Edward Cullen
"Droga Cullen! Você mais uma vez fez tudo errado. Custava ter conversado com ela antes? Não, deixou seu instinto agir e deu no que deu."
Acho que eu enlouqueci de vez, porque nesse exato momento, eu me encontro gritando com meu reflexo no retrovisor enquanto a mulher da minha vida desce a rua apressada, fugindo de mim. Eu sabia que correr atrás dela agora só pioraria as coisas, então eu decidi esperar ela ir embora e fazer o que eu já deveria ter feito há muito tempo. Já estava mais do que na hora de conhecer Charles.
Meia hora depois, eu vi a picape dela sair em direção à Seattle e fui até a delegacia perguntar o endereço do Chefe de polícia o que não foi difícil de conseguir. Parei o carro em frente a casa e fui até a porta. Bati de leve e logo escutei passos.
"Pois não?"
"O senhor é Charles Swan?"
"Sim, e você é?"
"Edward Cullen, o pai da sua neta."
Ele demorou alguns segundos para assimilar minhas palavras, mas logo sua expressão se tornou mais serena.
"Entre, meu filho." Ele me levou até a sala e eu me sentei no pequeno sofá e ele na poltrona em frente.
"Senhor Swan, eu vim até Forks conversar com sua filha, mas infelizmente nos desentendemos mais uma vez."
"Então foi esse o motivo da pressa... ela saiu quase correndo ainda há pouco. Me chame de Charlie, rapaz."
"Deve ter sido. Parece que a gente não se entende, eu troco os pés pelas mãos e ela entende tudo errado." Falei segurando meus cabelos.
"Filho, no começo eu fiquei com muita raiva de você. Bella nunca me contou direito o que aconteceu e eu cheguei a pensar que você era casado. Mas eu posso ver, agora que você está aqui na minha frente que você é uma pessoa boa. A minha filha sofreu muito e você deve ir com calma com ela, o gênio dela realmente não é fácil, mas algo me diz que ela gosta muito de você, então não desista dela."
"Charlie, eu não pretendo desistir dela, eu a amo muito e é por isso que eu estou aqui. Eu vim pedir a sua bênção, porque eu quero me casar com ela."
"Edward, minha intuição me diz que você terá que lutar um pouquinho para dobrar aquela teimosa, mas quando você conseguir tenha a certeza que eu abençôo vocês."
"O Senhor não sabe como é importante para mim ter o seu apoio. Eu agradeço por não ter me recebido com um tiro, Chefe."
"Faça as minhas meninas felizes e você não correrá risco algum. E eu quero mais netos, então mexa-se e faça dela uma mulher casada."
"Eu farei, eu prometo. Mas agora eu tenho que ir. Muito obrigado mais uma vez por ter me recebido em sua casa."
"Você é bem vindo, meu rapaz."
Saí da casa de Charlie um pouco mais confiante. Ter o apoio do pai dela já era alguma coisa. Agora eu teria a missão mais difícil pela frente, fazer aquela cabeça dura me escutar. Eu liguei para ela o resto da noite e ela não atendeu, mas eu já sabia que não seria fácil. Em casa, depois de comer algo e tomar um banho resolvi dormir um pouco para enfrentar meu primeiro dia de aula.
No dia seguinte saí para a faculdade, depois de ligar para Emmet e pedir que ele levasse mais devagar o processo da loja. Eu não queria enfurecer Bella ainda mais. Passei a manhã conhecendo as instalações e professores e passei um bom tempo na biblioteca procurando material para os trabalhos que teria que fazer para alcançar o resto da turma e quando dei por mim, já estava no intervalo da tarde. Meu estômago reclamava de fome e eu queria vê-la, quem sabe chegar perto.
Mas é claro que aquele babaca estaria lá, na mesa com ela para atrapalhar ainda mais a minha vida. Ela estava falando e ele não tinha uma cara muito boa, tomara que ela estivesse dando um fora naquele babaca. Fiquei de longe esperando, mas ele não arredou o pé. Por que nada é fácil para mim, inferno?
Continuei tentando falar com ela no celular, mas é claro, ela não atendeu. Então, à noite resolvi dar um golpe baixo.
"Oi papai!"
"Oi Isa, como você está princesa? O papai não te viu hoje."
"Eu estou bem, eu fiz pintura com o dedo na escola e sujei todo o meu uniforme, a mamãe quase brigou comigo."
"É mesmo, amor? A sua mãe está aí? Eu queria falar com ela um pouquinho."
"Mãaaaaaaaaaaaaaaaaaaae, o papai quer falar com você."
Golpe baixo, eu sei, mas na frente de Isa ela não iria se recusar a falar comigo.
"Muito esperto você Edward."
"Foi a única maneira de conseguir falar com você. Eu preciso que você me escute, Bella."
"Você não entendeu ainda que eu não quero ouvir? Me deixe em paz, por favor."
"Bella, não delisg..." droga de mulher teimosa.
Eu sei que deveria dar tempo a ela, mas meu coração estava apertado, pedindo por ela, para vê-la.
Eu tinha que fazê-la me ouvir. Esperei até as dez da noite, assim teria certeza de que Isa já estaria dormindo, ela não precisava ver a mãe e o pai discutindo. Cheguei no estacionamento e tudo estava silencioso, ninguém do lado de fora dos dormitórios, fui caminhando até o dela, pensando no que falar, quando ouvi um grito.
Isabella Swan
Segunda-feira chegou e eu me arrastei para o trabalho e é claro que Angela percebeu meu estado de espírito quando me encontrou no intervalo do almoço.
"Vamos lá mocinha, desembucha."
"Angela, às vezes você sabe ser bem irritante. Eu não quero falar sobre isso."
"Bella, você nunca me escondeu nada, o que está acontecendo?"
"É que eu estou com vergonha do que eu fiz, é isso. Raiva de mim mesma."
"Bella..."
"A gente transou."
"Você e o tal Jacob?"
"Não. Eu e Edward. Jacob é outro assunto que eu ainda tenho que resolver."
"Por Deus, Bella até que enfim, mas me conta, vocês estão bem agora?"
"Não. Ele só tentou me amolecer, foi isso e a boba aqui caiu direitinho. Ah que raiva amiga."
"Que história é essa? Me conta o que aconteceu."
Eu contei tudo, e ela ainda achou graça.
"Bella, esse homem te ama, como você pode não enxergar isso? Tudo bem que ele deveria ter agido de outra maneira, mas garanto que o que aconteceu no carro foi apenas saudade e perda de controle, e não algo premeditado."
"Não é isso que eu vejo. Ele não me ama do jeito que eu sou, Ang."
"Nada disso, amiga. Ele apenas quer o melhor para você e para a filha dele."
"Essa é a sua opinião. Podemos mudar de assunto?"
"Tudo bem, então me conta o que acontece com você e o tal professor."
"Jacob me chamou para ir ao cinema e eu queria sabe? Eu precisava tentar tirar aquele demônio de olhos verdes da minha cabeça, mas o que aconteceu é que eu passei a noite comparando os dois e quando Jacob me beijou, foi como beijar um irmão, sei lá..."
"Ele te beijou? Nossa, e agora, Bella?"
"E agora nada. Eu vou conversar com ele hoje e fazê-lo entender que eu não sinto o mesmo por ele."
"Não mesmo. Edward é o seu destino."
"Destino torto esse meu. Ficar sozinha, esse sim é o meu destino."
"Deixa de ser dramática, Bella."
"Drama é o meu lema, Ang." - Falei rindo – "Agora me deixe ir senão perco a primeira aula."
A conversa com Angela no almoço não foi um bom negócio, acabou que eu nem comi, contando os últimos acontecimentos e na hora do intervalo estava morrendo de fome. Pedi um suco e um sanduíche e fui para a mesa que eu sentava todos os dias. Eu deveria saber que minha paz duraria pouco.
"Oi linda." Ele disse já se sentando ao meu lado.
"Hei Jake."
"Nossa que desânimo, dia rium?" Ele estendeu sua mão sobre a mesa e pegou a minha.
"Também, mas foi bom você aparecer. Eu quero conversar com você sobre sábado." Disse retirando minha mão delicadamente.
"O que você quer falar sobre sábado? Para mim foi perfeito."
"Não Jake, é sobre isso mesmo que eu quero falar com você. Aquele beijo..."
"Eu sei, Bella, eu também não consigo pensar em outra coisa."
"Não Jake, eu estou querendo dizer que não irá se repetir. Eu gosto muito de você, mas só como amigo, não passará disso, ok?"
"Bella, você tem certeza? A gente se dá tão bem, me dê uma chance, eu posso fazer você gostar de mim como eu gosto de você."
"Melhor não, Jake. A minha vida está muito complicada e eu não quero namorar ninguém, pelo menos por enquanto."
"Então quer dizer que eu ainda tenho chance, algum dia?"
"Jake, por favor..."
"Tudo bem, entendi. Amigos então?"
"Com certeza." A cara dele não era das melhores, mas tinha que ser assim, antes que as coisas se complicassem ainda mais.
Jake logo deu uma desculpa de que precisava ir e me deixou terminar meu lanche. Edward continuava a me ligar, mas eu ainda não queria falar com ele. Minha raiva ainda me consumia,dele e de mim mesma por ter sido tão fraca e ter me entregue tão facilmente.
No dia seguinte, Jake não apareceu na hora do intervalo. Eu acho que ele estava me evitando e isso me deixou um pouco triste por ter magoado meu amigo, mas não poderia ter sido diferente.
Naquela noite, pedi a Esme que trouxesse Isa até o dormitório. Ela mais uma vez estava lá, prontamente atendeu meu pedido, sem ao menos questionar meus motivos.
Eu estava preparando o banho de Isa, quando ela me chamou, dizendo que o pai dela queria falar comigo.
"Mãaaaaaaaaaaaaaaaaaaae, o papai quer falar com você.
"Muito esperto você Edward."
"Foi a única maneira de conseguir falar com você. Eu preciso que você me escute, Bella."
"Você não entendeu ainda que eu não quero ouvir? Me deixe em paz, por favor."
Idiota! Usando a própria filha. Desliguei na cara dele, nem deixei que começasse a falar. Chamei minha pequena para o banho e logo ela já dormia tranquila na caminha dela, no quarto improvisado que eu fiz fechando parte da sala com uma divisória. Tomei meu banho, mas ainda não estava com sono, então fiquei assistindo TV até que alguém bateu na porta. Olhei no relógio, dez e meia. Será? Não, ele não viria até aqui tão tarde, se bem que deve ter ficado furioso quando eu desliguei na cara dele.
"Escuta aqui... Jake?"
"Oi, Bella, eu quero falar com você."
Ele falava arrastado e de longe eu senti o cheiro de álcool.
"Jake, agora não é uma boa hora. A minha filha está dormindo, eu não vou deixar você entrar."
"Eu prometo que não demoro..."
"Jake, vai para casa. Amanhã a gente conversa." Me virei com a intenção de entrar, mas ele agarrou o meu braço com força.
"Você vai me ouvir agora."
Ele me puxou pra fora e me empurrou na parede ao lado da porta e eu olhei ao redor procurando alguém para pedir ajuda, mas nada. Estava deserto.
"Jacob me solta, por favor."
"Não. Você tem que ser minha. Você gosta de mim, Bella eu sinto."
De repente todo o seu corpo me pressionou conta a parede áspera e ele me beijou a força. Eu tentei em vão tirá-lo de cima de mim, mas ele nem se mexeu. Em desespero eu mordi seu lábio inferior, tentando interromper o beijo.
"Ah, sua cadela, olha o que você fez."
Sua boca sangrava, mas ele esqueceu rápido da mordida. Eu já chorava, temendo que o pior acontecesse, ou que minha filha acordasse e visse aquilo. Ele começou a passar as mãos no meu corpo, me causando náusea e então rasgou a minha blusa e arrancou de mim. Eu gritei. A resposta dele foi um soco no meu estômago.
"Fica bem quietinha que eu prometo que será rápido, mas se gritar, eu vou desfigurar essa sua carinha linda."
Eu não tinha mais reação, minhas pernas amoleceram, minha visão estava turva, a dor era lancinante e eu paralisei na frente dele. Só o que eu conseguia fazer era tremer. Então, ele levou as mãos até o botão da minha calça, mas antes que ele me violentasse, eu ouvi a voz de um anjo e então Jacob não estava mais em cima de mim.
"Bella, Bella amor fala comigo."
Pobre Bella... peço desculpas pelos membros do Team Jacob, mas comigo ele não tem vez!
Quem já viu que tem tradução sendo postada? Corram lá! =)
