Capítulo 21 – Epílogo
O Sonho
Tradutora: Lary Reeden
Cinco Anos Depois
Edward POV
Eu podia vê-la em meus sonhos, parada no final do longo corredor forrado com pétalas de rosas brancas. Mesmo em meu sono, eu podia sentir as batidas do meu coração martelando no meu peito mais uma vez, trazendo-me de volta ao dia em que eu tinha casado com Bella, há quase três anos. Eu podia sentir o amor e a antecipação inchando dentro de mim no momento em que eu a vi, cabelo penteado para trás lindamente, sorriso radiante.
E seu vestido... eu não consegui registrar o vestido em um primeiro momento, porque tudo que eu podia ver era seu rosto encoberto por um véu leve, mas era perfeito, exatamente como ela. Minha Bella, minha noiva.
A intensidade desse primeiro olhar pelo corredor me atingiu como um punhal, no entanto, nada mais que uma onda de euforia surgiu através de mim. Eu assisti quando ela veio na minha direção, seu vestido branco moldando graciosamente ao seu corpo. Ela sorriu para mim brilhantemente enquanto o meu pai andava ao seu lado, um gesto que ele tinha oferecido no dia anterior.
No meu sonho, eu podia ver os rostos da minha família pela minha visão periférica. As lágrimas da minha mãe brilhavam em suas bochechas rosto sob a luz fraca enquanto ela estava sentada na fila da frente e olhava orgulhosa. À minha direita, Alice e Rose estavam em seus vestidos iguais de cor lavanda e assistiam, nos incentivando com sorrisos gravados em seus rostos. Alinhados atrás de mim estavam os meus dois irmãos.
Quando Bella se aproximou, eu pude ver a umidade presente em seus olhos, e eu sabia que ela estava tão sobrecarregada quanto eu. Eu ainda não podia alcançá-la, mas eu ansiava por isso. Engoli em seco e murmurei as palavras "eu te amo" para ela quando eu sabia que ela estava perto o suficiente para me entender. Isso só fez a umidade em seus olhos aumentar, mas seu sorriso cresceu e ela sussurrou "eu te amo" de volta.
O simples ato dela andando pelo corredor parecia parar o tempo e durar para sempre. A Marcha Nupcial soava por todo o cômodo, mas eu nunca a ouvi. Havia sussurros suaves vindos dos convidados do nosso casamento, mas era como se eles não estivessem lá.
Havia apenas silêncio enquanto eu a observava se aproximar, segurando um buquê de flores frescas; que eu nunca me lembro do nome. Finalmente, eu fui capaz de tocá-la e estendi minha mão. Quando nossos dedos se entrelaçaram, eu vi o armário novamente e eu a puxando dele. A carga suave de energia que reunia e fluía entre nós estava lá de novo também, assim como no dia em que nos conhecemos.
Mas essa não era mais uma garota assustada e quebrada diante de mim. Ela estava inteira, restaurada, e amada.
Isso estava escrito em seus brilhantes olhos cheios de lágrimas, em seu sorriso radiante e na forma como ela se segurava com tanto orgulho. Ela não só era amada por mim, mas ela amava a si mesma também. Retornei seu sorriso quando eu a puxei dos braços do meu pai uma vez que o costume de dar a noiva tinha ocorrido.
Estiquei minha cabeça por um momento, voltando para o meu pai e dando a ele um aceno rápido. Ele acenou de volta, sabendo que o gesto exiba mais do que apenas gratidão por levar Bella pelo corredor e pela lua de mel para Meteora, na Grécia, que ele havia pagado. Era gratidão por aceitá-la e nos ajudar. Por acolhê-la na família e em sua casa, antes de emprestar a sua ajuda quando nós a buscamos.
Comecei a trabalhar para a Delegacia Leste de Seattle como um detetive de homicídios, enquanto Bella teve aulas em tempo parcial em uma faculdade júnior na cidade. O apartamento para o qual nos mudamos era menor do que o apartamento em Forks, mas isso não importava. Poderíamos descansar e nos aquecer na liberdade da segurança quando íamos para a cama à noite.
Eu finalmente fui capaz de fazer coisas com Bella que tinham sido virtualmente impossíveis de se fazer antes, sem o fim resultando em desastre, eu fui capaz de levá-la para sair em encontros. E então voltávamos para casa, sem olhares paranóicos ao redor do estacionamento... nenhum bilhete na porta ameaçando nossas vidas.
Na verdade, Bella deixou de falar sobre Riley Biers logo depois de nos mudarmos para Seattle. Ela o deixou ir, resignando-se ao fato de que ela nunca compreenderia os motivos dele.
A inocência jamais poderá compreender o mal.
E o cara era apenas um fodido ruim, tanto quanto eu estava preocupado. Ela só falava de Jacob de vez em quando, e tinha ido tão longe a ponto de ligar para a família dele para oferecer suas condolências, embora ela temesse que eles a culpariam pela morte dele. Em vez disso, eles lhe disseram o que ela já sabia e tinha aceitado. Que não foi culpa dela; que o filho deles tinha feito sua escolha, e toda a culpa descansava no homem que o matou.
No sonho, a cerimônia de casamento começou, mas, mais uma vez, eu estava perdido em pensamentos. Os olhos de Bella, brilhando com amor mesmo através do véu, eram tudo o que existia enquanto o ministro falava as palavras que eu quase não ouvi. Eu podia ver tudo nos olhos dela. Quando eu a conheci, eu tinha procurado algo neles, tentando compreendê-la olhando forte o bastante.
Mas, naquele dia, eles não demonstravam nenhum mistério. Eu podia ver que ela me amava, que ela estava explodindo de excitação, ainda que pacífica sobre o que estava acontecendo. Que ela orgulhosamente aceitaria o meu nome e seria chamada de Bella Cullen, até que a morte nos separasse.
Eu acariciei suas mãos nas minhas depois que ela passou seu buquê para Alice, que serviu como dama de honra e também havia se tornado sua melhor amiga. Meus polegares deslizaram sobre os delicados nós dos seus dedos enquanto eu olhava para suas orbes marrom líquidas e via a alegria tranquila que eles emanavam.
Quando eu falei as palavras "eu aceito", uma única lágrima escapou pela sua bochecha enquanto um rubor familiar rastejava em ambas. Apesar de ter estado com ela durante dois anos naquele ponto, ela nunca perdeu aquele rubor cativante que eu tanto amava. Eu não pude deixar de sorrir e seus olhos dançaram.
Surpreendentemente, minha frequência cardíaca, que tinha gradualmente estabilizado, de repente acelerou mais uma vez quando ela disse, "eu aceito".
As palavras foram ditas com determinação e orgulho, apesar de terem sido pesadas com emoção enquanto ela lutava para manter sua compostura. Eu nunca deixei de admirá-la, mesmo na mais simples demonstrações de força.
Apertei suas mãos mais forte quando o ministro pediu as alianças. Meu coração continuou martelando no meu peito quando chegamos à fase final do casamento, e eu deslizei a aliança de ouro em seu dedo. Olhei para baixo enquanto eu o colocava, o símbolo dos votos que eu tinha acabado de fazer. Ele representava a minha vida, que seria para sempre dela... e era dela.
Quando ela empurrou a aliança em meu dedo, eu sabia que os anéis que possuíamos eram sem sentido no final. A extensão do nosso amor alcançava além de qualquer objeto ou lugar, tornando uma lua de mel exatamente sem sentido também.
Mas ver Bella como minha noiva era como ter concedido um vislumbre de um anjo. Aquela noite, três anos atrás, nunca aconteceria de novo, até a próxima vez em que ela aparecesse nos meus sonhos.
O último fragmento do dia que passou diante de mim enquanto eu dormia foi o momento em que meus lábios colidiram com os dela, quando fomos anunciados como marido e mulher...
Então eu acordei, assustado com um grito agudo em meus ouvidos. Meus olhos se abriram e se depararam com Bella, já que estávamos deitados lado a lado na cama. Ela olhou para mim docemente, um sorriso sereno e sonolento espalhado pelos seus lábios. O momento casto de surpresa diminuiu enquanto eu olhava para Bella, nossos narizes a centímetros um do outro.
Os chorinhos continuaram a ser emitidos do monitor do bebê que estava situado na mesa de cabeceira ao lado da cama. A luz da lua brilhava através das cortinas.
Bella rolou um pouco e esticou os braços. "Vou pegá-la." Ela disse com um bocejo.
Eu ri e me apoiei em meus cotovelos, angulando meu corpo para que eu pairasse sobre ela enquanto nossa filha de cinco meses de idade, Mia, continuava chorando.
"É a minha vez." Eu disse a ela e beijei sua testa suavemente.
Ela sorriu. "Por que você é sempre tão maravilhoso comigo? Eu acho que vou começar a ficar totalmente acostumada com isso." Ela brincou.
Meus dedos acariciaram a pele da sua bochecha. "Você torna isso fácil, Bella. Esse é o por que".
Ela inclinou a cabeça para escovar seus lábios nos meus, fazendo com que os cabelos da minha nuca arrepiassem.
Antes que o momento pudesse continuar, os pequenos choramingos e arrulhos soaram do monitor novamente.
Afastei meus lábios e sorri para ela. "Nós vamos continuar isto".
E, com isso, eu desliguei o monitor e caminhei pelo corredor, para o outro amor da minha vida.
FIM
Nota da Ju:
Acabou! *chora*
O que acharam desse finalzinho? Finalmente as coisas deram certo para eles e agora eles são uma família feliz...
Ainda vou postar a cena extra essa semana e aí a fic será finalizada.
Deixem reviews e até sexta!
Bjs,
Ju
