Capítulo 21 A Guerra está próxima
À manhã seguinte do casamento os amigos do casal de recém-casados tinham-se reunido em torno do lago para comentar o casamento. A manhã era muito ensolarado e apesar de ser inverno em o dia apresentava uma agradável temperatura.
Blaise estava apoiado em as pernas de Ron e este descansava suas costas para o grosso tronco de um roble, tinha as mãos apoiadas em os ombros de seu companheiro e lhe acariciava ternamente os mesmos, inclinou um pouco sua cabeça e lhe deu um beijo terno na bochecha. –Sabe, enquanto Harry e Draco pronunciavam seus votos imaginava-me que os que estavam ali éramos você e eu oxalá pudéssemos nos unir o quanto antes, quero passar toda minha vida junto a ti.
-Eu também o desejo Ron, mas me dá medo o futuro tão incerto que nos espera, sinto em meu interior que a guerra está próxima e não sei que é o que pode nos ocorrer. Mas por outro lado penso que se a guerra pudesse acabar com a vida de algum de nós não me perdoaria o não poder ter estado contigo.
Blaise voltou sua cabeça e beijo a Ron com uma paixão imprópria dele, era muito tímido e como bom Slytherin lhe custava mostrar seus sentimentos em público. Fato que seu loiro amigo aproveitou para se meter um pouco com ele.
-Vá vejo que o estar com um Griffyndor te fez mostrar seu lado mais terno e não se importa beijar em público com seu namorado.
-Oh cale já Pansy, isso é inveja que o seu não está aqui para fazer o mesmo.
-Se não fosse ser meu futuro cunhado te juro que te lançaria um feitiço que a cada vez que quisesses beijar a seu namorado te desse uma picada no traseiro.
-Vá de que vocês riem tão divertidos garotos.
-Das palhaçadas que diz nossa querida Pansy, Hermi.
Hermione e Theodore acabavam de unir-se ao trio e rapidamente Hermione e Pansy começaram a comentar a bonita que tinha sido a cerimônia e o bonito que luziam os noivos. Se em algum dia casavam-se queriam que pelo menos sua cerimônia fosse a metade de bonita que tinha sido a de seus amigos.
Blaise se aconchegou ainda mais entre os fortes braços de seu namorado e seu coraçãozinho se ia derretendo se imaginando como seria o dia de seu casamento com Ron, de repente não lhe parecia tão descabelada a ideia que lhe tinha proposto o ruivo. Quiçá quando estivessem a sós retomaria a questão…
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-Olá, meu pequeno cabeção, já acordaste-Enquanto dizia isto Vlad aconchegava a seu moreno e lhe dava beijos na cabeça.
-Sim, é que se estava tão ao gosto entre seus braços, que não queria me levantar. Sabe? Estava sonhando com o casamento de Harry e de Draco, pareceram-me tão bonitos os votos que fizeram, que até em sonhos chorava de emoção. Gostaria de dizer-te algo, mas é que me dá um pouco de vergonha…
-Que me quer dizer? Meu pequeno. -Vlad dizia com um sorriso desenhado em seus lábios, imaginava-se o que estava passando pela cabeça de seu companheiro, mas deixaria que o outro falasse. Tinha-lhe preparada uma surpresa, mas queria fazer-lhe de rabiar um pouco.
-Verá, tenho pensado que quiçá em algum dia nós poderíamos também ter, é que, não posso me dá vergonha.
-Vamos ver se posso-te ajudar um pouco com o que me quer dizer. - Se riu Vlad torcendo um pouco a boca e pondo olhar depredadora.
-Talvez está pensando em que seria muito bonito que nós em um futuro próximo pudéssemos pronunciar uns votos como os que se disseram ontem. Verdadeiro? Meu pequeno cabeção.
-Não se ria, me dá muita vergonha, não me atrevia a te o dizer e para mim é algo muito importante. - Disse Viktor pondo um bico e começando a chorar.
-Eh, eh, vamos não chore, não pretendia me rir de ti para mim também é muito sério o que acabo de dizer, simplesmente queria saber se era capaz de vencer essa timidez que mostras às vezes, como se não tivesse a suficiente confiança posta em nossa relação ou no que eu posso pensar.
Vlad beija a Viktor e passava-lhe a mão pelas costas em círculos consolando-lhe, sabia que estava muito sensível por causa da gravidez e não queria que se desagradasse mais, por esse motivo lhe levantou o rosto e lhe obrigando a olhar na cara lhe disse:
-Viktor é o melhor que me passou em muito tempo e quero que ambos formemos uma família, quer te casar comigo? - Enquanto propunha-lhe em casamento fundiu seu olhar de um azul profundo com o negro desses olhos que estavam inundados em lágrimas e que tanto amava.
-Eu, claro que sim que quero, não pensei que você também quisesse o fazer, sabe que sou tímido e me dava muita vergonha te propor.
-Eu sei meu pequeno, mas levo muito tempo pensando qual seria o melhor momento para te pedir e ademais quero que nosso filho nasça dentro do vínculo do casamento. Por isso gostaria que de nossa união pudesse ser levado a cabo o quanto antes.
Vlad esticou um de seus fortes braços para a gaveta do criado-mudo e sacou uma pequena caixa de cor verde enfeitada com um águia bicéfala dourada, sabia que a Viktor lhe encantava o escudo de sua antiga escola, Durmstrang. No interior tinha um anel com um dragão alado na parte superior, estava realizado em ouro branco e os olhos do dragão eram rubis vermelhos como o fogo, a fila era a base do anel e as asas se despregavam apoiadas na fila.
-Dá-me sua mão –apanhou o dedo anular da mão esquerda de seu pequeno e pondo o anel voltou-lhe a dizer:
-Quer casar-te comigo? Quer ser meu esposo até para além desta vida?
Viktor jogou-se a chorar e acercando sua boca à de Vlad disse-lhe um sim quero que rapidamente foi silenciado pelos beijos do outro.
Vlad fez o amor a essa boca introduzindo sua língua na mesma e saboreando a cada um de seus rincões, deslizava suas mãos pelas costas de seu pequeno lhe tirando as calças do pijama e deixando ao descoberto uma ereção nada depreciável.
Posicionou-se entre as pernas do búlgaro separando com delicadeza e começou uma trilha de beijos desde a frente, passando pela boca, o pescoço e detendo-se em esses formosos mamilos, tão sensíveis que o só roce dos lábios provocava estremecimentos nesse corpo que tinha embaixo de si.
Seguiu baixando pelo ventre, já um pouco incipiente e beijou com muita delicadeza a zona tentando sentir uma pulsação de vida, que estava seguro que Viktor já notava. A seguir apanhou as mãos e esticou os braços acima de sua cabeça e começou a devorar novamente sua boca enquanto esfregava seu púbis com o de Viktor fazendo que as ereções de ambos se esfregassem com força.
Vlad sentiu que sua própria calça era um estorvo que lhe impedia notar com maior intensidade a outra pele, com um feitiço lançado em silêncio se despojou de sua roupa e já livre de toda trava intensificou o roce. Ao sentir como Viktor gemia a cada vez mais descompassadamente e não querendo que se viesse tão cedo, parou em seu movimento e convocou um lubrificante que untou generosamente em seu pene e em a entrada do outro. Ainda não queria o penetrar, lhe faria sofrer um pouco mais, massageou seu entreperna e se pôs de pé ao lado da cama. Viktor ao notar como se levantava e lhe desatendia se médio incorporou da cama e ficou estupefato com o espetáculo que Vlad lhe oferecia.
De pé e muito erguido olhava com olhos carregados de desejo a Viktor, enquanto acariciava-se seus peitorais, dando-se pequenos beliscos em seus mamilos conseguindo que se pusessem muito erguidos. Deslizava suas mãos lenta e sensualmente com movimentos circulares sobre seu ventre e custados. Quando chegou a seu pênis evitou o tocar e cruzando suas mãos sobre sua entreperna começou a se acariciar os testículos, já muito avultados. Muito devagar subiu sobre seu pene até pegar sua glande com suas fortes mãos e começou a bombeá-lo.
Viktor a cada vez estava mais excitado e quando foi a jogar mão a seu próprio pênis se deu conta de que Vlad lhe tinha imobilizado as mãos com um feitiço não verbal e não podia ser aliviado de jeito nenhum. O russo ao dar-se conta da intentona frustrada de Viktor sorriu-se ladeando a boca. Esse gesto carregado de um pouco de petulância sabia que punha a seu pequeno bastante, pelo que começou a masturbar-se com mais avidez. Quando notou que cedo lhe chegaria o orgasmo e que Viktor a cada vez estava mais excitado cessou com seu auto complacência e se acercou às pernas do búlgaro as levantou sobre seus ombros e com um movimento certeiro lhe penetrou. Viktor quase salta da cama ao sentir-se cheio de repente, notou como suas mãos se libertavam e se aferrou às cobertas em uma tentativa de se agarrar a algo, sabia que Vlad não lhe ia permitir se tocar, ao moreno de olhos azuis gostava de ser o que tocasse seu pene, lhe dava tanto prazer como recebia de seu pequeno.
Vlad entrava e saía de seu interior com movimentos fortes e profundos, seus golpes eram certeiros davam diretamente em sua próstata e faziam-lhe ver luzes de cores. Seus arquejos, a cada vez mais fortes inundaram a habitação, ambos se fundiram em um coro de sussurros e gritos de prazer.
-Viktor, olha aos olhos quero perder nesses poços negros quando te venha, quero que você se perca nos meus quando o faça eu, não pare, segue te movendo. Dança comigo nessa dança de amor.
-Vlad não acho que tolero mais, sinto como um calafrio percorre minha coluna, me venho.
Umas fortes sacudidas contraíram as paredes do interior de Viktor comprimindo o pênis de Vlad que aceleraram seu orgasmo, quase a um tempo se derramaram ambos se olhando a cada um aos olhos do outro velado pelo prazer e o amor que sentiam mutuamente.
-Quero-te a cada vez mais, meu pequeno. Você e o filho que leva em teu interior é tudo o que preciso para ser feliz e ditoso. Você me devolveu a alegria de viver, tem dado sentido a minha vida e ademais contigo tenho compreendido o que é o amor incondicional, aquele que sabe perdoar e que espera pacientemente a que essa mente atormentada se acalme. Quero-te, quero-te, quero-te.
Lágrimas abundantes corriam por seu rosto, não eram de pena eram de felicidade, por fim essa cruel vida lhe dava uma trégua, um punho em o que se agarrar, o que sacar sua humanidade longamente escondida, era hora de abandonar essa máscara de frialdade e de cinismo. Viktor bem merecia tudo isto e mais.
- Eu também te quero, sou o homem mais afortunado do mundo por ter a meu lado. -Se aconchegou no forte peito de Vlad e tentou repor do prazer que lhe tinha feito perder a força na cada uma de suas articulações, na cada um de seus músculos. Sempre lhe dava prazer, se preocupava por que o conseguisse e desta vez se tinha superado.
Após que ambos descansassem se encaminharam para o banho, se deram uma ducha que cedo se converteu em algo mais. Voltaram a amar-se já de uma maneira mais repousada e se prepararam para tomar café da manhã. Como já era um pouco tarde para descer ao salão chamaram a uns elfos que solícitos lhes levaram um estupendo café da manhã. Uma vez satisfeitos baixaram até o lago para dar um passeio. Ali viram como os amigos dos recém-casados estavam caçoando com o casal que já se tinha unido ao resto.
-Olá garotos tudo bom estão, imagino-me que estarei comentando os acontecimentos recentes.
-Assim é professor, Draco e eu queríamos lhe dar o obrigado por tudo o que tem feito por nós, não se pode nem imaginar o agoniado que estive até que Draco foi liberto de seu pai, nunca poderei pagar o suficiente pelo que fez por ele.
-Não foi para tanto Harry, mas me alegro que todo tenha saído bem, vocês merecem, bom todos nós merecemos ter esses momentos de felicidade. Oxalá que nossas vidas tivessem sido menos difíceis, mas ante isso nós não podemos eleger. Por este motivo é preferível desfrutar do que temos que nos amargurar pensado em o que pudéssemos ter tido se nossas vidas tivessem sido outras.
-Professor suas palavras são muito bonitas e todos estamos muito agradecidos com o que fez nos trazendo a Draco de volta.
-Obrigado, senhorita Parkinson, mas não fiz mais que cumprir com meu dever e agora se nos desculpam seguiremos com nosso passeio.
Vlad e Viktor afastaram-se dos jovens, o búlgaro apanhou a mão de seu companheiro e apoiou sua cabeça no ombro deste.
-Não te disse tudo o que te quero ainda.
-Acho que um milhão de vezes Viktor, mas não me canso de te escutar dizer.
-Tuas palavras impressionaram-me, demonstram muita sabedoria por sua parte.
-Não é sabedoria Viktor, é simplesmente que a vida me deu muitos paus e preciso viver o momento, não pensar em para além ou no que pôde ser, pois dessa maneira não vivemos o presente e nos perdemos todo o maravilhoso que nos rodeia e isso meu amor o aprendi a teu lado.
Vlad agachou sua cabeça até os suculentos lábios de Viktor e lhe beijou com grande ternura e amor. O búlgaro, não o podia evitar se derretia entre os braços de seu grande amor. Nunca tinha sido tão feliz, bem valia a pena o ter perdoado por seu deslize com essa serpente loira. Também sabia que nunca mais ia voltar ao enganar.
Afastaram-se do lago para as imediações do bosque proibido, não queriam penetrar muito em ele, mas Vlad tinha que ver como se estava acondicionando a guarida dos vampiros que cedo chegariam até ali para ajudar em a luta. Pela noite quando os Ivanov acordassem iria com eles, a Viktor o deixaria em o castelo, não queria que corresse riscos desnecessários, um jovem tão atraente como o búlgaro e ademais grávido era uma tentação muito grande para alguns destes seres da noite.
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Os membros da Ordem reuniram-se em o castelo, seus informadores tinham-lhes anunciado de um ataque iminente por parte dos comensais, temiam que Lucius Malfoy em sua última visita tivesse deixado algum artefato que permitisse a entra desses indesejáveis ao lugar.
Dumbledore organizou por casais aos combatentes do bem para que buscassem em todos os rincões algo que se saísse do normal. Também chamou aos fantasmas para que lhes auxiliassem em essa árdua tarefa.
Não estava disposto a que seus alunos pudessem ser preocupados desnecessariamente e menos os mais pequenos. Por esse motivo pediu-lhes discrição na medida que lhes fosse possível. Dentro de duas horas voltariam a reunir-se.
-Severus, você e Remus deveria ir buscar aos garotos, acho que estão no lago com seus amigos, deveriam vir todos, hoje começarão a intensificar seu treinamento. Vlad e Viktor estão vendo o refúgio que preparamos para os vampiros, não demorarão, cedo se unirão ao treinamento, podem fazer no salão de duelos.
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-Vlad, Viktor vamos começar a reforçar determinados feitiços que lhes podem fazer falta. Será melhor que nos ponhamos por casais com eles. A senhorita Granger e o senhor Nott estarão com o professor Lupin, a senhorita Parkinson e o senhor Weasley, que tem preferido estar aqui com sua namorada, estarão com o senhor Krum, o outro senhor Weasley e o senhor Zabini com o professor Vasíliev e o senhor Malfoy e o senhor Malfoy estarão comigo. -Quando nomeou ao último casal, Severus lançou um olhar a Harry e este se ruborizou, gostava como soava o de senhor Malfoy e agarrou a mão de Draco com força. Este não lhe esperava
A classe começou em seguida, os garotos se esforçavam por dominar todos os feitiços e contrafeitiços que lhes estavam ensinando. Harry elevava seus níveis de magia quando Draco e ele combinavam esforços, parecia que seu pequeno lhes ajudava a criar esse vínculo tão especial.
Severus notou como a magia do filho de sua querida amiga a cada vez era mais potente, a sentia fluir desde o bebê que levava e como ligava com a de Draco, estava seguro que com seu poder e com o que lhe estavam ensinando quiçá tivesse uma possibilidade de sair com bem da batalha final, mas em seu interior se sentia inquieto, Voldemort era muito poderoso e ademais estava a profecia, ainda que Harry pudesse ser salvo não sabia se seu afilhado o faria e isso acabaria com as vontades de viver de Harry, ao final ainda que pudesse vencer ao tenebroso o faria pagando um preço muito alto. Agora não podia ser permitido o luxo de pensar nisso, tinha que se esforçar ao máximo nos treinos, ele daria sua vida por eles se fosse necessário. Eles já tinham passado bastante não podiam morrer.
Após uma hora de duro treinamento, Harry começou a mostrar sinais de cansaço ao igual que Viktor, a gravidez lhes restava energias. Seus casais deram-se conta dos sintomas de esgotamento que apresentavam e pediram parar.
-Acho que é melhor que descansemos todos, iremos a nossas habitações e após uma ducha jantaremos algo. Severus e eu iremos ao despacho do Diretor para saber se as investigações avançam ou não.
-De acordo Remus, eu tenho um encontro no bosque proibido, já tem anoitecido e acho que nossos convidados começassem a chegar. Viktor é melhor que vá a nossas habitações e me espere ali.
-Vlad gostaria de ir contigo a essa reunião.
-Acho que já temos falado disso, penso que não é o melhor momento nem lugar para insistir sobre o tema.
- Tranquilo Vlad eu acompanharei ao grupo junto com Remus e Severus, se não se importam atrasar a visita ao despacho, assim poderão seguir falando.
-Obrigado Fred, eu irei com Viktor até nossas habitações e depois me acercarei até o bosque.
-Não sei por que não me deixa que te acompanhe.
-Viktor, não seja cabeção, sabe de sobra que é uma presa muito cobiçada para os vampiros, os homens grávidos acordam sua luxúria e suas ânsias de sangue. Não quero que te exponha desnecessariamente.
-Já tenho estado adiante de vampiros e não tem passado nada.
-Eram os Ivanov, eles nunca te vão fazer dano, recorda que eu estou em meio, me consideram de sua família e, portanto, a ti também, mas os demais não. De modo que faz favor não discutamos mais e me façam caso. Vá à habitação e descansa eu me reunirei cedo contigo.
Quando por fim Vlad convenceu a Viktor de que ficasse ali e após lhe dar um beijo e lhe prometer que estaria cedo de volta foi para as habitações dos Ivanov e juntos se dirigiram ao bosque proibido a se reunir com os outros clãs.
-Vá, vá, a quem temos aqui, nada mais nem nada menos que ao mortal que conquistou o coração de Vasya Ivanov.
-Eu também me alegro de te ver Yuri Kruchenko.
-Não esperava menos de ti querido.
O vampiro que falava com dureza e ironia a Vlad era imponente, desde seus quase dois metros de altura, seu cabelo loiro escuro caía em cascata até seus ombros, seus olhos verdes como o jade olhavam inquisitivamente a Vlad, nunca lhe perdoaria que Vasya se tivesse apaixonado dele e o tivesse recusado. O outro vampiro teria que ter sido seu e não desse mortal que só tinha provocado sua morte a mãos de um mago desquiciado. Sua dor era forte e sua raiva louca. Os Ivanov sabiam que podia causar problemas, se não conseguiam lhe convencer de que esquecesse seus rancores possivelmente abandonaria esta frágil aliança com os magos e quem sabe se não cairiam nas redes escuras de Voldemort.
Sergei e Dasha aproximaram-se aos Kruchenko e pediram calma. O primeiro em falar foi Sergei sua voz denotava autoridade, não em vão se tinha convertido em líder de muitos dos clãs de vampiros do este de Europa.
-Yuri, nós melhor que ninguém sentimos a morte e ausência de Vasya mais que ninguém nesse mundo, te pedimos que reflexione, Vlad não tem sido o causante da morte de meu irmão, nem também não o que lhe obrigou a se unir a Voldemort. Hoje chamámos-vos porque queremos pôr fim, ajudando aos magos, a acabar com essa serpente traiçoeira assassina de vampiros que é Voldemort.
-Irmãos se esta dispostos ajudar-nos acho que este o momento em o que conseguiremos acabar com esse reinado de terror e voltar a restabelecer o equilíbrio entre o bem e o mau.
-De acordo Sergei, mas entende que me afetou muito a morte de Vasya era como um irmão para mim, pressenti quando se uniu a Vlad que essa relação lhe ia trazer complicações, me custou muito assumir sua morte e de alguma maneira canalizei minha ira e meu rancor nesse humano.
O vampiro loiro começava a ceder seu rancor para Vlad, tinha penetrado no instante que apareceu na reunião em sua mente e tinha comprovado que não era causante de nada do que ele supunha sobre a sorte aquecida por Vasya. Vlad ao notar a intromissão em seu cérebro cedeu, não queria complicar mais as coisas sabia que Yuri não lhe ia danificar, só queria saber o que para valer tinha ocorrido e por isso lhe deixou o caminho expedito em sua mente.
-Yuri gostaria que não falasse de mim como se não estivesse presente.
-Sinto muito, Vlad, mas quando te olho não posso evitar me lembrar de meu querido irmão, são anos de tristeza, não me faço à ideia de que não poderemos contar mais com sua presença.
-Ninguém melhor que eu o sinto falta até o desespero, mas a vida me ensinou que devo viver o presente, nunca mais me vou atormentar pelo que pôde ser e não foi e te pediria Yuri que fizesse igual. Eu tenho podido refazer minha vida e nesses momentos meu companheiro espera um filho fruto de nosso amor.
-Alegro-me sinceramente por ti e te peço desculpas por meu comportamento, sinto se me intrometi em sua mente, mas era a única forma de estar seguro que você não teve nada que ver com a morte de Vasya nem o que ele se convertesse em um seguidor do escuro.
Sergei tomou a palavra e colocando no meio de seus irmãos começou a contar-lhes o que os magos esperavam deles. Todos os presentes estiveram de acordo em se unir para acabar com o reinado de terror dessa louca e rastreira serpente que à longa também lhes ia prejudicar. Essas ideias de pureza do sangue, de ser os melhores não eram mais que os desvarios de um louco, parecia que a história se repetia, teve em um tempo um louco muggle que também proclamava a pureza do sangue, a submissão das raças inferiores que terminou com uma grande guerra que assolou Europa, naquela ocasião os vampiros não fizeram nada, ninguém lhes tinha chamado e eles já tinham bastantes problemas como para se buscar algum mais. Crasso erro, de alguma maneira também se viram prejudicados por essa loucura e prometeram que nunca mais iam ceder ou se sentir indiferentes ante as proclamas de um louco, muggle ou mago.
Uma vez terminada a reunião Yuri pediu conhecer ao companheiro de Vlad e junto com os Ivanov dirigiram-se ao castelo. Vlad estava um pouco inquieto, não pelo fato de que Yuri fosse a conhecer a Viktor, senão porque algo no ambiente lhe indicava que o perigo espreitava.
Em outra parte de Hogwarts Harry começou a sentir-se inquieto umas cócegas em sua magia anunciavam que algo ia suceder, Draco a cada vez mais unido em corpo, alma e magia a Harry notou o mesmo, ambos se olharam e compreenderam, o ataque ia ser iminente.
Remus e Severus que descansavam placidamente nos braços um do outro após se ter feito o amor até o esgotamento se acordaram ao mesmo tempo sobressaltados, algo não ia bem. Dumbledore removeu-se inquieto e saltou de sua cama, uns gritos tinham-lhe acordado.
Continuará…
Nota tradutor
Gente gente... nossa!
