Fanfic: Amor Sublime Amor.
Autora: Viola Psique Black
Beta: Anna Clara Snape
Shipper: Severo X O.C
Classificação: M
N.A: Então sentiram saudades? Aqui estou com novos capítulos; e estou surpresa... Faz exato um ano que comecei a postar esta fic... Para mim foi ontem que comecei... E nunca esperei demorar tanto em termina-la... De modo que hoje serão dois capítulos.
21º Capítulo: Aceita me acompanhar ao Baile?
Psiquê P.O.V:
Eu enviei a carta para meu informante e voltei para a sala de aula. A tarde passou devagar e enquanto passava dever para os alunos do primeiro ano uma ideia me ocorreu. Era frágil e tola, mas se a pessoa certa a dissesse talvez funcionasse...
Eu voltei para meus aposentos no fim do dia e me arrumei para o jantar. Passei pela biblioteca e peguei o livro dos formandos do ano de Sirius, encontrando a foto que precisava eu a repliquei e recortei a imagem que me interessava; agora precisaria convencer Severo a me escutar, e sabia que não seria fácil; ele estava possesso comigo.
Bebi uma poção calmante e me preparei para ter uma conversa difícil com ele. Desci as escadas sentindo a poção fazer efeito, e quando sentei a mesa já me sentia bem melhor. Dumbledore estava lá, mas Severo não. Já teria ele ido se encontrar com Voldemort?
Resolvi dispensar o jantar e me virando para o diretor perguntei:
-Onde está Severo, diretor?
-Se preparando para resolver alguns problemas... –O tom professoral e moralista estava presente em sua resposta. E era tudo que eu não precisava; Dumbledore me lembrar de que Severo teria que limpar minha bagunça.
Levantei-me e caminhei rumo às masmorras. Bati a porta dos aposentos de Severo e esperei ele atender. Quando o fez me olhou com uma sobrancelha levantada e disse:
-O que quer Black? Estou de saída.
-Falar com você, e serei breve.
Ele crispou os lábios e me observou esperando, notando que ele não me convidaria a entrar eu completei:
-Assim que me permitir entrar.
Ele crispou mais os lábios e me deu passagem a contra gosto. Eu entrei e vi sua mascara de comensal sobre a mesa, sim, era óbvio que ele estava de saída.
-Me desculpe. –Ele me analisou e perguntou:
-Já terminou? –Se eu não tivesse bebido a poção calmante provavelmente estaria enfeitiçando ele.
-Não, eu sei que fui tola. E acho que posso remediar a situação; na verdade acho que você é quem pode. –Ele ergueu uma sobrancelha e disse:
-O que?
-É uma desculpa tola pela morte de Rabastan, mas se for você a dizer Voldemort não desconfiará.
Ele estava totalmente cético, mas mesmo assim continuei:
-Diga a ele que foi uma mulher que matou Rabastan. Que eu o matei porque ele me abandonou. E que eu queria vingança por ter sido largada... Grávida.
Agora suas sobrancelhas estavam erguidas em surpresa e ele falou:
-E porque acha que Você-sabe-quem acreditaria nessa desculpa tão insólita?
-Porque você foi ao Rosa Negra e encontrou isso enquanto investigava o quarto de Morigan. Investigação pedida por Dumbledore. E que ninguém encontrou antes porque estava escondido na fenda da madeira no piso. –Eu tirei meu relicário do pescoço e pegando a foto recortada de Rabastan Lenstrange o colei no fundo do pingente. Entreguei a ele que respondeu:
-Não acho que ele vá acreditar nisso.
-Vai, se tem alguém que pode engana-lo esse alguém é você. Eu sei que é capaz. –Ele guardou o relicário no bolso interno das vestes e eu voltei a segurar sua mão enquanto pedia:
-Desculpe Severo. Se soubesse que essas seriam as consequências eu nunca o teria colocado em perigo.
-A morte de Rabastan não é o estopim da guerra, o Lord não considera tanto seus seguidores. E essa desculpa é mais aceitável que a de Dumbledore. –Respondeu desinteressado. Isso não me impediu de apertar sua mão mais forte e dizer:
-Não muda muita coisa. Tome cuidado, não poderei me desculpar se algo lhe acontecer. –Os olhos dele eram indecifráveis quando me respondeu:
-Já pediu desculpas.
-Me desculpar comigo mesma. –Agora seus olhos adquiriram um negrume e profundidade em que me vi obrigada a desviar o olhar para não ser absorvida. Esse olhar me fez entender que ele concordava com minha colocação.
-Sempre sou cuidadoso, Psiquê. –Estava ali o tom de absolvição que eu procurava, sorri, lhe desejei uma boa empreitada e me despedi. Mas não tinha a intenção de voltar para meus aposentos e esquecer o assunto.
Eram duas da manhã quando o vi nos jardins de Hogwarts. Eu estava numa sala vazia treinando feitiços, precisava de algo para ocupar corpo e mente. Distrair-me do provável desastre que minhas ações resultaram. Assim que o vi desci as escadas numa caminhada apressada. Direcionei-me as masmorras e chegando próximo dos aposentos dele, me escondi entre as sombras dum corredor sombrio.
Ele apareceu minutos depois e caminhava sem demonstrar ferimentos. Eu esperaria ele adentrar os aposentos, então poderia voltar para meus próprios aposentos e descansar para as aulas de amanhã. Mas quando suas mãos já abriam a porta ele parou, fechou-a e correu o olhar pelo corredor; sabia que estava sendo observado. Eu prendi a respiração quando seus olhos passearam em minha direção.
Ele caminhou calmamente até onde eu me encontrava e falou:
-O que pensa que está fazendo? –Sua sobrancelha estava erguida e ele olhava em minha direção. Saí das sombras e falei displicente:
-Me certificando... Que você está vivo. –Sua sobrancelha se ergueu mais e ele declarou:
-Como pode ver estou bem, já pode voltar para seus aposentos. –Falou sarcástico.
-Que satisfatório. –Respondi no mesmo tom que ele, e um sorriso de canto de lábio se manifestou em seu rosto quando percebeu que eu o imitava.
-Vá descansar Psiquê. Um de nós dois precisa estar composto para amanhã. –Eu sorri e me afastei caminhando em direção a meu quarto; precisava mesmo descansar.
Quando cheguei a meu quarto suspirei aliviada. Ele estava são e salvo. Troquei-me e deitei na cama, o ultimo pensamento que me ocorreu foi de que embora estivéssemos bem, eu não tinha avançado nenhum centímetro sequer rumo ao coração de Severo.
Severo P.O.V:
Ela não era uma mulher; era uma moleca. Uma moleca com pose de mulher. Uma moleca que não gostava de ser contrariada. E eu era um asno por desejá-la. Por brigar com ela e desculpa-la como um cachorrinho. Por que nunca conseguia controlar-me, ela só precisava fazer aquela expressão de preocupação que eu cedia. Preocupação comigo, o amigo dela. E ainda sim, eu sentia todo meu corpo esquentar com os sentimentos fraternos que ela me dava.
Agora que havia entrado em meus aposentos eu troquei de roupa, vestindo meu pijama negro. E tentando evitar olhar a ereção que se formava pela ultima visão dela esta noite. Segurei seu pingente de relicário e o observei. Era de prata, em formato de coração e possuía entalhes delicados. Obviamente havia sido um presente; mas de quem?
Eu o aproximei do nariz e pude sentir o cheiro dela, estava fraco, mas estava ali. Eu o guardei numa gaveta da mesa de cabeceira da minha cama. Não o devolveria. E também não admitiria nunca que usei Felix Felicis essa noite. Para o Lorde engolir as desculpas esfarrapadas. Para ele não liga-la ao ocorrido. Para ter a oportunidade de vê-la antes de ir me encontrar com ele.
Acordei sem nenhum humor. Outro sonho insinuante com ela. Se não fosse o suficiente a recompensa por ter-me negado a me tocar foi uma polução noturna. Banhei-me irritado. Em alguns anos iria entrar na meia-idade, não na puberdade!
Vesti-me e saí das masmorras, assim que tomei o caminho do salão principal ouvi o burburinho de alunos excitados. Dumbledore faria um Baile de Inverno, e a fantasia. Bufei lembrando que isso significava ficar de olho em casaizinhos ridiculamente apaixonados e hormonais.
Ele provavelmente dera o anuncio noite passada, quando eu ignorara o jantar e me preparava para ir ter com o Lord enquanto conversava com Psiquê. Parei de caminhar no meio do corredor, uma ideia cruzando-me a mente.
"Não, você não faria isso!"
"Porque não? Não estaria se revelando propriamente..."
"Alguém com mais de um neurônio notaria o significado, porque ela não notaria também?"
Fui arrancado de meus devaneios quando ouvi a risada de Psiquê atravessar o corredor. Ela vinha conversando com Heathcliff por um corredor adjacente.
-Sim, uma pena você não ter ido jantar ontem. Deveria ter visto a cara de Trewlaney quando Vector disse que a vira em suas runas.
-Uma pena mesmo, eu estava ocupada resolvendo uns problemas.
-Então já que não pude falar com você ontem, eu falo agora. A senhorita me daria à honra de ser meu par no Baile?
Senti todo meu sangue ferver ao ouvir o romeno arrogante pedir-lhe a companhia. A irritação que sentira essa manhã não era nada comparada a que sentia agora. Cerrei os punhos e me preparei para ouvir o consentimento dela. Qual mulher negaria o pedido de um homem prepotente e atraente como aquele idiota?
-Hm...
-Psiquê?
-Oh, desculpe Dorian. É que já me convidaram. Eu teria todo prazer em lhe acompanhar, se já não tivesse aceitado o convite anterior.
-Tudo bem. Eu compreendo; mas me dará o prazer de uma dança certo?
-Claro que sim! Sabe que lhe tenho boa estima.
Obriguei-me a caminhar rumo o Salão Principal. Ela negara o pedido do professorzinho, mas apenas porque já aceitara o convite de outro. Como eu era pueril! Acreditar (mesmo que por alguns segundos) que ela poderia aceitar um pedido meu! Dumbledore era um idiota por perder tempo com essas futilidades! E eu era um tolo por deixar minha imaginação assaltar-me fora de meus aposentos!
Sentei a mesa dos professores e observei ela vir caminhando calmamente com Heathcliff, ela sorria e balançava a cabeça concordando com algo que ele dizia. Ela sentou-se ao meu lado e o outro, ao lado dela.
-Bom dia Severo. –Eu apenas balancei a cabeça. De bom esse dia não estava tendo nada.
Durante o café da manhã ela tentou manter conversa. Mas eu estava irritado demais para conseguir responder adequadamente. Então depois de algumas tentativas dela o assunto abordado morreu e eu me retirei para as masmorras.
Na hora do almoço ela não apareceu no Salão Principal. Engoli a comida, mesmo estando sem fome alguma. Já desistira de tentar não especular. Quem a tinha convidado? Estaria ela interessada nesse homem? Estaria ela agora com ele?
Larguei os talheres e voltei para as masmorras. Eu precisava me concentrar em bloquear esse ciúme que eu insistia em sentir; mesmo sem possuir direito algum para tê-lo. As aulas foram um martírio, e quando elas finalmente terminaram eu arrumei meus objetos e me preparei para voltar para meus aposentos. Não possuía vontade alguma de jantar.
Fechei a porta da sala e comecei a caminhar, até ouvir passos no corredor e alguém chamando:
-Severo! Espere, quero falar com você. –Eu me virei tentando manter-me neutro e observei Psiquê se aproximando.
-Muito ocupado? Eu queria lhe pedir algo... –Ela sorriu enquanto andávamos em direção aos meus aposentos.
-Não. O que quer? –Esforcei-me por soar desinteressado, tínhamos chegado à porta de meus aposentos. Ela finalmente pigarreou e falou:
-Aceita me acompanhar ao baile? –Eu a observei surpreso e finalmente respondi:
-Achei que já tivesse um acompanhante. –Modulei minha voz para manter o tom desinteressado. Foi a vez dela olhar-me surpresa, mordi a língua percebendo que ela descobrira que andei ouvindo sua conversa com o professorzinho romeno.
-Não tenho, disse aquilo para livrar-me de Dorian, e se você não aceitar vou ter que aceitar o pedido dele. –Lá estava, aquele olhar de filhote de unicórnio ferido; aquele que sempre me fazia ceder.
-Não gosto de bailes, Psiquê. –Crispei os lábios numa tentativa de resistência falha.
-Severo, por favor... –Ela insistiu tomando minha mão entre as dela, eu bufei e tentando ignorar o calor que meu sangue enviava para o resto de meu corpo, logo respondi:
-Tudo bem. –O sorriso dela completou o estrago dentro de mim.
-Então que tal irmos esse final de semana a Hogsmead procurar vestes apropriadas? –Seu sorriso ficou maior e eu respondi monossilábico:
-Sim.
-Então combinamos os detalhes amanhã. Boa noite. –Ela sorriu e soltou minha mão, acenou com a cabeça e partiu.
E eu entrei em meus aposentos tentando conter o sorriso satisfeito que insistia em querer aflorar-se em meu rosto, e falhando miseravelmente.
Continua...
N.A: Comentários sempre serão bem vindos! E volto a fazer a mesma pergunta de um ano atrás: Quem mais quer Severo com chocolate nesta Páscoa? ;p
