Capítulo 21
Eu me torturei. Me torturei no momento em que fiquei sentada no jardim ouvindo ele cantar para mim, me envolvendo com seu olhar. Achei que poderia ser forte, mas foi igual às outras vezes, ou quem sabe pior. Eu devia supor que não agüentaria, que teria a mesma reação que tive na cabana de Hagrid e nas outras vezes que encontramos. Mas ele me prendia ali, eu não poderia sair.
Passei o dia trancada no dormitório, só saindo para comer. E mesmo assim, obrigada, sendo arrastada. Debaixo das cobertas estava mais aconchegante, seguro...
- Você não vai poder se esconder para sempre Vicky. – disse Mia pela milésima vez.
- Eu sei..
- Então porque não resolve isso logo de uma vez e vai falar com ele?
- Não sei.
- Teddy não vai te matar ou algo do tipo.
- Humf... Será?
- Bem. Quando deixamos você no jardim ontem encontramos com ele no meio do caminho, acho que ele estava voltando para falar com você, mas ele estava bem alterado... A última vez que o vi assim foi quando Phillip te encurralou no banheiro ou quando você sumiu. Estava bem bravo então é um pouco provável que isso aconteça. – disse Cris me assustando.
- Puff... Agora mesmo que ela não conversa com ele – disse Mia olhando minha expressão.
- Ele também não quer sair do quarto – disse Sarah chegando ao dormitório.
- Oh meu Deus – Mia revirou os olhos.
- Kurt disse que ele não saiu nem pra comer. Não conversa com ninguém, não responde ninguém... Se alguém fala qualquer coisa, ele xinga. Só sabe ficar lendo.
- É. Ela não vai conversar mesmo com ele.
Acho que Mia tem razão. O medo de conversar com Teddy estava grande e agora sabendo que ele praticamente queria me matar, me apavorou ainda mais. Estava com medo no que isso ia dar.
- Vocês estão deixando ela mais doida do que já está – disse Mia – Vamos jantar ok? Estou cansada de ficar dentro do quarto... Vamos jantar?
- Não vou.
- Eu não quero saber se você quer ou não Vicky – disse Sarah – Você vai.
As três me puxaram da cama e eu vesti meu casado. O medo de sair do quarto e dar de cara com Teddy era grande demais. Eu desci atenta para o salão principal, se eu o visse passar, sairia correndo que nem uma idiota e para minha sorte, ou azar, não o vi nem no caminho nem no jantar. Então o que Kurt disse era verdade. Ele não queria sair do dormitório.
Quando terminamos de jantar voltei tensa para a sala comunal. Todos os alunos costumavam ficar lá conversando enquanto o sono não vinha e ele podia resolver sair do dormitório ou ser obrigado a sair como eu fui. Estava tensa, algo me dizia para ficar vagando pelos corredores.
A sala comunal estava mais cheia do que o comum. As pessoas conversavam animadas, riam, olhavam quando eu passava. Vi Amy me observando sozinha em um canto. Vi Cherry conversando com uma menina do quarto ano. Vi Max e Kurt vindo em nossa em direção.
Vi o seu rosto se destacando na multidão
Ele estava sentado no sofá, com os cotovelos apoiados nos joelhos, à cabeça baixa às mãos tampando os seus olhos. Lindo, maravilhoso... perfeito. Eu parei, vi a cena e não pude mais sair do lugar. Algumas pessoas trombavam em mim outras me impediam por segundos de ver a imagem frustrada mais linda que já vi. Ele passou a mão pelo rosto, o levantou e seus olhos se encontraram com o meu.
Não sei dizer por quanto tempo ficamos nos olhando, mas para mim foi uma eternidade. As pessoas passavam rápidas, era como se tudo estivesse muito rápido, muito, muito rápido e só nós dois se movendo em câmera lenta, não sabendo o que fazer. Normalmente, contando com as minhas atitudes de algumas semanas para cá, eu iria sair fingindo que nem o vi ali. Mas hoje era impossível. Os meus pés não saiam do lugar e em segundos ele já estava na minha frente, pegando a minha mão e a apertando.
- Temos que conversar – Ele disse, me olhando nos olhos. Abaixei a cabeça para não encará-lo.
Ele esperou eu responder, mas a única coisa que fiz foi ficar olhando para as nossas mãos entrelaçadas. Ele me puxou e começamos a andar, quando dei por mim estava no seu dormitório. Ele esperou eu entrar e então fechou a porta e a trancou.
O quarto não era arrumado, mas também não era muito bagunçado. As camas todas desarrumadas menos uma, que estava intocada. Dava para ver pela cortina entreaberta que o dono da cama não dormia mais ali fazia meses. Reconheci a cama de Teddy por um de seus casacos jogado em cima dela e por um livro aberto em cima do travesseiro. Andei até ela e me sentei, ele se sentou ao meu lado. O silêncio ecoava em nossos ouvidos.
- Que diabos deu em você? – ele me perguntou baixinho depois de um longo tempo.
Eu não respondi só fiquei olhando para baixo, fitando os meus sapatos.
- Por favor, Vicky me responda! Estou cansado de ficar buscando a resposta sozinho. – A sua voz era calma, mas sua expressão era de aborrecimento. Mesmo não o fitando eu tinha certeza disso.
Ainda não tive coragem de responder. Ele se levantou, começando a andar de um lado para o outro na minha frente. Parecia desesperado.
- Porque você ta fazendo isso comigo? Porque você ta me evitando?
Silêncio.
Ele me pegou, me levantou e me balançou, minha cabeça indo para trás e para frente de um jeito meio brusco. Esse ato me assustou e eu me afastei dele o mais rápido que pude. Ele viu meu espanto e passou as mãos pelo cabelo, com cara de quem iria chorar.
- Eu... – comecei, mas ele me interrompeu:
- Você não tem uma desculpa para se safar, não é? Está ficando difícil formular uma agora? Depois de tantas para ficar longe de mim, as do seu estoque acabaram. Por que você estava querendo ficar longe de mim Victoire?
- Desculpe – eu pedi.
- Desculpas não basta.
- Eu sei que não.
Silêncio.
Ele começou a andar para lá e para cá novamente e aquilo estava me deixando mais tonta do que eu já estava. As lágrimas ameaçavam escapar e eu fazendo de tudo para impedi-las.
- Eu sei muito bem o que eu fiz e sei também que não foi certo – as palavras escaparam da minha boca - Mas foi... necessário.
- Necessário? – Ele estourou e gritava incrédulo, como se não tivesse acreditando nem entendendo, como se fosse um absurdo – Necessário? Como necessário? Explique-me, por favor, não estou entendendo.
- Eu não estou mais agüentando sofrer – eu disse no mesmo tom de voz de antes, baixo, calmo sem ainda olhá-lo nos olhos.
- Sofrer? Quem te fez sofrer? – ele agora estava na minha frente, me pegando pelos ombros o seu jeito totalmente diferente de segundos atrás. Agora ele não gritava, ele não estava zangado. A sua expressão era de preocupação e sua voz era calma e baixa.
- Você – apenas respondi.
Teddy se afastou de mim e me olhou atentamente. A sua expressão não era mais de preocupação, era incrédula. Podia ouvir o seu cérebro tentando achar algum fato que prove que o que eu disse seja verdade.
- O que... eu – ele não conseguia falar – o que foi que... eu...
- Me fez apaixonar perdidamente por você – respondi como se fosse uma resposta simples. – Eu te amo mais do que você possa imaginar – as palavras me escapavam.
Ele arregalou os olhos e olhou para baixo, a sua expressão mudando de acordo com o que ele pensava.
- Eu não entendo – ele murmurou.
- Eu te amo desde que me entendo por gente. Eu te amo desde muito tempo. Desde quando eu soube o que verdadeiramente é isso. Você me encantou de um jeito que eu nunca imaginei que existisse. E dói, dói muito saber que você não me quer do mesmo jeito que eu te quero. Por isso dessa decisão. Lógico, é obvio que eu nunca vou deixar de te amar. Você vai ser sempre o único homem que eu mais amo nessa vida. Mas as coisas se reorganizam no tempo.
Ele não respondeu. Ficou me fitando e eu pude jurar que vi um sorriso em seus lábios. Ele se sentou na cama e abaixou a cabeça com isso continuei.
- Eu tive esperanças. Tive esperanças de termos alguma coisa porque logo quando terminei com Phillip nós nos aproximamos tanto, você se mostrava tão atencioso, tão lindo. Não agüentava ficar longe de você por mais de vinte e quatro horas e então veio o natal e foram os melhores dias da minha vida e as minhas esperanças só aumentaram. Você ao meu lado, me abraçando, pegando a minha mão, quase me... beijando.
- Então porque se afastou de mim, já que não agüentava ficar longe?
- Logo no dia em que voltamos para Hogwarts, no dia em que eu sumi. Fui pegar um livro na biblioteca e escutei uma conversa entre você e Amy. - eu não conseguia dizer, as lágrimas escaparam e vi Teddy se encolher por causa delas ele se levantou e andou até mim, mas eu me afastei evitando o contato tentador e continuei no meio dos soluços, me forçando a dizer o que não queria lembrar - Você dizia que não se importava, praticamente não ligava para mim. Que eu só sou uma irmã para você, que nunca vamos ter nada e depois a beijou... Você beijou a Amy. Foi como cair em um poço sem fundo.
Eu me virei de costas para ele, não queria que visse meu sofrimento.
- Aquilo tudo foi por minha causa? - ele perguntou e eu assenti.
- Você devia ter me falado... Você não devia ter se afastado.
- Não devia? Cala a boca Teddy. Será que você não entendeu nada do que eu te disse? – eu gritei me virando para ele, o assustando – Eu estou sofrendo, eu não agüento mais deitar na cama todo o santo dia e ficar chorando por sua causa que nem uma boba fraca. Eu quero ficar ao seu lado, eu te amo! Mas o que eu ganho, se eu só me vejo perder? Você não me quer, você quer a outra. Você quer a Amy, como toda Hogwarts. Eu tenho que me afastar de você. Eu tenho que te esquecer. Estou cansada de te perseguir. Estou farta de sofrer.
- Você está errada! - ele disse com a voz dura, se levantando e olhando para mim. As sobrancelhas curvadas, igual quando se quer brigar com alguém. - De onde você tirou que eu quero ficar com a Amy?
- Eu vi. - gritei no mesmo tom de voz que a dele.
- Você viu errado. - A sua voz era mais dura agora.
- Não adianta me consolar falando que não Teddy. Eu sei o que eu vi.
- E quem disse que eu quero te consolar? Por Deus Victoire, você entendeu tudo errado.
- Então faça o favor de me explicar. O que eu não entendi?
- Você não entendeu que você é a única mulher com quem eu quero ficar nesse mundo.
Um baque. Eu não sabia o que dizer, não sabia o que pensar nem o que fazer. Estava entrando em choque, meus joelhos estavam falhando, eu não respirava e tudo estava rodando. Isso não era verdade, não podia ser. Estava fora do meu padrão de sorte.. E eu não tinha sorte! Era um sonho. Só podia ser um sonho. Me belisquei para ver se era verdade. Doeu. Não era um sonho.
Voltei à realidade quando escutei a risada de Teddy. Ele se beliscou e sorriu.
- Estava querendo fazer isso também, para ver se tudo o que você falou era verdade, se não se passava de um sonho.. Mas não tive coragem, estava bom demais para ser realidade e agora eu vejo que minha sorte existe, pois há alguns minutos atrás eu achava que ela não existia.
- Eu não entendo - eu disse - Não pode ser, não pode ser verdade. Se for uma brincadeira, por favor, pare.
Ele riu.
- Porque eu mentiria pra você?
- Não sei.
- Eu te amo Vicky.
- Essas coisas não se falam assim em vão.
- Eu te amo.
- Você não levou nada do que eu te disse em consideração.
- Eu sou apaixonado por você.
- Pare com isso Teddy.
- Você é a mulher da minha vida.
- Oh meu Deus.
- Você não faz idéia de como eu quero sentir a sua pele na minha.
Ele veio até mim e passou a mão por debaixo da minha blusa e a pousando na cintura sentindo a sua pele macia e quente na minha.
– O desejo, a vontade de te ter pra mim.
Ele me puxou pra ele, podia sentir sua respiração na minha bochecha e seus olhos nos meus.
– De sentir os meus lábios nos seus. De provar o seu gosto.
Ele chegou mais perto, deixando nossos lábios a poucos centímetros de distância. Pude sentir seu hálito quente nos meus lábios. Ele roçou seus lábios nos meus e me beijou.
O seu beijo era quente e doce. Seus lábios eram macios. Teddy me puxou para mais perto e mordeu meu lábio inferior, me beijando novamente, passando uma mão pelos meus cabelos e puxando. Um ritmo calmo, sentindo o sabor um do outro, o gosto do beijo, um gosto tentador. Ele passava a mão constantemente pelas minhas costas por debaixo da minha blusa, estava vendo a hora que iria ficar sem ela. Era tão bom o beijo que quando ele se afastou de mim eu passei a língua pelos meus lábios para pegar todo o gosto.
- Você não pode negar isso. É a realidade – ele sussurrou no meu ouvido, passando seus lábios sedutoramente por ele e depois se afastando de mim.
Segurei-me na escrivaninha ofegante, completamente tonta. Ele estava me deixando louca, tive vontade de agarrá-lo e beijá-lo novamente, mas controlei os meus impulsos. Agora tinha outro vício. O seu beijo.
- Eu nunca quis tanto algo – ele disse – Eu nunca quis alguém como eu te quero. No começo eu não quis acreditar, achava que só era coisa da minha cabeça, cheguei até a pensar que o seu lado veela estava me afetando, mas a vontade de te observar, de te avaliar falava mais alto. Era a coisa que eu estava mais gostando de fazer, era uma prioridade no meu dia te ver passar. Eu achei que podia resistir a você.
Ele se sentou novamente na cama e me puxou para sentar ao seu lado e então continuou:
- Quando dei por mim eu te conhecia mais que suas próprias amigas. Conhecia cada expressão, conhecia cada sorriso, as suas reações. Sabia tudo sobre você. Então vi Phillip se aproximar e isso estava me deixando inquieto, estava de deixando preocupado. Fiquei noites sem dormir e quando vi você o beijando na festa de Hallowen entendi que estava mais preso em você do que eu queria. E bem, entendi que estava completamente apaixonado e louco de ciúme e foi por isso que eu entrei naquela briga, foi para descontar minha raiva em alguém. – ele suspirou – Eu não conversava mais com o Phillip depois que vocês estavam juntos por puro ciúme. Ele viu o porquê da minha atitude e estão tomou proveito da situação, fazendo-me sofrer por não ter você. Fazendo-me ficar louco.
- Ele também sabia da minha parte.
- Como?
- Ele também sabia que eu amava você, ele me disse quando terminamos. Que odiava ver o jeito que eu te olhava, que tudo em mim mostra que eu te amo.
- Desgraçado – Teddy exclamou com raiva.
Eu ri.
- Depois que você e ele terminaram, eu nunca fiquei tão feliz na vida. Mas também fiquei com medo. Eu te disse, Phillip é vingativo e me assusta até hoje ele não ter feito nada comigo sobre ter o impedido ou tentar de novo com você. Mas enfim, eu sempre achei que você gostasse dele e por isso nunca tentei nada antes, mas eu estava ficando louco, acho que você nem sabe o quanto é sedutora e Amy percebeu isso.
- Ela é uma vadia.
- Ela tem inveja de você, Sarah, Mia e Cris. Por isso que ela quer tudo o que vocês têm. Ela tentou o Kurt por causa de Sarah e tentou o Max por causa de Mia, mas ele a cortou na mesma hora. E agora sou eu por sua causa... Aquele dia na biblioteca foi a primeira e única vez que ela tentou alguma coisa comigo.
- Ela não tentou ficar com você depois da biblioteca? Mas...
- Calma Vicky - ele riu - Suponho que você não pegou a conversa toda daquele bendito dia. Eu estava estudando na biblioteca quando ela chegou tentando ficar comigo e eu fiz igual ao Max. A cortei de cara, falando que não queria, que estava em outra, para ela desistir. Então ela perguntou se você estava ficando comigo eu tentei mudar de assunto, mas ela me ignorou e perguntou novamente. Eu perguntei por que importava tanto pra ela, mas eu já sabia do seu jogo, então falei aquilo que você escutou. Ela me deu um selinho e saiu andando, mas eu a alcancei falei que estava mesmo afim de você e que se ela prejudicasse ia ser pior pra ela.
- Mas ela foi à ala hospitalar me amolar.
- Ela me contou.
- Contou?
- Contou que foi lá e você falou coisas duras pra ela. Me pediu desculpas por ter me prejudicado com você e disse que não iria mais fazer isso, iria mudar, pois tudo o que você falou era verdade.
- Mentira.
- Verdade.
- Impossível.
- Nem tudo.
Agora sim eu estava besta. Amy Archibalt pedindo desculpas por algo que fez e falando que iria mudar. Eu nunca esperava isso de Amy. Achei que ela me devolveria na mesma moeda tudo o que eu falei para ela, achei que não pensaria sobre mudar seus atos. As pessoas ainda podem surpreender...
- No começo eu também não acreditei – disse ele.
- Então era isso que vocês estavam conversando no café da manha no dia em que eu sai da ala hospitalar?
- Era. E era por causa disso tudo que você fingia dormir quando eu ia te visitar?
- Era. Eu achei que iríamos ficar bem quando você dormiu comigo lá, mas eu vi você com ela no café da manhã e minha cabeça explodiu de novo. Acredite, estava sendo difícil te ignorar.
- Eu acredito – ele riu e piscou para mim.
Silêncio.
- Esta tudo bem agora então? - ele perguntou.
- Está - respondi.
Silêncio.
- Bom... Eu vou... – Eu não sabia o que dizer. Ele não falava nada só me observava com o sorriso no rosto e isso estava me deixando frustrada. Eu queria mais um beijo. Eu queria sentir aquele gosto de novo.
- Eu vou ver as meninas – disse por fim.
- Tudo bem. - ele disse.
Eu fiquei olhando para ele. Para ver se ele tomava alguma decisão. Depois de tudo o que dizemos um para o outro, depois de tudo isso, tudo o que ele me diz é um simples 'tudo bem', sem nenhum beijo a mais. Esperei alguns segundos para ver se ele fazia alguma coisa, se me beijava novamente, mas ele só sorria para mim igual um idiota maravilhoso e então eu andei com pressa para sair dali ou não respondia pelos os meus atos, mas ele foi mais rápido e me puxou para ele, me pressionando contra a escrivaninha e seu corpo.
- Você acha que pode sair assim? - Ele me perguntou e não me deu tempo para responder.
Teddy deslizou gentilmente seus lábios nos meus, perfeitamente e apaixonadamente. Pude sentir o gosto maravilhoso de sua boca novamente. Ele me puxou para ele como se ainda tivesse espaço entre nós. Segurei a gola da sua camisa o puxando pra mim também. Ele me levantou e me sentou na escrivaninha se inclinado para cima de mim, quase me deitando na mesa. Me beijava com intensidade, com fervor, volúpia. Beijou meu pescoço, meu colo, minha orelha, minha bochecha e a minha boca. Passava as mãos pelas minhas costas, cabelo, pernas. Ele tentou se afastar, mas eu capturei a sua boca novamente fazendo os beijos prolongarem mais.
- Vicky. – ele sussurrou entro os meus lábios.
- Humm?
- Você esta me fazendo perder o controle.
- Eeer...
Os lábios dele estavam vermelhos assim como os meus. Ele ficou passando a mão pelo meu rosto e eu fechei os olhos para sentir o seu toque. Eu o abracei apertado com medo de que depois que saíssemos desse quarto tudo isso fosse embora.
- Promete que não vai me deixar novamente? – Ele perguntou se afastando de mim e me olhando atentamente nos olhos.
- Prometo – Respondi.
- Ótimo. Não sei viver mais sem você.
- Olha, temos uma coisa em comum – Eu disse – Também não sei viver sem você.
Ele riu e me beijou ao mesmo tempo em que me descia da escrivaninha e passava o braço pelos meus ombros e eu pela sua cintura. Descemos para a sala comunal, ela não estava mais cheia como antes, só tinha algumas pessoas como Mia, Max, Sarah, Kurt, Cris, Dominique e Molly.
- Mentira que vocês fizeram isso? – perguntou Max.
- Fizemos – disse Molly.
- Estou até ficando com dó do menino. O Filch não parecia muito contente – riu Dominique.
- Deixa ver se eu entendi – disse Kurt – Vocês soltaram a bomba de bosta, o Filch veio atrás de vocês mas vocês falaram que não soltaram dessa vez, mas sabiam quem foi e jogaram a culpa toda no menino da Sonserina que não tem nada a ver com a história?
- Foi – disseram as duas rindo.
- Meu Deus. Quero morrer irmã gêmea de vocês – disse Sarah.
- Meu Deeeus – gritou Mia assim que me viu abraçada com Teddy, até então estávamos despercebidos.
- Calma Mia, não precisa gritar, o sonserino bem que precisa – disse Dominique.
- Eu não estou falando disso sua tonta, tanto faz se ele merece ou não. Estou falando é disso – ela disse apontando para mim e Teddy.
Teddy riu quando os olhares dos nossos amigos caíram sobre nós e eu corei. As reações foram às previstas. Kurt não demonstrava tanta surpresa e Max se mostrava um pouco incrédulo. Mia, Sarah e Cris começaram a rir sem parar eu me juntei a elas, não sabendo muito o porquê. Dominique e Molly sorriam maravilhadas e se entreolhavam.
- Aleluia – gritou Dominique levantando as mãos para o alto.
- Porcaria, perdi – disse Max batendo na mesa.
- Pode ir passando a grana – disse Kurt.
- Como assim, perdi? – perguntou Mia colocando a mão na cintura e fitando Max.
- Nós apostamos. – disse Kurt.
- Você não fez isso. – disse Sarah.
- Ah amor, fica feliz. – disse Kurt beijando ela – Vou comprar um presente para você com o dinheiro.
- Vocês apostaram exatamente o que? – perguntou Teddy.
- Max falou que você e Vicky iriam ficar sem conversar um mês e meio e eu disse que não passava de três semana e bom, vocês ficaram exatamente três semanas sem conversar então eu ganhei. – disse Kurt todo orgulhoso.
N/A: Eu disse que era até sexta, né? HSAOIDHIUA. O caso foi que eu achei que iria viajar sexta-feira, mas na verdade é hoje u.u, então tive tempo para arrumar uma beta para betar essa cap :D, já que a minha nova esta viajando ( que confusão Oo). Mas ok, vamos ao que interessa: EU SEI QUE VOCÊ AMARAM ESSE CAP. Diz ai, diz ai, diz ai (H). Eu tenho muito o que comentar sobre esse cap, mas vou deixar isso tudo para vocês fazerem, quero muitas e gigantes reviews quando eu voltar de viajem ok? Ansiosa para saber o que vocês acham :D.
Respondendo Reviews:
sango7higurashi: Aaaah! Que bom que gostou. É um dos caps que eu mais gosto, a musica é maravilhosa *-*, amo ela demais. Agora eles se acertaram :D, vão ficar juntos para sempre UHSDUAS. Prometo não demorar tanto assim mais. Beijããao :*
gaby-fdj-black: porque Teddy ai matar ela? Não sei. Esses dois enlouquecem todo muundo UAHSDAUS. Não demorei dessa vez e não vou demorar mais :D. beijãããão floore :*
Igorsambora: DEEEUS não precisa mandar uma maldição em mim ( medo) eles já estão juntooos e vão ficar assim pra sempre, prometo (Y). UHSADSAHASHDOU. Eu não sou tão sádica assim, sou? HAHA Que bom que você está gostando. E obrigada pelos parabéns, beijããao :*
Obrigada pelas reviews amoooores. Até maais, prometo não demorar tanto. :D. beijããao :*
