Quando nossos lábios se encostaram, meu coração que já estava acelerado, só faltou pular do peito, e todo meu corpo ficou quente. Mais quando nossos narizes se tocaram e nossos olhos se conectaram eu me assustei, e no impulso do susto, soltei a bancadinha e me impulsionei para trás.

"Que porra você está fazendo Lyana!"

-AIIIIII... –na pressa de me afastar enfiei a mão nos cacos de vidros e gritei.

Meus olhos se encheram de lágrimas de dor, e o chão se tingiu de vermelho com meu sangue que fluía livremente. Eu já e a me levantando, com aquela ardência, e pude ver um caco de vidro enfiado na mão, aquilo levaria vários pontos, e eu tinha pavor a agulhas. Fred se levantou rápido e pegando meu braço nervoso me dirigiu a pia.

-Deixe a mão aí, eu sei que dói, mais não tire até eu voltar. –ligou a torneira e colocou minha mão embaixo, choraminguei pela dor e ele saiu correndo, e poucos minutos depois voltava esbaforido com a varinha, e uma caixinha de primeiros socorros. -Vem Lya, me dê a mão. –fiz que não, e ele me olhou preocupado. –Vamos Lyana, temos que tirar o vidro daí e os caquinhos também, eu não posso usar um feitiço sem desinfetar a ferida. –o olhei e ainda sim meu medo era maior, se já doía com aquilo ali, imagina sem. –Lyana. –ele se aproximou e eu me afastei acuada. –Amor você não pode perder tanto sangue, eu sei que vai doer, mais eu prometo ser cuidadoso. –o olhei chorosa.

"Isso vai doer feito o inferno! "

Ele veio até mim e desligou a torneira, e eu pude ver os estragos na minha mão, eu não conseguia nem a mexe sem aumentar a dor, sem falar que iria dá trabalho tirar aquilo dali. Me puxou para sentar na cadeira e ficou de joelhos na minha frente, segurando minha mão machucada que já voltava a sangrar.

-Coloque a cabeça no meu ombro e se sentir muita dor grite, ou me morda, mais não puxe a mão, isso pode te machucar mais pequena. –aquilo estava ardendo cada vez mais, e meu sangue já pingava, então fiz como ele pediu e encostei minha cabeça no seu ombro.

Fred segurou fortemente meu pulso com uma mão prendendo-a na minha cocha, e gemi trincando os dentes quando ele derramou álcool ali, cravei as unhas da minha mão livre na minha perna. E senti quando este usou provavelmente uma pinça para retirar os caquinhos de minha mão. Eu tinha certeza que chorava feito criança, mais quando ele começou a puxar o caco que estava enfiado profundamente ali eu gritei e tentei puxar a mão.

-Aguente Lya, é o último amor. –eu o mordi e ele gemeu com a dor, mais mesmo assim continuou a puxar até que este saiu por completo.

Eu suspirei em alivio, mais ele ainda jogou álcool mais uma vez.

-Vulnerar sanentur. –os ferimentos se fecharam rapidamente mais eu ainda sentia alguma dor. –Pronto amor. –suspirou cansado.

Ele limpou meu rosto, e depois levantou.

-Fred... –ele me olhou preocupado/assustado. –Obrigado. –ele me sorriu leve e começou a limpar toda a bagunça.

Fui pegar um pano para limpar o sangue que sujou os moveis e ele me olhou descrente.

-Eu juro que se você sequer ousar sair dessa cadeira para limpar alguma coisa, eu te amarro nela. –ameaçou e o olhei assustada. –Merlin mulher, fique quieta um minuto.

Sentei rapidamente na cadeira, e fiquei lá balançando as pernas, o olhando com "cara de cachorro sem dono", até ele terminar de limpar e lavar tudo.

Fred me olhou e analisou de cima a baixo, e depois sorriu de lado. Pegou uma cesta no armário e começou a enche-la de comida e fez suco colocando-o numa garrafa térmica.

-Suba e troque de roupa, coloque um biquíni e prenda bem o cabelo, vou te levar num lugar legal. –sorri e quase corri dali. –Não corra Lyana.

Peguei um biquíni vermelho e uma saidinha de praia preta, daquelas que mais parecem um vestido indiano e tem uma preguinha de amarrar abaixo dos seios. Apesar de toda a raiva do primeiro dia, eu tinha que admitir que aquela "calamidade tentadora em forma de Deus grego" que é meu marido tem bom gosto, e me resignei ao lembrar que ainda não o havia agradecido pelas roupas. Tomei um banho rápido e prendi os cabelos num coque solto, e depois de escovar os dentes sai dali.

-Está linda pequena. –ele disse se aproximando já vestido com um calção de banho vermelho e uma blusa fina branca. –Mais falta uma coisa. –o olhei sem entender e ele mostrou na mão um batom de cacau. –Posso? –eu rir e ele também, mais separei os lábios levemente para que ele passasse.

Preciso dizer que meu coração estava ficando louco com aquilo, e que eu provavelmente estava quase tão vermelha quanto seus cabelos ao sol? Não, não é?!

-Segura minha mão? –eu fiz que sim e enlacei nossos dedos, ele me sorriu leve. –Não solte ok? Iremos entrar na floresta e se você escorregar eu posso te segurar mais facilmente assim.

-Tá! –me animei, já que aquela era a primeira vez desde que chegamos que iriamos explorar o lugar.

Saímos do quarto e ele pegou a cesta de comida que estava na sala, perguntei se queria ajuda com está, e ele revirou os olhos. Fechou a porta com magia e nos dirigimos a floresta, e eu tentava não pular de tão ansiosa que estava.

Caminhamos floresta a dentro cerca de 15 a 20 minutos, e ele parecia saber exatamente onde ir, e quando paramos eu olhei ao redor sem entender nada, estávamos cercados de arvores grandes, não havia se quer uma clareira ali.

-Feche os olhos e segure firme na minha cintura e não olhe até eu mandar. –fiz que sim toda feliz, eu amava surpresas. –Merlin parece uma criança que vai ganhar doce antes do almoço.

Estirei língua para ele, mais ainda sorria animada quando fechei os olhos, e ele se aproximou para que eu segurasse sua cintura, e passou o braço por meu ombro me causando arrepios.

-Pronta? –ele ria.

-Pronta. –eu queria pular de alegria, e ele me segurou pelo ombro me conduzindo.

Andamos um pouco mais, e ele sempre tinha cuidado comigo, sempre me avisava sobre o mínimo galho que pudesse bater em mim, e quando senti o sol novamente no meu rosto, foi impossível não abrir um sorriso.

-Abra os olhos Lya. –ele se afastou de mim, e quando abri os olhos não me contive de tão feliz que fiquei, o lugar era lindo.

Um lago verde límpido surgia de dentro de uma caverna (onde provavelmente seria sua nascente), sua água era tão cristalina que dava para ver os peixinhos ali, e só tinha pedras em sua lateral, dentro era uma areia branquinha.

-É lindo... posso... podemos... pode entrar? –eu estava eufórica e ele riu.

Ele já tinha forrado o chão e colocado a cesta de comida em cima.

-Pode mais só de biquíni, se não, não irá sentir os peixinhos tocar em você. –oi? Sacanagem velho!

"Nã, nani, na não, nem pensar, never, nunca!"

-Qual o problema Lya? –ele ria e eu me afastava devagar.

Nem morta que ficaria só de biquíni, eu estava um balãozinho, e claro que por mais que me cuidasse, meu corpo tinha mudado, eu tinha sim um pouco (um caminhão completo) de vergonha. Me juguem! Eu sou mulher, e apesar de amar está grávida e ser uma experiência incrível, ainda tinha meus pudores e medos.

-Acho que... vou ficar só olhando daqui então. –falei sem graça, e o desgraçado riu.

-Você achou que eu não notaria que sempre entra na praia de saidinha de banho? –o olhei envergonhada. –Logo você que dizia rir das "estrangeiras estranhas" que entravam na praia cheia de roupa num "calor infernal".

"Tanta coisa para lembrar e o infeliz lembra logo disso?!"

-É diferente! –resmunguei e ele se aproximou mais.

-Ei, não tem por que ficar com vergonha amor, você está cada dia mais linda. –ele tocou meu rosto leve. –Não me negue ver minha linda esposa grávida. –ele começou a soltar a corda da roupa, e depois começou a puxa-la para cima tirando-a, mais assim que tiro-a eu a agarrei junto ao corpo tremendo. –Lya... olhe para mim... –eu respirava mais rápido, e ele puxou meu rosto para si. –Eu posso ser o maior idiota e cafajeste do mundo, mais jamais me casaria com uma mulher só por causa do corpo dela, eu sou louco por você, pelo seu jeito extrovertido, por sua sinceridade e força. E não pelo seu corpo, claro que eu fico "duro" –sussurrou no meu ouvido. –Quando você é uma tarada, mais isso é a parte. –riu da minha cara. –Quando se sentir mais tranquila me diga e vamos entrar e se realmente não quiser ficar só de biquíni coloque a roupa novamente e entre assim mesmo, você ainda vai poder sentir os peixes nas pernas. –fiquei um tempo ali me acalmando, e ele tirou a bermuda e a camiseta ficando só de sunga.

"Karalh... pqp, ganhei na loteria com esse homem!" –coragem Lyana!

-Fred! –ele me olhou e eu estirei a mão, que ele sorriu segurando. –Eu vou com você, mais... não olhe muito, eu.. –respirei fundo. –Eu ainda não me acostumei com tudo isso. –terminei meio nervosa.

Ele foi entrando e eu joguei a roupa em um galho qualquer ainda um pouco nervosa, e ele evitou me olhar diretamente, o que era difícil já que me ajudava a entrar e tinha cuidado para que eu não escorregasse em nenhuma das pedras.

A água estava morninha, uma delícia, e assim que entrei os peixes pequenos se aglomeraram ao meu redor, e eu ria feliz por os sentir tocar curiosos minha pele. Eu sabia que provavelmente poucos humanos iam ali, por isso eles não se sentiam ameaçados conosco, e sim curiosos com nossa presença.

-Merlin, você está linda. –ele me olhava admirado. E fiquei envergonhada.

-Isso é jogar sujo Weasley! –fiz bico, mas depois sorri leve, ele veio até mim e tocou meu rosto alisando-o com o polegar.

-Sinto muito, mais eu vou usar tudo que estiver a minha disposição para te reconquistar. –alisou minha bochecha e olhei fundo em seus olhos.

-Isso é errado, você não me ama. –me afastei, mais ele me segurou pelas costas e me trouxe para si.

-Eu nunca tinha me permitido te amar, sempre achei que nunca poderia ter você Lya. –encostou nossas testas com carinho. –Me deixe te amar! Me deixa te mostrar quem eu realmente sou? –ele encostou nossos narizes eu sentia um frio por todo o corpo, e quase podia jurar sentir o seu sabor.

-Fred! –falei num fio de voz, nossos olhos não desconectavam e ele se aproximou mais quase tocando nossos lábios.

-Eu não vou desistir nunca mais de você, nunca mais a deixarei, nem a afastarei de mim. –ele mordeu de leve meu lábio inferior me fazendo suspirar em um meio gemido. - Por que você é minha Lyana. –me beijou com ardor e enfiou a mão entre meus cabelos, enquanto a outra fazia carinho no meu rosto.

Fred não me permitiu não o corresponder, não me deu chance nem de pensar, simplesmente mostrou que tudo que dizia era verdade, eu querendo ou não, era dele, não só meu corpo, mais acima de tudo, meu coração. Quando nos separamos ainda meio ofegantes ele tinha um sorriso magnifico em seus lábios. Encostei minha cabeça em seu peito balançando a cabeça negativamente, eu sabia naquele momento que estava perdida, perdidamente apaixonada por aquele homem que já tinha destroçado meu coração e alma mais vezes do que imaginei ser possível.

-Vem, você precisa comer. –ele me afastou gentilmente e saímos do lago de mãos dadas.

Fred pegou duas toalhas da cesta e me estendeu uma na qual prontamente me enrolei, nos sentamos lado a lado em cima da toalha que estava estendida no chão, e começamos a comer, até que ele me estendeu um copo e notei um machucado roxo entre seu ombro e pescoço.

-Fred... –o puxei para olhar melhor, e ali estava marcado todos os meus dentes. –Me desculpe, eu... eu não queria machucar você. –pedi desesperada.

-Calma Lya, nem está doendo, eu só me esqueci, nem dá para mim ver. –e puxou a varinha apontando para o pescoço. –Episkey. –e todas as marcas sumiram.

-Ainda sim me desculpe. –pedi.

-Tudo bem! –deu de ombros.

-Como você sabia desse lugar? –ele nunca me deixa sozinha, então nunca poderia ter saído para explorar o lugar.

-O dono desse lugar me falou! Ele disse que minha mulher iria adorar vir aqui.

-Obrigado! –peguei as uvas e comecei a come-las.

-Não por isso! –ri.

Foi uma manhã divertida, e quando o sol já e a alto voltamos, fui tomar banho primeiro e disse que faria o almoço.

Assim que terminei fui direto para a cozinha, fiz um arroz com ovo e um camarão ao alho e olho, e um suco de limão para acompanhar.

-Comida simples e rápida! –disse enquanto ele colocava a mesa.

-Mais está com uma cara de deliciosa.

-São seus olhos amor. –falei feliz e quando dei por mim ele puxou pelo braço e me beijou, mordendo de leve meus lábios.

-Te adoro pequena. –sorri leve e fomos almoçar.

Passamos a tarde na praia e eu me diverti muito caçando conchinhas, nada infantil!

A noite depois de jantarmos eu tomei banho e fiquei em pé na varanda, e ele me abraçou por trás, e ficou alisando meu ventre.

-Você já pensou nos nomes?

-Não, você já? –perguntei tranquila quando ele beijou meu pescoço.

-Alguns, mais no fim não sei...

-Eu queria ver o rostinho delas para decidir. –ele riu.

-Entendo, vai que agente escolha Katherine e Kailyn e elas tenha cara de Diana e Evelyn, elas não vão gostar, não é? –eu sorri.

-Não, não vão gostar. –eu entrelacei nossas mãos em meu ventre. –Obrigada pelas roupas, e por me trazer.

-Agora você me agradece. –me virei para ele. –Mais bem que queria me matar quando chegamos. –ele riu maroto e eu dei de ombros.

E foi assim que passamos o resto de nossa "Lua de Mel", e não vou negar, eu amei, e quem não amaria?! Mais ainda estava com o pé atrás com Fred, e imagino que ele sentia isso também já que em momento algum tentou passar da linha, sempre nos mantemos em um ponto seguro e aceitável para os dois.

E quando ele me colocou no colo e aparatou comigo até a toca para jantarmos com todos antes de irmos para nossa casa, eu estava nervosa, não só por encontrar todos novamente, mais também com o futuro obscuro a frente.

-Chegamos família. –falou Fred abrindo a porta da cozinha, e ouvi vários gritos lá dentro.

-FRED! –gritou sua mãe.

-LYA. –Gina corria para me abraçar, e podem imaginar, foi aquele alvoroço.

-Lyana você está enorme... Ai Fred!-Fred deu um tapa na cabeça de Rony e todos riram.

-Ela está grávida de gêmeos babaca. –disse com raiva.

-Me digam como estão minhas sobrinhas. –uma Gina eufórica tocava de leve minha barriga.

-Estão chutando já. –ele falou feliz e quase todos (menos Rony), deram aquele sorriso de lado entendendo implicitamente muita coisa ali, e fiquei vermelha.

-Ô querida! E como está se sentindo? –perguntou-me a senhora Weasley.

-Muito bem! –disse feliz.

-Filha! –fui até o senhor Weasley e nos abraçamos desajeitados por causa da barriga.

-Quantas semanas já Lya? –perguntou Hermione

-Vinte duas eu acho, logo farei 6 meses.

-Já pensaram nos nomes? –Harry perguntou se sentando à mesa, e todos seguimos seu exemplo.

-Ainda não, resolvemos esperar elas nascerem para nos decidimos. –todos começaram a dizer várias coisas ao mesmo tempo e bom, eu ri muito.

-E meu bebê como esta? –perguntei, já estava morrendo de saudades.

-O Gray está lá em casa Lya, amanhã quando vocês já estiverem instalados eu o levo para você. –disse Gina.

Jantamos em meio a conversas sobre o que tinha acontecido enquanto estivemos fora, e soube que a Cacatua tinha pedido licença do trabalho "por motivo de doença" por isso quem fez a matéria sobre o nosso casamento foi um outro jornalista, que não chocou menos a comunidade bruxa ao dizer que eu era "trouxa". E que certamente tinha casado grávida! Pedi para ver o jornal e todos se olharam indecisos, e logo imaginei não ser só isso. Mais quando Fred fez uma cara preocupada, eu imaginei sobre o que era o assunto.

-Lyana filha, por que não descansa primeiro? –a senhora Weasley tentou me persuadir.

-Sabe, vocês estão fazendo tanto suspense que acho que vou ter de conseguir esse jornal por outros meios. –todos se olharam e Fred intercedeu, dizendo que era melhor sabermos logo o que tinha demais ali.

O senhor Weasley se levantou e foi buscar o jornal, e me entregou, e a foto de capa era eu e o Fred dançando a valsa, e parecíamos meio alegres, meio briguentos.

"FREDERICK WEASLEY CASA COM UMA TROUXA.

Sim caro leito, o jovem Weasley mais cobiçado, dono de uma fortuna que cresce a cada ano com seus negócios, casou hoje no jardim da casa de seus pais, perante amigos e familiares, com uma trouxa, e como manda a lei, perante todos fizeram o juramento do "Voto Perpetuo". Se isso por si só já não fosse o suficiente para choca-los, deixem-me citar aqui três fatos que deixariam até as barbas de Merlin em pé. Primeiro a moça não tinha nenhum familiar ou amigo seu presente no casamento, eram todos amigos do seu, agora marido. Segundo, a moça está inegavelmente grávida e não fez questão de esconder isso, e desfilou a todo momento exibindo o primeiro herdeiro Weasley. E terceiro, mais não menos chocante, o padrinho da moça foi ninguém menos do que Draco Malfoy. Isso mesmo, o Malfoy!

Agora as perguntas que todos nós fazemos, como Lyana Lopes, agora Lyana Weasley, conheceu o jovem prodígio Frederick Weasley, e como convenceu um Malfoy a ser seu padrinho? Todos sabemos da inimizade protagonizada a anos, em nossa comunidade entre os Weasley e os Malfoy, e essa só piorou com a última guerra. Mais em seu casamento a mais jovem Weasley dança alegremente com Malfoy, que parece muito mais do que a vontade em sua presença.

Mais quando todos pensamos que esse casamento não poderia ficar mais chocante eis que surge a "ex" do noivo, Angelina Johnson com um vestido arrasador e pasmem vocês, de cor perola, isso mesmo, até os menos entendidos sabem que isso é um desafio claro a noiva. Mais a jovem Sra. Weasley apenas lhe sorriu radiante, como se sua presença em seu casamento a alegrasse imensamente e agradeceu. E isso nos traz ainda mais perguntas sobre toda essa história, que com certeza tem muito mais do que só uma jovem trouxa que casou com um bruxo por estar grávida, ou será que ele foi quem teve de casar com ela?

Só uma coisa nos é certeza em toda essa história, muita coisa obscura circula esse casamento!

Bleik Welker –Reporte e redator"

-Bom esse pelo menos não falou que fiz nenhuma "intervenção magica"! –ri e todos me olharam. –O que foi?

-Achamos que você ficaria chateada. –Hermione falou envergonhada.

-Pelo quê? –falei confusa. –Eles não mentiram em nada, e vendo por outro ângulo, o casamento foi uma sucessão de acontecimentos históricos, e se bruxos forem iguais a trouxas nisso, posso até imaginar as senhoras que não tem o que fazer fofocando por meses e especulando sobre tudo. –sorri maligna. –Vocês que devem sofrer mais, por que provavelmente são abordados diariamente por pessoas querendo respostas. –todos deram sorrisos envergonhados. –Por isso agradeço por me protegerem tanto, eu não poderia estar mais feliz de entrar em uma família, como estou por fazer parte desta.

Todos na mesa me olhavam meio assustados e felizes.

Quando nos despedimos, foi com a promessa de que viríamos almoçar no domingo, e prometi que faria a sobremesa favorita do Fred para todos provarem. E enfim aparatamos para nosso apartamento.

Fred aparatou em frente a porta do apartamento, e me pegou no colo, abrindo-a com a varinha e entrando comigo.

-Amanhã prometo que te apresento todo nosso apartamento, mais por hora... Lumus– uma pequena luz se acendeu em sua varinha, e ele seguiu um corredor a esquerda e abriu a primeira porta ali.

Me colocou na cama e me beijou de leve, mais se separou de mim e começou a tirar minhas sapatilhas e depois começou a se despir.

"Jezuz, esse demônio vai me atacar!"

-Nox. –e agora o quarto só era iluminado pela luz de fora da janela. -Vem aqui Lya. –ele se sentou na cama só de cueca e com um vidrinho de poção ao seu lado, e eu fui até ele. –Vira. –eu não entendi nadinha, mais me virei ficando de costas para ele, e este beijou meu pescoço. –Você anda muito tensa amor.

Fred abriu o zíper do meu vestido, e eu o ajudei a tirar de mim, ficando só de calcinha e sutiã. Pegou o potinho e derramou o liquido em sua mão esfregando uma na outra, e quando este toco-as em minhas costas logo pude sentir que estavam quentes.

-Relaxa amor, só vou te fazer uma massagem. –sussurrou em meu ouvido e passou o dente no lóbulo desse.

Fred começou uma massagem lenta por minhas costas e braços e apesar de no começo eu estar toda travada, com o tempo fui relaxando, e ele parecia compenetrado no que estava fazendo. Mas logo comecei a me sentir quente.

-Lya... –quando ele gemeu no meu ouvido, todo o meu corpo pareceu responder de imediato. Virei o rosto para o lado onde o seu estava e trocamos alguns selinhos.

-Eu te quero Lyana!

-Fred! –eu queria e ao mesmo tempo não, ainda tinha receio.

Ele abriu o fecho do meu sutiã o tirando e enquanto distribuía beijos por meu ombro massageava meus seios, até que uma de suas mãos, escorregou lentamente até minha intimidade.

-Diga que me quer Lya! –ele estava me levando a loucura.

-Isso é jogo sujo Fred!

-Aprendi com a melhor. –sussurrou em meu ouvido aumentando os movimentos. –Me deixa te fazer minha outra vez Lya. –eu já não pensava direito, enquanto ele continuava a brincar com meu corpo e morder levemente meu pescoço.

Me impulsionei e ele me largou, e quando eu virei o rosto de lado com um sorriso safado, ele mordeu o lábio. Me apoiei com uma das mãos na cabeceira da cama e empinei o bumbum, enquanto lentamente retirava a calcinha, e quando terminei o processo a joguei nele.

Fred não pesou duas vezes para retirar a cueca e puxando dois travesseiros os empilhou e eu sabia exatamente o que ele queria. Então me deitei com cuidado para não machucar a barriga. Mais uma vez virei o rosto para olha-lo e dei uma leve tapinha na bunda.

-Sou toda sua amor! –eu podia jurar que os olhos dele brilharam, e quando ele começou a me penetrar ambos arfamos.

-Lya...

-Fred...

"Deuses como eu sentia falta disso!"

Fred começou lento, me fazendo sentir todo o seu tamanho dentro de mim, mas logo ambos necessitávamos de mais, e antes mesmo que eu pedisse ele começou a ir mais rápido e consequentemente mais forte. Eu gemia loucamente, não que Fred ficasse muito atrás, e isso era uma das coisas que eu mais gostava nele, ele nunca escondia seu desejo, muito menos seu prazer. Me deliciei com cada mínimo momento, mais quando ele apertou meu bumbum eu sabia que a partir dali eu iria a loucura. Todo meu corpo ficou tenso para enfim se desprender num orgasmo libertador.

Quando consegui recuperar folego suficiente para me ajeitar na cama, ambos nos deitamos lado a lado.

-Acho que preciso de um banho. –ele me sorriu maroto.

-Isso é um convite? –perguntou sacana.

-Para você, sempre! –acho que nossa mania por banheiros nunca pararia.

Acordei com o rosto no peito de Fred e esse alisando meu rosto carinhosamente.

-Temos que acordar minha gatinha. –lá estava eu miando de novo.

-Fred. –beijei seu peito e subi até seu pescoço dando leves mordidas. –Estamos muito atrasados? –eu já me jogava em cima dele e começava a escorregar em cima de seu membro.

-Nã... ahhh... Lya...-eu subia e descia vagarosamente.

Ele me deixou brincar com seu corpo até me satisfazer por completo. Ambos estávamos sorridentes, e ele me mostrou todo o apartamento. Dois quartos suítes, um banheiro social, uma sala com sofás, e uma cozinha e lavanderia trouxa (para minha total alegria).

-Estava pensando em comprar um elfo doméstico para te ajudar. –ele comentou enquanto tomávamos café. –Quando as meninas nascerem vai ficar complicado para nós.

-Fred você já gastou muito com o casamento e tudo o mais. –tentei argumentar.

-O dinheiro não é problema amor, então me deixe ao menos te ajudar nisso. –concordei.

-Você quer ajuda na loja hoje?

-Tenho uma pilha de contratos novos e uns balanços das lojas filiais para fechar, e sinceramente eu vou precisar da sua ajuda pequena. –eu ri de sua cara de cansado. –Sério eu não entendo nada daquilo.

-Você sabe que vou amar te ajudar.

-Então fazemos assim, resolvemos isso e vamos almoçar fora o que acha?

-Fechado! –eu me animei.

E foi exatamente assim que passamos toda aquela manhã, e se Fred não tivesse me chamado eu nem tinha reparado na hora.

O escritório ficava um andar abaixo de nosso apartamento, e um andar acima da loja, mais mesmo eu passando a manhã toda lá não tinha ouvido sequer um ruído de rato, mais quando descemos as escadas notei que a loja estava lotada, e muitos conversavam alto, era uma loucura.

Desde a loja até o restaurante todos que nos viram passar pararam para observar, e mesmo ali dentro várias pessoas se viraram para nos olhar, e em poucos segundos o restaurante estava lotado.

-Sabe, isso é até engraçado! –Fred me olhou e riu.

-Você é maluca.

-Eu casei com um bruxo não foi? Eu com certeza não tenho o juízo perfeito. –ambos rimos.

A comida chegou e comemos discutido alguns cálculos que eu achava que poderiam cortar despesas, e algumas leis que nos davam brechas para exportar mais barato.

-Sério Lya, eu nunca tinha pensado assim. Isso vai reduzir os gastos em quê 15%?

-Sim, mais se não utilizarmos corujas e sim lareiras para as outras filiais, será mais rápido mesmo com o custo do flur, e se compramos esse direto da fábrica economizaremos um 32% de gasto. –ele me sorria de lado.

-Lyana você é incrível! –eu sorri de lado. –Eu realmente tinha passado batido por isso quando aumentamos os negócios após a guerra.

-Que bom que pude ajudar!

-Com licença, sua sobremesa. –disse o garçom e ambos o olhamos sem entender. –É por conta da casa, graças a vocês tem fila para entrar no restaurante. –ambos nós olhamos e rimos.

-Muito obrigada! –agradeci, sorvete de menta com calda de chocolate.

-Obrigada! –Fred agradeceu.

-É realmente estranho saber que me casei com uma celebridade, não que quando namorávamos eu já não te achava da alta sociedade, mais fila em restaurante é o cúmulo.

-Ei, isso também é culpa sua, eles estão curiosos para saber mais sobre você.

-Verdade, eu sou " a trouxa que conquistou/amarrou o mais rico Weasley". –encenei e ele riu. –O que é? Eu ralei muito para chegar aqui meu filho. –empinei o nariz e ele negou rindo.

-Você é terrível Lyana.

Voltamos para a loja e passamos o resto do dia trabalhando, e eu me encantava cada vez mais com as leis e as formas que aquele povo vivia. A noite Gina e Harry vinheram nos visitar e trazer o Gray, que eu quase matei de tanto fazer carinho no bichinho. E quando estes foram embora nos sorrimos felizes, não só pelo esplêndido dia, mais por estamos finalmente juntos e felizes como um casal.

Não vou dizer que os dias daí em diante foram maravilhosos, e que Fred me fazia o amar cada vez mais, por que isso sério um pleonasmo.

Mais todos sabemos que o mundo gira, e a sempre um paradoxo em cada virada, e se soubéssemos ler as entrelinhas da vida talvez, e só talvez, estivéssemos preparados para enfrentar tudo!