DE CRISÁLIDAS Y MARIPOSAS;

Disclaimer: A história não pertence a mim, é da Saranya.x que me permitiu a tradução. Os personagens aqui citados pertencem a Stephenie Meyer.

Sinopse: Bella é solitária e se esconde de todos, tem um amor platônico por Edward, lindo e sensual, mas ele precisa de aulas e recorre a ela, sem suspeitar que seu coração morto pode ser ressuscitado pelo toque de uma borboleta e não sabe como ela é frágil.


Capítulo 21

Edward tinha seguido secretamente Emmett e Bella.

Infelizmente, ele não confiava em seu irmão, menos quando Bella quebrou seu coração dizendo-lhe que não o acompanharia ao baile, e quando evadiu uns arbustos que o impediam de vê-los comprovou que tinha toda a razão de ter desconfiado.

Ele a beijava.

Com força, com ímpeto, como que ele quando a tinha embriagando-lhe entre seus braços. Como culpá-lo quando ela tinha o mesmo efeito nele mesmo? Mas uma raiva feroz e trovejante desenvolveu-se em seu peito quando se deu conta de que esses lábios que tinham sido só seus, agora eram de outro, do seu próprio irmão. Ele foi o primeiro que os tinha provado, mas agora, já não era o único, Emmett a saboreava como se fosse um doce desejado e querido, e ela... ela... não o impedia.

Emmett poderia dar muito a Bella, era um homem cheio de bom humor, de gosto pela vida, de alegria que às vezes faltava tanto a vida de Bella. Edward sabia que ainda tinha um monte de amargura em seu próprio coração, muito de uma dor incomensurável que ele não compreendia em seu interior, de algo relativo ao amor que deixava amargura e que lhe havia impedido de ter uma relação normal amargo e formal até agora que queria com Bella.

Mas ele queria ser a alegria de Bella, a razão da sua vida, ou pelo menos, seu incentivo para continuar, para seguir adiante, para estudar, para ter uma profissão, talvez até mesmo iniciar uma família ...

Não importava que Emmett poderia ser melhor para ela.

Estava muito longe ainda como para golpear a Emmett e separá-lo dela; correi com todas suas forçar ainda que com sigilo sem saber s devia cortar esse já tão longo beijou ou deixar que ela tomasse a decisão apropriada, finalmente, quem era ele para impedir que Bella desse seus lábios, até seu corpo, para quem quisesse? Por acaso eram algo? Nada, não eram nada ainda.

Será que só por ele tê-la provado, saboreado pela primeira vez lhe dava direitos de propriedade? Nem sequer um casamento o faria. Ela era uma humana quase adulta, com todas suas faculdades para dizer sobre si mesma. Se não gostava do que estava acontecendo, então podia se separar de Emmett, ele respeitaria essa decisão sem dúvida alguma.

Tratou de controlar sua raiva e se aproximou mais, com um esforço extraordinário para se conter, só interviria se a coisa aumentasse.

Uma estranha intuição o obrigou a não parar forçadamente esse beijo, ela estava tão quieta, não o segurava pelo cabelo, não enterrava as unhas no couro cabeludo e não o atraia para si, como quando ele a beijava, quando seus lábios se uniam ela tomava iniciativa e terminava superando sua própria paixão.

Agora, não era igual. De nenhuma forma.

Ele a beijava.

Com força, com ímpeto, com paixão, ela ficou como pedra recebendo esses lábios, essa língua que insistente pedia passagem, com sabedoria, com persistência, até que encontrou sua própria língua e acariciou ansioso, encantado com o sabor.

Ela pensou em se retirar, mas o beijo era doce, apaixonado e tranquilo, quente como era Emmett completamente, lhe transmitia alegria e vontade de viver.

Como negar um beijo dessa força e calidez de urso de pelúcia, gigante e carinhoso? Não podia, se sentir incapaz, permitiu o beijo sem entregar-se, cavando em seu interior suas sensações, seus sentimentos. Ele era um homem, transmitia masculinidade e desejo, era uma Cullen, mas lamentavelmente não era Edward. Definitivamente não era ele.

Um suave calor se apoderava dela, encontrou a suavidade que lhe percorria as veias, mas sentiu falta do vulcão de lava que desatavam outros beijos em seu interior. Onde estava a força avassaladora da paixão que lhe desencadeava Edward? Em nenhuma parte. Nem seu sangue, nem seu sexo se ascendiam e incendiavam; o seu sabor era doce, amável, mas não intoxicante, não lhe perturbava os sentidos ou o fazia perder, não lhe enchia dessa pulsação frenética e ansiosa que lhe gerava os beijos de Edward.

Uma palavra se colou em seu interior paralisando-a ainda mais.

Incesto.

Se sentia como que cometendo incesto. Era ridículo, Emmett não era seu irmão de sangue, mas seus sentimentos sim o eram. Eram de irmão, o amava, como podia ter chegado a amar seu irmão por ter crescido juntos.

Ele a beijava.

Com força, com ímpeto, como fazia muito tempo que não se entregava a um beijo. Era uma oportunidade única para sondar seu interior e ele o dela para reconhecer e saber sobre seus verdadeiros sentimentos, para saber se realmente a amava ou a Rosalie, e para que ela também soubesse que Edward não era o único, havia mais homens no planeta terra, dispostos, disponíveis para ela.

O gosto desses lábios lhe era especial e único, mas ela não se entregava ao beijo, simplesmente o deixava fazer e lhe permitiu abrir-se caminho dentro da sua boca, acariciar sua língua, explorar seu paladar e seus dentes, as carícias lhe eram quentes e febris. Sem demora sentiu a pouca entrega dela, sua passividade e... doeu.

Lhe apertou firmemente entre seus braços e acariciou suas costas buscando a resposta que queria, mas nada, ela parecia uma pequena massa de ternura paralisada, permitindo, deixando, mas não tomando iniciativa alguma. Ele requeria que sua boca se abrisse e abriu, que seus lábios flexibilizaram para moldavam com suavidade e o conseguiu, que sua saliva a enchesse e ela o absorveu, mas seus movimentos eram leves e nada agressivos e nem sequer as carícias adicionais conseguiram despertá-la do doce letargio em que estava presa.

Merda, pensava Emmett em seu interior, onde estavam a tontura, o desmaio? Ela havia perdido o sentido na primeira vez que Edward a tinha beijado, e agora, só sentia essa entregue desapaixonada, resignada talvez.

Uma palavra penetrou em sua mente o estremecendo de decepção: incesto. Ela o sentia e amava como um irmão e ele havia se equivocado forçando uma situação que só podia fazê-la sentir-se incômoda.

Sabendo que sua única e frustrada oportunidade terminava a apertou suavemente com renuncia, depositou um suave e doce beijo final em seus lábios e se separou lentamente.

Não foi capaz de olhá-la em seus olhos, envergonhado.

— Foi tão ruim assim? — Perguntou olhando para pelo menos sair com algum homem o orgulho intacto.

— Não foi ruim — lhe disse ela sorrindo, colocando-se na ponta para conseguir acariciar a bochecha e fazendo com que a olhasse — Tenho certeza de que qualquer garota adoraria os seus beijos, é magnífico, o que acontece... é que... não estou apaixonada por você.

Um suspiro de alívio ressoou por trás do carvalho grande mais próximo, mas passou despercebido pelos ouvidos de Emmett e Bella, concentrados em sua conversa.

— Desculpe Bella, eu não queria fazer você se sentir mal.

— Não foi ruim, repito, você precisava para esclarecer seus sentimentos, e para que fosse consciente dos meus.

— Obrigado, sim, esse beijo me confronta com muitas coisas que disse, mas que não tinha podido sentir. O ama tanto? É impressionante, não consegui nenhuma resposta sua, senti seu carinho, mas nada mais.

— Não se manda no coração Emmett, amar você teria sido tão fácil, mas do que ao Edward, mas o amo, desde sempre. Não é algo que possa mudar ou contra o que posso lutar.

— Por que ele leva o prêmio maior? Nem sequer comprou o bilhete de loteria, não jogou por você, nada.

— Sim ele jogou por mim Emmett, mudou muito, é evidente até para você.

— Bem, sim, é verdade, mas é horrivelmente frustrante. — Ele golpeou com força o tronco da árvore detrás do qual estava Edward, que se agitou pensando que tinha sido descoberto. Guardou silêncio até que se deu conta que tinha sido uma reação instintiva de seu irmão. — Eu me sinto terrível, minha sensação é quase de como ter forçado a uma irmã mais nova a beijar-me, por Deus, me perdoe, eu não deveria...

— Emmett, tranquilo, não há nada que perdoar.

— O que posso fazer para que tudo fique no esquecimento?

— Só lutar pela sua felicidade Emmett, esquecer de mim. Sou sua amiga, sua irmã, não quero viver sem seus braços, sem sua ternura e alegria, mas não posso corresponder romanticamente, como mulher.

— Me dei conta disso — Emmett perdeu seu olhar ao longe, no céu iluminado pelo sol opaco de Forks — Quero ficar sozinho.

— Bem, já vou indo, lembre-se que conta comigo, com Alice e não se esqueça da Rosalie.

Edward nesse momento queria dizer que também contava com ele, de repente, ao deixar de ver Emmett como um rival, todo o carinho de irmão havia ressurgido e queria ajudar a confortá-lo. Ele era o vencedor, só esperava ter a dignidade e a força para agir em consequência, para fazer Bella feliz como ela merecia. Escapou silenciosamente antes que Bella começasse a caminhar em direção à casa, sentia a alma tranquila, plena, Bella amava a ele, unicamente.

Não importava que outros lábios a haviam tocado, se era evidente que ela só queria os dele; Bella soube apreciar a diferença e Edward tinha sido o escolhido. Ele havia comprovado essa diferença quando queria esquecer Bella beijando a Tanya, buscando até muito mais com ela, haviam sido beijos vazios, sem forma, sem sabor, sem sentido.

Ela havia escolhido o seu amor, e um dia ele iria ser digno dessa escolha.

~x~

Maria havia se posto mais difícil do que na noite anterior.

Após entrar em casa, se lançou em seus braços para beijá-lo com intensidade, mas ele já não podia corresponder-lhe fisicamente.

Jasper a afastou de si com força, sem disfarçar o incômodo que sentia.

— O que você tem amor? O que anda acontecendo? Está tão mudado.

Ela lhe acariciava com a testa franzida, sabia com certeza que não era amada, mas desejava saber com desespero que havia se precipitado que ele se desse conta; nunca havia tido uma oportunidade como essa, tanto dinheiro nos cofres dessa família, por Deus, era inimaginável, Royce lhe havia informado de tudo.

— Maria, quero que volte para a Inglaterra, tudo foi um erro. Desculpe.

Fúria se resplandeceu em seus olhos negros.

— Não pode me tirar assim da sua vida Jasper, me fez renunciar a minha bolsa de estudos para o curso de verão em Oxford, compartilhei minha cama com você durante os últimos tempos, entregando-me plenamente a você, sem restrições, poderia ter ido para o meu país ver minha família e nada, eu preferia estar aqui com você. Eu pensei que você fosse mais maduro do que sua idade aparenta Jasper, eu confiei em você. Não me decepcione.

Ele não queria desapontá-la, de verdade que não; mas que escolha tinha? Diante seu beijo só sentiu repulsa, só lembrava e ansiava os beijos dessa garota com olhos azuis e sorriso lindo.

— Não há nada o que fazer Maria, eu agradeço todo o seu amor, toda a sua entrega, mas você não é correspondida e merece ser. Pense nisso, por favor. Dormirei no quarto de hóspedes — lhe disse com expressão sombria, deixando-a sozinha, remoendo sua raiva.

Jasper dormiu inquieto sabendo que não podia passar outro dia sem ver Alice, despertou ao amanhecer pensando nos recursos de vê-la quando lembrou que o faria precisamente no jantar essa noite, na Mansão Cullen.

Sabia que de jeito nenhum podia ir acompanhado por Maria, esse seria um desrespeito com Alice e a valorizava muito para ter um desplante desse tipo.

~x~

Renee tremia de raiva quando discou o número de telefone de Charlie.

Sabia que nessa hora deveria estar na Delegacia e ele mesmo atendeu.

— Charlie?

— Renée? Bella não está aqui, sabia que nunca me acompanha ao trabalho.

— Quero falar com você.

— Comigo? Para que? — não pode evitar mostrar estranheza, Renée raras vezes ligava para ele diretamente.

— Como é que Isabella está vivendo com Carlisle e Esme Cullen?

O tom de Renée era de raiva total, para Charlie isso gelou o sangue do corpo, como ela tinha descoberto?

— Bella é minha filha, você perdeu todos os direitos quando a abandonou e não tem direito de reclamar de nada.

— Mas Charlie, você está louco? Bella naquela casa, o que acontece se descobrir tudo? Se sabe o de Carlisle e eu? Ele mesmo me ligou pedindo permissão para lhe contar, sei que tenho estado longe e só você pode autorizar ou impedir algo assim, eu disse a ele.

Madito Cullen — Charlie pensou indignado — embora reconheceu internamente que o idiota havia sido ele por ter dado um papel com a mensagem para Bella, o telefone de Renée. Em todo o caso, suspirou de alívio, pelo menos ela não lhe tinha dado absurda autorização.

— O que disse exatamente?

— Ele está disposto a contar a ele e o que sairá perdendo é você, que estúpido é. Além como mais, como não estou, então já quer que Esme me substitua? Se Bella precisa de uma mãe, que venha viver comigo agora! Já lhe enviei as passagens de avião e o dinheiro para isso, mas ela nem sequer me ligou para confirmar que os recebeu ou para me dar uma data de sua visita.

— Nada é tão fácil como parece. Bella não quer saber de você, com toda a razão. Você nos deixou sem se importar com nada e eu só estou levando nossa filha adiante; ela precisava de ajuda e o único que quis fazer isso, como psiquiatra, foi Carlisle Cullen, o maldito se derrete de culpa, mas sua família lhe tem ajudado. Quando a vir não vai reconhecê-la, é agora tão segura de si mesma, tão bonita, eu não entendo como você e eu a fizemos, temos que superar, Renee. Ela é melhor do que nós dois juntos, é valente e tem enfrentado seus problemas com dignidade; os Cullen a têm ajudado com isso, ainda que seja o primeiro a lamentar que esteja perto desse homem.

— Eu não a quero com eles, não a quero especialmente com Esme.

— Ainda não superou, verdade? Os ciúmes a consome.

Ela suspirou recosa, ainda que envergonhada.

— Não é algo que posso superar Charlie, sabe o efeito que Carlisle me produz, sempre o teve, é algo que nem você nem Phil nunca puderam mudar.

— Carlisle foi o único que se ofereceu para fazer algo por ela; eu vivo trancado nesta delegacia ou percorrendo a cidade fazendo o meu trabalho. Bella estava muito sozinha, embora eu detesto admitir que ele fez mais do que alguma você já fez por ela, para a nossa filha, e Esme tem sido inestimável, quase como uma mãe para ela, você não pode agora reivindicar um papel que não exerceu nunca.

— Charlie, eu a quero longe de Esme, entende? Se não tirá-la de lá, eu ligarei para Carlisle para autorizá-lo a contar tudo para Bella, ela não vai querer continuar naquela casa e tampouco na sua que a enganou todos esses anos.

— Nós a enganamos — lhe corrigiu — não fui eu sozinho.

— Bem, mas eu não tenho nada que perder, sabe, você sim o tem.

— Maldita, não se atreveria, não contei nada para Bella a porcaria que você e Carlisle fizeram por decência, para protegê-la do baixo que vocês caíram, para proteger sua imagem diante dela; mas finalmente vejo que nunca se importou.

— Charlie não seja bobo, você o fez para não perder seu orgulho diante dela, para que acredite que foi um homem comigo quando nunca o fez.

Suas palavras cravavam como punhais.

— Você é detestável, não entendo como pude te amar alguma vez.

— Como pode me amar ou como você pode me amar ainda? — Ela riu fortemente através da linha. -Tire-a de lá Charlie, ou sabe as consequências.

Ele sabia que não tinha alternativa.

~x~

A segurança plena de que Bella lhe amava e de que Emmett não representava nenhum tipo de obstáculo em sua relação com ela, deixou Edward eufórico.

Durante o almoço, lhe lançou olharem ardentes, mas foi ignorado. Bella não queria fazer alarde de sentimentos por Edward na frente de Emmett, já bastava com tê-lo torturado com a conversa da manhã.

Edward pegou seu Volvo e dirigiu em alta velocidade para Port Angeles, estacionado no shopping e se dirigiu a joalheria mais exclusiva do setor.

Queria escolher algo especial para dar a Bella no dia do baile, algo que simbolizasse a ela e a nova relação que iam empreender estava, agora, seguro disso.

Bella seria sua namorada fixa, sua primeira namorada, a única queria para sempre. Nada podia perturbar essa possibilidade agora, o amor entre eles que era o mais inegável, era uma certeza entre eles. Emmett os deixaria em paz, ele fazia o possível para seguir os planos que Bella tivesse, ir para uma universidade perto dela, ou o mesmo, se possível, de que serviam Harvard ou Dartmouth se Bella não estivesse ali? Poderia estudar medicina na universidade local se esse fosse o caso, apenas para estar com ela. Nem seus pais poderiam se opor.

Na noite do baile lhe faria a proposta formal.

Verificou as vitrines com objetos finos e preciosos em exibição: anéis, pulseiras, colares, pingentes e brincos. Nada lhe convencia. Uma garota veio para lhe ajudar, mas ele não sabia exatamente o que pedir.

Se aproximou da zona de broches e seu olhar foi atraído para o que buscava, algo pequeno, mas trabalhado sem dúvida artesanalmente, era uma borboleta de metal prateada com asas feitas por pequenas pedras azul índigo.

— Do que está feito? — perguntou curioso.

— Era o ouro branco, com pequenos topázios incrustados que fazem as asas.

— Por Deus, é perfeito para Bella — reviveu seu sonho claramente, quando a sentiu tão próxima em meio as voláteis borboletas azuis.

— É uma peça única, o artesão só faz uma de cada vez e todas saem diferentes, nunca repete o modelo.

— Vou levar.

— Não te interessa saber quanto vale? Um garoto como você poderá comprá-la?

— Certo , quando custa? — Edward sorriu, nunca tinha feito uso do dinheiro que tinha herdado do seu avô, não tinha achado necessário, mas dessa vez lhe seria; o talão de cheques estava fervendo dentro da carteira de ansiedade tão grande para agradar a Bella, e pela primeira vez sentia que o dinheiro era útil para isso.

A vendedora deu um valor exorbitante e ele imediatamente preencheu o cheque, apenas esperando que Carlisle não descobrisse esse gasto, porque então começaria a restringir-lhe o uso do dinheiro como fazia com Alice.

Mas sentia que era o dinheiro melhor gastado da história, se servia para selar o pacto de amor com Isabella Swan.

Suspirou quando guardou o broche em seu bolso dentro de uma caixa de veludo bonito.

Um medo súbito veio sobre ele, quase sem saber como. Prontamente entrou no carro e dirigiu de volta. Às vezes quando estava assim, cheio de felicidade, ele temia uma tragédia. Mas o que poderia acontecer? Nada, com certeza.

~x~

Victoria era uma garota intensa, coisa que James lamentava.

Depois da primeira noite de sexo, se tornou obcecada com ele e isso lhe resultava bastante incômodo, mas lhe manteria o interesse, só pelo prazer de perturbar a paz de Edward no baile de formatura.

Mike estava obcecado com a foto de Renee e Carlisle que tinha em sua posse e que acabava de scannear em seu computador.

James desligou o celular esperando que a garota controlasse sua inevitável compulsão de ligar a cada cinco minutos e olhou para Mike que estava muito concentrado em sua tarefa, configurando a fotografia.

— O que definitivamente vai fazer com isso? — James perguntou.

— Farei uma campanha de expectativa, você sabe, o que fazem os publicistas quando desejam lançar seu produto com pompa — respondeu.

— Campanha de expectativa?

— O que vai escrever?

— Você vai ver — sorria enquanto pegava a fotografia e preparava para redigir sua mensagem.

~x~

Alice começava a desesperar, Jasper não tinha se manifestado desde o apaixonado encontro do fim de semana. Não queria chegar a extremos, devia se acalmar, ele estaria ocupado sem dúvidas e haviam cometido o erro de nem sequer pedir os números de telefone celular, o único que lhe daria discrição aos seus contatos.

De todos os modos o veria no jantar, mas seria muito incômodo se ele optasse por ir com Maria.

Só a havia animado a notícia que Bella tinha lhe dado, de que iria ao baile de formatura com Edward, e a surpreendeu levando-a para seu quarto.

Abriu com lentidão o armário para aprofundar a ansiedade de Bella e tirou um lindo vestido de seda azul índigo, o qual estendeu sobre a cama.

— Prove, por favor, posso fazer ajustes de última hora. Eu mesma o desenhei.

Bella estava chocada, a peça era absolutamente linda aos seus olhos; um tecido fino e um belo design que não imaginava cobrindo a sua pele. Alice tinha sido cuidadosa e, embora o vestido era curto e caia deixando os ombros descoberto, não era exagerado nem vulgar, o qual sabia que Bella gostaria.

Ela em silêncio, e perturbada por esse vestido do que não se sentia merecedora, tirou a sua roupa e o ajustou suavemente sobre o seu corpo. Alice a ajudou, puxou as mangas para deixar os ombros descobertos e desceu um pouco o decote da frente para deixar visível o princípio dos seios.

O vestido abraçava com seu corpo perfeitamente.

Bella olhou-se no amplo espelho e não se reconheceu, fez um esforço para manter o vestido posto porque seu instinto de tapar tudo de si mesma seguia vivo, e esse vestido, ainda que discreto, mostrava mais do que nunca tinha mostrado: as pernas, o decote... devia ser capaz, sentir-se segura pela primeira vez em sua vida, de ter mais do que beleza, capacidade de sedução; depois de tudo, iria com Edward ao baile, e vestida assim, não o envergonharia.

Alice pegou uns sapatos de saltos baixos do mesmo tom do vestido e os entregou para Bella, tudo era tão perfeito. Ela abraçou a Alice em agradecimento, mas enquanto o fazia percebeu algo de apreensão em seu olhar. Lhe fazia feliz que sua amiga tinha aceitado tudo sem questionar, mas seguia preocupada por Jasper.

— Você está bem? — Bella lhe perguntou, inquieta — está diferente, algo mudou em seu ser.

— Da pra notar tanto? — Alice disse rindo um pouco trêmula, um pouco animada.

— Da pra notar bastante. É Jasper, certo?

— Como sabe? — os bichinhos da intuição próprias não a surpreendiam, mas as dos outros, sim.

— Bem, não necessito ser Nostradamus para saber, quase se comem com os olhos quando mal tinham se conhecido. Você já falou com ele?

— Sim.

Bella decidiu continuar as perguntas, como um jogo, como uma brincadeira para distrair sua amiga, nunca pensou que obter respostas sérias, verdadeiras e perturbadoras.

— O beijou?

— Sim.

Bella a olhou surpresa, mas decidiu continuar as perguntas de brincadeira.

— Uau, bastante ansiosos para conhecê-lo tão recentemente. Você dormiu com ele?

— Sim — Alice respondeu com um suspiro, jogando-se cair sobre a cama.

Bella ficou chocada, reconhecia no olhar de sua amiga que não estava mentindo.

— Você dormiu com ele... no primeiro encontro que tiveram?

— Praticamente o estava devorando aos beijos na primeira meia hora de encontro, em quatro horas, então... já tínhamos consumado tudo.

Bella caiu também na cama, virando-se para enfrentar os olhos de sua amiga.

— E Maria? São namorando, não?

— Sim, são. Bella não lhe pedi promessas, nem garantia de uma relação futura, nem sequer certificados médicos ou análises de sangue, se é a próxima coisa que vai me perguntar.

— Mas pelo menos você se protegeu? Quero dizer, usaram preservativo e isso você sabe, lembra das palestras na escola, porque praticamente dormiu com um desconhecido Alice.

— Eu sei — Alice nunca tinha suspirado e tão seguido em toda a sua vida — Eu acho que usamos sim preservativo, não estou certa, no motel que fomos tinha vários em cima da mesinha. Não tenho tanta experiência como para saber se a umidade em meu corpo era ele ou só minha.

— Não tenho está certa Alice? Isso é irresponsável, você pode ficar grávida, pode pegar uma doença... — Bella acariciou sua bochecha enquanto ela fechou os olhos, preocupada.

— Eu sei muito bem, mas o momento foi tão mágico, tão especial. Não pensei em nada razoável no momento, você sabe Bella, você entende; vi Edward sair do seu quarto na outra noite e não me contou nada a respeito — havia censura em sua voz.

— Não dormi com o Edward! — ela se levantou e tirou o vestido cuidadosamente voltando a ficar em sua roupa interior, enquanto Alice sondava o seu rosto para ver se encontrava um rastro de mentira.

— Então o que fazia passando a noite no seu quarto? Jogando xadrez?

— Sim, você é sarcástica Alice. Ele... ele... me pedi desculpas. Passou a noite inteira aos pé da minha cama, esperando que eu o perdoasse por uma idiotice que me confessou.

— Sério? O que te fez tão grave? Não é que eu estranhe que o meu irmãozinho faça coisas estúpidas, de verdade, mas sim o fato de reconhecer um erro e pedir desculpas por isso. Isso sim é todo um privilégio.

— Não vale a pena contar Alice, seria dar relevância, e já não tem nenhuma.

— Então você já o perdoou.

— Digamos que lembrou do assunto e já não me causa dor, tem que evitar as consequências, mas o faremos sem dúvida.

— Então está bem que não me diga. Você quer fazer Edward ficar mal comigo, certo?

Bella apenas suspirou como resposta, por isso Alice decidiu mudar de assunto.

— Oh Bella, eu estou tão apaixonada, não imagina como é.

— Sim, eu imagino.

— Oh certo. Então também está, e ele te ama, verdade?

— Isso parece — ela não quis revelar todo seu entusiasmo diante isso — Jasper... te ama?

— Estou certa que sim — respondeu com entusiasmo e certeza.

— E como é, Alice? — Bella perguntou timidamente.

— Como é estar apaixonado?

— Não, tonta — Bella escondeu seu rosto corado — isso eu já sei. Fazer amor, como é? Quero dizer, sei como é tecnicamente... digo, como é, como se sente? Bom é que já tem o benefício da experiência.

Alice a segurou pela mão e sentou com ela no sofá, sorrindo.

— É maravilhoso, Bella: intenso, quente, úmido, suave e forte ao mesmo tempo, inquietante, febril e enlouquecedor, o momento do prazer máximo... Deus, Bella é algo que não posso te explicar, foi um momento mágico, como estar em contato direto com a fonte do amor, não é algo que se pode traduzir em palavras. Já o verá quando fizer com Edward.

Bella a observava com surpresa, o olhar de Alice estava iluminado e translúcido, carregado de lembranças.

— Não sei se Edward...

— Ele te deseja Bella, eu sei. E estou certa de que você será quem o ensine a fazer o amor verdadeiramente.

Bella riu com vontade, ainda que com um toque de tristeza.

— Eu ensinar ao Edward? Mas se ele é o experiente, não quero imaginar quantas vezes já o fez.

— Ele praticou sexo Bella, com você será sua primeira vez estando apaixonado, será muito diferente; ter dados técnicos não implicam que saiba dirigir suas emoções nesses momentos. Você o deseja?

— Completa e absolutamente — disse Bella torcendo as mãos nervosamente diante a dificuldade de descobrir seus verdadeiros sentimentos, sabendo que lhe seria inútil mentir, como, quando Alice já lhe havia sido completamente sincera?

— Será maravilhoso também para vocês, como foi para Jasper e para mim. Quando acontecer, você vai me contar certo/

— Não acho que seja uma boa ideia que isso aconteça, logo vamos para a Universidade, cada um para seu canto — Bella expressava na voz toda a dor que isso implicava.

— Não é o momento de ter medo Bella, o destino se desenvolve de formas inimagináveis, nunca nada é escrito de maneira definitiva, e sempre se abrem novos caminhos. A ligação entre vocês é tão especial, que duvido que a distância o apague.

Alice levantou-se suspirando pela enésima vez no dia, pegou em suas mãos o vestido de Bella e o devolveu cuidadosamente ao armário.

— O vai deixar louco com esse vestido na noite do baile. Agora vou te mostrar o meu e depois, vamos ficar lindas para o jantar. Temos convidados especiais.


Aiai Essa fic me deixa suspirando, porque tem a tensão do drama, mas tem a leveza do amor da Bella e do Edward.

276823 ANOS DEPOIS... Mas eu voltei! Demoro, mas apareço lol' Já tenho o próximo capítulo traduzido, então talvez volte na semana que vem.

Obrigada pela paciência e comentem please.

Beijos

xx