutilmente, ambos ainda se olhando.
- Eu me preocupo com você... – Sussurrou entre os lábios dele. – Tanto...chega dói...
Uma emoção profunda atingiu o peito dele ao escutar aquilo. Seus olhos brilharam antes de puxá-la pela cintura com possessividade. Já não havia mais um toque de lábios e sim um beijo profundo e revelador. Mal se lembravam de onde estavam, o mundo parecia ter desaparecido e uma bolha se formado em volta deles.
Recorrendo ao próprio auto-controle ele sutilmente afastou o rosto, o confusão ainda o dominava e ele afundou o rosto na curva delicada de seu pescoço, depositando um leve beijo em seu ombro. Draco estava ofegante e preferiu ficar ali apenas esperando sua respiração se tornar regular de novo antes de falar.
O perfume suave dela invadiu suas narinas e ele inspirou fundo aquele cheiro antes de se afastar e tomar o rosto dela em uma das mãos. Ela parecia tão emocionada quando ele. Não conseguia lembrar como pudera pensar que ela fosse feia. Estava longe disso, era linda! Se ele tivesse sido mais sensato teria brigado por causa daquele caderno vermelho, ela deveria estar no topo da lista, Pansy vencer parecia um ultraje!
Ela confiava nele e se preocupava com ele... Ele queria gritar aos quatro ventos sua emoção. Ele, um Malfoy puro, aos beijos, carinhos e se importando com o que uma Weasley sentia por ele! A algum tempo ele teria rido de tal absurdo... Porém aquele absurdo havia se tornado tão certo...
Já não ligava para o orgulho Malfoy, a verdade estava clara e refletida naquele rosto delicado. Fascinava-se por ela, queria conhecer seus segredos, dividir conquistas como quando enfrentaram aquele dragão, queria poder admitir em voz alta que sua irritação com Zabini era puro ciúmes, não havia como ignorar mais os sinais, um Malfoy estava apaixonado por uma Weasley. Simples assim.
- Draco... – Sussurrou beijando a mão em seu rosto. – Sei que eu sou uma Weasley e que sempre vivemos em pé de guerra...
- Mas gostaria que com a gente fosse diferente... – Completou sentindo o mesmo. – já é diferente... ou depois de tudo ainda não percebeu?
O sorriso foi tão espontâneo em seu rosto que Virginia ficou sem fala.
- bom, sem duvidas sabemos muitas coisas um sobre o outro que ninguém imagina... – Respondeu sorrindo também.
- Mas ainda a muito que eu não entendo... – Draco disse um pouco exasperado.
- Vou matar sua curiosidade... Vou lhe contar tudo hoje... mas antes de tudo quero que você realmente confie em mim... – Dizendo isso ela puxou a mão de seu rosto e a segurou firme entre seus dedos. – Essa é uma promessa inquebrável. – A expressão do rosto dela estava tensa, um calafrio percorreu a espinha do loiro enquanto sentia seus dedos serem apertados. – Eu, Virginia Mabelle Weasley, prometo proteger e cuidar, impedindo qualquer tentativa de Voldemort transformar Draco Malfoy em um de seus servos. Assim como prometo proteger sua vida contra qualquer mal...
- Virginia, o que é isso? – Perguntou atônito enquanto observava uma luz sair do bolso dela e rodear as mãos entrelaçadas. A luz deu voltas em suas mãos e se fechou, sumindo em seguida, restando apenas seu contorno, como uma cicatriz, onde havia tocado. – Você fez um Voto Perpetuo... – Murmurou assombrado, ainda sentindo o arder em suas mãos. – Isso é loucura... você não...
- Confie em mim... – O interrompeu enquanto analisava as marcas em suas mãos.
Malfoy esqueceu a própria dor enquanto segurava as mãos quentes entre as suas. Ambas as mãos estavam marcadas pelo laço do Voto e ele nunca se sentira tão especial. Parecia loucura uma garota prometer protege-lo de alguém como o Lord das Trevas, mas não importava naquele momento, só conseguia pensar nela e em como conseguia trazer tanta luz em meio ao caos em que estava.
E pela primeira vez na vida Draco Malfoy queria fazer amor com uma garota. Uma Weasley. Nada mais parecia tão certo...
Continua...
Oi gente bonita! Tudo bem? Então... depois de muito tempo hibernando em voltei ;D Passou tanto tempo dês da ultima vez em que entrei aqui, será que alguém que acompanhava minha fic ainda esta aqui? Rsrsrsrs
Eu passei por um bloqueio no mínimo terrível esses tempos, não consegui escrever nem uma redação direito, então faz uns dias que minha inspiração pareceu voltar, espero que fique rsrsrsrs quero muito terminar minhas historias.^^
Obrigada principalmente a quem ficou puxando minha orelha ;D o carinho e a cobrança me animaram bastante ^^
Um grande beijão em todos^^ =****
Nota: o próximo capitulo ta na metade!
